PDF: Secretário Íntimo

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Título: Secretário Íntimo
Autor: Jorge Adoum
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  • Title: Secretário Íntimo
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  • Creator: Writer
  • Producer: OpenOffice.org 2.0
  • CreationDate: 2008-04-03T08:41:49-03:00
  • Pages: 102
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S ecretár io Í ntim o Pr eb os te ou Ju iz ou Mestr e I rlan dês I n te n d en te d os E dif íc ios ou Mestr e e m Isr ae l 6.° Gr au – 7.° Grau – 8.° Grau E ST A É A M ACON ARIA JO RG E A DO UM 6.°G RAU I. S ext o G rau. S ecre tá ri o Ínt im o. M estre por Curi osida de. M estre Ingl ês e seus M is té ri os II. L enda s, V erda des e M is té ri os . III. A s P ré-hi stóri as e as T radi çõe s. IV . Dogm a do Cé rebro e Dout rina do Cora ção. V . O que Deve Sabe r o S ecre tá ri o Ínt im o. V I. O Corpo A stra l da Alm a e a M edi cina U nive rsal. V II. A Ment e e a M edi cina U nive rsal. 1
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V III. A Religi ão dos Sábi os . P rogre sso e Cons erva çã o. 7.°G RAU I. S étim o G rau. P rebos te e Jui z ou M estre Irl andê s. II. O Grau de Prebos te e Jui z ou M estre Irl andê s e a sua H is tóri a P rofa na III. O Pla no dos Ele m ent ais do G .A.D.U. IV . Conhe ce-t e a ti M esm o e aos D em ais pe la Ca racte rol ogi a. V . Cons ti tui ção do H omem . V I. O que Deve Sabe r o P rebos te e Jui z V II. A Medi cina U nive rsal. V III. O Corpo M ent al e a M edi cina U nive rsal. IX . Religi ão dos Sábi os . Cos mogoni a. 8.° G RAU I. O ita vo G rau. Int ende nte dos Edifícios ou M estre em Is rael. II. O Porquê das Re ligi õe s. III. A Religi ão F áli c a. IV . A Re ligi ão M itra ic a. V . Com o Conhe ce r o H omem à sim ples V is ta . V I. O Q ue D eve S abe r O Int ende nte dos E di fícios . O Corpo F ís ic o e a M edi cina U ni ve rsal. V II. O Corpo da Alm a e a M edi cina U nive rsal. V III. A Ment e e a M edi cina U nive rsal. IX . A Re ligi ão dos Sábi os . 2
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6.° Grau S E C RETÁ RIO ÍN TIM O C ap ítu lo I S EX TO GRAU – S ECRETÁ RIO ÍN TI MO M ES TR E P OR C URIO SID ADE 3
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M ES TR E ING LÊS E SEUS M IS TÉR IO S 1 – A hi stóri a de ste gra u é a bs urda s ob o pont o de vi sta re al, poré m, é m ui to i nt ere ssa nt e qua nto a o seu c onc eito m oral. V am os e xa mina r o que di z a hi stóri a do gra u que , c om o todos os gra us a nt eri ore s, a tri bui todos os e ns ina ment os m aç ôni cos a S alom ão, o Bí blic o, o qua l na da te ve que ve r c om a M açona ria. Re corde mos que , tra ta ndo-s e da c ons truç ão do T em plo de J e rus alé m , H ira m II, re i de T iro, e nvi a a S alom ão um e m ba ixa dor pa ra fa ze r um T ra ta do de A li a nç a, c ont endo e stipul açõe s se cre ta s que se ja m som ent e c onhe cida s dos m ona rcas. E m vi rtude de sse T ra ta do, H ira m e nvi ou a S alom ão os m elhore s a rqui te tos de s e u pa ís , gra nde núm ero de obre iros e vá rios s upe rint ende ntes ins pe tore s pa ra z ela re m pe los tra ba lhos da c ons truç ão, a ssim c om o a lguns m ate ri ais ne cessá ri os , ta is c om o m ade ira s de c edro e a be to do L íba no, ouro da s m ina s de s ua s pos se ss õe s e pe dra s de T iro. E m re com pensa de ste s s e rvi ços , S alom ão prom ete u e nt re ga r-lhe , e nqua nto dura ss e a c ons truç ão do T em plo, vi nte m il m edi da s de tri go, vi nte de vi nho, a z eite puro, c eva da e m el, e c e de r-lhe, a pós a c onc lus ão da obra , vá rias c ida des do te rri tóri o da G alil é ia !!! S alom ão c um pria o pa cto e a c ons truç ão do T em plo a va nçava prodi gios am ent e; te ndo, poré m, oc orri do a m ort e de H ira m A bi f, a s obra s fora m sus pe nsas pe lo t em po ne ce ss á ri o, de stina do à busca de seu c adá ver, e , de pois, à c ele bra çã o de seus fune rais . A e ss e s c om parece u o re i de T iro, m as e m ve z de re ti ra r-s e im edi ata m ent e c om s ua c ort e, vi sitou, e xc ita do pe la c uri osida de , vá rias c ida des da G ali lé ia , e nc ont rando m ui ta s a rrui nadas, os terre nos esté re is pa ra o c ultivo, e seus ha bita nt es gros se iros e ignora ntes. E m vi rtude do que vi u, vot ou a Je rus alé m pa ra e xi gir de se u a li a do c ont as de ta lha das da qui lo que ele c ons ide rava um logro. D iri gi u-s e a o pa lá c io de S alom ão, e pa ss a ndo pre cipi ta da ment e e nt re os gua rdas que o c us todi ava m, pe ne trou, ira do, na s a la de a udi ênc ia s. S alom ão re cebe u s e u a lia do c om c ari nho, e os gua rdas s e re ti ra ram, de ixa ndo os dois s obe ranos a sós . U m fi el s e rvi dor de S alom ão de nom e J oha ben (F il ho de D eus ), a o not ar a c ól era no s e m blant e do re i de Tiro, s egui u-o a té a port a da câm ara ré gia, e de te ve -se pa ra esc ut ar. H ira m not ou a pre se nç a do indi sc re to, e c re ndo e sta r s e ndo e spre it a do, ti rou a e spa da pa ra m ata r J oha ben, m as, S alom ão i nt ervi u e de cla rou a H ira m que e ste s e rvi dor e ra s e u c onfi dente, s e u m aior fa vori to e de pos it á ri o de todos os ne góc ios do re ino, c om o s e us P RÓ PRIO S P EN SA M EN TO S. E nt ão, J oha ben obt eve o pe rdã o, e a m bos os s obe ranos c onc orda ram que fos se re conhe cido c om o S E CRE TÁ RIO ÍN TIM O E Q UE P RE SE N CIA SS E O P A CT O D E A LIA NÇA QUE D E N OVO IA M CE LEBRA R. E sta é a ori gem do G RA U D E M EST RE P O R CU RIO SID ADE int roduz ido na S éri e Ini ciá tic a do Ri to E sc oc ês. 2 – V ol ta m os a ins is tir que S A LO M ÃO da M açona ria é o ‘S OL-A MON-RA ’, ou m elhor: ‘A MEN -RA ’, o que signi fica a T RIN DA DE N A D IV INDADE, com o foi e xpl ic ado na MAGIA DO V ERBO , mas, nã o é o S alom ão da Bíblia . O pri meiro S A LO M ÃO é o H om em S ol ar, o Ini cia do, o S upe r-Homem ou V erda deiro M açom , a que m D eus a pa receu e m s e u m undo int eri or e lhe de u s a be dori a e 4
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ri que zas inc alc ul áve is . É a e ste S alom ão que a M açona ria Ini ciá tic a s e re fere e m todos os s e us gra us. E m toda s a s e sc ol as ini ciá tic a s e re li gi õe s a nt iga s ve mos se m pre o sím bol o e spi ritua l m ate ri ali z ado c om um a fi gura pe ssoa l: O síri s que s igni fica L U Z IN FA LÍV EL foi m ate ri aliz a do c om um a fi gura hum ana . A ssim , ta m bé m, ve mos M itra , K rishna , M oisé s e a té o Cri sto que é o S E G U NDO A TRIBU TO D A D IV INDADE re pre se nt ado por J E SU S, o N AZA RE NO. Igua lm ent e, ‘S OL-A MEN -RA ’ foi fe it o ‘S ALO M ÃO ’ da bí blia , e a o s e u re dor fora m tecida s m uita s l enda s e spi ritua is e foi cons ide rado o P ai da Maçona ria. O S alom ão Bí blic o ou S alom ão da Bí blia N U NCA J A M AIS foi Ini cia do, ne m s á bi o. O s a na is dos jude us e a s fá bul as dos á ra be s ide ntifi ca ra m ou m ate ri ali z ara m o S alom ão E spi ritua l e m S alom ão fi lho de Davi . S alom ão nunc a foi Ini cia do, porque o ve rda deiro Ini cia do nã o pode s e r ti ra no e c ons pirador. E le roubou a s e u irm ão pri mogê nito A doni as pe la c ons pira ção de s ua m ãe Be ts a bé , que foi c úm plic e de m ort e de s e u m ari do; a té o s upos to profe ta N ata n que re provou a D avi d o a dul té ri o, o a ssa ssíni o de U rias e o c asa m ent o que s e gui u a o a ss a ssíni o, foi o m esm o que , depois a judou a Bets a bé a col oc ar S alom ão no t rono rouba do a Adoni as. O Ini cia do nã o a ssa ss ina ; S alom ão c om eçou s e u re ina do à m ane ira turc a, is to é , de gol ando s e u i rm ão A doni as porque e ste l he pe diu a gra ça de c a sa r-s e c om A bi sa g, a que la j ove m que foi ent regue a D avi d pa ra re juve nesc e r s ua ve lhi ce. O Ini cia do nã o s e e nt re ga a m il m ul he res, s e te c ent as e spos as e t re zent as c onc ubinas, ne m tam pouc o ofe rece i nc ens o e adora ção a os ídol os de toda s e la s. O Ini cia do nã o orde na que : ‘m ate a J oa b (e mbora e stive sse re fugi ado num c orni ja l do a lt a r), pa ra de poi s di ze r: ‘e a ssim nã o s e re mos re spons áve is ne m e u e ne m m inha c asa pe lo s a ngue de J oa b’. Cre io que e sta s c it a çõe s da Bí blia s ã o s ufi cie nt es pa ra de mons tra r a c rue lda de, a tira ni a e a libe rtina gem de S alom ão, o Bí blic o. N em Ca lígul a, ne m N ero i na ugura ram seus re ina dos com crim es t ão a troz es. 3 – S alom ão, da Bí blia , nã o foi s á bi o; s e us prové rbios s ã o, e m vá rios pont os, t ri vi ais , inc oerentes, de m au gos to e s e m obj etivo. Ca pítul os int eiros e stã o de dicados a m ulhe res pe rdi das que c onvi dam a os que pa ssa m pe la rua a dorm ire m c om e la s. Q ue o l e itor jul gue e sta s e nt enç a do s á bi o: ‘H á trê s c oi sa s ins aciá ve is , e um a qua rta que nã o di z: c he ga : o s e pul cro, a m atri z, a t e rra que nunc a s e vê s a cia da de á gua , e o fogo que é a qua rta que nã o di z ja m ais : c he ga’. (P rové rbios, Ca p. X XX, ve rs. 15 e 16). V em os e ste out ro: ‘H á t rê s c oi sa s di fíceis e ignoro a qua rta: o c am inho que a á gui a fa z no a r, o c am inho que a s e rpe nte fa z s obre a pe dra , o c am inho do na vio no m ar e o c am inho do hom em pa ra a m ulhe r’. (P rové rbios, Ca p. X XX,ve rs. 18 e 19). S e o s á bi o que t e ve m il m ul he res nã o s a be o c am inho do hom em pa ra a m ulhe r, m al pode mos s a bê -lo nós out ros que te m os um a ou nã o te m os ne nhum a. E sta s pouc as e xpl ic aç õe s sã o sufi cie nt es pa ra c om preende r que qua ndo nos re ferim os a S A LO M ÃO, e m nos sos gra us, de signa mos a ‘S OL-A MEN -RA ’, o S U PE R-H OM EM , Q U E F A Z RE SS U SCIT AR O CRIS TO , Q UE M ORA E M CA DA U M D E N Ó S, A SS A SS IN ADO P O R N OSS A IG NORÂ NCIA , A M BIÇÃ O E Ó D IO , CO MO F O I M ORT O H IRA M A BIF , MITRA , KHRIS NA , J ESU S, E TC. 4 – E ST E É O SALO M ÃO D O M AÇO N E N EN HUM O UTRO . 5- O s s ím bol os do s ext o gra u são os segui ntes: 5
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Câm ara ne gra : é o m undo i nterno do hom em . Nov e luz es : por trê s de trê s e o T riângul o de O uro. A s nove luz es de signa m o núm ero da hum ani da de (c ons ulta r o 3.° gra u de M estre M açom , o N ove nário e a U ni da de ). O T riângul o de O uro re pre se nt a a T ri nda de de D eus e do hom em (V er o G ra u de A pre ndiz: A T rinda de e a U nida de ). A cor a mare la ouro é a int ele ctua li da de. Sal a Ci rc ul ar V erm elha : É o c orpo do hom em vi sto por de ntro, is to é , o hom em i nt erno , e tam bé m sim bol iz a o Cí rculo c om todos os seus signi ficados . D oi s T ronos : de S alom ão e do Re i H ira m II de T iro; s im bol iz am a s ubc onsciê nc ia e a c ons ciê nc ia no hom em . Ce tr o e Espada F lam íge ra : re pre se nt am o Int ele cto e a aut ori dade. D uas Poltr onas no O cide nte : os doi s pól os do c orpo – o A TIV O e o P ASSIV O. G uar da Capi tão e G uar da Tene nte : o m esm o signi ficado ant eri or dos pól os pos itivo e ne gativo. U ma P ic ar eta, um a A lav anc a e um Mal hete : a P ic are ta é o T A U (T ); a A la va nca é a V ont ade que te ndo um pont o de a poi o pode le va ntar o m undo, c om o di ss e A rqui mede s; o T A U (T ) dos a nt igos s e fe z CRU Z, e , a CRU Z s e c onve rteu e m E spa da – P O D ER e m m ãos do S UPE R-H OM EM , c om o ve rem os de poi s. B erit h, Ne der, Sc hile m ot h : T rê s pa la vra s que s igni fica m : ‘P rom eto a li a nç a ínt egra ’; é o pa cto e nt re o e spí rito e a m até ri a, e por úl tim o: S A BE R CA LA R E E ST U DA R O O UTRO EU. 6 – A IN ICIA ÇÃO: A ini cia ção de ste G ra u e stá ba se ada na le nda que lhe de u ori gem. V am os pe netra r e m nos so m undo i nterno pa ra de cifra r os mis té ri os do s ext o G rau. A L iturgi a di spõe que , a o c om eça r, o M estre Il us tre que re pre se nt a S alom ão (fa ce da T rinda de: S U BCO NSCIÊ NCIA ), pe rm ane ça s ó no T E M PL O (CO RPO). E m s e gui da, e nt ra no T em plo o P ri m eiro V igi la nt e (M EN TE S U PE RIO R) que re pre se nt a H ira m II, Re i de T iro, a tra ve ss a ra pida ment e a a nt ec âm ara pa ra pe dir a S alom ão o c om priment o do pa cto e sta be le cido. E ste s doi s re is que re pre se nt am t a m bé m os doi s pól os do hom em , os qua is , s e nã o s e une m em algum a pa rte, s ua ene rgi a pe rmane ce rá inút il. J O H ABE N, que s igni fica F IL HO D E D EU S, m ani festa -s e no hom em pe los doi s pól os, aprove ita ndo a dua lida de da U ni da de pa ra form ar a T RIN DADE. A m ent e c ons cie nt e, ou Re i de T iro, indi gna -se, c om o int ele cto, pe la pre se nç a da que le i nt rus o, m as, a s ubc onsciê nc ia , ou S alom ão, l he conve nce que o intrus o este ve sem pre oculto ne le s e c om e le s. P oré m, e le s nã o o s e nt ia m porque a m bos e sta va m de dica dos à s a tis fa çã o de s ua s pa ixõe s e inc li na çõe s, e por is to nã o pude ram s e nt ir, a nt es, s ua pre se nç a. H oj e o T em plo e stá te rm ina do e e stá e m pe rfe it a s c ondi çõe s, e o F IL HO D E D EU S te m que s e m ani festa r e m sua CA SA -T EM PL O , ou c orpo. 7 – O própri o tít ul o do 6.° G ra u e nc erra um s igni fica do e sot éri co e out ro e xot éri co. Re pre se nt a os doi s S A LO M ÃO S: Com o S ec re tá ri o Ínt im o, pe rtenc e a S O L-A MEN -RA , o Ini cia do e m s e u M UN DO IN TERN O, e c om o M estre por Curi osida de, le va o s e lo do e xot eri sm o de Salom ão, o Re i Bí blic o. 8 – A Bí blia ta m bé m c onfi rma o pre cede nte qua ndo di z: ‘O te m plo de S alom ão foi c ons truí do e ne nhum obre iro ouvi a o gol pe de m art elo de out ro obre iro’. Is to nã o pode s e r ve rídi co num T em pl o c uj as di m ens õe s int erna s nã o a tinge m a qua se vi nte m etros de c om priment o. D is to se de duz que , qua ndo se fa la do T EM PL O Q UE N Ã O F O I 6
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CO NST RU ÍDO CO M G O LPE S D E M ART ELO , de signa -se o CO RPO-T EM PL O D E D EU S V IV O e nã o o T em plo M ate ri al c ons truí do pe lo Re i S alom ão. 9 – CO NHECE -TE A T I M ESM O: O m aior c onhe cim ent o é o c onhe cim ent o de s i m esm o. A M açona ria foi a de pos itá ri a de t odos os c onhe cim ent os a nt igos , e pa ra que e sse t e souros nã o fos se m pe rdi dos , c ol oc ou-os no c ora çã o do H O M EM e fe chou-os c om c ha ves m is te ri os as, que s ã o os s ím bol os. N ós out ros, a o pe rcorre r o c a m inho a ss ina la do pe la M açona ria, pode mos a lc anç ar a que la úni ca font e do c onhe cim ent o donde proc ede m todos os e ns ina ment os que lut am pa ra a bri r rot eiros pa ra um a m elhor c om pre ens ão da vi da . A font e de toda sa be dori a é o H OM EM , O H OM EM F O N TE E A UTO R D E T O D A D OU TRIN A RE LIG IOSA , F ILOSÓ FICA , CIE NTÍF ICA E SOCIA L. A que le s que s e c onform am a pe nas c om a pa rte e xt erna da re li gi ão ou da M açona ria, a que le s que s e c onform am e m , tã o-s om ent e, os te nt ar U M A LTO G RA U D EN TRO D A O RD EM H IE RÁ RQ UICA , P A SSA M P E LA V ID A S E M CO MPRE EN D ER S U A M ISSÃ O E A V ERD ADEIRA MEN SA G EM D A M AÇO NARIA . C ap ítu lo I I LEN DA S, V ER DAD ES E M IS TÉR IO S 10 – O fi m de um a Re ligi ão é a pre ssa r a e vol ução hum ana ; m as é i nút il que rer da r a t odos o m esm o e ns ina ment o re li gi os o. O que pode s e r út il e um a uxí li o pa ra a lguns , s e ri a i nc om preens íve l pa ra out ros, e o que pode produz ir um ê xt ase num s a nt o, nã o fa z ne nhum e fe ito num c ri m inos o. S em , e m ba rgo, toda s a s c ate gori as hum ana s tê m ne cessida des de um a re ligi ão a té que o hom em c he ga a c onve rter-s e e m RE LIG IÃO, ou a té a lc anç ar um a vi da supe rior à sua exi stê nc ia a tua l. 7
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11 – P oré m, qua ndo a s Re li gi õe s, por m á a dm ini stra ção de s e us s a c erdot es e fi éis , fra ca ss a m , s urge m e stã o s e re s e nvi ados ou s e ja m e xi ste nt es, na própri a hum ani da de pa ra s us te nt ar o fa cho da L uz le va ntada , e a ss im a fuge ntam a s tre va s do ba rba rism o e da i gnorâ ncia . A gora surge uma pe rgunt a di fícil de ser re spondi da: Q ual a ori gem da s re ligi õe s? E sta pe rgunt a t em dua s re spos ta s e m nos sos tem pos : 1.ª A da s m itol ogi as c om parada s. 2.ª A da s re ligi õe s c om parada s. E sta s dua s ciê nc ia s de mons tra m, com o ba se pa ra sua s re spos ta s, os fa tos e sta be le cidos . 12 – O s doi s grupos di fere m, e nt reta nt o, na m ane ira de de fini r a na ture za da ori gem da s re ligi õe s. A m itol ogi a c om parada a fi rm a que a re ligi ão é a pe nas um a e xpre ss ã o a pe rfe iç oa da da s ingê nuas e bá rba ras c onve nções de hom ens s e lva ge ns pri mitivos e a ss im a sse gura que a ori gem c om um da s re ligi õe s é um a ignorâ ncia c om um. O A ni mis m o, o F etic hi sm o, o c ul to à na ture za , o c ul to a o S ol , nã o s ã o m ais do que um a fl or s urgi da do c ha rco; e que K rishna , M it ra e Cri sto s ã o de sc ende ntes de c ert os c ura nde iros c ivi liz ados e por s ua alt a s abe dori a dom ina ram os ignora ntes. 13 – A s re ligi õe s c om parada s e ns ina m que toda re ligi ão te m e ns ina ment os de hom ens di vi nos que re ve la m , de te m pos e m te m pos , os di fere ntes fra gm ent os de ve rda des re li gi os as E Q UE A S RE LIG IÕ ES S E LV AG EN S S Ã O D EG EN ERA ÇÕES Q U E RE SU LTA M D E U MA L ONG A D ECA DÊN CIA . 14 – O S V ERD ADEIRO S S Á BIO S A CE ITAM A S D UA S T EO RIA S E E M N OSSA O BRA ‘D O S E X O À D IV IN DAD E’ de mons tra m os que O H OM EM T E M D UAS N ECE SSID ADES: U MA É A IN ST IN TIV A E A OUTRA É A CO NSCIE NTE, E QUE A S RE LIG IÕES E A S L E IS F O RA M IM PO ST A S P O R N ECE SS ID AD E E P A RA U TIL ID AD E. O va lor re la ti vo da s a fi rm açõe s da s dua s e sc ol as de ve s e r jul ga do pe lo va lor da s prova s invoc ada s. A form a de ge nerada de um a idé ia s upe rior pode de mons tra r um a e stre ita s em elha nç a c om o produt o aperfe iç oa do de uma i dé ia gros se ira . 15 – O S Á BIO A D M IT E que um a re ligi ão c ivi liz a da re sul ta da e vol ução de um a nã o c ivi liz a da E A O M ESM O T EM PO A DM IT E Q UE A P RO VID ÊN CIA N UNCA A BA NDO NOU O H O M EM P RIM ITIV O E S E M PRE L H E E N VIO U D IRE TO RE S E G UIA S P ARA DAR-L HE L IÇÕ ES D E CIV ILIZ AÇÃ O E D E P RO GRE SSO . 16 – A s re ligi õe s fora m da das a todos os povos , e c ada re li gi ão de via s a ti s fa zer a ne ce ss ida de m ora l e na tura l de c ada povo. Ca da re ligi ão de ve c he gar a o ní ve l da i nt eligê ncia de um povo, do c ont rário nã o a juda rá sua e vol ução. A N ECE SSID ADE M ATE RIA L O BRIG A O H OM EM A V IV ER E M S O CIE DAD E E P O R E ST A RA ZÃ O F O I D ITADA A LEI D E ‘A MAI-V OS U NS A OS O UTRO S’. 17 – N o pri ncípi o do t e m po – qua ndo o hom em c om eçou a vi ve r e m s oc ie da de pe la ne ce ss ida de urge nte de de fende r-se e de fende r s e us di reit os – os hom ens vi viam fe liz e s. N ão ha via inve ja , ne m ódi os e ne m int riga s e nt re e le s. N ão ha via e nfe rmida des porque a c arne e sta va be m e qui li bra da c om o espí rito. Para e le s a vi da e ra um a ora ção... Era m fe liz es 8
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e s e nt ia m i nt uitiva ment e que o D AD OR D E V ID A E ST A V A N ELE S E E L ES E ST A V AM N ELE (E sta fa se da vida está s im bol iz ada pe lo “ paraís o” da Bíblia ). 18 – D epoi s o hom em c om eç ou a sa ti s fa zer de se nfre ada ment e se us se nt idos , ‘CO MEN DO D O F RU TO P RO IBID O’. T ornou-s e de sc ont ent e, pe rde u a fe lic ida de e foi a ta cado por e nfe rmida des, dore s fí sic as e m ora is . Com eç ou a bus car re m édi os pa ra a livi ar- s e , a ssim c om o o c am inho pa ra a fe lic ida de pe rdi da. A o fra ca ss a r e m s ua bus ca, re cordou e re corre u nova ment e c om ora çõe s a o D ADO R D A V ID A, pa ra que o prot ege ss e nova ment e. 19 – Com o a pe tiç ão nã o foi a te ndi da porque e ra e goí sta e e rra da, o hom em c om eçou a bus car um m eio pa ra a tra ir nova ment e a c om placênc ia de se u Cri ador, i nve ntando te ol ogi as tã o c onfus as e inde fini da s c om o a s á gua s do m ar, e ofe recendo s a cri fí cios vi vos àque le D eus , a fim de apa ziguá -lo. 20 – L ogo c om eçara m a a cre dita r que o s ol , a l ua , a t e rra e a s e stre la s s ã o m ovi dos por um a gra nde A LM A U NIV ERS AL, que e le s de vem s e r m ens age iros , re pre se nt ant es da F ont e da V ida e que a e le s de vem s e r di rigi da s a s pre ces pa ra que int erc ede ram a nt e A QU ELE D EU S que os aba ndonou. E CO M O T E M PO A D ORA RA M O S O L M ATE RIA L V IS ÍV EL, E D EIX ARA M D E A DO RA R O S O L E SPIRIRIT UA L IN VIS ÍV EL Q U E E ST Á E M CA DA S E R. S em e m ba rgo, ha via a inda m ui tos que s e nt ia m IN TIM AM EN TE O D AD OR D E V ID A CO MO L U Z IN EFÁ VEL O U CH AM A S A G RA DA D EN TRO DO T EM PL O -CO RPO. 21 – G ra dua lm ent e e a tra vé s da s i da des, e ste s que s e nt ia m a L U Z IN EFÁ V EL E M S E U ÍN TIM O, c onve rtera m -se e m s a cerdot es, e nqua nto que os de mais hom ens de sc ia m m ais profunda ment e no m ate ri alis m o de se nfre ado, e a re ligi ão abs tra ta se tornou a nt ropom órfica e a ssim o povo c he gou a a dora r a D eus , ou m elhor, a um D eus fa bri cado por s ua m ent e c arna l. 22 – A s e u de vido te m po a P RO VID ÊN CIA e nvi ou os de uses da s ida des pa ra vi sita r os fi lhos dos hom ens . E a ssim c he garam a T erra O rfe u, M itra , Ra ma, O síri s, K rishna , Budha etc . 23 – A o D eus c ri ado pe los hom ens fora m a tri buí dos s e us própri os ví cios e de feitos : a c ól era , o e nfa do, a int olerâ nc ia e por úl tim o o s uborno. Com ora çõe s e s a c ri fícios , pe nsara m : pode -se di stra í-l o e a pa ziguá -lo. Che garam a té a m ent ir e m s e u nom e di ze ndo que e le de se ja s a cri fícios hum anos . O s a cerdóc io de caiu, a s l e is j á nã o s ã o m ais re spe ita da s pe los fort es, e por fi m os s a cerdot es e os gove rnantes uni ram-se c ont ra o povo e c om o s a ngue ssuga s c om eça ra m a a bs orve r o sangue das m assa s. 24 – S em e m ba rgo, o m undo nunc a foi a ba ndona do pe la P RO VID ÊN CIA (pa la vra c uj o signi fica do é m uito ade qua do ao nom e: ve m de P RO VER); poi s be m, a P RO VID ÊN CIA S E M PRE P RO VIU O M UND O D E BO NS S A CE RD OTES E D E BO NS G OV ERN AN TE S, poré m, c om o e ste s e ra m pouc os a nt e a m aiori a, uni ram-se s e cre ta m ent e pa ra s a lva r o povo da que la bá rba ra tira nia, de vol ver-lhe se us di re itos e que brar sua s c ade ia s. 9
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25 – E ste s sa lva dore s do povo c om eç ara m a ins trui r gra dua lm ent e os hom ens porque s a bi am que o pode r s e m o s a be r é um a te m eri da de pe rigos a. T inha m que form ar s ua s s oc ie da des e c om parecer à s re uni ões c om todo s igi lo e s e cre ta m ent e; da í ve m a de nom ina ção de S O CIE DADES S E CRE TA S. Ca da é poc a te ve s ua s s oc ie da des s e c re ta s ba ti z ada s com nom es di fe rentes. O M AIS RE CENTE D EST ES N OM ES É A S O CIE DA DE O U F RA TERN IDAD E M AÇÔ NICA ou s im plesm ent e A M AÇO NARIA . 26 – O S S U PE R-H OM EN S Q UE F O RM ARA M A QUELA S S O CIE DA DES T IV ERA M Q UE IN ICIA R S E U S A DEPT O S N O S A BE R, N O P O DER, N O F A ZER E N O CA LA R. 27 – O i ni cia do de ve s a be r a s qua renta e nove c iê nc ia s, de ve pra tic ar dura nte t oda a vi da s e u pode r, de ve r tra ba lha r e m be ne fício da hum ani da de e por úl tim o de ve c ala r e i m ita r o exe mpl o de SE U PA I Q UE FA Z SE CRE TA M EN TE, e re com pensa s ile nc ios am ent e. O ini cia do de ve, poré m, s e nt ir-s e D eus , e tra ba lha r s e m e spe rar ou pe dir re com pensa. 28 – D esta m ane ira ve mos que de sde o m om ent o que um hom em s e l e va ntou c ont ra a tira ni a pa ra de fende r o povo, e ste hom em e ra um m açom e m e spí rito, e m bora nã o houve sse pe rtenc ido à Maçona ria ou à outra soc ie da de da mesm a fi na lida de. 29 – A Re ligi ão dos S upe r-Homens e M agos e ra pra ti c ada D EN TRO D O T EM PL O D O D EU S V IV O. ‘N OSSO D EU S É U M FOGO ’, m as D E Q UE F OG O S E F ALA ?? ? O F O GO D IV INO Q UE F O I A DO RA DO N O P RIN CÍPIO T RA NSFO RM OU -S E CO M O T EM PO , P E LA IG NORÂ NCIA E A D EG EN ERA ÇÃO, E M A DO RA ÇÃO D O S O L. (‘P RO FA NO! N Ã O T E A PRO XIM ES D AQU I; T IRA O CA LÇA DO D E T EU S P É S P O RQ UE O LUGA R O ND E E ST Á S, T ERRA SANTA É !’). 30 – Agora s im , já pode mos pa ssa r ao estudo das Re ligi õe s pa ra de sc obri r o ÚNICO E SP ÍRIT O de toda s e la s, Q UE F OI O CU LT O CO M A RO UPA GEM D AS L EN D AS. 31 – O S IN ICIA DO S, A TÉ N OSSO S D IA S, A DORA M O D EU S ÍN TIM O, CU JA P RIM EIRA MANIF EST A ÇÃ O É FOGO E LUZ D EN TRO DO CO RPO. 32 – ‘E U S O U A L U Z D O M UND O; Q UEM V EM A M IM N ÃO A ND A N A S T RE VAS’. 33 – O s e c re tá ri o ínt im o de ve c om eç ar a e studa r os m is té ri os de toda s a s re li gi õe s pa ra que , qua ndo c he ga r a os gra us s upe riore s, te nha e m s ua s m ãos a s c ha ves de toda s a s l e nda s, inc lus ive a L enda de H IRA M A BIF , Q U E E N CE RRA O M IS TÉ RIO D A M ORT E E D A RE SSU RE IÇÃ O. 10
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C ap ítu lo I II A S P RÉ-H IS TÓ RIA S E A S TR ADIÇ Õ ES 34 – N o a no de 6 700 a nt es de Cri sto, Ra m c onqui stou Ce ilã o e dom inou os ne gros . A ss im com eç ou o dom íni o dos brancos. S egundo S aint -Y ves de A lve ydre , Ra m m udou s e u nom e pa ra L am , e de poi s de m ant er a A yodhya , c om o pri meiro K ous ha da Índi a, c uj a a ut ori dade te m pora l s e e ste ndi a s obre todos os re inos da Á sia M enor e M aior, c om o Chi na, J a pã o, Cá ucaso, T ura n, E gi to, 11
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L íbi a, E ti ópi a e Il ha s do M edi te rrâ neo, Ra m s e fe z Re i E spi ritua l, S obe rano P ont ífi ce da re gião do T ibe t, onde form ou a U ni ve rsida de invi síve l que infl ui s obre a T erra , e a ssim L am , donde prové m L am a, orga nizou a hi era rqui a c ont ra os gove rnos a rbi trá rios e t i râ nicos que se e sta be le c em pe lo c is m a de Irs hon. 35 – O re ino do Corde iro nã o é um m ito, é s im um a ilum ina çã o; nã o é c om o fi los ofi a que dura pouc o t e m po na s m ent es de pouc os s e re s e de sa pa rece logo c om e le s. O Budi sm o e o Cri sti a ni sm o dura m e dura rão porque o livro sa gra do de toda re ligi ão pe rdura rá no m undo e spi ritua l e todo profe ta o re enc ont rará c om pleto e e xa to no pl ano di vino e na s e stre la s. Ca da a stro é um a l e tra vi ve nte pa ra o Ini cia do. J e sus di zia : ‘O c éu e a t e rra pa ssa rã o, poré m, ne m um til da Lei pa ss a rá ’. A que le s que s e de dicam a o e studo da s le tra s pode rão c om preende r que c ada le tra é o nom e de um a di vinda de, da qua l os M agos sa be m e m pre gar se u pode r, c ha mado ‘V ERBO ’. 36 – O s l ivros s a gra dos fora m e sc ri tos c om c ara cte re s s a gra dos . D e M oisé s, D ani el, E sdra s e dos V eda s, nã o pos suí m os m ais do que um s im ples re flexo da V erda de, porque pe rde mos os ve rda deiros c ara cte re s ori gina is ; poré m, nã o é di fícil e nc ont rar no m undo i nt eiro ou na m em óri a da na ture za a c ópi a ori gina l, e a lgum di a vi rá que m re cons trui rá a s E sc ri tura s S agra das de todos os povos . J e sus di sse : ‘S ó o que ve m do A lt o pode s ubi r a o A lto’. P or is to de ve mos s e r tol era ntes e m m até ri a re ligi os a. O s li vros s a gra dos fora m e sc ri tos em trê s pl anos ou pa ra os trê s pl anos , e os hom ens lut am no t erc eiro. 37 – N a i da de de O uro, ou no Re ino do Corde iro, todos os bra ncos s ubm etia m -se a um s ó pa stor e spi ritua l; um di a, poré m, c he gou e m que c ert os re vol tos os nã o m ais qui se ra m s e gui r o jugo do dogm ati s m o, e s e gui ram o c am inho da Ra zão. E nt ão s e de sc obri u a s e gunda le i dos livros s a gra dos , os qua is s e gue m e m s ua e strut ura a re gra que re ge a c ons truç ão a na tôm ic a do c orpo hum ano. E a ssim t e m os a dout rina do c ora çã o, a do c ére bro e a terre stre , pos to que o hom em se di vide em trê s pa rtes: c abe ça, c ora ção e ventre. 38 – H á trê s gra nde s pe ríodos hi stóri cos na Índi a e e m s e us l ivros s a gra dos : 1.°) O V édi co, ou a époc a de Ra m, que dom inou a Índia por m eio dos Ários , ou os Nobre s, a té 3 200 ou 3 000 a nos a nt es de Cri sto. F oi e nt ão qua ndo fora m c ri ados os V eda s. 2.°) O P erí odo Bra mâni co de 3 000 a 2 400 a nos a nt es de Cri sto. Ce rtos hom ens re cus ara m o dogm a da T eoc racia do Corde iro, a ba ndona ram a Índi a pa ra i m plant ar pe la forç a, re ligi õe s brut ais e le is c rué is . J á ve remos c om o os ini cia dos do Corde iro proc uram de te r o a va nç o de sse s re li gi os os re be lde s. 3.°) O P erí odo Búdi co. Com e sta t r ipl ic idade na c a be ça, nã o s e pode erra r. 39 – O s V eda s s ã o li vros hi stóri cos im port ant es, e o que s e e nc ont ra na Bí blia de hi stóri a, é c opi ado de le s ou pe los m enos s e e nc ont ra nos m esm os V eda s (pa la vra e sta que s igni fica c iê nc ia ). H á qua tro V eda s: Ri g, S am a, Y adj ur e A tha rva . É a pri meira re ve la çã o ou c lic hê de t odos ou out ros livros sa gra dos . F ora m dogm as que logo fi cara m re cus ados pe lo Bra mani sm o, o qua l por m eio da razão que ria s abe r o porquê de tudo. O P erí odo V édi co e stá c ara cte ri zado pe la s im pl ic ida de de s ua s c eri m ôni as s a gra das. O s Á rios t inha m um c ul to s á bi o; nã o t i nha m t e m pl os ne m a lt a re s. F azia m fogo por m eio da 12
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fri cç ão de dua s m ade ira s pa ra se us a lta re s sim ples, e o m ant inha m c om m ant eiga c la ri ficada . O fe recia m a s e us de uses bol acha s e um l ic or que de se nvol via c ert as fa cul da de s no hom em , a que le l ic or pre parava -se c om a a sc lé pi a á cida . F ilt ra ndo s eu s uco num tam iz de l ã de ove lha s; de ixa va m-no fe rment ar num vaso de made ira e e ra servi do puro ou m is tura do c om água ou l eite : e ste e ra o ‘s oma’. A té hoj e e m todos os povos s ã o e m pre gadas c ert as pl ant as pa ra produz ir c e rt os e fe itos ps íqui cos ; os c ivi liz ados us am o á lc ool . A nt iga ment e o l ic or s a gra do e ra pa rale lo a o s a cri fi co. 40 – E nt re os Á rios , ou os da re ligi ão do Corde iro, o P ai ofi cia va na a urora , a o m eio-di a e no oc aso. L ogo, a lguns dos fi lhos he rda ram o ri to dos pa is , e a ssim , pouc o a pouc o, s e form ou a c asta s a ce rdot al. O s out ros c om bate ra m os a m are los e ne gros do pa ís e a ssim s e form ou a c asta gue rreira . A ra ça ve ncida form ou out ras c asta s infe riore s: os c om erc ia nt es e os a rt esã os . O Bra mani sm o e sta va e m ge rm e. D esde e nt ão, a c abe ça s e rvi da pe los ins ti nt os , e sforç ou-s e e m dom ina r o m undo e as c asta s s e e sta be le c era m . 41 – A o la do da s re ve la çõe s dogm átic as s e m ani fe stou a re aç ão ins tint iva . É o ve ntre da soc ie da de hi ndu que c aus ou a tra ns iç ão e nt re o ve dism o e o bra mani sm o, c ara cte ri zado pe los U panicha ds, ou c oment ári os m eta fí sic os dos Veda s. O Bra mani sm o foi um a é poc a m ara vilhos a do m undo, que nos de ixou m ui ta s obra s s e le ta s, li te rá rias, fi los ófi cas e a té c ie nt ífi cas, c om o os poe mas: M aha bha rata , Ra maya na e os Pura nas. N o gê nero dra mátic o t em os o de Kali da sa de Bha vabhut i e Ca rro de Argi la . N a poe sia líri ca : O M agha duta, o G it a -G ovi nca e o P ant cha ta nt ra, que de u ori gem à s fá bul as de Esopo. T am bé m nos de ixou num eros os e ns aios de A stronom ia e nos t ra ns mitira m por m eio dos á ra be s a s c ifra s de cim ais , a a ri tm étic a e a á lge bra . P oré m, s ua m aior obra foi o Códi go de M anu e m doz e l i vros . Q ue a ba rcou t odos os a ssunt os pol íti c os a re li gi os os; e ste Códi go foi a ori gem do Códi go de M inos na G ré cia , de N um a, e m Rom a, de E m m -Manu-E l dos J ude us e dos Cris tãos . T odos o Bra mani sm o nos fa la do V eda s ou da V eda nta. É ni ti da ment e re ligi os o e di vide -se e m dua s e sc ol as. 42 – D epoi s a pa receu o s is te m a m ate ri alis ta de K api la que ne ga a E xi stê nc ia de D eus e s ó c rê na im ort alida de da a lm a, na e te rni dade e na oni potênc ia de um a c aus a pri meira , i m pe rcept íve l e i m ut áve l que s e c ha ma P ra kri ti : a Ra iz da s Ra íz es da m até ri a c uj a c ont rapa rte é P urus ha, o pri ncípi o s e ns íve l e int elige nte. P ant aja li , di sc ípul o de K api la , nã o s e s a ti s fe z c om a obra de s e u m estre e a dm it iu a re alida de de D eus , pri ncípi o e te rno, ne utro e indi visíve l. E sta e sc ol a produz iu a Ioga ou a dout rina da U ni ão de todos os s e re s c om o S er U nive rsal. O Ba gavad G it a é um período do M aha bha rata ou K rishna is m o. 43 – E ntão, t em os qua tro é pocas na evol ução re li gi os a: 1.°) O s l ivros dogm áti c os ou re vela ção pe lo c ora ção. 2.°) Com ent ári os hum anos deste s e sc ri tos . 3.°) N ega ção de sta re vela çã o. 4.°) Re torno à revela ção pe lo c ora ção. 13
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O s di sc ípul os de K ais ha ra le va ram o nom e dos Iogue s. O Budi sm o s uc ede u a o Iogui sm o; é um a e spé cie de prot esta nt is m o hi ndu, c onc ebi do por G aut am a, fi lho do re i S udhoda na. Buda nasc e u 650 a nos ant es de Jesus e com pletou os ens ina ment os bra mâni cos , t om ando o c ora çã o hum ano c om o a ba se e ss e nc ia l do s is te m a. E ns inou a os hom ens o de spre zo do pra zer, do s ofri ment o e da pobre za , pre dicando a ne cessida de da pe rfe iç ão pe ssoa l e o e xe rcíc io da c ari da de pa ra c om todos os s e re s. S eus pri ncípi os fora m: a i gua lda de dos hom ens por s ua ori gem e de stino; a s c asta s nã o tê m m ais do que um a e xi stê nc ia re la tiva e nã o a bs oluta. O s brâ mane s tra ta ra m de a rra ncar os Budi sta s da Índi a e a ni qui lá -l os . H á m uita s em elha nça e nt re o Budi sm o e o Cri stia ni sm o. 44 – K rishna t e m a m esm a hi stóri a de J e sus pi ntada ou a m ol da da a o m odo hi ndu, e i s to de vido a que a ve rda de úni ca e stá e sc ri ta no c éu de sde a Cri ação da te rra . A o pe netra rm os no ‘A rque ômetro’ de S ant -Y ves, pode mos obs erva r i m pa rcia lm ent e que Cri sto foi a pont e que uni u a Igre ja pa tri arc al e o Cri sti a ni sm o na sc ent e, e que a nt es de Cri sto e nc arna do, e xi stiu o Cri stia ni sm o há m il ha res de a nos , porque Cri sto nã o é um s e r, e s im , um atri but o ete rno do A bsoluto. 45 – N o a no de 3 200 a nt es de J e sus , O Cri sto, houve a re vol ta re li gi os a c ie nt ífi ca e s oc ia l da Índi a; e os ini cia dos á ri os ou do Corde iro e xi la ra m os Ioni anos ou do pri ncípi o fe mini no. E ste s re vol ucioná rios gue rreiros i nva diram e m s ua c onqui sta , a Á sia M enor a té o E gi to. S eus re is a dot ara m a c or ve rm elha c om o s ina l de pode r, a qua l lhe s de u o nom e de P iks ha s ou de vermelhos , que foi tra duz ida na pala vra ‘fe nícios ’. Com o o gros so de ste e xé rcito de s e ctá ri os e sta va c om pos to de c am pone se s, fora m de signa dos c om o nom e de re is pa store s. E le s s upri mira m os c ons elhos gove rnament ais s iná rqui cos e os s ubs ti tuí ra m pe la s obe rania pe ssoa l, a bs oluta e de spót ic a. O s Ini cia dos l ut ara m c ont ra e sse pode r por longo te m po, e fora m e sse s Ioni anos que di ss ol ve ram os c ol égi os dos magos , mata ndo t odo Ini cia do c onhe cido. Irã c aiu e m s e u pode r, e m s e gui da Cogdi ana , M ervo-Ba lkh, N is ha pur, H sri va ou H era t m ode rna, K abul , K hora ssa n m eri di ona l, G urga n ou D jordj an á ra be , K anda har, S edj esta r, Ra gaia , Cha ruk, V are na agora Vare k, a Índi a e Y asc art es. S eu re ina do foi o do de spot is m o e da c rue lda de, poré m funda ram um gra nde Im pério, que foi o A ssíri o, c om dua s s obe rbas m etrópol es: N íni ve e Ba bilôni a. N im us fort ifi cou N íni ve e pe rsegui u a os Ini cia dos dura nte sua vi da . D om inou A rm êni a, M édi a e Irã que t om ou o nom e de P érs ia . D estrui u o re sto da S ina rqui a que Ra m ha via e sta be le cido. S eus num eros os pri sione iros de gue rra c ons truí ram e e ste nde ram s ua c api ta l. N íni ve t i nha oi te nt a e s e te qui lôm etros qua drados . S eus m uros e ra m t ã o la rgos que s obre e le s podi am c orre r trê s c arros junt os. T inha m il e qui nhe ntas torre s de duz ent os pé s de altura . Esta c ida de foi arra sa da por Ci axa res, re i de Médi a, no a no 625 a ntes de Cri sto. 46 – Se mi-R am -Is signi fica L uz Int ele ctua l de Ra m. E sta m ulhe r, Ini cia da pe lo Col égi o fe m ini no m itrá ic o, di rigi do por S im ma, e spos a de M enoné s, gra nde c ha ncele r do Im pério de A ss íri a, de poi s de N inus , a dot ou o tri ni ta ri sm o de K rishna , e c ons erva ndo a pom ba c om o s igno dos Ini cia dos Ioni anos , troc ou a c or ve rm elha de s e us e sta nda rtes pe la c or bra nca. P or fi m , S em íra mis fundou Ba bilôni a c om c asa s de qua tro a nda res, c om s e us t e m plos , pa lá cios , sua s pont es de um qui lôm etro de com priment o. S eus exé rcitos c um priram a le i e sot éri ca: ‘O Ini cia do m ata o Ini cia dor’, a ta ca ndo a Índi a. A i m pe ratri z da A ss íri a re uni u trê s m il hõe s de s ol da dos , qui nhe ntos m il c a va los , c em m il c am elos e c e m 14
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m il c arros de gue rra, poré m, pe rde u doi s m ilhõe s e qui nhe ntos m il hom ens , porque , s e gundo os hi stori adore s gre gos , os hi ndus os c om bate ra m c om c a nhõe s de bronz e e a rm as de fogo que recha ça ra m os conqui sta dore s s elva gens. 47 – N o e nt ant o, os re is pa store s ou H yks os que vi nha m da A rá bia c om s e u e xé rcito, c onqui sta ra m a Á sia M enor, poré m, nunc a pude ram dom ina r os Ce lta s ou a nt iga s c ol ôni as bra ncas, a s qua is pre ferira m e xi la r-s e ou e xpa tri ar-s e a s ofre r o dom íni o ioni ano. U ns pe netra ram no de se rt o e se c onve rtera m em Ba ndhone s e rra ntes ou Be duínos , enqua nto que out ros pa ssa ra m a o E gi to e à E ti ópi a. M oisé s de u a e ss a m assa hum ana c rue l e dé spot a, o nom e de N em rod, que s igni fica o Re ino do A dve rsári o de J e hová ou a e nc arna ção t e rre nal de Satá n. 48 – O s i ni cia dos dos T em pl os t ra ta ra m de s a lva r a s a rt es e a s c iê nc ia s e nvi ando um a de pto de poi s de sta de strui ção s e lva gem, pa ra re cons trui r a s ba se s s ól ida s da s oc ie da de hum ana . Com o nã o pude ram re ave r a uni dade de stroç ada . E sta be le c era m e m c ada re gi ão um c e nt ro de re ve la ç ão di vina . D aque le m om ent o e m di ant e c om eç ara m a tra ba lha r a s di fere ntes s oc ie da des s ec re ta s. A Irã ve io um Il um ina do c om o nom e de Z oroa stro, a T oro, S anc ho-N ia ton. N o E gi to c riara m os Grande s M is té ri os ; na Chi na apa receu F o-H i. 49 – N o a no de 2 700 a nt es de Cri sto s urgi u o pri meiro fl ore sc im ent o de a de ptos pa ra o re sta be le cim ent o da dout rina de Ra m. M as os t i ra nos s e m pre pe rsegui ram a s l e is dos re form adore s. V eio M oisé s que c ons tit ui u Is -Ra -El ou o Col égi o Re al de D eus . O rfe u a rra nca H ela de da a na rqui a. O s e gundo Z oroa stro a pa rece na P érs ia . Z oroa stro t e ve m uitos di sc ípul os; um de le s foi O di n ou F ri gga que foi à E sc a ndi návia, onde pre parou a vi tóri a de fini tiva dos Ce lta s s obre os Rom anos . O di n c om pôs a m itol ogi a dos povos nórdi cos ou do nort e da E uropa , s obre o qua l W agne r fundou s e u te atro lí ri co. P or is to di ze m que W agne r é obra de Zoroa stro. 50 – O m azde is m o é a a lta e sc ol a dos gra nde s s a ce rdot es; Z oroa stro é o pont ífi ce re ve la dor do V erbo S olar, porque os cent ros esot éri cos ort odoxos haviam cons ide rado o S ol c om o s ím bol o m asc ul ino, c ont ra os que tom ara m a lua ou a pom ba c om o pri ncípi o de s ua s c re nç as re ligi os as. O m azde is m o de Z oroa stro s a lvou a c iê nc ia tra di ciona l porque c ons ervou os L ivros S agra dos dos povos . M oisé s t a m bé m c ons ervou os L ivros S agra dos . O s s a c erdot es e gí pc ios os c ons erva ram no T arot ou T ora t, que nos c he gou i nt egra lm ent e, pa ss a ndo pe la s m ãos dos Boê mios ou Ci ganos . 51 – D o A ve sta nã o nos c he gou m ais do que um a s ó pa rte dos vi nte l i vros , de vido à pe rsegui ção do m az de is m o e dos ira ni anos pe los a ssíri os , os gre gos e os Is la m . D epoi s da c onqui sta m aom eta na da P érs ia , m ilha res de s e us ha bita nt es fugi ram pa ra o oá sis de Y ezd e out ros pe netra ra m na Índi a, onde form ara m a s c ol ôni as de P árs is , ta is c om o a s de Ba roda , Bom bai e S ura te . O A ve sta da ta do s é c ul o X VIII a nt es de Cri sto. E stá e sc ri to e m l íngua Z ende , e t ra ta de t udo o que s e c ha ma m agi a. É a Bí blia m azde is ta nos vi nt e e um l i vros e é m uito sim ples de s e r c om preendi da. T em s e te c apí tul os s obre o H om em e o U ni ve rso, s e te s obre a s fa cul da des m ora is e sete s obre a na ture za fí sic a. 15
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52 – Z oroa stro s a lvou os i ra nianos da ruí na m ora l, c om o M oisé s o fe z c om a Bí blia ou o G êne se , m as, s e M oisé s vol ta ss e e nt re nós e vi sse ta nt as tol ic es a tri buí das à s ua obra , de strui ria a Bí blia c om o o fe z s im bol ic am ent e c om a s T aboa s da L ei, pos to que , c om o Ini cia do, qui s s om ent e di vul gar os princípi os da Ini cia ção a ssim re sum idos : ‘Q ue A dão-E va é o ve rbo uni versal. Q ue a a lm a i nt elige nte e a ni madora da tot alida de dos s is te m as s ol are s vi síve is e invi síve is e stã o de fini dos e m trê s te rm os: 1) Ca im ou o te m po, c aus a da forç a c ent rípe ta uni versal; 2) A be l ou o e spa ço e té re o, c aus a da forç a c ent rífuga uni versal e 3) S eth ou o e spa ço s ide ral, dupl o e s ê xt upl o. N oé é o pri ncípi o vi ta l de nos so m undo s ol ar; S em é o e spí rito e le va do e ra diant e; Ca m é a a tra ção ou o pri ncípi o do te m po; J a fe t é o e spa ço oc upa do c om s ua di visã o e qui libra da. A ssim ta m bé m A bra hão s igni fica Ra -Ra ma ou Bra ma, Ini cia do s ol ar que bus ca re fazer a uni dade s oc ia l e que a pre se nt a à S a-Ra i, s ua l e i, à F ara ó, o m undo e tc . todos e ste s m is té ri os ini ciá tic os fora m m ate ri aliz a dos e ve stidos c om a roupa gem da c arne e por is so pe rde ram s e u pode r e be le za e nt re os hom ens . D e pa ssa ge m di remos que Is -Ra -El te m o m esm o s igni ficado de A dã o e E va ; s ó di fere que o fe mini no e stá a nt epos to a o m asc ul ino. IS : m ãe ; RA : pa i; E L: o ve rbo uni versal. 53 – S om ent e os E ss ê ni os c ons erva ram o ve rda deiro s e nt ido do S efe r ou G êne se , a té a vi nda de Jesus . O s gre gos nã o fora m m elhore s do que os jude us; a té a re corda çã o de O rfe u a cha -se de sa pa recida de s ua s m em óri as. V eio P itá gora s e fundou a c éle bre F ra te rni dade Ini ciá tic a e a ssim com eçou nova ment e a lut a e nt re os pol íti c os e os Ini cia dos A o Ce sa ri sm o a ssíri o s uc ede u um pode r m ais pe rve rso a inda : a L oba Rom ana . A a m bi ção rom ana de cla rou gue rra a o m undo int eiro. T odos os povos c aíra m na s ga rra s da L oba . N um a qui s im ort ali z á-l a s e m a forç a brut a, poré m, s e us s uc ess ore s a m bi cios os e a stut os pre ferira m este c am inho. J á e ra , poi s, t em po, e a P rovi dência D ivi na int ervi u di reta m ent e. O Cri sto a pareceu e l a nç ou s eus di sc ípul os ao a ssa lt o da fortale za N em ródi ca ; e ... j á e sta m os com o Cri sto. C ap ítu lo I V D O G M A D O C ÉR EBR O E D OUTR IN A D O C ORAÇÃ O 54 – A dout rina do Cérebro foi di vul gada por Krishna , F o-H i, Z oroa stro para de te r a s e lva ge ria dos povos . Ce rca de 500 a nos a nt es de Cri sto fl ore sc e ra m a T ra dição do Cora çã o e os c ul tos m ági cos ins tit uí dos por N um a e m Rom a, P itá gora s na G ré cia , E sdra s e nt re os he bre us, H erm es no E gi to, o úl tim o Z oroa stro na P érs ia , G aut am a na Índi a, L ao-T sé e K ong-T sé na Chi na e S on-M au no J apã o. A ss im ta m bé m se orga nizara m a s orde ns la ic as e sot éri cas: os K aba lis ta s, os P ita góri cos , os N eo-P la tôni cos e os E ssê ni os . T odos tinha m re la çã o m ui to ínt im a e nt re s i. E m s e gui da ouvi u-se fa la r de um novo a c ont ecim ent o nos T em pl os M ági cos , e os m agos c alde us tre mera m, pros tra ram-se e a dora ram. O s m agos a stról ogos c a lde us, dos s a nt uá rios , que e studa vam a na ture za vi síve l e i nvi síve l, vi ram que algo de ext raordi nário s e produz ia e m nos so uni verso. 16
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55 – S abi a-s e e nt ão que a T erra oc upa va c e rt o pont o do E spa ço Ce le ste e que m ui to l onge ha via s ina is que form ava m um c írc ulo tra çado a o re dor da te rra e do S ol e a o qua l de ram o nom e de Z odí ac o. O s a nt igos s a bi am que a s a lm as dos pl ane ta s int erz odi ac ais nã o podi am ja m ais s a ir de s e u c írc ulo, a nt es da vi nda do Cri sto. E sta c orre nte a stra l foi c ha mada a G ra nde S erpe nte, e m he bre u, N aha sh ou a a tra ção ori gina l de M oisé s. E sta s e rpe nte do s im bol is m o re ligi os o da a nt igui dade e dos a lqui mis ta s da ida de m édi a, que m orde a própri a c a uda , fi gura va o lim ite que a a lm a de via pa ssa r. E sta é a ra zão pe la qua l os ant igos criara m a idé ia s do T em po, do D esti no e de tudo o que está de te rm ina do. 56 – O s s a cerdot es c alde us, e xa mina do os a stros que bri lha vam no fi rm am ent o, vi ram um a L uz im ens a que a tra ve ss a va e ste s s ignos Z odi acais , os qua is , s e gundo um a t ra di ção a nt iga , s ã o gua rdados c ada um por um gê nio. E le s vi ra m que os gua rdiões da s port as z odi acais fugi am e spa ntados . S ob a infl uência de ss a L uz s e produz iu um fe nôm eno e stra nho: a c abe ça da s e rpe nte foi a cha ta da e fundi da c om s ua c auda , no c írc ul o a nt eri or pri mitivo, de baixo da te rra . O c a m inho pa ra o pl ano di vino foi a be rto e a s a lm as pude ram pa ssá -l o. A is to a lude V ale nt im e m P is tis -S ofi a qua ndo re la ta a s pa la vra s J e sus : “ E o de stino e a E sfe ra s obre os qua is dom ina m (A dão e todos os tira nos ) e u os m uda rei e os pore i ol ha ndo pa ra a e sque rda dura nte s e is m ese s, c um prindo s ua infl uência a stra l, e e m s e gui da os pore i s eis m ese s m ais a ol har à sua di reita c um prindo s ua infl uênc ia a stra l” . 57 – E sta é a c ha ve do Cre do que a fi rm a que o Cri sto de sc e a o i nfe rno pa ra l i be rtar a s a lm as dos jus tos . D esta m ane ira , um a L uz Ra diant e inva diu o P la no A stra l de nos so S is te m a S ol ar e os gua rdiões da s port as da m ort e, os s e rvi dore s da S erpe nte, fugi ram e nc egue cidos . A ve stim ent a de L uz que c obre o E nvi ado dos P la nos Ce le ste s c he ga a nos sos s ignos z odi ac ais . O c éu e sc ut ou a s que ixa s de P is tis -S ofi a e o Re dentor ve io e nc arna r-se; s ua e stre la do c é u invi síve l gui a os m agos pa ra o pont o de e nc ont ro dos trê s c ont ine ntes e todo os cent ros de com unica ção astros -terre stre s cessa m em se us func iona ment os : t udo s e c ala ...! 58 – P or que vi era m os M agos ? A ss im s e di z s e gundo a s E sc ri tura s: ‘T u s e rá s o s int etiz a dor D ivi no. T u vais pa ra re cons trui r os cul tos m ági cos dos ant igos . Tu va is pe rmitir à E sfi nge sair de sua im obi li da de e a ra ça bra nca va i re cons trui r sua sínt ese de tua Luz ’. ‘T u é s J e sus , Re i E spi ritua l e S alva dor c uj o nom e foi e sc ri to há m ais de 20 m il a nos s obre as e stre la s do c éu’. ‘T u s e rá s o V erbo do Cé u. N ós , os re is m agos , re pre se nt ant es de c a da um a da s t ra di çõe s a nt eri ore s, e m nom e da Ra ça V erm elha , da A m are la e da N egra , nos pros ta m os e t e c ons agra mos o S alva dor da Ra ça Bra nca e o il um ina dor da s hum ani da des e m todos os pl anos ’. N a J udé ia na sc e u o S alva dor do M undo, de poi s de rom per o c írc ul o da S erpe nte, pa ra e ns ina r a o hom em o c am inho de re gre sso a o P ai ou à uni ão c ons cie nt e c om a di vinda de. 59 – M uitos ne garam a e xi stê nc ia de J e sus e m ui tos c ont inua m ne ga ndo-a . Is to nã o nos int ere ssa de m ane ira ne nhum a. S ão os hi stori adore s c ie nt ífi cos que de ve m re fut ar ou a fi rm ar e sta c re nç a. N ós e sta m os c it a ndo a Cos mogê nese s e gundo a m em óri a da na ture za, que nã o é a ceita ne m por uns e ne m por out ros. J e sus e m s ua m eni nice re ce be u os 17
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e ns ina ment os te rre nos dos E ssê ni os , uns s á bi os que form ava m a te rc eira s e ita e nt re os F ari se us e S aduc eus . 60 – O s fa rise us e ra m os burgue se s, que ia m a o s á ba do no T em plo e ne le ve ndi am s e us produt os; qua ndo vi am um profe ta , o l a pi da vam ou o a ssa ss ina vam a fa cada s, s e gundo a é poc a. O s S aduc eus e ra m os fi lós ofos c étic os ou m ate ri alis ta s que nã o a cre di ta va m e m qua se na da. O s E ssê ni os era m m ís tic os e cons tituí am um a F ra te rni dade L aic a, que se a sse m elha va à dos P ita góri cos . S om ent e e le s pos suí am o c onhe cim ent o e xa to da lí ngua he bra ic a; 500 a nos a nt es de J e sus , o S efe r nã o e sta va tra duz ido. E sdra s tra tou de fa zê -l o e nã o pôde dar m ais do que uma t ra duç ão a bsolut am ent e pri miti va . Com o m em bros de um a S oc ie da de S ecre ta , os E ss ê ni os tinha m jura ment os , s ina is de re conhe cim ent o, roupa s e spe cia is e norm as a segui r. Com unicava m-se s ecre ta m ent e c om os m em bros de out ras O rde ns Ini ciá tic as, e a ss im tinha m re la çõe s c om os P it a góri cos , os N eo-P la tôni cos e os Ale xa ndri nos. N a i da de de 12 a nos, ve mos Jesus no T em plo c om os Essê ni os . 61 – J e sus nunc a foi à Índi a, c om o a fi rm am c ert os a ut ore s. O s E ssê ni os na da podi am a pre nde r dos H indus . O M essia s prom etido nã o t inha ne ce ss ida de de bus car a L uz da ve lha Á sia , ne m a da Ra ça V erm elha pa ra salva r a Ra ça Bra nca. O nde este ve Jesus de sde a ida de de 12 a nos até os 30? P oi s s im plesm ent e ve io à E uropa , e ste ve e m Rom a, G ália , V ie na , S ic ília e out ros pa ís e s m ais . N ão a cre di ta o l eit or? P oi s o que s e lê e o que e stá re gistra do na A tm os fera ou m em óri a s e c re ta da na ture za, é e xa ta m ent e is to; todo c la ri vi de nte pode vê -lo. S em e m ba rgo, is to nã o é o m ais i m port ant e. 62 – O s e ns ina ment os do Cri sto ta m bé m e stã o gra vados na m em óri a da na ture za. “ O Cé u e a T erra pe recerã o, poré m, um t il da L ei nã o pe recerá ”, o que que r di ze r: pode m s e que im ar todos os e va nge lhos do m undo, poré m, a pa la vra do Cri sto se rá e nc ont rada nova ment e porque e stá e sc ri ta N O A LÈ M . Com o e sta va c om unicada a vi da do V erbo e e sc ri ta no céu m uito a nt es da e nc arna çã o de Je sus , pode -se obs erva r que K rishna re pre se nt ou o pre figura do D A V IN DA D E CRIS TO . P or ta l m otivo s e di z que os ve rda deiros E va nge lhos s ã o e te rnos e nã o c om o a s fi los ofi as do m undo, que estã o hoj e e nã o serã o a manhã . J e sus fa lou a t rê s c la sse s de i nt eligê nc ia : 1) à ge nte s im ples; 2) a os fi lós ofos , s á bi os e ra binos ; e 3) a os CO NVICT OS que fora m e m pe que no núm ero. E sta foi s ua m is s ã o c ele stia l, pre parada de ant em ão. 63 – J esus ate ndi a à saúde da alm a e do c orpo, c omo é natura l. Cura va a s e nfe rmida des dom ina va a na ture za e a m ort e. D eixou-nos um E va nge lho ou Códi go de Saúde , desc onhe cido a té hoj e pe lo m undo. J e sus é o úni co s er a o re dor do qua l s e a grupa m todos os pa rtidos , reli gi õe s e e sc ol as do m undo. P ara o m agne tiz ador, E le é o m aior dos m agne ti z adore s; pa ra o m édi co, é o m elhor m édi co; pa ra o e spi ritua li s ta , é o m elhor m édi um , e a ss im s uc essiva ment e c om o 18
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ps iqui atra , o s oc ia lis ta , o a na rqui sta , o de moc rata e o c om unista . Ca da um de nós o a pre cia a s eu m odo, o a dmira e o ve nera à sua m ane ira . J e sus dom inou a e nfe rmida de e a m ort e, e a o m esm o te m po nos e ns inou que todos pode mos che gar a fazer o que ele fe z, s e qui se rm os segui r seus pa ss os . O s m ila gre s de J e sus e nc era m e e ns ina m a m ais a lta c iê nc ia , poré m, E le nã o é D eus por s e us m ila gre s, s e nã o por s ua obra e s e u di vi no a m or. M uitos hom ens tê m fe ito os m esm os prodí gios do N az are no, poré m ni ngué m o i gua lou e m seu a mor i mpe ssoa l e di vino. J e sus , e m s e us m is té ri os ini ciá tic os , a fi rm ou o c ul to da igre ja de M elqui se de c, c uj a a ção di reta c ons is ti a na c om unhã o do invi síve l c om o vi síve l e do vi síve l c om o i nvi síve l. Com e ste s e ns ina ment os ini ciá tic os de rrubou o pode r de todo sa ce rdóc io orga nizado e a a ut ori dade dos s a cerdot es que fa la va m e m nom e do Cé u, e a ssim e ns inou c om o de ve o hom em c om uni car-s e c om o invi síve l s e m a juda e s e m int erm edi ári o e s e m pa gar pe la s ora çõe s. É por is so, e s om ent e por se us e ns ina ment os , que foi j ul ga do e c onde nado por uma a sse m bléia de farise us que tem ia m a pe rda do pode r tem pora l. 64 – J e sus re ve lou out ro m is té ri o: N ingué m pode e le va r-s e s e nã o de sc e r do a lt o. D eixe mos a os ingê nuos da rw ini sta s c re r que a e vol ução c om eça no infe rior e que o m ono pode fa zer-s e hom em ; na da e vol ui s e a c ondi çã o s upe rior nã o é dua s ve zes m aior à i nfe rior. N ecessita -s e da dor e do s a c ri fício P A RA E L EV AR-S E. J e sus m orre u s ofre ndo toda s a s a bom ina çõe s da s le is hum ana s inj us ta s; ta l c om o re la ta m os E va nge lhos . P oré m, J e sus t a m bé m re ssus citou. E le ta m bé m di sse “ ... dou m inha vi da pa ra torna r a tom á-l a. N ingué m a t ira de mim , m as e u de mim m esm o a dou” ( J oão 10:17-19 ). Is to nos de mons tra que e xi ste c ert o pode r, c onhe cido por a lguns gra nde s a de ptos , que fa cul ta de sint egra r, à vont ade , a m até ri a fí sic a; Cri sto va le u-s e de ste pode r pa ra S U BT RA IR o c orpo da tum ba. E m out ras oc asiõe s m ate ri aliz ava seu c orpo a stra l s egundo a ne ce ss ida de do m oment o. C ap ítu lo V O Q UE D EVE S ABER O SEC RETÁ RIO ÍN TI MO O CO RPO F ÍS ICO E A M ED ICIN A U NIV ERS AL 65 – N ão há te m po ne m e spa ço pa ra ins is tir na c onve niênc ia e urgê ncia e m obe decer à s nos sa s ins truç ões. S e o a spi rante te m c onfi anç a e m s e us ins trut ore s, de ve obe decê-l os pe lo be m de s i m esm o a té o m om ent o de s a be r por s i própri o a c iê nc ia e o be nefício dos ens ina ment os . S e ins is tirm os na pe rfe ita m astiga ção, é porque , c om o m édi co, s a be mos que a m asti ga ção te m gra nde im port ânc ia e m di vidi r os a lim ent os sól idos e m pe daços , os m enore s pos síve is . A ssim o e stôm ago pode rá di gerir m elhor e o corpo a lim ent ar-s e m ais . D is s e m os que a s a liva um ede ce os a li m ent os e fa cil ita s ua pa ss a ge m da boc a a o e stôm ago pe lo c ondut o que é o e sôfa go, c onve rtendo a ss im a s fé cul as e m a ç úc ar. P or e sta ra zã o, o pã o, a s ba ta ta s e todos os a li m ent os que c ont êm fé cul as, de vem s e r m astiga dos 19
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c om m uito c ui da do pa ra que a s a li va te nha te m po de e xe rcer s ua a çã o e pa ra nã o c aus ar da no a o estôm ago e à saúde . A s a liva ção form a o bol o a li m ent íc io a propri ado pa ra a di ge stã o no e stôm ago. O e stôm ago di ge re be m s e a boc a pre para c onve nient em ent e o a lim ent o, e e sta pre paração c ons is te e m m asti gá -lo e ins ali vá -lo. 66 – O e sôfa go é o c ana l de c om unica ção e nt re a boc a e o e stôm ago. O e stôm ago é um a e spé cie de bol sa , e m fe iti o de re tort a, de doi s a trê s li tros de c apa cida de e que pode c ont rair-s e e di la ta r-s e por um a pe líc ul a m ac ia e fe lpuda , provi da de m ilhõe s de pe que nas gl ândul as que s e gre gam o s uc o gá stri co, c om pos to de pe psina , c oa lho e á cido c lorí drico. S e há a lgum de feito num a da s t rê s s ubs tâ nc ia s, a di ge stã o é de feit uos a e ori gina e nfe rmida des. O e stôm ago s e c om uni ca c om o e sôfa go pe la a be rtura CÁ RD IA e c om os int esti nos pe lo P IL ORO . E sta s a be rtura s s e c ont raem ou s e di la ta m por m eio de fi bra s m us cul are s que t ra ba lha m com o os cordõe s de um a bol sa . Q ua ndo o a li m ent o, pre parado pe la m astiga ção e pe la ins ali va çã o, c he ga a o e stôm ago, e ste c om eça a m ove r-se c om o um ba te dor, a fi m de que a pa sta a lim ent íc ia s e e m pa pe be m de suc o gá stri co que ele s ec re tou, o qua l e xe rce s ua açã o c om as a lbum ina s e o gl úten; P O RÉ M N ÃO IN FL U I N AS F É CU LA S N EM N O A ÇU CAR, N EM N A G ORD URA . (Is to indi ca a o a spi rante que de ve us ar pouc o de sta s s ubs tâ nc ia s pa ra nã o c ans ar de mais o e stôm ago). O s uc o gá stri co tra ns form a os a lim ent os num a pa sta c ha mada Q UIM O, e e nqua nto dura a di ge stã o no e stôm ago, o P IL ORO s e fe cha , pa ra que o Q U IM O nã o pa sse a os i nt estinos ant es da hora . 67 – A di ge stã o e stom aca l dura de um a a qua tro hora s, s e gundo a qua lida de de a li m ent o; e um a ve z te rm ina da, o pi loro s e a bre a ut om atic am ent e e o Q UIM O pa ss a a os i nt estinos de lga dos . O s int esti nos , de lga do e gros so, e stã o e nros cados e e nvol tos num a bol sa c ha mada P eri tôni o. O i nt estino delga do mede uns s e is m etros de c om priment o, poré m c om o está e nros cado, oc upa pouc o espa ço. O s t ri nt a pri meiros cent ím etros do i ntestino de lga do c onsti tue m o D UODEN O , onde s e de té m o Q UIM O ao s air do e stôm ago. A o int estino D uode no afl ue m trê s líqui dos di ge sti vos : o suc o pa nc reáti c o, s e gre gaçã o pe lo P ânc reas; o s uc o e nt éri co ou int estina l, s e gre gado pe lo m esm o i nt esti no, e a bí lis , que proc ede do fí gado. 68 – O s uc o pa ncreátic o a tua na s a liva e no s uc o gá stri co por s ua na ture za e a ção, porque pe los fe rm ent os que c ont êm , infl ui na s fé cul as e na s a lbum ina s, c onve rtendo a pri meira em açúc ar, c omo fa z a sali va , e a segunda em pe ptona , com o fa z o s uco gá stri co. O s uc o int esti na l s e rve pa ra m ac era r e lubri ficar a m ass a da di ge stã o, poré m nã o i nfl ui na s fé cul as ne m na s gordura s ne m na s a lbum ina s. (Is to nos indi ca que nã o de vemos a bus ar de ste s a lim ent os pa ra nã o s obre carre gar o D uode no e c aus ar-l he, c om o t e m po, um a úl ce ra ). A a çã o dos s uc os pa ncreátic os , i nt esti na l e bi li a r, c onve rtem o Q U IM O num l íqui do c ha mado Q UIL O, m ais ou m enos e spe ss o, s e gundo a m aior ou m enor pure za dos a lim ent os i nge ridos . Esta t ra ns form ação c ons titui a di gestã o i ntestina l. 20
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69 – A bí lis a fl ui a o duode no a o m esm o te m po que o s uc o pa ncreáti c o e s e u obj etivo é s a poni ficar a s gordura s, e m ul sioná -las num a e spé cie de s a bã o e c onve rte o a çúc ar-de -cana (sacaros e) e m a çúc ar de frut a(gl ucose). O e stôm ago nã o di ge re os doc es ne m as gordura s, e por i ss o m esm o e ste s l he s c aus am m ale s. A inda m ais a bí lis dá s ua m até ri a c ora nte a os re síduos da di ge stã o, e vi ta ndo c om i s to que este s s e c orrom pam de ntro do c orpo. 70 – D o int estino de lga do pa ssa o Q UIL O a o s a ngue por m eio de uns c ana is m ui de lga dos , que s e c ha mam V ASO S Q UIL ÌFERO S, que a bs orve m ou c hupa m o Q U IL O. P or ém não abs orve m todo , s e nã o uni cam ent e a porç ão ne cessá ri a pa ra m ant er a vi da do c orpo (o que indi ca que a vi da nã o c ons is te no m uito c om er, m as e m s a be r c om er). O e xc ede nte pa ss a a o i ntesti no gros so donde é expul so pe lo â nus ou s aída do t ubo di gestivo. N o tra je to dos V ASO S Q UIL ÍFERO S, a nt es de c he gar a o sa ngue , o Q U IL O e xpe rim ent a m is te ri os a tra ns form ação ou t ra ns mutaç ão, poi s já nã o é o m esm o líqui do que foi ela bora do ant es. N ão se sa be em que cons is te , ne m com o se proc ess a esta t ra ns form ação. O ba ço é out ro órgã o m is te ri os o, de funç ão de sc onhe cida , a inda que s e s a iba que e la bora os glóbul os ve rmelhos do s angue . 71 – O fí ga do é a m aior gl ândul a do c orpo; no a dul to pe sa qui lo e m eio. O s V ASO S Q UIL ÍFERO S de rra mam o Qui lo na s ve ia s pe que nas que s e re úne m nout ra m aior, cha mada V EIA P O RT A, que e nt ra no fí ga do; e sta gl ândul a de strói todos os e le m ent os noc ivos que vã o m is tura dos c om o a lim ent o, de ixa ndo pa ssa r uni cam ent e os e le m ent os s a di os . T am bé m c onve rte a saca ros e e m gl ucose. S e o fíga do deixa ss e de func iona r dura nte a lgum as hora s, sobre viria, se m re m édi o, a m ort e; por e ste m ot ivo o e studa nte de ve c ui da r de s ua s a úde e sc ol he ndo a lim ent o puro e s ã o, s e nã o c he ga rá o di a e m que s e c a ns a o fí ga do de tra ba lha r de masia da ment e e s e rá ve ncido pe la s e nfe rmida des. Q ua ndo o fí ga do nã o pode de strui r todos os e le m ent os noc ivos , e ste s pa ssa m a o s a ngue e c a us am e nfe rmida de s infe ccios as e c onve rtem o hom em e m re cept or de toda s a s e nfe rmida des, porque o sangue é o ve íc ul o do E GO: Q ua nto m ais puros s e ja m os a li m ent os , m enos t ra ba lho t e rá o fí ga do, e a ss im ha verá ha rm oni a no m ecani sm o da digestã o, ba se funda ment al da saúde . IN ST RU ÇÕ ES 1.° - M astiga r pe rfeita m ent e be m. 2.° - Be ber um gole de água cada m eia hora . 3.° - N ão a bus ar de doc es, fé cul as e a lbum ina s. 4.° - P ara um e stôm ago de lic a do é ne ce ss á ri o nã o e ngol ir o a li m ent o; de ixa r que a própri a i ns ali va ção a rra ste o a lim ent o a o e stôm ago. A o m esm o te m po c ura -se a di spe psia e a té a úl ce ra . 5.° - D ura nte c inc o m inut os de poi s de c ada re fe iç ão, s e pos síve l, de ita r-s e de c os ta s e proc urar fa ze r s a lt a r s ua ve ment e o ve ntre a té a cim a: e ste e xe rcíc io c orri ge t odos os de feitos do s is te m a di gesti vo. 6.° - N unc a S E D EV E CO MER A TÉ F A RT AR-S E. S em pre c om er pa ra vi ve r. S em pre c om er m enos do que o estôm ago pe de. 21
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E ST E É O CA MIN HO D O S UPE R-H OM EM O U M AÇO M. INV OCA ÇÃO P ara a que le s que s e s e nt em m ara vilha dos a nt e o m ila gre dos m ila gre s e a m ara vi lha da s m ara vilha s, que é o CO RPO F ÍS ICO E SUA D IV INA F UN ÇÃ O: - Ó PODERO SA P RE SE N ÇA DIV INA E M M IM , A SS U M E O D OM ÍN IO ABS OLU TO D E M INHA M EN TE , D E M EU CO RPO E D E M EU M UNDO , E FAZ Q UE T O DA S A S D IFICU LD A DES E XTERN AS E IN TERN AS S E D ESV A NEÇA M PARA SEM PRE ! C ap itu lo V I O C ORPO A STR AL D A A LM A E A MED IC IN A U NIV ER SA L 72 – D is s e m os na liç ão a nt eri or que o c orpo a stra l da a lm a vi ve e s e a lim ent a por m eio da re spi ração; por e ste m otivo de vemos e studa r, a té a pe rfe iç ão o m is té ri o da re spi ração pa ra c om preende r, no fut uro, c om o s e de ve de se nvol ver e ste c orpo pa ra c ert os fi ns de se ja dos . O hom em que a inda nã o s e de se nvol veu t e m o c orpo da a lm a t a l qua l um a m ass a de m até ri a va gament e form ada e m al orga nizada . P ode mos fa la r livre ment e s obre e ste c orpo da a lm a porque j á te m os vá rios m étodos pa ra de mons trá -lo c ie nt ifi cam ent e; e m te m po oport uno, c a da um pode e xpe rim ent ar e ste s m étodos e a o m esm o te m po pode de se nha r s e r própri o c orpo a stra l. Is to já nã o é um m is té ri o, ou m elhor, já é te m po de da r a o m undo e ste s e xe rcíc ios ou prá ti c as que a té hoj e fora m pa tri m ôni o dos tem plos e de cert os sere s pri vile gi ados . 22
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S e a re spi ra ção de se nvol ve o c orpo de de se jos ou a stra l da a lm a, e stude mo-l a c om o é e por que , a fi m de a dqui rirm os um m elhor prove it o do S A BE R, D O Q UERE R E D O F A ZER. O a pa relho re spi ratóri o c om põe -se pri ncipa lm ent e dos s e gui ntes órgã os: BO CA , N ARIZ , FARIN GE, T RA QU ÉIA , A RT ÉRIA , BRÔ NQ UIO S E PULM ÕES. E stude mos o pa pel de cada um dele s. A BO CA s e c om uni ca c om a fa ringe e s e rve de e nt rada e s a ída a o a r, a inda que nã o s e ja de m ane ira indi spe nsáve l e di reta , poi s s e pode re spi rar pe rfe ita m ent e c om a boc a fe cha da. A F A RIN GE é a pa rte s upe rior do e sôfa go e s e c om unica di reta m ent e c om a l a ri nge por um a abe rtura cha mada G LO TE. N esta abe rtura exi ste um a vá lvul a cha mada E PIG LO TE que , no m om ent o de e ngol ir o a li m ent o ou á gua , fe cha a ut om ati c am ent e a G LO TE pa ra nã o de ixa r pa ssa r na da à la ri nge . S em dúvi da a cont ec e que , por e ngol ir ou be ber de masia da ment e a pre ssa do, ou por s e ri r, e ngol e-s e, s e m que rer, e um a pa rtíc ul a pa ssa à lari nge , ocasiona ndo vi olent os acessos de tos se a té que se e xpul se o c orpo e stra nho. 73 – A s na rina s ou fos sa s na sa is c om unicam -se di reta m ent e c om a fa ringe ; e sta , por s ua ve z, c om unica -s e c om a l a ri nge , e a ss im , no de vido m om ent o da de glutiç ão, pa ss a m os a li m ent os por cim a do E PIG LO TE e com o está fe cha da a G LO TE , sus pe nde -se m om ent ane am ent e a re spi ra ção. (BE NDIT A S E JA S P RE SE N ÇA D IV IN A, Q U E M ODU LA ST E CO M T E U P O D ER O S P RIN CÍPIOS D A V ID A: D OU-T E G RA ÇAS P O R T U A M ARA VIL HOSA A TIV ID ADE E POR T UA P RE SE N ÇA NO M UN DO D O CO RPO F ÍS ICO ). P or e ste m ot ivo há o pe rigo de a sfi xi a qua ndo s e e nga sga c om um os so, e spi nha ou a lgum a coi sa m al m astiga da, e assim ve mos que sob o aspe cto m ecâni co ou de func iona ment o, e stá re la ciona da a alim ent aç ão c om a re spi raçã o. Convé m a dve rtir que a fa ringe s e c om uni ca ta m bé m c om os ouvi dos por m eio de c ana is , um em cada ouvi do, chamados TRO MPA S D E E UST Á QUIO . A L A RIN GE c om unica -s e pe la pa rte infe rior c om a T RA QUÉIA -A RT ÉRIA , que é um ve rda deiro tubo de a r. A T ra qué ia -a rtéri a te m uns de z c ent ím etros de c om priment o, e e m sua ext remida de infe rior bi furca-s e e m doi s t ubos ou c ana is c ha mados BRÔ NQ UIO S. E ste s doi s BRÔ NQ UIO S s e ra m ifi cam e m num eros os c a na is , que s ã o c ada ve z de m enor di âm etro a té s e e ste nde rem com o pe quenas re des por t oda a m ass a dos pulmõe s. O S P U LM ÕES s ã o doi s órgã os de te cido e sponj oso c om inúm eros va sos c api la re s e m se u te cido. P ode m di la ta r-s e e cont rair-s e com o um a esponj a ou um fol e. E V ERD ADEIRA MEN TE S Ã O E LES O S F O LES D O CO RPO E CO M E ST ES F O LES S E P O D EM CO MUNICA R CO NSCIE NTEM EN TE CO M O CO RPO D A A LM A. O s pul mõe s e stã o re cobe rtos por um a m em bra na c ha mada P L E U RA . O pul mão e sque rdo di vide -se e m dua s pa rtes e o pul mão di re ito e m trê s e e sta s pa rtes c ha mam -se L O BU LO S. E nt re os doi s pul mõe s e stá o c oração. RE CA PIT ULA ND O: boc a, na riz, fa ringe , la ri nge , tra qué ia -a rtéri a, brônqui os e bronquí olos , c ha mam -se e m c onj unto V IA S RE SPIRA TÓ RIA S, porque por todos e ste s órgã os pas sa o ar aos pulmõe s. 74 – O a pa relho re spi ratóri o func iona pe la a çã o dos m ús cul os c ont idos na s c os te la s e na c ol una ve rtebra l ou e spi nha ço, que , a o s e di la ta re m, a um ent am o pe ito ou a c a vi da de 23
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t orá cic a (CO M E ST E A LA RG AM EN TO S E A LA RG A T A M BÉ M O CO RPO D A A LM A...). D e m odo que o a r pe netra por s e u própri o vol um e pe lo na riz e pe la boc a, ou s ó pe lo na riz c aso a boc a e ste ja fe cha da . E sta é a ra zã o pe la qua l re spi ra mos s e m s e nt ir e s e m que int erfi ra a vont ade . P O RÉ M E ST A RE SP IRA ÇÃO A UTO M ÁTICA E IN CO NSCIE NTE É IN CO MPL ET A . Ba sta a pe na s pa ra a vi da , P O RÉ M N ÃO É O BA ST A N TE P A RA A S A Ú DE E P A RA O D ESE N VO LV IM EN TO D A A LM A, porque o a r pe netra na s vi as re spi ratóri as c om pouc a pre ssã o e não chega a todo o t ecido dos pulmõe s. O s j ogos e e sport es de se nvol vem a re spi ração c om pleta a inda que a pe nas e m c ert as é poc as da vi da e pre se rva m a juve ntude da s vá rias e nfe rmida de s do a pa relho re spi ratóri o, porque ala rga m a cavi da de torá cic a e fort ale ce m os pul mõe s. 75 – O S upe r-Homem te m de pra tic a r m uitos e xe rcíc ios fí sic os e re spi ra tóri os pa ra c ons erva r s e m pre a re spi ração c om pleta , a que la que pa ss a pe la s vi as re spi ratóri as e c he ga a os pul mõe s le va ndo a r s ufi cie nt e pa ra im pre gna r todo o te c ido s e m que pa rte a lgum a s e pri ve de ar. S em e nt rar e m m inúc ia s, pode mos e sc la re cer: a s a rt éri as pul mona res que s a em do c ora ção e s e ra m ifi ca m c a pi la rm ent e (da e spe ssura de um fi o de c abe lo) pe los pul mõe s, l e va m a esse s órgã os o s angue venos o, ou s eja , o s angue esc uro e im puro, c arre gado c om os de tri tos eli m ina dos pelos tecidos do c orpo e espe cia lm ent e dos múscul os . A o c ont ato do oxi gênio do a r que e nc he os pul mõe s, os de tri tos s e que im am , produz -se o c alor, e o s a ngue ve nos o, ne gro ou im puro, c onve rte-s e e m s a ngue a rt eri al, ve rm elho e puro, que vai a o c ora ção por m eio da s V EIA S P ULM ONA RE S, e do c oração s e re pa rte por t odas a s pa rtes do c orpo. T oda s a s ve ia s c arre gam s a ngue im puro e ne gro e a toda s a s a rt éri as que vã o do c ora ção a os pul mõe s a cont ece e xa ta m ent e o c ont rário: a s a rt éri as c a rre gam s a ngue ne gro e a s ve ia s c arre gam sangue vermelho ou a rteri al. 76 – O oxi gênio t ra ns form a o s a ngue i m puro e m s a ngue puro; l ogo, é i ndi spe nsáve l um a c om pleta e pe rfe ita re spi ração de a r puro que c ont enha a na tura l proporç ão de oxi gênio. N unc a s e de ve re spi rar ou ins pirar pe la boc a, e s im pe la s na rina s, porque o a r a o pa ssa r pe la s fos sa s na sa is s e a que ce s e e stá fri o e s e livra dos fra gm ent os de pó e da s de mais pa rtíc ul as que s e m pre c arre ga. P ela boc a o ar nã o se re fina c om o no filt ro que e xi ste na s fos sa s na sa is . O m eca ni sm o da re spi ra ção cons ta de dua s ope raçõe s: IN SPIRA ÇÃO e E X PIRA ÇÃO. M ED IT EM OS N EST A P A LA V RA : IN SP IRA ÇÃO. É a ope ração pe la qua l s e a la rga a c a vi da de do pe ito pe la a ç ão dos m ús cul os i nt erc os ta is e do di afra gm a, e o a r puro pe netra na s vi as re spi ra tóri as de onde pa ssa a os pul mõe s. (P ORÉ M S IG NIF ICA T A M BÉ M IL UM IN AÇÃ O, RE CE PT IV IDADE D E A LG UM A RE VELA ÇÃ O S U PE RIO R E D IV IN A). A e xpi ração é o a to c ont rário à i ns pira ção, c om o que s e e stre ita a c avi da de t orá cic a e s e e xpul sa pe la s vi as re spi ra tóri as o a r vicia do. 24
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E XE RCÍCIO S - Ins pirar l ent am ent e dura nte 8 pa lpi ta ç õe s (pul sa çõe s) - Re te r, proc urando t razer o pe ito pa ra fora , reduz indo o ve ntre pa ra de ntro 8 pa lpi ta ç õe s (pul sa çõe s) - E xpe lir l ent am ent e 8 pa lpi ta ç õe s (pul sa çõe s) - D eixa r o pul mão va zio 8 pa lpi ta ç õe s (pul sa çõe s) C ap itu lo V II A M EN TE E A MED IC IN A U NIV ER SA L P O D ERO SA E IN FIN ITA P RE SE N ÇA DIV INA: T U E RA S E S E RÁ S S EM PRE ONIP OTE N TE! T U, P OD ERO SO P RIN CÍPIO A TIV O D A V ID A, A JU D A A S A TIV IDAD ES D E CA DA H OM EM , P A RA QUE T EU S UPRE MO P ODER S E M ANIF EST E E M TODA P A RT E, A BRE NOSSO S O LH OS P ARA VÊR-T E! BE NDIT A S EJA S! 78 – O tra ba lho de c ada c élul a, e m c ada órgã o, é re gido por um ou vá rios ne rvos di retore s, com o os m ordom os do grupo de célul as ope rárias de ntro do re spe ctivo de partam ent o do c orpo. P ode mos re pe tir que todos os ne rvos tê m por ori gem c om um o c ére bro, s e m elha nte a um a ra iz donde na sc e o tronc o, ou s e ja , a m edul a e spi nha l (o t ut ano ou m iol o da s vé rtebra s) que se a bri ga na col una vertebra l. 25
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P elos doi s ne rvos que pa rtem de a m bos os la dos da m edul a e spi nha l, c ha mados V AG O E S IM PÁ TICO (ID A e P IN GALA s e gundo os Y O GUES), é di stri buí da a o c orpo e ne rgi a vi ta l re cebi da do s angue , da respi ração e do pe nsam ent o. O c ére bro é o órgã o da m ent e, c orpo do E U H UM ANO, e por m eio de ste c ére bro o E G O se re la ciona com o c orpo fí sic o e com os obj etos do m undo e xteri or. 79 – P or m eio do c ére bro o e spí rito a tua li z a s ua e ne rgi a m ent al, que proc ede , por na ture za, do m esm o E spí rito e sse nc ia lm ent e U M CO M O ESP ÍRIT O U NIV ERS AL. A E ne rgi a M ent al a pl ic ada s obre o c orpo fí sic o, própri o ou a lhe io, e s obre s ua s funç ões, por m eio do pe nsam ent o e le va do, i nfl ui de m ane ira s urpre ende nte na c ons erva ção e re cupe raçã o da s a úde (c om o ve remos a o e studa r e pra tic ar o M agne tis m o, H ipnot is m o e S uge stã o). E sta infl uência vol unt ári a e c ons cie nt em ent e provoc ada pe la m ent e na s c élul as dos órgã os, s e c ha ma, pe la Ci ênc ia , A ut o-s uge stã o e s uge stã o. pre ferim os da r-l he o nom e de RE ED U CA ÇÃO. 80 – P ela re educ ação ou s uge stã o vol unt ári a e c ons cie nt e, pode m c onve rter-s e, a o c abo de inúm era s re pe ti ç õe s, e ssa s i nfl uência s e m i nvol untári as e inc ons cie nt es, e e nt ão s e a dqui re o há bito ou c os tum e. T am bé m a s c élul as, c om o s e re s vi vos , t ê m a dqui rido, à forç a de re pe ti ç õe s, o há bito de fa zer c ont inua ment e o m esm o, de s ort e que pa rece tra ba lha rem a ut om ati c am ent e, se m int erfe rênc ia da vont ade e a inda m esm o c ont ra a vont ade do i ndi víduo. O hom em de sc onhe ce a funç ão e a na ture za da s c élul as, ou m esm o c onhe cendo-a s, de ixa -as que siga m atua ndo s egundo o há bito a dqui rido P oré m, s e o indi víduo s a be va le r-s e de s ua e ne rgi a a pl ic ando-a c ons cie nt em ent e a de te rm ina do órgã o, a s c é lul as obe decerã o à s infl uência s e tra ba lha rão s e gundo s e lhe s orde ne. T al é o s igni fica do da REED U CA ÇÃO O U A UTO -S UGEST Ã O. 81 – A A UTO -S UGEST Ã O e stá int im am ent e re la ciona da c om a IM AG IN AÇÃ O. Im agi na r um a c oi sa c om a le gri a e a ceit á -l a é c onve rter-s e no obj eto da qui lo que foi i m agi na do. O im pos síve l nã o é frut o da im agi na ção; ant es o é da fantasia . O S U PE R-H OM EM É A QUELE Q UE P O R M EIO D A IM AGIN AÇÃ O E V ON TA DE FE Z D E SU AS CÉ LU LA S U M EX ÉRCIT O O BE DIE NTE A O P E N SA M EN TO P OSIT IV O E ELIM INOU D ELA S T UDO Q UAN TO É N EG ATIV O. Cons eqüe ntem ent e, t odos os nos sos de feit os e ví cios são fi lhos ou produt os de nos sa própri a m ent e e na da têm a ve r conos co e m re la ç ão a o nos so c ará te r ne gativo. 82 – T al c om o o hom em pe nsa e m s e u c ora ção, a ssim e le é , di sse o M estre . S e é ve rda de que o hom em a caba por c onve rter-s e no que pe nsa, ta m bé m é ve rda de que na s c ondi çõe s de s ua s a úde fí sic a e m ora l, na s qua li da des de s e u c ará te r e o e sta do do s e u orga nism o, a ca ba m por pre vale c er a que le s que pe rseve rantem ent e a s im agi na m, c ont ant o que tal s eja na tura lm ent e pos síve l. S em dúvi da a a ut o-s uge stã o nã o ba sta por si m esm a pa ra m ant er a sa úde ou re cupe rá-la um a ve z pe rdi da. É ne cessá ri o que s e ja a c om panha da pe la a lim ent ação s a di a, a boa re spi raçã o e a m edi cina U N IV ERS AL, porque um a úl cera do e stôm ago nã o obe dece, s om ent e, à s uge stã o s e por out ro la do le va mos um a vi da e m tudo c ont rária a o pe rfe it o func iona ment o de ste órgã o. 26
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83 – P or e nqua nto de vemos s a be r que a m ent e é o ve íc ul o do E G O; é c om o o e spe lho que re flete a s i m age ns dos obj etos . N ão conhe cem os a s c oi sa s e m s i m esm as, se nã o a pe na s pe lo e feito que produz em em nos sa c ons ciê nc ia . CO NSCIÊ NCIA é o conhe cim ent o de nos sa indi vidua li da de, do E U S O U , di stingui ndo-o dos de mais se re s e c oi sa s e xi ste nt es no m undo e xt eri or. T udo qua nto fa ze m os na vi da di ári a, e m e sta do de vi gíli a , te m os c ons ciê nc ia de que s om os nós que o fa ze m os sob o dom íni o da CONSCIÊ NCIA . S U BCO NSCIÊ NCIA é o conj unt o de atos e funç ões ta is com o a di ge stã o, c irc ulaçã o do s a ngue , re spi ração e out ras ope raçõe s que s e e fe tua m ordi nariam ent e s e m que t e nha mos c ons ciê nc ia di reta de la s, a inda que s e a dm ita a pos sibi lida de de que a c ons ciê nc ia foi o i ncent ivo de ste s fa tore s e que che gue mesm o a reger a subc onsciê nc ia . S U PE RCO NSCIÊ NCIA é a c ons ciê nc ia do E U S O U e m e sta do s upe rior a o da c ons ciê nc ia ordi nária e por is so é c ha mada ta m bé m c ons ciê nc ia supe rior com o E U S U BL IMADO. 84 – T oda e nfe rmida de que nã o foi oc asiona da por um a que da ou a cide nte e xt erno t e m c e rt am ent e por c aus a um de feito da s funç ões da di ge stã o e da re spi raçã o (P ORQ UE O H OM EM A D OECE P E LA BO CA O U P E L O N ARIZ ) ou a inda e m c ons eqüê ncia de pe nsam ent os ou pe rturba çõe s s ini stra s da ment e e do â nimo. INST RU ÇÕ ES D E ME DICINA PSÍQ UICA E U NIV ERSA L a ) Cons erva r a saúde ou re cupe rá-la por m eio da aut o-e duc ação e s uge stã o c ons cie nt e, c ons is te e m adqui rir a convi cç ão e cont rair o há bito s audá vel de beber dura nte o di a de doi s a trê s l itros de á gua fresc a provi nda de mana nc ia l de pure za i ndi sc ut íve l. b) O pensam ent o pos to nos efe itos saudá veis da água esta be le cerá um a c orre nte de ene rgi a m ent al que infl uirá na s c élul as. c ) D ar gra ça s à m esa é um cos tum e que tem por fi m conc ent ra r o pe nsam ent o pos iti vo, por m eio da oração, nos alim ent os a fi m de que seja m re paradore s, s audá veis e prove itos os ao c orpo. d) A firm ar que a com ida nos tra rá prove ito, da r-nos -á boa digestã o e boa ass im ila ç ão. e ) Com er c om medo de sofre r um dano, m esm o que o alim ent o s eja bom e puro, é o mesm o que com er a lgo pre judi cia l e afirm ar que nã o nos vai fa zer m al. A mba s a s a ti tude s s ão e rradas, m esm o que à s ve zes a a ut o-s uge stã o pre vale ça c ont ra as m ás c ondi çõe s do a li m ent o. f) A magne tiz aç ão da água , empre gando a pala vra dura nte a m agne ti z açã o, produz efe itos surpre ende ntes, por e xempl o: E ste nde r as dua s m ãos sobre o re cipi ent e de água é di ze r: Ce rtam ent e e sta á gua lava rá m eu c orpo, fa vorecendo a a ção dos rins pa ra puri ficar o s angue e aum ent ar a secre ção dos suc os di gestivos 27
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pa ra fa vore cer a digestã o. g) D epoi s t e rá de a pre nde r os e xe rcíc ios re spi ratóri os i ndi cados , pe nsando t a m bé m no s a udá vel e fe it o do oxi gênio de ar na puri fica ção do s angue . h) N unca s e de ve que ixa r de doe nça, pa ra nã o aum ent ar o s ofriment o. O povo di z: Q ua ndo m ais s e fa z da dor, m ais e la a um ent a. E é ve rda de, porque fazer c aso da dor s igni fica pe nsar ne la . N ão fa ze r c aso da dor é dirigi r o pe nsam ent o a out ro pont o e a dor s e a livi a. i ) F ina lm ent e, pa ra re cupe rar e c ons erva r a s a úde , é indi spe nsáve l c om bina r c om os qua tro t ra ta m ent os , t e ndo pre se nt e a re cíproc a de pe ndê ncia e nt re o c orpo, a a lm a, a m ent e c orpo do E SPÍRIT O, que c ons tit ue m a tri nda de hum ana à im age m e s e m elha nça de DEU S. C ap ítu lo V III A R ELI GIÃ O D OS S ÁBI OS P RO GRE SSO E CO NSE RV AÇÃ O 85 – O espí rito é o pri ncípi o do P rogresso; a m até ri a é o pri ncípi o da cons erva ção. A c ons erva ção é a ba se do progre sso, porque c ons erva r o que e xi ste é a sse gura r um pont o de pa rtida pa ra c he gar a fa zer o que a inda nã o e xi ste a inda . A c ons erva ção é o pont o c onhe cido de onde se pode che gar a o progre ss o de sc onhe cido. A c ons erva ção de ve s e r c om o a m até ri a, s e m pre e m tra ns form ação, porque do c ont rário s erá um a i né rcia , a ne gação do m oviment o e do progre sso. A cons erva ção é um esta c iona ment o num luga r de te rm ina do; dura o te m po ne ce ss á ri o a té pre parar os ele m ent os pa ra che gar a um novo progre sso. 28
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Ca da fe ito de progre ss o fi ca c om o ba se , a té que outro ve nha ultra pa ss á -l o e ocupa r o s e u luga r, aí fi ca ndo im óve l, pa ra se rvi r ao progre sso que vi rá de poi s, e assim s uc essiva ment e. L ogo, o progre sso s e e le va sobre a cons erva ção. A ss im , a c ons erva çã o é um a e sc ala ; s obre s e u gra u infe rior s e a pói a o progre ss o pa ra che gar a um grau supe rior e ass im até c he gar à pe rfeiç ão Infi nita . Q ua ndo o progre sso a ba ndona um gra u infe rior, e ste s e int roduz na hi stóri a e de ixa de exi stir pa ra o m esm o progre sso que asc ende u a um grau supe rior. O progre sso é um m elhora ment o m ora l, que de ve m ani fe sta r-s e e m m elhora ment o m ate ri al; de out ra m ane ira nã o pode ria se r a pre cia do ne m c airi a de baixo dos nos sos s e nt idos . T odo progre sso é e nt ão o re sul ta do de um a c ons erva ção, e toda a c ons erva ção é o m eio de um novo progre ss o, c uja fi na lida de é a pe rfeiç ão Infi nita . A c ons erva ção nã o pode e xi sti r s e nã o onde e xi stir o progre sso, e o progre sso s e de tê m se nã o encont ra a c ons erva ção c om o auxi lia r. A ss im c om o a m até ri a e stá subordi nada a o E spí rito, a c ons erva ção o e stá a o progre sso. A S L EIS D OS INF INITOS 86 – A libe rda de do E spí rito. F ora dos doi s Infi nitos : E spí rito e M até ri a, na da pode rá e xi stir. L ogo, todos os fe nôm enos m ora is e m ate ri ais que s e m ani festa m no U ni ve rso, e stã o i gua lm ent e e m ge rm e no E spí rito e na maté ri a. T odo e fe it o te m s ua c a us a; o e fe ito é o re sul ta do da a çã o c om um do E spí rito e da m até ri a ou s eja a c aus a. O progre ss o e a c ons erva ção de mons tra ra m o pa pel do E spí rito e da m até ri a na bus ca da perfeiç ã o Inde fini da ; m as, qua is s ão a s l eis que regem o E spí rito e a M até ri a? A l e i que re ge o E spí rito ou pri ncípi o m ora l, de ve t a m bé m re ge r os fa tos m ora is que e m ana m do E spí rito, pe la úni ca ra zã o de que o que re ge o todo de ve ta m bé m re ge r a s pa rtes. P ela m esm a ra zão, a l e i que re ge a t ot ali da de do pri ncípi o fí sic o ou a M até ri a, de ve re ge r s uas pa rtes t am bé m, porque esta s e m ana m de la . A G RA NDE L EI Q U E RE GE O E SPÍRT O E T O DOS O S S E U S E FE IT OS M ORA IS, CH AM A-S E L IB ERD AD E . A G RA NDE L EI Q U E RE GE A M ATÉ RIA E S E U S E FE IT OS F ÍS ICO S, CH AM A-S E F ATA LID AD E , O U L EI N ATU RA L. A L IBE RDAD E e a F A TA LID ADE s ã o a s dua s le is que re ge m o U ni ve rso e toda s a s c ons eqüê ncia s que em ana m de le . A L ibe rda de é a fa cul da de que te m o E spí rito a tivo de ope rar nos lim ite s de s ua na ture za. O E spí rito é bom e pode roso porque te m a libe rda de de e xe rcer e m ani fe sta r a s ua bonda de e o s e u pode r; e nt ão a li be rda de é ne ce ss á ri a pa ra o E spí rito pode r e xe rcer s e u pode r e sua bonda de. L ogo, o E spí rito nã o pode de ixa r de s e r bom , porque do c ont rário de ixa ria de s e r E spí rito. N ão pode c om a libe rda de fa zer o m al, porque de ixa ria de e xi sti r e s a iri a dos l im ite s de sua própri a na ture za. 29
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87 – D IREITO E D EV ER. A gra nde L ei da L ibe rda de dá na sc im ent o a dua s le is de orde m infe rior, que s ã o um a c ons eqüê ncia e se c ha mam O DIRE ITO E O DEV ER. A L ibe rda de é a fa cul da de do s e r a ti vo que pos sui s e us m ovi ment os nos li m it e s de s ua na ture za. M ove r-se é o obj etivo do E spí rito pa ra c um prir s ua fi na lida de que é F A ZER O BE M. E nt ão pode -se de fini r a libe rda de de sta m ane ira : É a fa cul da de de faze r o be m com a obri gação de nã o fa ze r o m al; ou m elhor: A L IBE RDADE É A F A CU LD A DE D E F A ZER O BE M CO M O O BRIG AÇÃ O D E F AZER O BEM. S e a fa cul da de de fa zer o be m é di reito, e a obri gação de fa zer o be m é de ver, e nt ão a l ibe rda de é o di reito e o de ver de faze r o be m. N ão há di re ito s e m de ver; nã o há de ver s e m di reit o. D ire it o e D eve r s ã o dua s l e is do E spí rito, e apl ic áve is a toda s a s c ons ciê nc ia s m ora is . D aí s e de duz que a que le que t e m di reit o de fa ze r a lgum a c oi sa , t e m t a m bé m o de ver de a fa zer. Da m esm a form a, aque le que t e m o de ver de fa zer algo, te m t a m bé m o di reito de fa zê -l o. O di reit o nã o e xi ste s e nã o e m fa vor do progre sso. E o de ver nã o e xi ste s e nã o e m fa vor do di reito. O direito s em o de ver é louc ura. O dever s em o di reit o é a esc ra vidã o. F ora da libe rda de nã o há direito ne m de ver. 88 – RE LA TIV IVDA DE D OS IN FIN ITOS E NTRE SI. A ut or idade do E spí rito s obr e a m atéria. E te rna ment e e xi stiu o E spí rito c om a m até ri a. O u seja , o A tivo fre nte a o pa ssivo. O E spí rito e m ana a tivi da de, a a tivi da de produz o pode r, o pode r te m li be rda de, a l ibe rda de pos sui o di reito e o di reit o enge ndra o de ver; m as o D EV ER T EM A UTO RID AD E. O de ver é um a forç a que im pul siona s e m pre o E spí rito pa ra s e u obj etivo que é o P RO GRE SSO e o progre sso s e m ani festa pe la a ção de Espí rito s obre a m até ri a. P ara que o E spí rito pos sa ope rar s obre a m até ri a c om vi sta s pa ra o progre sso, o E spí rito t e m que uni r-se c om e la pa ra pode r fe cundá -la. A l inha de uni ão e nt re os doi s pa ra pode r c ol abora r pa ra um obj etivo c om um, que é o progre sso, e c ons erva ndo c ada qua l s e u pa pel, é a s upre macia do E spí rito-E spos o s obre a M até ri a-E spos a e a obe diênc ia de sta a o E spí rito. E ssa l inha de uni ão e ntre os doi s é a A UTO RID ADE. A a ut ori dade é o di re ito a bs oluto que us a o E spí rito s obre a m até ri a pa ra a s ua fi na lida de que é o progre sso. A aut ori dade prové m do de ver. S om ent e um s e r s upe rior pode e xe rcer s ua a ut ori dade s obre um s e r i nfe rior; a ssim a a ut ori dade é o e xercíc io do pode r. A a tivi da de é um a da s qua lida des do E spí rito; o pode r e m ana da a tivi da de , porque e le gui a a di reçã o do m ovi ment o; o pode r ve m da pot ênc ia , e a pot ênc ia é se m pre i nde fini da , e nqua nto que o pode r é de te rm ina do. A a ut ori dade na sc e do pode r. É a a pl ic açã o da a tivi da de à c oi sa ine rte pa ra a rra stá -l a na a ção c uj a fi na li da de é um fe it o de fini do. 30
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A ge nealogi a da a ut ori dade re mont a e nt ão a té a o E spí rito. A o E spí rito s om ent e pe rtenc e a a ut ori dade, com o são s uas a ativi da de, a pot ênc ia e o pode r. 89 – P ode mos e nt ão de duz ir: A o E spí rito pe rtenc e a a ut ori dade que e xe rce s obre a m até ri a. E le é o s upe rior e a m até ri a é o i nfe rior, da í re sul ta que o E spí rito te m a ut ori dade S O M EN TE s obre a m até ri a e que a m até ri a S OM EN TE de ve sofre r e obe decer à aut ori dade do E spí rito. D EST A A U TO RID AD E D O E SPÍRIT O S O BRE A M ATÉ RIA RE SU LTO U O P RIM EIRO FEIT O: A O RG ANIZ AÇÃ O D O U NIV ERSO . P A RA CH EG AR A E ST E P RIM EIRO F E IT O, Q UE N ÃO É M AIS S E N ÃO O P RIM EIRO P A SSO N O CA MIN HO D O P RO GRE SS O , O E SPÍRIT O P Ô S E M M OV IM EN TO S U A A TIV ID ADE. O m ovi ment o do E spí rito produz iu um m ovi ment o i gua l na maté ri a. E ste s doi s m ovi ment o, c om bina dos , produz ira m um a a ç ão c om um e de sta a ção c om um re sul to um fe ito. E ste fe it o, pri meiro obj etivo da a ção c om um do E spí rito e da m até ri a, foi o pri meiro t raba lho da organiza ção do U NIV ERS O. 90 – D IVERS IFICA ÇÃO D O IN FIN ITO E M FIN ITOS. A orga niza ção do U NIV ERS O foi o pri meiro fe ito do e spí rito a tiva ndo a maté ri a. S endo e ste fe ito um progre ss o re ali z ado, de ver s e r c ons erva do pa ra s e rvi r de pont o de pa rtida a um segundo fe it o, que será m ais um grau de progre ss o s obre o pri meiro. N este pri meiro pe ríodo tudo era Infi nito: E SPA ÇO , T E M PO , M ATÉRIA E E SP ÍRIT O. E ste pri meiro pe ríodo e sc apa à nos sa c om preens ão fi nita . A e la bora ção do pri meiro a to ou pri meiro fe ito ti nha por obj etivo o de fa zer e m pa rtes, a U nida de; de fazer pa rtes fi nita s do Infi nito, de dividir, de com bina r e de orga nizar. N o s e gundo pe ríodo, o E spí rito ope rará de um a m ane ira int egra l s obre a m até ri a i nt egra l, ou s eja , o Infi nito ope ra no Infi nito. O re sul ta do de sta a çã o s erá o progre sso. O progre ss o s erá Infi nito c om o a ação que o produz iu. O E spí rito e a m até ri a c a m inha rão pa ra o progre sso Infi nito, por m eio de um a s é ri e de progre ssos fi ni tos ; ou s e ja , por m eio de um a s é ri e de a çõe s de te rm ina da s, que produz em fe it os cada ve z m ais e le va dos . E nt ão: O E SPÍRIT O e a m até ri a de vem pa rtir do Infi nito pa ra c he gar a o fi ni to. E pa ra que o Espí rito e a m até ri a pa rtam do Infi nito, é necessá ri o que o Espí rito Int egra l ope re s obre a m até ri a Int egra l. M as pa ra c he ga r a o fi ni to, é m is te r que o E spí rito s e di vida a o di vidi r a maté ri a. 91 – D ERIV ADO D O IN FIN ITO O E spí rito nã o pode di vi dir-s e s e m di vi dir igua lm ent e s e u c orre la tivo, o t e m po, e m um a i nfi nida de de dura çõe s ou pa rtes fi ni ta s de t e m po. A m até ri a t a m bé m nã o pode di vidi r- s e s e m di vi dir o s e u c orre la tivo, o e spa ço, e m um a infi nida de de e xt ens õe s ou pa rtes l im ita da s do e spa ço. A o E spí rito di vidido s e c ha mará F E IT OS M ORA IS, à m até ri a di vidi da s e c ha mará F E IT OS F ÍS ICO , a o te m po di vi dido s e c ha mará D U RA ÇÕES, a o E spa ço di vidi do s e c ha mará E XTE N SÕ ES. 31
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O E spí rito, a m até ri a, o t e m po e o e spa ço nã o e xi stirã o m ais c om o um s ó bl oc o, m as E LE S N Ã O S E RÃ O M EN OS IN FIN ITOS, porque o núm ero dos s e us fe itos m ora is , fí sic os , dura çõe s e ext ens õe s s erã o s em pre IN FIN ITOS. D esta m ane ira o E spí rito e a m até ri a pa rtem do Infi nito pa ra c he ga r a o fi ni to, e do fi ni to pa ra che gar a o Infi nito. A ss im é que o pri meiro obj etivo do E spí rito é di vidi r e m pa rtes o que é um todo, c om eçando por s i m esm o. Ca da porç ão da m até ri a Infi nita c orre sponde a um a porç ão de te rm ina da do E spí rito Infi nito. Ca da porç ão da m até ri a Infi nita foi di vidida pa ra i gua l porç ão de E spí rito Infi nito, a ssim c om o a int egri dade da m até ri a Infi nita e xi ste pa ra igua l int egri dade de E spí rito Infi nito e vice-ve rsa. D a m esm a m ane ira , c ada porç ão do te m po é e m vi sta de um a porç ão do E spí rito, c om o a int egri dade do t em po e xiste e m vi sta da int egri dade do E spí rito e vice-ve rsa. T am bé m c ada porç ão do e spa ço c orre sponde a um a porç ão da m até ri a, c om o o é a i nt egri dade do e spa ço pa ra com a int egri dade da maté ri a. A c orre la ti vi da de é pa ra a s pa rtes o que é pa ra o todo: U m fe ito m ora l te m por c orre la ti vo a dura çã o; um feito fí sic o t em por c orrela tivo a ext ens ão e vice-ve rsa. U m fe it o m ora l é o de riva do do E spí rito. U m fe it o fí sic o é o de riva do da m até ri a. A dura çã o é o de riva do do t em po. A ext ens ão é o de riva do do e spa ço. O s de riva dos s ã o a tra ns iç ão do Infi nito a o fi ni to, m as pa ss a ndo do Infi nito, a o fi ni to. N Ã O M UDAM D E N ATU RE ZA . Ca da de riva do c ons erva toda s a s propri eda des pri mitiva s m enos a de Infi nito, que ele de ve pe rde r. O s de riva dos tê m um pri ncípi o e um fi m , por is so de ixa m de s e r Infi nitos . E le s t ê m l im ite s no e spa ço e no te m po; na sc e m e m orre m c om o a gl om era çã o, CO MO CO RPO O U P A RT E, M AS, CO MO S UBS TÂ NCIA MATERIA L O U M ORA L, S ÃO E TERN OS. A dura çã o pa ra os fe itos m ora is é c om o o te m po pa ra o E spí rito. N ão s e pode c onc ebe r que um fe ito m ora l s e c um pra s e nã o pa ssa por c ert a dura ção de t e m po; l ogo, e sta dura çã o é a a us ênc ia ou o va zio do fe it o m ora l. A ssim c om o ta m bé m pa ra que s e pos sa c um prir pre cis a de ext ens ão e luga r. P ort ant o, o fe ito m ora l e fe ito fí sic o dã o na sc im ent o à dura çã o e à e xt ens ão, na s qua is de vem c um prir-se. D a m esm a form a, a dura çã o e a e xt ens ão dã o na sc im ent o a o fe ito m ora l e ao fí sic o. P or c ons egui nte: U ns s ã o ne cessá ri os a os out ros e nã o pode m e xi stir s e m e le s a CA DA U M É A CO ND IÇÃ O P A RA A E X IS TÊN CIA D O O U TRO . S e um m orre ou s e pe rde , arra sta c ons igo o out ro; que r dizer: s e a m até ri a de ixa de exi stir c om o pa rte do c orpo, o E spí rito de ixa de ope rar ne sta pa rte ou c orpo: M AS CO MO S U BS TÂ NCIA S Ã O S E M PRE ETE RN OS! A pri meira a çã o do E spí rito s obre a m até ri a foi um a a ção int egra l s obre a m até ri a i nt egra l. A segunda ação do E spí rito s obre a m até ri a é o e spí rito pa rcela do ope rando s obre a m até ri a pa rcela da . É O Á TO M O D O E SPÍRIT O Q UE A TU A S O BRE O Á TO M O D A M ATÉ RIA E A A ÇÃ O D O F IN ITO S OBRE O FIN ITO, e m vi sta do Infi nito. 92 – O ESPÍRIT O E A M ATÉRIA FORM AM O UNIV ERS O. O re sul ta do da a ção de doi s Infi nitos ope rando um s obre o out ro, s e rá ta m bé m i nfi nito c om o os que o ge ram. 32
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O pri meiro fe it o do E spí rito Infi nito s obre a m até ri a Infi nita foi a O rga nizaçã o do U ni ve rso. O Unive rso é infi nito c om o os ele m ent os que o form am . 93 – S e na da foi c om eç ado, na da pode s e r te rm ina do. T udo o que e xi ste é , e nt ão, i nfi nito no t em po e no e spa ço. O U ni ve rso é a font e do progre ss o; O P RO GRE SSO É IN FIN ITO c om o a font e de onde em ana . O U ni ve rso c om o c onj unto é Infi nito, m as c ada pa rte que o c om põe , c a da c orpo ne le te m lim ite s e é e sse nc ia lm ent e fi ni to. D a m esm a form a, o progre sso é Infi nito e m s ua t ot alida de, m as c ada fe it o do progre sso, c ada progre sso pa rcia l t em lim it e s e é fi nito. Igua is s ã o o e spí rito e a m até ri a, s ã o Infi nitos e m s e u c onj unto, m as e xi ste m pa rtes do E spí rito e na m até ri a, ou m elhor, do E spí rito e da m até ri a. H á á tom os de E spí rito e há á tom os de m até ri a. O c onj unto de sta i nfi nida de de á tom os é que form a o E spí rito Infi nito e a m até ri a Infi nita , a ssim com o a infi nida de da s pa rtes ou c orpos forma o U nive rso Infi nito. L O GO , O E SPÍRIT O E A M ATÉRIA P A SS A M D O IN FIN ITO A O F E IT O F IN ITO, P ARA CH EG AR A O P RO GRE SSO IN FIN ITO. 7.° GRAU P R EBO ST E E JU IZ O U M EST R E I R LA NDÊS C ap ítu lo I S ÉTI MO G RAU P REBO STE E JU IZ O U M ES TR E IRLA NDÊS IN TRO DUÇÃ O H ISTÓ RICA 33
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1 – O s m is té ri os e gí pc ios e ra m z elos am ent e gua rdados ; ra ros e stra nge iros fora m ne le s a dm it idos . A Bí blia di z que ‘M oisé s foi i ns truí do e m t oda a s a be dori a dos e gí pc ios ’. D epoi s tra ns mitiu s e u c onhe cim ent o à c la sse s a cerdot al dos is ra elita s, e a ss im s e m ant eve , e m form a m ais ou m enos pura , a té a é poc a de D avi d e S alom ão, que c ons trui u o T em pl o c om o i ntent o de cons erva r em seu povo a s c iê nc ia s a rc ana s e m is te ri os as dos egí pc ios 2 – D esgra çada ment e nã o te ve ê xi to ni sso porque ha via s e pe rdi do o s igni ficado da t ra di ção e dos sím bol os dos mis té ri os . S em em ba rgo, S alom ão re sol ve u c ons trui r o T em plo. P O RÉ M, CO MO N EM E LE N EM S E U P O VO P O DIA F A ZÊ-L O, P O RQ UE JÁ H AV IA M P E RD IDO O S IG NIF ICA DO O CU LT O E V ERD ADEIRO D A IN ICIA ÇÃO N OS M ISTÉRIO S, T EV E D E A CU DIR À D O S M ISTÉRIO S F E N ÍCIO S E , P O RT AN TO , E M V EZ D E F A LA R A O S E U P O VO D A S IM BÓ LICA M ORT E E RE SSU RE IÇÃ O D E O SIRIS N O E G IT O O U D A D E A DO NIS -T AM UZ N A F E N ÍCIA , IN VEN TO U O RE LA TO Q U E CO NST IT UI A A TU AL T RA DIÇÃ O M AÇÔ NICA E H EBRA IZOU T O DO O RIT UAL, S U BS TIT UIN DO A S P A LA VRA S E G ÍP CIA S P O R O U TRA S H EBRE IAS. E ste é o pa pel de Salom ão na Maçona ria. 3 – A o a gi r de sta m ane ira , S alom ão nã o fe z out ra c oi sa s e nã o c ol oc ar a s prá ti c as de s e u povo e m c orre spondê ncia c om a s na çõe s c irc unvi zinha s. N esta s na çõe s ha via m uita s t ra di çõe s de m is té ri os e , e m bora M oisé s houve sse le va do c ons igo a tra di ção e gí pc ia , os s íri os , ou ba bilôni cos e os fe nícios c ons erva vam a tra dição da D ESCID A D E T A M UZ O U A DO NIS E M V EZ D O D ESM EM BRA MEN TO D E O SIRIS (V er o 4.° e o 5.° gra u de sta s é ri e). 4 – O pont o de vi sta da M açona ria t e m qua tro e spé cie s de i nt erpre ta çõe s, que s ã o a s s e gui ntes: 1.° - Int erpre ta r e m açã o s im ból ic a c om o o G RANDE A RQ UIT ET O cons trui u o U nive rso. O plano da Loja e os movi ment os ne la fe itos de mons tra m alguns dos funda ment ais pri ncípi os que servi ram pa ra a cons truç ão do U nive rso. O movi ment o ve rtic al, o l eva ntar e o a bate r da s c ol una s, a cruz , a ânc ora e o c álic e s obre a esc ada da evol ução e muita s out ras c oi sa s s e i nt erpre ta m no s ent ido e xpre sso. O s di ferentes gra us m aç ôni cos de mons tra m o proc ess o do G rande Arqui te to e os pri ncípi os a que se a jus ta S ua O bra . Port ant o, os maç ons cons erva m, m edi ant e a çõe s i nva riáve is , a m em óri a de cert os fe nôm enos e leis da nature za. P OR IS SO T EM OS D ITO E RE PE T IM OS N OVAM EN TE A GORA QUE A M AÇO NA RIA É U M FATO D A N ATU RE ZA . 2.° - P or este m otivo s e t em di to: ‘CO MO É E M CIM A, A SSIM É EM BA IXO’, e isto que r di ze r que o hom em de ver ter um a c ondut a c oe rente c om a lei e sta be le cida pe lo G RANDE A RQ UIT ET O D O U NIV ERS O. E O HOM EM D EV E CO NVERT ER-S E CO NSCIE NTE M EN TE E M D EU S pa ra coope rar na Obra de Deus . O Esqua dro que se E mpre ga no a jus te da s pe dra s, s im bol ic am ent e t em que ajus ta r a condut a do i ndividuo pa ra que este a lc anc e a m ais e stri ta probi dade e ele va do gra u de pure za fí sic a, e moc iona l e m ent al. E xige -se-l he a pe rfeita re tidã o e jus tiç a, a mabi li da de, be nevol ênc ia , ‘fa zer a os de mais o que queira que se l he fa ça’. L ogo, a Maç ona ria é ‘UM SIS TE M A D E M ORA L E SABE R V EL A D OS P OR A LEG ORIA E E XPO ST O P OR S ÍMBO LO S’. 34
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3.° - O tra ba lho é a pre paração pa ra a m ort e e pa ra o que segue alé m da mort e. A s c eri m ôni as m açôni cas proporc iona m copi osa i nform açã o s obre a vi da ul tra te rre na. E nsina que no m undo de ultra tum ba re gem as m esm as l eis que no t erre stre , que am bos os luga res e sta m os em pre se nç a de Deus e que não há o que tem er onde se i nvoc a o S eu N ome S agra do. 4.° - A quarta i nt erpre ta çã o é a m ais di fícil de expl ic ar. P ara isto s e de ve pe netra r no m is té ri o do L IVRO DOS M ORT OS, P OST O Q UE N EM TOD O M AÇO M EST Á E M CO NDIÇÕ ES D E E XPE RIM EN TA R P OR S I M ESM O E RE CORDAR A S V IDAS P ASSA DAS D OS P OVO S, S UA S L EIS E SUAS RE LIG IÕES. 5 – O L IV RO D OS M ORT OS de sc re ve m uita s pa ssa ge ns da Ini cia çã o nos M is té ri os e t e m m uitos s ím bol os a dot ados a tua lm ent e pe la M açona ria. O T em pl o no E gi to t inha a form a de um dupl o qua drado, e m c uj o c e nt ro ha via trê s c ubos e m di spos iç ão de a lt a r s obre o qua l s e c ol oc ava m os L IV RO S S A GRA DOS. O s trê s c ubos re pre se nt ava m O síri s, Is is e H órus . N a e nt rada do T em plo ha via dua s c ol una s. T odo s ím bol o te m s e te s igni ficados . P ode mos da r a s igni ficaç ão de a lguns , poré m, nã o nos é pos síve l di vul gar os t rê s úl tim os porque nã o e sta m os pre parados pa ra a c ruc ifi cação. A P ort a do T em pl o e a s dua s Col unas s im bol iz am que a o uni r-se o E spí rito e a M até ri a, o Cé u e a T erra , form a-s e o hom em , que de ve c am inha r pa ra o m undo s upe rior onde a a lm a s e e nt refunde c om o e spí rito i mort al e fi ca a ss im pa ra sem pre . S egundo di z o L IV RO D OS M ORT OS, o ne ófi to, a o e nt rar pe la port a do t e m plo, s e l he pe rgunt ava que m e ra . Re spondi a que e ra S H U , o s upl ic a nt e que c he gava c ego e m bus ca da L uz . A o e nt rar, o ne ófi to pi sa va no qua drado, e a o pi sá -l o, s upunha -se que ia pi sa ndo o qua te rná rio infe rior ou pe rsona li da de do hom em , a fi m de de se nvol ver a trí ade s upe rior, o E U ou A lm a. O L IV RO D OS M ORT OS di z a inda que , s e o ne ófi to vi olass e s e u j ura ment o, s e ri a s e u pe sc oç o c ort ado e s e u c ora çã o a rra ncado. O pa piro de N esi-A msu m enc iona out ro gra u e m que s e l he e squa rteja va o c orpo, o re duz ia a c inz as que , s obre a s upe rfície da s á gua s, s e e spa lha vam aos qua tro ve ntos . 6 – O m alhe te s e fa zia e nt ão de pe dra , o a ve ntal e ra de c ouro re ta ngul ar. O do pri meiro gra u e ra tot alm ent e bra nco, c om o hoj e e m di a. O s M .M . o pos suí am c om c ore s bri lha ntes e profus ão de jói as de borl as e ouro. A E stre la F la m íge ra e ra de oi to pont as e m ve z de s e is ou c inc o. E ra de nom ina da a ‘E stre la da M anhã ’ e e ra o sím bol o do HÓ RU S D A RE SSU RE IÇÃ O, o qua l é re pre se nt ado c om ela s obre a c abe ça . 7 – O e squa dro m açôni co e ra ‘N EK A ’, pa ra e squa drar a c ondut a. Cons trui r s e nt ado s obre o e squa dro e ra c ons trui r pa ra s e m pre . O síri s e sta va s e nt ado s obre o e squa dro na s a la do j uízo pa ra jul ga r os mort os. E ntão, o e squa dro s im bol iz a va o funda ment o da Lei E te rna . 8 – O L IV RO D OS M ORT OS é um m anua l de sti na do a s e rvi r de gui a no m undo a stra l (de pois da m ort e) c om vá rias i ns truç ões a re spe it o de c om o ha viam de c onduz ir-s e os de funt os e os ini cia dos na s re gi õe s infe riore s da que le out ro m undo. D esta m ane ira ve mos que os segre dos maçôni cos estã o e stre ita m ent e l iga dos com o m undo da vida pós tum a 35
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9 – O que mais s urpre ende à ra zã o hum ana é a de sc obe rta de que toda s a s re li gi õe s e e sc ol as s e cre ta s brot am de um a s ó font e. O s s ím bol os ra sga m o vé u de ste s m is té ri os . T om em os por e xe mplo a CRU Z. N a e sc ada do a lt a r há trê s e m blem as: um a c ruz , um a â nc ora e um c á lic e c om um a m ão e ste ndi da e m a titude de a lc anç ar, o que s e gundo o ri tua l e xpl ic ativo s im bol iz a a s t rê s vi rtude s c a rdi ais : F É , E SPE RA NÇA E CA RID ADE. A ri gor, o s ím bol o t ípi co da Ca rida de é um c ora ção, c om o a pa rece e m a lgum as pl ant as de te m plos , e m ve z de cálic e. S egundo W ilm shurs t, a CRU Z é o c orpo do hom em que de ve le vá -lo a s ubi r. A s t e ndê ncia s de ste c orpo cruz e stã o se m pre c ruz ada s c om os de se jos do espí rito cuj a a sc ens ão c ont rariam . T odos de vem s ubi r a ss im c arre gados , poré m, c ada um de ve s ubi r s ó. O ut ra e xpl ic açã o é a s e gui nte: os bra ços da c ruz de vem e ste nde r-se um a pa ra c im a pa ra a lc anç ar a prot eç ão dos pode res invi síve is e out ra pa ra ba ixo pa ra re pa rtir os dons re cebi dos , porque ni ngué m vi ve ape nas pa ra si própri o. A CRU Z t a m bé m te m s ido o s ina l da pri meira e fus ão di vina proc ede nte do te rc eiro a spe cto ou t e rc eira pe ssoa da T rinda de, c ha mada E spí rito S ant o pe los c ri stã os e é o D oa dor de vi da que FLU TU A S OBRE AS Á GUA S. A CRU Z D E M ALTA c om os bra ços que vê m a la rga ndo, s im bol iz a o c ons ta nt e i nc rement o do fl uxo divino. A CRU Z que e stá e m rot aç ão a ti va e que de s e us e xt rem os brot am c ha mas, que form am ângul os re tos com os bra ços é a CRU Z S UÁST ICA . H oj e a CRU Z que s e c ol oc a s obre a e sc ada do a lta r e que te m a form a la tina , s im bol iz a a onda de vi da proc ede nte do s e gundo a spe cto ou s e gunda P essoa da D ivi nda de; é a CRU Z de Cri sto. D a CRU Z que sim bol iz a a onda de V ida proc ede nte do pri meiro a spe cto da D ivi nda de na da pode mos di zer, e até t em os m edo de haver di to de masia do. D is to de duz im os que todos os m is té ri os c onhe cidos hoj e pe la M açona ria e a s re li gi õe s e ra m c onhe cidos de sde te m pos im em ori ais , porque a V ERD ADE É S E M PRE U M A. C ap itu lo I I O G RAU D E P REBO STE E JU ÍZ O U M ES TR E IRLA NDÊS E S UA H IS TÓ RIA P R O FA NA 10 – D iz em os M anua is : A c ri aç ão de ste G ra u m açôni co obe dece à l e nda que re fere que , depois da mort e do M estre H ira m, o Re i S alom ão i nstit ui u s ete P rebos te s e Juí zes, c ujo c he fe foi T ito, a fi m de que ouvi sse m a s que ixa s e a dm ini stra sse m jus tiç a e nt re os obre iros do T em plo. Cons tituí dos e m T ri buna l, c ele bra vam s ua s re uni ões na CÂ MARA D O M EIO , onde , e nc erra das s e c ons erva vam a s A ta s e m um a c aixa de é ba no, c uj a c ha ve e ra gua rdada pe lo Che fe. A li s e a dm ini stra va jus ti ç a igua l pa ra todos os obre iros re pre se nt ados por fe nícios e jude us. 11 – A históri a do gra u tam bé m di z: A lé m de Prebos te e Jui z, e ste gra u leva tam bé m o nom e de M EST RE IRL ANDÊS, que é s inôni mo de S Á BIO . E ste s e gundo nome c onfi rma 36
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nos sa a fi rm ação a o e xpl ic a r que c ada E sc ol a, E ns ina ment o e Re ligi ão te m dua s fa ces: um a e xt erna e out ra int erna , a ssim c om o o funda dor de um a re li gi ão te m dua s pe rsona lida des: um a hi stóri ca e out ra m íti c a. 12 – N os sa s prova s re fut am a pri meira hi stóri a. N ão nos pa rece funda ment ada a opi nião hi stóri ca de a lguns m açons a o a fi rm are m que S alom ão i ns tit ui u o S É TIM O G RA U E L H E D EU O T ÍT ULO D E P RE BO ST E E J U IZ , pa ra a dm ini stra r jus tiç a a os obre iros ; poi s be m, nós pode mos a ss e gura r que de poi s da m ort e de H ira m, os t ra ba lhos do T em pl o j á e sta va m c onc luí dos , e na da te m de ve ros sím il um a ta l ins ti tui ção de poi s que os obre iros fi na liz a ra m seus tra ba lhos . O t í tul o de M EST RE IRL AN DÊS nos a ut ori za a bus car out ra ori gem pa ra o s é tim o gra u. S abe mos que de poi s da que da do Im pério Rom ano, um gra nde núm ero de Ini cia dos e m igrou e foi c ol oni zar a E sc andi návia e a S ué cia ; a li fora m e sta be le cidos os m is té ri os e a c ivi liz ação e nt re os bá rba ros, c uj as le is e ra m a forç a brut a, e a li m esm o os pri ncípi os da j us tiç a fora m e xe rcita dos e nt re os povos e e ste s fora m c onduz idos à bra ndura , e m s e us c os tum es. O s s a cerdot es, ha bitua dos a s onda r a int eligê nc ia hum ana , c om eçara m a ini cia r os c he fes bá rba ros, e a s m assa s popul are s os s e gui ram fa cil m ent e. Com m uita c aut ela e prudê ncia , e ns ina ram os m is té ri os m enore s a os novos ini cia dos , e e ste s os a cha ram tã o prove it os os e va ntajos os, que ra pi da ment e exc ede ram às espe ranç as dos própri os i ni cia dore s. O povo a ba ndonou a brut alida de e a s e lva ge ria e tornou-s e dóc il à s nova s le is que adm ini stra va m jus ti ç a e equi dade . 13- E ste gra u re pre se nt a o pri meiro e sta be le cim ent o j udi ciá ri o. N ada t e m de c om um c om a c ons truç ão do T em pl o de S alom ão, e s im , te m ínt im a re la ção c om o T EM PL O D E D EU S V IV O, que é o c orpo hum ano. A Cha ve do m is té ri o e stá c onfi ada a o Ini cia do pa ra a bri r um c ofre de é ba no; O CO FRE É O CO RAÇÃO D O H OM EM Q U E CO NTÉM A L EG IS LA ÇÃ O E A SSIM O IN ICIA DO D ESE M PE N H A O P A PE L D E S A CE RD OTE E L EG IS LA DOR. O c ofre de é ba no nã o pode re pre se nt ar, c om o s e pre te nde , o s e gre do do P L A NO D O T EM PL O , porque um a ve z a caba do o T em plo, é inút il gua rdar por m ais t e m po o s egre do do P la no. 14 – P ode mos int erpre ta r o S É TIM O G RA U de sta m ane ira : Q ua ndo o E U S U PE RIO R, a ra zão, s e nt e e c om pre ende que O CRIS TO E ST Á M ORT O E M N ÓS, a ssa ss ina do pe la ignorâ ncia , a a m bição e o ódi o, tra ta de vi ta liz a r os S E T E CE NTRO S E N ERG ÉTICO S que e stã o col oc ados de ntro do corpo (NA CÂ MARA D O M EIO ). A c aixa de é ba no re pre se nt a o int eri or do c orpo; a c ha ve é a m em óri a e a s A ta s s ã o os fa tos do s e r hum ano, gra fada s e m letra s de fogo e m seu m undo i nteri or. O s obre iros deste T EM PL O CO RPO são s uas c élul as e átom os que tra ba lha m pa ra o be m-e sta r c om um do hom em , m as, e ste , c om s ua m ent e, na m aiori a da s ve ze s t e rgi versa a s l e is na tura is pa ra sa tis fa ze r um de se jo de se nfre ado ou um a pa ixã o a ni m al que c aus a pe rturba ção e nt re a s m assa s int erna s e e xt erna s que tra ba lha m pe lo be m do orga nism o. E sta s le is e stã o e sc ri ta s no ínt im o de todo á tom o, c élul a, órgã o e s e r. N ada pode ir c ont ra e sta s le is , sa lvo o hom em que é um de us, te m o pode r de te rgi versá-l as, e m bora m om ent ane am ent e, m as a dor c aus ada pe la de sobe diênc ia o obri ga re torna r a o c am inho re to. S ão P aul o di sse : ‘ A que le s que tê m le is , s e rã o jul ga dos s e gundo e ss a s le is , e os que nã o tê m le is , s e gundo a s m esm as s e rã o jul ga dos , porque a s le is e stã o e sc ri ta s e m s e us c ora çõe s’. 37
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T em os di to que a dor c a us ada pe la de sobe diênc ia é o m elhor m estre e gui a do hom em porque lhe e ns ina c om o vi ta liz a r e c ui da r de s e us c ent ros m agné ti c os pa ra que o Cri sto a ssa ssina do, ou c rucifi ca do e apa rentem ent e m ort o ne le , re ssus cite nova ment e. A gora pode mos cont inua r a hi stóri a profa na do S étim o G rau. 15 – D iz a hi stóri a que o títul o de M EST RE IRL AN DÊS proc ede da é poc a de Ca rlos M agno, o qua l, nã o a cha ndo no O cide nte que m pude sse e ns ina r F ilos ofi a e Ci ênc ia nos c ent ros que fundou pa ra a c aba r c om a ignorâ ncia que re ina va no im pé rio, te ve que ir bus cá-l os na Irl anda , pa ís que os Im peradore s do O rient e c ha mava m E SM ERA LD A D OS M ARE S, c he gando a s e r tã o fa mos o e m s ua e rudi çã o na que le s te m pos , que c ons ti tuí a a m aior gl ória s er c hamado M estre Irl andê s. F ili a dos a que le s profe ssore s a os hom ens li vre s que ha viam e sta be le cido a s G ui lda s, c ons egui ram de Ca rlos M agno que c essa ss e sua s pe rsegui çõe s c ont ra os que a nt es c ha mava m ‘he reje s’ e re conhe cesse o di reito de de te rm ina dos povos de gove rnarem-se a s i própri os, c om o que s e c om eç ou na E uropa o G ra u de P re bos te e J ui z, que proc la m ava os pri ncípi os que defendi am as G uilda s e as V ehe tri as e spa nhol as. O obj etivo pri mordi al do S étim o G ra u é o de inc ulca r no â ni m o dos Ini cia dos a s i dé ia s de equi dade e jus tiç a, A SSIM CO MO O A CE NDRA DO A M OR P E L A S A BE DO RIA , É UM D OS M AIS IN TE RE SSA N TE S D A S ÉRIE CA PIT ULA R. 16 – Com im pa rcia lida de de cla ra m os que S alom ão, o Re i, nã o ins titui u o S étim o G ra u, porque é um a fá bul a a que re la ta que o Re i, que rendo pre mia r a s e u c onfi dente J a hobe n, orde nou a T ito, prí ncipe he rodi ano, a A BD A, s e u fi lho, e a A doni ram, c onfi ar o S étim o G ra u a J a hobe n, que a o s e nt ir-s e m ara vi lha do pronunc iou a pa la vra CIV I, a o que S alom ão, le va ntando, re sponde u K Y, da ndo-l he um a ba la nç a c om o ins ígni a de s ua nova di gni dade. N os sa s prova s s ão a s s egui ntes: 1.ª - O nom e de Jahobe n e de Tito nã o se e nc ont ram em ne nhum a hi stóri a e nã o são m ais do que nomes a le góri cos . 2.ª - O Sétim o G rau foi ins tit uí do de pois de Salom ão, porque a ins truç ão de ste gra u c omeça por um a i nt ere ssa nt e que stã o pol ít ic a: E M Q UE CO NSIS TEM A S F UN ÇÕ ES D E U M JU IZ ? A re spos ta é : E M FAZE R J UST IÇA A TOD OS, S EM EXCE ÇÃ O A LG U M A. E sta dout rina era de sc onhe cida de Salom ão porque ele c riou c asta s à s qua is de u privilé gi os . E sta dout rina de fazer j us tiç a a todos foi esta be le cida por J esus Cri sto, que não a penas a ens inou, s enã o a pra ti c ou e se c ruc ifi cou pa ra esta be le cê -l a. 3.ª - O s i ni cia dos rom anos que fora m bus ca r re fúgi o na Esc andi návia fora m os aut ore s do S étim o G rau, que foi int it ul ado M EST RE IRL AND ÊS. 4.ª - A este s Ini cia dos se de ve o e sta be le c im ent o da igua lda de na jus tiç a e nt re os sue cos . 5.ª - Q ue Salom ão e os diversos pe rsona gens m enc iona dos neste gra u nã o são m ais do que a le gori as. 6.ª - E ste gra u é um a fi li a ção di reta dos Mis té ri os da Antigui dade. 17 – Re sum o: S egue o estudo do out ro ‘eu’. A de cora ção ve rm elha s im bol iz a a e ne rgi a. É o e le m ent o que a cende o de se jo da a lm a e im pe ra sobre o hom em , c om o ve rem os de poi s. 38
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Ci nco luz es; um a e m c ada â ngul o do sa lã o e um a no c e nt ro, re pre se nt am a pe rsona li da de, c om o e xpl ic am os a nt eri orm ent e. O e spí rito c om m ais qua tro e le m ent os é o c ons trut or que dispõe dos qua tro e le m ent os pa ra a obra universal. A Cha ve de O uro é o pode r do pe nsam ent o que nos a bre a port a do S A BE R, por s ua c or a mare la . O bol so c om a ros a ve rm elha é o sím bol o de G RÂ NULO D A V ID A, Q U E E N CE RRA O A RQ UÉTIP O D E T U DO O CRIA DO. A ros a é o s ím bol o da ge ração e Re - ge neração. A espa da é o pode r do Verbo. E demais s ím bol os, e xpl ic ados ant eri orm ent e. P . S .: Y ANIK AJ: G rande Arqui te to. P . P .: O TIT : Q uatro E le m ent os . O s e ns ina ment os obri gatóri os pa ra o s é tim o gra u s e ba se ia m no c onhe cim ent o de s i m esm o, e este estudo conduz a de cifra r, sa be r e se nt ir a U NID ADE N A S E PA RA TIV IDAD E, e que a s pa rtes di stint as ou e spí ritos do hom em s ã o igua is e m s ua e ssê nc ia e e m s ua proc edê ncia , donde s e de duz que ‘E U S O U O Q UE O CRIA DOR É , L O GO E U S OU O QUE O S D EM AIS SÃO ’. 18 – IN TERRO GA TÓ RIO : O Il tr.’. e PERF .’. M est.’. i nterroga ao re cipe ndi ári o: ... - O que ent ende is por S oberania? - S obe rania ve m s e S U PE R O M NIU M, que e qui vale a ‘s obre tudo’, é o pode r de di ta r l eis e fa zê-l as e fe ti va s. - Q uem é ou de ver s er S obe rano? - A S obe rania é c om o a V erda de que nã o é pa tri m ôni o de um a s ó pe ssoa , s e nã o da A ss oc ia ção H um ana ; o povo, ou a s om a de t odos os hom ens que c ons tit ue m um a uni ão, é o úni co sobe rano e c ada hom em te m um di reito igua l a c onc orre r a o e xe rcíc io de ssa S obe rania, s e os a ssoc ia dos lhe de le ga m o pode r de re pre se nt á-l os . O povo e le ge e de põe , fa z e de sfa z, s e u é o pode r le gi sla ti vo. A S obe rania é a V ont ade e o D ire ito do P ovo. E nt re ta nt o, o P ode r E xe cut ivo, ou s e ja , o e nc arre gado de c um prir a s le is , c orre sponde , s e gundo os pa ís e s, a um m ona rca l im ita do por um a Cons titui ção, a um P re side nte ou a um a c ol etivi da de de pouc os m em bros que repre se nt am o P ovo. - O que ent ende is por A ssoc ia ção H umana ? - É um a va sta ofi cina de produç ão a s e rvi ço do be m-e sta r c om um, à qua l c ada um c ont ribui segundo s uas forç as e m eios , e na qua l de ve pos sui r di reitos di fere ntes c onform e a ga rant ia que dá, ou o t raba lho que presta . - Com o dividis os direit os do hom em ? - E m na tura is , c ivi s e pol ít ic os . O s na tura is pe rtenc em a t odos os hom ens . O s c ivi s, a os m em bros de um pa ís ou de te rm ina da a ssoc ia çã o, que de pende m da s le is na sc ida s de s ua s própri as ne cessida de s, ou dos us os e c os tum es de s ua s tra di çõe s. O s pol íti c os , ou s e ja m a s fa cul da des de e le ge r ou se r e le ito pa ra gove rnar a A ssoc ia ç ão, só pode m c orre sponde r aos que esta de te rm ina r, poi s de seu bom ou mau us o, de pende m a exi stê nc ia . - O que nos a cons elha m a jus ti ç a e a e qui dade na di stri bui ção dos di re itos do hom em ? - F azer c om que t odos , s e m e xc eçã o a lgum a, goz em dos di reit os na tura is . O m aç om de ve a juda r pa ra que c ada um obt enha s e us di reit os na tura is , porque a M açona ria foi i ns tit uí da pa ra este s fi ns . 39
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A JU DA R O F RA CO , M IT IG AR O M AL CA USA D O P E L O T IRA NO E P RO VER O RE MÉD IO DA S IT UA ÇÃ O S EM CO NV ULSÕ ES N EM PERIG OS. Q ua nto a os di re itos c ivi s, a que le s que nã o c onhe ce m a s le is do pa ís nã o pode m re pre se nt ar e m juí zo, s e nã o por proc uradore s... P ara a di stri bui ção dos di reit os pol ític os de ve-se a gi r c om prudê ncia e t ino, c om e spe cia lida de e m pa ís e s de ra ças di ve rsas e onde os i nt ere sse s e xi ste m e m pe rm ane nte lut a, pa ra nã o ofe nde r à jus tiç a ne m c om ete r fa lta s à e qui dade. - Q uais s ão os deveres do G overno? - D efe nde r o fra co c ont ra o fort e, ve la r pe la s a lubri dade públ ic a, prot ege r o pre se nt e s e m c om prom ete r o fut uro; nã o há m elhor gove rno, do que a que le que nã o s e vê im por o s e u gove rno. C ap ítu lo I II O P LA NO D OS ELEM ENTAIS D O G .A.D.U . 19 – N o pl ano dos e le m ent os , os e le m ent ais m ani festa m s ua s a ç õe s e re aç õe s na s form as m ate ri ais . N este pl ano estã o os á tom os, os e lé trons , os í ons e c orpús cul os , e t a m bé m a s pa rtíc ul as m ais fi na s da s ubs tâ nc ia , que a c iê nc ia , re cent em ent e, c om eç ou vi slum brar, de sde o m om ent o e m que pra tic ou a di visã o do á tom o. P ode mos di zer que ne ste pl ano s e e nc ont ram os pl anos de s ubs tâ nc ia m ais tê nue s e s ut is do que os e lé trons e os á tom os. A c iê nc ia c om provou e re conhe ce a pre se nç a de ‘um a s ubs tâ nc ia ’ nos á tom os e a tri bui s e us m ovi ment os a ‘gos tos e de sgos tos ’, ‘a mor e ódi o’, ou a fi ni da de na sc ida de c ert as qua li da des e m uns e e m out ros e que ta is m ovi ment os indi cam que os á tom os pos sue m form a e gra u de sens ibi lida de . 40
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20 – D iz a c iê nc ia que toda s a s form as de e ne rgi a ou forç a fí sic a que m ani fe sta m l uz , c alor, e le tri cida de, m agne tis m o e tc ., na sc e m da s vi bra çõe s da s pa rtíc ul as de que s e c om põe a m até ri a. A m ani festa ção de a tra ção ou re pul sã o e nt re a s pa rtíc ul as na sc e do ‘gos tos e de sgos tos ’, ‘a mor e ódi o’ dos m esm os á tom os e pa rtíc ul as, e que tudo i s to nã o é m ais do que M AN IF EST A ÇÕ ES D E CO NSCIÊ NCIA E L EM EN TA L. L ogo, a m ani festa çã o de e ne rgi a é o re sul ta do da pre se nç a e a ti vi da de da c ons ciê nc ia e le m ent al. N este pl ano de c ons ciê nc ia ope ram m uita s form as e fa tos c ha mados ‘m il a gre s’ por uns , e ‘m ági cas’, por out ros. O S upe r-hom em , o M ago, o M estre , m ove a m até ri a, nã o pe la forç a fí sic a, e s im , pe la m ent e e a vont ade , infl uindo na c ons ciê nc ia dos á tom os m ate ri ais pe lo pode r de s ua própri a c ons ciê nc ia . 21 – O pl ano da c ons ciê nc ia e le m ent al c ont ém , c om o todos os gra nde s pl anos de c ons ciê nc ia , s e te s ub-pl anos . E m t odo pl ano e s ub-pl ano s e m ani festa m a s a çõe s e re açõe s dos á tom os e m olécul as ‘E M A TRA ÇÃO O U RE PU LSÃ O N ASCID AS D O G O ST O O U D ESG O ST O , D A S IM PA TIA E A NTIP ATIA ’, re sul ta nt es da a tra ção e re pul sã o e nt re m olécul as e m assa s de m até ri a... A s pa rtíc ul as que m ant ém a m ass a do a ç o, m ant ém s ua c oe sã o e m vi rtude do pode r atra tivo e não por m eios m ecâ ni cos em pre gados pela na ture za. 22 – O e studo da c ri sta logra fia de mons trou que a s pa rtíc ul as form am s obre um pl ano de fini do c ert as fi gura s ge om étri cas que s ã o e m todos os c asos um m ode lo s e gundo um a i dé ia na cons ciê nc ia da s pa rtíc ul as c om bina das. 23- O G RA ND E A RQ UIT ETO D O U NIV ERS O a tua por m eio da c ons ciê nc ia da s pa rtíc ul as de m odo t ã o a dm irá ve l, de sde o pl ano m ine ral a té o hum ano. O e studo do á tom o e da m olécul a le va nos sos pe nsam ent os a cont em plar ra pida ment e a ofi cina do CO NST RU TO R U NIV ERS AL na qua l ve mos c oi sa s que ‘N EM O O LH O H UM ANO T EM P O DID O V ER...’ . N IS TO CO NSIS TIA O P O D ER D O A LQ U IM ISTA que t ra ns mut ava os m ine rais porque s a bi a que a form aç ão dos c ri sta is dos m ine rais é um c re sc im ent o, ou re sul ta do de i dé ia s fi xa s na s pa rtíc ul as, t a l qua l o c re sc im ent o da s pl ant as e dos c orpos hum anos . A gora , já pode mos la nç ar a o m undo a m ais a lta ve rda de pa ra que pos sa c om preende r e pra tic ar a OPE RA ÇÃO M ÁGICA . Esta ve rda de é a S EG UIN TE : 24 – A MEN TE S UPE RIO R DOM IN A A IN FE RIO R O m undo invi síve l dos á tom os e stá povoa do, c om te m os vi sto, de s e re s e spi ritua is de di versas c la sse s. H á uns que s ã o ins ens íve is a o be m c om o a o m al, poré m, pode m c onve rter-s e e m i ns trum ent os ta nt o de um c om o de out ro. E ste s e spí ritos s ã o de signa dos c om o nom e de E SP ÍRIT OS E LEM EN TA IS . E xi ste m out ros ha bita nt es, ne ste m undo invi síve l, poré m, c om vi bra çõe s m ui to ba ixa s, c om vont ade s pe rve rsas e s ã o c ri aç õe s dos s ui cida s, l i be rtinos , l a drõe s e tc ... e s ã o c ha mados L arva s, ou, à s ve zes, E le m ent are s por out ras e sc ol as. E sta s l a rva s estã o dom ina das por um só de se jo: A SA TIS FA ÇÃ O D O PRA ZE R IN SA TIS FE IT O. E ste m undo i nvi síve l e stá , de igua l m ane ira , povoa do por nos sa s i dé ia s e pe nsam ent os que atua m com o sere s re ais e exi ste nt es. A gora já pode mos expl ic ar o fe nômeno: 41
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25 – Ca da pe nsam ent o do hom em pa ss a a o m undo i nt eri or e a li s e t ra ns form a num a e nt ida de a tiva , por s ua a ss oc ia ção ou fus ão c om um e le m ent al, is to é , CO M U M A D AS F O RÇA S S E M I-IN TEL IG EN TES D OS RE INOS D A N ATU RE ZA . E sta ent ida de s obre vive c om o um a int eligê nc ia a tiva ou um a c ri atura e nge ndra da pe lo e spí rito, dura nte um te m po m ais ou m enos longo, s e gundo a int ens ida de ori gina l da a ção c e re bra l que lhe de u o s er. D esta form a, um bom pe nsam ent o é pe rpe tua do c om o um pode r a ti va ment e be néfico; e nqua nto que um m au pe nsam ent o a ss e m elha -se a um de môni o ou é o própri o de môni o. D esta s ort e o hom em e stá rode ado da que la s e nt ida des c om a s qua is e le povoou s e u própri o m undo, e s ã o c om o s e us própri os fi lhos , de s ua s fa ntasia s, de s e us de se jos , de s e us im pul sos e de sua s pa ixõe s. E sta c orre nte se m ani festa e m proporç ão de sua i nt ens ida de di nâ mic a s obre toda a orga nização s e ns it iva ou ne rvos a que s e e nc ont ra e m c ont ato c om ela . É A IS TO Q UE O S H IN DU S D ÃO O N OM E D E K ARM A.... 26 – O A GEN TE P O R M EIO D O Q UA L S E P O DE A TU A R S O BRE E ST A S F O RÇA S IN TEL ECT UAIS , É A V ON TA DE. P or is to te m os di to que a m ent e s upe rior ou a vont ade s upe rior dom ina a infe rior. A s fa cul da des hum ana s s ã o pa ra a que le s s e re s que s ã o indi ferent es a o be m c om o a o m al, e por ta l m ot ivo e le s a tua m s e gundo o im pul so da vont ade que é s upe rior a e le s. E xi ste m , à s ve zes, c ert as pe ss oa s que a ba ndona m o us o de s ua própri a vont ade e s e e nt re ga m à s hos te s invi síve is ; e nt ão a s la rva s e nc ont ram um i ns trum ent o a propri ado pa ra s a tis fa zer s e us de se jos de se nfre ados . E ste s s ã o os m édi uns e spí rita s de baixa s c ondi çõe s. S em em ba rgo, nã o se de ve cre r que esta m os cri tic a ndo arbi tra riam ent e o e spi ritis m o, s e nã o que o própri o P ai do E spi ritis m o, A ll a n K arde c, a fi rm a e m t oda s a s s ua s obra s o que t e m os di to, e nove nta por c ent o dos e spí rita s o s a be m e o e ns ina m c om t oda a hone stida de. 27 – O ve rda deiro S upe r-hom em nã o pode e nt rega r s ua vont ade a ni ngué m porque s a be que a V ON TA DE D O H OM EM P O D E IN FL U EN CIA R A TÉ A P RÓ PRIA P RO VID ÊN CIA , P O RQ UE, Q UAN DO A TU A E M U M A A LM A J U ST A E F O RT E, E ST A V ON TA DE E ST Á A SS IS TID A P ELA S F ORÇA S CE LEST IA IS E O PE RA M CO M E LA . E lipha s L evy di sse : ‘A vont ade do hom em jus to é a própri a vont ade de D eus ’. A vont ade a c ri sol ada pe la fé pode s ubj uga r a ne cessida de de orde nar a própri a N ature za, e fa ze r, ‘m il a gre s’. D EST A M ANEIRA N UNCA F A LTA O P O DER A O H OM EM , M AS, S IM , A V ON TA DE D ESE N VO LV ID A, P O RQ UE A QUIL O Q UE Q UER CO M F É , O BT ÉM . D is s e BO EH M E: ‘Q uanto m aior é a vont ade , m aior é o s e r e m ais ins pirado e stá o pode r’. A VONTA DE E A LIBE RDADE S ÃO U MA M ESM A CO ISA. A pe rsona li da de m ais de se nvol vida é m ais dom ina dora ; é a font e da L uz . A F é va i re sol utam ent e à s ua fre nte; e la m ode la s ua própri a form a e m E spí rito. P or e la um a a lm a re ce be e pode le va r s ua infl uência a out ra a lm a e pe ne tra r na m ais ínt im a de s ua e ssê nc ia . Q ua ndo a tua c om D eus , e la pode re move r m ont anha s, c onfundi r a s int enç ões dos ím pi os , s opra r s obre e le s a de sorde m e o te m or. E la pode obra r todos os prodí gios , dom ina r e e nc ade ar a té a própri a m ort e; tudo lhe obe dece. A P E RS ONA LID ADE m ais de se nvol vida É A M ORA DA D E D EU S; N AD A L H E P O D E P RE JU DICA R E E LA E X ECU TA A S M ESM AS O BRA S D E J ESU S E D E T OD OS O S H OM EN S S ANTO S E PERF EIT OS. 42
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28 – U M A P E RS ON ALID AD E D ESE N VOLV ID A RE ALIZ A M IL AGRE S S E RV INDO-S E D OS E LE M EN TO S D A N ATU RE ZA . O s e le m ent ais do A r s ã o e spí ritos que obe dece m a o S upe r-hom em que de se nvol veu s ua vont ade por m eio da c onc ent ração e da m edi ta ção. E ste s e le m ent ais e ns ina m a o hom em A A GIR JU ST A M EN TE S E M N ECE SSID ADE D E P E N SA R, E A A FRO NTA R O P E RIG O S E M N ECE SS ID AD E D E P E N SA R N EL E, A TÉ D EPO IS Q UE H AJA P A SSA DO. O s ele m ent ais supe riore s obe decem a o hom em que bus ca a pe rfe iç ão e s e e sforç a e m s e u de se nvol vim ent o, e nqua nto que os infe riore s s e a pode ram do fe iti c eiro e do m édi um infe rior e repre se nt am pe rsona gens hi stóri cos ou s a nt os , im ita ndo s ua voz , s ua c ali gra fia, s ua fi sionom ia , e , à s ve zes, fa la m o própri o i di om a. E le s produz em , à l a rga , pe rturba çõe s m ent ais e m s ua s ví tim as, de strui ndo a fl ui de z do c orpo A stra l da Alm a. ( V er 3.°G rau, Capí tul o III ). 29 – E m re sum o: O ba tis m o da á gua é a prova da á gua c uj o obj eti vo é o dom íni o do c orpo de de se jos , a stra l ou c orpo da a lm a. A prova do A r te m por obj eti vo o dom íni o da m ent e e c onduz i-l a à pe rfe ita c onc ent raçã o pa ra a tra ir os s ilfos s upe riore s e a gi r por m eio de le s pa ra o be m de todos . O s E le m ent ais s ã o os m eios pe los qua is o S upe r-hom em pode e xe cut ar s ua s obra s que o vul go c ha ma ‘m il a gre s’. U m a de pto nã o pode produz ir um m il a gre ou um fato c ont ra a na ture za , porque o mila gre s nã o pode m exi sti r. 30 – M ada me Bl ava ts ky e m s ua obra ‘IS IS S E M V ÉU ’ nos de ixou um pre cios o e ns ina ment o s obre o pa rtic ul ar, que reproduz im os adi ant e: 31 – 1.° - N ão há mila gre s; t udo o que acont ece é o re sul ta do de uma L EI e te rna , imutáve l s em pre ativa . 2.° - A nature za é T RIN A: vi síve l, i nvi síve l e e spi ritua l. O s s ere s i nfe riore s m uda m c onsta nt em ent e, os espi ritua is s ão e te rnos , inde strut íve is . 3.°- O homem é tam bé m T RIN O: F ís ic o, A lm a e E spí rito. 4.°- A magi a é a ciê nc ia do c onhecim ent o dos princípi os oni potent es e oni sc ie nt es do E spí rito e cont rola a s forç as da Nature za . A Magi a c ons ide rada com o arte é a a pl ic a ção de ste s c onhe cim ent os pra tic am ent e. 5.°- E ste s c onhe cim ent os us ados para os prove itos egoí sta s s ão bruxa ria; poré m pa ra o be m, é M agi a. 6.° - O médi um é o opos to do a depto. O médi um é um ins trum ent o pa ss ivo de uma i nfluência e stra nha , enqua nto que o adepto e xerce a tiva ment e s eu pode r sobre s i m esm o e sobre todos os pode res. 7.°- T udo está e sc ri to na Luz A stra l. O ade pto us ando a vista de seu E spí rito pode sabe r o que foi e o que será . 8.°- A s ra ças hum ana s s e di ferem em dons espi ritua is c om o em dons corpora is : um as e xe rcem a bruxa ria e out ras a m agi a. 9.°- A habili da de m ági ca é a ext ração vol untári a e cons cie nt e do pode r humano de dentro pa ra fora : do a stra l a o fí sic o, e tc ... . 10.°- A pedra angul ar da Magi a é o c onhe cim ent o prá ti c o e profundo do M agne tis m o e da E le tri cida de, de sua qua li da de, de sua corre la ç ão e de sua pot enc ia lida de etc . P ara re sum ir, di remos em pouc as pa la vra s que a M AG IA É A SABE DORIA ESP IRIT UA L; A NATU RE ZA É A ALIA DA M ATERIA L, S ERV A D O M AG O. O MAGO P OD E IN FL U IR S OBRE AS CO NDIÇÕ ES D OS CO RPOS F ÍS ICO S, M AS, N UN CA PODE 43
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E XERCE R SUA A ÇÃ O S OBRE O ESPÍRIT O IM ORT AL D E A LG UM SER H UM AN O, P ORQ UE O ESPÍRIT O H UM ANO É U MA CH ISPA D A P RÓ PRIA E SS Ê N CIA DIV INA. C ap itu lo I V C O NH EC E-TE A TI MES MO E A OS D EM AIS P ELA CARAC TER OLO GIA 32 – ‘T AL CO MO P E N SA O H OM EM E M S E U CO RA ÇÃO A SSIM E LE É ’, di ze m os livros ; e ta m bé m s e pode a cre sc e nt ar: O que um a pe ssoa é , e stá e sc ri to e m s e u ros to... A ristót ele s foi o pri meiro m estre que e ns inou a c iê nc ia de l e r e m um ros to. Ca rda n, L esc ot , P ort a e m uitos out ros segui ram o c am inho. G all foi o c riador da Frenol ogi a. L ava te r nos deu a sim pl es e jus ta de fini ção: “ CO NH ECE R O INTE RIO R DO H OM EM PELO S EU E XTERIO R!”. 44
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33 – T odo m ovi ment o ps íqui co, todo im pul so int eri or s e re flete no ros to e va i de ixa ndo s ua m arc a i nfa líve l de nom ina da E X PRE SSÃ O. A e xpre ssã o de fini da de um ros to é fi lha da re pe tiç ão de im pul sos e m um a di reçã o de te rm ina da. D iz em que a s a pa rênc ia s e nga nam; i s to é c ert o, à s ve zes, poré m, s e m pre s e a fi rm a que A CA RA É O E SPE LH O D A A LM A; qua ndo um a pe ssoa nos e nga na c om um s orri so ou por um ge sto ha bilm ent e pre parado, nunc a é pos síve l m uda r seu ros to e ne m a expre ss ã o vi va de seu s em bl ant e. 34 – A e sc ol a int erna da M açona ria tinha , e m te m pos re mot os , o e studo da fi sionom ia com o ciê nc ia obj etiva , ba se ada na com paração sis te m átic a da s le is de c orre spondê ncia ps ic ofí sic a e pe la qua l s e de mons tra va que de te rm ina das form as de c râ nios e ros tos c orre sponde m à s qua lida des e te ndê ncia s ta m bé m de te rm ina da s. P or ta l m ot ivo s e di zia : O S M EST RE S N ÃO S E E N G ANA M , porque lhe s e ra sufi cie nt e ol ha r pa ra o s e m blant e do ne ófi to pa ra s a be r s e m ere cia s e r ini cia do ou nã o, e s e s e ri a fi el a os s e us e ns ina ment os . 35 – O S upe r-hom em de ve a na lis a r, por c ont a própri a, e sta c iê nc ia , que l he bri nda o c onhe cim ent o de s i m esm o e dos de mais , c om os qua is e nt ra e m c ont ato. E sta c iê nc ia é t a m bé m m uito ne cessá ri a pa ra os hom ens de ne góc ios , pa ra os m estre s, pa ra os que vi aja m , pa ra os que e stã o obri gados a lida r c om pe ssoa s a s m ais di ve rsas. T am bé m é de i m ponde ráve l ut ilida de no te rre no fa m ili a r: pa ra a e duc aç ão dos fi lhos , pa ra e vi ta r de sa ve nças e nt re pa rentes e a m igos , pa ra nã o nos ve rm os e xpol ia dos a o c onfi ar e m m estre s i m ora is , ou em se rvi dore s pe rve rsos . N os fi lhos pode mos de sc obri r sua s pri ncipa is fa cul da des pa ra nã o obri gá-los a e studa r m edi cina s e e le s t ê m a pt idõe s pa ra s e r e nge nheiros ou l avra dore s. 36 – V ári os s ã o os ra mos da s c iê nc ia s c ara cte rol ógi ca s, ta is c om o a G ra fol ogi a, a Q ui rol ogi a e a A strol ogi a (nã o a s a di vinha tóri as). T oda s e ssa s c iê nc ia s s e de riva m da que la l a c ôni ca i ns cri çã o: ‘H OM EM , CO NH ECE -TE A TI M ESM O’. 37 – O s tra ços da fi sionom ia , a c onform ação do c râ nio, a e strut ura do c orpo e m ge ral, a form a da s m ãos , a voz , a s e xpre ss õe s, e os a de mane s, pos sue m um a e loqüê ncia de vi nc ulação di reta CO M O S E R IN TERN O que m ani festa s ua s re açõe s pos síve is a nt e os i m pa ctos do m undo e xterno. 38 – O re sum o de toda s a s fi los ofi as e re ligi õe s c ons is te na a ná lis e dos trê s m odos de a ção ps íqui ca do indi víduo, os qua is s ã o de fini dos c om o a tri but os de c ons ciê nc ia , c om o forç as e xpre ssiva s i ne rentes à m esm a. E ste s t rê s a tri but os são: S E N TIM EN TO P EN SA M EN TO A ÇÃO (O U V ON TA DE) E ste s trê s a tri but os no a spe cto fí sic o do s e r hum ano, o fa zem a na lis á ve l por nos sos m eios de pe rcepç ão c orre nte: os s e nt idos (L er nos sa s obra s ‘A re li gi ão dos S ábi os ’ e o ‘G rânul o da Vida ’). O s e nt im ent o e qui vale a um a a ç ão c ent rípe ta ; m arc ha na orde m ‘de fora pa ra de ntro’. O pe nsam ent o e qui vale a um a a ção c e nt rífuga – proj eta -s e ‘de de ntro pa ra fora ’. 45
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P or is to, s e nt im os pa ra pe rcebe r no int erno de nos sa c ons ciê nc ia , m as e nqua nto pe nsam os e xpre ssa m os nos sos cont eúdos de cons ciê nc ia no m undo. 39 – A V ON TA DE ou a çã o da vont ade re pre se nt a o pode r re aliz a dor que s e e sforç a por e xpressa r-s e e m açõe s, s ubordi nando os fatos e as c oi sa s da vida a nos sos de sígni os. Com o te m os e xpl ic ado e m nos sa obra ‘A Re li gi ão dos S ábi os ’, a fi rm am os , que o obj etivo do U ni ve rso é o progre sso i nde fini do; o hom em c om o é pa rte de ste U ni ve rso, de ve c ont ribui r ne ste progre ss o. E sta é a ‘E sc ol a da V ida ’ que nos e ns ina que por m eio do i ns tint o (o s e nt ir) c ons erva mos a vi da e por m eio da c ons ciê nc ia (pe nsam ent o), c om o pre dom íni o do E U indi vidua l ne la , c am inha mos pa ra o progre ss o por m eio da a ç ão a té c he ga r à S U PE RCO NSCIÊ NCIA ou S U PE R-E U. E m re sum ida s pa la vra s: ‘A L U TA D O E U N A E SCO LA D A V ID A CO NSIS TE E M T RA NSM UTA R A S T E N D ÊN CIA S CE GAS D O IN ST IN TO E M F O RÇA S CO NSCIE NTE S D IRIG IDAS PA RA A E X PRE SSÃ O E PRE DOM ÍN IO DO S UPE R-E U, O U S UPE R-H OM EM ’. 40 – A c ara cte rol ogi a é a c iê nc ia que nos e xpl ic a nos so gra u de progre sso na E sc ol a da vi da , e a ss im ve mos que qua ndo adm ira mos os próc ere s, art is ta s, he rói s e m nos sa vi da , é porque e ste s s e re s e vi de nc ia ra m e m s ua a tua ção um gra u de fini do de pre dom íni o do S U PE R-E U cont rapos to a o e goí sm o do E U infe rior, ou i nsti nt o a nim al. 41 – E xpos to o que foi di to, pode mos a gora di zer que todo s e r hum ano te m um t e m pe ram ent o e c ará te r di ferentes. T em pe ram ent o ve m do la tim , T EM PE RA MEN TU M e s igni fica: m is tura de di ve rsas qua li da des que int egra m um c orpo c om pos to, ou, e m out ras pa la vra s: tudo o que é típi co que a c om panha o hom em de sde s e u na sc im ent o. L ogo, c ons ide rar o t e m pe rament o de um a pe ssoa é bus car o que é própri o de s i. A gora s urge um a pe rgunt a: P or que na sc e o hom em c om t a l ou qua l t e m pe rament o? A té o m om ent o a c iê nc ia e a s re ligi õe s c ont inua m s e de bate ndo s obre a ve rda de, e , c ada um a dá um a e xpl ic aç ão di am etra lm ent e opos ta um a da out ra. N ós nã o pode mos re sponde r na da nos gra us i nfe riore s da M aç ona ria, poré m, e m gra us s upe riore s e sta m os obri gados a le va ntar o vé u de Ís is . P or hora s e gui remos c om o ‘CO NH ECE -TE A T I M ESM O’, a té c he gar a te r um gra u de A UTO -CO NH ECIM EN TO , e tudo s e e sc la re cerá . 42 – O s ant igos sá bi os , com o H ipóc rate s e out ros, esta be le cera m qua tro t e m pe ram ent os bá sic os , que se re sum em na s qua li da des ps íqui cas de cada ser. S ão e le s: S A N GUÍN EO – que corre sponde à T ERRA . F L EU GM ÁTICO (ou l infá tic o) – que corre sponde à Á GUA. CO LÉRICO (ou bi li os o) – que corre sponde ao F OGO . M ELA NCÓ LICO (ou ne rvoso) – que corre sponde ao A R. 43 – E sta di sti nç ão é sim ból ic a e signi fica: O S A NG UÍN EO É O M AIS CO NCRE TO e m ate ri al (é fí sic o-t erra ); O F L EU GM ÁTICO é o a pá tic o e indi ferente (é pa ssivo-á gua); O CO LÉ RICO é o m ais vi va z e ani mos o (é ativo-fogo); O M ELA NCÓ LICO é o vol úvel e o i ncons ta nt e (é va riáve l). P oi s be m, de poi s de e num era r os qua tro t e m pe rament os bá sic os , de vemos a ceita r os t ipos int erm edi ári os que sã o os tipos m is tos que tê m qua lida des proc ede ntes de doi s t e m pe ram ent os . P oré m, a nt es de c he ga rm os a o e studo de ste s úl tim os , de vemos e studa r a s pri ncipa is c ara cte rí stic a s di stint iva s, fí sic as e ps ic ol ógi cas de cada tem pe rament o. 46
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44 – T IPO S ANGU ÍN EO ... D E V ONTA DE M ARCH A: pa sso c om prido e algo l ent o. CO R: m ore na ou m orena cla ra . P E RF IL: na riz c onve xo, term ina çã o re donda . BA RBA : proe mine nte. L Á BIO S: fi nos , apertados e re tos . M ÃO : dura e fri a D ED O S: gros sos e c om pridos , lis os e a lgo nodos os. E X TRE MID AD ES D OS D ED OS: qua drados ou c ônicos . L IN HA S D A M ÃO: fi na s, profunda s e num eros as. CA RÁTE R G ERA L: re to, fi rme e uni form e. E SCRIT A: pont ia guda e fi rm e. CO RTE D A L ETRA ‘t’: c urt o, re to, be m cent ra do e muito fi rme. L ET RA S ‘m ’ e ‘n’: pont ia guda s. H IE RÓ GLIF O: hom em . 45 – T IPO L IF ÁTICO , INST IN TIV O O U T RA NQ UIL O M ARCH A: pa sso c urto e lent o. CO R D O RO ST O E D AS M ÃOS: bra nca. P E RF IL D O N ARIZ : c ônc avo, t erm ina ção a rredonda da. L Á BIO S: gros sos , bra ncos e frouxos . BA RBA : c om prida. T A TO D A M ÃO : bra nca e úm ida . D ED O S: gros sos , c urt os e nodos os. E X TRE MID AD ES D OS D ED OS: E spa tul ados ou qua drados . L IN HA S D AS M ÃO S: l arga s, bra ncas e pouc o num eros as. CA RÁTE R G ERA L: s ua ve. F O RM AS D A L ET RA ‘o’ e ‘e’: re donda e fi rm es. F O RM AS D A L ET RA ‘t’: s em tra ve ssã o ou de forma i nde cis a . ID EM D AS L ET RA S ‘n’ e ‘m’: re donda s e m uito be m aca ba das. H IE RÓ GLIF O: boi 46 – T IPO A TIV O, A NÍM ICO , NERV OSO M ARCH A: pa sso c om prido e rápido. CO R: ros ada ve rmelha . N ARIZ : c onve xo, pont ia gudo. L Á BIO S: gros sos , ve rmelhos firm es. Q UEIX O: qua se qua drado. T A TO D A M ÃO : fi rm e e que nte. D ED O S: de lga dos , curt os e nodos os. E X TRE MID AD ES D OS D ED OS: qua drados . L IN HA S D A M ÃO: ve rmelha s, profunda s e pouc o num eros as. CA RÁTE R G ERA L: va cila nt e, form ando z ig-z ag. E SCRIT A L ETRA S ‘o’, ‘e ’ E ‘a’: re donda s e abe rtas. CO RTES D O ‘t ’: tra ve ss ã o a sc e nde nte. F O RM AS D O ‘n’ e ‘m’: re donda s e m al fe it a s. H IE RÓ GLIF O: l eão. 47
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47 – T IPO P ESS IM ISTA , M ELA NCÓ LICO E IN TE LECT UA L M ARCH A: pa sso c urto e rápido. CO R D O RO ST O E D AS M ÃOS: a lgo a mare lo. P E RF IL D O N ARIZ : c onve xo e pont ia gudo. L Á BIO S: fi no, a pertados e caídos . Q UEIX O: re ent rant e e pont ia gudo. M ÃO S: os suda s e sec as. D ED O S: de lga dos e largos . E X TRE MID AD ES D OS D ED OS: pont ia gudos e côni cos . E SCRIT A: pont ia guda e inc lina da. F O RM AS D O ‘o’ E DO ‘a ’: a be rtas, qua se s em pre pont ia guda s. ID EM D O ‘t ’: qua se de sc ende nte e ba ixo. ID EM D O ‘m ’ E ‘n’: pont ia guda . H IE RÓ GLIF O: á gui a. 48 – T IPOS IN TE RM ED IÁ RIO S Ins tint iv o ou T ranqüi lZéáéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXlNéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXéXbb° ranqüi lo A nímic o-Se nsual CA RACTERE S G ERA IS CO R: bra nca CO R : ve rm elha sobre fundo bra nco P E RF IL D O N ARIZ : Cônc avo c om P ERF IL: c abe ça l arga , pe sc oç o c urto. t e rm ina ção re donda N ARIZ : l argo, de cor ve rmelha ; s ua M ÃO : bra nca e úm ida fe iç ão é c a ída e s ua s linha s s ã o c ônc ava s. L IN HA S D A M ÃO: pouc as e l a rga s. L IN HAS D A M ÃO : a do c ora ção é gros sa , a do de stino E SCRIT A: re donda e fl exí ve l. ou da fa ta li da de é pa rtida em vá rios pe daços , F O RM AS D E ‘o’, ‘e ’ E ‘a’ be m m arc ado poré m be m ass ina la da .M ont e de V ênus , sulcado H IE RÓ GLIF O: porc o de raios e be m de se nvol vido. E SCRIT A: tra ços qua se s e m pre c he ios ; qua se s e m pre fa lt a m os pe rfi s; e sc ri ta de c ri anç a ou de hom em do povo. F ORM AS D E ‘a ’ E ‘o’: abe rtos H IERÓ GLIF O: porc o. 49 – T ipo P essim is ta Cont em pl ativ o T ranqüi lo de Vont ade Sos se gada CO R: am are la s obre fundo bra nco CO R: esc ura sobre fundo bra nco P E RF IL: c abe ça l arga e crâ nio di rigi do P E RF IL: c abe ça la rga e qua drada na pa rte l ige ira m ent e pa ra trá s e pa ra cim a; s upe rior; pe sc oç o c urto e ergui do; olhar pe sc oç o e rgui do, nã o muito c om prido s e re no, poré m im pe rativo; e xi ste a lgo de 48
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e xi ste um peque no c ava le te no na riz, c ava le te na parte m édi a do na riz, o que que o torna cônc avo e largo na base t orna o m esm o c ônc avo e largo na base M ÃO : bra nda e seca. M ÃO : bra nda e seca. L IN HA S D A M ÃO: l inha do de stino L IN HA S D A M ÃO: l inha da cabe ça de se nvol vida e lim pa ; M ont e de Apol o gros sa , l arga , com prida e re ta . P ouc as m arc ado por vá rias l inha s ve rtic ais . l inha s a cessóri as. M onte de Júpi te r E SCRIT A: m uito c la ra , poré m de proe mine nte c om o o da Lua . re donde z e xa gerada ; c ada letra é E SCRIT A: fe ita c orre ta m ent e, c heia de fe it a c om cui da do. pe rfis c la ra ment e a ss ina la dos . L ET RA ‘t’: fa lta o c orte, e qua ndo L ET RA ‘t’: c ort e fi no, m uito c om prido o há , é um a l inha muito fi na e ape nas e t erm ina do e m cla ra no e xtremo m arc ada . L ET RA ‘o’, ‘e ’ E ‘a’: fe cha da s. L ET RA S ‘o’, ‘e ’ E ‘a’: fe cha das e be m H IE RÓ GLIF O: c ava lo m arc ada s. H IE RÓ GLIF O: boi 50 – T ipo A nímic o ou A ti v o T ipo A tiv o-Ins tint iv o CA RACTERE S G ERA IS: a le gre . CA RACTERE S G ERA IS: a le gre . CO R: algo ve rmelha . CO R: bra nca s obre fundo ve rmelho. P E RF IL: na riz c ônc avo pont ia gudo. P E RF IL: c râ nio qua drado por c im a M ÃO : fi rm e e que nte. na riz int eira ment e cônc avo e pont ia gudo L IN HA S: ve rmelha s e m uita s, poré m M ÃO : fi rm e e úm ida . nã o profunda s, s alvo a Saturni na que L IN HA S: i de m. é profunda e re ta . M onte da Lua e de E SCRIT A: a poi ada , infa ntil, va cila nt e, M art e m uito de se nvol vidos . m uito l egí ve l, pouc o incli na da. E SCRIT A: va cila nt e, e m form a de E SCRIT A ‘o’ E ‘a’: m uito re donda s e z igue -zague be m form ada s. L ET RA S ‘o’ E ‘a’: re donda s e abe rtas. H IE RÓ GLIF O: j ava li H IE RÓ GLIF O: j ava li 51 – P essim is ta at iv o-Ins tint iv o P essim is ta de Vont ade Verdade ir o P essim is ta CO R: ve rmelha sobre um fundo a mare lo CO R: esc ura sobre fundo a mare lo P E RF IL: c abe ça pont ia guda projeta da pa ra P E RF IL: cabe ça alonga da e di rigi da pa ra trá s. t rá s e pa ra cim a. F rente fugi dia. Conc avi da de F re nte bom beada . N ari z c onve xo e de l inha na pa rte m édi a do na riz, e este t erm ina fi na , term ina ndo e m bi co de águi a. e m bi co de papagaio c om narina s ve rmelha s. M ÃO : os suda e fri a. D edos longos e nodos os. M ÃO : os suda e que nte. D edos longos e lis os . L IN HA S: m uita s li nha s fina s e profunda s, L IN HA S: m uita s l inha s fi na s e ve rmelha s. de cor esc ura . M ont e de S aturno e J úpi te r be m M ont e de Apol o e Vênus bem de se nvol vidos de se nvol vidos . M ont e de Vênus a pl aina do; o de 49
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Be la l inha do c oraçã o. A nel de Vênus ; l inha A pol o s ul cado de ra ios . L inha he pá tic a pe rcept íve l; he pátic a c ol ori da e m uito e xtens a. a da cabe ça , form osa e fi na . E SCRIT A: pe que na, pont ia guda , inc lina da E SCRIT A: fi na , m uito pont ia guda , l e tra s a lt a s e pouc o s e m gros sura e ne m pe rfis be m ass ina la dos ; a ssina la da s ou apoi ada s. V êem -se a lguns rasgos de ra sgos de rubri ca num eros os, e mbora na rubri ca no fi na l da s pa la vra s. É um a e sc ri ta ori gina l e m m eta de da s pa la vra s. E sc ri ta be m m arc ada . s e us de ta lhe s, e le ga nte e a ristoc rátic a . L ET RA ‘t’: c ort e a com panha do c om L ET RA ‘t’: c ort e t erm ina do e m cla va , rubri ca ; vê -se à s ve zes t ra ça do e m e xt ens o e fino. c im a da letra , s em cla va em sua term ina ção. H IE RÓ GLIF O: á gui a. H IE RÓ GLIF O: l obo 52 – T ipo de Vont ade Tranqüi la A mbi cios o T ipo de Vont ade Ativ a E mpr eende dor CO R: bra nca s obre fundo e sc uro. CO R: ve rmelha sobre fundo e sc uro. P E RF IL: c abe ça gros sa , l arga , qua drada. P E RF IL: cabe ça algo pe que na e pont ia guda . F re nte l arga , bra nca e avul ta da na parte F re nte la rga , c ora da e bom beada pa ra c im a e s upe rior, proj eta da pa ra cim a e pa ra pa ra ba ixo. N ari z a qui li no, c ônc avo e m sua m eta de di ant e. N ari z a qui li no, c ôncavo na raiz , e stre ito na ba se e re dondo no se u t é rm ino. Ba rba re dondo e largo e m seu t érm ino. Ba rba e stre ita , a guda e proe mine nte. l a rga , redonda e proe mine nte. M ÃO : dura gros sa e que nte; de dos c urt os, nodos os M ÃO : dura , gros sa , úm ida . D edos e c ora dos . c urt os, gros sos , nodos os e bra ncos. L IN HA S: l inha do c oração c om prida e cora da; L IN HA S: l inha da cabe ça l arga e pá li da . a linha da cabe ça é profunda . P re dom ina m os P re dom ina m com ela os Mont es M ont es de Júpi te r e M erc úri o. O de M art e e stá de Júpi te r e da Lua . s ul cado de linha s. E SCRIT A: l etra s pe que nas, re donda s e be m E SCRIT A: le tra s gra nde s, elípt ic as, a pre ssa da s. form ada s. A letra ‘a ’ é fecha da . F alta m ra sgos A le tra ‘a ’ a pa rece a be rta; linha s re ta s c om espa ços de rubri cas; l inha s re ta s, e spa ça da s. O de sigua is . L etra s inc lina das e a poi ada s ou t raçada s. c onj unt o é cla ro. L etra qua se ve rtic a l. L ET RA ‘t ’: te m cort es asc ende ntes, c om eçando por um L ET RA ‘t’: c ort es do ‘t ’ são fi rmes, ga ncho e te rm ina ndo em cla va , com fre qüê ncia . uni form es. H IE RÓ GLIF O: c rianç a ou m aca co. 50
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H IE RÓ GLIF O: hom em de ida de m adura . 53 – T ipo de Vont ade Pess im is ta – Car áter O rgul hos o CO R: am are la s obre fundo e sc uro. P E RF IL:c abe ça la rga e fre nte di rigi da pa ra c im a, a vul ta da ,, se m c onve xida de; na riz i nt eira m ent e c onve xo c om pe rfi l gros so e te rm ina do no e xt rem o re dondo. Ba rba re donda e proe mine nte. M ÃO : dura e fri a; de dos longos e nodos os. L IN HA S: linha de A pol o be m a ssina la da s; a linha da c abe ça é e sc ura , fi na e re ta . P re dom ina m os Mont es de Júpi te r e Apol o. E SCRIT A: L etra s gra nde s, e lípt ic as e de e strut ura ori gina l. A le tra ‘a ’ é fe cha da; linha s di reita s, m as, de espa ço de sigua l. O conj unto indi ca va ida de e pre sunç ão. E SCRIT A: a longa da e de pouc a i nc li na ção. N umeros os ra sgos de rubri ca . L ET RA ‘t ’: c ort e do ‘t ’ re to, de sc ende nte e , à s ve ze s, s ó te rm ina ndo e m pont a. A pa rece m ga nchos com fre qüê ncia e sem pre exi ste m ra sgos de ori gina lida de . H IE RÓ GLIF O: ve lho, S aturno. 54 – Com o a c aba mos de ve r, c ada um a de sta s e spé cie s de hom em te m e sc ri to na fa ce o sina l dos im pul sos a ni m ais que lhe m ove m e dom ina m. O IN ICIA DO D EV E A PRE ND ER P RIM EIRA MEN TE A T IRA R A M ÁSCA RA D O RO ST O H UM ANO que oc ulta e sta s be sti a li da des la te nt es no fundo da s a lm as, pa ra pode r ve ncer os própri os i m pul sos e tri unfa r sobre todos os de mais . O ros to, a c or, o m odo de a nda r, a e sc ri ta , os ge stos , a voz , pode m s e rvi r pa ra e sta be le ce r ra pida ment e o di agnós ti c o do s er m oral. O s qua tro te m pe rament os , a s qua tro form as da E sfi nge , os qua tro e le m ent os da na ture za e tc ., re sponde m aos da dos de Pla tã o a plic ados à cons tit ui çã o do hom em . O IN ST IN TIV O, O A N ÍM ICO E O IN TEL ECT UAL S E RE SU M EM N O S E R IM PU LSIV O. E nqua nto que o resum o de todos está no s er vol untári o. 55 – E m toda pe ssoa na qua l dom ina o s e r ins tint ivo, re sul ta rá um te m pe rament o c alm o e t ra nqüi lo, c uj as a çõe s s ã o l e nt as e re sis te nt es, c om o o i nt erpre ta o s e u H ie rógl ifo – O BO I, e re ve la rá à vi sta do obs erva dor pe la bra ncura de s ua pe le , a bra ndura de s ua c arne , a l ent idã o de seus ge stos , de sua voz e de sua m arc ha . O S E R A N ÍM ICO te m vi ol ênc ia s de c ará te r, e re flete pe rfe ita m ent e a im age m m ora l de se u H ie rógl ifo, O L E Ã O , que lhe a rra sta e m todo o m om ent o. P ode se r re conhe cido por s ua c or e nc arna da, a dure za de s ua s c arne s, a vi ve za de s ua m arc ha e de s e us ge stos , e a ra pide z de sua s pa la vra s. O SE R IN TELE CT UAL asse m elha -se ao pá ssa ro, com um a m esc la de i m pre ss iona bili da de e xc essiva e rá pida fa cul da de de a ss im ila ção. O tom é a ba se da c or, e os ge stos re sul ta m rá pidos e brus cos ; o própri o pi o na voz ; a s m ulhe res s ã o a s que m ais re sum em e ste te m pe rament o. T odo s e r de vont ade é dom ina do pe la a m bi ção; di sti ngue -se por s ua pe le m ore na, ol ha r de e xpre ss ã o profunda e por um a a m plitude de s e us pa ssos e de s e us ge stos . 56 – RE SU M O 51
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1.° - O tom bra nco ou a m are lo m uito c la ro (qua se bra nco) indi ca um c ará te r fl eugm átic o e t ra nqüi lo, i sto é , um INST IN TIV O. 2.° - A cor ve rmelha assina la um cará te r a nímic o, a tivo e apa ixona do. 3.° - O tom am are lo de not a um te m pe rament o m ela nc ólic o e pe ssim is ta : um IN TELE CT UAL. 4.° - A c or pre ta , ou more na, indi ca, cont rariam ent e um s e r de vont ade (ou de c a pri cho, se é i gnora nte). 57 – P oi s be m, a gora de vemos s a be r que o hom em nã o e stá c ons ti tuí do por um s ó e le m ent o, e s im , por vá rios . P or e xe mplo: O s e r pa cífi co pode , e m e fe it o, m ani festa r-s e c om o um s e ns ua l, c om o um re flexi vo ou c alm o, s e gundo os e le m ent os que s e re úne m ne le ou e m seu c orpo da alm a. O F le ugm átic o, c uj o H ie rógl ifo é o BO I, s e s e de ixa a rra sta r pe la s pa ixõe s ba ixa s, c onve rte-s e e m P O RCO , e nqua nto que e m s e nt ido inve rso, m odi fica-s e e m c ava lo, e m l uga r de boi . O m esm o pode oc orre r c om re spe ito a os tipos A TIV O, IN TEL ECT UAL E V OLU NTÁ RIO . 58 – P O R N ÃO P O DERM OS D ETA LH AR M AIS , P E LO M OM EN TO , va mos e nt ra r na práti c a que nos conduz à m aestri a e se de verá proc ede r da segui nte form a: 1.° - D e longe obs erva r o m odo de a nda r, rá pido ou le nt o, da pe ss oa , a di mens ão de s e u pa sso, que pode ser c om prido ou c urto; 2.° - O bserva r a cor da pele ; 3.° - E studa r o pe rfil e s obre tudo o na riz; os ra sgos c ônc avos dos i nt uitivos e dos a ní mic os , e nqua nto que os conve xos pertenc em aos int ele ctua is e aos de vont ade ; 4.° - E studa r e m s e gui da a boc a, a ba rba e os ol hos pa ra c orri gir oport unament e os e rros do di agnós ti c o que possa t er c om etido; 5.° - S e é pos síve l, e studa r a m ão, s e u ta to, s ua c or e s ua s l inha s; a ss im s e rá m ais s e guro o di agnós ti c o; 6.° - A ESCRIT A do i ndivíduo é uma prova eficie nt e de seu CA RÁTE R. 59 – O c ont role de qua lque r hom em de pe nde da s se gui ntes obs erva çõe s: N O E X AG ERO DO CE NTRO DOM IN ANTE D E S EU S ER IM PU LSIV O. 1.° - O e xa gero do c e nt ro ins ti nt ivo de te rm ina a pre guiça, a gl utona ria e a iné rcia . P A RA D OM IN AR O IN ST IN TIV O D EV E-S E S A TIS FA ZE R S U A G LU TO N ARIA , S U A P RE GUIÇA E PRO PO RCIO NA R-L HE CA LM A N O M EIO EM Q UE V IV E. 2.° - P A RA D OM IN AR o a ní m ic o de ve-se proporc iona r-lhe nova s e m pre sa s a re ali z ar, novos obs tá cul os pa ra tri unfa r, e nc oleri zá-l o de ve z e m qua ndo, e s obre tudo, a dul á-l o m ais e m ais . 3.° - P ara o IN TEL ECT UAL de ve-se de spe rtar-l he os z elos e a inve ja . O de spe it o do i nt ele c tua l l he fa z c om ete r m uitos erros . 4.° - A o fe roz V OLU N TÁ RIO , a o a di vi nha r s ua s a m bi çõe s e a ta cá-l o por m eio do e xa gero de s e u gra nde e c ol os sa l orgul ho, de ve-se a ce ita r s e u de spot is m o e di rigi r s ua va ida de. E nt ão se c onve rterá e m um a c ri anç a que c rê dom ina r, s e ndo e le um ins trum ent o de re aliz aç ão. A M ULH ER PO SS U I IN ST IN TIV AM EN TE ESSA CIÊ NCIA SE M N ECE SSID ADE D E E ST U DAR S U A S RE GRA S. A m ulhe r aprove ita -s e de sua pa ssivi da de apa rent e pa ra pe netra r na nature za í nt im a do hom em sobre o qua l de se ja i nfl uir, 52
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e , a ss im , m uita s ve zes o a m or de sa pa rece, m as, o c os tum e oc upa s e u luga r, e a gra nde m ági ca re aliz a s eu i ntent o. 60 – S e o IN ICIA DO que r dom ina r o boi , de ve c onve rter-s e e m s ua e rva ; s e que r de sa rm á-l o e cont ê-l o de ve em pre gar o fe rrão. D om ina r o L EÃ O se fa z por m eio da carí cia , ou s e de ve conve rter e m dom ador. A o pá ss a ro de ve-se fa sc iná -lo ou e nc errá -lo na ja ul a da im agi na ção int ele c tua l va gabunda . O orgul hoso é dom ina do pe lo m étodo da m ul he r: de li c ade za e s ua vida de; c om de li c ade za e sua vida de, ele c ai de joe lhos . C ap ítu lo V C O NSTI TU IÇ ÃO D O H OM EM 61 – O hom em é um s e r de masia do c om plexo, poré m s ua c ons ti tui ção é m ui to i m port ant e e m ui to c la ra pa ra a c om pre ens ão do IN ICIA DO m açom . D eve mos tra ta r do a ssunt o c om t oda c la re za pa ra c om preende r e e m s e gui da a fi rm ar que o hom em é o re sum o do U ni ve rso, is to é , que ne le s e e nc ont ram todos os m is té ri os do U ni ve rso; por is so foi c ha mado ‘o pe queno m undo – M ICROCOSM O, ou P EQ UEN O U NIV ERS O’. P ode -se de te rm ina r a c ons tit ui ção do U ni ve rso pe lo e studo do hom em , o que é m ais fá cil do que de te rm ina r a c ons tit ui ção do hom em pe lo e studo do U ni ve rso. U m tra ba lho c om pleto s obre a c ons titui ção do hom em nos e xi ge vá rios vol um es, poré m, a qui , de vemos re sum i-l o e m pouc as pá gina s. 62 – O homem com põe -se dos trê s e le m ent os segui ntes: 1.° - U ma ve sti m ent a de carne É O CO RPO F ÍS ICO A terra em nós . 53
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c om pos ta de terra e dos produt os da terra . 2.° - U m pri ncípi o de vida fixo É A VID A N O A alm a uni versal e m no c orpo c arna l, da forç a s upe rior CO RPO A ST RA L nós . O s a stros e m nós . uni versal que circ ula nos astros D A A LM A e no m undo a stra l. 3.° - U m pri ncípi o m ent al É A M EN TE form ado pe la Chi spa D ivi na fi xa da em nós , emana da di reta m ent e de D eus . E ste s s ã o os trê s e le m ent os que c ons titue m e ste P E Q U EN O M UNDO c ha mado hom em , c om s ua s dua s pol ari da des: M ASCU LIN A e F E M IN IN A, ou di reita e e sque rda, da hum ani da de. 63 – N o i ndi víduo, a di reita nã o é s upe rior ne m i nfe rior à e sque rda; e la é pol ari zada , é c om plem ent ari a. N a hum ani da de, a m ulhe r nã o é s upe rior ne m infe rior a o hom em ; e la é o pól o pa ssivo e com plem ent ári o do hom em ; é a e sque rda da hum ani da de. 64 – O CORPO F ÍS ICO está re pre se nt ado pe lo ve ntre e pe la di gestã o. O A ST RA L e stá re pre se nt ado pe lo tóra x que a spi ra os ra ios s ol are s c om o a le nt o di vino. A M EN TA L e stá re pre se nt ado pe la c abe ça, pe la s i dé ia s e pe nsam ent os O ut ras t ra di çõe s di ze m : Corpo F ís ic o, Corpo A stra l e Corpo M ent al. 65 – N A V ID A ou no CO RPO A ST RA L: O a stra l é o c orpo da a lm a e te m dua s vi bra çõe s de vi da : um a O RG ÂN ICA , di stri buí da pe lo ne rvo sim pá tic o, e s ua s vi bra çõe s s ã o de nsas; a out ra é IN CO NSCIE NTE (out ros a c ha mam s ubc onscie nt e ou a stra l s upe rior) porque te m um a vi da c om um pri ncípi o int ele ctua l, is to é , c om funç ões de CÉ REBRO E SP IN HAL. 66 – N O M EN TA L: O Corpo M ent al é o s uport e. É o CO RPO D O E SP ÍRIT O, m ani festa -s e: 1.° - N O CO RPO F ÍS ICO , PEL O IN ST IN TO E A SEN SA ÇÃ O; 2.° - N O CO RPO D A A LM A, P ELO S S EN TIM EN TO S E A IN TU IÇÃ O; 3.° - E M S E U P L A N O, CO MO CO RPO D O E U (CH ISPA D IV IN A) M ANIF EST A -S E CO MO CO NSCIÊ NCIA U N IV ERS AL IN DIV IDUALIZ ADA N O S E R H U M AN O E M AN IF EST A DA P ELA S UPE R-CO NSCIÊ NCIA . 67 – E ste s trê s e le m ent os ou pri ncípi os que c ons tit ue m o hom em pode m se r a na lis a dos e m s e te e le m ent os , e m nove , e m de z e e m vi nte e um , e m ais , s e o e studa nte c om pre ende o M ISTÉRIO DOS N ÚM ERO S. 54
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68 – P ara c he gar à c om preens ão pe rfe ita , pode mos tra çar um qua dro que c onc orda c om toda s a s e sc ol as e re ligi õe s a nt iga s e m ode rnas. O S T RÊ S P RIN CÍPIOS D O H OM EM O cul ti s m o at ual Corpo A lm a E spí rito Cont em por âne o Corpo F ís ic o Corpo A stra l E spí rito H erm etis m o Corpo M edi ador P lá stic o E spí rito R os ac ruz Corpo A lm a V ida E spí rito Im ortal E spí rita Corpo P eri spí rito E spí rito A nt igo E gito K ha t K a e K ou Ba i Kabal a N ephe sc h Roua sc h N esc ha mah P it agor is m o Ca rne S om bra ou M ane s E spí rito P ar ac els o Corpo e le m ent ári o H om em A stra l A lm a Im ortal H indu Rupa K am a Rupa ou A tm an L inga n Sharira Chi nese s X uong K hi W UN S. P aulo Corpus A ni ma S pi ritus 69 – D eve mos , poré m, c om preende r que , pe la s ut il e za e pe la s vi bra çõe s do E spí rito e pe la de nsida de da s vi bra çõe s do c orpo fí sic o, a P rovi dência form ou c ert os pl anos i nt erm edi ári os e nt re os trê s pri ncípi os pa ra que os trê s pos sa m form ar a U NID ADE do hom em , porque , s e m e ste s pri ncípi os int erm edi ári os , re sul ta im pos síve l que o E spí rito pos sa c one cta r-s e c om a m até ri a de nsa do c orpo fí sic o. L ogo, a T rinda de do H om em te m que m ani fe sta r-s e por m eio de vá rios e di ferent es ve íc ul os , s e ndo o c orpo a form a m ais de nsa e infe rior de sua m ani festa ção. 70 – L ogo, o hom em s e m ani festa por m eio de s e te pri ncípi os , que s ã o c onhe cidos pe la dout rina se c re ta , poré m, va riam de nom es s e gundo c ada E sc ol a. N ós te m os que s im plifi ca r a evi ta r a confus ão de vido a os term os espe cia is ou à falt a de obs erva ção. E ST E S S ET E P RIN CÍPIOS S ÃO: 7 – E spí rito M undo do E spí rito D ivi no. 6 – M ent e E spi ritua l E spí rito da Vida . 5 – Int ele cto E spí rito H umano. 4 – M ent e Ins ti nt iva M ent e (a bstra ta e conc reta ) 3 – A le nt o D ivi no ou F orça V ita l (P rana ) A lm a, V ida . 2 – Corpo A stra l Corpo de Dese jo. 1 – Corpo F ís ic o Corpo M ate ri al P ode -se a inda sim plifi car m ais c om o qua dro segui nte: E U S OU - (D eus , Chi spa D ivi na , E go, M onada, etc ...) 55
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E SP ÍRIT O – (D eus em m ani festa çã o...) A LM A – (V ida , S opro D ivi no, A nim a e tc .) S U PE RCO NSCIÊ NCIA – (O nisc iê nc ia D ivi na que a ge s e m pe nsar. È o c orpo do E spí rito D ivi no). CO NSCIÊ NCIA – (Int ele cto, M ent e O bjeti va , M ent e Cons cie nt e). S U BCO NSCIÊ NCIA – (Ins tint o, Corpo de D ese jos , Corpo A stra l da A lm a em de se nvol viment o). CO RPO F ÍS ICO – (O Mate ri al, o T em plo do D eus V ivo). Com o vi mos , é m uito di fícil pode r-se e m pre gar um a só nom enc la tura pa ra a fi los ofi a e spi ritua l, e por i ss o, e ncont ram os a c onfus ão na s e sc ol as. 71 – E num era mos os s e te pri ncípi os pa ra c onhe cer a s c orre ntes de t oda s a s E sc ol as, poré m, o que nos im port a no m om ent o é a T RIN DADE D O H OM EM , IS TO É , O E SP ÍRIT O, A A LM A E O CO RPO. E ste s pri ncípi os s e une m e m um a s ó pa la vra que nos é ne ce ss á ri a e s ufi cie nt e: e sta pa la vra é U N IÃ O. U m a ve z c om preendi da a T RIN DAD E D O H OM EM , pode mos e nt ão re pe tir c om CL AUD IO D E S A IN T-M ART IN que s e m pre s e de ve expl ic a r a na ture za pe lo hom em e nã o o hom em pe la na ture za. 72 – O CO RPO F ÍS ICO que é um dos trê s c orpos infe riore s que a ss a ssina ram o M estre H ira m A bi f (A o E U S O U IN EFÁ VEL), é o out ro E U , o m ais i nfe rior da e sc ala de m ani festa çã o de D eus no H om em . S em e m ba rgo, é o ins trum ent o m ais a de qua do da m ani festa çã o e é um pri ncípi o m uito ne ce ss á ri o pa ra a e vol ução do hom em . É ne cessá ri o dom iná -lo e dom á-l o pa ra que s e c onve rta e m T EM PL O P U RO D O E SPÍRIT O S A N TO e nã o de ixá -lo j a m ais s e r s uj eito a o c orpo do de se jo e a o i ns tint o pa ra que e ste s nã o t ra m em o A SS A SS ÍN IO D O M EST RE CO NST RU TO R D O T E M PL O E S U PU LTÁ -L O N A CA RNE O U M ATÉ RIA . Nunc a de ve de ixa r que a m até ri a dom ine o E spí rito. O c orpo de veria s e r s e m pre m ant ido e m boa s c ondi çõe s, s ã o e pre parado pa ra obe decer à s orde ns da m ent e. O c ui da do do c orpo s ob o c ont role da m ent e é um obj etivo i m port ant e do IN ICIADO m açom . N os sa s l iç õe s s obre a M ED ICIN A U NIV ERS AL i ns eri da nos gra us de um a m ane ira pa ulatina , fora m e s ã o obri gatóri as pa ra todos os ini cia dos de t oda s a s E sc ol as H erm étic as. T odo m açom (pa ra m ere cer e ste gra ndioso tí tul o) de ve pra ti c ar se m pre a M edi cina U ni ve rsal pa ra ter s em pre um corpo s ão c om o instrum ent o de uma M EN TE S Ã. N esta s liç õe s s e t ê m de mons tra do pa lpa velm ent e por m eio da c iê nc ia ofi cia l que a s c élul as s ã o vi da s e s ã o re alm ent e fra gm ent os da m ent e int eli ge nte, c om um gra u de c onhe cim ent o e ca pa cida de pa ra exe cut ar cons cie nt em ent e sua s obra s col etiva s. S egura ment e que e sta s c élul as do c orpo fí sic o e stã o s ubordi nada s à M EN TE CE NTRA L – s e m e m ba rgo, m ani festa m um a pe rfe ita a da ptação à s ua obra pa rtic ul ar. A s e le ção da s c élul as, e xt raída s do s a ngue pa ra a nut rição ne cessá ri a, re cus ando a qui lo que nã o é pe dido, é um e xe mpl o de sta int eli gê ncia . O proc esso de di ge stã o, a ss im ila ç ão e tc ., de mons tra a i nt eligê ncia da s c élul as, já se pa rada s ou c ol etiva ment e, e m grupos . O proc ess o de c ic atri zaçã o da s fe rida s, a ra pi de z da s c é lul as e m a cudi r a os pont os onde há m aior ne ce ss ida de de s ua a tua ção e m ilha res de out ros e xe mplos c onhe cidos do e studa nte m açom e i gnora dos a té por m ui tos m édi cos , s ã o e xe mpl os de ‘vi da c ons cie nt e’. Ca da á tom o, pa ra o S upe r-hom em , é um ser vi vente i nde pende nte. E ste s á tom os s e c om bina m e m grupos pa ra de te rm ina dos fi ns , c om o s e une m os hom ens pa ra form ar s ocie da des e na çõe s. 56
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Q ua ndo o corpo morre , qua ndo o espí rito de vi da o aba ndona , as c é lul as s e s e pa ram, porque a forç a que a s m ant inha uni das s e re ti ra , e a ssim e la s fi ca m li be rtada s pa ra form ar nova s c om bina çõe s, e a ss im , a pa la vra m ort e, c om o e la é c om preendi da pe lo vul go, nã o t e m ne nhum s igni ficado pa ra o A DEPT O . A vi da é um a t ra ns form aç ão c ont ínua e e te rna , a m ort e é o pre lúdi o de uma nova cons truç ão de vida. N ão de dicare mos e spa ço m aior pa ra o e studo do CO RPO F ÍS ICO , porque a s i ns truç ões da das pa ra a s prá ti c as da M ED ICIN A U NIV ERS AL c ont êm o ne cessá ri o e s ufi cie nt e pa ra a com preens ão e o c onhe cim ent o de todo o a spi rant e a S upe r-Homem . 73 – No gra u de M estre P erfe ito fora m da das a s t rê s l iç õe s pre li m ina res pa ra a te nde r a o c orpo fí sic o e m ant ê-l o fort e e s a udá vel. A gora , da remos m ais out ra ins truç ão, de dicada a o e studo dos a lim ent os do m esm o c orpo, e tra ta re mos do e studo dos c orpos da a lm a e do e spí rito. C ap itu lo V I O Q UE D EVE S ABER O PREBO STE E JU IZ 74 – A lim ent o é toda subs tâ nc ia nut ritiva que , um a ve z int roduz ida no tubo di ge sti vo, é a ssim ila da por m eio do s a ngue , pe los t e c idos orgâ nicos , c om pensando a ssim os de sga ste s do c orpo. H á a li m ent os s ól idos , c om o pã o, c a rne , ve rdura e tc ., e out ros líqui dos , c om o á gua , l e ite , s uc os etc . A c ondi ção indi spe nsáve l do a li m ent o é proporc iona r a o orga nism o m até ri a e e ne rgi a, ga sta s e pe rdidas dura nte c ada di a, a fim de mant er o c alor e a ati vi da de do c orpo. H á a lim ent os pl ástic os , c om o c arne , pe sc ados , e tc .; e ste s proporc iona m m ais m até ri a que e ne rgi a, e há a lim ent os de c om bus tã o, c om o frut as, ve rdura s, fé cul as, a çúc ar, l e ite , e tc ., que produz em c a lor, forç a, e fa cilit a m a re spi ração e s ã o c ha mados a lim ent os re spi ratóri os. A ss im é que os a li m ent os pl ásti c os , ta m bé m c ha mados a lbum inói des, prot éic os ou ni troge nados dã o m ais m até ri a que e ne rgi a, e nqua nto que os a li m ent os de c om bus tã o, c ha mados re spi ra tóri os, hi droc arbura dos ou hi droc arbure tos proporc iona m m ais e ne rgi a que maté ri a. 57
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(P ara os obe sos e sta s i ns truç ões s ã o m ui to út eis : P ode -se re duz ir a gordura por m eio da alim ent açã o e sc ol he ndo os alim ent os hi droc arbona dos). 75 – A á gua e os s a is m ine rais c ha mam -se a li m ent os uni versais e e stã o c ont idos nos di ve rsos ali m ent os . O l e it e é o úni co a li m ent o c om pleto pa ra a nut rição. T odos os de mais a lim ent os t ê m de ser c om bina dos . P ara be m vi ve r é ne cessá ri o be m c om er, e sc ol he ndo a qua lida de e a qua ntida de de a li m ent o que cons tit ui rão e ss a c om ida . A carne não é necessá ri a pa ra a vi da, ou a o menos , de la s e pode presc indi r em vá rias é poc as, porque c om o a lim ent o nã o nut re ne m a lim ent a m ais que qua lque r out ro. N ão s e pode ne gar que e la re pa ra pe rda s e de sga ste s dos te cidos , poré m e m ge ral c aus a m uita s e nfe rmida des, ta is c om o a got a, re um atis m o, a rt ri tis m o, di abe te s, a lbum inúri a e c ól ic as de fí ga do e rins . P oré m a que le s que e stã o s uge stiona dos pe la c arne nã o de vem a ba ndoná -la, e s im , s e r ba sta nt e m ode rados e m s e u us o a té c he ga r a c om pre ende r e s e nt ir a ve rda de, e e nt ão o própri o corpo re cus ará a c arne com o ali m ent o. N em m esm o os pe sc ados , m olus cos , c rus tá ceos , (l agos ta s, la gos tins , c am arõe s e tc ) s ã o va ntajos os à saúde . 76 – O re gi me ve geta ri ano é o c ons ti tuí do por a lim ent os ve geta is c om o a que le s que proc ede m de ani mais vi vos , com o leite e seus de riva dos : que ijo, m ant eiga , etc . T udo que nos dá a M ãe-N ature za é bom , c om o c ere ais , le gum es, ve rdura s, ra íz es, frut as e sem ent es. T am bé m é bom o que proc ede do a ni m al vi vo, c om o ovos , l e ite , na ta , que ijo e m el, e que se pode com bina r c om o re gime ve geta ri ano O re gime ve geta ri ano proporc iona a o c orpo fí sic o todos os a li m ent os ne cessá ri os , t a nt o pl ásti c os com o energé ti c os . 77 – Re gim e ve geta ri ano c onsta a bs olut am ent e de alim ent os ve geta is . Re gim e m is to é o c onstit uí do pe la c om bina çã o de ali m ent os ani mais e ve geta is . Re gim e lá cte o é o c ons tit uí do por le ite , ovos , m ant eiga , na ta , que ij os e de mais l a c tic íni os . Re gim e na turi sta é o que proporc iona alim ent os crus , se m ne cessida de de pre paração c uliná ria. 78 – A CO NSE LH AM OS A OS CA RN ÍVORO S o re gim e m is to, a pri ncípi o, c om m uita pa rcim ôni a no uso da c a rne , até c he ga r, com o te m po, a N Ã O s e nt ir N ECE SS ID ADE D ELA . S ó a ss im o a spi rant e s e c onve rte e m dono de s e u a pe tit e ; e le c om e c arne porque que r e de ixa de c om ê-l a porque nã o lhe fa z fa lt a , ne m de la ne ce ss it a . E ste é o ve rda deiro c am inho pa ra a a lim ent aç ão s a di a. A s a úde do c orpo forj a-s e na s ofi cina s do e stôm ago, di z um a fori sm o. N ós pode mos di zer: N o e stôm ago fa bri ca m -se toda s a s e nfe rmida des, t a m bé m. O obj eti vo do c om er e do re gim e é proporc iona r a o c orpo a qui lo de que ne ce ss it a pa ra re parar a s pe rda s da maté ri a e m ant er a ene rgi a. 58
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IN GERIR M UIT OS A LIM EN TO S D E M UIT A S U BS TÂ NCIA E M N ADA BE NEFICIA O CO RPO, PO RQ UE O CO RPO A PE N AS A BS ORV E O Q U E N ECE SSIT A, e o e xcede nte e le e lim ina , m esm o que cont enha maté ri a nut ritiva . Com er m ui to c aus a di la ta ção do e stôm ago e obri ga o a pa relho di ge stivo a tra ba lha r de masia do e inut ilm ent e. A lei é : CO MER P ARA VIV ER E NÃO V IV ER P ARA CO MER. 79 – T odo a li m ent o de ver produz ir c a lori a no orga nism o. Ca lori a é o c alor ne ce ss á ri o pa ra e le va r de um gra u c ent ígra do a te m pe ratura de um lit ro de á gua de stil a da : U m a c alori a é o calor necess á ri o que produz um a lim ent o que s e que im a no corpo. Som ent e s e que im am e port ant o produz em c alor, a s a lbum ina s, a s gordura s e os hi droc arbona dos. U m qui logra ma de a lbum ina produz 4000 c alori as, um qui logra ma de gordura , 9000; um qui logra ma de hidra tos de carbono, 4000. U m a dul to, s e m tra ba lho forç ado, a bs orve e m 24 hora s, 2500 c alori as. S e tra ba lha s e m cans ar-s e, 3000 c alori as, e se t ra ba lha cans ando-s e, 5000. E m 24 hora s o a dul to irra dia 1500 c alori as. 82 por c ent o do c alor e lim ina -se pe la pe le , 15 por c ent o s e c ons ome a o e xa la r o a le nt o da re spi raçã o e 2 por c ent o pe lo tubo di ge sti vo. Re la tiva ment e a o pe so, um a dul to pe rde , c ada 24 hora s, 20 gra mas de ni trogê nio (s ubs tâ nc ia s a lbum inói des), e 300 gra mas de c arbono. A ssim é que pe la ra ção a lim ent ar de ve re cupe rar a pe rda de sta s qua ntida des e m ant er um e xc esso pa ra de pós it o ou re se rva , que r dizer, c ada re feiç ão de ve cont er e sta qua ntida de de calori as. O e stôm ago, ins tint iva ment e, pe de aqui lo de que ne ce ss it a e qua ndo re cebe s ufi cie nt e qua ntida de de a li m ent os , a vi sa . A G U LA , P O RÉ M, N ÃO T EM O U VID OS! E nt ão c ada ra ção di ári a de ve c ont er 120 gra mas de a lbum ina , 330 de gordura e 90 gra mas de hi droc arbonos . 81 – IN ST RU ÇÕ ES IM PO RT ANTES O hom em , s e gundo a s l e is s oc ia is e re ligi os as, e stá obri gado a de sc a ns ar um di a e m c ada s e m ana , pa ra re pa rar a e ne rgi a pe rdi da pe lo t ra ba lho dura nte os s e is di as. M uito be m. N ÃO T ERÁ O E ST Ô M AG O, O M ESM O D IRE ITO D E D ESCA NSA R U M D IA P O R S E M AN A? M edi te m os ne sta pe rgunt a. É urge nte e ne cessá ri o j e juar um di a por s e m ana pa ra da r a o e stôm ago te m po s ufi cie nt e pa ra e li m ina r s e us re síduos e puri ficar-s e c om o s e puri ficam os fi éis a nt es de a ssis tir e m seus tem plos ! A que le s que e stã o s uge stiona dos pe lo m uito c om er e c rê em que pode m m orre r de fom e pe lo j ejum de um dia, pode m tom ar dura nte o di a m uitos suc os de frut as e á gua . D ura nte o j ejum , de ve inge rir m uita á gua pelo m enos . A segunda indi cação é a L AVA GEM IN TEST IN AL. N os sa vi da s e de ntári a nã o nos a juda a e xpe li r todos os de tri tos dos int esti nos e por e sse m otivo o hom em de ve a juda r a s ua na ture za c om um a la va ge m int estina l P O R S E M AN A. A la va gem c ons is te e m int roduz ir no int estino gros so doi s litros de á gua m orna . Re tê -l os , s e pos síve l, 10 m inut os, a juda ndo a o int esti no gros so, e sta ndo de it a do de c os ta s c om m assa ge ns que c om eça m de sde o la do di reito do ba ixo-ve ntre e s e gui r a té o ní ve l do um bigo a té a o l ado e sque rdo. 59
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N unc a s e pode m enum era r s ufi cie nt em ent e os be nefícios de sta s l ava gens! M uita s e nfe rmida de s i nt esti na is c ede ram a e ste s tra ta m ent os , e c ent ena s de doe nças orgâ nicas s e c ura ram por e ste s im pl es m étodo. N OTA – E m c as o de ape ndicite não s e de ve m ini str ar a lav age m, o m esm o ac ont ecendo c om a f ebr e t ifói de . Nas demai s e nf erm idade s é at é i m pr esc indí ve l. C ap ítu lo V II A M ED IC IN A U NIV ER SA L O CO RPO D A A LM A E SEU A LIM EN TO 82 – O ar é o úni co a lim ent o do c orpo da alm a. Ca da aspi rante de ve estuda r, anali s a r e c onhe cer e ste a lim ent o de efe it os va lios os pa ra m elhor a prove itá -l o. O a r é m is tura de c inc o ga se s c ha mados pe los quí mic os : oxi gênio, nitrogê nio, az ot o, va por de á gua , e a ni dri do c arbôni co. T em ta m bé m out ro e le m ent o m uito m ais im port ant e c ha mado E ne rgi a V ita l ou A le nt o da V ida , o qua l nã o pode s e r m edi do ne m c apt ado por qua lque r ins trum ent o; a Ci ênc ia pre sum e s ua exi stê nc ia , poré m nã o a afirm a. O oxi gênio, de todos os ga se s c onhe cidos , é o úni co út il à c iê nc ia pa ra a re spi ração porque a o c om bina r-s e c om a he mogl obina (s ubs tâ nc ia c ont ida nos gl óbul os ve rm elhos do s a ngue ), conve rte-s e de venos a, i mpura , em sangue arteri al, l im po. 60
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O s de mais ga se s s e rve m s om ent e pa ra a te nua r a a çã o do oxi gênio que é c apa z de que im ar o s a ngue s e m a ne utrali z açã o de ste s ga se s. Q ua ndo s e re corre a o oxi gênio puro pa ra que os m ori bundos re spi rem, é pa ra a livi ar-l hes a a sfi xi a e prol onga r-lhes de a lgum as hora s a vi da. O va por de água está no a r e tam bé m é expe lido c om o a r pe la s vi as re spi ratóri as. O a ni dri do c arbôni co é um a c om bina ção de um a pa rte de c arbono e dua s pa rtes de oxi gênio. O s re síduos do s a ngue ve nos o s ã o c om o o c arvã o de um a c ha miné ; o oxi gênio é o fogo que queim a o c arvã o, e ao c om bina r-s e c om ele , produz o anidri do c arbôni co. 83 – O a r puro é o úni co s a udá vel e c onve nient e pa ra a re spi ração, porque c ont ém pe que na qua ntida de de a ni dri do c a rbôni co. O a r vi cia do c ont ém m uito m enos proporç ão de oxi gênio e muito m ais de ani dri do c arbôni co, que o ar puro. O úni co gá s que s e c ons ome na re spi ração é o oxi gênio, porque os de mais ga se s nã o s ofre m a lte ra ção algum a, port ant o de ve re nova r-se o ar em t odos os a pos ent os e l oc ais onde s e re úne m m uita s pe ssoa s à luz de gá s, de ve la s, de pe tról eo, porque a re spi raçã o da s pe ssoa s e a com bus tã o da s l uz es di minue m pa ulatina ment e a proporç ão de oxigênio. D eve -se re spi rar a o a r li vre , ve ntila r os a pos ent os c ont inua ment e. A puri ficaç ão do a r é indi spe nsáve l à saúde . D e m uito pouc o va le rã o a s re gra s e c ons elhos da dos a o s e t ra ta r de a lim ent ação s e m o de vido c uida do c om o a li m ent o do s angue , por m eio da respi ração. A s pouc as re gra s que damos são s im pl es: a ) N ão e mpre gar c ale fa ção (a quecim ent o) dom ésti c a que abs orva o oxi gênio do a posent o, c omo estufa de gás, pe tról eo, c arvã o e tc . A ele tri cida de é a m ais i ndi cada no c aso de frio de masia do. b) N ão pe rmitir e stufa s de aque cim ent o, de espé cie a lgum a, nos dorm it óri os. c ) N ão de ixa r fl ore s ne m pl ant as à noi te nos qua rtos de dorm ir, porque o vegeta l à noi te c ons ome oxi gênio e exa la a ni dri do c arbôni co. d) D eixa r um a j ane la ou port a, a berta, s em corre nte de ar, a fim de renova r por m eio de la o a r nos dorm itóri os. 84 – A cre dita -s e vul garm ent e que a o re spi ra r o a r, a spi ramos por m eio da s na rina s ou boc a; i s to, poré m, nã o é re spi ra ção. O c ert o é que , qua ndo s e c ont raem os m ús cul os da s c os te la s e o di afra gm a, a c aixa torá cic a s e di la ta e o a r pe ne tra por s e u própri o pe so e s e m que o absorva mos ou a spi re mos . P or is to s e c ha ma IN SP IRA ÇÃO o a to de pe netra r o a r a té os pul mõe s. E sta di la ta ç ão e c ont ração do tóra x proc essa -s e a ut om ati c am ent e, s e m que o indi víduo te nha a pre ocupa ção de respi rar. Cha ma-s e a e sta re spi ração ordi nária; num indi víduo s ã o e robus to, e nt ram, a o re spi rar, 470 c m c úbi cos de a r e m c ada re spi ra ção. E nqua nto que , pe la int erfe rênc ia da vont ade do indi víduo no m ovi ment o re spi ra tóri o, a a ção m us cul ar da s c os te la s e a do di afra gm a é m uito m aior e pe netra m pe la s vi as re spi ratóri as m ais de 1880 c m c úbi cos , e qui vale nt es a c erc a de doi s li tros . Cha ma-s e a e sta re spi ra ção, CO MPL ETA , P L EN A O U P RO FU ND A. 61
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N a re spi raçã o c om um fi cam nos pul mõe s m ui tos de tri tos ou re síduos , e nqua nto que pe la re spi raçã o pe rfeit a é e xpe lido l itro e meio de ar vi cia do. S em dúvi da, por m ais esforç o que se em pre gue , nã o é pos síve l esva zia r c om pleta m ent e os pul mõe s do a r vi cia do, poi s s e m pre fi ca ne le s out ro ta nt o do que s e e xpul sou, m otivo pe lo qua l, c om o te m po, o hom em pe de e ne rgi a de se u sa ngue e e nve lhe ce, c om o ve rem os em fut uros tra ba lhos . A eficiê nc ia da respi ração dura nte o s ono de pende de vá rias c irc uns tâ nc ia s: a ) N ão dorm ir c om a boc a a be rta. H á ne ce ss ida de de corri gir a c rianç a que tem ess e de feito. b) N ão c om er m uito à noi te ; pa sse ar ou fa zer a lgum exe rcíc io de pois da refeiç ão, pa ra nã o dorm ir a pós a m esm a. c ) D eixa r a jane la a be rta pa ra que se re nove o ar no dorm it óri o. N ão s e de ve re spi rar pe la boc a, porque o a r nã o s e fi ltra ne m s e a que ce c om o a cont ece c om o que e nt ra pe la s na rina s, que s ã o os fi ltros do a r; a lé m di ss o, m ui tos m ic róbi os e até m esm o i nsetos pe netra m pe la boc a. S e o e stôm ago e stá c he io à noi te , c om primirá o di afra gm a e a re spi ração t orna r-se-á fa ti ga nte. M uitos m édi cos a cons elha m dorm ir do la do di reit o. T êm ra zão; poré m c re mos que o a r pe netra pe la na rina dura nte o s ono, o que é tã o ne cessá ri o pa ra a e ne rgi a vi ta l do hom em , poré m e sta na rina nã o s e a bre s e nã o qua ndo o indi víduo dorm e do la do e sque rdo. A di ant e ve remos por que é assim . E m c lim as fri os nã o é pos síve l a bri r a s ja ne la s, poré m s e re com enda a ve ntila ção s e m pre do a posent o, t ant o qua nto pos síve l. 85 – P ela m anhã , a o de spe rtar, a nt es de l e va ntar da c am a, é c onve nient e e ste nde r-se e m de cúbi to dors al. P ra tic ar a re spi ra ção vi gori zadora ou e qui libra dora , a qua l c ons is te e m re spi rar c ada ve z por um a na rina , c om o foi indi cado a nt eri orm ent e. E m se gui da re la xa r todos os m ús cul os e ne sta pos iç ão re spi rar c om pleta m ent e s e te ve zes o a r puro da m anhã . É a re spi ração m ati na l que e qui vale a um ba nho de a r, c om pleto, ou a um a a bl uç ão a é re a da s vi as re spi ra tóri as. 86 – Ca lc ul a-s e que e m c ondi çõe s norm ais pa ssa m pe los pul mõe s de um a pe ssoa de e sta tura m edi ana uns 400 li tros de a r por hora ; a proxi mada ment e 10 000 litros por di a, puri ficando doi s li tros de s a ngue e m c ada ins piração, ou s e ja m , 1900 lit ros por hora , a proxi mada ment e 46 000 por di a, c erc a de 16 000 000 por a no. Is to nos de mons tra a ne ce ss ida de da re spi ração e ins piração c om pleta s e pl ena s, pa ra a lim ent ar nos so s a ngue e e li m ina r o que é noc ivo de nos so orga nism o. Ca da ida de te m um a fre qüê ncia re spi ra tóri a di stint a: D e 1 a 5 anos respi ra-se um as 26 ve zes por m inut o. D e 5 a 10 a nos, um as 22. D e 20 a 25, um as 18. P ass a da esta i da de, esta be le c e-s e o ri tm o de 18 por m inut o. 87 – E xi ste um a out ra re spi ração, re gida por le is di stint as, a re spi ração da pe le ou c elul ar, m edi ant e a qua l os di ve rsos órgã os c om pensam inde pende ntem ent e a e ne rgi a que pe rde m nos e sforç os loc ais que re aliz am ; tã o im port ant e e la é , que nã o s e ri a pos síve l 62
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s us te nt ar a vi da dura nte m ui to te m po s e s e re cobri ss e c om s ubs tâ nc ia im pe rm eá ve l toda a pe le . Ca da órgã o te m um ri tm o re spi ratóri o própri o, a spi rando ou e xpi rando s e gundo ne ce ss ida de s m om ent âne as e a ss im ila ndo ou de spre nde ndo-s e dos e le m ent os út eis ou pre judi cia is , e a ssim ve mos que e nqua nto há re gi õe s que e xuda m e tra ns piram c om a bundâ ncia , out ras há que obs erva m re la tivo re pous o e m fa ce de c aus as m ora is , c om o qua ndo o â nimo e stá a ba ti do por qua lque r tem or, a nsie da de ou a ngústia . E m tra ços li ge iros tom am os c onhe cim ent o da s dua s e spé cie s de re spi raçã o a tra vé s da s qua is os duz ent os qui ntilhõe s de c élul as que nos c om põe m re aliz am se us doi s m ovi ment os – de progre ss ã o e regre ssã o. E m liç õe s fut ura s e studa rem os a m ane ira de c om o de vemos a judá -las e a prove it a r s e u t raba lho. IN ST RU ÇÕ ES. P ra tic ar a s i ns truç ões do pa rágra fo 5 de sta l iç ão, c om as i ns truç ões a nt eri ore s. C ap ítu lo V III O C ORPO M EN TAL E A MED IC IN A U NIV ER SA L 88 – E xi ste m pe rturba çõe s, de sorde ns e de se qui líbri os m ent ais que a ti nge m o hom em , c om o di z o a dá gio: ‘D e m édi co, poe ta e louc o, todos nós t e m os um pouc o’. E sta s pe rturba çõe s m ent ais tê m , qua se se m pre , por c aus a a de ficiê nc ia na a li m ent ação e a re spi ração de feituos a e inc om pleta . O c ére bro é órgã o da m ent e e a m ent e é o c orpo do E spí rito; port ant o, s e o c ére bro é re ga do por um s a ngue i m puro, fraco e de masia da ment e e spe sso, ou se c are ce dos pri ncípi os nut ritivos , a irri gação do c ére bro s e fa rá e m pé ssim as c ondi çõe s, ta l c om s e re gá sse m os um a pl ant a c om água suj a ou de stil a da . 89 – D a nut rição ins ufi cie nt e e re spi ração i nc om pleta , provê m a pobre za do s a ngue e da í a a ne mia c ere bra l e m c a sos gra ves ou, e m c asos m enos gra ves, os de se qui líbri os m ent ais c om a luc ina çõe s, ve rtige ns, de sm aios , obs essõe s, m ani as e a m né sia s. D iz er a s i 63
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m esm o: ‘E stou s ã o, e stou bom , t e nho forç as e tc ’, e out ras t a nt as s uge stõe s, s e rá o e nga no e i lus ão e m ve z de s uge stã o e fi caz, s e pre viam ent e nã o s e t e nha m re gul ari zado a s funç ões do c orpo por m eio de regime a propri ado e de respi raçã o pe rfeita e c om pleta . 90 – O re gime m ent al te m de a com panha r forç osam ent e o re gi me a lim ent íc io e re spi ratóri o a fi m de m ul tipl ic a r sua e fi cá cia . A m ent e t e m de a cre dita r no bom re sul ta do do re gim e hi gi êni co, e spe rar a m elhora progre ss iva de s a úde e nã o t e r M ED O de pi ora r, s e nã o e sta m os que brando a s l eis da saúde . 91 – A F É , A E SPE RA NÇA E A CO NFIA NÇA , que de vem a c om panha r o re gime m ent al pode m e xpre ssa r-s e c om pa la vra s vi va s, pronunc ia da s e m voz a lta e m ínt im o s ol ilóqui o, c om o por e xe mplo: ‘J ORG E ou J O SÉ (nom e própri o do indi víduo): T u e stá s re cobra ndo tua sa úde por m eio de a lim ent ação pura , sã e e fi cie nt e, pe la re spi ração e qui libra dora , c om pleta e de pura dora e por m eio da m edi cina uni versal. E U S O U A F O N TE D A S A Ú DE N O CO RPO, e de a gora e m di ant e nã o que brantare i nunc a m ais a s l e is na tura is . E U S O U A F O N TE D A F E LICID ADE, D A H ARM ONIA E D O P RO GRE SSO ’. D esta m ane ira a s e m oç ões s e rã o m ais ha rm oni osas, pra zent eira s e s ua s vi bra çõe s i nfl uirão ha rmoni osam ent e no c orpo por m eio da ment e, da alm a no c orpo fí sic o. 92 – O s m édi cos da a nt igui dade de sc obri ram e sta s re la çõe s e nt re a m ent e e o c orpo fí sic o e c ha mava m a o té di o, a ba ti m ent o, hi poc ondri a, re tra im ent o, M AU H U M OR, ou por out ra, que a que la s e m oç ões sini stra s provi nham de m á se cre ção do c orpo e a ss im c ha mara m à m ela nc olia c om e ste nom e que s igni fica bí lis ne gra . E sta be le cidos os re gim es fí sic o e re spi ratóri o, e nt ão s e rá fá cil ope rar c om o pode r da m ent e s obre a m até ri a, e o pe nsam ent o s erá um a l ei. S ó a ss im pode o hom em ve ncer a s e m oç ões s ini stra s c om o a ira , a c ól era , a a nt ipa tia , a tim ide z, o té di o e a s de mais de ficiê nc ia s produz ida s pe lo m au func iona ment o dos sis te m as e pe la s de ficiê nc ia s de secre çõe s gl andul are s. 93 – A te ra pê utic a m ora l s ó di spõe s do pe nsam ent o c om o a úni ca pa nacéia pa ra t oda s a s e nfe rmida de s do e spí rito. N ecessá ri o s e torna a ut o-s uge stiona r-se c om a idé ia c ont rária à da s c ondi çõe s ne ga tiva s. O fra co de ve a cre dita r-s e fort e; o c ova rde, va le nt e; o t ím ido; auda z; o m ela nc ólic o, j ubi los o. E m nos sos c urs os M AGNETIS MO, H IP NOTIS M O E S U G EST Ã O, m ini stra remos e ns ina ment os c om pletos de c om o s e pode a juda r e c ura r os e nfe rmos que por s i m esm os nã o o pode m fa zer. P ara que a a ut o-s uge stã o produz a e fe itos ve rda deiros e sa tis fa tóri os, é m is te r pe rseve rar na c onvi cção de que c a da um é o que a ne la s e r, e ins is ti r di ari am ent e a té e sta be le ce r a s c ondi çõe s de s a úde no c orpo e na m ent e. Ce do ou ta rde , e s e gui ndo a s le is na tura is , os pe nsam ent os s e m ani festa rã o e m a ç õe s. P ode rá c us ta r-nos te m po, tra ba lho e e sforç o pa ra c onve rter o pe nsam ent o em re alida de, poré m, di a che gará em que o CO NV ERT ERE MOS. P O D EM OS A FIRM AR P O RQ UE A CIÊ NCIA O CO MPRO VA E P O RQ UE O T EM OS CO MPRO VA DO V ÁRIA S V EZ ES, Q UE A TÉ O S T RA NST O RN OS O RG ÂNICO S D ESA PA RE CERA M PELA S UG EST Ã O E PELO P OD ER D A M EN TE! 64
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94 – M uita s da s e nfe rmida de s fí sic a s tê m por ori gem um de se qui líbri o ne rvos o e pode m c ura r-se por a ut o-s uge stã o. M esm o a di abe te é e nfe rmida de s us cetíve l à s uge stã o e a o pode r m ent al. A a ut o-s uge stã o a um ent a a re sis tê nc ia do orga nism o, fort ifi ca a s c é lul as a o envol vê-las com a sa udá vel ene rgi a m ent al c ont ida nos pe nsam ent os de sa úde , c onfi anç a, ot im is m o e ale gri a. A s c élul as sã o se re s int eli ge ntes e vi bra m e m ha rm oni a c om os pe nsam ent os ha rm oni osos e s a lut are s; poré m s e a dúvi da, o re ceio, o te m or ou o pe ssim is m o i nva dem o pe nsam ent o, e ntão s e pe rde o e feito s alut ar e a doe nça oc upa o luga r de vido à saúde . A a ut o-s uge stã o nã o pe rm it e nunc a que brantar a s le is da na ture za ! O M AGO É A QU ELE Q UE O BE DECE ÀS L EIS N ATU RA IS E N UNCA TRA TA D E V IO LÁ -L AS. 95 – D o e xpos to c onc luí mos que o hom em é o úni co m ode la dor do s e u m undo e pa rtic ipa ta m bé m de m ode la r o dos out ros, por m eio de s e us s e nt im ent os , pe nsam ent os e a çõe s. D esta m ane ira nunc a s e de ve e sque cer o de ver pe rm ane nte de oc upa r a m ent e, o c orpo, o l ar, o m undo e toda ati vi da de CO M O AMOR. T odo hom em a rra sta um s a ldo de e rros a tra vé s de s ua longa e xi stê nc ia no m undo; c om pe nsam ent os e le m bra nças c ont raditóri as, e le c ri ou, e m s e u a m bi ent e, form as noc iva s, horrí veis e de sa gra dáve is , que a tua m s e gundo sua í ndol e de vi bra çõe s. P ara va rre r da m ent e e ssa s im age ns noc iva s, ne cessá ri o s e torna a pl ic ar a CH AM A D O A M OR D IV INO, pa ra de struí -las. A ISTO S E CH AM A P ERD OA R O S P ECA DOS. E X ERCÍCIO S D E A FIRM AÇÃ O Q UE S E D EV EM PRA TICA R SEM PRE a ) Ca da indi víduo de ve puri ficar-s e de s ua s própri as c ri açõe s m edi ant e o a m or a os s e us s e m elha ntes. N ingué m s e pode s a lva r s oz inho, poi s pa ra s a lva r-s e a s i m esm o é ne ce ss á ri o s a lva r a os de mais . É E ST A A G RA ND E M ED ICIN A U NIV ERS AL Q UE CU RA A M AIO RIA D E T O D AS A S E N FE RM IDADES M EN TA IS , P SÍQ UICA S E F ÍS ICA S! b) N ingué m pode fugi r à le i ‘D E A M AI-V OS U NS A OS O UTRO S’. Inút eis s e rã o t oda s a s t ent ati va s da s re li gi õe s e esc ol as s em esta l ei. c ) A gra nde a fi rm ativa c ons is te e m re pe ti r c ons cie nt em ent e e sta s fra se s, s e m pre pe nsando nos outros ant es de pe nsar e m si m esm o. ‘E U E O P A I S O M OS U M , L O GO E U S O U A P RE SE N ÇA D IV IN A, S O U A CH AM A D O A M OR D IV INO Q UE PU RIF ICA A SU BS TÂ NCIA M EN TA L, E M OCIO NAL E F ÍS ICA ; D IS SO LV E E CO NSO M E E M M EU S IRM ÃOS E E M M IM T O DA A IM PE RF EIÇÃ O E V IV IFICA N OSSO CO RA ÇÃO P A RA A M AR. E U S O U A CH AM A D IV INA D O A MOR Q UE A CE LE RA AS V IBRA ÇÕES D OS T RÊ S CO RPOS. E U S OU A PRE SE N ÇA DIV IN A E M TODO S ER. E U S OU D EU S E M A ÇÃ O E M TOD O O SER’. d) N ão é ne ce ss á ri o re pe ti r toda s e sta s a fi rm aç õe s a o m esm o te m po. S om ent e um a fra se é sufi cie nt e pa ra cada ve z, poré m terá de ser re alm ent e e xpe rim ent ada . 65
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e ) D iz er E u S ou nã o s igni fica o E U infe rior ou pe ssoa fí sic a. E U S O U É A D IV IN DA DE E M T O DO S E R, É O U N O IN DIV ISÍV EL E M S U A E SSÊ N CIA . Ca da s e r pode re pe tir: E U S O U D EU S E M F O RM A CO RPÓRE A. E U S O U A P RE SE N ÇA D E D EU S E M A ÇÃ O N EST E M EU CO RPO E N O D OS D EM AIS SERE S. f) T udo qua nto s e ne cessita é s e nt ir a P L EN IT UDE D A P RE SE N ÇA D IV IN A D O E U S OU . g) U m c ons elho: D eite -s e de c os ta s e re pi ta e sta fra se , CO NSCIE NTE M EN TE, vá rias ve zes: E U S OU E U. O c orpo de verá e sta r be m re la xa do. D epoi s de doi s ou t rê s m inut os de c onc ent ração ne sta fra se , ou m elhor, no S E N TID O D A F RA SE , pode pra tic ar e sta out ra: E U S O U A H ARM ON IA EM M EU CO RPO; ou e sta out ra: E U S OU A LUZ N A M INHA M EN TE . S e voc ê pra tic a r este exe rcíc io cons cie nt em ent e D ESD E A PRIM EIRA A FIRM AÇÃ O, S E N TIRÁ A D IF ERE NÇA E N TRE ‘E U S O U D EU S E M F O RM A CO RPÓRE A’ e Eu, o c orpo, que é ape nas o ve íc ul o que mani festa o pode r de EU S OU . N ão nos é pos síve l di ze r m ais por e nqua nto. Q ue rem os que voc ê de sc ubra , por s i m esm o, a font e da VID A, D A S AÚ DE E D A S UPE RA ÇÃO. C ap ítu lo I X R ELI GIÃ O D OS S ÁBI OS – C OSM OGO NIA S E G UN DA P ART E – P ERÍO DO S IN TÉT ICO 96 – A CRIAÇÃO S EG U NDO O S L IV RO S S AGRA DOS. A gê nese de M oisé s e a s c os mogê nese s de out ros poe ta s da a nt igui dade tê m m uito pa rent esc o e ntre si, m as di verge m da ciê nc ia e da razão. A ciê nc ia da Cos mogoni a e nc ont ra-se nos desc obri ment os dos sábi os m ode rnos . 97 – A CRIAÇÃO S EG U NDO A CIÊ NCIA . 66
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Com prova ndo que o progre sso é infi nito, porque e m ana de feitos infi nitos , pode -se s upor que c ada fe ito no progre sso é se m pre m elhor que o se u a nt eri or e que A N ATU RE ZA N UNCA RE TRO CEDE. D AÍ che gar-s e à L Ó GICA D O U NIV ERS O, abri r novos cam inhos pa ra os hori zont es da c iê nc ia fí sic a e da c iê nc ia m ora l e e xpl ora r s ua s rot as, de sc onhe cida s a té a os m om ent os atua is . E de sta m ane ira tere mos A CIÊ NCIA MORA L D O U NIV ERS O. 98 – A IDADE D O U NIV ERS O. N em os livros s a gra dos , ne m de sc obri ment os da c iê nc ia tê m podi do da r um a idé ia da ida de do U NIV ERS O. O pode r hum ano nã o a lc anç a c alc ul ar o núm ero de s é cul os t ra ns corri dos de sde o pri meiro tra ba lho da orga nizaçã o do U ni ve rso, a ssim c om o, ta m bé m, nã o pode calc ul ar o núm ero de sécul os que com põe m a E te rni dade. P ara e studa r c ada um dos doi s e le m ent os que form am o U ni ve rso, foi ne cessá ri o s upor um a é poc a, na qua l e sse s doi s e le m ent os di stint os e ra m s e pa rados e e xi stia m um e m fre nte a o out ro, em esta do de repous o e de im obi li da de abs olut a. P os itiva ment e, s abe -se que o Espí rito e a m até ri a s ão e te rnos . O E spí rito e a m até ri a nã o pode m e xi stir s e m t e r um a fi na li da de: pos to que e le s t ê m o obj etivo de enc her o U nive rso de sde o m oment o de sua exi stê nc ia . S e o obj etivo do E spí rito e ra a a ção s obre a m até ri a pa ra orga nizar o U ni ve rso, e sta a çã o de veria s er e xecut ada de sde o m oment o e m que exi stira m o E spí rito e a m até ri a. L ogo, c om o o E spí rito e a m até ri a tê m e xi sti do e te rna ment e, a a çã o do E spí rito s obre a m até ri a de u iní cio a o pri meiro tra ba lho da orga nizaçã o do U ni ve rso, que e ra s e u obj etivo c omum. L ogi cam ent e, a a ção do E spí rito s obre a m até ri a de ve e xi stir de sde a E te rni dade , c om o existira m o E spí rito e a m até ri a. E nt ão, o pri meiro tra ba lho da orga nizaç ão do U ni ve rso e ra um fe it o pri mitivo; ou nã o s eri a um feit o, s eri a um princípi o s ubordi nado à exi stê nc ia do E spí rito e da maté ri a. P ode -se, e nt ão, a ss e gura r que a pri meira e la bora ção do U ni ve rso foi um a é poc a i nfi nita no t e m po; porque , por m ais que a nos sa i nt eli gê ncia l im ita da pos sa a grupa r m ilhõe s de s é cul os , uns a trá s dos out ros, e la nã o fa ria m ais que da r um pa ss o no c am inho da E te rni dade . A F ORMA E A SU BST ÂNCIA 99 – A FORM A F AZ A ID EN TID ADE D O CO RPO. O U ni ve rso produz ido pe la a çã o dos e le m ent os i nfi nitos de ve s e r, t a m bé m, i nfi nito, ou s eja , c ont endo t udo. A orga niza ção do U nive rso s ó se c om pleta rá por um a s éri e de açõe s s uc essiva s. T ais a çõe s t erã o c om o re sul ta do um a s éri e de corpos cada ve z m ais pe rfeit os . E ssa s a çõe s s ã o fi ni ta s e produz em c orpos fi ni tos ; e la s e nc hem a s dura çõe s c om o o E spí rito e nche o t em po, e corpos enc hem as e xt ens õe s c om o a maté ri a e nc he o e spa ço. O s c orpos , ou pa rtes da m até ri a, re sul ta dos e form ados pe la di visã o s ofri da pe lo m ovi ment o, t omam um a F ORM A. A form a é que dá ide ntida de a o c orpo. É a form a que fa z di stingui r um c orpo de out ros corpos . Logo o c orpo está t odo i nteiro na form a. 100 – S Ó A FORM A É D EST RU TÍV EL 67
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O c orpo é e ss e nc ia lm ent e de strut íve l, c om o form a. A s ubs tâ nc ia que c om põe a form a é inde strut íve l. T odo c orpo que e xi stir de baixo de um a form a te m de s e r de struí do; s om ent e pe rece a form a, porque a m até ri a que o compôs exi stirá sem pre debaixo de outra form a. N enhum e sforç o pode a ni qui la r ou a nul ar a s ubs tâ nc ia que c om põe s a form a: s ó pode o e sforç o m odi ficar a ide ntida de do c orpo, tra ns form ando-o e m out ras form as. U m pa pel que im ado tra ns form a-s e e m gá s, c a rvã o, c inz a, e tc ., m as re apa recerá de baixo de out ras form as; a subs tâ nc ia c ont inua rá a m esm a. A ss im , a s ubs tâ nc ia que c om pôs o c orpo nã o fa z c om que e le s e ja c ha mado pa pe l, e s im , a úl tim a form a que tom ou é a que dá ou de signa o nom e do c orpo. L ogo, a denom ina ção de um corpo ve m da sua form a e nã o da subs tâ nc ia . 101 – D E U MA F ORM A D EST RU ÍDA N ASCE OUTRA FORM A. T oda form a que te ve pri ncípi o te m de te r fi m . O que c om eça, te rm ina ; o que na sc e, m orre . A subs tâ nc ia da maté ri a que com põe as form as é im pe recíve l. N enhum a form a s e de strói s e m de ixa r de da r a out ra form a a s ubs tâ nc ia de que s e c om punha . T odos os fe itos m ate ri ais que de ve m orga nizar o U ni ve rso s ã o um a s é ri e im ens a de form as que se suc ede m um as às out ras, ou se ja , um a sé ri e im ens a de T RA NSFO RM AÇÕ ES. O U ni ve rso nã o é m ais que um pe rpé tuo troc ar de form as ou um a T RA NSFO RM AÇÃ O. A pl ic a ndo-s e a que la le i de progre sso, pode -se di zer que , s e um a pri meira form a dá l uga r a um a s egunda , esta s egunda forma é m ais pe rfeit a que a pri meira . T oda s a s tra ns form açõe s tê m por obj etivo o progre sso e o progre sso c onduz à pe rfe iç ão i nde fini da . 102 – S UBS TÂ NCIA ÚNICA E FORM AS M ULTÍP LICE S O núm ero de form as é i nfi nito, e nqua nto que a s ubs tâ nc ia c om pone nte dos c orpos é um a e em toda parte a m esm a. A s va rieda des de form as provê m da s di ve rsas proporç ões, s e gundo a s qua is ta l a gl om era çã o de subs tâ nc ia s s e une a out ra agl om era ção. D a de sproporç ão da s di ve rsas a gl om era çõe s de s ubs tâ nc ia re sul ta um c orpo todo di fere nte que te m a gl om era çõe s e m igua is proporç ões, s e gundo a s qua is , ta l a gl om era çã o de subs tâ nc ia s e une a out ra agl om era çã o. D a de sproporç ão da s di ve rsas a gl om era çõe s de s ubs tâ nc ia re sul ta um c orpo todo di fere nte da que le que t e m a gl om era çõe s e m i gua is proporç ões, de s ort e que a s form as s e rã o m ultípl ic es, a inda que a m até ri a s eja Ú NICA . A c iê nc ia a dm ite , a tua lm ent e, 101 c orpos e le m ent are s e fa lta m a inda m ais de 40 pa ra de sc obri r. D a c om bina ção de ste s c orpos e le m ent are s ou s ubs tâ nc ia s s im ples, re sul ta m t oda s a s form as de maté ri a do U NIV ERS O. E ste s 101 c orpos s im ples ou e le m ent are s s ã o di ve rsas a gl om era çõe s da s ubs tâ nc ia úni ca , e que a CIÊ NCIA COMEÇO U A DECO MPO R A O D IV IDIR O ÁTO M O. N o pri ncípi o a m até ri a e ra U M A, ínt egra e , por c ons egui nte, inform e. F oi do E spí rito que re cebe u a s ua pri meira form a. A m até ri a e ra a s ubs tâ nc ia infi nita ; o E spí rito, a o da r-lhe o m oviment o, di vidiu-a em dua s form as: a form a c ande nte e a form a s ól ida . 68
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Ca lor, s onori dade, odor, s a bor, pe so, e tc ., nã o s ã o m ais que c ons eqüê ncia s da s form as da maté ri a! 103 – D IVISÃO D A M ATÉ RIA E xi ste m doi s Infi nitos : um é a ti vo, o out ro é pa ssivo. O E spí rito que a tua na m até ri a é s upe rior a ela . A maté ri a que sofre a ação do E spí rito é infe rior a ELE. O E spí rito s ó pode di vidir-s e e m pa rtes s e m elha ntes um as à s out ras; de out ra form a, s uc ede ria que a lgum as pa rtes s ofre riam a a ção da s out ras e se ri am , por c ons egui nte, pa ssiva s, c oi sa inc om patíve l c om a na ture za do E spí rito que de ve s e r s e m pre a ti vo; do c ont rário de ixa ria de ser E spí rito, e seri a N ADA . F ora do E spí rito a m até ri a nã o pode di vidir-s e, ne m pode t om ar form as; m as qua ndo o E spí rito c om eça s ua a tivi da de na m até ri a, e sta pri ncipi a a tom ar form as, i s to é , di vide -se e m dua s form as: a pa rte c ande nte e a pa rte s ól ida . A pa rte cande nte, cha mada pe los cie nt is ta s Flui do IM PO ND ERÁ VEL E IM PO NDERA DO, é a pa rte que m ani festa o c a lor, a luz , a e le tri cida de , e tc ., que nã o s ã o m ais que efe it os . CH AM A-S E S Ó LID O o que a c iê nc ia de signa pe los nom es de gá s, va por, l íqui do e s ól ido; a ssim , c om o o a r a tm os férico, a á gua , m eta is e c orpos orgâ nicos , porque t odo s ól ido pe la a ç ão do calor se t ra ns form a e m e sta do lí qui do e da í e m e sta do gasos o. Assim , ta m bé m, o gá s s e t ra ns form a, s ob o e feito do fri o, em líqui do e daí e m sól ido. O oxi gênio, o hi drogê nio, o a zot o e o á cido c a rbôni co s ã o os qua tro ga se s que j oga m o m ais im port ant e pa pe l na e c onom ia dos s e re s orgâ nicos ; s ã o os m ais di fíceis de s ol idi ficar-s e. S e e sse s qua tro ga se s nã o fos se m indom áve is , qua lque r proc esso pode ria re tirá -los da na ture za pa ra fa zê -l os s ól idos , e e nt ão s e a pa garia a luz , de sa pa receri a o c alor, s e de com pori a a á gua e de ixa ria de exi sti r a atm os fera e todo s er vi vo m orreria. 104 – M ATÉ RIA ATIV A E M ATÉRIA PASSIV A. A ss im c om o na di visã o dos Infi nitos e xi ste o a tivo e o pa ssivo, a ssim ta m bé m na m até ri a a pa rte c a nde nte é a ti va e a s ól ida é pa ssiva . O c ande nte ope ra s obre o s ól ido e o s ól ido s ofre a a ção do c alor. O c alor é m até ri a e é pa ssivo a nt es de ope rar s obre o s ól ido. O E spí rito c om uni ca- l he a s ua a tivi da de t orna ndo-o a ti vo e e le , por s ua ve z, põe o s ól ido e m m ovi ment o, porque e sta pa rte da maté ri a é m uito m ais de nsa. L ogo o s ól ido é pa ssivo do c alor, c om o o c alor é pa ssivo do E spí rito. O c a lor ou o CA ND EN TE é um int erm edi ári o e nt re o E spí rito e a m até ri a s ól ida ; e le nã o fa z m ais que t ra ns mitir à maté ri a s ól ida o que recebe u do E spí rito. 105 – N ATU RE ZA D O CA LO R. S endo o E spí rito e sse nc ia lm ent e im ate ri al, põe -se e m re la ção m ais di re ta c om a pa rte da maté ri a que , por s ua na ture za, m ais s e a proxi ma da sua com o o fl uido c ande nte. N o e nt ant o, o c a nde nte é s e m pre m ate ri al, a inda que s ua s vi bra çõe s s e ja m m ais l ige ira s e m ais sut is . O E spí rito a prove it a a s vi bra çõe s do c alor, que sã o a s m ais i m ponde ráve is da maté ri a, pa ra atua r por m eio de la s na mesm a m até ri a. Com e fe it o, is to de sc obri u a c iê nc ia : N ada é m ais rá pido que a m arc ha da luz , que pe rcorre m ais de 72 000 l é gua s por s e gundo. Igua l é a e le tri cida de que é out ro re sul ta do do c alor. L ogo, a s vi bra çõe s do c ande nte s ão ut iliz a da s pe lo E spí rito pa ra atua r na maté ri a. 69
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106 – F ORM AS D A M ATÉ RIA SÓLID A. O E spí rito, ope rando s obre a m até ri a, a di vide e m dua s form as: Ca lor e S ól ido. O c alor ope ra s obre o s ól ido e lhe dá a form a m ais s im ples e m ais s ut il que pode : a form a ga sos a. A form a ga sos a, se ndo a m ais sim pl es e a m ais sut il da s da m até ri a, é por c ons egui nte a m ais a pt a a o m oviment o. L ogo, a pri meira form a da m até ri a s ól ida foi a form a ga sos a, s e m a qua l o c alor nã o t e ri a podi do comunica r o m oviment o à s m ass a s de nsas e opa cas, t ais c om o os mine rais . A s e gunda form a da m até ri a s ól ida é a form a lí qui da. N ão é o líqui do que s e re la ciona di reta m ent e c om o c alor, e s im , o gá s, porque t oda m até ri a s ól ida , a nt es de pa ssa r à form a líqui da, j á ha via pa ssa do pe la form a ga sos a, e o c a lor, a o c om unica r-s e c om o gá s, s e c om uni ca c om o líqui do. Com o a form a l íqui da di sta va m uito da na ture za do c a lóri co e da form a ga sos a, foi ne ce ss á ri o um de spe rdí cio de c a lor na tra ns form açã o da form a ga sos a à form a lí qui da; e de ste de spe rdí cio de calor, ou re sfri am ent o, foi que nasc eu a form a l íqui da da form a ga sos a. A te rc eira form a da m até ri a s ól ida é a form a de nsa e opa ca e a e nc ont ramos nos m ine rais . T oda form a de nsa e opa ca foi primeiro gá s e em segui da, líqui do. O de spe rdí cio de c alor que s e ope rou na pa ss a ge m da form a líqui da pa ra a form a de nsa e opa ca do m ine ral, nos demons tra que o m ine ral e ra ant es l íqui do. L ogo, os m ine rais s ã o a form a da m até ri a s ól ida , que c ont ém a qua ntida de m íni ma de calor e os menos sus cetí ve is e m cons erva r esse c alor. D aí c onc lui -se que o gá s te m m aior qua ntida de de c alor do que o líqui do, e e ste m aior do que o sólido. L ogo, a form a ga sos a te m m aior a pt idã o pa ra o m ovi ment o; a lí qui da, m enos e a de nsa, m uito m enos ainda . 8.° Grau I N TEN TED EN TE D OS E DIF ÍC IO S O U M EST R E E M ISR AEL C ap ítu lo I O ITA VO G RAU I N TEN DEN TE D OS ED IF ÍC IO S O U M ES TR E EM ISR AEL 70
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1 – N ovament e e sta m os com Salom ão, e a hi stóri a do G rau di z a ssim : S alom ão propôs que s e u povo s e a di ant asse a os de mais na s c iê nc ia s e na s a rt es, e que ta m bé m pos suí sse ri que zas; pa ra i s to, e sc ol he u pa ra s e us c ons elhe iros os que di rigi am e ste c ent ro de e ns ina ment os , e c ri ou o tít ul o que le va e ste G ra u pa ra honra r c om e le os di sc ípul os que sobre ss a ís se m . O Int ende nte dos E di fícios , é o e nc arre gado da vi gilâ nc ia dos obre iros c ons trut ore s do T em plo, da cons erva ção da obra feit a e do s uste nt o e pros perida de da Loja. 2 – O s M açons E xot éri cos , is to é, A Q UELE S Q UE E N TRA RAM N A M AÇO NA RIA pa ra c um prir c ert as fi na lida de s m unda nas, e xpl ic am que e ste gra u te m por obj etivo o e studo da s ba se s s ól ida s s obre a s qua is s e de ve a ss e nt ar o e di fício do G ove rno e da A ssoc ia ç ão Hum ana e proc urar o ve rda deiro se nt ido das pa la vra s ‘di reito’, ‘propri eda de’ e ‘t raba lho’, e ens ina r o s ent im ent o do T EU e do M EU . 3 – O s M açons E sot éri cos , N OS Q UA IS E N TRO U A M AÇO NARIA , e ns ina m que , pa ra que o hom em pos sa di ta r le is , e le de ve c onve rter-s e e m le i; pa ra e xi gi r um di re ito à s oc ie da de, de ve ha ver c um prido pri meira m ent e s e u de ver pa ra c om a m esm a s oc ie da de, e pa ra c he ga r a i s to, de ve CO NHECE R A S I M ESM O; nunc a de ve t e r um i nt ere sse pe ss oa l e que t udo o que fa ça, pa ra que s e ja bom , de ve be neficia r aos nos sos s e m elha ntes. S e e le s s ã o nos sos out ros E U S, tudo o que fa çam os e m s e u be nefício de ve re cair s obre nós , e e ste é o ve rda deiro a lt ruí sm o, a que le que le va ndo nos sos pe nsam ent os e nos so tra ba lho pa ra m elhora r a s c ondi çõe s de nos sos irm ãos , a um ent a nos sa propri eda de e m sa be dori a e vi rtude . E assim cess a m na terra as m is é ri as hum ana s. 4 – S e S alom ão nã o fundou o s e xt o gra u, ne m o s é tim o, c om o pode mos a gora c re r que te nha ins ti tuí do o oi ta vo? O ut ra c oi sa m ais nos s urpre ende ne sta a le gori a, e é a s e gui nte: m uitos m açons nos a pre se nt am o T em plo de S alom ão c om c ol una s e c api té is j ôni cos (t om ados do nom e de s e u a ut or que é pos te ri or a S alom ão), e c orí ntios , e nqua nto que a ve rda de é a segui nte: N o a no 1 000 a nt es de Cri sto, is to é , um s é cul o de poi s de S alom ão, D orus , re i de A cha ia , que rendo c ons trui r um t e m plo e m honra a J U NO , a cons elhou a s e us a rqui te tos que de sse m à s c ol una s um a a ltura de s e is ve zes m ais que s e u di âm etro, por s e r e sta a proporç ão do c orpo hum ano t omado c omo m odelo por D orus. N o a no 11 do oi ta vo s é cul o a nt es de Cri sto, os gre gos le va ntara m um T em plo a D ia na , e os a rqui te tos , que rendo s upe rar o T em plo de J uno e m de li c ade za e e le gâ nc ia , a lt e ra ram a s proporç ões da s c ol una s, da ndo a o di âm etro um a oi ta va pa rte da a ltura , por s e e sta a proporç ão do c orpo da m ulhe r, que jul ga vam pre feríve l à do hom em . D epoi s c onc luí ram que e sta s proporç ões c a re cia m de gos to e tra ta ra m de di minui r o c om priment o da s col una s adorna ndo-as com m oldura s na pa rte supe rior; e com o as col una s re pre se nt ava m á rvore s, de ram-lhe s orna ment os re pre se nt ado ra m os e fora m c ha mados c api té is e ste s a dornos . E sta inve nção pe rtenc e a os J Ô NIO S, porque a c ol una D ÓRICA nã o ofe rece m ais do que ra mos re pre se nt ando um a i dé ia i nform e. O s j ôni os t a m bé m a dorna vam s e us capi té is c om vol utas e espi ra is que haviam adorna do os capi té is dóri cos . D epoi s CL IMACO , no a no 522 a nt es de Cri sto, de sc obri u c asua lm ent e nova s i dé ia s pa ra c ons trui r um c api te l. S obre a tum ba de um a donz ela de Cori nto ha via s ido c ol oc ado 71
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um a çafa te de fl ore s, c obe rto c om um a te la ; um a pl ant a de a c ant o pe rto da qua l se e nc ont rava o túm ulo, a o c re sc er, e nros cou-s e no a ç afa te , c obri u a te la e form ou um a e spé cie de bóboda de fol has, que pe lo s e u form oso e fe ito que produz ia de u a CL IMACO a i dé ia de um novo c api te l da c ol una c orí ntia . P oi s be m, re fe rindo-s e à s O rde ns T O SCA NA e CO MPÓ SIT A, e la s s ão m uito pos te ri ore s a os gre gos e pe rtenc e a os ita lia nos . A de Pos tum a é a inda mais re cent e. L ogo, c om e ste s doc ument os hi stóri cos ine rentes a o G ra u O ito, de duz -se a té à e vi dê ncia que no T em plo de S alom ão nunc a fora m us ada s a s orde ns dóri ca s e c orí ntia , porque esta s fora m inve ntada s m uitos séc ul os de poi s. P or i s so, e qui voc am -se t odos os hi stori adore s do gra u a o a fi rm ar que S alom ão ha via e m pre gado a s c inc o orde ns de a rqui te tura no a dorno do T em plo, porque c om o te m os c om prova do, e sta s orde ns fora m i nve ntada s m ui to de poi s de S alom ão. A SSIM , T A M BÉ M A S E G UN DA D EN OM IN AÇÃ O D O G RA U, “ M EST RE E M IS RA EL”, É A PL ICA DA E M TEM PO S M UIT O RE CENTE S P ARA O GRA U O ITO. 5 – S em e m ba rgo, e sta m os s e guros de que o G ra u O it o, por nom es de pe rsona gens hi stóri cos ou fa bul osos e pe la s pa la vra s s a gra das e de pa sse , e pe la s le tra s m is te ri os as, e ste gra u, re pe tim os , é t odo c ie nt ífi co e fi los ófi co e pode -se a fi rm ar que é o pri meiro c ie nt ífi co no Ri to e sc oc ês; poré m, pa ra a pre nde r a s c iê nc ia s que ne le s e oc ulta m é ne ce ss á ri o s ubi r os s e te s ím bol os que c om põe e ste gra u, que s ã o: O CO MPA SSO , O E SQ U ADRO , O N ÍV EL , O CIN ZE L, O M ALH ET E, A A LA V ANCA E O P RU MO. A a pl ic ação j us ta , s e pa rada ou c ol etiva ment e, de ste s ins trum ent os é indi spe nsáve l pa ra as ciê nc ia s, as art es, os c onhe cim ent os e a legi sla çã o, pe rfeit os e exa tos . - P ara que foste s re cebi do? (diz a ins truç ão). - P ara di ssipa r a ignorâ ncia e a dqui rir os c onhe cim ent os que o gra u re se rva pa ra os a de ptos . 6 – O s e nt ido m ora l que a ins truç ão dá a os a de ptos , da s pe ssoa s a le góri ca s do gra u, a ssim c om o à s le tra s ini cia is que se c ha mam m ís tic as, é se m dúvi da a lgum a m uito i m port ant e; m as, a o c orre r dos di as e s é cul os e pe la de cadê nc ia dos m aç ons , nos fi cara m c om o tali s m ãs, c uja ve rda deira int erpre ta ç ão e stá c obe rta c om o um véu impe netrá ve l. A ins truç ão de ste gra u a inda c ont ém out ro sím bol o que c ons is te num a fi gura ge om étri ca. E sta fi gura é um qua drado e nc erra ndo os núm eros 8, 27 e 81, c uj a ra iz é 3, c ont endo 81 le tra s própri as pa ra c om por a s pa la vra s re pre se nt ada s pe la s qua tro ini cia is s e gui ntes: I .’. A .’. I .’. N .’. . P oi s be m, o que s igni fica m e sta s qua tro le tra s ini cia is ? E studa ndo o m is té ri o da s le tra s: A M ANIF EST A ÇÃ O D E D EU S P A I RE FL ETE N O F IL HO. Com o IN VOCA ÇÃ O D IZ : Ó T U E TE RN O P O SSU ID OR D E T O D OS O S D IV IN OS A TRIBU TO S... E ste a tri but os são t rinos : P ODER, V IDA E A MOR, dos quais s e de spre nde m: F O RM OSU RA , S A BE DORIA , M ISERICÓ RDIA, P E RF EIÇÃ O, J U ST IÇA , T ERN URA E M ANIF EST A ÇÃ O (Cri ação). D eve mos di zer t a m bé m que e sta fi gura , c om o a de cifra çã o da s le tra s ini cia is IA IN e fi na lm ent e os núm eros 9, 27 e 81, nã o pode m s e r c om pleta m ent e de cifra dos porque a s c ha ves e os m onum ent os a nt igos fora m pe rdi dos . A ss im ta m bé m s uc ede u c om a BÍBL IA que s e tornou um e sque le to ine rte, pe la fa lt a da e xpl ic açã o ora l que os M EST RE S D AVA M A NTIG AM EN TE A OS S EU S D ISCÍP ULO S. 7 – N ão é c ert o de que foi S alom ão que m pri meiro e ri gi u um T em plo a o A LTÍS SIM O. N o a no 2121, a nt es da e ra vul gar, o T em plo de BE LU S e ra m uito m ais va sto 72
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e m ais ri co do que o de J e rus alé m ; o de D EN DERA H e m 1895, que é m ui to a nt eri or a o de S alom ão, e ra um a m ara vilha , s e m c ita r os te m plos dos Brâ hmane s, os dos Ca lde us, os de M ênfi s, e tc . 8 – O pre side nte pe rgunt a a o c andi dato: ‘V is te s toda s a s pa rtes do T em plo? ’ O c andi dato re sponde : ‘U m gra nde m uro de bronz e cobri a a m aior pa rte de sua orna ment açã o’. E sta re spos ta ale góri ca de mons tra que nã o se re fere ao T em pl o M ATE RIA L, s e nã o que à IG NORÂ NCIA E M Q UE T O DO N EÓ FIT O S E E N CO NTRA A NTE S D E H A VER S ID O IN ICIA DO E IN ST RU ÍDO O IM PE D IA D E V ÊR CL ARA MEN TE A BE LEZ A IN TERN A D O T E M PL O D O D EU S V IV O Q U E M ORA N O CO RPO D O H OM EM . A ins truç ão do gra u indi ca que os ini cia dos de viam s ofre r c ert as prova s, c uj a na ture za ao m açons exot éri cos ignora m; poré m, os ve rda deiros IN ICIA DO S E SO TÉRICO S E IN TERN OS s a be m que a que la s prova s c ons is tia m e m e xa mes m ais ou m enos profundos pa ra jul ga r a a pt idã o, a re sis tê nc ia e o de spre endi ment o de c ada c andi dato. Com esta s prova s m uito pouc os seri am exa lt a dos . 9 – O G ra u O it o, tom ado c ie nt ifi cam ent e, e stá c ons agra do a o e studo a rqui te tura m ate ri al, poré m, c om o fi los ófi co e e spi ritua l, e stá de dicado à a rqui te tura int erna , a o e m be le za m ent o m ora l e e spi ritua l, c om o s e de duz da s pa la vra s que o P re side nte pronunc ia di rigi ndo-s e ao candi dato: ‘E U M ESM O S IN TO T O D A A D IF ICU LD A DE Q UE E X PE RIM EN TA M OS E M P O DER CO NV EN IE NTE M EN TE S U BS TIT UIR H IRA M, N OSSO M EST RE , N Ã O S O M EN TE E M S U A Q U ALID AD E D E A RQ UIT ETO , S E N ÃO CO MO HOM EM PRO FU ND AM EN TE VERS ADO NA S CIÊ NCIA S M AIS A BS TRA TA S’. 10 – Re sum o: D ECO RAÇÃ O: V erm elho e foi e xpl ic a do no gra u a nt eri or. 27 luz es por t rê s de nove . P rá tic a da s nove qua lida des nos t rê s m undos que e stã o re pre se nt ados pe la e stre la de nove pont as ou de t rê s t ri ângul os e nt rela ç ados . E sta s qua li da des nos t rê s m undos que estã o re prese nt ados pela Cons tâ nc ia , P revisã o, O rdem, V igi lâ nc ia e E conom ia . O tape te e os alm ofa dõe s: pa ra de sc ans o dos maçons depoi s do t raba lho. A A cá cia é igua l à S EM PRE VIV A: S igni fica a Im ortalida de . A BA LA NÇA : J us ti ç a e e qui dade e pa ra pe sa r nos sos a tos que s e rã o jul ga dos s e gundo a LEI D E CA USA E EFE IT O. O s t rê s t ri ângul os signi ficam : P ODER, S ABE R E AMOR. O S T RÊ S J . J . J . s igni ficam : a T rinda de D ivi na : P A I, M ÃE, F IL HO, ou E SP ÍRIT O, M ATÉ RIA , HOM EM , e tc . P P. J UDA H (Y OD: P AI), P . S. J AK IN AY (P AI, M ÃE, F ILHO). A ida de TRÊ S V EZES N OV E ... ou a s 27 l uzes. A s H ora s de tra ba lho s ão a s da ativi da de do di a. 73
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C ap ítu lo I I O P ORQ UÊ D AS R ELI GIÕ ES 11 – A s re ligi õe s e a e duc ação tê m por obj etivo re m edi ar, o qua nto pos síve l a s i nc lina çõe s pe rve rsas do hom em . A ins truç ão pode di minui r os de se jos de se nfre ados e s ubs ti tuí -los por a ne los e le va dos , c om o se c ons ta tou hi stori cam ent e, que c ére bros de gra nde s hom ens fora m m odi ficados , de sde qua ndo nova s i dé ia s oc upa ram sua s m ent es. A vi da m ate ri al é a nt eri or à vi da m ora l e a té pode -se di zer que a vi da m ora l nã o é m ais do que o re sul ta do da vi da m ate ri al do hom em . Q ua ndo o hom em da ida de da pe dra e ra s e m elha nte a o a ni mal, nã o e ra m ora l porque nã o podi a c om parar os fa tos e nt re s i, ne m di fere nc ia r o be m do m al. 74
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12 – A s fa cul da des de a propri ar-s e, de c om parar, de jul ga r e de e sc ol he r, is to é , a i nt eligê ncia , a m em óri a, o j uí zo e a c ons ciê nc ia nã o s e de spe rtara m s e nã o L E N TA M EN TE . U m a fa cul da de t e m por ba se out ra, m as, um a fa cul da de nã o na sc e de out ra, s e nã o de poi s de s e gui r um l ongo i nt erva lo. E ste é o frut o proi bido c ons umido vol untari am ent e pe lo hom em que dese nvol veu e m si a s qua tro fa cul da des e com eu, a busando de seus frut os. D EFE N DER-S E P A RA CO NSE RV AR-S E, a vi da c onj uga l e e m soc ie da de, a e duc ação da s c ri anç as, o tra ba lho pa ra s upri r a s ne cessida des, a prove ita r os frut os do t ra ba lho – tudo is to é ins ti nt ivo, é pe rtenc ent e à vi da m ate ri al. T udo is to é fa ta l, is to é , é ne ce ss á ri o, obri gatóri o, e na tura l, porque é ins tint ivo e é c om um e nt re todos os hom ens e a ni m ais , tudo é fe ito pa ra a c ons erva ção da vi da . L ogo, tudo que é do ins ti nt o é da vi da m ate ri al, é fa ta l, é ins tint ivo na tura l e c onc erne s om ent e a o c orpo fí sic o; e tudo o que c onc erne ao c orpo fí sic o, t em por obj etivo a cons erva ção. 13 – L ogo, o hom em , no pri ncípi o, de se nvol veu s e u ins ti nt o. D epoi s c om eçou a de se nvol ver a cons ciê nc ia , P O RQ UE S E N D O A CO NSCIÊ NCIA O A G EN TE D O P RO GRE SSO , D ED UZ-S E Q UE A CO NSE RV AÇÃ O D EV E PRE CEDER O P RO GRE SSO . A CO NSE RV AÇÃ O É A CO NDIÇÃ O D O P RO GRE SS O E O IN ST IN TO É A CO NDIÇÃ O D A CO NSCIÊ NCIA ; L O GO, A CO ND IÇÃ O M ATERIA L D EV E S E R P RIM EIRA MEN TE CU MPRID A P A RA Q UE S E M ANIF EST E O RE SU LTA DO M ORA L. 14 – O H OM EM P RIM ITIV O E RA S O LIT ÁRIO E D ÉBIL A NTE O S P E RIG OS, E PO R TA L M OTIV O FO I O BRIG AD O A A SSO CIA R-SE CO M SE U S S E M ELH ANTES E A VIV ER E M SOCIE DAD E. 15 – N a s oc ie da de houve nece ss ida de de meios pa ra ent ende r-se e fora m ne cess á ri os a voz e os s ina is que e nge ndra m a l i ngua gem. L ogo, a l ingua gem é a pri meira m ani festa ção da vi da m ora l, i sto é , da vida soc ia l. 16 – A V ID A M ORA L O U S O CIA L CO MPÕ E-S E D E D EV ERE S. A nt es de vi ve r e m s oc ie da de, o hom em nã o ti nha de veres,i sto é , a ne cessida de foi s e u úni co m óbi l e o i ns tint o foi seu úni co gui a pa ra satis fa zê -l o. 17 – O fato de viver e m soc ie da de, no pri ncípi o, e ra um ato de cons erva ção re vela do pe lo ins ti nt o, c om o fa zem os a ni mais que s e re úne m e m m ana da s c om int ere sse de s ua c ons erva çã o c om um . D este m odo, o hom em foi a rroj ado na m ora l, c ont ra s ua vont ade , pe lo s im ples e fe it o da s a tis fa ção da ne cess ida de m ate ri al im pe rios a: A N ECE SS ID AD E D E V IV ER. 18 – S e o hom em te m fa cul da des m ora is pa rale la s à s s ua s funç ões m ate ri ais , s ã o pa ra s e re m e xe cut ada s. O hom em nã o pode pos sui r na da que nã o t e nha s e u obj etivo. L ogo, fa cul da des m ora is e fa cul da des m ate ri ais s ão pa ra obt er re sul ta dos dete rm ina dos . 19 – PA RA Q UE A S FA CU LD AD ES M ORA IS TIV ESSE M LIV RE F U N CIO NA M EN TO JU N TO À S F A CU LD AD ES M ATERIA IS, F O I N ECE SS Á RIO D IT AR L E IS S O CIA IS E IM PL A N TA R RE LIG IÕES P A RA D EFE N DER O D IRE ITOS 75
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D O H OM EM E A JU D Á-L O A CU MPRIR CO M S E U S D EV ERE S P A RA CO NSIG O M ESM O E PARA CO M SEU S S EM EL H A NTES 20 – E ST E F O I O CO MEÇO D AS L EG IS LA ÇÕ ES E O M OTIV O D O P O RQ UÊ D AS RE LIG IÕES: A L EG IS LA ÇÃ O T RA TA D E M EL H O RA R O M ATERIA L: O CO RPO, E N Q UAN TO Q U E A RE LIG IÃ O S E E SFO RÇA P A RA M ELH ORA R A M ORA L: O ESPÍRIT O. 21 – N o ‘S EX TO G RA U D E S E CRE TÁ RIO ÍN TIM O’, Ca pítul o II, fora m t ra ta da s a s di ve rgê ncia s e xi ste nt es e nt re ‘A S M IT OLO GIA S CO MPA RA DA S E A S RE LIG IÕES CO MPA RA DAS’ (D eve s e r re lido). E foi di to o porquê e c om o o hom em t e ve ne cessida de da re ligi ão, e c om o c om eçou e a té onde c he gou. A gora pode mos da r um pa ss o m ais a di ant e. C ap ítu lo I II A R ELI GIÃ O F ÁLI CA 22 – O obj etivo da re ligi ão é : A PRE SSA R A E V OLU ÇÃ O H U M AN A, form ando na ture zas m ora is , i ntele ctua is , e de se nvol ver a vida espi ritua l. E A PRIM EIRA RELIG IÃO F O I A A DO RA ÇÃO D O S E X O O U O CU LTO F Á LICO , e m todos os povos . E ste c ul to, c om o vi m os no G ra u Q ui nto, foi ins pirado pe la m ani festa çã o da N ature za e m s e u gra nde m is té ri o da vi da e da proc riaçã o. E ste s ubl im e c ul to c he gou a s e u m áxi mo de se nvol viment o e nt re os a nt igos e gí pc ios , a ssíri os , gre gos , rom anos e de mais povos da a nt igui dade e e m t oda a pa rte da terra . 76
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23 – T oda s a s re ligi õe s a tua is e stã o ba se ada s s obre a re ligi ão fá lic a e toda s, s e m e xc eção a lgum a, s ã o m odi fica çõe s e c ont inua çã o V ELA DA da s form as a rc aic as a da ptada s à s c ondi çõe s m ode rnas, a mbient es e propós itos . 24 – A le i de a tra ção e nt re doi s se xos opos tos , pa ra re uni rem -se, é um a L ei pura ment e di vina que te m por obj eti vo a m ani festa çã o do V ERBO E M U M N O VO S E R, S E R Q UE P O R S U A V EZ O FE RE CE A O PO RT UNID ADE P A RA A TRA IR À V ID A U M A N OVA A LM A CO M A CH AM A S A GRA DA. E ste im pul so é o m ais a lt o dom de D eus out orga do à NATU RE ZA E A O H OM EM . 25 – O de se jo s e xua l nã o é a pe ti te a ni m al, c om o a lguns ignora ntes a cre dita m ; a o c ont rário, é o de se jo m ais e le va do que a P rovi dência de pos it ou e m c a da s e r; é c om o m eio nos propós itos da D IV INDADE pa ra a IM ORT ALIZ AÇÃ O D A A LM A e pa ra be m-e sta r de todos os hom ens . S em o s e xo, s obre viria a e xt erm ina ção da ra ça, e de poi s de um a ge ração, s e ri a o m undo de spovoa do. O própri o c éu s e ri a um a fa rsa. S em e m ba rgo, a s re li gi õe s dé beis e ra quí tic as, a tua is , c ons ide ram o s exo c omo sujo e denigra nte. 26 – O s e xo t e m s ua ra iz na D ivi nda de, porque s e m s e xo nã o pode ria e xi sti r a m or, que é a font e da ins piração de toda be le za , m ora lida de e subl im ida de. A CH AM A S A G RA DA IN EFÁ V EL N Ã O P O DE M AN IF EST A R-S E N EM BRIL HAR A TRA VÉS D E U M S E R IM PO TEN TE. S E M S E X O N ÃO H Á A M OR E S E M A M OR N ÃO H Á RE LIG IÃO. A RE LIG IÃ O F Á LICA A DORA VA O M ISTÉRIO D A V ID A E D A CRIA ÇÃO; E RA A D EV OÇÃ O A O P O DER CRIA DOR O N IP OTEN TE P O R M EIO D A P RO CRIA ÇÃO E A T RA NSM ISSÃ O D A V ID A D E U M A G ERA ÇÃO À O UTRA . E ST E M ISTÉ RIO EST Á E NCE RRA DO N O S EX O. 27 – A re ligi ão do F alo, a té hoj e, e ns ina que a o ora r o hom em invoc a a D eus ; m as, a o uni r-se s e xua lm ent e à s ua m ulhe r, c onve rte-s e e m D EU S. O fogo do s e xo é o fogo da s a nt ida de. O sexo e stá e m D eus , c om o o fi lho e stá no P ai. O s e xo e a s a nt ida de s ã o dua s linha s pa rale la s que s e e nc ont ram e m D eus ; m as, os ol hos libe rtinos e a vi sta do s ant arrã o fa nátic o nã o pode m ve r este e nc ont ro. A uni ão s e xua l pa ra os puros é um a obra lum inos a, porque toda uni ão é a c aus a de um a c ri açã o ou e xpre ssã o. O m al nã o e stá no a to, S E N Ã O N O S P E N SA M EN TO S Q UE P RE CEDEM E A CO MPA NH AM O ATO . 28 – O S E X O É O F RU TO D A Á RV ORE D A V ID A Q UE E ST Á N O M EIO D O J A RD IM D O É D EN ; A O CO MÊ-L O O H O M EM S E F E Z U M D EU S; ‘E O H OM EM S E F E Z U M D E N Ó S’, di zem os E LO HIM , na Bí blia . S em e m ba rgo, a pe sa r de s e r a á rvore da vi da , o hom em m orre u. A Á RV ORE D A V ID A N ÃO P O DE CA USA R A M ORT E, P O RÉ M, O H OM EM , A O CO MER S E U F RU TO P RO IBID O, CRIO U, E S U AS CRIA ÇÕES O M ATA RA M. 29 – A Re ligi ão F áli c a e ns ina que o s e xo é o c a m inho que c onduz à ilum ina ção, m as, a pa ixã o s e xua l é um Q ue rubi m c om a e spa da fl am íge ra que im pe de a e nt rada do hom em i m puro no É D EN D E S I M ESM O. N enhum va lor t e m a c a stida de a fa sta da do s e xo. A ve rda deira c asti da de de ve e sta r na pure za e na s a nt ida de do s e xo. O ve rda deiro c asto é a que le que ele va sua vi rilida de até a D ivi nda de. 77
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D EU S S E F E Z H OM EM P O R M EIO D O S E X O , E O H O M EM S E F E Z D EU S P O R M EIO D O S E X O . O S E X O D EV E S E R A M OR, M AS O A M OR N Ã O D EV E S E R S E X UA L, P O RQ UE há se xua lida de carna l e se xua lida de espi ritua l; a carna l é o na sc im ent o e a m ort e, e nqua nto que a espi ritua l é a re ssurre iç ã o e te rna . O F O G O CRIA DOR A RD E N A S A RÇA D E H O RE B... N A S A RÇA D O S IS TEM A S E M IN AL... N Ã O T E A PRO XIM ES D AQU I: T IRA O CA LÇA DO D OS T EU S P ÉS, P ORQ UE O LUG AR E M Q UE E ST Á S, A TERRA SANTA É . 30 – M as, (s em pre e xi ste o m as...) Q UAN DO O S H OM EN S CO MEÇA RA M A P E RV ERT ER O SE N TID O D A PU RE ZA SE X UAL, A RE LIG IÃO FÁ LICA CO NV ERT EU -S E E M L IBE RTINAGEM E M ALD IÇÃ O. O S D IRE TO RE S D A RA ÇA T IV ERA M Q UE M OD IF ICA R A RE LIG IÃO F Á LICA L A N ÇA ND O S O BRE E LA V ÁRIO S V ÉU S, T RA NSF O RM ANDO -A E A DA PT A NDO -A A O A M BIE NTE, e c obri ndo s eus m is té ri os com fábul as, s ím bol os e lenda s. 31 – A Re ligi ão F áli c a foi a form a c om um e m toda pa rte da te rra : P érs ia , Índi a, Ce il ã o, Chi na, J a pã o, J a va , A rá bia, S íri a, Á sia M enor, E tiópi a, Il ha s Bri tâ ni cas, M éxi co, A m éri ca do Sul e out ras pa rtes do Hem is fé rio. Até hoj e e xi ste e sta re ligi ão na Índi a. P oré m, e m toda s e sta s pa rtes do m undo e e m toda s e sta s na çõe s, a Re ligi ão F áli c a foi , c om o t e m po, ve la da com lenda s e fá bul as, c om o roupa gens da ÚNICA VERD ADE. C ap ítu lo I V A R ELI GIÃ O M ITR AIC A 32 – A re ligi ão F Á LICA na P érs ia foi s ubs tit uí da pe la Re ligi ão M it ra ic a, que e m s e u fundo nã o é m ais do que um a a da ptação da pri meira . D eve mos re corda r s e m pre que os povos pri mit ivos , qua ndo de ge neraram a RE LIG IÃ O D O S E X O, a s ubs ti tuí ram por um a a dora ção a o S ol . P or i s so, na P érs ia ba tiz ara m o Cul to a o S exo, c om o nom e de RE LIG IÃO D E M IT RA , (M it ra s igni fica S O L) ou Re ligi ão S ol ar. E a ssim , o fogo CRIA DOR N O H OM EM D EU O RIG EM A O CU LTO D O F O GO S O LA R, E D EPO IS A O F O GO M ATE RIA L. O S O L E SPIRIT UAL IN VIS ÍV EL F O I S U BS TIT UÍD O P E L O S O L M ATE RIA L V IS ÍV EL. O s sa c erdot es re se rva ram e xc lus iva ment e pa ra os ini cia dos a re ve la ção da dout rina , e nqua nto que a m ul tidã o s e c ont ent ou c om o s im bol is m o bri lha nte e s upe rficia l. 78
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33 – P ara os M agos , M it ra e ra a D IV INDA DE L U Z – O IN EFÁ V EL , O D EU S F O G O E L U Z, Q U E S E M ANIF EST A E M E P E L O S E X O D O H OM EM . P ara o povo e ra o s ol vi síve l que tra ns miti a s ua luz a tra vé s do a r. P ara s im bol iz ar e ste a tri but o no Ri tua l, c ons agra ram o dé cim o-s ext o di a do M ês c om o D IA D E M IT RA . O S O L, Q UE E RA O M ED IA DOR E N TRE D EU S Q U E RE INA N O CÉ U E O S H OM EN S Q U E L U TA M E S O FRE M N A T ERRA . Is to enge ndrou a pri meira conc epç ão de que o H O M EM N ECE SSIT A D E U M M ED IA DOR E N TRE D EU S E E L E. P ara os pe rsas, M itra e ra i dê ntic o ao Je sus dos cri stã os . M IT RA , JE SU S, H IRA M, A D ONIS E TC... sã o as pe rsoni ficaçõe s da Cha ma D ivi na . O ini cia do, e m ve z de s e gui r a um a pe ss oa ou profe ta , V AI D IRE TA M EN TE À FONTE D A L UZ, à aque la l uz da qua l E LE É U MA CH ISPA . 34 – J á di ss e m os que toda re ligi ão te m um a le nda que lhe s e rve de roupa gem que oc ulta a ve rda de N UA que esc anda liz a aos ignora ntes e fa ná ti c os . A RE LIG IÃO M IT RÁ ICA É A M ESM A RE LIG IÃO F Á LICA , m as e stá oc ulta por um a L EN DA, CO MO A M AÇO NARIA E ST Á E N CE RRA DA N A L EN DA D E H IRA M, E CU JO V ERD ADEIRO S IG NIF ICA DO S E RÁ RE VELA DO E M G RA US S U PE RIO RES. N O M OM EN TO de vemos de dicar nos sa a te nç ão a o culto ou a o sím bol o da Reli gi ão M itra ic a . 35 – E ST A É A L E N D A D E M IT RA : - M IT RA , A L U Z, na sc e u na ‘RO CHA G EN ERA TIV A’, à m arge m do ri o, s ob a s om bra de um a á rvore s a gra da. A lguns pa store s vi ram o m il a gre de s ua e nt rada no m undo. E le s o vi ram s a ir da roc ha c om a c a be ça a dorna da c om um gorro frí gio, a rm ado c om um a fa ca, l e va ndo um a t oc ha que i l um ina va a s t re va s. O s pa store s ofe recera m a o di vino infa nte a s pri míc ia s de s e us re ba nhos e c ol he it a . P oré m, o jove m he rói e sta va de snudo e e xpos to a o ve nto fri o. O cul tou-s e na fi gue ira , c om eu de s e us frut os, fe z roupa de s ua s fol has, e a ss im s a iu pa ra e nfre ntar t odos os pode res do m undo. 36 – M itra e nc ont rou-s e c om o t ouro, a pri meira c ri atura vi ve nte que O rm uzd c ri ou. M itra o s e gurou pe los c hi fre s e c ons egui u m ont á-l o. O a ni mal, furi oso, pa rtiu a ga lope , que rendo de rruba r o s e u gi ne te , poré m, nã o o pôde , e qua ndo e sta va e xa usto re nde u-se a M itra . E nt ão o ve ncedor o a rra stou pe la s pa ta s tra se ira s e o le vou por um c am inho e sc abros o até a grut a onde mora va 37 – P ara o povo e sta le nda e ra um a rt igo de fé , e todos a tom ava m c om o um a ve rda de, e nqua nto que os M agos S acerdot es vi am ne la A P E N OSA V IA GEM D O H OM EM N A T E RRA . O T O URO É O S E X O D O H OM EM O U S U A N A TU RE ZA CRIA DO RA , Q UE, CO M S U A P A IX ÃO N ÃO S E D EIX A D OM IN AR F A CIL MEN TE, Q UA ND O O S E R CH EG A À S U A M ADURE ZA , É A SS A LTA DO P O R U M P O D ERO SO T EN TA DOR: O D ESE JO S E X UAL. S E Q UER CH EG AR A S E R M IT RA (U M D EU S), N Ã O D EV E N U NCA CE SSA R D E L U TA R E , S IM , D EV E S U ST E N TA R- S E A TÉ D OM IN AR S U A P A IX ÃO E D IRIG IR S U A F O RÇA P O R CA NAIS P RÓ PRIO S. O CA MIN HO E ST Á CH EIO D E O BS TÁ CU LO S, Q UE D EV EM S E R S U PE RA DOS. É O RE LA TO D A IN ICIA ÇÃO. 79
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38 – A l e nda de M itra c ont inua a ssim : U m a ve z o t ouro e sc apou da pri sã o e foi pa ra os pa stos , o s ol e nvi ou a M it ra s e u m ens age iro, o c orvo, orde nando-s e m ata r o fugi ti vo. O j ove m, c ont ra s ua vont ade , pe rsegui u o a ni m al a com panha do de s e u c ão fi el, a té e nc ont rá- l o. T om ando-o c om a m ão pe la s a be rtura s de s e u na riz, a fundou s e u punha l de c aça dor c om a out ra m ão e m s ua s il ha rga s. D o c orpo do touro brot ou o re ino ve geta l; da e spi nha dors al na sc eu o tri go que dá o pã o, e de s e u s a ngue brot ou o vi nho que produz a be bida s a gra da dos mis té ri os . 39 – O T O U RO É CO NSID ERA DO CO MO S ÍM BO LO D A V IRIL IDADE, P O R S U A F O RÇA CRIA DO RA . A F U NÇÃ O S E X UAL RE PRE SE N TA O P RIN CÍPIO D E V ID A. E ST E P RIN CÍPIO D E V ID A D EV E S E R S A CRIF ICADO P A RA E N G EN DRA R A V ID A. O T O URO É A A LE G O RIA D A S E M EN TE V IT AL, Q U E D EV E S E R S A CRIF ICADA P A RA Q UE P RO DU ZA . S ão J oã o di ss e : ‘S e o grã o de tri go nã o m orre , nã o re ssus cita , poré m, s e m orre , dá muitos frut os’. 40 – O e spí rito do m al la nç ou s e us de môni os c ont ra o a ni m al; o e sc orpi ão, a form iga , a s e rpe nte e t odos qui se ra m c ons umir a s pa rtes ge nita is e be ber o s a ngue prol ífi co do a ni mal, poré m fra cassa ra m. A s e m ent e do touro foi re col hida e puri fica da pe la L ua (Ú te ro da N ature za) e a ss im produz iu a s di fere ntes e spé cie s de a ni mais út eis . E S U A A LM A F O I P RO TE G ID A P E LO CÃ O D E M IT RA , a sc ende u à s e sfe ra s c ele sti a is onde , re ce be ndo a s honra s da divinda de, re cebe u o nom e de SIL VAN O e se fe z gua rdião da Grei. 41 – O s igni fica do ini ciá ti c o é o s e gui nte: M it ra , O H O M EM D EU S, a o ba ixa r à t e rra tra ze ndo c ons igo a L U Z IN EFÁ VEL e m s e u s e xo, te ve que s a cri fi car s ua s e m ent e re pre se nt ada pe lo touro, pa ra progre dir e produz ir. E sta s e m ent e de ve s e r re cebi da pe la L U A M ULH ER, Is is ou M até ri a, e s e r puri ficada por e la . N o pri ncípi o M it ra nã o que ria s a cri fi car o t ouro, ou o s e xo, por que s abi a que ao faz ê-l o s e t or nar ia m or tal , e por que s ua s e m ent e não pode ria m ai s s e r di rigi da ao al tar , s e não c om m ui ta di fic ul dade . M as t e ve que obe decer a o S O L IN TE RN O O U D EU S ÍN TIM O, e s a cri fi cou O T O URO S E M EN TE e vi u, e nt ão, que a s c ri atura s ge rada s de s e u s e io (i lha rga s) podi am torna r-se c om o de uses... M itra a o de sc er à m até ri a e s e m ear s ua s e m ent e (s ac ri ficando-a ) vi u que de la brot ava m a lm as que s e c onve rtia m e m s e re s di vi nos e que e ra m c ons ide rados e re cebi dos c om o de uses. 42 – M IT RA , O D EU S L U Z, O S O L E SP IRIT UAL (O H O M EM D EU S CO M A CH AM A S A G RA DA ) T IN HA Q UE E N GEN D RA R e vi giar c ui da dos am ent e a RA ÇA A DÁ M ICA . E m vã o A RIM AN, o de us da s t re va s, a ssol ou a t e rra c om o fogo e qui s m ata r s e us ha bita nt es pe la s e de , m as qua ndo im plora ram a a juda de s e u a dve rsári o, o A rque iro D ivi no la nç ou s ua s fl echa s c ont ra a roc ha, donde s a iu um a font e de á gua vi va e s a ciou a s e de de todos . D epoi s, se gui u o D il úvi o U ni ve rsal, e M it ra , a dve rtido pe los de uses, c ons trui u um a a rc a e s e s a lvou junt am ent e c om s e u re ba nho, fl ut ua ndo s obre a s upe rfície da s á gua s, ou e m lingua gem s im ból ic a: ‘A CH ISPA D IV INA D EN TRO D O H OM EM O P RE SE RV OU N O Ú TE RO D A N A TU RE ZA CO NTRA O D IL ÚVIO D AS P A IX ÕES, D OS E RRO S E D AS T RE VA S’. A le nda bí blic a é um a c ópi a da le nda m it ra ic a , que foi e sc ri ta m ilha res de a nos a nt es. A m ba s a s le nda s s ã o fi lha s da RE LIG IÃO D O S E X O. (l er ‘G EN ESE RE CONST IT UÍD A’ pe lo D r. Jorge Adoum ). 80
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43 – M itra , m uitos s é cul os a nt es de J e sus , t e ve s ua úl tim a c eia c om s e us di sc ípul os, a nt es de s ua a sc ens ão a o c éu; M itra foi le va do a o c éu pe lo S ol , e m s ua ra di ant e quá driga (l enda de E lia s, na Bí blia ). E e stá s e nt ado à di reita do D EU S S O L, e nunc a de ixou de prot ege r os fi éis que lhe s e rvi am . M itra , e m lingua gem fi los ófi ca, É O L O G OS Q UE F O I E M AN ADO D E D EU S E P A RT ICIP OU D E S U A O NIP OTÊ N CIA , O Q U AL D EPO IS D E H A VER M OD EL A D O O CO SM OS CO MO D EM IU RG O, CO NTIN UOU V ELA NDO P O R E LE. M ITRA ; e m re sum ida s pa la vra s, é o Cri sto dos Pers as. 44 – O s pe rsas a cre dita va m na redenção ou l ibe rtação, a cre di ta va m na sobre vivê nc ia da a lm a, c ons cie nt em ent e; a c re dita va m no c astigo e re com pensa de ul tra tum ba e que a Cha ma D ivi na ha bita e m c ada um de nós ; a cre dita va m no j ul ga ment o de poi s da m ort e, nos de vas da obs curi dade e da luz (a nj os ) que di sput ava m a s a lm as dos hom ens de poi s da m ort e, s e gundo s ua s m alda de s e bonda des; a c re dita va m e m oi to c éus ; ti nha m c eri m ôni as e voc atóri as; a cre dita va m e m s e te E spí ritos P la ne tá ri os a nt e o trono de D eus e no J uí zo F ina l, na re ssurre iç ão dos m ort os e tc . A cre di ta va m, por úl tim o, que D eus s e pa ra os jus tos dos inj us tos e que os pri meiros obt erã o a im ort alida de, m as, a que le s que tenha m re nunc ia do a s egui r o c am inho da ini cia çã o, re torna rão à terra de onde viera m . 45 – P elo e xpos to a nt eri orm ent e, vi mos que a re ligi ão M itra ic a e stá ba se ada no m is té ri o do s e xo, A SSIM CO MO T O D AS A S D EM AIS RE LIG IÕES, c om o ve remos e m fut uros tra ba lhos . E a ss im fi ca c om prova do que toda re li gi ão te m um a pa rte pa ra s e r di vul gada a o públ ic o, e out ra, s e cre ta , pa ra os Ini cia dos . O s ol , a l ua , a s e stre la s, os profe ta s e s a nt os , s e rã o c om o m edi adore s pa ra o povo, e nqua nto que D EU S-F OG O-L UZ, é s e m pre a dora do pe los ele itos e pe los Ilum ina dos . 46 – A nt es de e nc erra r e ste s c a pí tul o, di re mos pouc as pa la vra s s obre os Ri tos e Ce rim ôni as da Re ligi ão de Mitra . A filos ofi a da Re ligi ão M itra ic a e ns ina va que os sete c éus re pre se nt am a s s e te vi rtude s. Ca da S ace rdot e le va e m s ua c abe ça um gorro frí gio, s ina l de s ua ide ntifi cação c om o s ol, e este s m ens age iros recebi am o t ít ul o de ‘PADRE S’. H avi a t rê s gra us pa ra c he gar a o s a ce rdóc io. O S P A DRE S pre sidi am a s c eri m ôni as s a gra das e tinha m a ut ori dade sobre os fi éis . O Che fe dos P adre s ti nha o tí tul o de ‘P ADRE D OS P A D RE S’(P ATER P A TRU M E P A TER P A TRA TU S). T odos s e c ha mava m de IRM ÃO S e nt re s i. Ba ti z ava m a s c ri anç as. A que le que que brava s e u vot o e ra a na te m ati z ado ou e xc om unga do pe la de sle alda de e nã o podi a c ont inua r nos m is té ri os . A á gua e ra be nta pa ra o ba tis m o por a spe rsão e por im ers ão, c om o no c ul to de Is is . O P A DRE CE LEBRA NTE, CO NSA GRA VA O P Ã O E O S U CO IN EBRIA NTE D A H AOM A ( Som a , ta lve z, na Índi a), m is tura ndo c om á gua e pre parado por e le . A c ons agra ção s e e fe tua va por c e rt as i nvoc açõe s m ági cas e e le inge ria e sta s c oi sa s dura nte a c ele bra ção de s e us s a cri fícios . O c ul to M itrá ic o te ve sua s vi rge ns, ve sta is ou m onj as; te ve se us c onve ntos e e sc ol as (s em iná rios de t re ina ment o). O D om ingo e ra o di a m ais s a gra do, porque e ra pre sidi do pe lo S ol e e sta va s a nt ifi cado pe la Re ligi ão. O N ASCIM EN TO D O S O L M IT RA , S alva dor do M undo e a na ture za de s ua m ort e, e ra pa ra os pe rsas o di a m ais s a nt o do a no, e E ST E D IA E RA O 24 D E D EZ EM BRO D E CA DA A NO , da ta que ta m bé m de sde o s é cul o IV foi fi xa da com o N asc im ent o de Cristo. 81
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C ap ítu lo V C O M O C ONH EC ER O HOM EM À SIM PLES VIS TA 47 – Cont inua remos ne ste gra u o e studo c om eç ado no a nt eri or sob o tí tul o ‘CO NH ECE -TE A TI M ESM O E A OS D EM AIS PELA CA RACTERO LO G IA ’. Ca ráte r é a noç ão da forç a te m pe rament al do indi víduo, m ati z ado pe la s a çõe s do e xt erno. A pa la vra ‘c ará te r’ prové m do gre go ‘K HA RA KTER’ ou ‘K HRA SSE IN ’, e s igni fica ‘gra var’; é e nt ão o pode r de gra var um há bito no indi víduo pe la re pe ti ç ão do a to. O a m bient e que rode ia o s e r, a he ranç a, a e duc ação, tudo pode infl uir no hom em , m as, a e ne rgi a bá sic a que funda ment a o c ará te r a sse nt a-s e not ada ment e sobre o di na mis m o ps ic ol ógi co pos it ivo provi do pe lo te m pe rament o que É A S U BS TÂ N CIA E SPIRIT UAL BÁ SICA IN DIS PE N SÁ VEL P A RA A F O RM AÇÃ O D A P E RS ONALID ADE, S E N DO O 82
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CA RÁTE R A QUIL O Q U E É M ODELA DO E G RA VAD O SO BRE ESSA S U BS TÂ NCIA . E M BO RA N A DA E X IS TA N O S E N TIM EN TO Q UE N ÃO T EN HA E ST A DO A NTE S N O S S E N TID OS, di sse A ristót ele s, s e m e m ba rgo, é indubi tá ve l que a lgo te m os e t ra zem os já a o na sc er. A psic ol ogi a a ce ita a de fini ção dua l da persona lida de. D este m odo enc ont ram os que na estrut ura do cará te r gra vita m doi s fa tore s de te rm ina ntes que são: 1.° - A S D IS PO SIÇÕ ES H ERD ADAS. S egundo o E spi ritua lis m o: ‘O Q UE T RA ZEM OS P OR M ERE CIM EN TO ’. 2.° - A S RE AÇÕ ES PE SSO A IS . ‘N OSSA V ID A A TU A L CO MO CO NSE Q UÊN CIA DE CA USA S A NTE RIO RES’, s egundo a filos ofi a e spi ritua lis ta . Cont udo, te m os que s e gui r, no m om ent o, a ps ic ol ogi a c ie nt ífi ca e m nos sos e studos a tua is , de ixa ndo a s e xpl ic açõe s e spi ritua li s ta s pa ra m ais t arde . O S T EM PE RA MEN TO S 48 – A mplia ndo nos sos estudos ant eri ore s di rem os : O S ANGU ÍN EO tem doi s t ipos : 1.° - P le tóri o: ge ralm ent e gros so e de boc hecha s ros ada s, c om re gi ão a bdom ina l a vul ta da e pe rna fina s. 2.° - O V it a l: de form as a rre donda das, gros sura m ode rada , de c út is bra nca e c or-de -rosa; é de a spe cto e sbe lt o, s e m c he ga r a li nha s de lga das; c om c aixa torá cic a re ss a lta nt e, s e m c he ga r a o a bdôm en c ara cte rí stic o do t ipo a nteri or. 49 – O tem pe rament o L INFÁ TICO tem doi s t ipos : 1.° - G ros so e m ol e, de um a gordura e m ús cul os re la xa dos , pá li do, de ros to re dondo, ol hos e xpre ssivos e pa pada caída . 2.° - O s e gundo tipo é o S E N SU A L: é pá lido, de form as gra cios as, c he ia s s e m e xc ess o, c om ol hos s onha dores e ros to ova l; m uito fre qüe ntem ent e de e xt rem ida des infe riore s m ais gros sa s do que a pa rte m édi a norm al. 50 – O TEM PE RA MEN TO N ERV OSO tem : 1.° - O pri meiro tipo, N ERV OSO , é de lga do, de fe iç õe s e m ovi ment os a ngul osos, e sbe lto, vi va z, pá li do, e xpressivo e rápido. 2.° - O s e gundo tipo, A TÔ NIT O, é a lt o, de lga do, dors o e nc urva do, fe iç õe s e nruga das, form as m agra s, m arc ha lent a e joe lhos algo fl exí ve is . 51 – O T E M PE RA MEN TO BIL IOSO te m s om ent e um tipo, de e xpre ssã o fort e, m andí bula qua drada, ol hos fi rm es, e xpre ssivos , ta lhe c urt o, pe sc oç o gros so, c aixa torá cic a re ssa lta nt e. 52 – A o estuda rmos a com pleiç ão do c orpo hum ano, t em os trê s t ipos morfol ógicos : - BRE VELÍN EO S; - N ORM OLÍN EO S; - L ONG IL ÍN EO S. 83
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53 – O S BRE VELÍN EO S tê m a fi bra m us cul ar de um a e spe ssura que pri ma s obre a s l ongi tude s. E ste s i ndi víduos s ã o ge ralm ent e ba ixos e ri jos , de t ipo l ut ador na m aiori a da s ve ze s, de pe sc oç o c urt o, nuc a a vul ta da , a nda r pe sa do e s ól ido a spe cto. É um ti po bi li os o c uj o s is te m a ne rvos o pa rass im pá ti c o nã o ga sta e ne rgi a e por is to a form a fí sic a s e torna gros sa e rol iç a. 54 – O N ORM OLÍN EO dos t ipos ha rm ôni cos de form as re donda s, a spe cto e a nda r gra cios o; c orre sponde a o te m pe rament o sa nguí neo. N o N orm olíne o se e qui libra m os s is te m as ne rvos os s im pá tic o e pa rassim pá tic o o que produz o e qui líbri o ou norm ali da de da s form as. 55 – A c om pleiç ão do L O N GIL ÌN EO proporc iona tipos nos qua is a s longi tude s da fi bra m us cul ar pri mam sobre a espe ss ura . D á tipos alt os e ge ralm ent e fra cos . T em pe ram ent o ne rvos o e a tôni to. P re dom ina o s is te m a s im pá ti c o, que lhe fa z e xc itá ve l, c ons umindo c ontinua ment e e ne rgi as, e por i sso pe rde peso. 56 – O ta m anho da form a c orpóre a é out ro fa tor di gno de c ons ide rar. E nt re a s proporç ões tot ais dos di sti nt os ta lhe s e gros sura s da s pe ss oa s, a pa rece m trê s tipos de sta c ados : - G RA NDE; - M ÉD IO ; -P EQ UEN O . 57 – O S G RA NDES S Ã O S E M PRE L E N TO S, e m oc iona l e fi sic am ent e (é um a le i di nâ mic a : os c orpos gra nde s m ove m-se le nt am ent e, na ra zão de s ua m ass a ). Re sponde m a os e stím ulos , c om le nt idã o, poré m, um a ve z e m m arc ha , nã o s e de tê m im edi ata m ent e, s e nã o e m form a progre ssiva . 58 – O S P E Q UEN OS, a o c ont rário, s ã o á ge is , m ove diços , rá pidos , e m oc iona l e fi sic a m ent e; re sponde m im edi ata m ent e a os e stím ulos e ta m bé m s e de tê m ra pi da ment e e m s ua ação. D o expos to S E CO NCL UI Q UE U M A M EN TE CA LM A E RE PO USA DA CO RRE SPO NDE A U M CO RPO G RA NDE P O RQ UE D ELIBE RA E CO NTEM PL A T O DA S A S P O SS IBIL IDADES A N TE S D E A GIR; P E LO CO NTRÁ RIO , A U M CO RPO A BA IXO D O M ÉD IO O U P E Q U EN O, CO RRE SPO N DE U M A M EN TE A G UDA , D E A ÇÃ O RÁ PID A, V IVAZ E IN QUIE TA . 59 – A té o ba te r do c ora ção é m ui to m ais le nt o nos gra nde s orga nism os (e a re spi ração t am bé m) do que nos peque nos. N atura lm ent e nã o fa la m os da s a lt e ra çõe s func iona is pa tol ógi cas ou c irc uns ta nc ia is que pode m m odi ficar e m um ou out ro t ipo, s e us e sta dos , e m vi rtude da s funç ões, profi ss õe s e c argos digni tá ri os , c om o o s acerdóc io, a diplom acia e tc . 60 – T am bé m te m os out ra di sti nç ão pa ra de sc obri r o c a rá te r do i ndi víduo, ta l s e ja a CO R D OS CA BELO S e D O S O LH OS. E m trê s cate gori as pode m-se de fini r sua s t e ndê ncia s: - RU IVO; 84
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- CA ST A N HO; -M ORE NO. O s rui vos s ã o S E TE N TRIO NAIS ; os m ore nos s ã o M ERID IONAIS ; os c a sta nhos re pre se nt am a fus ão dos dois a nt eri ore s. 61 – A inda nã o é o m om ent o de e nt rarm os no e studo da a nt ropol ogia pa ra a fi rm ar que a vi da hum ana s e ini ciou na s re giõe s do e qua dor, de te m pe ratura que nte e te m pe rada . Com o reação a o e xcesso de luz sol ar, a pele , o c abe lo e os olhos se pi gm ent ara m de pre to, o que s igni ficou um a de fesa na tura l da vi da orgâ nica . O pri meiro ti po de hom ens pa rece te r s ido o m oreno. 62 – Pare ce que um a qua ntida de de t a is s e re s hum anos , por motivos urge ntes, vi u-s e obri gada a e m igra r pa ra z ona s subt ropi cais e pa rte se te nt riona l, onde fa lt ou o c lim a t e m pe rado e a bundâ ncia de a lim ent o, se m sol de ra diaçõe s ul tra vi oleta s e c alóri co i nt ens ís s im a. E ss e s hom ens tive ram que c obri r todo o c orpo pa ra s e prot ege rem do fri o, t ive ram que c om bate r pa ra obt er a lim ent açã o e orga nizar-s e e m a grupa çõe s. T odos os povos nórdi cos a cus am e m s ua ge nealogi a fa lt a de pi gm ent ação e sc ura de vido à fa lta do i nfl uxo s olar. 63 – O s povos que pe rm ane ce ra m no e qua dor ou pe rto, c om o os ita lia nos , m ouros , á ra be s, e gí pc ios , hi ndus e tc ., c ont inua ram c om s ua pi gm ent açã o e sc ura . D ese nvol veram pe la e xube rant e na ture za, os a spe ctos e m otivos , a rt ís ti c o, s e nt im ent al de s ua c ons ti tui ção ps íqui ca ; e nqua nto os nórdi cos , c om o os s ue cos , norue guese s, rus sos , ge rm anos , bri tâ ni cos e tc ., lut ara m s e m pre c ont ra o a m bient e hos ti l dos ve ntos , fri os e ne ve s pa ra obt er s ua a li m ent ação e desta m ane ira de se nvol veram a vont ade de sobre vive r, de lut ar e ve ncer. 64 – E nt re os povos do t i po m or eno , pre vale ceu o s e nt im ent o, s e ndo e ste s povos os c ri adore s da arte e m seus m últipl os aspe ctos , o pi ctóri co e m pa rtic ul ar. E nt re os povos rui vos pre vale ce u o P E N SA M EN TO e surgi u ent re ele s o form idá vel a di ant am ent o da téc ni ca e da ciê nc ia , t al c om o a conhe cem os : E M RE SU M O: N O RU IVO, dom ina o c álc ul o, ou o P EN SA M EN TO . N O M ORE NO , dom ina a sens ua li da de ou o S EN TIM EN TO . N O CA ST A NH O, dom ina m enos a tendê ncia m ent al e gra vita a E M OÇÃ O. 65 – T RÍPLICE DISTIN ÇÃ O D O RO ST O : O s trê s a tri but os do ‘E U’ na c ons ciê nc ia , pa ra de sta car a vi da hum ana sã o: P E N SA M EN TO – S EN TIM EN TO –V ONTA D E. E sta trí pl ic e di stinç ão ps ic ol ógi ca c onc retiz a -s e no A SPE CT O F ÍS ICO . O ros to hum ano t em trê s z ona s: A pri meira z ona é a que s e e ste nde da pa rte s upe rior da c abe ça à pa rte infe rior da s s obra ncelha s. S e e sta z ona é a m ais c om prida no ros to t e m os o t ipo da a tivi da de i nt ele ctua l, o P EN SA M EN TO . S e a s e gunda z ona que a pa rece e nt re a l inha i nfe rior da s s obra ncelha s e a l inha ba se do na riz, é a m ais a lt a , t em os o s er S EN TIM EN TA L, o S EN TIM EN TO . 85
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S e a te rc eira z ona que c om preende de sde a linha ba se do na riz à e xt re mida de do que ixo é a m ais a lta , t em os a a tivi da de vol iti va , a V ON TA DE. 66 – O e qui lí bri o e nt re a s trê s z ona s, e m di mens õe s, de mons tra o e qui líbri o da pe ssoa . N O T IP O M EN TA L P RE DOM IN A A FRO NTE . N O S EN TIM EN TA L P RE DOM IN AM A S F ACE S. N O V OLIT IV O P RE DO M IN A O QUEIX O. O tipo m ent al pa rece um tri ângul o cuja ba se e sta pa ra cim a. O tipo s ent im ent al t em o ros to ova la do. O tipo vol itivo é um tri ângul o com a ba se pa ra ba ixo e a pont a pa ra cim a. 67 – E xi ste m doi s s ub-t ipos dos trê s a nt eri ore s, is to é , um a c om bina ção e nt re doi s de le s: O T IP O D IN ÂM ICO : ros to qua drangul ar, pre domina o a spe cto de ângul os re tos . O T IP O A SSIM ILATIV O: ros to re dondo, pre domina o a spe cto c irc ular. N ão pre te nde mos e sc re ve r um tra ta do de c a ra cte rol ogi a; s om ent e que rem os da r noç ões pa ra que o Ini cia do pos sa c onhe cer a s i m esm o e a os de mais ; por e ste m ot ivo, da mos um ext rato dos mais e sse nc ia l pa ra gui ar o c am inha nte na senda . C ap ítu lo V I O Q UE D EVE S ABER O IN TEN DEN TE D OS ED IF ÍC IO S O C ORPO F ÍS IC O E A MED IC IN A U NIV ER SA L 68 – A LIM EN TO S. O s a lim ent os di vide m-se e m cinc o c la sse s. a ) A lbum ina que é e nc ont rada na c la ra do ovo, c a rne m agra , s oro do le it e , nos l e gum es e em todos os alim ent os ani m ais e ve geta is . b) A s gordura s e xi ste m na s c a rne s gorda s de todos os a ni mais qua drúpe des, na s a ve s, nos ga nso, na s e ngui as, na m ant eiga , na ta , ge ma do ovo, que ijo, c aca u, c hoc olate e s e m ent es. A s frut as que a s c ont êm s ã o a ba nana e o m ora ngo, e a ssim m esm o e m pe que na qua ntida de. 86
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c ) O s hi droc arbona dos di vi de m-se e m trê s c la sse s: fé cul as ou a m ido, a ç úc are s e c elul os e. O s a m idos ou fé cul as a bunda m nos c ere ais , c om o o t ri go, a c eva da, o a rroz e tc ., nos l e gum es, t a is c om o fa va s, l e nt il ha s e tc ., c acau, ba ta ta s, e tc . O s a çúc are s na s frut as, c ana -de - a çúc ar, m el, le ite . O A çúc ar de c ana e de be te rra ba c ha ma-s e s a ca ros e, e o a çúc ar de frut a, gl uc ose. d) A celul os e, nos alim ent os ve geta is , é ape nas a ss im ilá ve l. 69 – O A ÇÚ CA R de c a na ou s a caros e que a doç a os a lim ent os do hom em , c om o c afé , le it e , pa sté is , e tc ., nã o é a ssim il á ve l; o fí ga do, por m eio da bí li s o tra ns form a e m a çúc ar de frut a ou gl uc ose, pa ra que pos sa s e rvi r de a lim ent o. O s doe ntes do fí ga do de vem e vi ta r o a çúc ar de c a na . O a çúc ar da s frut as e o m el da s a be lha s sã o gra nde ment e re com endá veis , porque nã o s obre carre gam o fí ga do e s ã o ta m bé m m ui to a ss im ilá ve is . P ara c ons erva r a saúde , necessá ri o s e t orna adoç ar os alim ent os com mel de abe lha s ou a çúc ar de frut a. e ) A qua rta c la sse dos a lim ent os é a á gua que t odos os a lim ent os c ont êm . N ingué m pode pa ssa r s e m á gua e os que nã o a be bam te rã o forç osam ent e de suport ar m uita s e nfe rmida des. f) O s s a is m ine rais s ã o a qui nta c la ss e dos a li m ent os e s ã o e nc ont rados e m t odos os a li m ent os e ve geta is 70 – A N UTRIÇÃ O é o efe ito produz ido pe lo alim ent o no orga nism o ao proporc iona r maté ri a e ene rgi a. O a lim ent o que de spe rta e ne rgi a s e m re pa rar pe rda s m ate ri ais , é ins ufi cie nt e, c om o a cont ece c om a s be bida s a lc oól ic as, que proporc iona m e ne rgi a e m form a de c alor e nã o re pa ram as pe rda s m ate ri ais . O re gi me c om pleto s a tis fa z à s qua tro ne cessida des do orga nism o, a s a be r: produç ão de calor, de ene rgi a m uscul ar, de ene rgi a ne rvos a e re paração de tecidos orgâ nicos . N ão é pos síve l m ant er a vida com as ne cessida de s a tua is da civi liz aç ão, e mpre gando ri goros am ent e s ó um re gim e. O re gime de c arne e m ari sc os nã o é s ufi cie nt e, porque c a re ce de hi droc arbona dos sufi cie nt es pa ra proporc iona r ao orga nism o a ne cessá ri a e ne rgi a. 71 – O re gime ve geta ri ano pode m ini stra r a o orga nism o todos os pri ncípi os nut ritivos de que ne ce ss it a , poré m é ne cessá ri o ha ver um a c om bina ção a cert ada dos a li m ent os e sobre tudo, c ons ide rando-s e c ada ida de e c ada ofí cio. N ada há que m ais pre judi que a s a úde do que s e gui r e xc lus iva ment e um re gime c a rní voro; ta m bé m nã o é a cons elhá vel a dot ar um regime s ó de vegeta is . O leit e a pe na s pode mant er a vida por l ongos anos , com o já foi com prova do. O m elhor re gime é a que le que proporc iona todos os pri ncípi os dos a li m ent os s e m c aus ar da no a o orga nism o, c omo o c aus a o a buso da carne , be bida s e exc ita nt es. O s a ni mais ve geta ri anos c om o o c a va lo, o boi , e tc ., t ê m m aior forç a e re sis tê nc ia do que os c arní voros c om o a pa ntera , o le ão e out ros, que s ã o de gra nde forç a im pul siva , poré m sem esforç o prol ongado. S e tra ta m os de e xpl ic ar toda s e sta s c oi sa s, é porque te m os e m vi sta a a lim ent aç ão hum ana , nã o a pe na s sob o pont e de vi sta fi siol ógi co, m as ta m bé m c ons ide rando s ua i nfl uência m ent al e e spi ritua l, e porque o c orpo é o i ns trum ent o da m ani festa ção da A LM A E D O E SPÍRIT O. 87
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O s ve ge ta is c re sc em e a m adure cem pe la a ç ão c om bina da dos pri ncípi os m ine rais , que a bs orve m do s ol o por s ua s ra íz es, da l uz e c alor do s ol e da i nfl uência do a r e da á gua : o que im port a di ze r que os ve ge ta is c ont êm os qua tro e le m ent os da N ature za, e ne rgi a, s ubs tâ nc ia e vi da com o ne nhum outro ali m ent o. A e ne rgi a do s ol na s e rva s, frut as e grã o é tra ns mut ada e m c arne , os sos , ne rvos e s a ngue do animal e no hom em que os cons omem . O RE GIM E V EG ET A RIA NO Q UE N ÃO É T Ã O RIG ORO SO Q U ANTO O V EG ETA LIS TA , É O M AIS CO NV EN IE NTE P A RA T O DO S, porque inc lui o le it e e de riva dos e a dm it e os ovos . O re gi me l á cte o c onvé m e m c irc uns tâ nc ia s e spe cia is , c om o a s a fe cçõe s dos órgã os di ge sti vos ou e m c ons eqüê ncia de m al-e sta r ge ral do c orpo, qua ndo os de mais re gim es fore m pre judi cia is . 72 – O re gime m is to de c arne e ve geta is é ne ce ss á ri o de pri ncípi o, na tra ns iç ão de c arní voro pa ra ve geta ri ano. É basta nt e a rri sc ada à saúde a súbi ta m uda nça de regim e. U m orga nism o a cos tum ado à c arne pre cis a de sa c os tum ar-s e de la pouc o a pouc o. O re gim e na turi sta , que é e xt rem am ent e ri goros o a o a cons elha r a c om er tudo c ru e pa rece pouc o m enos que s e lva gem, pode te r inúm era s va ntage ns pa ra c e rt as pe ss oa s de c e rt as oc upa çõe s e ofí cios , m as nã o o é pa ra a m aiori a. A va ntage m m aior do re gime na turi sta é a de aprove ita r a s vi ta m ina s e os sais c ont idos nos alim ent os em esta do na tura l. 73 – A S V IT AM IN AS s ã o c e rt os pri ncípi os que form am a e ss ê nc ia dos a li m ent os e s e m os qua is nã o s e a prove ita m a s a lbum ina s, ne m a s gordura s, ne m os hi droc arbonos , ne m os s a is . D esc obri u-se a e xi stê nc ia da s vi ta m ina s a o obs erva r-se que os c hi ne se s, j a pone se s e i ndos tã e s, e sta va m e xpos tos a um a e nfe rmida de c ha mada BE RIBE RI, que c ons is ti a na de bilida de e tre m or de todo o c orpo, e nqua nto que os que s e a lim ent ava m c om a rroz i nt egra l ou c om casc a , nã o os ata c ava m a di ta e nfe rmida de. O bs ervou-s e ta m bé m que os m esm os doe ntes de be ribé ri cura vam-se m ais ra pida ment e a o t om ar i nfus ão de casc a de arroz . A o e studa r e a na lis a r a c aus a e e fe ito de ss a obs erva ção, fora m de sc obe rtas a s vi ta m ina s na casa dos cere ais , no l êve do de cerve ja , na s c asc a s da s frut as, e na s pe lí c ul as ou e nvol tóri os da s s e m ent es. H oj e s a be mos que nã o ba sta i nge rir qua ntida de de a li m ent os pa ra a dqui rir m até ri a e ene rgi a, s enã o que é ne cessá ri o ha ver vi ta m ina s nos ali m ent os . A c om bina ção dos re gim es ve geta ri ano, ve geta lis ta e na turi sta , c onform e a ida de , profi ssã o, te m pe rament o, c lim a, e sta çã o do a no e e sta do do indi víduo, é o pa drã o m ais fa vorá vel pa ra que ele s e m ant enha são, s em exa ge ros , ne m m ani as na alim ent açã o. É ne cessá ri o e vi ta r a s be bida s a lc oól ic as, os e xc ita nt es (c afé , c há , a bs int o, c a ne la , c ra vo, noz -moscada , vi nagre , piment a e m osta rda ). 74 – P ara que a s c é lul as a ss im ile m os e le m ent os quí mic os da nut rição, é ne cessá ri o que os proporc ione mos acom panha dos de estim ulant es que as i nc ita m a assim il á -l os . U m de ste s e sti m ulant es s ã o a s vi ta m ina s. A s vi ta m ina s fa vore cem a de com pos iç ão da s m até ri as de m ane ira que a c élul a pos sa a prove itá -l as, a tua m c om o e stim ulant es da a ti vi da de gl andul ar, a pre ssa ndo ou re ta rda ndo os proc essos que fa cili ta m a re nova ção vi ta l, proporc iona ndo e ne rgi as, a cum ulando de fesa s, e fi na lm ent e, e sti m ulando c a da c élul a, gl ândul a e órgã o a realiz ar a s funç ões que lhe com pete m . A s e gui r indi cam os , s upe rficia lm ent e, o tra ba lho que c om pete à s vi ta m ina s m ais c onhe cida s. 88
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V IT AM IN A (A ) – E sti m ula o a pe tite , e vi ta a form aç ão de c á lc ul os nos ri ns ; fort ale ce o a pa relho di ge stivo, c ons erva a pe le e m bom e sta do, a juda o s is te m a re spi ra tóri o, dá de fesa à s infe cçõe s re na is e fa vore ce o c re sc im ent o da s c ri anç as e re nova ção vi ta l dos a dul tos . A ins ufi ciê nc ia de sta vi ta m ina é a c aus a da pri sã o de ve ntre, a lt e ra a di ge stã o, re sse ca a pe le , di minui o a pe tit e , provoc a a di arré ia , a trofi a a s gl ândul as s upra -renais e di minui a re sis tê nc ia à s i nfe cç õe s. É arm azena da no fí gado, nos rins e na pele . V IT AM IN A (B) – F avore ce a a tivi da de do e stôm ago e int estino, a s s e cre çõe s dos s uc os di ge stivos ; a juda a a ss im ila ção, fort ale ce o sis te m a ne rvos o, de spe rta o a pe tit e , produz a re produç ão c e lul ar e a um ent a a re sis tê nc ia à s i nfe cç õe s. A c arê nc ia da vi ta m ina B a fe ta o c ora ção, o s is te m a ne rvos o, o int estino, a c a pa cida de de proc riaçã o e m a m bos os s e xos e é a caus a de num eros as e nfe rmida de s. É arm az ena da fíga do. V IT AM IN A (C) – E sti m ula a c alc ifi caçã o, fa vore ce o c re sc im ent o, e nri que ce o e sm alte dos dentes e dos vasos sanguí neos; é ne cessá ri a na form aç ão i nterc elul ar e fa cil ita o c re sc im ent o. S ua c arê nc ia é a c a us a da s m ais va riada s e nfe rmida des c om o o e sc orbut o e out ras. É a rm aze na da pri ncipa lm ent e na pe líc ul a ou e nvol tóri o que re cobre a s gl ândul as s upra -renais . V IT AM IN A (D ) – F avore ce o m eta bol is m o do c á lc io e fós foro, m ant ém o c álc io no s a ngue , re gul a a a ção m us cul ar, i nfl ui na c ons is tê nc ia e di m ens ão dos os sos e e stim ula t odo o s is te m a gl andul ar de se cre ção int erna . S ua de ficiê nc ia c aus a o ra qui tis m o e out ras e nfe rmida des. É a rm az ena da no fí ga do e e m c ert os s uc os c ont idos na pe le , os qua is ne ce ss it a m dos raios ul tra viol eta s do s ol ou da luz artifi cia l, pa ra sua libe ração. V IT AM IN A (E ) – F avore ce os horm ônios se xua is , sus té m o a pe tite ge nésic o, m ant ém a norm ali da de dos t e stíc ul os , ová rios e út ero; e stim ul a a re produç ão c elul ar de poi s de a lc anç ada a pl eni tude s e xua l e a tua s obre o s is te m a ne rvos o vol unt ári o. A de ficiê nc ia da vi ta m ina E afe ta os órgã os m enc iona dos e caus a a este ri lida de ent re out ras e nfe rmida des. V IT AM IN A (G ) – S ua ação é idê ntic a à da Vit a m ina (D ). V IT AM IN A (H ) – E stá a rm azena da no fí ga do. S ua de ficiê nc ia oc asiona a que da do c abe lo, pa li de z, de rmati te s, dore s m uscul are s e lass idã o ge ral. T oda s e sta s vi ta m ina s e stã o e m todos os a lim ent os que nos dá a M ãe -N ature za . Ca da pa rte do c orpo t e m ne cessida de de c ert as vi ta m ina s. A tra vé s dos t rê s gra nde s s is te m as a s c élul as s e a pode ram dos e le m ent os de que ne cessita m pa ra nut rir-s e, puri ficar-s e e re produz ir-s e. A s di versas pa rtes do c orpo t êm as s ua s ne cessida des. RE SU M IN DO. O s a lim ent os pre cis a m c ont er 15 subs tâ nc ia s bá sic as a fi m de proporc iona r a os 200 qui ntilhõe s de c é lul as o m ovi ment o progre ssivo pa ra que pos sa m re produz ir-s e por di visã o de s i m esm as qua se i nde fini da ment e. S em dúvi da e ste s a lim ent os c om sua s subs tâ nc ia s nã o pode m se rvi r a o orga nism o se nã o tive rem a s V ita m ina s i ndi cada s que torna m út eis os sa is m ine rais enc erra dos em cada alim ent o, e que proporc iona m alim ent o, e nergi a e re paração de perda s m ate ri ais , e produç ão de calor. 75 – P RÁTICA S É im port ant e e studa r s e u própri o c orpo fí sic o e ve rifi car s ua s de ficiê nc ia s pa ra pode r corri gir, ha rmoni zar e fort ale cer os própri os órgã os dé beis . A lim ent o c om pleto é a que le que s a ti s fa z a toda s a s ne cessida des do orga nism o, proporc iona ndo-s e s ufi cie nt e a m até ri a pl ástic a, s a is m ine rais , c om bus tíve is e vi ta m ina s e m ge ral, qua nto re que ira m os 200 qui ntil hõe s de c élul as pa ra re ali z ar os doi s m ovi ment os s e gui ntes: 1.° - M oviment o progre ssivo ou de assim il a çã o, dura nte o qua l s e nut rem ; e 89
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2.° - O m ovi ment o re gre ss ivo ou de de sa ssim il a çã o, dura nte o qua l s e e lim ina m os re síduos i nút eis . 76 – A LIM EN TO S CO MPL ETO S. 1.° - F rutas, c ere ais e ovos . 2.° - Ce reais , ve rdura s, frut as ol eos as. 3.° - F rutas, l eite , c ere ais . 4.° - F rutas, pã o, frut os ol eos os . 5.° - V erdura s, a rroz , ovos . 6.° - S ala da , ovos , pão. 7.° - V erdura s, c ere ais , frut as ol eos as. A s c om bina çõe s a cim a pode m cons titui r um a c om pleta a lim ent açã o. D are mos a segui r os alim ent os que se c om bina m e são a prove it á ve is : H ort ali ç as c om cere ais . P ão c om toda cla sse de alim ent os . H ort ali ç as c om bata ta s. S ala da com cere ais . Ba ta ta s c om hort ali ç as e ovos . N oz es c om cere ais e hort ali ç as. Q ue ijo c om cere ais ou ba ta ta s. Ce reais c om frut as s ec as. O vos com todos os alim ent os , e xceto l eite e que ijo. F rut as c om cere ais e pã o. A S D EM AIS CO MBIN AÇÕ ES S ÃO IN CO NVEN IE NTES C ap ítu lo V II O C ORPO D A A LM A E A MED IC IN A U NIV ER SA L 77 – O hom em nã o re spi ra ne m a spi ra tã o-s om ent e pe la boc a ou pe lo na riz, m as t a m bé m atra vé s da pe le . A pe le t e m dua s c a m ada s: a e xt erna que s e c ha ma E PID ERM E ou c út is , e a int erna a qua l s e c ha ma D ERM E. A epi de rm e re nova -se c ons ta nt em ent e e o hom em m uda de pe le . A D EM E, ou a c am ada s itua da de baixo da e pi de rm e, é A CA RN E V IV A e é provi da de m últipl as ve ia s e a rt éri as c a pi la re s que c onduz em o s a ngue à s upe rfície do c orpo. P elos ori fícios ou P O RO S da e pi de rm e pe ne tra o a r e s e põe e m c ont ato c om o s a ngue da s ve ia s c api la re s, produz indo o m esm o e fe it o que nos pul mõe s a inda que e m 90
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m enore s proporç ões. D e m ane ira que o s a ngue ne gro ou im puro dos va sos c api la re s t ra ns form a-s e e m puro e vermelho pe la s vi as re spi ratóri as da pele . S e a pe le do hom em fos se e m be bida c om ve rni z, ou be tum e, s obre viria a m ort e a lgum as hora s de poi s, m esm o que e le pude ss e re spi rar pe lo na riz. Is to ve m prova r a ne ce ss ida de de s e c ons erva r a pe le lim pa pa ra que proc esse s ua re spi ração c ut âne a e s ua t ra ns pira ção. A lim pe za da pe le s e c ons egue por c om pleto a tra vé s do ba nho di ári o: poré m s e é i m pos síve l tom á-l o diari am ent e, TO RN A-S E NECE SSÁ RIO FRICCIO NA R D IA RIA MEN TE O CO RPO IN TE IRO CO M U M A T O A LH A M OLH A DA CO M Á G UA O U Á GU A-D E-CO LÔ N IA , e tom ar ba nho pe lo m enos um a ve z por s em ana . 78 – N esta s a ul as nã o de se ja m os e nt rar e m m inúc ia s a c erc a da infl uência da roupa s obre a re spi ração. O t ra je m ode rno, ta nt o m asc ul ino c om o fe mini no, pa rece ide ali z ado pe lo de môni o, ou pe lo m aior i ni m igo da hum ani da de, poi s s ua m ent e c onc ebe u a qui lo que é e xa ta m ent e o c ont rário à s a úde , à c om odi dade e à e sté tic a . O c int o ou os s us pe nsóri os pa ra s us te nt ar a s c alç as, os e spa rtil hos (fe liz m ent e pos tos à m arge m), e a gra vata , e ss e fre io da c ivi li z açã o m ode rna; t oda s e ssa s pre nda s de veriam s e r e xc luí da s da m oda por s e re m pre judi cia is à boa re spi ração. J á e xpl ic a m os que a c aixa t orá cic a é um a e spé cie de fol e e sponj oso a tra vé s do qua l fl ui e re flui o a r c om um a c ons tâ nc ia infa ti gá vel e que c ada um dos m il hõe s de poros de pe le , é um orifício de ent ra da e saída dos ele m ent os que produz em o progre sso vi ta l. E sse fol e é form ado de á tom os vi ve ntes, c ada qua l inde pende nte e m s e us própri os t ra ba lhos , poré m todos s uj eitos a um c ent ro m otor. S ua s dua s c la sse s de re spi ração s e c om plem ent am no fí sic o e no m ent al e a o m esm o te m po s ã o infl uencia da s por c ondi çõe s m ent ais e fí sic as. L ogo, o H OM EM É CO NFO RM E RE SPIRA E RE SPIRA CO NFO RM E É . O ri so, o s us piro e o pra nto s ã o trê s m oda lida de s de re spi raçã o, de m ane ira que a a le gri a, a e spe ranç a e o pe sa r infl uem pra ti c am ent e na m ane ira de re spi rar e e sta m ane ira int ere ssa o c orpo fí sic o, o c orpo da alm a e o do e spí rito. E xi ste m m ui ta s e nfe rmida de s que de ixa m m arc as na m ane ira c om o s e re spi ra, e a ssim te m os a Re spi ração E nt recort ada que s e proc essa c om um a a spi ração e nt re cort ada e um a e xpi raçã o t am bé m ent recort ada , o que é indí cio de tube rculos e pul mona r. A ss im ta m bé m te m os a RE SPIRA ÇÃO SIN CO PA L, A RE SPIRA ÇÃO M EN IN GÍT ICA , A RE SPIRA ÇÃO CE REBRA L, e tc .; toda s e la s de mons tra m que o fol e t e m no a r o ele m ent o e nergé tic o que sus te nt a a vi da. 79 - O hom em , a o re spi rar, nã o ins pira s om ent e o oxi gênio, o ni trogê nio e o c arbono, e tc ., a que fi zem os re ferênc ia , poi s e ste s c om pone ntes nã o pode m m ant er a vi da . N o a r e xi ste o A LEN TO D A V ID A, que foi s opra do na s na rina s do hom em , de le fa zendo A LM A V IV EN TE . E ste a le nt o é um a e spé cie de e ne rgi a pri mári a que c oe xiste c om a l uz , a e le tri cida de, e nc he os e spa ços int erm olecul are s e a li m ent a a vi da indIvi dual do s e r vi vo. E sta e ne rgi a c ha mada pe los yogue s P RA NA, que a spi ram os no a r, te m dua s m oda li da des: pos itiva e ne gativa . A s proporç ões que a ssim ila m os dos e fl úvi os pos iti vos e ne gati vos e stã o c ondi ciona dos pelo m eca ni sm o de nossa s na rina s. A fos sa na sa l di re ita do hom em (na m ulhe r é a e sque rda) a ss im ila e ne rgi a pos itiva , e nqua nto que pe la e sque rda (na m ulhe r, a di reit a ) a ssim ila a ne gati va . E m c ada 24 hora s a 91
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re spi ração fl ui a lte rna dament e pe la s fos sa s na sa is , fe cha ndo-s e por s i m esm a um a e nqua nto s e a bre a out ra; e m c ondi çõe s norm ais e sta m uda nça s e ve rifi ca de hora e m hora . E sta m uda nça foi c om prova da c ie nt ifi ca m ent e e o e studa nte ta m bé m o pode c om prova r, c ol oc ando um e spe lho de ba ixo do que ixo e e xpi rando pe lo na riz, ve rifi cará que o a le nt o de um a na rina em ba ça o e spe lho m ais do que a out ra, qua ndo e stá e m pl ena funç ão. N este c urs o e le m ent ar nã o pode mos de se nvol ver m ais o e studo da s propri eda des da E N ERG IA V IT AL; a que le s que qui se re m a profunda r m ais o s e u c onhe cim ent o, pode m fa zê -l o e studa ndo a obra ‘A S CH AVES D O RE INO IN TE RN O O U O CO NHECIM EN TO D E S I M ESM O’ t raduz ida e e di ta da pe la F RA TE RN IDADE RO SA -CRU Z. 80 – Cha ma-s e c apac idade r e spi rat ór ia , a qua ntida de de a r que pode re cebe r os pul mõe s a o fa zer-s e um a i ns piração profunda . M ede -se e sta c apa cida de por m eio de um a fi ta m étri ca pa ssa da a o c ont orno do pe ito por ba ixo da s a xi la s e nqua nto s e fa z um a IN SP IRA ÇÃO profunda , de poi s t orna -se a m edi r pe lo m esm o l uga r a o fa ze r um a e xpi ração fort e. Ca da c ent ím etro e m eio e qui vale a um l it ro de a r. E m um a pe ss oa norm al a di ferenç a de ve s e r de oi to c e nt ím etros que i gua la m a c inc o l it ros de a r. N o e nt ant o a m aiori a, por nã o te r re cebi do a e duc aç ão fí sic a na infâ ncia e na j uve ntude , t e m a c apa cida de re spi ratóri a i nfe rior à norm al, e i s to os pre dispõe à t ube rculos e pul mona r. P ode c ada um , por m eio do e xe rcíc io re spi ratóri o, c he gar à c apa cida de norm al, pra ti c ando e xe rcíc ios re spi ratóri os c ie nt ifi cam ent e pre parados e a cons elha dos pa ra a s ua i da de . M AS P A RA Q UE O E FE IT O S E JA CO MPL ET O E P E RF EIT O, D EV E O E ST U DAN TE T E R A NTE SI TRÊ S D EV ERE S D URA NTE A S PRÁ TICA S RE SP IRA TÓ RIA S: 1.°) CO NHECIM EN TO . 2.°) RE ALIZ AÇÃ O. 3.°) V IS UALIZ AÇÃ O. O s e xe rcíc ios dos pri meiros c urs os de A M ED ICIN A U NIV ERS AL dos gra us a nt eri ore s, t e nde m a m elhora r a s a úde do a spi rant e, fí sic a, a ní m ic a e m ent al. D ura nte o pri meiro a no de ve a dqui rir c onhe cim ent os ; o CO NHECIM EN TO c ons is te e m form ar um a im age m do que s e que r. D aqui lo que nos a gra da de sfrut ar e m re alida de ! Q ua ndo e sta im age m for s ufi cie nt em ent e c la ra , e ha ja t e m po e l uga r pa ra s e proc ede r, e nt ão s e pode c am inha r pa ra a RE ALIZ AÇÃ O. A RE ALIZ AÇÃ O de pende da i ns is tê nc ia c om que o s ubc onscie nt e re vi va no c ons cie nt e a s idé ia s e a urgê ncia pa ra ve r um a c oi sa re aliz ada . A V IS UA LIZ AÇÃ O é ve r m ent alm ent e nos sos de se jos e m im age ns dura nte a ins piração e re te nç ão do a r nos pul mõe s. D are mos um exe mplo: um a de bilida de bronqui al c ura -se de sta m ane ira . 1.°) F orm ar a im age m dos brônqui os e V IS UA LIZ Á-L OS s ufi cie nt em ent e; pa ra ta l obj etivo, de ve-se e xc lui r da m ent e toda s a s idé ia s a lhe ia s a e sta prá tic a. 2.°) A spi ra r e re spi rar c ons cie nt em ent e e s e nt ir a urgê ncia e a fé de que os brônqui os s ã o E N TID AD ES IN TELIG EN TE S e que obe dece m a o m anda to be néfico do E U S O U. 3.°) V is ua liz a r dura nte a ins piração, que a E N ERG IA V IT AL e stá pe netra ndo pe la s na rina s e va i di reta m ent e a os brônqui os c om o s a ngue (porque qua ndo a m ent e c onc ent ra o pe nsam ent o num órgã o do c orpo, o s a ngue a code a e sse órgã o), li m pa -o e a E N ERG IA V IT AL o vi ta liz a. D epoi s de sta s e xpl ic aç õe s, da rem os os e xe rcíc ios ne ce ss á ri os pa ra fort ifi car e m ant er a saúde nos trê s c orpos do hom em . O s e xe rcíc ios re spi ratóri os di ta dos nos gra us a nt eri ore s s ã o urge ntes e ne cessá ri os pa ra acum ular o m agne tis m o no e studa nte. 92
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D epoi s de c ert o te m po, de vemos pra ti c ar e ste pode r inge nte e m prol do nos so próxi mo. A nt es de c a da e xe rcíc io é ne cessá ri o RE PE TIR os e xe rcíc ios da pri meira liç ã o e e m segui da pa ssa r a o pre se nt e. 81 – P rim eiros exe rcíc ios . 1.°) E m loc al ve ntila do, c orpo e re to e nu da c int ura pa ra c im a, pé s junt os e bra ços c aídos a os l a dos do c orpo. 2.°) F azer um a re spi ração l e nt a e profunda , a o m esm o t e m po e m que s e l e va ntam os bra ços pa ra o a lto a té j unt ar a pa lm a da s m ãos s obre a c abe ça a té que s e t oque m no pre cis o m om ent o e m que t e rm ina a ins pira ção. O te m po da ins pira ção de ve s e r de 8 s e gundos ou 8 pa lpi ta çõe s do c ora ção. 3.°) Re te r a re spi ração dura nte 4 s e gundos ou 4 pa lpi ta ç õe s. 4.°) E xpi rar e xt ens am ent e dura nte 8 se gundos ba ixa ndo os bra ços à sua pri meira pos iç ão no pre cis o m om ent o de c onc lui r a re spi ra ção. 5.°) Ins pirar ra pida ment e pe lo na riz e em se gui da expi rar ta m bé m ra pida ment e pe la boc a. Q ua ntas ve zes? P ergunt arã o m uitos . A re spos ta é e sta : dura nte o di a, 20 ve zes é bom , 50 é m elhor, m as 100 ve ze s é m uito m elhor a inda . É pre cis o pra tic ar a té dom ina r a té cni ca. A o ins pirar é ne ce ss á ri o pe nsar que e stá vi ta liz ando todo o orga nism o ou a pa rte int ere ssa da e que a E N ERG IA V IT AL a code c om o um a t orre nte de l uz pe la s na rina s, c irc ul a e m t odo o c orpo, ou va i di reta m ent e à pa rte int ere ssa da . A o re te r a re spi raçã o, vi sua liz ar que a E ne rgi a e stá ope rando e de se nvol vendo o pode r ha rm ôni co no corpo e E N CH EN DO-O D E M AG NETIS MO BE NÉFICO . A o e xpi rar, pe nsar e m que t odo o orga nism o e stá e xpe lindo t udo o que é inde se já ve l de ntro de si. IM PO RT ANTE: E ste s e xe rcíc ios de ve m s e r pra ti c ados c om m ode ração a fi m de nã o c ans ar, a um ent ando-s e pa ulati na ment e di a a di a. Ca da s e ss ã o de e xe rcíc ios nã o de ve ir a lé m de 7 ve zes, pode ndo-se re petir de hora em hora se houve r necessida de. BE NEFÍCIO S D EST E E X ERCÍCIO : E nc he os pul mõe s de m agne tis m o e e ne rgi a vi ta l, vi ta li z a o fí ga do, ba ço, int estinos , brônqui os, a lvé olos pul mona res e c a pa cit a o a spi rant e c om um pode r magné ti c o e saudá vel. 82 – S egundo e xercíc io Com e ste e xe rcíc io s e m agne ti z a c om pleta m ent e o c orpo; de ve pra tic a r-s e t rê s ve ze s a o di a. P ela m anhã em jejum , antes do a lm oç o e ant es do j ant ar. 1.°) P os iç ão c om o na a nt eri or, ve rtic al e e rgui da. Ins pirar le nt am ent e pe lo na riz e l e va ntar os bra ços à m edi da que s e ins pira a té form ar um a re ta e nt re os m ãos e os om bros . 2.°) Re te r o a le nt o dura nte 5 s e gundos , m ove ndo ra pida ment e os bra ços pa ra t rá s; out ra ve z pa ra a fre nte a té c ol oc á-l os nova ment e na pos iç ão pri mit iva ; e ste m ovi ment o é fe ito dura nte os 5 s e gundos . 3.°) E xpi rar fort em ent e pe la boc a a o te rm ina r o m ovi ment o. 4.°) Ins pirar ra pida ment e pe lo na riz e e xpi rar ra pida ment e pe la boc a. 5.°) Ca da s e ssã o de e xe rcíc ios de ve ser fe ita 7 ve zes. E ste e xe rcíc io, a lé m de s a tura r de e ne rgi a vi ta l todo o c orpo, m elhora a s funç ões brônqui ca s, do e stôm ago, dos i nt estinos , de pura o s a ngue e vi ta li z a os pul mõe s e o c ora ção. E sta prá tic a de ve ser a com panha da da ment aliz aç ão e visua liz a ção. 83 – T erc eiro e xercíc io 93
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1.°) P os iç ão ve rtic al, a s m ãos a poi ada s na s c ade ira s. 2.°) Ins piração le nt a e profunda ment e pe lo na riz. 3.°) Re te r o a r o m ais te m po que pos sa . 4.°) Inc lina r o c orpo pa ra a fre nte, dobra ndo-o na a ltura da c int ura m ant endo os pé s fi rm es, fa ze ndo a e xpi ração l e nt am ent e pe lo na riz. 5 .°) V ol ve r o c orpo à pos iç ão ve rtic al c om um i ns piraçã o profunda t a m bé m pe lo na riz. 6.°) Inc li na r o c orpo pa ra trá s, c om os pé s fi rm es, fa zendo a e xpi ração pa usada ment e. 7.°) V ol ve r o c orpo à pos iç ã o ve rtic al e ins pirar profunda ment e. 8.°) V ol ta r o c orpo pa ra a di reita e e xpi rar. 9.°) V ol ve r à pos iç ão ve rtic al e ins pirar. 10.°) V ol ta r o c orpo pa ra a e sque rda e e xpi rar. 11.°) V ol ve r à pos iç ão ve rtic a l e re spi rar ra pida ment e, i ns pirando pe lo na riz e expi rando pe la boc a. E ste e xe rcíc io a uxi lia a funç ão dos i nt estinos , do fí ga do e dos ri ns , fort ifi cando-os e vi ta liz ando-os . Q ua rto E xercíc io. 1.°) D eita do na c am a ou no s ol o, ins pirar profunda ment e. 2.°) Re te r o a le nt o o t e m po que pos sa . 3.°) E nqua nto s e re té m a re spi ração, junt ar a s pe rna s e le va ntá-l as pe rpe ndi cul arm ent e e m di reção a o teto. 4.°) Ba ixa ndo a s pe rna s, e xpi ra-se pe lo na riz. E ste e xe rcíc io fort ifi ca os órgã os i nfe riore s do c orpo, a juda a e lim ina r os de tri tos do i nt estino gros so, e nche de magne tis m o os pés e as pe rna s da ndo-l hes forç a e re sis tê nc ia . T odos e sse s e xe rcíc ios norm aliz am a c apa cida de re spi ratóri a e s e rã o os m elhore s pre se rva tivos c ont ra a tube rculos e, a gri pe e de mais infe cç õe s pul mona res. A o fi m de um m ês de sta s gi ná stic a re spi ra tóri as, de ve m edi r-s e nova ment e o pe ito c om o já foi indi cado pa ra ve r de qua nto a um ent ou a c apa cida de re spi ra tóri a. S e e xc ede r de trê s lit ros , o e studa nte já pode pe rtenc er a o ‘CU RSO D E M AG NETIS MO P RÁ TICO ’. S e nã o, de verá pra ti c ar dura nte out ro m ês. IM PO RT ANTE – Ca da c ent ím etro de c apa cida de re spi ratóri a a um ent a a á re a da a ura e a s ut il ida de vi bra tóri a. O e studa nte be m de se nvol vido te m um a a ura que brilha a vá rios m etros de distâ nc ia . C ap ítu lo V III A M EN TE E A MED IC IN A U NIV ER SA L 84 – O c ará te r i nfl ui na s a úde , e a c ons tit ui ção orgâ nica i nfl ui no c ará te r: vi rtude s e ví cios c ons tit ue m o te m pe rament o ps íqui co do hom em . A ssim c om o a s e nfe rmida de s do c orpo re pe rcutem no â ni m o, a ssim ta m bé m a s e nfe rmida des do â ni m o tê m s ua re pe rcus sã o no c orpo. S e o hom em pude sse ve r os e fe itos que produz em a c ól era , o ra nc or, a i nve ja e a pa ixã o, fi cari a horrori zado a nt e o e spe tá cul o a pre se nt ado pe lo se u c ora ção, e stôm ago, fí ga do e de mais gl ândul as, e nt regue s a t ã o ba ixa s pa ixõe s, e e le s e c onve rteri a num S ant o e 94
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nã o t orna ria a c om ete r t ais fa lta s dura nte a sua vi da. O s ví cios pe rturba m a ativi da de norm al da s c é lul as, m ata ndo gra nde qua ntida de de la s e fa zendo do hom em um e sc ra vo da e nfe rmida de, s e r vi rtuos o é s e r s im pl esm ent e norm al e na tura l, e nã o c om o c rê em a lguns que é s e r um S ant o. P ara s e r vi rtuos o é pre cis o pe nsar, a ns ia r e pra tic ar um a vi rtude que s upl ant e os efe itos e a s c ons eqüê ncia s do ví cio ou da paixã o dom ina nte. P ara de sa rra iga r um ví cio e a dqui rir um a vi rtude ou um há bito bom , é ne cessá ri o o c onc urso da vont ade , do e nt endi ment o e da m em óri a, pa ra re aliz ar o int ent o. A V ont ade , é ne ce ss á ri a pa ra pre se rva r o e m pe nho. O E nt endi ment o, pa ra c onhe cer o que fa vore ce e o que pre judi ca. A M em óri a é pa ra re corda r a s fune sta s c ons eqüê ncia s que nos a dvi era m do ví cio. 85 – P ara e lim ina r um ví cio ou ve ncer um a pa ixã o, é pre cis o e vi ta r a t e nt ação ou a s c irc uns tâ nc ia s que cons tit ue m o a mbient e propí cio. U m ví cio pri vado de s e u a m bient e m orre rá. O pode r a ut o-s uge sti vo da im agi na ção, do e ntendi ment o e da mem óri a nos im pul siona rá à prá tic a pos itiva da ans ia da vi rtude . A a ut o-s uge stã o c ons is te e m c ul ti va r a vi rtude c ont rária a o de feit o, e xe mplo: o ví cio da c ól era c om bate -s e c om a pa ciê nc ia . P ens ar e m pa ciê nc ia , e vi ta r a ne dot as e m urm uraçõe s a ssim c om o a s pe ssoa s que a s i nve ntam , re fre ar a l íngua e s uport ar um a fra se m ort ifi ca nt e; t oda s e sta s pre cauç ões pa ra a dqui rir a pa ciê nc ia da rão a re form a do c ará te r e o a um ent o da s a úde . É por e ste m ot ivo que ins is tim os na e duc açã o da c ri anç a; e m gra var e m s ua m ent e a s vi rtude s que form arã o se u c ará te r e que pe rdura m a vi rili da de, e lim ina r de sua c ons ciê nc ia s upe rstiç õe s c om o o a zar do núm ero 13, ou vi aja r ou c asa r na te rç a-fe ira , o pa ssa r por debaixo de um a e sc ada , be m c om o ac re dita r no pode r da s bruxa s e e m m il out ras boba gens. 86 – A a ut o-e duc aç ão ou a ut o-s uge stã o nos a dul tos e na s c ri anç as nã o s igni fica s uge stã o ou hi pnot is m o. N unc a s e de ve c onfundi r um a c oi sa c om a out ra. D e hi pnot is m o e s uge stã o, t e re m os um c urs o a pa rte. E ste s doi s ra mos da m agi a s ã o c om o um a a rm a de doi s gum es. N ão s e rve m pa ra e duc ar a vont ade , a inda que s ã o m uito prove it os as pa ra c ura r e nfe rmida des e ví cios . 87 – A a ut o-e duc ação é o s a udá vel e fe ito produz ido na m ent e e no c orpo do i ndi víduo pe la a ção da vont ade c om bina da c om o s a be r e s e rvi da pe la i m agi na ção. O s pa is de vem s e r os pri meiros e duc adore s da s c ri anç as, m as s e os pa is nã o fore m e duc ados , na da pode m e spe rar dos fi lhos . É de sde o na sc im ent o a té a os s e te a nos que s e pre param os a li c erc es do e di fício da vi da . T odo o há bito bom a dqui rido dura nte a i nfâ ncia pe rdura rá por t oda a vi da . Ca da a spi rant e de ve bus car todos os s e us há bitos vi cios os e a not á-l os num pa pel, e e nt ão a cudi r à a ut o-s uge stã o c uj os fa tore s s ã o a vont ade , o c onhe cim ent o e a i m agi na ção; é pre cis o a ta car c ons cie nt em ent e a caus a, a ra iz do há bito vi cios o. 88 – A obra int itul ada ‘E u S ou’ c ont ém todos os e xe rcíc ios de que ne cessita o a spi rant e pa ra t odo o a no. Re com enda mos e sta obra por s ua ut ilida de e porque a juda m ui to a t odo a quele que busca o c am inho do S UPE R-H OM EM . N o c aso de não pode r obter a cita da obra , darem os a segui r cert as re gra s e ins truç ões pa ra sere m segui das. 95
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P ela m anhã ao de spe rtar e ant es de le va ntar-s e da c am a, na que le la ps o de s onol ênc ia , le m bra r o pri meiro de feito que a not am os no pa pel de poi s da que le e xa me de c ons ciê nc ia . Q ual foi o de feito? Foi a ira ? E ntão m ãos à obra . Re petir e sta fra se pe lo m enos 50 ve zes; E U S O U A P A CIÊ NCIA , E U S O U A P A Z N A M EN TE E N O CO RAÇÃ O. D epoi s de te rm ina r e sta s a fi rm aç õe s pode le va ntar-s e e e xe cut ar os demais e xe rcíc ios . 89 – Nunc a s e de ve e m pre gar fra se s l onga s, ao cont rário, qua nto m ais c urt a é a fra se t a nt o m ais e fi caz e la é . M as é pre cis o pe nsar, im agi na r o s igni ficado da fra se a o re pe ti -l a. V is ua liz ação e im agi na çã o, s ão os fatore s i ns ubs tituí ve is da afirm aç ão. N ão s e de ve pul ar de um de feito a o out ro, a o c om eça r pe la i ra ; é pre cis o dom iná -la c om pa ciê nc ia e s e gui r a té o fi m , a té s e nt ir um e fe ito pos it ivo. D ura nte o di a é pre cis o re pe tir a a fi rm aç ão se m pre que se pos sa . À noi te a o de ita r-s e re pe ti r a a fi rm açã o s e gui dament e a té s e a dorm ece r. T oda s a s ve zes que o obj eti vo s e e sc apa da m ent e de ve-se t ra zê-l o nova ment e a o c ent ro da c onc ent ração. Com um a de dicação c alm a e c ont ínua a e ste t ra ba lho, a ntes de um mês produz -se um belo re sul ta do. 90 – D epoi s do tri unfo obt ido na pri meira ba ta lha , out ras vi tóri as vi rão. A gora bus que mos out ro de feito. É o t e m or, o m edo? A firm ai re pe tida ment e: E U S O U D EU S E M F O RM A CO RPÓRE A, E U S O U V A LO R! E U S O U A M OR, E U S O U F O RÇA , s e nt indo e re pe tindo c ons cie nt em ent e o que di z. A nt es de um m ês o a spi ra nte s e nt irá a que le va lor i nve ncíve l que e li m ina rá de s ua m ent e e de s e u c ora ção, todo o te m or que o e nfe rmava e a pouc ava o â nim o. A ssim suc ess iva ment e s e vã o eli m ina ndo t odos os de feitos e ví cios . D e na da a di ant ará re pe ti r toda s e sta s a fi rm açõe s c om o um a l iç ã o de cora da; o que é ne ce ss á ri o é te r a c om pleta c ons ciê nc ia do s igni fica do da s pa la vra s pa ra que s e ja m a e xpre ssã o do pe nsam ent o e do s e nt im ent o. D esta m ane ira pode -se t ra ns mutar o pe ssim is m o e m ot im is m o; o e goísm o e m altruí sm o. 91 – O hom em nã o é puro E spí rito, ne m pura m até ri a, ne m s om ent e c orpo. O H OM EM É E SPÍRIT O, M AN IF EST A DO N UM CO RPO P O R M EIO D A A LM A. L ogo, é pre cis o c ui da r a o m esm o te m po de c orpo, da a lm a e do e spí rito, proc urando s e gui r a s norm as da a lim ent aç ão, da re spi ra ção e da m ent e, porque nã o e sta ndo sã o de c orpo, t a m bé m o nã o pode rá e sta r da a lm a e do E spí rito. O pe nsam ent o s us te nt ado c onve rte-s e e m a çã o. P ens ando c ontinua ment e no m esm o obj eti vo, a caba remos por vê -lo re ali z ado e m ação pos itiva . E ste é o obj eti vo da s a firm açõe s ot im is ta s e da aut o-s uge stã o prove itos a. A prá tic a e fi caz da a ut o-s uge stã o ou a ut o-e duc ação re que r e spe cia lm ent e a te nç ão. A A TEN ÇÃ O do e spí rito e m F A ZE R BO M U SO D OS S E N TID OS A F IM D E A DQU IRIR N OÇÃ O E XA TA D AS CO ISAS. A M ED IT AÇÃ O c ons is te e m fi xa r o pe nsam ent o e m um a idé ia ou obj etivo pa ra c om pre endê -lo s e m a luc ina çõe s ou e rros . A RE FL E X Ã O é o Re flexo do E spí rito s obre a s i dé ia s a dqui rida s por m eio dos se nt idos , pa ra re duz ir nova s idé ia s prove itos as s e m a m edi ação dos m esm os . E nt ão; a a te nç ão, a m edi ta ç ão e a re flexã o, sã o a s ope raçõe s ne ce ss á ri as pa ra a lc anç ar a c onc ent raçã o m ent al, pa ra a e fi ciê nc ia da a ut o-s uge stã o. P ara s e obt er um a boa c onc ent ra ção, é ne cessá ri o fort ale ce r o c orpo fí sic o, o c orpo da a lm a e o c orpo do E spí rito. 96
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F ort ale ce-s e o c orpo fí sic o c om o a lim ent o a de qua do, c om a re spi ração pe rfe ita , c om os e xe rcíc ios gi ná sti c os e s obre tudo c om os bons pe nsam ent os e os bons c os tum es. É ne ce ss á ri o pra tic ar; poi s de na da va le ri a le r e ste c urs o, ne m m esm o toda s a s obra s da ps ic ol ogi a t ra ns cende ntal, s e m pra ti c ar s e us e ns ina ment os . T orna -se i m pe rios o P RA TICA R t udo qua nto de ixa mos e xpos to s obre a a lim ent açã o e re spi ração, a fi m de que o c é re bro s e ja o órgã o e fi caz da m ent e. Q ua ndo o e stí m ulo ve m do e xt eri or, c om o, por e xe mplo, um e spe tá cul o vi stos o, um a lim ent o s a boros o e tc ., o de se jo forç a a vont ade pa ra e xe cut ar s e u m anda to que s e rá a a qui siç ã o da c oi sa de se ja da ; m as a a ut o-s uge stã o re que r que o e stím ulo na sç a do i nteri or e não provoc ado por i nfluênc ia s e xt eri ore s. 92 – A c onc ent ração É A BA SE F U NDA M EN TA L P A RA CH EG AR À M ETA . É A Ú NICA A RM A D O M ÉD ICO , S A CE RD OTE E M AGO P A RA CH EG AR A S U PE R- H OM EM . A CO NCE NTRA ÇÃO É U M A A RT E D IF ÍCIL , M AS É IN DIS PE N SÁ V EL E U RG EN TE . S E M CO NCE NTRA ÇÃO P E RF EIT A N IN GU ÉM P O DE IR A DIA NTE N EM N OS N EG Ó CIO S N EM N O T RA BA LH O. A c onc ent ração te m que s e r de se nvol vida ; é c onve nient e c om eçar por s im pl es e xe rcíc ios de a te nç ão, m edi ta çã o e re flexã o, pra tic ados di ari am ent e sobre um obj eto qua lque r. P re ve nim os de a nt em ão que e ste e xe rcíc io nã o é na da fá cil, por nã o te rm os nos sa m ent e e duc ada ; e la gos ta de s a lta r de um pe nsam ent o a o out ro e por ta l m ot ivo s ã o m uito ra ros os que c ons egue m um a c onc ent ração pe rfe ita . M as a que le s que t ive ram boa vont ade e s e gui rem a nos sos cons elhos , serã o re com pensados por e ste pe que no e sforç o. S e por e xe mplo ol ha mos um lá pi s de e sc re ve r, obj eto c om o qua l já e sc re ve mos vá rias ve ze s, e , c onc ent ramos ne le a m edi ta ção e a re flexã o, a ssoc ia m os a i dé ia do gra fite e da m ade ira . O que é o gra fite ? D e onde s e obt eve ? Com o s e obt eve ? Com o foi fa bri cado? Q ue m o fa bri cou? P ara qua ntos fi ns s e rve ? Com o s e ut il iz a ? P ara o be m ou pa ra o m al? E s e o a spi rant e qui se r a dqui rir o bom c os tum e de pe gar um pa pel e ne le e sc re ve r a s idé ia s que vê m à s ua m ent e, form ará um tra ta do e D ESCO BRIRÁ O M AIO R D OS M ISTÉRIO S Q UE É : A P A RT E E ST Á N O T O D O E O T O DO E ST Á N A P A RT E. P orque c om eç ando pe lo gra fite , va mos a ssoc ia ndo a e le um a s é ri e int erm iná vel de c oi sa s que nos le va m fi na lm ent e a o E spí rito, À DIV INDA DE, A O CE NTRO , À FONTE. 93 – D EV ERE S E PRÁ TICA S D O IN TEN DEN TE D OS E DIF ÍCIO S. a ) Cont inua r com os exe rcíc ios re spi ratóri os indi ca dos ant eri orm ent e. b) É ne cessá ri o pa ra de se nvol ver a s fa cul da des m ent ais por m eio da nut rição c ere bra l, ve rifica r o s egui nte que é m uito s im pl es, a o de it a r-s e e ant es de leva ntar. D eita do, c ol oque a s pe rna s e m pos iç ão m ais a lt a que o tronc o e o tronc o m ais a lto que a c abe ça , form ando um â ngul o de 45° gra us, que pode obt er-s e a poi ando os pé s c ont ra a pa rede , ou um a m esa , e tc ., e c ol oc ando um a a lm ofa da de s ufi cie nt e a lt ura de baixo da c int ura ou re gião s acra . N esta pos e, fa ze r de z e xe rcíc ios re spi ratóri os profundos e rí tm ic os , c om o foi e ns ina do a nte. E ste e xe rcíc io s ó pode s e r fe ito t rê s hora s de poi s, ou a nt es de c om er. A o l e va ntar-s e de poi s do e xercíc io, de ve-se fa zê-l o l ent am ent e. E ste e xe rcíc io a um ent a a nut rição do c ére bro e re vita li z a os c ent ros que di rige m da c abe ça a a tivi da de vi ta l de todo o orga nism o, c ont ribui pa ra o fort ale c im ent o dos s e tore s 97
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que de se nvol vem a s fa cul da des e te m o m ec ani sm o a tra vé s do qua l c um prem a s s ua s funç ões. c ) M uitos s e que ixa m de fra ca m em óri a, e de que nã o pode m a pre nde r na da, pe gam num objeto e logo s e e sque cem onde o pus era m. P ois l he s di remos que os exe rcíc ios da c onc ent raçã o m enc iona dos a nt eri orm ent e e e ste s pa ra a nut rição do c ére bro, pode m re cupe rar s ua m em óri a e vi ta liz a r m uita s fa cul da des do c orpo e do Espí rito. C ap ítu lo I X A R ELI GIÃ O D OS S ÁBI OS 94 – CRO NO LO GIA O espí rito a ge sobre a m até ri a c om o pode r ati vo. A ação do E spí rito s obre a m até ri a a di vide em dua s e spé cie s: ÍG NEA e S ÓLID A. 98
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A e spé cie ígne a ou CA LÓ RICA re cebe , di reta m ent e, a E ne rgi a do E spí rito e a c om uni ca a o s ól ido. P or e sta a ção o a rdor e o c alor dã o a o s ól ido um a form a pri mári a: A F O RM A G ASO SA . A pri meira pe rda de calor fa z c om que os ga se s s e t ra ns form em em líqui do. N a s e gunda pe rda de c alor, o l íqui do t om a a form a de nsa e opa ca, c ara cte rí sti c a dos m ine rais , c om menos calor e menos capa cida de pa ra se l oc om ove r. O c alor, re cebe ndo di reta m ent e m ovi ment o do E spí rito, foi de stina do a s e r a A LM A da pa rte ou porç ão da m até ri a-form a; a ss im c om o o E SPÍRIT O É A A LM A da m até ri a i nt egra l. D esde o m om ent o e m que o E spí rito e a m até ri a s e U NEM , c om o obj etivo de ge rar o U ni ve rso, tra ba lha m c om o um s ó IN FIN ITO; c om o o e spos o e a e spos a a ge m c om a fi na lida de de reproduç ão hum ana . D esde e sse m om ent o, o E spí rito e xi ste na m até ri a; poré m, nã o te ndo m ani festa çã o di reta , s ua exi stê nc ia s e a cha em E ST A DO L ATEN TE. S e o E spí rito nã o s e m ani festa di reta m ent e é porque e sse e m bri ão do U NIV ERS O a inda nã o ha via c he gado s e nã o a o pri meiro gra u da e sc a la infi nita do progre sso. E ss e e m bri ão a inda nã o ha via podi do produz ir um IN ST RU MEN TO M ATERIA L P E RF EIT O c om o o H OM EM , pa ra que , por s e u int erm édi o, o E spí rito pos sa a gi r pa rcia lm ent e, m ais di reta m ent e s obre a m até ri a. É pre cis o um a s é ri e de tra ns form açõe s pa ra que e sse s fa tos s e ja m c ada ve z m ais út eis , a té a lc anç ar a gra nde fina li da de que é a esc ala da Perfe iç ão IN DEFIN ID A. E ST A F IN ALID ADE O U E ST E O BJ ET IV O É A O RG ANIZ AÇÃ O P RIM ÁRIA D O H OM EM . 95 – N OTA S E SCL ARE CE DO RA S. P ara que nos sos e studa ntes c om preenda m e sse s fa tos , é ne cessá ri o a cla rá -los c om o e studo do á tom o e sua s l eis . S abe -se que o átom o é a m enor pa rtíc ul a da maté ri a. A c iê nc ia o estuda , se gundo se us e fe itos e o de fine de acordo com a sua c om pre ens ão. A CIÊ NCIA A RCA NA O U O CU LTIS TA , de sde m ilê ni os , e ns ina , a nt es da c iê nc ia ofi cia l, que : ‘T odos os e le m ent os da m até ri a, no Cos mos , c om põe -se de á tom os e , por e ste m otivo, form ou esta gra nde Lei. – ‘T UDO É U NO’. A di fe renç a e nt re um a e spé cie de m até ri a e out ra c ons is te na qua lida de do núc le o que vive em seu c ent ro. A c iê nc ia m ode rna nos e ns ina que o á tom o, a pe sa r de s ua pe que nez, a inda s e c om põe de várias out ras pa rtes, t ais c om o: 1.° - Ce rtas e sfe ras que pos sue m c arga s e lé tri cas pos itiva s e ne gati va s, a s qua is a c iê nc ia de nom ina ; e lé trons , prót ons e nê utrons . 2.° - U m núc le o int erno, o qua l é c om pos to de e sfe ra s, um as c arre gadas de e le tri cida de pos it iva , e out ras, ne gativa . E ssa s pe que nas e sfe ras s e a cha m uni das um as à s out ras P O R O IT O M IL HÕ ES D E V OLT S. Q ua ndo c om preende rmos que a luz e lé tri ca e sua pode rosa forç a ut iliz ada na fa bri cação da s m ara vilha s e xi ste nt es no m undo, a pe nas de se nvol ve pouc os m ill ivol ts , e nt ão pode rem os a va lia r o que s igni ficam os 8 000 000 de vol ts do á tom o. E ssa s e sfe ra s – bol has ou grâ nulos, se une m ent re si c om o pode r da forç a que prové m do núc le o i nterno. 99
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E ssa s e sfe ras ne gati va s e pos itiva s do núc le o int erno form am o c orpo do á tom o, e nqua nto os e lé ctrons e xt ernos , que s e a sse m elha m a os s a té lit e s ou pl ane ta s, gi ram na pe rife ria pa ra cons erva r o e quilíbri o. Ca da núc le o é c om pos to de e sfe ra s pos it iva s (P rót ons ) e ne gativa s (N êut rons ), poré m, a s e sfe ra s, e m c ada á tom o, di ferem um a da s out ras e m e le m ent o e núm ero, e E SSE É O SEG RE DO D A D IFERE NÇA ENTRE OS E LEM EN TO S N ATU RA IS. P or e xe mpl o: O núc le o do á tom o do H ID RO GÊN IO te m um s ó prót on e um s ó nê utron. O núc le o do á tom o do H ÉL IU M tem doi s prót ons e doi s nê utrons . O núc le o do á tom o do P ERÍL IUM tem qua tro prót ons e cinc o nê utrons . O núc le o do átom o CA RBO NO te m se is prót ons e se is ne utros , e ass im , s uc essiva ment e, a té a lc anç ar o E LEM EN TO 100 que foi de sc obe rto ul tim am ent e, c uj o núc le o c ont ém 100 prót ons e 100 nê utrons ; e nqua nto o U RÂNIO cont enha 92. D aí s e e nt ende que os e le m ent os s e form am pe la fus ão de á tom os, c uj a re uni ão form a a m até ri a c alóri ca e sól ida . Q ua ndo a c iê nc ia c ons egui r dom ina r e di spor do núm ero de e sfe ra s de c ada núc le o, pode rá e nt ão tra ns form ar um e le m ent o e m out ro e troc ar s ua na ture za e s e us e fe it os , ta l c om o a cont eceu e m 1919, qua ndo o s á bi o Rut herford m udou o O xi gê nio e m H idrogê nio, re gistra ndo-s e a ss im o pri meiro t riunfo do hom em sobre a m is te ri os a N ature za. Q UERE MOS CH AM AR A A TE N ÇÃ O D E N O SSO S A SPIRA NTES E L EIT ORE S P A RA CO MPRE EN DER Q U E O S U PE R-H OM EM , P O R M EIO D E S E U P O D ER M EN TA L, P O DE O BT ER G RA NDES E FE IT OS D OS E L EM EN TO S, S E M N ECE SSID ADE D E M UD AR A N ATU RE ZA D OS M ESM OS, P E LA L E I D A D ESIN TEG RA ÇÃ O E RE INTE G RA ÇÃO CH AM ADA D ESM ATERIA LIZ AÇÃ O. 96 – P ARA O HOM EM . D iz -s e que o hom em é o re i da c ri açã o e is so é um a re alida de, porque todo progre sso t inha por obj eti vo a ne ce ss ida de de pe rm iti r a o E spí rito e xpre ssa r-s e na m até ri a. S endo o hom em o gra u s upe rlati vo do progre sso, logi cam ent e de ve s e r o i ns trum ent o m ais a pt o à expre ssã o do E spí rito na maté ri a pa ra re forç ar a rapide z da Perfe iç ã o Inde fini da . 97 – L EIS D O P RO GRE SSO . A P erfe iç ã o Inde fini da é o cent ro de atra ção de todos os fe itos m ora is . D enom ina mos fe it os m or ais os a tos de ori gem e spi ritua l e fe itos f ís ic os os de c ará te r m ate ri al. N ew ton di sse : ‘A int ens ida de do pe so de um c orpo e stá na ra zão inve rsa do qua drado da s di stâ nc ia s, a o c ent ro de a tra ção’. A ss im , qua ndo o c orpo s e proj eta no e spa ço, de se nvol ve, no 1.° se gundo, a ve loc ida de de 10 metros ; no 2.°, se rá de 30 metros ; no 3.°, de 50 m etros ; no 4.° de 70 metros ; no 5.° de 90, etc ., e tc . L ogo, o c orpo, s ob a a ção de s e u pe so, pe rcorre um e spa ço na ra zã o inve rsa do qua drado da distâ nc ia ! A ss im s uc ede ta m bé m c om os fe it os m ora is do Be m, qua ndo s e pre cipi ta m no c am inho do progre sso; is to é , um a boa a ção pra tic ada hoj e prom ove trê s boa s a ç õe s pa ra o a m anhã ; c inc o pa ra o fut uro e a ssim s uc essiva ment e, e m um c re sc ent e proporc iona l a os núm eros ím pa res. M as, s e m e m ba rgo, por um obs tá cul o qua lque r, o fe ito m ora l pode e sta nc ar; poré m, s e m pre c ons egui rá rom per a ba rre ira pa ra re tom ar s e u c urs o na tura l, e m di reção à P erfe iç ão 100
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Inde fini da , c om um a ra pi de z t a nt o m aior, qua nto foi o t e m po que e ste ve re ti do a o c a m inho do progre ss o. (IS TO , E N ADA M AIS D O Q UE IS TO , O Q U E Q U ERE M D IZ ER A S CIÊ NCIA S E SPIRIT UAIS A O F A LA RE M D A L E I D A CA USA E E FE IT OS O U L EI CÁ RM ICA HIN DU). L ogo, e xi ste m dua s L eis : um a pa ra os fe itos m ora is , out ra pa ra os fí sic os . O s fe itos fí sic os e os mora is s ão pa rale los à m até ri a e ao E spí rito dos quais de riva ram. O s a tos m ora is e fí sic os s ã o fe itos uns pa ra os out ros; e le s s e c om pleta m e nã o tê m m ais que uma s ó L ei e um só obj etivo – A PERF EIÇÃ O IN DEFIN IDA 98 – O MOVIM EN TO O E spí rito E te rno, pa ra c om pleta r s e u obj eti vo e te rno, c om uni ca s e u m ovi ment o vi bra tóri o à m até ri a infi nita . (O E SP ÍRIT O É O P A I E A M ATÉ RIA É A M ÃE; U NEM - S E P ARA ENGEN DRA R O FIL HO , O UNIV ERS O, A EXIS TÊ N CIA EXPRE SSA ). O m ovi ment o, do pont o de vi sta dos infi nitos , nã o é m ais que a a çã o do E spí rito s obre a m até ri a, e m vi sta de um feito pa ra um resul ta do. P oré m, do pont o de vi sta dos s e re s fi ni tos , o m ovi ment o é tudo o que no U ni ve rso s e c ha ma forç a de ATRA ÇÃ O O U RE PU LSÃ O . P ropri am ent e fa la ndo, não exi ste a RE PU LSÃ O , porque e sta é fa lta de a tra ção e nã o é m ais do que um a F O RÇA N EG A TIV A. P or is s o, qua ndo doi s c orpos nã o s e a tra em , re pe le m -se. O m ovi ment o te m , pa ra a m ani festa ção s e ns íve l, o pode r de m uda r a form a e a pos iç ão dos corpos mate ri ais . E nt re ta nt o, doi s m ovi ment os igua is produz em c ont rape so e nt re s i; nã o t e rã o, pa ra a s e ns íve l m ani festa ção, um a t roc a na form a s obre o qua l a tua m. 99 – A IMOBIL IDAD E N ÃO E XIS TE O c ont rape so de doi s m ovi ment os igua is ou de a tra ção igua l, e m s e nt ido c ont rário, c ha ma-s e IM OBIL IDADE. L ogo, a Im obi li da de nã o e xi ste , porque e la é re sul ta do de doi s m ovi ment os que s e ne utra liz am . E ssa Im obi lida de ou e qui líbri o, re sul ta do de doi s m ovi ment os c ont rários , c ha ma-s e G RA VIT AÇÃ O. O pont o onde te rm ina o m ovi ment o e , por c ons eqüê ncia , s e ne utraliz a o e sforç o de doi s m ovi ment os opos tos , c hama-s e: CE NTRO DE G RA VID AD E. N ess e c ent ro de gra vida de, onde s e e nc ont ram a s forç as c ont rárias é onde s e põe e m e qui líbri o o c orpo m ate ri al, e m esta do de im obi li da de apa rente, ou G RAVIT AÇÃ O. T udo e stá e m G RA VIT AÇÃ O no U ni ve rso, porque c ada pont o é um c ent ro de G ra vida de ent re doi s m ovi ment os que se ne utra liz am . T odos os c orpos e nt ram e m G ra vita ção de vido a o m ovi ment o de a tra ção que e xi ste e m todos os corpos corre la ti vos . 100 – A TRA ÇÃ O E CO RRE LA TIV IDAD E. A N ature za toda e stá e m pe rpé tua dua lida de . T odos os s e re s do U ni ve rso tê m c ada qua l um ser pa rale lo que é o s eu c orre la tivo. D e t odos os sere s c orre la tivos ent re si, um é, e de ver s er o a ti vo e outro o pa ssivo. O s e r a tivo a ge s obre o pa ssivo, c om pleta ndo-o e da ndo-l he o m ovi ment o que nã o t e ri a s em ele . 101
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O s e r pa ss ivo s ofre a a ção do s e r a tivo e o a juda a c om pleta r o m ovi ment o que , s ó, nã o pode ria de se nvol ver. O s s e re s a tivo e pa ssivo s e c om pleta m , por pos suí rem propri eda des c orre la ti va s di am etra lm ent e opos ta s e fe ita s pa ra se a jus ta re m um as à s out ras. O s e r a tivo é a lto re le vo do pa ssivo, que é , logi cam ent e, o ba ixo re le vo ou s ua form a. O s c orpos c orre la ti vos e pa rale los s ã o s im pá tic os ; a o pa ss o que os di ssoc ia dos s ã o a nt ipá ti c os e se re pele m . O nde há corre la ti vi da de , há atra ção e vice-ve rsa. E xi ste c orre la tivi da de ent re o E spí rito e o t em po, l ogo há atra ção e ntre ele s. E xi ste c orre la tivi da de ent re m até ri a e o e spa ço, l ogo há atra ção e ntre ele s. E xi ste c orre la tivi da de e nt re E spí rito e m até ri a, e nt re o pos iti vo e o ne gati vo, e nt re o hom em e a m ulhe r, e ntre a alm a e o c orpo e tc ... l ogo há atra çã o e ntre ele s. E xi ste c orre la tivi da de e nt re a m até ri a c ande nte s ut il e a m até ri a s ól ida de nsa, logo há atra ção e ntre ela s. F ina lm ent e, e xi ste um a c orre la ti vi da de e nt re de te rm ina das form as de m até ri a e out ras, c om o obj etivo de produz ire m um re sul ta do, logo e xi ste a tra ção e nt re a s di ve rsas form as c orre la tiva s da m até ri a s ól ida . T am bé m há a m esm a a tra ção da s form as c orre la tiva s da m até ri a c alóri ca, porque nã o duvi damos da di visibi lida de da m até ri a c alóri ca e m m uita s form as. 102