PDF: Adonay

Descargar
Título: Adonay
Autor: Jorge Adoum
...
  • Title: Dr
  • Author: aa
  • Creator: Writer
  • Producer: OpenOffice.org 2.0
  • CreationDate: 2008-04-02T21:48:19-03:00
  • Pages: 294
Página 1
D r. JO RG E A D O UM ( M AG O JE FA ) A D ON AY N O VELA IN IC IA TIC A D EL C O LE G IO D E L O S M AG OS
Página 2
N O TA PR ELIMI NAR Má s d e v e in te a ñ o s h an tr an scu rrid o d es d e la p rim era e d ic ió n d e e s ta p arti cu la rís im a c re ac ió n d el d o cto r J o rg e E. A doum . Y a p es ar d e e se la p so p ued e a fi rm ars e, c o n a b so lu ta c erte za , q ue s u v a lo r fu ndam en ta l n o h a d is m in uid o y q ue la s s itu acio n es p la n te ad as a lo la rg o d e la tr am a m an ti en en u n a a ctu alid ad p le n am en te v id en te . L a r a zó n d e la p o siti va tr as cen den cia d el tr ab ajo d el d octo r A do um r a d ic a, e n s u sta ncia , e n q ue a l e s crib ir e s ta s p ág in as n o c o n ce n tr ó to da su g arra en la c o n str ucc ió n d e esc en as h ip o té tica s. Su in te nció n fu e e s b o za r u n e n orm e fr is o d e la h um an id ad c o n s u v aria d a g am a d e d o lo r y d ic h a, p la cid ez y g uerr a , e n fr en ta mie n to y c o nco rd ia , s ala cid ad y p ure za . C on e so s e le m en to s im pre scrip tib le s e n la r a za h u m an a tr azó l o s r a s g os c ab ale s d e é sta , s u n ovela in ic iá ti ca d el C ole g io d e l o s Ma gos. En el o rd en p ura m en te li te ra rio m uch as h an sid o la s v aria n te s p ro ducid as . Si n e m barg o , m ás a llá d e la fo rm a s u p erfi cia l, A D O NAY s ig ue s ie n do u na n o ve la d el p re sen te , s in ce ra , o bje ti va, v ita liza da p or la e sp ir itu alid ad d e u n a u to r q ue v iv ió s u s c o n vic cio nes y c o n vir ti ó a la fe e n u na g im nasia d ia ria d e e x p erie n cia c o nscie n te . El d o cto r A doum e sta mpó a sí s u r ú b ric a d e e le va ció n y e d ifi cació n s u bli m es.. . Y e s , p re cis a m en te , p or e sa lim pid ez d e m ir a s y s in cerid ad a lta men te m ora liza nte , q ue la Ed ito ria l K IER s e c o m pla ce e n r e ed ita r e l tr ab ajo d e u n h om bre q ue s u po r e n d ir s u te sti m onio c o n c alid ad y v ir tu d in d is cu tid as . L O S ED IT O RES PA RTE PR IMER A
Página 3
C ap ítu lo I L IB AN O ¿ Q ué e s e l L íb an o? Se gu ra m en te , q uerid o le cto r, m e c o nte sta rá s q ue e s u n p aís m on ta ñoso d el A sia Me nor, fa moso p or s u s c ed ro s y lim ita do a l O es te p or e l Me dite rrá n eo , a l Su r p or Pa le sti na, a l Es te p o r Si ria y a l N orte p or e l te rrito rio d e lo s A la u ita s. Se e xti en de s o b re u na s u p erfi cie d e 1 0.8 60 k iló m etr os c u ad ra d os, q u e la o cu p an 1 .0 00.0 00 d e h ab ita nte s. C ap ita l, B eir u t. Pe ro , a l m ag nífi co y e te rn o L íb an o n o s e lo d efi ne c o n u n c rite rio g eo grá fi co . N o s o n s u ficie n te s d ato s, s o bre la s itu ació n y e l te rr e n o, p ara d ecir lo q u e e s e l p u nto m ás h erm oso d el m un do y e l m ás e lo gia d o p or la Sa gra d a Es critu ra . El L íb an o, n o d esap are ció , c o m o c re en a lg uno s, c o n lo s p ro fe ta s D avid y Sa lo m ón. N o, e l L íb an o n o e s s ó lo e l n o m bre d e u na m on ta ña o d e u n p aís . Es u n a p ala b ra p o éti ca q ue e n cie rra u n in có g nito m urm ullo e n tr e s u s le tr as. L íb an o e s u n s en tim ie n to en el alm a, u n d es eo en el co ra zó n y u n p en sa m ie n to e n la m en te . Su c ie lo lím pid o y e l ju guete ar d e s u s a g u as cris ta lin as so n u n a alu sió n a la ete rn id ad y u na m ate ria liza ció n d el a m or, la b ell e za y la in sp ir a ció n. Su s c u m bre s a n cia n as y c an osas in sp ir a n u n s en tim ie n to d e r e sp eto . L a v erd u ra d e s u s c am piñ as —c om o la fi g ura d e u n n iñ o — p ro d uce p la cer y a le g ría . El c ed ro —e mble m a d e lo e te rn o— e s u na d eco ra ció n, u n a d orn o c o lo cad o p or la m an o d e l o s s ig lo s e n e l p ech o d el L íb an o. L lo ra e l in vie rn o y s u s l á g rim as s o n tr ocad as e n p erfu mad as p erla s c o n q ue s e a ta vía n l o s c am pos d el L íb an o. L a p rim avera , " a q uel D io s in vis ib le " —c om o la v is u ali zó e l m ara vil lo so á ra b e G ib ra n K alil G ib ra n — r e co rre e l m und o c o n la v elo cid ad d e u n v ia je ro , y a l lle g ar a L íb an o s e d eti en e p ara d es can sar y c o nvers ar c o n s u s s em eja n te s, lo s d io ses q ue r e vo lo te an p or a q u el c ie lo . Se o lv id a d e s u v ia je y p erm an ece a ll í c as i h as ta e l fi n d el v era n o. Pe ro c u an do le a caric ia e l h úm ed o v ie n to d el o to ño, d esp ie rta d el s u ave le ta rg o q u e le b rin dó e l L íb an o y v u elv e a r e an udar s u in te rru m pid o v ia je y s e a le ja ,, m ir a n do h acia a tr ás d e v ez en c u an d o. El v era n o d el L íb an o s acia lo s c u erp os h am brie n to s c o n s u s fr uto s —ú nic o s re za go s d e la ti err a p ro m eti d a— y e l o to ño e m bria g a a l a s a lm as s ed ie n ta s c o n e l v in o d el a m or. En s u s n o ch es, la s b ris a s r e su cita n lo s c an ta re s d e Sa lo m ón y e l a rr u llo d e la c íta ra d e D avid a l o íd o d e lo s e n am ora d o s y p oeta s. Po rq u e e l L íb an o e s la p atr ia d el a m or y la p oesía . So nríe e l d ía y s e d is ip a d el c o ra zó n to da a m arg ura y h ace d e l a v id a u na a le g ría e te rn a, c o m o n os a le g ra la s o nris a d e la m uje r a m ad a. L íb an o y la m ar s o n d os e n am ora d os q ue ju eg an
Página 4
c o n s u s c aric ia s e te rn am en te . El la e m puja d es d e e l h o rizo nte l a s o la s p ara m ezc la r la p la ta d e s u e sp um a c o n e l o ro d e la s a re n as d e é l, p ara u nir la m as a p la ti nad a d e s u s r izo s c o n e l c ab ell o á u re o d e s u e n am ora d o c o m o s i s e u n ie ra n e n u n b eso . El la , e n e l fl ujo , le a b ra za , y e n e l r e fl ujo —d olo ro sa a u sen cia d e q uie n es s e a m an —, le e s tr ech a lo s p ie s c o m o ú lti m a c aric ia y c o m o fi nal p ro te sta a la d erro ta . L íb an o e s la in sp ir a ció n d e lo s p o eta s, d e lo s m úsic o s y d e l o s p in to re s. L íb an o e s e l Pa ra ís o Pe rd id o d el m und o. C ap ítu lo II C O ST UMB RES LIB A NESA S En e ste c a p ítu lo , n o c en su ro n i a p ru eb o. Es e l le c to r e l q u e d es p u és d e le er e ste re la to —e scrito c o m o p or u n im parc ia l h is to ria d or—, e stá l la m ad o a c en su ra r o a p ro b ar. N o im porta lo q u e s e d ig a d e m í, p orq u e a l e scrib ir e sta o bra n o h e a b rig ad o n in g ún a n h elo d e g lo ria lite ra ria . L o h e h ech o p ara s acia r e l d eseo d e r e la ta r u na h is to ria d e la q ue h e s id o te sti go . A sí, p ues, e s te c a p ítu lo e s u n s eg u ndo p ró lo g o. Es la a n te sala d e l o s h ec h o s q ue v e n d rá n d esp ués. L a v id a d e lo s lib an eses e s u na c o pia d e la d e lo s p atr ia rc a s q ue d esfi la n p o r la B ib lia . L a p ala b ra d el p ad re e s u na le y y s e r e s p eta la v o lu nta d d el p rim ogén ito . C on e l a n u ncio d el n acim ie n to d e u n v aró n, lle g a a l h om bre d e L íb an o la a le g ría . Pe ro , a l c o n tr ario , la tr is te za s e r e fl eja e n e l r o str o d e to do s lo s fa m il ia re s c o n e l n acim ie n to d e u na m uje r. T al v ez e s u n r e sab io , u na h ere n cia g ra b ad a e n lo p ro fu ndo d e s u p sic o lo gía y le g ad a d e lo s á ra b es a n tig uos q ue e n te rra b an a s u s h ija s v iv as, a p en as s u s o jo s s e a b ría n a la lu z d e la e xis te ncia , p ara e vita r q ue la fa m il ia y la tr ib u s e m an ch ara n c o n s u d esh on ra . Pe ro , a u nq ue a n h ela n q u e e l s er q ue s e fo rm a e n e l s e n o d e la m uje r s ea v a ró n , s ab en a m arlo s i e s u na m uje r, ta mbié n c o m o h ere n cia o r e c u erd o d e la m ile n aria c o stu mbre d e a m ar a la m uje r. El li b an és e s in te li g en te y p ers p ic a z. Su le n gua e s tá d o ta da d e g ra n fa cili d ad p ara a p re n der o tr os id io m as , e n p o co ti em po . A m a a la m uje r. L a q u ie re n o c o m o a u n s er d éb il s in o c o m o a u n ig u al. A m bos e je c u ta n lo s m is m os tr ab ajo s. Y a m bos s o n g en ero so s. Ex ce p tu an do la s c iu dad es m aríti m as —l as q ue c o n ocen m ás v ia je ro s y e xtr añ os— e n L íb an o n o e x is te n h ote le s. C ad a c asa e s u n h ogar p ara q uie n n o lo ti en e. Y e ste
Página 5
s en tim ie n to d e a y u d a e n cie rr a e l d e p riv ació n : la m ad re y lo s h ijo s s e a b sti en en d e c u alq uie r c o sto so m an ja r p ara o fr ecé rs e lo a s u s h uésp ed es, q ue p u ed en v iv ir a l a m paro d e la h osp ita lid ad p or v ario s d ía s , s in p en sar e n e l m añ an a. En e l L íb an o n o e xis te la m en dic id ad . H an d esap are cid o d e s u e s cen ario l o s a cto re s d e la m is eria . L os m en dig os n o p ued en s er v is to s e n la s c a ll e s d el p aís . Y a n te la v is ta d e lo s lib an ese s h an d esap are cid o lo s ro str os h am brie n to s y lo s h ara p os d es h ech o s. N i a n g usti a d e h am bre , n i q u ejid o d e fr ío tu rb an la fe li c id ad d el p aís . Y s i v ie n e u n m en dig o d e fu era , u n h o m bre d e o tr as r e g io nes q ue v iv e d e la c arid ad , e s b ie n re cib id o c o m o c u alq uie r p ers o na l ib an es a. Pr eg un ta ro n a R esto m B aja , e x m uts arrif d el L íb an o: " ¿ Q ué ta l e s e l L íb an o?" Y él r e sp o ndió : "Si s e e xti ng uie ra e n e l L íb an o e l c le ro y la s c ab ra s s ería u n p ara ís o ". Po rq ue a p esar d e q u e e l lib an és a d ora s u in dep en d en cia , s e v e a llí ta mbié n la e te rn a e scla vitu d d e lo s h om bre s : e l p o bre e s e scla vo d el ric o ; e l p od ero so e stá s u je to a l g ob ern an te y e l g obern an te e s e scla v o d el s a cerd ote , q ue s e d ic e e l s erv id o r d e D io s e n la ti err a . ¡Q ue te dio d eb e s e n tir D io s c o n ta le s s erv id ore s y e sc la vo s! El li b an és o rd en a o p ro h ib e e l m atr im on io d e s u s h ijo s. El p ad re e lig e la q ue s erá e s p osa d el h ijo y la h ij a s e c a sa c o n e l e le g id o d e la fa mili a . N o o bsta nte lo s c a so s d e m atr im onio , b as ta nte n um ero so s, en lo s q u e la fe li c id ad n o fu e la c o m pañ era , e s r a ro e l m arid o q ue tr aic io na a la e s p o sa , y m ás r a ra a ú n e s la in fid elid ad d e la m uje r. Si é sta h a p erd id o s u h ono r, lo s ca sti g os q u e cae n so bre ella p ued en to mar p ro porc io n es g ig an te scas, p u die n d o c u lm in ar c o n la m uerte . Po rq ue s i a l h ab ita nte d e L íb an o s e le a b o fe te a u o fe nd e, p u ed e o lv id ar la o fe nsa y p erd on ar la b ofe tada. Pe ro s i s e tr ata d e s u n om bre y s u h on or, n i e l m is m o re y p u ed e e sca p ar a s u v en gan za . Su r e li g ió n e s la v e n d etta . Pe ro s i lle g a a p erd o nar, n in g una o fe nsa q ued a a rc h iv ad a e n s u m em oria . Es e l lib an és m uy im ita do r y s e a m old a fá cilm en te a la s c ara cte rís ti cas d el m ás fu erte . C ad a u no s e c re e c ap az d e to do, a u n que e n re a li d ad n o s ea c ap az d e n ad a. Es p or e sta p re te nsió n, p o r e ste s en tim ie n to d e s u v a le r, q u e n unca e s ta d e a cu erd o c o n s u c o m pañ ero . Si em pre e stá n e n p ugn a s u s i d eale s y c a ra cte re s, p o r lo q ue d ijo u n e scrito r: " L os lib an eses c o n vin ie ro n e n d is cre p ar" . T odo lib an és ti en e a lg o d e p oeta . Q uizá la p oesía d el p an ora m a o la d e s u g én ero d e v id a s e h a p ro yecta do h acia lo i n te rn o d el e sp ír itu ... El d octo r F ili p H atti , d ecía : "A nte la c asca d a d el N iá g ara , e l h om bre d el L íb an o p ie n sa c ó m o a ta car a l a c asc ad a c o n s u s v ers o s, m ie n tr as q u e e l a m eric an o p ie n sa c ó m o e x p lo ta rla ".
Página 6
Y a e s ta s c a ra c te rís ti cas d e lo s h ab ita nte s d e e sa ti err a , s e a m old an o e stá n a m old ad o s lo s s ir io s e n g en era l. C ap ítu lo III C O SA S DE TO DO S LO S DIA S L os h ij o s d e la c iu dad , d e la m etr ópoli p op ulo sa , s e h an o lv id ad o d e a q uella v id a h erm osa y s e n cilla d el a le ja d o p ueb lo . I g no ra n la v id a d e a q uello s c en tr os d im in u to s, fl ore cie n te s c o n l a s g ala s d e la p rim av era , c arg ad a e n e l v era n o, e n e l o to ño b rin dan d o la p olic ro m ía y e l a lb o ro to d e la s c o se ch as, y r e p osad a e n la c alm a n ostá lg ic a y n evad a d el in vie rn o. N o s ab en n ad a d e la v id a d e lo s p ueb lo s, v id a e n q ue la m ad re N atu ra le za s e p re sen ta m ás p eq ueñ a, c o m o s e p re sen ta e n e l i n fa nte la m is m a v id a d el a d u lto . El h om bre d e la c iu dad e s m ás r ic o q u e e l d el p ueb lo . Pe ro é ste e s m ás d ig n o q ue a q uél. El p rim ero e s e s cla vo d e la a m bic ió n y e l s eg u ndo e s h ij o d el d es in te ré s. A quél v iv e la v id a m ezc la d a c o n e l te mor y e l te dio , y é ste la b eb e lim pia y p ura , c o n tr an quilid ad y a le g ría . Es q u izá p o rq ue a lo s p u eb lo s n o s e h a a rra str ad o la o ru ga d el c ap ita li s m o m aq uin is ta , n i h an l le g ad o h acia e llo s lo s a g ita dore s p o líti co s. L le g ó la c alm a d e la n och e. Se a p ag aro n lo s c an dile s d e la s c as as d e N .. ., u n p ueb lo l ib an és d e d oscie n to s h ab ita nte s. Se e n gala n ó e l fi rm am en to c o n e l c o rte jo d e la lu na, r e in a d e la n och e, q ue d ejó c aer s u m an to a rg en ta do s o b re lo s o liv o s y m ore ra s . Y m ir ó o rg ull o sa a l a s n evad as m on ta ñas y lo s d em ás p u eb lo s v ec in os, q u e r e co sta ban s u c ab eza e n e l s en o d e o tr as c o lin as m ás le ja n as . Er a u n a n och e d e la p rim avera d el a ñ o 1 91 8. En a q u ella h ora l le n a d e c a lm a h ech ic era , u n in d iv id u o a p are ció ju nto a l tr onco d e u n o li v o . Y lu eg o c o m en zó a a n dar s ig ilo sam en te c o m o s i s u p re sen cia d eb ie ra s er ig n ora d a. C om o e l la d ró n o e l a ses in o q ue o cu lto s e n la s o m bra , s e a rra str an p ara c o nsu m ar s u d elito . Su r o str o e ra u na s o m bra c o m ple ta . El a la d e s u s o m bre ro lo h ac ía in vis ib le . Se mejá n do se a u n r e p til s e e s cu rría e n tr e lo s á rb ole s. Y p o co a p o co , q ued am en te , fu e a ce rc án dose a u na c asita , a rr o jó d e s u m an o a lg o q ue, a l d ar c o ntr a e l s u elo , h ir ió d éb ilm en te e l s u p re m o s ile n cio d e la n och e. A nte la s eñ al c o nven id a —¡a h, la e te rn a y r o m án tica s eñ al, l e n guaje d e lo s a m an te s q u e n o p ued en c o no ce r lo s p ro fa no s! — a b rió se u n a v e n ta na d e la m an sió n, y e n tr e s u s h oja s d ejó v er la c ab eza d e u n s er h um an o , q ue a p en as s e d iv is a b a p o r la
Página 7
a u sen cia d e la lu z. C om o u n m urm ullo , m ás s u ave a ú n, c o m o e l q uejid o d e la b ris a n octu rn a a n te e l o bstá cu lo d e la e n ra m ad a, s e o yó u n a p ala b ra . —¡Q uerid o! Er a u n a m uje r. Su v o z a p ag ad a s e p erd ía e n la in m en sid ad d el s ile n cio y d e la n och e. —¡A mad a! Y e l fe liz a m an te q ue le e s p era b a, s e a rro jó a e lla c o n la l o cu ra pro pia del co ra zó n en am ora d o, y la s so m bra s e n vo lv ie ro n a d os s ere s q u e m utu am en te s e e n ca rc ela b an e n s u s b ra zo s, u n ie n do s u s p ec h o s p alp ita nte s d e e m oció n y a m or. ¡Q uerid o! ¡A mad a! ¿ Q uié n h a p odid o c o m pre n der e l m is te rio q ue e sta s v o ces e n cie rra n ? N i la s ap ie n cia s alo m ónic a v erti da e n lo s C an ta re s p udo e xp li c ar e l s ig nifi cad o d e e sta s p ala b ra s . Q uerid o y q uerid a s o n d os p ers o nas s u b lim es q ue e n gen dra n u na te rc era m ás s u b lim e a ú n: el a m or. ¿ Pe ro , q u é e s e l a m or? ¿ Q uié n p u ed e c o m pre n derlo ? C on ocem os d el a m or, c o m o d e la c o rr ie n te e lé c tr ic a, s u s e fe cto s p ero n o s u e se n cia . El a m or c am bia e l s u eñ o d e la j u ven tu d e n u n p erp etu o d esp erta r. Pe ro e s u n d esp erta r m ás a g ra d ab le q ue la ilu sió n le ja n a y u tó pic a d e lo s s u eñ os. El a m or d es ata la le n gua, a b re lo s p árp ad os y r a sg a la g arg an ta . Es la l u z q ue b ro ta d e n u es tr a a lm a p ara a lu m bra r m il m und os e té re o s e in m ate ria le s . Es u n h áli to q ue s e a g ita e n e l e sp ír itu , c o m o la id ea m aje stu osa e n la m en te d el p oeta y la a rm onía d e l a m úsic a e n lo s la b io s d el a rti sta . A m or e s c ie lo d e li b erta d a d o nde n o lle g an la s m en ti ra s c o n ve n cio nale s d e la s le y es d e la h um an id ad . Po rq ue e l a m or e s la s o la le y. El a m or ju eg a c o n e l c o ra zó n d e lo s h om bre s a s u c a p ric h o : l o c o ntr ae r e d ucié n d olo a la n ad a o lo d il a ta , e le v án do lo a lo i n fin ito . D e la s m an os d e D io s s e d esp re n dió la p rim era m ate ria , la m asa íg n ea . D e e sta m as a fo rm ó la ti erra , la q ue e n gen dró la v id a. Y d e e sta v id a n ació u n h om bre a l q ue D io s d ij o : " ¡Á mam e!" ; y s e d etu vo e n s u c re ac ió n. Y Dio s s e o cu ltó e n to nces e n la i n m en sid ad d el c ao s. L os a m an te s s e a b ra za ro n c alla d o s. Po rq ue e l a m or h ab la e n s il e n cio c o n e l id io m a d el b eso . ¿ Q ué id io m a h ay e n e l m undo m ás v asto , m ás e lo cu en te y m ás s u blim e q u e e l d el b eso ... ? L o s h om bre s ig nora n e l s ig n ifi cad o d e e ste le n guaje , lo a fe an y lo
Página 8
p ro sti tu yen , c o m o a fe a y p ro sti tu ye la b elle za d e la m úsic a u n p ro fa no. B esa e l s o l a s u h ij a , la ti err a , y c o n s u ó scu lo la v iv ifi ca . El b es o d e la m ad re e s la te rn ura . El d el h ijo , g ra ti tu d. El d e lo s e sp oso s c a riñ o . Pe ro é sta n o e s la v e rd ad era e sen cia d el b eso . En s u s im bo lis m o m áxim o, e n s u e le v ació n s u pre m a, s e lo e n cu en tr a s ó lo e n lo s la b io s d e lo s a m an te s. En tonce s e s a lg o q u e s e e scap a, r e b eld e a la s p ala b ra s . Y e l b eso p u ro , q u in ta esen cia d o, e s a q uél q u e n o s e p u ed e d efi nir . Es a q uel c u ya e s en cia e s i g no ta , e s in co gno sc ib le . —¿ Qué h a s u ced id o h o y, q u erid a? —p re g u ntó e l jo ven a s u e n am ora d a. —O h, n ad a a m or m ío . Só lo q ue m i p ad re s ig ue c o n s u te sta ru dez. El s u sp ir ó p ro fu ndam en te y d ij o : —Mi p ad re a m en azó c o n e ch arm e d e la c a sa s i v o lv ía a o ír h ab la r d e l o q ue é l l la m a " n uestr a a ven tu ra ". Y se h izo e l s il e n cio . H ab ló d esp u és e l jo ven , le van ta ndo s u m ir a d a n ostá lg ic a a la g ra n d io sid ad d el fi rm am en to : —¡D io s m ío ! ¿ H asta c u án do ? ¿ N uestr o a m or n os h ace e l b la n co d e to das la s b urla s y c o n duce to dos n u estr os h onesto s d es eo s a la r e p uta ció n d e u na b aje za ... ? D io s m ío , e l c o ra zó n h um an o e s la p u erta d e e n tr ad a a l p ara ís o d e la v id a. ¿ Po r q u é n o c re a ste la ig uald ad e n tr e e sto s c o ra zo nes... ? L a e te rn id ad e s m ás d ig n a d el e n cu en tr o d e lo s a m an te s, q u e e ste m is era b le m un do... Ve n, m uerte , a m ig a d e lo s a m an te s... El la p u so c ariñ osa m ord aza c o n s u m an o, e n lo s la b io s d el j o ven . —¡C alla , h o m bre d e p o ca fe ! —l e r e p ro ch ó —. ¿ Ig nora s q ue e l q ue a n hela la m uerte p ara e n co ntr ar d es can so e n e lla , n o lo g ra d es can sar d esp ués d e m uerto ...? ¡Su blim e v alo r e l tu yo ! ¡Se d es h ace c o n la p rim era te m pesta d y n o e s c ap az d e le va n ta rs e. L a te la q u e te je n la s a ra ñ as e s m ás r e s is te nte q u e tu á n im o... ! O lv id em os la m uerte y o cu pém onos d e lo s s u ce so s d e la v id a... ¿ D im e, h as id o a l s a cerd ote ? —Sí —c onte stó é l, c o n v o z satu ra d a d e b la sfe m ia . —¿ Y qu é te d ij o ? —¿ Qué m e d ijo ? ... ¿ Q ué p odem os e s p era r, a m ad a m ía , d e u n s acerd o te q ue e s c ap az d e v e n d er h asta s u a lm a p ara c o m pra r l a a m is ta d d e lo s r ic o s y p o dero so s? ¿ Ig nora s q ue e l c le ro y e l c ap ita lis m o s e a lía n c o ntr a lo s p ob re s y lo s h u m ild es? L os c u erp os d e lo s p ob re s c o n str uyen lo s p ala c io s d e lo s r ic o s, y l a s tu mbas d e lo s fi ele s s o m eti d os, p o r s u fa nati sm o, e d ifi can
Página 9
l o s te mplo s d e lo s s a cerd ote s. El ric o a ta la s m an os d el l a b ra d o r y d el c am pes in o, y a l m is m o ti em po e l s a cerd ote v acía l o s bo ls ill o s del exp lo ta do.. . Y as í, qu erid a, en tr e el r e p re s en ta nte d e la fu erza y e l d e la re li g ió n e x p rim en lo s c u erp os y la s a lm as . —Q uerid o, to do e sto e stá m uy b ie n y m uy h erm oso ..., p ero n o m e h as d ic h o a ú n q ué e s lo q u e le d ijis te , n i q ué e s lo q ue te c o n te stó . —Pe dí u na a u die n cia s ecre ta —r efi rió e l a m an te —. Y u na v ez q ue le h ic e ju ra r q u e g uard aría s ecre to s o b re m is p ala b ra s, le d ije : "Pa dre , q uie ro c a sarm e". El s o nrió c o m o s o n ríe u n tr ab aja d o r q ue v a a r e cib ir s u s ala rio . Me zcló a s u i n dife re n cia l a te rn ura d e u n p ad re , y m e d ijo : " Mu y b ie n p en sad o , h ijo m ío ". Y c o n tinu ó: " ¿ Q uié n e s e sta fe liz m uje r e le g id a p ara e sp osa, p or n uestr o e lo cu en te a b ogad o e in sp ir a d o p oeta ... " C allé u n m om en to . Y p en san do c u id ad o sam en te m is p ala b ra s, le d ije : " Pa dre , q u ie ro h ace rle a lg un as p re g un ta s. ¿ N uestr o Se ño r J esu cris to p ro h ib ió e l m atr im on io d e la r ic a c o n e l p obre , y d el n oble c o n la h um ild e? ¿ A ca so lo s a b u elo s d e lo s r ic o s h an s id o h ec h o s y fo rm ad os c o n la p la ta , y lo s a b uelo s d e lo s p ob re s y d e lo s h um ild es c o n e l lim o d e la ti err a ? .. . Pa dre , a m o a Ma ría , h ija d e J o sé B ey H ark u ch . A v o s, h e v en id o p ara q u e b en dig áis n uestr a u nió n. O s s u pli c o q ue n os u n áis s ecre ta men te . El la m e a m a y y o la a m o. ¿ Po r q ué lo s h om bre s im pid en n u es tr a U nió n...? " Es pan ta do, c o m o s i e l e sp ec tr o d e la m uerte s e p re sen ta ra a n te s u s o jo s, d io u n s alto , c u al s i h uyera d e u na v íb ora . "¿ Q ué d ic es ? ", g ritó . "¡D io s m ío ! ¿ Q uie re s c as arte s ecre ta men te c o n Ma ría ? ¿ Y q u ie re s q ue s ea y o q u ie n te c ase...? Pe ro h o m bre , tú d ese as m i r u in a, m i c o nden ació n, m i e xco m unió n..." N o le d ejé te rm in ar. " Sí , s í, —l e d ij e —. Sí . Q uie ro d erra m ar s o b re v u estr a c ab eza la c ó le ra d el c ie lo y a b rir o s, p ara q ue o s tr ag u en , la s p uerta s d el in fiern o." Y a sí d ic ie n do, s alí d eja n do a l s ace rd o te la m en tá ndose y r a b ia n d o c o m o u n p err o c o n fi eb re .. . Si n in te rr u m pir la c o rrie n te d e s u s id eas, Ma ría d ejó q u e h ab la ra s u e n am ora d o. A v e ces s o nre ía y a v ece s s u r o str o s e e n tr is te cía . Pe ro c u an do é l h u bo te rm in ad o, e lla to mó la p ala b ra d ic ie n do : —Pa cie n cia , a m or m ío . Ya te h e d ic h o y te r e p eti ré s ie m pre : s o y tu ya h asta la m uerte . A dem ás , ¿ qué n o s im porta e l s acerd o te ?... D io s e stá le yen do e n n uestr os c o ra zo nes; n o p ued e e c h arn o s d el p ara ís o d el a m or... D ete ngám on os a n te la te mpesta d p ara q ue n o n os s ep are e s te o cé an o r e vu elto . T ú n o i g no ra s q ue la vid a y su s p la c ere s n o n os so n d ad o s g ra tu ita m en te . En v erd ad te d ig o , q ue s i d esd e e l p rin cip io h ubié ra m os o bte nid o e l c o nsen tim ie n to d e n uestr os p ad re s, n uestr o a m or s e h ab ría e n fr ia d o: p orq ue lo p ro hib id o e s a n h ela d o y p re c is am en te , p orq u e e s la lu ch a la q ue n o s o bli g a a
Página 10
e sta r u nid os; y u nid os s eg uir e m os h asta v en cer. A nte ta l o ptim is m o, s o nrió e l j o ven y p re g u ntó : —¿ Estás s eg ura d e v e n cer? —Sí . Es toy s eg u ra d e la v ic to ria , p orq u e e sto y s eg ura d e m i m is m a. Q uis ie ra q ue e l c u ra J u an c o n ozc a lo q ue e s a m or, p orq ue e l h om bre q ue n o a m a n o p ued e a li v ia r la s d esg ra c ia s d e lo s in fe li c e s. Pe ro n ad a d eb em os re p ro ch arle , p ues e s i m posib le p ed ir s a b id uría a l ig nora n te , d el m is m o m odo q ue n o p ued e p ed ir s e l a c la rid ad d el d ía e n l a lo b re g u ez de l a n och e. En ta nto , la lu z d e la a u ro ra h ab ía v en id o a o cu par e l lu gar q ue la n och e d eja ra v acío . Er a la a u ro ra q ue c ru elm en te o bli g a a l o s e n am ora d os a d esp ed ir s e. Er a la a u ro ra q u e tr aía c o nsig o e l b es o d e l a s e p ara ció n. —A mor m ío —m urm uró é l—. Ya l le g a l a a u ro ra . —Sí —r esp on dió Ma ría —. Pe ro s i la a u ro ra n o s s ep ara , la n och e n o s u n ir á . Y u n a te nu e c la rid ad p re sen ció e l b es o d e d o s a lm as e n am ora d as. C ap ítu lo IV EXT REMO S CO NTR AR IO S L a a u ro ra d e la p rim avera e n Si ria , e s s in ónim o d e a le g ría , d e e sp le n dor y d e lu z. Es il u sió n d e p oeta s y a m bic ió n d e p in to re s . N o s e p ued e h ab la r d e u na a u ro ra b ell a s in c o n ocer a n te s la a u ro ra d el L íb an o. Se s ep ara ro n lo s a m an te s c o n u n b eso . Ma ría s e q u ed ó c o nte mpla n do la lu z d e la m añ an a q ue v en ía s alta nd o s o b re l o s m on te s. A sp ir ó e l a ro m a d e l a s b ris as y c o nte mpla n d o l a h erm osu ra d e la n atu ra le za , s in tió e m pap ars e s u a lm a d e n ueva e s p era n za y d e n uevo s a n helo s. A l c o nte mpla r a Ma ría e n a q u el m om en to , e n cerra d a e n e l m arc o d e la v e n ta na, s e d ir ía r e p iti en do la s p ala b ra s d el p o eta tu rc o ; "Es u n s o l q ue s e a so m a e n s u p ris ió n o u na r o sa b ro ta da e n la h en did ura d e la r o ca". Y a la lu z d el n u evo d ía , e l r o str o d e l a jo ven e ra u n n u ev o p re sen te d e la m añ an a: s u ro str o s e d es ta cab a c o n la b ell e za y la d u lzu ra d e q uie n h a v is to p asar p or s u m ir a d a v e in te p rim avera s. En s u s o jo s s e re tr ata ba a lg una in defi nib le m ela n co lí a , u n e n can to q ue a tr ae , q u e fa scin a. H ab la b an s u s fa cc io nes: s u m ir a d a d ecía s en cil le z, s u b oca fr ag an cia y e xo tism o, s u s o nris a e ra la m etá fo ra d el p u dor. Y s i c alla b a, s u s il e n cio e ra e l d e la e lo cu en cia y c o nte mpla ció n. Er a Ma ría la e n carn ació n d e la b elle za e n la m uje r d el L íb an o. L os p en sam ie n to s y a n helo s d e la m uch ach a, s e d ir ig ía n a u n s o lo b la n co : la lib erta d. Pe nsab a e n s u in dep en den cia , a q uella
Página 11
d io sa q u e h ab ía e s crito e n la s p are d es d e s u a lm a, c o n le tr as d e fu eg o, la p ala b ra m ág ic a, e l g rito d e re b elió n c o ntr a la s c o stu mbre s m ile n aria s. Y Ma ría se sen tía p oseíd a d e la c ap acid ad n ec esaria , p ara s e r e l c au d ill o q ue lu ch aría p o r la l ib erta d d e s u s h erm an as. En ta nto , la s a v es to maro n e n la s c o pas d e lo s á rb ole s s u a sie n to p ara c o m en za r s u h im no d e a la b an za a la v id a. Y a lo l e jo s s o n ab a la v o z m etá lic a d e u na c am pan a ll a m an d o a la o ra ció n . Y e xta sia d a Ma ría e sp era b a lo s d ora d os r a y o s d el s o l, q u e b añ ab an l a s a n cia n as n ie ves d e la v ie ja m onta ña d e Sa nnin . El v ie n to c o m en zó a ju gar c o n la s fl ore s, y u n a b ris a i n dis c re ta a c aric ió , c o n s u h ela d a m an o , lo s s en os d e la jo ven . Ma ría s in tió c o m o s i s e d es p erta ra d e s u s u eñ o , y r e co rrie n do c o n la m ir a d a a q u el c o n cie rto d e la m añ an a, e xc la m ó: —¡B en dita s eas, o h a u ro ra ! ¡C uan fe li c e s s o n lo s e b rio s d e tu b elle za y tr an quilid ad , y q ué h erm osa y d iv in a sería la e xis te ncia , s i fu era u na a lb ora d a s in fi n...! Y le va n ta ndo la m ir a d a, o ró s ile n cio sam en te : " D io s m ío : T ú h as s em bra d o e n n uestr os p ech o s la s im ie n te d e lo s a n helo s. Es tas s im ie n te s h an c re c id o y s e h an d esarr o lla d o, y v iv en a h o ra e n n u es tr as a lm as e l a m or y la lib erta d... Pe ro q uie re n l ib ra rs e d e s u p ris ió n . ¡N o n os c as ti g ues, Se ñor, s i r o m pem os n uestr as c ad en as! Y p en san d o lu eg o e n s u s itu ació n, y e n la d e to das la s m uje re s d e s u p atr ia , a ñ ad ió : "¡O h, l ib erta d... !" " ¡Q ué d esg ra cia d a e s la m uje r o rie n ta l, q ue a p en as d esp ie rta d e la n iñ ez se v e o bli g ad a a s o p orta r la e sc la vitu d d e u n h om bre a q u ie n n o a m a, y q ue e n lu gar d e b eb er e l v in o d el a m or q ue D io s d erra m ó e n c ad a a lm a, ti en e q ue b eb er, e l lla n to d e s u s p ro pio s o jo s!" Y e n cará n d ose c o n la r e a lid ad d el d ía , a cu d ió a v esti rs e . H ay e n la v id a u n a m an o, d iv in a o s atá nic a, q u e a ta y d es ata a l o s h om bre s. U ne a lo s a d vers ario s y e n s u s c o ra zo nes a p are ce e l a m or. Y c u an do p or e se m is m o a m or d os s e re s s e h an fu ndid o e n u n o s o lo , e sa m an o b ru ta l d e la n atu ra le za lo s s ep ara . Y c o ra zo nes b ajo s v em os a lia d os c o n c o ra zo nes n ob le s, y s ere s g ra n d es u nid os c o n s ere s p eq u eñ os y d es p re cia b le s. En tre J o sé B ey H ark u ch y s u h ija Ma ría , h ab ía p u es to la n atu ra le za cara cte re s opuesto s, dife re n cia s de in m en sa p ro porc ió n . Pe ro c u an do e sto s d os s ere s s e e n co ntr ab an , la c o n tr ad ic ció n se d is ip ab a. Po rq u e lo s d efe cto s d el u no, to mab an u n m ati z h ala g ü eñ o p ara e l o tr o. Si em pre e l h o m bre s e a le g ra a l e n co ntr ar e n o tr o h o m bre s u d efe cto . Só lo e n e sto n o e s e g o ís ta . El e rm ita ño q u e h a s en tid o d esg arra rs e s u v ie n tr e p or e l h am bre , y e l p ecad or q ue s ie n te d es p ed aza rs e s u a lm a p or s u s p ecad os, s e u nen . Y la c au sa d e e sa u nió n e s e l m is m o
Página 12
h am bre . J o sé B ey H ark u ch , te nía b ajo s u p ie l u n a c o nsti tu ció n d e a c ero , q ue d es m en tía a s u s 6 5 a ñ os. O rg ull o so e n s u i g no ra n cia . El la b io in fe rio r c a íd o d ab a la n oticia d e la d ure za d e s u c o ra zó n. Y a e sto s e a ñ ad ía la p ro te sta d e s u c u erp o p ara a u m en ta r s u ta ll a . Er a le y s u p ala b ra , y e sta le y s e u nifi cab a e n s u s a n helo s, id eas y a cto s. A do ra b a a Ma ría . Ya s u v id a ju g ab a a la s e sco ndid as c o n lo s a ñ o s, y e l a m or a s u h ija —ú nic a a q u ie n la m uerte n o a rre b ató c o m o a s u s o tr os h ijo s— le v iv ifi ca b a y re ju ven ec ía . Y c o m o d ep osita ba e n Ma ría to das s u s ilu sio nes d e v ie jo , b uscab a p ara e ll a u n jo ven n ob le y r ic o . U n d ía . e l Em ir Sa id Ma hn i, h ab ló a sí a l p ad re d e Ma ría : — J o sé B ey. ¿ Q uie re s d arm e tu p otr an ca p ara m i p otr o? El B ey r e sp ond ió : —L a p otr an ca y e l p ad re e s tá n a la d is p osic ió n d e s u A lte za . Y so ñab a d es d e e n to nces e n e se m atr im on io . El " p otr o" d el Em ir c o noció a la h ija d e J o sé B ey , y la e n co n tr ó p ro vo ca ti va y e xq uis ita . Pe ro Ma ría s ó lo v io e n é l a l h olg azá n q ue h ace a la rd e d e s u s a b uelo s, s u n ob le za y s u fo rtu na. Su m ejo r c u ali d ad e ra la d e r iza rs e lo s b ig ote s. Ma ría , a n te é l, s e c o n sid era b a c o m o u n a fl or a n te u n fa ngal. J o sé B ey H ark u ch . a d o ra b a a D io s e n to do c u an to s ig nifi cab a o ro . C om o d ij o e l Ev an gelio : " N o a d o ra rá s a l Se ñor y a l d in ero ", s e d ecid ió p or lo ú lti m o. (Si e l Em ir Sa id n o h ub ie ra s id o r ic o , s in o p or e l c o ntr ario u n h o m bre a li a d o d e la p obre za , n o h ubie ra p en sa d o e n d ar a Ma ría p ara e l " p otr o d el Em ir " .) A nte lo s o jo s d e Ma ría , n o s ig n ifi cab a n ad a e l d in ero , p orq ue n o e ra a d ep ta a la r e lig ió n d el o ro . Pa ra e lla , n o h ab ía o tr a le y v álid a q u e lo s d ic ta dos d e s u c o ra zó n, y a e ll a o bed ecía , a u nqu e s e o p usie ra n o n o lo s r ic o s. Po r e so n o c o n se n tía e n a ta r s u c u erp o p uro a u n c ad áv er p utr efa cto . El la n o c o nsen tía e n e n tr eg ar s u a lm a c e le sti al, p o r m ed io d e la in ju sta le y d e u n m atr im onio im puesto a u n s er te rre n al. Só lo o bed ecía a s u c o ncie n cia , y s u c o ra zó n e ra la g uía ú nic a e n lo s s en dero s e n lo s q ue fa lta ba l a lu z. J u an B akal, e l a m an te d e Ma ría , o yó d e la b io s d e s u p ad re la s s ig uie n te s p ala b ra s: —H ij o m ío : y a la v id a n o m e c u en ta e n tr e s u s h ij o s, p u es y o p erte nezc o m ás a la m uerte . H e tr ab aja d o d ura n te to dos m is d ía s p ara d eja rte u na h ere n cia c u an ti osa. Pe ro la s u erte n o fu e m i a m ig a. H oy h e m ed ita do la rg am en te s o b re e l p orv en ir tu yo , c o n el q ue te nd rá s q u e esta r en co nsta nte li d ia . Y h e c o m pre n did o q ue la riq ueza n o h ará tu fe lic id ad . Mi ll o nes y m il lo n es s e p ie rd en e n u n s e g u ndo : fo rtu nas in m en sas s e d es h acen c o m o lo s c a sti ll o s d e a re n a q ue le van ta n lo s n iñ os e n l a p la ya. Y a s í, la m ejo r h ere n cia q ue y o p ued o le g arte e s la c ie n cia . L a r iq ueza in te le c tu al, h ijo m ío , e s u n te so ro q u e n o s e
Página 13
a g o ta ja m ás. C on e lla , s i ll e g as a g ob ern ar, te nd rá s e n ti m is m o l a c la ve p ara g ob ern ar r e cta men te a tu s s ú bdito s. Y c o n e lla , s i e re s p ob re s, s ab rá s v iv ir y d esafi ar a lo s e m bate s d el d esti no, s in q ue lo g re n e scla viza rte lo s fa náti co s p o r la re lig ió n o e l d in ero .. . Ir á s e ste a ñ o a la U niv ers id ad J esu ita d e B eir u t. A ll í ti en es q ue c o n sa g ra rte a l e stu dio , h asta o bte ner e l tí tu lo q u e c erti fiqu e tu c a p acid ad p ara m éd ic o , a b o gad o o in gen ie ro . N o te p re o cu p e e l d in ero . Yo s ab ré c o nseg u ir lo d e c u alq u ie r m an era , y s i e s n ece sario , in verti ré e n tu s e stu dio s la h ere n cia q ue m e h an tr as m iti do m is a n te pasa d o s... J u an B akal in gre só e n la U niv ers id ad d e Sa n J o sé. A lo s c u atr o a ñ os, r e g re s ó a s u h ogar, d octo ra d o e n d ere ch o. Y a l e n tr eg arle e l d ip lo m a q ue a u to riza ba e l e m ple o d e s u c ie n cia , d ijo a s u p ad re : —Pa dre : q u ie ra D io s a la rg ar tu v id a, p ara p o der p ag arte m i d eu da. H e a q u í m i d ip lo m a, c o m o p ru eb a d e q ue n o h as s em bra d o e n te rre n o e sté ril. El p ad re c o lo có s u s m an o s s o b re la c a b eza d e s u h ij o , y e xcla m ó: —B en d ito s eas , h ijo m ío , y b en dito s s ean tu s a cto s p orq ue a le g ra n lo s m om en to s d e m i v eje z. A hora s í, le v an ta tu fr en te c o n o rg u llo c o m o la le v an ta rá s a n te lo s ig n ora n te s y a n te l o s q ue q uie ra n h u m illa rte p or s u p od er.. . A hora s ié n ta te y e scu ch a lo s c o nsejo s q ue te d a tu p ad re , a l a rra str ars e h acia la tu mba. B es ó la fr en te d e J u an , y d esp ués d e c o rto s ile n cio d ijo : —U na c ie n cia e s c o m o u n á rb o l s in c u lti vo . H as a p re n did o, h ijo m ío , y a h ora ti en es q ue c u lti var tu c ie n cia p ara q ue p ro duzc a s u s fr uto s, e n b ie n d e la h um an id ad y e n b ie n tu yo . ¿ H as e n te nd id o ? Pr im ero p ara e l b ie n d e la h um an id ad ... En n uestr o p aís , l la m an a l a b o gad o la d ró n. Yo q uie ro q u e s eas e l d efe nso r d e lo j u sto y d el d éb il. N o q uie ro q ue s ó lo c u id es d e tu riq u eza y r o b es a l q u e te b usca p ara q ue d efi en das lo s u yo . C on e s to s a cto s p od rá s p ag ar tu d eu da h acia m i, a u nq ue D io s n o m e c o n ce d a la rg a v id a. N unca m e p ag ará s c o n d in ero , p orq ue s ab es q u e p ara m i n ad a s ig nifi ca la m ate ria ; p ero s í, e l b u en n om bre . T e h as g ra d u ad o e n D ere ch o y c o n oces lo in ju sto y lo j u sto , lo líc ito y lo ilí c ito . D efi en de to do ju ic io h o nra d o, s in p re o cu p arte d e tu g an an cia eco nó m ic a , p ero cu íd ate d e d efe nd er la in ju sti cia , p o rq ue m an ch ará s c o n tu m is m o a c to m i n om bre y m i v eje z, y h asta m e o b lig aría s a n eg ar q ue s o y tu p ad re . Yo n o h e te nid o u n s o lo e n em ig o e n m i la rg a e xis te ncia . N o lo s e as tú , h ijo m ío .. . T u m ad re , q u e e ra e l e je m plo d e la v ir tu d, la p ure za y d e la e sp osa fi el, m urió c u an d o tú te nía s c u atr o a ñ os. T u p re sen cia m e tr aía s u re c u erd o , p orq ue tu s fa ccio n es s o n e l r e fl ejo d e la s d e e lla . T e v eía c re c er c o m o u n a rb usto , y m e d ed iq ué a e d ucarte y c o nserv ar a sí la r e liq u ia q ue m e d ejó tu m ad re . H ic e lo p osib le p ara g ra b ar e n tu a lm a lo p oco d e b uen o q ue te ngo , y o cu lta rte lo m alo q ue s o y... C re o q ue D io s e scu ch ó m i o ra ció n , p orq ue h izo d e ti u n h ij o b uen o .
Página 14
J u an n o p ud o re p rim ir u na lá g rim a, a l e vo car a s u m ad re d es co n ocid a. ¡L a m ad re ! ¿Q ué c o sa p ued e i g uala r a s u a m or? El h om bre p ued e te ner m uch as e sp o sa s, a m ig os e h ij o s, p ero n o ti en e s in o u na s o la m ad re . Y n o d eb e d es p re cia rla . A l v er a J u an llo ra n do , lo ab ra zó d ic ie n do : —T ie n es u n co ra zó n s en sib le ... L lo ra , h ijo m ío . L as lá g rim as e n e l h om bre , s o n c o m o e l a ro m a e n la fl o r. El h om bre q ue n o s ab e llo ra r e s u n a n ube s in a g ua, u n d es ie rto s in o as is . L a ris a y e l lla n to s o n d os r e m ed io s q ue n o s a y u dan a v iv ir . Y s ig uió la v o z d el a n cia n o p ro dig an do c o nsejo s: —H az b ie n y e vita e l m al. .. T od os lo s d el p ueb lo , n o o bsta nte n uestr a p obre za , n o s q uie re n y e s ti m an . Sé b u en o c o n e ll o s. T u tí tu lo d e d octo r n o te a u to riza a s er o rg ull o so , a c re er q ue e re s s u p erio r a lo s d em ás. C onsid era a l a n cia n o c o m o a tu p ad re , y a l jo ven c o m o a tu h erm an o.. . El Em ir Sa id y J o sé B ey H ark u ch , s o n lo s h om bre s d e m ayo r im po rta ncia e n e l p ueb lo . So n a m ig o s d el O bis p o, y c o n é l s e a s em eja n a a q u el á rb ol a d ora d o p or lo s in d io s, q ue e x p rim e a lo s s ere s , a b so rb e s u s an gre , y d es p u és s u s h oja s d ecaen h ip ócrita m en te c o m o s i n o h ic ie ra n m al a lg uno . N o te e n em is te s c o n e llo s, p orq ue n uestr o p aís e s a ris tó cra ta y r e li g io so ... N o d es o ig as m is c o nsejo s, h ijo m ío . —T e p ro m eto , p ad re m ío —r esp ond ió J u an a b ra za ndo a l a n cia n o—, q ue ja m ás s eré a m ig o d e lo s n o ble s n i d e lo s r e lig io so s, y ta mpoco m e e n em is ta ré c o n e llo s. Pe ro h e d e a p la s ta rlo s c o m o a in secto s, s i le s s o rp re n do a b usan do d e lo s d éb ile s y d e lo s p obre s. —A sí h izo tu p ad re , h ijo m ío . y p or e so to da la v id a fu e v íc ti m a d e la m is eria . —Y yo s eg uir é l a s p is ad as d el a u to r d e m is d ía s. —Ya la v id a te e n señ ará , h ij o m ío . la v erd ad d e m is p ala b ra s... A ho ra , to ma e sta e sco peta q u e h e c o m pra d o p ara ti , y v e te a d es can sar, p orq ue lo m ere ces, d esp ués d e ta nto s a ñ o s d e tr ab ajo . Yo y a n o p ued o s a li r a l c am po y q uie ro q u e r e p are s m i fa lta . Sa l a c aza r to do s lo s d ía s, a m a la n atu ra le za , a m a la lu z d el s o l, a m a la v id a e n to das s u s fa ses. Po rq ue la v id a n o n o s p erte nece: e s u na c o sa c o n sig nad a q u e ta rd e o te mpra n o te nem os q ue d evo lv erla . Po r e s o h ay q u e a p ro vech arla y a p ro vis io nars e . Pu ed es s alir p or la m añ an a a l c a m po y v o lv er p or la ta rd e, p o rq ue q uie ro r e te nerte a m i la d o e l m ayo r ti em po p osib le , a n te s d e q ue v aya s a e n cara rte c o n la v id a y a a rr o str ar e l p orv en ir . Q uie ro a le g ra r m is o jo s, m ir á n d ote a n te s d e q ue s e c ie g u en p or la m uerte . Y c am bia n do d e to no s u v o z, e l a n cia n o g ritó : —¡A dela ! Si rv e la c o m id a p ara n uestr o h uésp ed . Y a s u s p ala b ra s a co m pañ ó e l r u id o d e d o s p alm ad as.
Página 15
C ap ítu lo V C ASU ALID A DES C ie rta c alu ro sa ta rd e d e a g osto , J u an B akal, d esp ués d e h ab er b uscad o to do e l d ía la m an era d e c aza r, s in c o n se g uir lo , s e s e n tó c e rc a d e la fu en te d el p ueb lo , b ajo la s o m bra d e lo s s au ces y m ore ra s. R eco sta do, d ejó lib re c u rs o a s u s p en sam ie n to s. Vo lv ía n a s u m en te la s e scen as d e s u s d ía s in fa nti le s, p asad os e n tr e s erp en te ar d e a rr o yo s, e n tr e e n la za mie n to s d e p la n ta s —c om o u n a b ra zo —, y e n tr e e l b alle t d e la s fl ore s. L u eg o r e co rd ó lo s d ía s d e s u ju ven tu d, la s h ora s d e c am ara d ería y a m is ta d c o n A do nis , u no d e s u s c o m pañ ero s d e e stu dio , y p or ú lti m o p en só e n s u a n cia n o p ad re . So nrió tr is te men te , c o m o q uerie n do d ecir : " ¡Po bre p ad re m ío , h oy n o p ro bará s e l fr uto d e m i c acería !" R en did o p or la fa tig a, p uso s u p añ uelo s o b re u na p ie d ra , y s e r e co stó c o m o p ara d orm ir . U n ru id o d e p as o s, a co m pañ ad o d e s o no ra s y c ris ta lin as v o ces s e e sc u ch ó a l m om en to . A pare cie ro n d esp ués c u atr o h erm osas, jó ve n es, e n c u yo s r o str os s e a d vertí an la a le g ría y la fr esc u ra d e la ju ven tu d. C allá ro nse a l v e r a J u an d orm id o c o n e l a rm a d e c aza a s u l a d o. L as m uch ach as s e m ir a ro n c o m o q u erie n d o e n co ntr ar, e n l a s p upila s d e la s d em ás, la s o lu ció n p ara la s itu ació n a ctu al. Er an la s c h iq u ill a s : Ma ría H ark u ch , d os d e s u s a m ig as y s u s ir v ie n ta . U na d e e lla s, d e n om bre J u an a, d ij o a l v er a J u an B ak al d orm id o: —¡I núti l v ia je ... ! T en em os q ue v o lv er a c a sa. —¿ Volv e r a c asa s in b añ arn o s...? ¡I m po sib le ! —r esp on dió la h ija d el B ey. Y c o n fiad a e n s u n o m bre y p osic ió n s e a cerc ó a l a b og ad o y le g ritó : —¡Ea , jo ven ! J u an le van tó la c ab eza y m ir ó e xtr añ ad o a Ma ría . L u eg o c o n d ulzu ra y c asi s o n rie n do p re g un tó : —¿ En q ué p u ed o s er ú ti l a l a s eñ orita ? Ma ría , q ue n o e sp era b a ta l a cti tu d, q ued óse e n m ud ec id a, s in p oder r e s p ond er a l a p re g un ta q ue l e h ab ía s id o d ir ig id a. L as d em ás jó ve n es q ue la a c o m pañ ab an , re co nocie ro n a l a b o gad o y c o rrie n do h acia é l e xcla m aro n: —¿ Docto r J u an , c ó m o e s tá u ste d? —B ie n , m uch as g ra cia s. ¿ Y u ste des? —p re g untó J u an a s u v ez, a l m is m o ti em po q ue e str ec h ab a la m an o d e c ad a u na d e e ll a s , e xc ep tu an do la d e Ma ría .
Página 16
L a jo ven s in tió p ro fu nd o d is g usto a l v er q u e n o e ra s a lu dad a. El la , la h ij a d el B ey, a co stu mbra d a a lo s h o nore s y a l d om in io . Y a d o pta ndo u n a ir e d e s erie d ad y d ig n id ad , s e d ir ig ió a J u an c o n e sta s p ala b ra s: —Se ño r: h em os v en id o a s u p lic arle q ue s e r e ti re d e la fu en te , p orq ue q uere m os b añ arn o s. So nrió e l in te rp ela d o, y c o n u na v o z d e to no b urló n e xcla m ó: —¿ He s id o a caso u n in tr uso , s e ñ o rita ? —N o. Pe ro s i u ste d c o no ce la s le yes d e la u rb an id ad , s ab rá q ue e s la m uje r l a q ue d eb e s er s ie m pre p re fe rid a. —T ie n e r a zó n, s eñ orita . Es a le y d e u rb an id ad e s la p rim era q ue d eb e c u m plir u n c ab all e ro ; p ero s ie m pre q u e la m uje r c o n se rv e s u c ará cte r d e m uje r, y n o c u an do s e e n fr en ta d es afi an te a l h om bre , p ara r o b arle s u d ere c h o y p erju dic ar s u tr an qu ili d ad . —¿ Y u ste d s e c re e p erju dic a d o p o r h ab erle p ed id o q ue s e r e ti re d e l a fu en te ? —i ncre p ó Ma ría d is g usta da. —¿ Y u ste d s eñ o rita , c re e h ab er c u m pli d o c o n la s n o rm as d e l a e d u ca ció n a l g rita rm e "Ea , jo ven " y d es p erta rm e d e m i s u eñ o ? Ma ría s e d ir ig ió a s u s a c o m pañ an te s, y c o n to no b u rló n y s arc ásti co , c o m o s i q uis ie ra h erir la d ig nid ad y e l o rg ullo d e J u an , le s d ijo : —Vo lv am os a c a sa, p orq u e e ste s eñ o r n o q uie re d eja r la fu en te lib re . J u an a, q u e h ab ló a l p rin cip io , r e s p o ndió : Ma ría : el d octo r ti en e r a zó n. N oso tr as h em os l le g ad o d esp ués q ue é l y le h em os p ertu rb ad o . Ma ría , a l o ír la p ala b ra " d o cto r" , s in tió a g olp árs ele to da la s an gre d e s u s v en as e n la s s o nro ja d as m ejil la s, y h as ta c a si s in tió a rr e p en ti m ie n to d e h ab ers e c o m porta do d e ta l m odo c o n J u an . L o c o n ocía li g era m en te d e v is ta y s ab ía q ue e stu dia b a D ere ch o Po líti co , p ero n unca s in tió m ayo r in te ré s p o r é l. J u an , a l o ír la s p ala b ra s d e la a m ig a d e Ma ría , s e d es cu b rió la c ab eza e in clin án dose, s o n rió a la s jó ven es d ic ie n do : —Se ño rita s: p erd onen u ste des m i a tr evim ie n to . Yo h e s id o la c au sa d e q ue s e re tr asen e n to mar s u b añ o, p ero q uis e c o n ve rs ar c o n u ste des, y o lv id é p or c o m ple to m i fa lta . T o m ó s u e sco peta , y s e d ir ig ió p or e l c am in o d el p ueb lo . Er a a q uella la p rim era v ez q ue Ma ría s e e n co n tr ab a c o n u na p ers o na q u e h ubie ra p od id o r e sis ti r a s u v o lu nta d. L a b elle za d e s u p ers o na, la e lo cu en cia d e s u s p ala b ra s y la p o sic ió n s o cia l, q ue s u p ad re y s u fa mili a o cu pab an e n N .. ., e ra n a rm as p odero sas p ara d om in ar a q uie n s e d is p u sie ra a h ab la r c o n e lla , y s ie m pre s u po o b lig arle a in cli n ars e a n te s u d eseo .
Página 17
Ya d esd e e l C ole g io —u n c o le g io d e m onja s e n B eir u t— s u p o d om in ar a lo s d em ás . Su s c o m pañ era s la q u ería n , c o n e l a m or p ro pio d e la s m uje re s q u e v iv en y s e e d ucan ju n ta s: q ue ju nta s s u fr en y ju n ta s ta mbié n g o za n. Pe ro a e sto s e a ñ ad ía la p osic ió n d e Ma ría . L as m onja s p or s u p arte la q u ería n y s ab ía n d is c u lp ar to das s u s tr av esu ra s , e n a te nció n a s u s itu ació n y a lo s fr ecu en te s r e g alo s q u e s u p ad re s ab ía lle var a s u s p ro fe so ra s , a m ás d e la p en sió n q u e c o bra b an p or s u e d ucac ió n. D es d e e n to nces s e a co stu mbró a s er e sti m ad a y o bed ecid a... Y a h ora , s u v o lu nta d e n co n tr ab a o b stá cu lo a n te la d el h ij o d e u n c am pesin o. Y a la v ez q u e s en tí a e l d o lo r d e la o fe nsa a s u p oder, s en tía ta m bié n c ie rta a d m ir a ció n h acia J u an q ue tu vo p ara e ll a s p ala b ra s d e d is cu lp as, d esp u és d e h ab er d efe nd id o lo q ue ll a m ab a é l " s u d ere ch o". L as jó ve n es m ir a ro n a l a b o gad o h as ta q ue s e p erd ió d e v is ta e n e l r e co do d el c am in o . J u an a h ab ló e n to nce s, d ir ig ié n do se a Ma ría : —L o h as m altr ata do q uerid a. Ma ría la m ir ó fi ja m en te , p ero n o c o nte stó . J o sefi n a, q ue h asta a q u el m om en to n ad a h ab ía d ic h o, c o m en zó a h ab la r d e J u an B aka l e n tr e s o nris as y m ir a d as , c o m o d e e v o cació n : —A d ec ir v erd ad , n o c o nozc o e n n uestr o p ueb lo h om bre m ás e d u ca d o e i n te lig en te q u e e l d o cto r J u an .. . A nte to dos d ecla ró e l d om in g o p as ad o , q ue e sta ba d is p u es to a d efe nder e l d ere ch o y l a ju sti cia d e lo s q ue h ab ita n e s ta r e g ió n . Y s o bre to do a lo s d éb ile s y p obre s d e lo s a b uso s, s in p re o cu pars e d e s u g an an cia e co nó m ic a p ers o n al. —Es v erd ad —l e c o nte stó J u an a—. Pe ro n o h a v is ita do a l O bis p o , n i a l Em ir . ¿ Q ué te p are ce to do e sto ? —y d ir ig ié n do se a Ma ría a ñ ad ió —: ¿H a v is ita do a tu fa milia , Ma ría ? Ma ría n o e scu ch ab a la s p ala b ra s d e s u s c o m pañ era s, c o m o s i es tu vie s e au sen te , co m o si otr o tr opel de id eas y p re o cu p acio nes in vad ie ra s u m en te , s in d eja r lu gar a q ue p udie ra g uard ar e l s ig nifi ca d o d e la c o nvers ació n q u e s e d es arro lla b a e n e se m om en to . Pe ro a l o ír n o m bra r a l Em ir y a l O bis p o, a le jó d e s u m en te to da d is tr acció n y e n fo có s u a te nció n e n la s p ala b ra s d e J u an a. A la p re g unta d e é sta , d e s i le h ab ía v is ita do o n o, r e s p o ndió tr an qu ila m en te : —Es l a p rim era v ez qu e v eo d e c erc a a e s te s eñ or. Pe ro e sta v ez, la s p ala b ra s d e Ma ría y a n o e n cerra b an e se m ati z d e s áti ra y d esp re cio . Ya n o fu ero n p ro n uncia d as p ara h erir la d ig nid ad d e u n h o m bre , n i p ara h ac er r e sa lta r s u p ro pio p oder. Y J u an a, q ue h ab ía n ota do la h ete ro g en eid ad d e la v o z, d ijo a Ma ría b u rlo nam en te :
Página 18
—Ma ría , ¡q ué d ife re n cia h ay e n e l to no d e la s p ala b ra s q ue a cab as d e p ro n uncia r, y e l d e la s q ue p ro nun cia ste c u an do é l e sta ba p re sen te ! —y s o n rie n do c o n p ic ard ía , c o nti nuó —: El d octo r J u an h a c o nqu is ta do la s im patí a d e m uch as m uch ach as d el p ueb lo —y b aja n do la m ir a d a, m ie n tr as u n ti nte d e ru bor i n vad ía s u fa z, a ñ ad ió —: y y o s o y u n a d e e lla s.. . H ace u n m om en to , al m ir a rlo s ju n to s lo s vi d e u na m an era ta n s em eja n te , q ue s in q u ere rlo c o lo qué a l d o cto r J u an B aka l ju nto a l h ij o d el Em ir ... ¡Q ué d ife re n cia ! Es te h o m bre fo rm aría c o nti go u na p are ja d ic h osa y b ell a . Él te h aría fe liz, p o rq ue e l h a n acid o p ara ti ... Pe ro c u an do te v eía c o n e l h ijo d el Em ir , r e c o rd ab a a q u ello s v e rs o s d e " L a H uérfa na"q ue d ic en : H erm oso e s v er o pu es ta s a la s c o sas q ue e n l o o puesto r e salta la h erm osu ra . —J uan ita qu erid a —c onte stó Ma ría —, está s hab la n do to nte ría s ... C uan do é l e s ta ba p re s en te tu ve q ue a d op ta r u n to no s erio . Pe ro a h ora , ¿ p or q ué s e g u ir c o n m i s e rie d ad ...? —T ie n es r a zó n, Ma ría . So la m en te e stu ve b ro m ean do . —¡Pa trona! —l la m ó la sir v ie n ta —, ¿ cu án d o se b añ an u ste des.. .? Ya v a a s e r ta rd e. Vo lv ie n do a l a r e alid ad , Ma ría d ijo a s u s c o m pañ era s; —¡Es v erd ad ! Va mos. Y e ll a , a d ela n tá ndose, s e d ir ig ió a la fu en te , m as s in n in gú n d es eo d e b añ ars e y a . D esd e q ue tu vo s u n acim ie n to e l p en sa m ie n to h um an o, y d es d e qu e el hom bre co m en zó a la n za r al m un do la c ris ta liza ció n d e l o s m is m os e n fo rm a d e lib ro s, s e h a e stu dia d o a la m uje r: u n os la c o lo cab an b ajo e l m ic ro sc o p io d e lo s d es eo s, y n o v e ía n e n e ll a s in o la s fo rm as v o lu p tu osas d e s u c u erp o. O tros la c o nte mpla b an a d is ta ncia , y n o v eía n e n e lla s in o la d eb ilid ad y la s u m is ió n. Pe ro e xis te n e n la m uje r s ecre to s q u e e l h o m bre ja m ás h a p o did o d escifr ar. El q u e m ás c erc a c o n oció a la m uje r, e s e l p o eta á ra b e q u e h a d ic h o: " .Si l a c o rr o m pes s erá e l d em onio ; s i l a c o rr ig es tu á n g el s erá ." Pr ácti cam en te , la m uje r c o m o u n s er d éb il, p or s u m is m a d eb ili d ad n o a cep ta la s u m is ió n d el h om bre , p ero s í la s ed u ce n s u fo rta le za y h ero ic id ad . Pr eg un ta ro n a c ie n jó ven es q u é c u ali d ad es d eb ía te ner e l h om bre q ue e lla s q uis ie ra n p or m arid o. O ch en ta s itu aro n e n p rim er lu gar a la fo rta le za . ¿ A m ó Ma ría H ark u ch a l h ijo d el la b ra d or.. .? Es im posib le s ab erlo . Pe ro e l c h o que d e s u s v o lu nta des la c o nfu ndió . J u an s ig uió s u c am in o h acia e l p u eb lo . Po r s u m en te s e d ev an ab a to da u n a m ad eja d e r e fl exio nes.
Página 19
" ¡C uan s e m eja n te e s la h um an id ad a la s r a n as! —p en sab a— L as r a n as d e la h u m an id ad s o n d e d iv ers as e sp ecie s y fa m il ia s, p ero la s q u e h acen m ás b u lla s o n la s r a n as a ris to crá ti cas, s in d uda p or te ner la g arg an ta m ás a n ch a.. . " T ale s b atr acio s n o s e d is ti ng uen e n tr e s í, n i p o r s u s c o n ocim ie n to s, n i p o r s u s c ara cte re s, n i p o r s u c o n sti tu ció n , s in o p o r la e str ech ez o p or la a n ch ura d e s u g arg an ta ... Yo la s h e v is to ta nto e n O rie n te c o m o e n O ccid en te , d esd e q u e e l h om bre e lig ió u n j e fe p ara d ir ig ir lo s a s u n to s d e to das e lla s. " T ie n en u n a s o la le y: d efe nder h asta la m uerte e l c h arc o e n e l q ue s e a g ita n y v iv en . Si v en a a lg uie n q ue le s d a u n a g ota d e a g u a lim pia e n e l fa ngo e n e l q u e n ad an , a b re n s u s la rin ges y p ro rr u m pen e n a q u el m onó to no c ro ar q ue a tr uen a e l e s p acio , c o m o s i la s e str ella s c h ocara n , y r e in an e l c ao s y la h eca to mbe d e c u an d o D io s s e la m en ta : '¡Q ué d es g ra cia ! Ya s e d estr uye to do lo q ue m is m an o s c o nstr uyero n p ara h ala g ar m i v is ta '. " Si n d ud a, el d ía en q ue fu e p ro n uncia d a la p ala b ra 'D em ocra c ia ', fu e u n d ía n eg ro y fú neb re p ara la s ra n as a ris to crá ti ca s. En tonce s s e le van ta ría e l je fe , g rita ndo : 'C lo ac, c lo ac ', un le n guaje qu e tr ad ucid o, sig nifi ca: Mu erte al r e vo lu cio nario , m uerte a to do lo q ue s ig nifi ca re n ovació n y h ere jía . Mu erte a to do s lo s q ue q uie re n r o b arn o s n uestr o p oder y n oble za q ue r e cib im os d e n u es tr os a b u elo s y a n te pasad os. " Es m uy d iv erti do e l o b se rv ar a l m undo . Mi a b uelo e ra u n g ig an te y u n fa m oso b oxead or. Yo n ac í u n e n an o y e n e xtr em o d éb il. Pe ro lo s h o m bre s d eb en c o nsid era rm e u n d es ta cad o g la d ia d o r, p orq u e s o y e l n ie to d e m i a b u elo , y e s a e s ra zó n s u fi cie n te . T al e s la v id a d e l a s r a n as a ris tó cra ta s. " ¡Q ué e xtr añ o s s o n lo s ric o s y p odero so s q ue m am an e l o rg ull o m ezc la d o c o n la le ch e... ! ¿ C uán do c o m pre n d erá n q u e p ro ce d en d e la m is m a m asa q ue lo s p o bre s .. .? ¡C uan h erm osa s ería s, o h Ma ría , s i tu vie ra s, p o r m an to , la h um ild ad y e l e sp ír itu d e lo s p obre s! ¿ Po r q ué lo s r ic o s y h as ta c u án do , d esfi gu ra n l a s c u alid ad es d e lo s q ue n o lo s o n? Si e s h um il d e lo ll a m an c o b ard e. Si e s v alie n te lo lla m an a tr ev id o. Si e s g en ero so a n te e ll o s e s u n p ró d ig o , y s i e s a h orra ti vo lo v en c o m o u n a varo . " Pe ro ¿ se rá e sta jo ven , c o n s u m ir a r ta n d ulc e y c o n s u s ed ucto ra vo z, ig ual qu e su pad re ? ¿A qu el ro str o ta n tr an sp are n te s e rá c ap az d e o cu lta r u n c o ra zó n ta n o scu ro .. .? ¿ Se rá é sta la c o p ia d e J o sé B ey H ark u ch , e s co n did a e n e l c u erp o d e u n a ve ta n h erm osa...? Sí , e ll a e s . Su v o z o rg u llo sa la d en uncia . Es a v o z qu e a ú n s u en a e n m is o íd o s." Y a sí c o nte mpla b a e sp ir itu alm en te a Ma ría . ¿ D eb ía c re e r a s u s o jo s q ue le p re s en ta ro n a u na m uje r b ella y d ulc e , o a s u s o íd o s q ue le e n señ aro n u na m uje r o rg u llo sa , y d ig na h ija d e s u p ad re ? o li
Página 20
En co ntr ó e n e l c a m in o u na c as a r e ti ra d a d el p u eb lo . En e lla h ab ía c o nstr uid o s u m ora d a la v eje z. Su s d ueñ o s e ra n u n a n cia n o lla m ad o Pe dro F arrá n , y s u e sp osa m ás a ñ osa a ú n , Sa ra . A m bos e ra n a m ig o s d el p ad re d e J u an , y a m ab an a é ste , c o n e l a m or d e q u ie n h a s o ñad o c o n u n h ij o y n unca lle g ó a te nerlo . A qu ello s a n cia n os s e ja cta ban d e h ab erle v is to n ace r y c re c er, c o m o la lu na e n e l fi rm am en to . En co ntr ó a b ie rta l a p uerta . L la m ó y e n tr ó. —¡B ie n ven id o, J u an ! El g rito fu e s im ultá neo y e n cerra b a to do e l fr en esí d e la a le g ría d e lo s a n cia n os q ue le a p ris io naro n e n tr e s u s b ra zo s d es m aya n te s. El jo ven lo s e str ech ó ta mbié n c o n tr a s u s en o. Y a l r e c ib ir e n s u s b ra zo s a Sa ra , s in tió e n s u m ejil la la ti bie za d el b eso y la h um ed ad d el ll a n to . Ex perim en tó u na fú neb re tr is te za e n s u c o ra zó n, y p re g u ntó : —T ía ¿ p or q u é llo ra s.. .? L as lá g rim as en lo s ojo s del jo ven , so n co m o el d es b o rd am ie n to d e u na c o pa ll e n a. Pe ro e l lla n to d el v ie jo e s s an gre q ue b ro ta p or h erid as h ond as y p ro fu ndas. —N o te p re o cu pes h ijo —e xcla m ó Pe dro —. H ace u n m om en to d ec ía a tu tí a q ue e sta mos e n e l o cas o d e la v id a, y D io s n o n os h a d ad o n i u n s o lo h ijo p ara c o n so la rn os e n n uestr os ú lti m os d ía s. Es p or e so q u e llo ra m os. Mu ch os te men q u eja rs e e n p re sen cia d e u na p ers o na, p o r n o a b u rr ir la . Mi en tr as ta nto , e l c án cer d e s u tr is te za r o e s u c o ra zó n e n e l s il e n cio y e l s ec re to d e s u d o lo r. ¡B ie n ave n tu ra d o s lo s q ue s ab en c o nso la rlo s... ! El h om bre n ob le s ó lo s e q ueja a D io s d e s u s c u ita s, p o rq ue le e s m il v ece s p re fe rib le m orir c o n e l s il e n cio , a n te s q ue q u eja rs e a q u ie n es lo r o dean . Po rq ue e n e l m un do e n q u e s e d esliza n uestr a e xis te ncia , n o e n co n tr am os m ed ic in a a n u es tr a e n fe rm ed ad . Si n os q ueja m os, n os d ic e n lo s a m ig o s: "¡Po bre h o m bre ! N o h ay m ás re m ed io q ue te ner p ac ie n cia ". Y s i te nem os a n uestr o d erre d or e n em ig os, c o n a d m ir a b le m aestr ía d e a rti sta s d e te atr o, re p re sen ta rá n u na fa ls a tr is te za , m ie n tr as e n lo in te rio r, a ll á e n e l m ás o scu ro r in có n d e s u c o ra zó n, d o m in ará la a le g ría .. . T od os n os d an a n esté sic o s y c alm an te s, p ero n ad ie b u sc a e l re m ed io p ara n uestr as d o le n cia s. J u an B akal n o c ayó e n e l e n g añ o d e la s p ala b ra s d el a n cia n o. —Me ll a m an h ijo q u erid o —d ijo —, p ero s u s c o ra zo nes n o s ie n te n la te rn ura d e e s ta p ala b ra . N o s o y d ig n o d e la c o nfi an za d e u ste des. Y por ta nto , a d ió s. L os e sp oso s F arrá n g rita ro n : —¡N o, h ijo q uerid o ! Ve n, v en . N o te v a yas. ¡Es tás e q uiv o ca d o !
Página 21
—Si én ta te —h ab ló la a n cia n a—. Q uie ro c o nta rte n u es tr o p es ar, a u n que e s u n m al q ue n o ti en e r e m ed io . —¿ Será la m uerte ... ? Es o e s lo ú nic o q u e n o ti en e r e m ed io . Pa usad a y m ela n có lic am en te , c o m en zó a h ab la r e l a n cia n o : —T ú s ab es , h ijo m ío , q u e n uestr a p ro pie d ad lin da c o n la d e J o sé B ey H ark u ch .. , F ui a y er a p o dar a lg un os á rb ole s , y e n co n tr é, e n u na p arte d el te rre n o q ue m e p erte nece , a lo s p eo nes d el B ey, tr ab aja n d o e n e lla . " A m ig os —l es d ije — e stá n e q u iv o cad os, p orq u e e l te rre n o d el s eñ or J o sé B ey , ti en e s u s l in d ero s a u no s c in cu en ta m etr os d e a q u í." ¿ Sa bes lo q ue m e c o n te stó e l q ue d ir ig ía la s o b ra s? " ¡Ve te d e a q u í, v ie jo c a d u co ! El B ey H ark u ch c o no ce m ejo r q ue tú lo s lí m ite s d e s u s p ro pie d ad es y é l n os h a m an d ad o a tr ab aja r e n e ste lu gar" ... Yo g uard é s ile n cio . H oy fu i a h ab la r c o n J o sé B ey H ark u ch , p ero s e n eg ó a r e cib ir m e... N o m e q u ed ó m ás q u e v en ir a ll o ra r a q uí, j u nto c o n m i v ie ja .. . Se e n so m bre ció la v o z d el a n cia n o, y lu eg o c o nti nuó d oli e n te m en te : —¿ Qué p ued o y o c o n tr a e l B ey? Él e s r ic o y y o s o y p obre . Y e l o jo q u e c h oca c o ntr a l a le zn a, ti en e q u e r e ven ta rs e.. . A nte s d e q ue tú e n tr ara s, tu tí a m e d ecía : ¿ A caso p o rq ue n o n o s h a d ad o D io s u n h ere d ero q ue h ic ie se r e sp eta r lo n uestr o, le e s líc ito a e ste s eñ or a b usar d e n uestr a d eb ili d ad y a m bic io nar n u estr os b ie n es... ? Es p or e so q u e ll o rá b am os. J u an h ab ía fr uncid o e l e n tr ecejo , y s u s o jo s p re sag ia b an la to rm en ta . C uan d o te rm in ó e l a n cia n o , d ijo e l jo ven a b o gad o : —¿ Y, e s e ste e l m al q ue n o ti en e r e m ed io ? —p re g un tó . —¿ Qué re m ed io te nem os, h ijo m ío ? ¿ Q ué a rm a p odem os e sg rim ir c o ntr a e se m alv ad o...? Si y o fu era jo ve n , le e n se ñ aría c ó m o s e tu erc e e l c u ello a l la d ró n. Pe ro n oso tr os lo s v ie jo s, s o m os ta n im po rta nte s c o m o lo s p erro s q u e la d ra n a la lu na e n s u a fá n d e m ord erla . —¿ Conserv an lo s d o cu m en to s q u e a te sti g uan la p erte nen cia d e s u s ti erra s? —Sí . —Mu és tr en m elo s. Se a p re su ró l a a n cia n a a tr aérs elo s, m ie n tr as Pe dro d ecía : —¿ Para q u é s ir v e n lo s d ocu m en to s.. .? ¿ Pa ra q ué, s i n o te ng o d in ero p ara d em an darle ? C uan d o Sa ra h u bo tr aíd o lo s a m aril le n to s p ap ele s, J u an lo s e xam in ó, p ara d ecir , l u eg o, a l a n cia n o:
Página 22
—Ma ñan a tien e qu e aco m pañ arm e en un via je co rto . T en em os q ue m arc h arn o s d e a q uí a la s c in co p ara v o lv er te mpra n o. ¿ En tien de u ste d, tí o ? —¿ Viaje ? ¿ Ma rc h arn os.. .? —p re g un tó a d m ir a d o e l a n cia n o —. Pe ro , ¿ a d ó nde? —N o le im po rta s ab er a d ón de. L o n ec esario e s o b ed ec erm e. Y a c o ntin uació n , g uard án d ose lo s p ap ele s e n e l b ols il lo , s e d es p id ió d e lo s a n cia n os y s alió . C uan d o l le g ó a s u c asa, e n co ntr ó a s u p ad re e sp erá n dolo . —Pa pá —d ijo J u an a l e n tr ar—, h o y h e s eg uid o u n c o nsejo d e l o s tu yo s, p ero a l m is m o ti em po h e d eso bed ec id o o tr o. L e c o nte mpló e l a n cia n o u n m om en to y lu eg o d ijo : —A v er, h ijo . C uén ta me. ¿ C óm o e s e s o ? —Me h e c o m pro m eti do a d efe nder u n ju ic io e n fa vo r d e u n p obre , y p ro ces aré m añ an a a u n n ob le : Jo sé B ey H ark u ch . C ap ítu lo VI C ASO PR EMED IT A DO L a fe li c id ad , e n e l m und o, e s b uscad a p or e l h om bre c o n a fá n y c o n lo cu ra , c o m o s e b usca a la m uje r a q u ie n s e h a d e a m ar. L a fe lic id ad e s la q uerid a d el h om bre . Pe ro e s ta q uerid a ti en e u na te m ib le riv a l, q ue c o m parte c o n e ll a e l m is m o a m or d el h om bre . Y se l la m a m ate ria . L a m ate ria a ce ch a to dos lo s p aso s d el h om bre y h ac e lo p osib le p or c o nqu is ta rle y s e d u cir le , y e l h om bre e s u n ju guete e n m an os d e s u s d os q uerid as: la fe lic id ad l e l la m a a la s o le d ad , a la s ab id u ría , a l c am po d e la c o nfo rm id ad , y la m ate ria le e n g añ a lle ván dole a la s r e u n io n es , a la s c u ev as d e la a m bic ió n y d e la d m bria g uez. L a fe li c id ad v is ita a s u a m ad o p o r la m añ an a, y le e n cu en tr a c o rrie n do tr as la m ate ria . L e v is ita p or la n och e y le h alla p en sa n do e n s u o tr a a m ad a: la m ate ria . Si n e m barg o, e l h om bre s e q ueja y d ic e q u e n o e s p osib le h alla r la fe li c id ad e n e ste m un do. El h om bre b usca la fe lic id ad e n s u s h ech os, y e lla s e e n cu en tr a e n lo s h ec h os d e D io s. Q uie re e l h om bre ll e g ar h asta e lla , e sc ala n d o s o bre lo s c rá n eo s d e lo s d éb il e s , q uie re e n co n tr arla e n tr e la p la ta y e l o ro , e m ple an d o la a s tu cia c o m o u n m ed io e fi caz p ara p oseerla . Ma s l a fe lic id ad e s e sp ír itu p uro q ue d es ech a lo s m ed io s m ate ria le s y c u ya ú nic a e sca la e s e l b ie n .
Página 23
El h om bre n o h a te nid o e n to da s u e xis te ncia u n d ía d e fe li c id ad . Es to n o o bsta nte , e xcla m a c o n fr ec u en cia : " ¡Q ué d ía s ta n fe li c e s fu ero n a q uell o s.. .!" L a fe lic id ad m ora e n to das p arte s y e n to do s lo s ti em pos, p ero s o n m uy r a ro s lo s h o m bre s q ue c o m pre n den su dia le cto , po rq ue es dem as ia d o sen cillo , m ie n tr as q ue a l h om bre le s ed u ce lo c o m pu esto ... El p rin cip io d e la s ab id uría e s e l te mor d e D io s, y e l p rin cip io d e la fe li c id ad e s e l a m or a l p ró ji m o. H az e l b ie n y s e rá s fe liz; a li v ia e l d olo r a je n o y e n co ntr ará s la fe li c id ad . A dora e l o ro y s erá s d esg ra cia d o; e s cla víza lo y s erá s fe li z. L a c o nfo rm id ad e s la p uerta d e la d ic h a; la a m bic ió n, la d e l a d esg ra c ia . A l d ía s ig uie n te , e l d octo r J u an B akal c o ndu jo a Pe dro F arrá n a n te u n e scrib an o. F ir m ó a llí u n p o der g en era l p ara d em an dar a J o sé H ark u ch , p o r h ab er e ch ad o m an o s o bre u n b ie n a je n o . Mi en tr as v o lv ía a l p ueb lo , lle n o d e a le g ría p o r s er s u p rim er p ro ce so e n fa vo r d el d éb il , r e p etí a d ura n te to do e l tr ayec to la s ig uie n te p le g aria : —A cep ta , D io s m ío , e s te tr ab ajo c o m o e l h olo cau sto d e A bel a u n que e n cu en tr e la m uerte e n m an os d e C aín . A l s ep ara rs e d el a n cia n o, le d esp id ió d ic ie n do: —Va ya u ste d c o n D io s, tí o ... Su d ere ch o e a ta n ju sto y ta n c la ro , c o m o lo e s e ste s o l q ue n o s a lu m bra ... A hora , d em e s u b en dic ió n. El a n cia n o a b ra zó a J u an , y e n e l s ile n cio d e s u s la b io s, s ó lo s u s lá g rim as e scap aro n d e s u s o jo s, h u m ed ec ie n d o la s m an o s d el jo ve n , lá g rim as m ás e lo cu en te s q u e c u alq u ie r b en dic ió n . Er an la s d ie z de la m añ an a c u an d o r e g re só a s u c asa. En b re v es p ala b ra s r e fi rió a l a n cia n o p ad re lo s s u ceso s d el d ía , y a l fi n al c o n clu yó : —Es toy m uy a le g re y m uy fe li z, p ad re m ío . Ve o q ue la n atu ra le za m e s o nríe y q uie ro s a lir d e c aza , s eg ún c o stu mbre y a a rra ig ad a e n m í. ¿ Q ué te p are ce , v ie je cito m ío .. .? —H ij o d e m i a lm a: a p ro vis ió n ate c o n ti em po d e la n atu ra le za , d el s o l, m ie n tr as e sté s e n la p rim ave ra d e tu v id a. Q ue n o lle g u e e l in vie rn o e sta nd o d esp re ve n id o, p orq u e e n to nces n o te q u ed a m ás q ue e l r e c u erd o d o lo ro so d e lo s d ía s q ue p asaro n. Sa li ó Ju an co n su esco peta . A travesó el pueb lo y r e p en tin am en te s e d etu vo a la s o m bra d e u n o li v o .. . L ueg o , e n cen d ió u n cig arr il lo , m ie n tr as p or s u m en te v ia ja b a la c ab alg ata d el p en sa m ie n to . A quella fu erza in gen ie d el h om bre q ue d estr ona a lo s r e ye s, q ue d es p ed aza lo s r e in os, y q u e c re a to do lo s u bli m e y g ra n de. L os in ven to s y la a ltu ra fo rm id ab le d e l a c ie n cia , q ue a h o ra n os p asm an d e e m oció n, tu vie ro n s u c u na e n e l p en sa m ie n to d el h om bre o e n e l s en ti m ie n to d e u na m uje r. El c ere b ro y e l c o ra zó n s o n lo s p ro gen ito re s s ag ra d os d e c u an to e x is te .. . L as g uerra s y lo s d ogm as q ue h an c am bia d o la s
Página 24
fa ses d e la h is to ria , h an s id o c au sad os p or u n p en sa m ie n to . L a g lo ria o la lo cu ra , la r iq ueza o e l in fo rtu nio , n o r e c o n ocen m ás c au sa q u e la d el p en sam ie n to . C on u na i d ea C oló n d escu brió u n m un do n u evo , y c o n u na id ea s e fo rm aro n la s te rrib le s h ec ato mbes d e la g u erra . N ac im ie n to y m asac re , v id a y d es tr ucció n n acen d el c ere b ro . U n p en sa m ie n to d etu vo a J u an e n s u c am in o. L ueg o, e l jo ven a b o gad o r e g re s ó c o n p aso s in decis o s a l p ueb lo . Se d etu vo a n te l a c asa d e J u an a, a q uella a m ig a d e Ma ría , c o n q u ie n es s e e n co n tr ó u n d ía a n te s. Me ditó u n m om en to c o m o c o n su ltá ndo se a s i m is m o. Pe ro n o tu vo ti em po d e r e fl exio nar d ete nid am en te , p u es J u an a s a lió a s u e n cu en tr o d ic ié n do le : —B ie n ven id o s ea u ste d, d octo r.. . ¿ Q ué b en dito v ie n to le tr ajo h as ta n uestr a c asa ? —B uen o s d ía s, J u an ita .. . ¿ C óm o e stá s u fa milia ? —B ie n , a D io s g ra c ia s. Sí rv a se p asar. —Mu ch as g ra cia s, J u an ita ; d ese o s eg u ir m i p as eo . Vi ne s ó lo p ara p re g unta rle s i v a u ste d h o y c o n s u s c o m pañ era s a la fu en te . —¡O h, d octo r.. .! C ré a m e u ste d q ue s ie n to m uch o lo s u ced id o a yer e n tr e Ma ría y u ste d... T odo s s ab en q u e e ll a e s u na jo ven e xcele n te y e d ucad a. —¿ Y q uié n lo d u da? —p re g un tó s o nrie n d o J u an . —Yo m e a d m ir é c u an d o le o í d ir ig ir le a q u ella s p ala b ra s... L le vo y a d ie z a n o s e n s u c o m pañ ía y n un ca h e o íd o u na p ala b ra g ro se ra e n s u s la b io s... L e a s eg uro , e s ti m ad o d octo r, q u e a yer m e c au só a d m ir a ció n e l p ro ce d er d e Ma ría . —Yo ta mbié n fu i g ro sero c o n e lla . Pe ro a h ora , d íg am e: ¿ ir á n u ste des h oy? —¿ Y p or q ué p re g un ta u ste d e so , d octo r? ¿ A cas o p ara a b ste ners e d e ir a l a fu en te s i n oso tr os v am os... ? —A l c o n tr ario , J u an ita . Es p orq ue te ngo q ue h ab la r c o n la s eñ orita Ma ría , so bre alg o qu e tien e para ella m uch a i m porta ncia . J u an a calló u n in sta nte . En ta nto p or su m en te la s c avila cio n es y d ud as lu ch aría n h as ta d esh ace rs e u nas y o tr as, p re vale cie n do u na s o la , q ue fu e ta l v ez la q ue le o bli g ó a d ecir : —¿ Si e s ta n im po rta nte e l a su nto d el q ue ti en e q ue h ab la rle u ste d, p o r q ué n o le p id e u n a e n tr ev is ta ? —U ste d m is m a ju zg ará la im porta ncia de nuestr a c o n ve rs ac ió n, p uesto q ue h e d e h ab la r a la s eñ orita Ma ría e n p re sen cia s u ya. A ho ra , p or fa vo r, d íg am e ¿ ir á o n o , h oy d ía ? —Sí , d octo r. H em os c o nven id o e n ir a b añ arn o s, h oy ta mbié n .
Página 25
—En tonces —c on clu yó Ju an —, lle g aré a la fu en te en m om en to o po rtu no, y m e h ará e l fa vo r d e p re sen ta r a la s eñ orita Ma ría m i p eti ció n , p ara a sí te ner e l h o nor d e s er e sc u ch ad o. — D esp ués d e s o n re ír , e l a b o gad o p ro sig uió —: C re o in neces ario q ue la s eñ o rita Ma ría s e p a s o bre e s ta c o n ve rs ac ió n. —So y d e la m is m a o p in ió n. —H asta la v is ta , J u an ita —d ij o J u an a ca ric ia n d o la b arb il la d e l a jo ven . Se a le jó lu eg o, y p o r tr es v ece s s e v o lv ió p ara m ir a rla c ariñ osam en te , h asta q u e u na c a sa le o cu ltó d e la v is ta d e J u an ita . Y m ie n tr as s e a le ja b a ib a m urm ura n do: "¡Es u n c rim en o bte ner una co sa po r la s m ala s , pudie n do ob te nerla b uen am en te !" Mi en tr as ta nto , la jo ven a m ig a d e Ma ría , s e d ecía p ara s í: " J u an , d ic h osa la m uje r q ue s e c asa c o n tigo ". Mu ch os s o n lo s jó ven es q u e a m an s in e sp era n za , y q ue v iv en d e e s a e sp era n za . Ví cto r H ugo, a m ó p o r m uch os a ñ o s a u n a m uje r, y n u nca le c o n fe só s u a m or, p o r s er la e sp osa d e u n a m ig o s u yo . Pe ro e te rn izó e sa p as ió n, e n u na o b ra d e a rte , u n p oem a ti tu la d o: " En e l a lm a h ay u n s e cre to ." Se d ic e q u e L eo nard o d e Vi nci, d ura n te to da s u v id a a m ó a Mo nna L is sa, p ero e ll a ja m ás s o sp ec h ó la p asió n d e L eo nard o, y e l c éle b re p in to r h izo e te rn o s u a m or y s u a m ad a, c o n " L a G io co n da", lo c u al p ru eb a q ue la s m ara vil la s d el a rte y la s o bra s d e g en io ti en en p o r ú nic o a u to r e l a m or. J u an ita a m ab a a J u an , c o n la d olo ro sa p asió n d e q uie n a m a e n s e cre to . N un ca s e a tr evió a d iv u lg ar s u a m or c a lla d o, y a sí, n ad ie lo s u p o j a m ás. C ap ítu lo VI I R ESU LTA DO D E UN EN CU EN TR O El b añ o d e la m uje r h a s id o a tr avés d e la h is to ria , e l e sp ectá cu lo m ás a tr acti vo y s e d ucto r. D avid s e e n am oró d e B eth sab é a l v erla e n e l b añ o . Su sa n a d esn uda m ie n tr as s e b añ ab a, s ed ujo a d os a n cia n o s. Im ro u e l k ais , e l p ad re d e la p oesía á ra b e, d ejó a s u tr ib u y s ig u ió a s u p rim a, d esd e q ue la v io e n e l b añ o. Y F rin é, q ue ib a a s er c o nd en ad a a m uerte , c u an d o la d esn ud aro n a n te s u s ju ec es, re cib ió e n c am bio la c o n den a d e v iv ir .
Página 26
En Eu ro pa, e l d esn ud o e s c o sa m uy n atu ra l, y p or e so h a p odid o lle g ar a s er u n im ple m en to d el a rte . Pe ro e n O rie n te e s i m posib le . H ay e n Si ria y L íb an o, e scrito re s y p oeta s q ue s o n p erla s p re cio sas e n la c o ro n a d e la lite ra tu ra ; m úsic o s q ue a d orn aro n c o m o b rilla n te s e l c u ello d e la p atr ia . Pe ro s ir io s y lib an eses, h as ta la é p oca d e e ste r e la to , n o h an p o did o v an ag lo ria rs e c o n u n s o lo p in to r. Po rq ue la h erm osu ra e n e l a rte p ic tó ric o , c o n sis te e n la h erm osu ra d el d esn ud o, y s e g ún la s c o stu mbre s d e lo s p aís es d e O rie n te , e l d esn u do e s i n co n ce b ib le . L a m uje r d e Eu ro pa y d e A m éric a , p id e te ner lo s m is m os d ere ch os q ue e l h o m bre . L a m uje r d e A sia p id e u n p o co d e a ir e l ib re . (Yo n o s é c u ál e s m ás d ig na d e c o m pas ió n.) L as e u ro peas e stá n a la v is ta d e lo s h om bre s, c as i d es n u das, y la s o rie n ta le s v ela n s u c u erp o, y la s m ah om eta nas h asta e l r o str o... L a m od a d e e xh ib ir lo s s en os y la e sp ald a, p or e l e sco te d el v e sti d o, s e h a e s p arc id o p o r to do e l m un do, m as n o e n e l O rie n te . El d esn ud o e s n ec esario p ara la b elle za d el a rte . Po r e so h an s id o m aestr os lo s e g ip cio s y lo s g rie g os, y a q ue p u die ro n i n sp ir a rs e e n u n n atu ra l n udis m o. C on to do , n oso tr os, lo s e scrito re s y lo s le cto re s , p odem os e n tr ar d on de n o e n tr a e l v u lg o y p od em os v e r lo o cu lto . —¡Ma ría —p re g untó J u an a—. ¿ Q ué e s lo q u e ti en es .. .? D esd e q u e e s ta mos e n e l a g ua, n o h as p ro nu ncia d o u n a s o la p ala b ra . —N o s é p or q u é m e s ie n to tr is te , d esd e q u e lle g am os. —¿ Será ta l v e z el r e cu erd o d e lo q u e s u ced ió a ye r? —Pu ed e s er —d ijo Ma ría , y v o lv ió a o cu lta rs e b ajo la s u p erfi cie d el a g u a. El b añ o d e la fu en te e ra u n c u arto , c erra d o p or lo s tr es la d o s, m ie n tr as q u e e l c u arto p erm an ec ía a b ie rto a u na a ltu ra d e u n m etr o. N o h ab ía p or ta nto e l te mor d e a h ogars e . Mi en tr as la s jó ven es r e ía n y ju gu ete ab an e n e l a g u a. J u an a a so m ó la c ab eza y v io a l a b og ad o s en ta do a la s o m bra d e u n s au ce. D ij o e n to nces a s u s c o m pañ era s: —Me p are ce q ue e s h ora d e s alir d el a g ua. Y e ll a , a n te s q u e la s d em ás , c o m en zó a s ecar s u c u erp o p ara p o der v esti rs e . Y m ie n tr as s u s a m ig as s alía n d el b añ o, c o rrió e lla a r e u nir s e c o n J u an B aka l. —¿ Que s u g ie re u ste d q u e d ig a a la s eñ o rita Ma ría ? — p re g u ntó s o nrie n te , p or e l p la cer d e h ab la r c o n e l h om bre a q uie n a m ab a. —A lg o m uy s en cil lo , J u an ita . D íg ale : "J u an B akal d es ea h ab la rle , s o b re u n a su n to m uy im porta nte ." L u eg o, v en ga u ste d c o n e lla . —¿ No e sta ré d e m ás e n tr e u ste des? —p re g un tó tí m id am en te J u an ita .
Página 27
—N o —r esp on dió Ju an , so nrie n d o— su pre se n cia es n ec esaria . L a jo ven re g re só al lu g ar en d on de se h all a b an su s c o m pañ era s, y a cerc án do se a Ma ría l e d ij o : —Ve ng o an te ti co m o m en saje ra , y d eb o cu m plir m i c o m eti do . —¿ Qué q uie re s d ecir , q u erid a J u an ita ? —p re g un tó Ma ría a so m bra d a. —Q uie ro d ecir , q u e e l d o cto r J u an B aka l, q ue s e h alla s en ta do a p o co s p as o s d e a q uí, m e e n carg ó p ed ir te u n a e n tr evis ta e n s u n o m bre , p ues n ec esita h ab la rte s o b re a lg o d e m uch a i m porta ncia . Ma ría a rru gó e l e n tr ecejo , y fi jó s u s m ir a d as e n J u an a, c o m o q uerie n do in ves ti gar la v erd ad o la s o lu ció n a s u c u rio sid ad , e n e l c o ra zó n d e la m uch ach a. —¿ Qué e s lo q ue d esea d e m í e se a tr evid o? —p re g un tó c as i c o lé ric a—. ¡N o q u ie ro v erlo ! —Pe rd on a Ma ría , p ero e re s m uy in ju sta a l lla m arle a sí.. . N o s é y o e l m otivo d e la e n tr evis ta q u e é l p id e, y a d em ás, e re s lib re d e i r o n o, s i te p la ce... Pe ro p u ed o a se g u ra rte q ue e l a s u n to e s i m porta nte , p u es e l d o cto r lo d ij o a sí, y é l n o p ued e m en tir. —¡O h, s í! Su s p ala b ra s s o n i n fa lib le s. —Pu ed es b u rla rte c u an to q u ie ra s, p ero y o e sto y c o n ven cid a d e s u le alta d. Ma ría s o n rió , y a l c ab o d e u n in sta nte p re g untó : —¿ Ha p ed id o u na a u die n cia s ecre ta ? —Yo q uis e q ue fu era s ecre ta , p ero é l n o q uis o a sí. " Pu esto q ue u ste des s o n a m ig as d e e ll a , p u ed en p re sen cia r y e s cu ch ar n uestr a c o n ve rs ac ió n", d ij o . —Pu ed e s er q ue te ngas ra zó n, J u an ita —c onte stó Ma ría —. Va mos, v am os a v er a e s e s eñ or. L as jó ve n es s e d ir ig ie ro n a l lu gar e n d ond e J u an e sp era b a s en ta do . A l v e rla s ll e g ar s e p uso d e p ie , y c o n s e rie d ad y r e sp eto , s e i n clin ó d ic ie n d o: —Se ño rita s: n o p ued o o fr ece rle s m ás a s ie n to s q u e lo s d e la n atu ra le za . Se nté m on os. T om aro n a sie n to , m en os J u an , q u ie n d es p ués d e m ir a r a Ma ría d ete nid am en te , d ijo s in le v an ta r d e la h ij a d el B ey s u s o jo s fi jo s: —Sa be D io s, señ orita , que nun ca tu ve in te nció n de m ole s ta rla c o n u na e n tr ev is ta , s o b re to do d esp ués d e lo s u ced id o ay er. Pe ro ayer, pre cis a m en te , tu vo lu gar un
Página 28
a co nte cim ie n to , e l q ue s ó lo u ste d p ued e r e m ed ia rlo . N oso tr os to dos s ab em os q u e e l h om bre e s u n ju guete e n tr e la s m an o s d el d esti no, y e l d esti n o n un ca le d eja e n li b erta d n i a lb ed río p ara c o n su m ar s u s h ec h o s, s in o q ue lo s h ech os d el h o m bre lo s d ir ig e e l m is m o d es ti no, a s u a n to jo . Pe ro a n te s d e ll e g ar a l p unto e se n cia l p ara e l c u al h e s o lic ita do e sta e n tr evis ta , m e e s n ec esario c o m en za r c o n u n p ró lo g o q ue p ara u ste d p ued e s er c an sad or, p ero q u e e s in d is p en sab le p ara lle g ar a l fi n . Yo , s eñ orita , s o y u n o d e a q uell o s q u e c re en e n e l b uen ju ic io , a co m pañ ad o d e la p as ió n y la d evo ció n, u nid a a l a n h elo . Es to e s r a ro , y lo r a ro e s la m ed id a d e lo s p o eta s; lo s h o m bre s n o p ued en c o m pre n der c ó m o la ju sti cia s e u n e a l a n h elo y p or e s o s e d esv ía n d el re cto c am in o y la m an o d e la p erp le jid ad c o m ie n za a tu rb ar s u s d eseo s, s u s c o stu mbre s y h asta s u v o lu nta d... C on e ste p rin cip io , h e c o ntr ad ic h o a lo s d em ás , p u es e n to do s o y d ife re n te d e e llo s: n o c o m parto s u s m is m os id ea le s y e n su eñ os. Yo a m o lo q u e lo s o tr os o d ia n y o dio lo q ue lo s d em ás a m an ... A hora b ie n , a q uie n ti en e e sta c re en cia , n o s e le d eb e r e p re n der la g ro se ría d e s u c a rá c te r... In te ncio nalm en te h e m en ta do la p ala b ra "g ro sería ", p ara a sí p ed ir a u ste d m il p erd o nes p o r e l d is g usto q ue l e h e c au sad o a yer. Ma ría h ab ía e sc u ch ad o la s p ala b ra s d e J u an c o n a rre b ato . Se d ila tó s u e sp ír itu y a le já n d ose d el c u erp o , s ig u ió c o n la s p ala b ra s d el a b og ad o, a la s re g io nes d e la p oesía y d e la fi lo so fí a. Ma s c u an d o o yó a J u an p ed ir le p erd ón p or e l s u ce so d e la v ís p era , s in ti ó d e n uevo q u e s u e sp ír itu r e g re sa b a a s u c u erp o y d ueñ a y a d e s í m is m a, r e sp on dió : —L o q ue p asó , p asad o e stá , d octo r... L e s u pli c o c o nti nuar s u c o n ve rs ac ió n. Pr osig uió J u an s u e xp osic ió n, d esp ués d e u na s o n ris a : —U n c o m pañ ero d e U niv ers id ad , m e d ec ía q u e p ara s e r fe liz, e l h om bre d eb e v iv ir c o m o e rm ita ño e n m ed io d e lo s h om bre s, p ero ¡c uan d ifí cil e s s erlo e n tr e e llo s! Y e sta e s la v erd ad . H e p en sa d o m uch o e n la d esg ra c ia d e la h um an id ad y v i q ue s u e n fe rm ed ad n o ti en e re m ed io . L o s o cc id en ta le s s e b urla n d e n oso tr os, m ie n tr as q u e s o n e llo s m ás d ig no s d e c o m pasió n , p orq ue ll a m an c iv ili za ció n a u n e sp ejis m o e n e l d esie rto d e s u v id a, y p ro gre s o a u n fa nta sm a q u e c o nsta nte men te s e le s a p are ce en su s no ch es . Lla m an civ iliza ció n a la s c o n str uccio nes a lta s, a lo s te mplo s s u ntu oso s y a la s a n ch as a ven id as , y lla m an p ro gre s o a l v ia ja r e n a e ro pla n o, a l e xp lo ta r l a ti erra y a l c o n str uir c añ ones, p or c u ya b o ca s e v o m ita rá la m uerte . —En tonces, ¿ nie g a u ste d e l p ro ve ch o d e la c iv il iza ció n m od ern a? —p re g un tó Ma ría , a d m ir a d a p or e l d is cu rs o d e J u an . —Yo n o s é s eñ orita , s i s e d eb e lla m arla c iv il iza ció n o s alv ajis m o re fi nad o: L a c iv iliza ció n c o n sis te e n e l a d ela n to
Página 29
e sp ir itu al y m ora l, e n la fr ate rn id ad , e n la ig uald ad y e n la l ib erta d... ¿ A ca so la m odern a c iv iliza ció n h a tr aíd o c o n e ll a la l ib erta d y m ás d ones c e le sti ale s... ? ¿ D ón de e s tá e l p ro gre so e sp ir itu al.. .? A ye r, d esp u és d e s ep ara rm e d e u ste des, to mé e l c am in o d el p ueb lo . En tré e n c a sa d e Pe dro F arrá n , p ara v is ita rle , y a l e n tr ar v i a l a n cia n o q ue, e n u n ió n d e s u e s p osa, l lo ra b an .. . ¿ U ste d c o m pre n d e s eñ o rita , lo q u e s ig nifi ca e l ll a n to d e u n v ie jo ...? Si n d u da, p orq u e la s m uje re s h an s id o d o ta das d e u n c o ra zó n m ás c o m pasiv o q ue e l d e lo a h o m bre s. A l v e rlo s e n ta l e sta do d e d esco nsu elo , c o rrí a a b ra za rlo s y q u is e h acer lo p osib le p or c o nso la rlo s, p orq u e lo s q uie ro , p o rq ue m e d u ele v e r s u fr ir a a q uello s q ue m ecie ro n m i c u na c u an do n iñ o , q u e s ati sfa cía n m is des eo s cu an do m uch ach o —y añ ad ió , q ueb rá n dosele la v o z—, y q ue s u pie ro n , s o bre to da la a n cia n a Sa ra , r e p ara r e n a lg o la fa lta d el a m or m ate rn o c u an do p erd í a m i m ad re . Y J u an h izo u n m ovim ie n to b ru sco p ara a le ja r d e s í la tr is te za q ue le c au sab a e l r e cu erd o d e a q uell a tr ag ed ia , s u ce d id a e n lo s a lb ore s d e s u e xis te ncia . —N o q uería n d ecir m e la c au sa d e s u ll a n to —p ro sig uió e l a b o gad o—. Pe ro le s a m en acé c o n ir m e d e s u c as a d is g u sta do. En tonces m e c o ntu vie ro n d ic ie n do: " H ijo q uerid o , ¿ ac aso n o e s s u fi cie n te n uestr o in fo rtu nio , p ara q u e tú v en g as a e n tr is te cer m ás n uestr as v id as, d is g u stá nd ote c o n n o so tr os? " Yo le s d ije : " Si m e c o nsid era n c o m o u n h ij o , c o m o ta l d eb o c o m parti r c o n u ste des la s a le g ría s y lo s d olo re s." " N uestr a e n fe rm ed ad n o ti en e r e m ed io —m e d ijo Pe dro — y y a q ue n os o blig as a c o n ta rte n uestr os d olo re s , s e a: llo ra m os p orq u e s o m os d éb ile s, p orq ue n o te nem os q uie n n os p ro te ja , p orq ue a b u sa n do d e n u es tr a d eb ili d ad d e a n cia n os n os q uie re n a rre b ata r la h ere n cia d e m is p ad re s y a b u elo s, q u e y o r e g ué c o n m i s u do r y c o n m i ll a n to ." —" Déje se d e h ab la r ta nto , tí o —l e d ije — y d íg am e, ¿ q uié n le a rre b ata s u h ere n cia y s u p ro pie d ad ? " Y é l m e r e sp on dió : J o sé B ey H ark u ch . L le n a d e e s tu por, Ma ría , c o nfu ndid a y a so m bra d a, s e le va n tó y s e a cerc ó a J u an B aka l. —¿ Mi p ad re ? —Su p ad re , s eñ o rita . —¿ Mi p ad re ? —El m is m o —r es p ond ió e l a b og ad o. Ma ría r e tr oced ió , c o m o r e tr oced e la v íc ti m a a l v e r b rill a r e n m an o d el a sesin o e l p uñal q ue h a d e c la vars e e n s u p ech o. C on le n titu d v o lv ió a s en ta rs e, y o cu ltó s u r o str o e n tr e la s m an os, c o m o s i llo ra ra o c avila ra p ro fu ndam en te . Se le a ce rc a ro n s u s jó ve n es a m ig as, p ero la h ija d el B ey la s a p artó c o n la m an o , e xp re sa n d o a sí s u d eseo d e q ue la d eja sen s o la .
Página 30
J u an B aka l p erm an ecía d e p ie fr en te a Ma ría . L u ch ab an e n s u p ec h o d os d eseo s o puesto s: el d e ve rla su fr ir y ll o ra r d es co n so la d a y e l d e a cerc ars e a c o nso la rla . Ve ncie n d o e ste ú lti m o, c o rrió a s u s p la n ta s d ic ie n do : —Se ño rita , y o s a crifi caría u na p arte d e m i s e r p or n o v erla s u fr ir , s e a u ste d a m ig a o e n em ig a m ía . A sí p ues, n o p ued o v e rla e n e s te e sta do, s o bre to do s ab ie n do q ue s o y la c au sa d e s u a fl ic c ió n. —N o, d o cto r, n o e s u ste d l a c au sa , s in o lo s o n lo s m ío s. —N o s e a fl ija u ste d a sí. N o e s n ece sario .. . Pa ra to do h ay r e m ed io . Ma ría fu e r e c o b ra n d o s u s ere n id ad p oco a p oco . L ueg o s e i r g uió r e p en tinam en te y p re g u ntó : —¿ Y q u é h a h ech o u ste d d esp ués? —En e ste a su n to , lo i m porta nte e s lo q ue y a le h e c o nta do a u ste d. El re sto n o m ere ce s er m en cio nad o. Ma ría H ark u ch s e v o lv ió a s u s a m ig as y p id ió : —L es s u pli c o q u e m e d eje n a s o la s c o n e l d octo r. C uan d o la s c h iq u ill a s h ubie ro n d es ap are c id o, s e v o lv ió a J u an y le d ijo : —D octo r, le ru eg o q ue m e d ig a la a cti tu d q ue u ste d h a to mad o e n e ste a su nto . —C on duje h oy a l a n cia n o F arrá n a n te e l e s crib an o , y a llí le o bli g ué a o to rg arm e u n p oder g en era l. —¿ Y desp ués? —D esp ués q u is e p re se n ta r la d en un cia a l T rib un al, p ero a n te s d e e n tr ar a la s a la d e ju sti cia m e d ij e : " Es u n c rim en o bte ner una co sa po r la s m ala s , pudie n do ob te nerla b uen am en te ." En tonces v o lv í a c asa, p en san do e n la a yu da q u e u ste d p odría p re sta rm e e n e ste a su nto . El c o ra zó n d e la m uje r e s u n a fu en te d e c arid ad . Po r e s o a cu do a e ste m ed io . —¿ Y n o h a te mid o u ste d la c ó le ra d e m i p ad re y la d e s u s a m ig o s, e l Em ir y e l O bis p o? —p re g u ntó Ma ría . —Se ño rita , la m ejo r r e sp uesta a s u p re g unta e s d ec ir le lo q ue p en sa b a y o a l r e g re sa r a c asa . —¿ Qué e s lo q ue p en sa b a? —Mi en tr as c a m in ab a, d ir ig ía m is m ir a d as h acia e l c ie lo , y c la m ab a. " A cep ta d m i o bra , D io s m ío , c o m o e l h olo cau sto d e A bel, a u nq ue m e m ate m i h erm an o C aín ." A qu ella s p ala b ra s im pre sio naro n a Ma ría , c o m o u n h álito fú neb re q ue a n uncia ra la m uerte d e u n s e r q uerid o . D es p u és d ijo :
Página 31
—D octo r, s o y m uy d esg ra cia d a c o n m i p ad re , y e s im posib le p oder c o nven cerle d e s u s e rro re s . Po r e so le d ig o d esd e a h ora , q ue la e sp era n za q u e u ste d h a p uesto e n m í p ara a yu darle , q ued ará fr ustr ad a. C on to do p la cer d erra m aría m i s an g re p ara q ue m i p ad re c am bie d e id eas y c o stu mbre s . D ese aría h asta s er u n D io s p ara im ped ir s u s a cto s q ue v an c o n tr a la ju sti cia ... Ma s n o p or e sto v aya a c re er, e sti m ad o d o cto r, q u e n o h aré a lg o p or e l p ob re Pe dro F arrá n . Es ta m is m a n och e r e p ro ch aré a m i p ad re s u p ro ce d er, a u nq ue te ngo la s eg urid ad d e s er d err o ta da. Pe ro e s la o blig ació n d el h om bre in te nta r la c o nsecu ció n d e u n fi n l a u dab le . —Yo , s eñ orita —e xp lic ó J u an — la c o nsid ero c o m o u n á n gel c ele sti al, s ea q uie n fu ere s u p ad re , y a n ticip ad am en te le a g ra d ezc o s u in te rv en ció n e n e l a su nto d e F arrá n . Po rq u e d ic e e l Ev an gelio : "Se gún s u s in te ncio n es s erá n r e c o m pen sa d o s." —D octo r —d ijo Ma ría , s o n rie n do— ¿ qu ie re e s tr ec h ar m i m an o, d esp u és d e lo s u ced id o a yer? —Me c o nsid ero d ic h oso , s e ñ o rita . Y m ás lo e sta ría s i m e c o n ce d ie ra b es arla , p ero ... —H ab le s in r e ce lo s, d octo r. ¿ Q ué s ig nifi ca e s e " p ero ".. .? O b ie n q uería s ig n ifi car c o n e l a d ag io : "¿ B esar la m an o e s b urla rs e d e la b arb a.. .? " —¡O h, p erd ón, s eñ orita ! N o e ra e sa m i in te nció n , s in o q ue ib a a d ecir q ue n o m e e s lí c ito b esar u n a m an o q u e p erte nece a o tr o. Ma ría fr unció e l c eñ o, y J u an c re yó q u e o tr a v ez ib a a d es en cad en ars e la to rm en ta . Pe ro e lla , le jo s d e d is g u sta rs e, s o n rió p re g u nta nd o: —¿ A q uie n p erte nece m i m an o? —A l Em ir Sh afi k. —L e ju ro , d o cto r, q u e m i m an o n o s e rá p ara é l m ie n tr as v iv a. J u an g uard ó s ile n cio , p ero s o nre ía . —¿ Qué ti en e u ste d, d octo r? —p re g un tó Ma ría . —N o s é , s eñ orita , s i te ngo d ere c h o a p re g u nta r m ás. —L e a u to rizo a q u e h ab le c o n fr an qu eza . —Ya q ue m e a u to riza a p re g unta r lo q u e q uie ra , d íg am e ¿ quié n e s a q uel fe liz que l a p re te nd e? —¿ Y uste d l la m a fe liz a l a p ers o na q u e p re te nde m i m an o ? —A l q u e la p re te nde, n o, p ero s í a l q u e la o b tien e —d ij o J u an , m ie n tr as e str ech ab a e n s u s d ed os u na m an o d e Ma ría . L ueg o a ñ ad ió s o le m nem en te —: Sí, s e lo ju ro . —Si u ste d c re e q ue la fe li c id ad c o n sis te e n o b te ner m i m an o , p ued e q u ed ars e c o n e lla .
Página 32
C om o a l c o nta cto d e u n a p od ero sa c o rrie n te e lé ctr ic a, J u an s e in co rp o ró d e u n s alto . Se d ila ta ro n s u s p upila s c o m o e n u n a e xp re sió n d e te rr o r. —¿ Qué h a d ic h o u ste d, s eñ orita ? —p re g untó s in d ar c ré d ito a l o q ue o ía . —N o a c o stu mbro r e p eti r n i c a m bia r m is p ala b ra s . —¡Se ño rita ! —Su prim a e l " s eñ o rita ". J u an c o m en zó a d esg ra n ar e n la m an o d e Ma ría q u e te nía p re sa e n tr e la s s u yas , u n a in te rm in ab le s u ce sió n d e b eso s. Y e ll a n o o po nía r e sis te ncia a la s a m oro sas c a ric ia s d el a b og ad o. A l c a b o d e u n m om en to p re g un tó : —¿ Y ah ora , to davía p ie n sa e n d em an dar a m i p ad re ? C on to no s evero y a d m ir a ti vo d ijo J u an : —¿ Qué q uie re d ecir c o n e sa p re g u nta ? —Q uie ro d ec ir —e xp lic ó la h ija d el B ey— q ue le o fr en d o m i a m or a c o n dic ió n d e n o a c u sa r a m i p ad re . J u an c o nte mpló la rg am en te a Ma ría . En s u s o jo s s e r e tr ata ba l a tr is te za d el v ia je ro s itu ad o e n e l c o m ie n zo d e d os c am in os i g ualm en te d es co no cid o s o p elig ro so s... L ueg o , le v an ta nd o s u m ir a d a, e xcla m ó: —¡D io s m ío ! ¿ Q ué c u lp a h e c o m eti do p ara q ue m e c as ti g ues d e e sta m an era ? ¿ Se ré a c aso u n ju gu ete e n la s m an o s d el d es ti n o, p ara q ue to dos s e b urle n d e m í? .. . D esp ués, fi jó s u m ir a d a e n Ma ría , d ic ie n d o: —Ma ría H ark u ch , u ste d e stá m uy e q uiv o ca d a a l c re er q ue J u an B aka l e s u na m erc an cía c o m o c u alq uie ra y q ue p ued e s er c o m pra d a o v en did a, c u an d o u no le v ie n e e n g an a.. . Es v erd ad q ue h e s id o u n n ecio a l p en sar q ue la h ija d e J o sé B ey H ark u ch s e r e b aje a a m ar a u n c am pesin o, d esin te re sa d am en te . Pe ro , a D io s g ra c ia s , m e d esp ie rto a ti em po d e m i e m bria g u ez. .. Y a h o ra o ig a m is ú lti m as p ala b ra s: N o n ec esito m ás re co ncili a c ió n. ¡Ma ñan a m is m o a c u saré a s u p ad re d e u su rp ar lo s te rre n o s a je n o s! D ij o e sto , e h izo u na in cli n ació n a Ma ría e n s eñ al d e d es p ed id a. —Es pere u ste d —e xcla m ó a s u v ez e ll a —. H a d ic h o u ste d s u s ú lti m as p ala b ra s y y o ta mbié n d ir é la s m ía s. —Y v o lv ié n do se a l a s j ó ven es—: ¡Juan a! ¡J osefi na! Ve ng an a cá. Ex trañ ad o J u an d el p ro ce d er d e la jo ven , s e p re g unta ba: " ¿ Q ué i n su lto o q ué o fe nsa m e e sta rá r e serv an do ?" En a q uel m om en to lle g ab an la s c o m pañ era s d e Ma ría , y é s ta d ijo :
Página 33
—H ace u n m om en to m e h e e n em is ta do c o n e s te s eñ or, p orq ue le o fr ecí m i c ariñ o y m i a m is ta d a c a m bio d e s u s ile n cio . Q uis e li b ra rlo d e la e n em is ta d d e m i p ad re , d el O bis p o y d el Em ir , y é l n o h a a cep ta do, y d evo lv ié n d om e e l m al p o r e l b ie n , h a c o nte sta do a m is p ala b ra s c o n i n su lto s. Po r e so ... C alló la jo ven , y a c erc á n d ose a J u an le to mó p o r e l b ra zo , c o n tinu an do : —T en drá u ste d s u c a sti g o.. . J u an B akal, s i h u bie ra u ste d c o n se n tido e n n o d em an dar a m i p ad re , s i u ste d m e h ub ie ra o bed ecid o —y o cu lta ba Ma ría u na so nris a—, le h u bie ra m en osp re cia d o y d ete sta do . J u an e scu ch ab a e s tu pefa cto e sas p ala b ra s. L a h ij a d e J o sé B ey H ark u ch , c o ntin uab a: —J uan , e re s e l h om bre m ás g ra n d e q ue h e c o n ocid o e n L íb an o . A nte s d e c o nocerte e ra s e l b la n co a l q u e ib an d ir ig id as m is id eas. Er as e l h éro e d e m is s u eñ os a n te s d e d esp erta r... H ace u n m om en to , c u an d o J u an a m e d ijo q u e q u ería s h ab la rm e, m e e s tr em ecí, c o m o s i p re sin tiera q ue e n e s te m in uto to do e l s u eñ o d e m i v id a s e tr oca ría e n u n h erm oso d esp erta r.. . B en d ito s ea e l d is g usto d e a yer, e l e n cu en tr o d e h oy, y s ean b en d ito s e l a n cia n o Pe dro y s u m uje r, p orq u e s o n lo s la zo s q ue n os h an u nid o. D ile s, e n m i n o m bre , q u e h e d e d arle s to do lo q u e h e h ere d ad o d e m i m ad re ... H ace u nos in sta nte s m e b esa b as s ecre ta men te la m an o. A ho ra yo te d ev u elv o tu s b es o s p úblic am en te . A nte D io s, y a n te e s ta s d o s m uje re s , te ju ro q ue s eré tu a m ig a, tu h erm an a, s i lo q uie re s, h as ta l a m uerte . Y s in d eja rle ti em po a c o nte sta r, c u brió d e b eso s to do e l r o str o d e J u an q ue, s u m is o y c alla d o , s em eja b a a u n n iñ o q ue s e d eja a c aric ia r p or s u m ad re . Y c u an do Ma ría s e c an só d e e xp rim ir s u s b es o s, d ijo a s u s c o m pañ era s, m ie n tr as la s a b ra za ba: —¡Pu ed en fe li c ita rm e! Pe ro n o m e e n vid ie n . G ozo sas e lla s la a b ra za ro n, c o lm án do la d e b eso s ta m bié n . Só lo e n l o s o jo s d e J u an ita p are ció te mbla r u na lá g rim a. D ic en q u e e l a m or n ac e d e u na la rg a c o m pañ ía . Pu ed e s er v erd ad . Pe ro a e s to n o s e d eb e lla m ar a m or, s im ple m en te , s in o a m or d e c o stu mbre o a m or o blig ato rio . D os jó ve n es s e c asa n p or c o n ven ie n cia . A l p rin cip io d e s u v id a m atr im onia l se g olp ean h asta can sars e, p ara ll o ra r e n to nces y la m en ta rs e. Pe ro e s e l m atr im onio u na c ad en a d ura , q ue n o p u ed e s er lim ad a n i d esp ed aza da. En tonces , p ara e c h ar u n p oco d e m ie l e n la a cid ez d e la v id a, c o m ie n za n a s o porta rs e m utu am en te . Pe ro e s to e s u n a m or d e c o stu mbre u o b lig ato rio . El v erd ad ero a m or e s e l p ro d ucid o p or u n a m ir a d a. Y s i u na m ir a d a n o lo p ro du ce , n o lo p ro ducir á n ta mpoco c ie n a ñ os d e c o m pañ ía .
Página 34
U n p o eta á ra b e h a c o n str uid o la s ig u ie n te e sc alin ata p ara e l a m or: " Mi ra d a, s o nris a, s alu d o, c o nvers ació n , c ita y e n cu en tr o." O tro p o eta , n eces ita d e m ás , y p ara lle g ar a l a m or v erd ad ero , ti en e n eces id ad d e m ayo r n ú m ero d e e sc alo nes. El lo s s o n : " Se is m ir a d as d an u na s o nris a; s e is s o nris as, u n s alu do ; s eis s alu d os, u n b eso y s eis b eso s c o n in te re ses c o ndu ce n a l m atr im onio ." J u an y Ma ría s e m ir a ro n y s u s c o ra zo nes p alp ita ro n a l in fl ujo d e s u s m ir a d as . So nrie ro n , s e s alu d aro n y a l fi n, h ab la ro n . " ¡H ág ase !" —d ijo D io s, y e l m und o s e h izo . U na s o la p ala b ra i n cru stó e n la v ía lá cte a m il lo n es d e s o le s; e n e l e sp acio , m il lo n es d e m und os, y e n c ad a m undo , m ill o nes d e c o sa s. Y a sí c ad a c o sa e s u n m und o e n s í m is m a. U na p ala b ra q ue p arte d e la b o ca d el h om bre p ued e c o n ducir le a la m uerte o la in m orta lid ad . U na s o la s íla b a p ro nun cia d a p or u n r e y , c o n duce a lo s p ueb lo s a la g lo ria o a la d erro ta ... L a h erid a d e l a e sp ad a p u ed e s e r c u ra d a, p ero n o ti en e c u ra ció n la h erid a d e l a p ala b ra . L a p ala b ra e s la e sen cia d e la d iv in id ad e n la ti erra . Se p ued e d erra m ar s an gre , q u em ar lo s c u erp os, e n cad en ar la s m an os y l o s p ie s , p ero u na p ala b ra e scap ad a, n o p u ed e s er r e co gid a, p orq ue, c o m o e l a ir e , r e in a e n e l e s p ac io y n ad ie ti en e p oder p ara a p ris io narla . Se c ru cifi có a J e sú s, p ero s u s p ala b ra s v iv en y v iv ir á n h as ta e l fi n d e lo s s ig lo s. Se e n ve n en ó a Só cra te s, p ero a ú n e scu ch am os s u d octr in a. Y a s í, n i lo s ju dío s p ud ie ro n m ata r a J esú s n i lo s a te nie n ses p ud ie ro n h ac er c alla r a Só cra te s. Ma ría p ro n unció s u p ala b ra y c o n e lla h izo c a m bia r la fa z d e s u v id a y la d e J u an . L es h izo v ia ja r d e la n ovela a la h is to ria y d e la s o m bra a la v erd ad . —N os v ere m os e n m i v en ta na —d ij o Ma ría a s u a m an te . Y d ir ig ié n dose a la s jó ven es q ue e s ta ban a ú n c o n e lla , le s d ijo : U ste des s o n s o rd o m udas. J u n to s h ic ie ro n e l v ia je d e r e g re so a l p ueb lo , y a l ll e g ar a é l, Ma ría h ab ló a s í a l jo ven : —Es h ora d e s ep ara rn o s. Se re m os s ie m pre e n em ig os e n a p arie n cia . —¿ De q uié n ti en es m ie d o? —A n ad ie te mo y o . Pe ro s í ti em blo p o r ti , p or m i fe lic id ad . T em o q ue la v íb ora m uerd a tu p ie , y n o p ued as a c o m pañ arm e h as ta l a c u m bre d e la d ic h a.
Página 35
C ap ítu lo VI II C RO NIC AS N os ll e v a e l ti em po d e u n lu gar a o tr o y n os c am bia d e e sta do a c ad a m om en to . L a s u erte n o s lle va d e la m an o a to dos lo s a m bie n te s, y n oso tr os c o n ta nto c am bio , n o v em os s in o lo q ue h a s id o u n tr op ie zo e n n uestr o c am in o. Se tr an sfi gura a n te n uestr os o jo s la v e rd ad d esn ud a, y e n n om bre d el d es eo n o s a cerc am os a e lla p ara a rre b ata rle s u c o ro n a d e p ure za . L a s a b id u ría n os lla m a a la v u elta d e c a d a e s q u in a p ara c arg arn os c o n s u y u g o liv ia n o, y n o so tr os e ch am os a c o rr e r s in e scu ch arla , c re yen do q u e e s u na b esti a fe ro z. L a lib erta d n o s i n vita para darn os su li c o r cele sti al, y noso tr os no s e m bria g am os en la o rg ía h asta q u ed arn o s em bru te cid o s. N uestr a m ad re N atu ra le za n o s ll a m a p ara d ele ita rn o s c o n la c o n te m pla ció n m uda d e s u b ell e za y n oso tr os te mem os s u s il e n cio , c re yén do lo s ile n cio d e s ep ulc ro . En tonces e n d es en fr en ad a c arr e ra , h uim os a la c iu dad y n os e ch am os lo s u no s s o b re lo s o tr os. Y la s a lm as m ás o p rim id as p or e l p es o d e la s d em ás, g rita n p id ie n do s o co rr o . Y n oso tr os d ec im os q ue e stá n l o cas . A sí c ab alg an e n e l ti em po lo s d ía s y lo s a ñ os, e n lo s c u ale s e l h om bre e stá tr as la s r e ja s d e s u s d ese o s y p asio n es . N o s ie n te l a s u avid ad d e la b ris a , n i la fu erza d el te m po ra l. Y s i u n p en ad o fe li z, lo gra e sca p ar d e s u c árc el y h ab la d el c éfi ro y d el h u ra cán , to dos le m ir a n c o n c o m pas ió n, p o rq ue le c re en lo co . Y é l s e r e ti ra e n tr is te cid o, la m en tá ndose; H e g rita do y n ad ie m e h a o íd o . Pu es to q ue e llo s te men a l a ir e p uro , d ejé m osle s a h og ars e e n s u p ris ió n p utr efa cta y n au se ab u nda. H izo Ma ría c u an to le fu e p osib le p ara c o nven cer a s u p ad re d e la in ju sti cia q ue c o m etí a c o n Pe dro F arr á n , p ero s u s p ala b ra s te nía n e l m is m o v a lo r d e la s d e q uie n p ro nun cia u n d is cu rs o e n e l d esie rto . J u an in ic ió e l ju ic io c o ntr a e l B ey, y é ste lo a co gió c o n u na c arc aja d a, ta l c o m o r ió G oli a t a l v er a D avid d is p uesto a lu ch ar c o n u n a h on da. Y lo s d ía s y lo s m eses d el c ale n d ario ib an c aye n do y e ra n a rra str ad os p o r e l v ie n to o to ñal d el ti em po . Y y a e l ju ic io lle g ab a a s u fi n. Ma s, c o m o v ie ra e l B ey q u e s u c o ntr ario n o e ra ta n d éb il c o m o lo s u puso , y q ue la j u sti cia s eg u ía s u c am in o , g ru ñó c o m o u n p erro e n la lu ch a, e n señ an do lo s p oco s a m arill e n to s y c arc o m id os d ie n te s q u e le q u ed ab an . In te rv in o e l O bis p o, v alié n dose d e s u in fluen cia . Pe ro n o co nsig uie ro n h acer tr op eza r a la ju sti cia e n s u d erro te ro , n i h ace rla v a ria r d e d ir e c ció n.
Página 36
¿ Po r q ué? ¿ Po r la e lo cu en cia d e J u an B aka l? ¿ Po r la p ro bid ad d e lo s ju ece s? Po r n in gu na d e la s d os r a zo nes. Er a p orq ue la v erd ad y e l d ere ch o e n s í m is m os s e im po nía n . A un que e sto ti en e c ara cte re s d e m il a g ro . L a ju sti cia , e n tr e lo s h om bre s, e s e l y u g o d e lo s fu erte s s o b re l a s e sp ald as d e lo s d éb il e s. L a le y e s e l lá ti go p ara e l o bed ie n te , y la r is a p ara e l r e b eld e. Q uie n r o b a u n p an e s u n la d ró n y la j u sti cia lo c o n den a. Pe ro q uie n r o b a y d esfa lc a m il e s y m il lo n es, e s u n g ra n fi nan cis ta , u n h éro e, y e l p ueb lo le a p la u d e. El q ue a sesin a e l c u erp o e s e je cu ta do; p ara e so e xis te n ta nta s h orc a s y g uil lo ti nas. Pe ro q uie n a s esin a e l a lm a, c o n s u s e n señ an za s y p ré d ic a s, e s e s erá lib re . El ric o d evo ra a l p o bre y e l fu erte c o n su m e a l d éb il. Y la l e y lo s v e y c alla . ¿ Po r q ué? ¿ Po r q ué? Po rq ue la s le y es m ora le s y s o cia le s s o n d ic ta das p or lo s fu erte s s eg ú n s u s p ro pio s in te re ses. N unca u n d éb il o u n d es h ere d ad o h a c re a d o le y a lg una. N un ca u n p odero so h a fo rm ad o u na le g is la ció n , q ue n o sir v ie ra a su s p ro pia s a m bic io nes. Y é s ta s s o n la s le y es q ue lo s h o m bre s h an l e g is la d o p ara lo s h o m bre s, y c u ya r e u nió n s arc ásti ca m en te s e l la m a J u sti cia . En tonces, ¿ de q u é m an era p u do J u an B aka l tr iu nfa r s o b re e l B ey? T riu nfó J u an e n e l p ro ce so c o ntr a J o sé B ey H ark u ch , p o r la r a zó n s e n cilla d e q ue e l c ír c u lo n o p ued e s e r tr iá n g ulo , n i e l o ro p ued e s er c o bre . G an ó e l p le ito , p orq ue e l d ere c h o q u e le a sis tí a fu e y a c la ro c o m o la lu z del s o l. C uan ta s v ece s b usca ro n lo s a b ogad o s y ju ec es e n s u s v ie jo s v o lú m en es y c u an ta s v ece s c o nsu lta ro n la e scritu ra , p ara v er s i te nía n u n p u nto d el c u al a s ir s e y d erro ta r a J u an , ta nta s v eces v ie ro n d efr au dad as s u s e s p era n za s. Y s e v ie ro n o blig ad o s a fa ll a r c o n j u sti cia . En tonces a co nseja ro n a l B ey h ac er u na tr an sacció n c o n J u an B aka l. L a v íb ora q ue n o p u ed e a ta car d e fr en te a s u a d ve rs ario , a cech a s u ta ló n e n tr e la s h ie rb as. El c o bard e c a va u n fo so p ara s u a d vers ario , p uesto q ue n o s e a tr eve a e n fr en ta rs e c o n é l. El q ue c are ce d e a m or p ro p io , c u an do n o p u ed e a d qu ir ir s u i n te nto p or m ed io d e la fu erza , tr ata d e a d quir ir lo p or la h um ill a ció n. L a a s tu cia e s e l e m ble m a d e la h um an id ad y la h ip o cre sía e s s u g uía . El h om bre e s h ip ócrita c o n s u p ró jim o, c o n s u a m ig o, c o n sig o m is m o y h asta c o n D io s. Er an la s o ch o d e la n o ch e, c u an do la s ir v ie n ta d e lo s B ak al e n tr ó e n e l c o m ed o r e n e l q ue s e h alla b an J u an y s u p ad re . —D octo r —d ijo —, e l la cay o d el O bis p o e stá e n l a s a la y d esea h ab la rle . —¿ No h a d ic h o q ué e s l o q ue q u ie re ?
Página 37
—N o, d o cto r. J u an in te rr u m pió s u c o m id a, p asó la s erv il le ta p or s u b oca, y s alió . Es ta e s la c o stu mbre d e la q u e lo s lib an es es p u ed en v an ag lo ria rs e. A llí n o d ic e n a l h uésp ed : " El s e ñ or n o p u ed e r e cib ir le a h ora p orq u e e stá o cu pad o , c o m ie n d o o d o rm id o".. . O " Vu elv a d esp ués"... A llí e l m éd ic o s e le va n ta d e la m esa p ara a te nder a l e n fe rm o, e l s ace rd o te d eja s u le ch o a m ed ia n och e p ara e scu ch ar la c o nfe sió n d e u n m orib un do. A ric o s y p ob re s a b arc a e sta c o stu mbre . R ic o s y p obre s d eja n s u tr ab ajo p ara a te nder a q u ie n l o s b u sc a. En tró J u an s o nrie n te a l s aló n, s a lu dan d o a l la ca yo . —D octo r —d ijo é ste — Mo nseñ or le s u p lic a q ue s e a cerq ue u ste d a s u c asa. N ec esita h ab la rle . —¿ Será a lg o m uy i m porta nte , p ara ir e n s e g uid a? —N o d octo r. U ste d d eb e te rm in ar s u c o m id a, y y o ir é d ela n te p ara a n u ncia r s u ll e g ad a. —Mu y b ie n . En tonces ir é d esp ués d e c o m er. —B uen as n och es, d o cto r. —B uen as n och es. Sa li ó e l la cay o , y J u an , s o nrie n do, v o lv ió a la m esa, e n d on de l e p re g untó s u p ad re ; —¿ Qué d es ea Mo nse ñ or? —D ese a h ab la rm e, p ero e n s u c as a. —¿ Has p o did o a d iv in ar e l m oti vo ? —C re o q ue q uie re in te rv en ir e n la tr an sacc ió n. Vi o q ue e l B ey p erd ía p úb lic am en te y a h ora q u ie re r e m ed ia r la c o sa e n s e cre to . —T en c u id ad o, h ijo m ío —s up lic ó te m ero so e l a n cia n o—. Si n o l le g an a u n a c u erd o, p u ed en p erd erte . – N o te p re o cu pes, v ie jito . Es toy s eg uro d e la p az —r es p ond ió J u an , r ie n d o s ig nifi ca ti vam en te . Me dia h ora d es p u és , J u an s e d esp id ió d e s u p ad re . A nte s d e i r a la c a sa d el O bis p o, s e d ir ig ió a la d el B ey H ark u ch p ara v er a s u id ola tr ad a. Ma ría le e sp era b a, y d esp u és d e a b ra za rla , e l a b o gad o d ij o : —El O bis p o m e m an d ó l la m ar. – Yo s o sp ech é a lg o , p orq u e m i p ad re h a p asad o e n s u c a sa to do e l d ía , y a h o ra h a r e to rn ad o o tr a v ez. .. C re o q u e te lla m a p or e l a su n to d el p le ito .. . Me g usta la p az, p ero ta m bié n la j u sti cia . T en c u id ad o d e p ed ir u n h o nora rio e le vad o. —¿ Honora rio ?...
Página 38
—Si n d uda. Mi p ad re e s u n a d o ra d or d el o ro , e s r ic o , y n o le e m pob re cerá n u nas c in cu en ta li b ra s . —¿ Pero d e v era s, h ab la s e n s erio ? —Yo n u nca h ab lo e n b ro m a d e e sta s c o sa s. D eb es e xig ir tu h ono ra rio , p u es d e lo c o ntr ario d ir á n q ue ti en es m ie d o . —T ie n es ra zó n... Pe ro d ejé m ono s a h o ra d el O bis p o y lo s h ono ra rio s.. . —¡Q ué h erm osa e s ta s e sta n och e! —¿ Estás h ab la n do d e v era s ? J u an s e r ió y c o m en zó a b esarla , a la p ar q ue e xcla m ab a: —¡C uan r á p id as s o n tu s c o n te sta cio n es y q ué e x q uis ita e s tu c o n ve rs ac ió n! En a q uel m om en to lle g ó h asta e llo s e l le ja n o ta ñir d e u na c am pan a, q ue a n un cia b a la s n ueve d e la n och e, —¡Q ué c o rto e s e l ti em po c u an do e s tá s c erc a !. .. A hora v e te y v u elv e, v u elv e m ás ta rd e. —H asta lu eg o , a m or m ío . Y J u an to mó e l c am in o d e la c asa d el O bis p o. T odo lo o cu lto ti en e q u e d iv u lg ars e. T od o lo q ue h ace e l h om bre e n la o scu rid ad d e la n och e, e l h o m bre lo d iv u lg a a la l u z del d ía . D os n o ticia s s e p ro pag aro n a l d ía s ig uie n te e n e l p u eb lo : la p rim era , q ue J o sé B ey H ark u ch d ev o lv ió lo s te rre n os u su rp ad os a l a n cia n o Pe dro F arrá n , y q ue é ste a b an don ó e l ju ic io . T odo s lo s d el p ueb lo a cu die ro n a fe lic ita r a J u an B aka l, y a d es earle u na l a rg a v id a ll e n a d e p ro sp erid ad . Es ta e s u n a c o stu mbre q ue s e h a e sp arc id o p o r to do e l m un do. Se re b ela u n h o m bre p atr io ta c o ntr a s u g obie rn o o c o n tr a e l y u go d e la o pre sió n , y s e le lla m a re vo lu cio n ario , b an did o o la d ró n , s i h a fr acasa d o e n s u in te nto . Pe ro s i tr iu nfa , e s ll a m ad o li b erta do r, c o n quis ta do r, o p ad re d e l a Pa tria . L a s eg un da n oti cia q ue e ra d el d om in io p úblic o , c au só m ay o r e xp ecta ció n e n e l p ueb lo , y e ra la d e q ue e l d o cto r J u an B aka l e sta ba e n am ora d o d e Ma ría H ark u ch . U no s a seg ura b an la v e ra cid ad d e e ste s u ceso y o tr os la d es m en tían . Pe ro d e c u alq u ie r m an era , e ra e l ú nic o te m a d e c o nvers ació n e n e l p u eb lo . ¿ D e q u é s e v a a o cu par la m uje r q u e n o ti en e n in gun a o cu pació n , y lo s v ecin os, p or la n och e, s i n o e s d e la s h ab la d uría s y n oticia s d el p u eb lo ? ... U no ll e v a s u b arb a e n s u ro str o, y lo s o tr os s e s ie n te n m ole s ta do s p or e ll a .
Página 39
Pe ro ¿ q uié n d iv u lg ó e l s e cre to d e lo s a m an te s, o cu lto ta nto ti em po ? A e sta p re g un ta b as ta r e sp on der c o n e l p ro verb io d e q ue " u n s ecre to q ue p as a d e d os, y a n o e s s ecre to ". L o s u p ie ro n lo s p ad re s d e lo s jó ven es, y a n te la c o nte sta ció n a fi rm ati va d e é sto s, J o sé B ey e s ta ll ó e n c ó le ra y e l a n cia n o B aka l fr unció la s c eja s. En a q uel a ñ o lle n o d e a co n te cim ie n to s, L íb an o s u fr ía e l fl ag elo d e la G uerr a Eu ro p ea. N o m e p erte nece a m í h ac er u na h is to ria d e la G ra n G uerra , p uesto q ue s o n m uch o s lo s h is to ria d o re s q ue lo h an h ech o. Pe ro s í m e e s n ec esario r e la ta r la s d esg ra cia s y la r u in a q ue la b arb arie m un dia l e n vió a L íb an o. D esd e q u e T urq u ía c o nq uis tó e l A sia Me no r, s ie m pre te nía q ue v ig il a r a q uel p eq ueñ o p unto lla m ad o L íb an o. El Em ir F ajr e Ed din y e l Em ir B ech ir C heh ab , h an e scrito c o n le tr as d e s an gre , s o bre la fr en te d e T urq uía , la s fe ch as d e a q u ella s b ata ll a s q u e le c o sta ro n v id as y d in ero . D esd e a q u el ti em po T urq uía m ir a b a a l L íb an o c o m o a u n e n em ig o a cérrim o, y L íb an o m ir a b a a T u rq uía c o m o a u n a fi era a h íta d e s an g re . El s u ltá n A bud—u l—A mid , d ijo , s in te tiza nd o e n s u s p ala b ra s e l s e n tir d e s u p ueb lo : "L íb an o e s u n p io jo e n m i c a b eza ". El d eg o lla m ie n to d el a ñ o 1 860 e n tr e d ru so s y c ris ti an os, n o fu e s in o u na c o nsp ir a c ió n. T urq uía fu e la m ás p erju d ic ad a p orq ue la s pote ncia s eu ro peas la ob lig aro n a dar la i n dep en d en cia a L íb an o y a p ag ar a n u alm en te 5 0 0 s aco s, m ed id a e q u iv ale n te a c in co lib ra s e ste rlin as c a d a u n o, a l F is co l ib an és. Y la ú nic a r e la ció n q ue te nía T urq uía c o n L íb an o, fu e la d e n om bra r u n Mu tsarrif p ara e ste p aís , y la s p ote ncia s e u ro p ea s le c o nfirm ab an o n o , s eg ún s u p ro p ia c o nven ie n cia . Y L íb an o g o zó d e s u i n dep en d en cia h asta e l a ñ o fa tal d e 1 9 14. T urq uía m an ife stó e n to nce s s u e n em is ta d c o n lo s a lia d o s, u nié n d ose a A le m an ia . A m bic io nó n uevam en te a p o dera rs e d e L íb an o , y e n tr ó e n e se p aís c o n s u p olíti ca d e zo rr o , a yu dad a p or A ustr ia y A le m an ia . Pe ro n o e n tr ó c o n la c ab eza e n a lto c o m o u na c o nqu is ta dora , s in o h ip ó crita men te c o m o u na m ad re q ue q u is ie ra d evo lv er a s u s h ijo s e l c a riñ o p erd id o h ace ti em po. Y c o m o s i e l ti em po q uis ie ra a yu darla e n s u p la n d e e x ti n ció n d el L íb an o, la la n g osta , u na d e la s p la g as d e Eg ip to , fu e v is ita nte e n la r e g ió n d om in ad a, y s e lle vó to do e l v e rd or d e lo s c am pos. D os a lia d os d ig no s, e l e jé rc ito in vas o r d e T u rq uía y e l d e la s la n g osta s, lu ch ab an c o n tr a lo s li b an eses . L os tu rc o s i m ped ía n la e n tr ad a d e p ro vis io nes, y la s la n gosta s c o nsu m ía n l o p oco q ue h ab ía d en tr o. Y a sí, c o n e s te p la n c o m bin ad o, m urie ro n d e h am bre m ás d e c ie n m il li b an eses . ¡H am bre !
Página 40
¿ H ab rá q u ié n s e p a lo q ue e n cie rra e s ta p ala b ra , n ad a m ás q ue e n s u p eq u eñ ez de s eis le tr as? ... Q uie n h aya s e n ti do d esp ed aza rs e s u s e n tr añ as p o r la za rp a d el h am bre , c o m pre n derá lo q u e s ig nifi ca e sta p ala b ra m orta l. Es u n v o cab lo , q ue s e e n cu en tr a e n la h is to ria y e n lo s d ic cio nario s. Y c o m o n o p esa m uch o e n lo s lib ro s, n o p esa e n l a m em oria d e lo s h om bre s . Si p re g un ta m os a a lg uie n : ¿ H a s en tid o u ste d h am bre a lg un a v ez? .. ., de seg uro re sp o nderá afi rm ati vam en te , q u erie n d o s ig nifi ca r e l d ese o d e c o m er, c u an do s e le p asa la h o ra d e h ac erlo . Pe ro e sto n o e s h am bre . Se ntir h am bre e s te ner la te z d el m is m o c o lo r q u e e l d e la ti erra ; s er u n c a d áver a m bula n te c o n l o s o jo s h u ndid os, c o m o c o b ijá n d ose a l a m paro d e la s o je ra s; te ner lo s p ó m ulo s s alie n te s, la b o ca e n tr eab ie rta , c o m o s i e sp era ra u n a m ig aja d e p an , y h ab er p erd id o to do p od er p ara m overs e. Es o e s h ab er te nid o h am bre . ¡H am bre ! H am bre e s la d es g ra cia m il e n aria , la m ald ic ió n b íb lic a, q ue p ara liza la le n g ua y a ta la s m an os. H am bre e s e l a rm a m ás fo rm id ab le q u e p o se en lo s ti ra n o s y v erd u gos p ara s o m ete r a q uie n es q uie re n s er li b re s y fe lic es. H am bre e s e l e sp ectá cu lo d e d iv ers ió n p ara lo s e xp lo ta dore s. H am bre e s u na p ala b ra q ue n o la c o nocie ro n la s a u to rid ad es, p ues d e lo c o ntr ario , n o s ería n l o q ue s o n. T al fu e la d esg ra c ia d e L íb an o e n lo s d o s ú lti m os a n os d e la g uerr a . U n c rim en c o n ce b id o p or c ere b ro s d e p an te ra s o r e p tile s . U na tr ag ed ia h ero ic a s in e s cen as y s in c an to . Mu rie ro n l o s lib an es es e n e l p aís d e la le ch e y d e la m ie l. Mu rie ro n c o n e l s u p lic io d e T án ta lo e n tr e c a m piñ as q ue e ll o s v ie ro n p ro du cir . L a m on ed a q ue p ones e n la m an o te ndid a h ac ia ti , ¡o h r ic o !, e s e l e s la b ó n d e o ro q u e u ne lo q u e ti en es d e h u m an id ad c o n lo s o b re h u m an o. Y a q uel q ue d a a lg o d e s u v id a a q uie n c asi n o ti en e v id a y a, e s e l ú nic o d ig no d e lu z y d e c alm a e n s u s n och es. L os azo tes q u e su fr ió L íb an o en la g u erra , lle n aría n v o lú m en es e n te ro s. Pe ro , d ete nte p lu m a, q u e c asi a b re s u n a h erid a q ue es tá cic atr izá ndose. D ete nte p lu m a, q ue casi e n cie n des fu eg o e n d ond e y a s ó lo h ay c e n iza s. C alla , d éb il c o ra zó n, p orq u e e s p ru den te c alla r c u an d o h ab la n la s fu erza s o cu lta s d el U niv ers o , y c u an do h ab la n l o s a m os d e l a o pre sió n . C alla , d éb il c o ra zó n, q ue a q uell a s fu erza s c o ntr a la s q ue tú g rita s, n o e n tien d en o tr o le n gu aje q ue e l d e lo s c añ ones, n i m ás s ú p lic as q u e la s q u e p ro nu ncia n l o s p ro ye cti le s. D ete nte p lu m a, p o rq ue n o e s lo m is m o e scrib ir c o n s an gre q ue c o n ti nta .
Página 41
C ap ítu lo I X EL ESPI RIT U R EB ELDE El c u erp o e s u na fu erza c ie g a q ue s e r e b ela e n la lo cu ra y e l a lm a e s u n a fu erza d ota da d e v is ta q ue a p ag a la s p asio n es . El a lm a e s u n a lu z y e l c u erp o e s e l v elo q ue la o paca. Pe ro s i e l v elo e s tr an sp are n te , e l h om bre p ued e a lu m bra rs e y a lu m bra r a l o s d em ás. Ma s s i e s tu pid o, v iv ir á e n la o scu rid ad e n m ed io d e m il lo n es d e s o le s y e str ell a s. El a lm a y e l c u erp o s o n u na s o la fu erza u nid os. Pe ro e l c u erp o y e lla c re an o tr a fu erza . Y e sta s d o s e stá n e n lu ch a p erp etu a. El a lm a e sc ala la m onta ña d e la fe lic id ad , y e l c u erp o d es cie n d e a l a b is m o d e la d esd ic h a. Y la a tr ac ció n e s e te rn a e n tr e lo s d o s. El a lm a c o rre h acia la e te rn id ad , y e l c u erp o s e a rra str a c o n p as o s le n to s a l a d esco m posic ió n. El a lm a e s r ic a c o n la s a b id uría , y e l c u erp o e s p ob re p or e l i n sti nto . N i e lla p re te nde e n se ñ arle n i é l a s p ir a a a p re n d er. H e a ll í l a d esd ic h a. El fi n d e e sta g u erra c o n sta nte e s e l p re d o m in io d el m ás fu erte , c o n l a c a íd a d el m ás d éb il a s u s p ie s. Pr im ave ra d e 1 918, c o m o s e h a d ic h o . El ti em po h a tr an scu rrid o d es d e q u e J u an B akal s in tió la ti r s u c o ra zó n p or e l a m or a Ma ría H ark u ch . A l c o m ie n zo d e e sta h is to ria , q u e s e d evan a p or s í m is m a c o m o u na m ad eja d e h il o c o n la q u e ju eg a u n g ato , h em os o íd o e n b oca d e la h ija d el B ey e sta s p ala b ra s: —Si la a u ro ra n os s ep ara , la n o ch e n o s u nir á . Pe ro m ás q u e la a u ro ra , fu ero n lo s p ad re s d e a m bo s a m an te s l o s q ue h ic ie ro n to do e sfu erzo p ara s ep ara rlo s. Si n e m barg o , to do fu e e n v an o . Y a lia d os a la o p osic ió n p ate rn a, e sta ban e l O bis p o y e l s acerd o te . L a a u to rid ad r e lig io sa y s o cia l, lu ch an d o c o ntr a u n a m or. A qu ella m añ an a, J o sé H ark u ch ll a m ó a s u h ija a s u s h ab ita cio n es . Ma ría a cu dió a s u lla m ad a, s alu dó a s u p ad re y é ste le d ijo : —Si én ta te .
Página 42
Su c o ra zó n le a n un cia b a u n a to rm en ta p ró xim a. Y e l r o str o s erio d e s u p ad re le h izo te mer. Si ntió Ma ría p ro fu nda tr is te za . T ra s u n a la rg a p au sa, h ab ló e l B ey: —Ma ría ; e s ta b ro m a s e a c ab ó . H e s id o h asta a h ora m uy d éb il c o n tigo ; h oy q uie ro r e cu pera r m i a u to rid ad p ate rn al s o b re ti . T e h e d ad o a m plia s lib erta des d ura n te to do e ste ti em po , c re yen do q ue ta rd e o te m pra n o v o lv ería s e n tí , y q u e d is ti n guir ía s tu b ie n d e tu m al.. . Pe ro la s c o sas h an s u ce d id o a l c o n tr ario d e lo q ue y o p en sab a: te h as v u elto m ás ig n ora n te d e lo q ue e ra s. Y s o le m nem en te a ñ ad ió : —T e h e ll a m ad o a h ora p ara d ecir te q u e, d efi n iti vam en te , h em os c o nven id o c o n e l Em ir e n c a sarte c o n s u h ijo , a fi n es d e j u li o .. . Pu ed es d ecir m e c u ále s s o n tu s n ec esid ad es. Ma ría le v an tó s u c a b eza , y a p are n ta nd o c alm a e n s u v o z, d ij o : —¿ Estás h ab la n do d e v era s , p ap á? —T e d ij e a l p rin cip io q ue n o c h an ceo , q ue e sta b ro m a te rm in ó y a . —¿ Y si Yo n o q u ie ro c asa rm e c o n e l h ij o d el Em ir ? —¡T e c a sará s a p es ar tu yo ! —e xcla m ó b ru sc am en te e l p ad re , l e v an tá nd ose v io le n ta m en te c o m o p ara a b ofe tear a Ma ría —. ¿ C on q ue n o q uie re s? ... ¡Yo s o y e l ú nic o q ue e n e sta c a sa p ued e d ecir " q uie ro y n o q u ie ro "!. .. ¡D esg ra c ia d a d e ti s i q u ie re s d es o b ed ece rm e! ¿ O c re es q u e v o y a p erm iti r q u e te c as es c o n a q u el p erro . d e J u an B akal? .. . ¡A nte s d e v e rte e sp osa s u ya, p re fi ero v erte m uerta !... ¡J a, ja , ja ! ¿ Q uie re s c a sarte c o n é l s ecre ta men te , n o e s a s í? Ma ría a h o gó u n g rito d e s o rp re s a. Se re n án d ose lu eg o , p re g u ntó : —¿ Quié n te lo c o n tó ? —¿ Quié n m e lo c o ntó ?.. . L a h erm an a d el c u ra q ue d esd e u n c u arto v ec in o, e scu ch ó to do lo q ue le d ij o tu q u erid o a l s acerd o te . Y co n u na r is a d e tr iu nfo a ñ ad ió : —Ya v es q u e c o n ozc o to das tu s fe ch oría s ... Y y a q ue tu c ab eza te c o nd uce h asta e ste e xtr em o d e lo cu ra , n o m e q ued a o tr o r e m ed io q u e c asarte c o n e l Em ir Sh afi k... Es ta e s m i ú lti m a p ala b ra . Me cán ic am en te , Ma ría s e a rr o d ill ó a la s p la n ta s d el B ey, y s u p lic ó m ie n tr as a b ra za ba s u s p ie rn as : —¡Pa pá, p or D io s!. .. Yo s o y tu h ija ú n ic a. ¡N o m e a p uñale s e l c o ra zó n! So y u na p arte d e tu a lm a y d e tu c u erp o, ¡n o m e a rro je s a lo s p uerc o s! So y la e se n cia d e tu e s p ír itu , ¡n o m e e ch es a e se c a d áver p utr efa cto !... T e ju ro , p ap á, q ue e l Em ir n o m e q uie re . L o q ue q uie re e s m i fo rtu na... Si n tu v o lu n ta d, n o m e
Página 43
c asaré c o n J u an B akal, p ero , ¡n o m e o bli g ues a s er la e sp osa d el Em ir !. .. C on e se m atr im onio m e e n vía s a la tu mba, m e e n ven en as, p o rq ue n o h ay p od er s u ficie n te e n e l m und o q ue m e h ag a a m ar a e s e h om bre . Yo n o q uie ro a l h o m bre q u e m e d ese a c o n m en tira y q u e c a sán do se c o nm ig o , s ó lo s e c asa c o n m i d in ero .. . Pe ro s i m e o blig as a s er e sp osa s u ya, s ó lo d e d o s m an era s a rr e g la ré m i s itu ac ió n: o te d ejo m i c o ro na d e a za hare s p is o te ad a, y h uyo a l fi n d el m undo , e sc u p ie n do e n la s le y es te ji d as p o r la c o stu mbre , o p o ngo fi n a m i v id a. J o sé H ark u ch e ra c o bard e. Y a l o ír la s p ala b ra s c álid as y e n tr eco rta das d e s u h ij a , s o nre ía c o n la s o nris a d el p usil á n im e q ue v e a l le ó n m uerto . El , e n s u c o bard ía , te mía a la m uerte , y n o p odía p en sar e n u n fa lle cim ie n to n atu ra l. ¿ C óm o ib a a c re er q ue Ma ría s e s u ic id ara ? .. . Y cu an do te rm in ó d e h ab la r e ll a , é l c o n te stó : —Me arre p ie n to hab er ala rg ad o ta nto el pla zo del m atr im onio ... Pe ro m añ an a m is m o h ab la ré c o n e l Em ir p ara a d ela n ta rlo . Ma ría s e le van tó d el s u elo . Y c o n u n to no s atu ra d o d e o rg ullo y v en g an za , d ijo a l B ey: —Es tá b ie n ... Q uis e c o nven certe c o n p ru eb as y ra zo nes j u sta s, p ero tú n o q u is is te e sc u ch arla s... A hora b ie n , o ye lo q ue v o y a d ecir te : Mi c u erp o te p erte nec e, m i a lm a p erte nece a D io s... Pe ro , ¡s ólo y o s o y d ueñ a d e m i v o lu nta d! Mi ú lti m a p ala b ra ... Ma ría n o p u do te rm in ar. L a m an o b ru ta l d e J o sé B ey , c ayó s o b re s u r o str o, o bli g án do la a c aer d esv an ecid a. L a c o n te m pló u n m om en to , y c u an d o la te rn ura ib a a ll a m ar a l a p uerta d e s u c o ra zó n, la b ru ta li d ad s e n eg ó a a b rir la . —¡A h, m uje re s ! —e xcla m ó— c o n ozc o m uy b ie n v u es tr a a stu cia .. . Pu ed es m orir , p ero a n te s te c asará s c o n e l Em ir . En e ste m om en to , la p uerta g ir ó s o bre s u e je , d eja n d o e n tr ar a la s ir v ie n ta q ue a l o ír u n r u id o e n e l c u arto d e s u s eñ or, a cu dió a v er d e q ué s e tr ata ba. Vi o a Ma ría te nd id a e n e l s u elo , c u yo c o no cim ie n to h ab ía e scap ad o d e s u d om in io , y c o m en zó a r e an im arla c o n c aric ia s y p ala b ra s s en tid as. J o sé B ey H ark u ch a b an d onó la e s ta ncia . A nte s d e q ue s e d esp ie rte e l h om bre o la m uje r d el s u eñ o d e l a n iñ ez; a n te s d e q u e lo s d io se s p re n d an e l fu eg o d el a m or e n e l c o ra zó n; a n te s d e q ue g erm in en la s s em il la s d el c a riñ o, lo s p ad re s p ro cu ra n c a sar a s u s h ijo s. D ura n te a q uel s u eñ o, la j o ven c re e q ue e l c o lm o d e la fe lic id ad c o n sis te e n u n v e sti d o q ue a d orn e s u ta lle , e n u n c o ch e q ue la c o ndu zc a a u n lu g ar d e d iv ers ió n o e n u n a ju ar c o m ple to y lu jo so q u e la r o d ee . Pe ro c u an d o s e d es p ie rta , c u an d o la lu z a b re s u s p árp ad o s y s ie n te
Página 44
q ue le n gu as d e u n fu eg o s ag ra d o c a lc in an s u c o ra zó n, c u an d o s u s a la s s e m ueven p ara le van ta rs e a l c ie lo d el a m or, s e e n cu en tr a s u je ta c o n la s c ad en as d e la s le yes a n te s d e c o m pre n der q ué e s la le y ; e n to nces s ie n te q u e la fe li c id ad n o c o n sis te , p ara la m uje r, e n jo ya s o v es ti dos, s in o e n e l a m or q ue u ne s u a lm a a la d el h om bre y q u e lo h ace d erra m ar s u s s en tim ie n to s e n e l c o ra zó n d e é l, fo rm an d o d e lo s d o s, u n s o lo m ie m bro e n e l c u erp o d e la v id a y u n a s o la p ala b ra e n la b oca d e D io s. Ma ría d esp ertó d el s u eñ o ju ve n il y v io u na lu z s u av e q ue m an ab a d e lo s o jo s d e J u an . ¿ C erra ría s u s o jo s p ara n o v e rla ? Es cu ch ó u n a a rm onía c ele s ti al q u e in vad ió to do s u s er.. . ¿ C erra ría s u o íd o p ara n o o ír la ? .. . A un que c ie rr e s u s o íd o s y c la u su re s u s o jo s, s ie m pre te ndría q ue v er y o ír . Pe ro , ¿ có m o a b an do nar a u n h om bre q ue le a d o ra y s eg uir a o tr o a q uie n o d ia , s ó lo p or o bed ec er a la s le ye s d e la ti erra ? ... Ma ría q u ie re h ace r la v o lu n ta d d e s u a lm a, q u ie re e scu ch ar e l g rito d e s u c o ra zó n y lo s c an to s d e lo s á n gele s. Ma ría n o q u ie re c a sars e c o n u n c ap ita lis ta q ue h ere d ó s u fo rtu na d e u n p ad re a v aro y q ue a d qu ir ió la e d u ca ció n d e lo s q ue v a g an p or la s c alle s. Po rq u e u na v ez te rm in ad a la lu na d e m ie l —l una q ue te ndrá u n e clip se —, é l la a b an d onará e n s u p ala c io , c o m o a b an do na e l e b rio la b ote lla q ue h a v a cia d o ; la a b an d onará p ara v o lv er a la s h ija s p erd id as . En tonce s n o le q ued ará m ás q u e b uscar a u n jo ven h erm oso , d e p ala b ra s u ave , p ara d erra m ar e n s u e s p ír itu lo s s en tim ie n to s y ll e n arle lo s b ols il lo s c o n e l te so ro d e s u e s p o so .. . Ma ría e s u na jo ve n in str uid a y p id e p or e sp o so a u n h om bre m ás in str uid o q ue e lla . N o q u ie re u n m arid o , s in o u n d ueñ o c ariñ oso , u n h om bre q ue ju eg ue c o n e ll a c o m o s i fu era u na n iñ a. Ma ría n o q uie re , n i p ued e q uere r a u n h o m bre q ue m ás p erte nece a la e sca la zo oló gic a q ue a la h um an a. Ma ría n o p odía p en sa r c o m o la e s p o sa d e R ousseau , d ic ie n do: " ¡Q ué d es g ra cia e s te ner u n s ab io p or m arid o !" T odo s er e n la ti erra v iv e p or la le y d e s u n atu ra le za y d e la n atu ra le za d e s u le y le v ie n en la g lo ria y l o s g oces d e la lib erta d. ¿ Se rá e l h om bre e l ú nic o s er p riv a d o d e d ic h a li b erta d, p orq u e c re a p ara s u a lm a d iv in a, u n a le y h u m an a, m uy li m ita da? ... Es a m is m a n och e, y c as i a la m is m a h ora , ll e g ó J u an a la v en ta na e n d on de le e s p era b a s u q uerid a. T ra s e l a c o stu mbra d o a b ra zo , Ma ría l e d ij o : —¿ Por q u é h as ta rd ad o?... —¿ Lla m as tú ta rd an za lle g ar d ie z m in u to s a n te s d e la h ora a co stu mbra d a? —¡D io s m ío ! ¡Q ué d ía ta n l a rg o h e p asa d o ! —¿ Por q u é, a m ad a? ... ¿ Q ué te p asa?
Página 45
Ma ría n o p u do h ab la r. In cli n án do se e n e l h o m bro d e J u an , r o m pió a l lo ra r. El h om bre e n am ora d o p u ed e s o porta r fá cilm en te e l d olo r, y h as ta l a m uerte , p ero n o a sí e l v er ll o ra r a s u a m ad a. J u an , q u e d u ra n te d os a ñ o s n o h ab ía p odid o v er a Ma ría , n i u n s ó lo d ía , tr is te , a h ora la e n cu en tr a s u m id a e n p en a y lla n to . El d o lo r a p re su ró d es en fr en ad am en te lo s la ti dos d e s u c o ra zó n. H izo u n e sfu erzo p ara n o c a er m ie n tr as p re g unta ba: —Ma ría , m i a d ora d a Ma ría , ¿ qué ti en es ? L a jo ven q uis o h ab la r, p ero la v o z, a te rra d a d e a so m ars e a la v en ta na d e s u b o ca, s e e sc o n dió . J u an e sp eró u n m in uto m uy a n g usti oso , dura n te el cu al m il fú neb re s pen sam ie n to s p erfo ra b an s u m en te . A l fi n, Ma ría e n ju gó s u s lá g rim as, a b ra zó a J u an y p uso e n s u s b eso s la lo cu ra y e l fr en esí q u e tr ae e l te m or d e p erd er a l s er q uerid o. L o b esa b a c o m o s i q uis ie ra d erra m ar to do s u e sp ír itu , h asta l a ú lti m a g ota , e n e l e sp ír itu d e J u an . L arg o ti em po lo s b eso s d e Ma ría s ella b an lo s la b io s d e s u a m an te , h as ta q u e é ste le to mó la c ab eza e n la s m an os, d ic ie n do : —¡C álm ate , Ma ría ! Si n o q uie re s q u e m uera d e a n g usti a y d e i n certi d um bre , d im e ¿ qu é s u ced e? ... —¡Vi da m ía ! ¡Q uie re n s ep ara rn o s, q uie re n s ep ara r m i a lm a d e m i c u erp o , c re ye n d o q ue y o p ued o s o bre viv ir a e sta s e p ara ció n! Mi p ad re m e o b lig a a c a sarm e c o n e l Em ir Sh afi k. J u an e xp re só d ece p ció n y a n gusti a a l e sc u ch arla . Pe ro a n te s d e q ue é l p u die ra d ecir le n ad a, Ma ría in sin uó. —Pe ro v en , s u be.. . En tra a m i c u arto . Es la p rim era v ez q ue te p erm ito e n tr ar e n é l, y a q uí te lo c o nta ré to do . —¡Ma ría !. .. ¿ Q ué e stá s d ic ie n do ?.. . Yo , p ec ad or, n o p ued o e n tr ar e n tu s an tu ario .. . ¡Vá lg am e D io s! —Ve n, te d ig o q ue s u bas. D esd e e s ta n och e s erá s e l s acerd o te d e m i s an tu ario ... R ec u erd a q u e e l in ocen te q ue p ued e d errib ar la p uerta d e m i p ris ió n y n o lo h ace e s u n c o b ard e y q uie n p u die n d o a d quir ir s u d ere c h o p or la r a zó n, lo a d q uie re m ed ia n te la fu erza , c o m ete e l c rim en d el q ue p u die n d o o bte ner u na c o sa , la o btien e s ó lo r o b án do la . J u an v aciló . H erv ía e n s u s an gre e l fu eg o d e la s le yes y c o stu mbre s m il e n aria s . R eco rd ó la v en gan za d e lo s h o m bre s, e m pre n did a p o r c a u sa d el h o nor. Pe ro re co rd ó ta mbié n s u p as ió n p o r Ma ría , p or a q uell a d ulc e y a n g elic al Ma ría q u e h oy la a rre b ata ban d e s u s b ra zo s. Es caló la v en ta na y e n tr ó e n e l s an tu ario d e s u a m ad a.
Página 46
U n s o lo m in uto q ue p asa e n tr e lo s e fe cto s d e la b ell e za y lo s s u eñ o s d el a m or, e s m uch o m ás s u blim e y m ás g ra n d e q ue u n s ig lo lle n o d e g lo ria . Po rq u e e n a q u el m in uto n ac e la d iv in id ad d el h o m bre , y e n a q u el s ig lo d uerm e c o n u n s u eñ o tu rb ad o e i n te rr u m pid o. U n m in u to li b ra al alm a de la s co ntr ad ic c io nes y c o n ve n cio nale s c o stu mbre s h u m an as, y u n s ig lo la s u je ta c o n l a s p esa d as c ad en as d e l a ti ra n ía . U n m in uto q u e lle n a e l c o ra zó n d e fu eg o y d e lu z, e s p re fe rib le a u n s ig lo q u e le c u b re d e ti nie b la s y le s ep ulta e n s u i g no ra n cia . Pe ro e n a q u el m in uto , e l h um o d e la ju ven tu d c a u sa l a c eg uera d el h om bre , y le h ac e c am in ar a ti en ta s, p is o te an do l a s le yes s o cia le s, o lv id an d o q ue q u ie n p is a la c o la d e la v íb ora , s en tirá s u m ord ed ura ... C ap ítu lo X T R A S U N A N O CH E D E C ALMA R UG E U NA MA ÑANA T EMPEST UO SA El p ro fe so r p re g u ntó a s u s d is cíp ulo s: —¿ Qué e s l a v id a? El zo rro c o n te stó : —Es u na g allin a v ie ja . El g ato r e sp o ndió : —Es u na g ra n r a ta . Y el r a tó n d ijo : —Es u n p ed azo d e c a rn e h ed io n do, u n a r a to nera d añ ad a y u n g ato s acia d o. —A sí s o n ta mbié n lo s h om bre s —m ed itó e l p ro fe so r—, C ad a c u al c o nte mpla la v id a s eg ún s u s in te re ses, p ara fo rm ar s u s p eq ueñ os c o ncep to s lim ita dos. Pe ro la v erd ad e s q u e la v id a n o p ued e te ner d efi n ic ió n . L a v id a e s u n a tr ag ed ia r e p re sen ta da c ad a n o ch e e n e l te atr o d el ti em po, c o n c án ti co s y la m en to s, y a l fi nal, la e te rn id ad la g uard a c o m o u na jo ya . L a v id a e s u n d ep ó sito e n p o der d el h om bre , e l c u al d eb e s e r d ev u elto . ¿ C uán do , c ó m o y d ón de? ... N unca lo s a b re m os. El h om bre e s u n a rb usto y c o m o é l, n ace, c re ce, fl ore ce , fr ucti fi ca y e n ve je c e p ara d esco m pon ers e d esp ués. Pe ro e l a rb usto e stá e xp u es to a s ec ars e, c a d a m in uto .
Página 47
L a v id a e s u n a fl or q ue e l s o l v iv ifi ca c o n s u c alo r, p ero q ue ta mbié n c o n s u m is m o c alo r, m arc h ita . Es u n a p ala b ra e scrita p or la s le yes s id era le s q ue p ued en b orra rla c u an d o a e lla s le s p la ce . Es u n a p erla a rr o ja d a a n u es tr as p la yas p or e l fl ujo , p ero q ue s e n o s a rre b ata m uy p ro nto , c u an do d ecre ce la m are a. Es u na c im a q u e d eb em os a sc en d er: e l tr ech o q ue r e co rrim os s e o cu lta tr as la n eb lin a d e lo s s u sp ir o s y d e lo s r e cu erd os, y e l tr ech o q u e d eb em os r e c o rre r, lo c o nte mpla m os a tr avé s d e lo s s u eñ o s e il u sio n es . C uan d o e l d olo r fi ja s u re sid en cia e n n uestr o c o ra zó n, c u an d o la s lá g rim as h u m ed ecen n u es tr os p árp ad os, c u an d o lo s p es are s o prim en n u estr a a lm a, m ald ecim os n uestr a v id a, c o m o e l n iñ o h am brie n to q ue ll o ra s in c o m pad ec ers e d e la m is eria d e s u m ad re . C uan d o el co ra zó n, re p le to de ale g ría , pare ce qu ere r s alír s en os d el p ech o , c u an do to do lo q ue s o ñam os s e tr oca e n r e alid ad , s ó lo b en dic io nes p ro d ig am os a n uestr a v id a. Pe ro c u an do e l c o ra zó n q ued a v acío , s in a le g ría y s in d olo re s, c u an do lo s e n ti m os c o m o u n e ria l e sté ril e n d on de n o fr ucti fi có s em illa a lg una, e n to nce s s í p en sam os e n la v id a. Y e l h o m bre a tr avie sa p or e sta s tr es e ta pas: la m ald ic ió n , la b en dic ió n y la r e fl ex ió n s o bre s u e xis te ncia . J u an y Ma ría , b en d ije ro n a la v id a, c u an d o s e s en tían e m bria g ad o s d e fe lic id ad . L a m ald ij e ro n ta m bié n ,. . Y a h ora , h a s o n ad o l a h o ra d e p en sar e n e lla . —J uan .. . Vo y a s er m ad re . Es ta c o n fe sió n s en cil la y s in p re ám bu lo s, tu vo p ara J u an c ara cte re s d e tr ag ed ia y d e d es g ra cia ... Si ntió fr ío e n la s an gre , y c o n u n m ir a r fú neb re c la vó e n Ma ría s u s o jo s v id rio so s. L a c o n te m pla b a e n m udecid o. —¿ Qué ti en es? .. . ¿ Q ué te p asa? .. . ¡N o c o nte sta s n i u na p ala b ra !. .. —Ma ría , d ic e: ¿esto y s o ñ an do o d es p ie rto ?.. . —N o q uerid o . Ya p asó , h ac e ti em po , l a é p oca d e s o ñ ar. A hora e sta mos e n e l h orrib le d esp erta r... Mu ch o ti em po h e d u dad o , p ero h oy s ie n to q ue e l fr uto d e n u es tr o a m or v iv e e n m i s en o ... O ye lo q ue v o y a d ecir te , J u an . N o m e a rre p ie n to d e lo q ue h e h ec h o ; n o lo c o n sid ero " u n d esliz" , a u nq ue s é q u e e sto m e a carr e ará la m uerte . Pe ro , ¡n ad a m e im po rta , c o n ta l q u e n o m e c ase c o n e l Em ir !. .. H oy, m i p ad re y e l Em ir p ro rr o g aro n e l m atr im onio h asta d esp ués d e la s c o sec h as , p orq u e c ad a u no , s ó lo e sta o cu p ad o e n ll e n ar s u s g ra n ero s. A sí, p ues, to davía te nem os c u atr o o c in co m es es p ara a rre g la r n u es tr a s itu ació n .. . Ya te d ije q ue n o m e im po rta ba la m uerte . Pe ro , s i e s to y c o n den ad a a v iv ir , ¡n o q u ie ro s er u n b o rr ó n d e d es h onra e n la fr en te d e m i fa milia , n i e n la d e la tu ya !
Página 48
—¡Q uerid a d e m i c o ra zó n! —e xcla m ó J u an a b ra zá ndo la —. T en c o nfian za e n D io s y e n m i. Ya d esd e m añ an a c o m en za ré a l iq u id ar m is a su nto s y a te rm in ar lo s ju ic io s q ue te ngo a m i c arg o. Es v erd ad q ue e n e sto m e d em ora ré c erc a d e d os m ese s, p ero ta mbié n e n v erd ad q ue n o te nem os o tr o re m ed io . El d ere ch o a je n o , e l d ere ch o d e c u an to s c o n fiaro n e n m í, p en de d e m is m an os... T en em os ti em po s u ficie n te . N o te p re o cu pes. H uir é c o nti go a D am asc o y a llí n os c a sare m os. Y s i la Ig le s ia C ató li c a n o q uie re b en d ecir n uestr a u nió n, lo h ará la Me zquita m ah om eta na. —¡Ve n a m is b ra zo s, q uerid o! —i nvitó Ma ría —. N o d eb e i n qu ie ta rs e la m uje r q ue te ng a u n m arid o c o m o tú . Y d ejá n do se lle var p or la id ea d e s e r m ad re , c o m en zó a te je r to da u n a ilu sió n , r e sp ec to a l s er q ue ib a a n ac er. —N uestr o h ijo s erá h erm oso , ¡y c u án to a n helo q ue s ea v aró n ! —Yo , e n c a m bio —a rg uyó é l— q u ie ro q ue s ea m uje r, q u e h ere d e tu h erm osu ra y tu s c u alid ad es. —N o. Q uie ra D io s n o s ati sfa cer tu d es eo . ¡Q ue n o n azc a m uje r!. .. B ie n s ab es tú c u an d esg ra cia d a e s l a m uje r o rie n ta l. Y a sí lo s a m an te s p erm an ecie ro n ju nto s, e n e l v aiv én d e ta n h ala g üeñ a c o n ve rs ac ió n, h asta la m ad ru gad a. N o s ab ía n lo q ue l e s g uard ab a e l ti em po. Se tiem bre ll e g ó a la tu mba, e n ve je ció o ctu bre y a h ora n os h alla m os e n l a ju ven tu d d e n ovie m bre d e 1 918. J u an d esp le g ó to do s u in g en io y h ab ilid ad p ara te rm in ar, c u an to a n te s, m ás d e c u are n ta ju ic io s c o nfiad o s a s u d efe nsa. U na n och e, e s ta ndo c o n Ma ría , le d ijo a sí: —Yo e sto y li s to y a. ¿ T e b asta n c u atr o d ía s p ara p re p ara rte ? —C uan d o g u ste s es ta ré li s ta p ara m arc h ar co nti go — r e sp ond ió e lla . —En tonces, p asad o m añ an a... —y J u an s e in te rr u m pió , l le va n do s u m an o a l a fr en te . L u eg o, c o n v o z a d olo rid a, e xc la m ó —: Pe ro , ¿ qu é m e p asa ? ... —¿ Qué ti en es, a m or m ío ? —N o te in q uie te s, lin d a. N o e s n ad a. H e s en tido u n d o lo r m uy fu erte , p ero y a s e m e p as a. —Q uerid o, v e te a c asa a d esc an sar. Ma ñan a e sta rá s s a n o y b uen o. Y tomán dolo d el b ra zo , a ñ ad ió : —Ve n. Yo te a co m pañ aré h as ta la m ita d d el c a m in o.
Página 49
—T ie n es ra zó n, Ma ría . Es toy m uy c an sad o y c re o q ue n ec esito re p o so p ara p o der e m pre n d er n uestr o v ia je ... N o te m ole s te s, q uerid a, i r é s o lo a c a sa. —J uan , ¡e stá s co n fi eb re ! —d ijo Ma ría , p re o cu p ad a—. ¿ Q uie re s q u ed arte a q u í? —N o, n o —c onte stó J u an , y b ajó p or la v e n ta na. Ma ría le s ig uió d u ra n te g ra n tr ec h o d el c am in o, h asta q ue J u an le d ijo : —A ho ra y a p ued es r e g re sar. Se d es p id ie ro n c o n u n b eso . Ma ría r e g re só a s u c asa, y J u an s ig uió s o lo e l c a m in o a la s u ya . Pe ro a m bos s in tiero n u na o pre sió n e n e l c o ra zó n, c o m o s i u na m an o fé rre a lo s o p rim ie ra . Er a e l p re se n ti m ie n to tr ág ic o d el ú lti m o e n cu en tr o. Pa saro n o ch o d ía s. J u an s e s in tió a ta ca d o p o r la fi eb re y p or fu erte s d olo re s d e c ab eza . L la m ad o e l m éd ic o , d ia g no sti có fa talm en te , la p re sen cia d e u na ti fo id ea d e c u id ad o. En ta nto , la h ija d el B ey, e n lo qu ec id a p or la in certi dum bre , d ir ig ía s u s ru eg os y e sp era n za s a D io s. Ma s a l fi n, a n te la i n certi d um bre d e n o v er a s u J u an d ura n te u na s em an a, c o rr ió a s u la d o. Pe ro , ¡a y!, n i la in te nsid ad d e s u a m or, n i e l c au dal d e s u l la n to , n i e l a d ela n to d e la m ed ic in a, fu ero n fu erza s u fi cie n te p ara fo rc eje ar c o n l a m an o d e l a m uerte , y a rr e b ata rle s u p re sa . H em os d ic h o q ue la v id a e s u n d ep ósito , y J u an tu vo q u e d ev o lv erlo . L as le ye s e te rn as b orra ro n la p ala b ra " v id a" d e la p ág in a d e J u an B ak al. L a p erla tr aíd a p or e l fl ujo , fu e a rr e b ata da p or e l r e fl ujo . D esp ués d e d os s em an as, J u an d ejó d e e x is ti r. Q uizá s e n la h ora q ue le v is itó la v ie ja d e la g uad añ a, c u an do to da la e xis te ncia d esfi la p or s u m en te c o n r a p id ez in ve ro sím il, q u izá s e n to nces, J u an r e co rd ó a s u a n tigu o a m ig o A don is . U na h ora d es p u és d e s u m uerte , m urió s u a n cia n o p ad re , c o m o s i y a n o v ie ra o b je to en la ab su rd a exis te ncia , co m o si q uis ie ra a co m pañ ar a s u h ijo h asta e n l a s r e g io nes c ele sti ale s. A r a íz d e la d es g ra cia , Ma ría s e e n ce rró e n s u h ab ita ció n , s e a p ris io nó e n tr e la s p are d es d e s u c u arto s in a b an d onarlo u n s o lo i n sta nte . J o sé B ey H ark u ch , c re yen do e n fe rm a a s u h ija , m ed io lo co , d ec ía a l m éd ic o : " ¡C ure a m i h ij a , s álv ela y s u ya s e rá to da m i fo rtu na!. .. " L os a m ig os in sin uab an a Ma ría q u e to mase a lg ún r e m ed io , o a l m en o s a lg ú n a li m en to .
Página 50
Pe ro Ma ría n o c o nsen tía e n s er e xa m in ad a y s e n eg ab a a i n gerir m ed ic in a a lg un a, a fi rm an do q ue e sta ba s an a y b u en a. Vo lv ió e l p ad re a s o n re ír a la h ija . Pe ro é s ta le c o nte sta ba s ie m pre c o n u na s o n ris a d esg arr a d ora q u e le o bli g ab a a h u ir . Ma ría n o s e le va n ta ba d e s u le ch o, te m ie n d o q u e o tr a v is ta q ue n o fu era la d e e ll a , p en etr ara e l s ecre to q u e e sco nd ía e n s u v ie n tr e. A l m es n o ve n o , c o m en zó a h ace r lo s p re p ara ti vo s d e v ia je . C uan d o e l h om bre p ie rd e u n a m ig o , b usca a s u a lr e d ed or, y e n cu en tr a m uch os. En tonces s e c o nsu ela .. . C uan do p ie rd e s u d in ero , c o m pre n de q u e e l tr ab ajo q u e lo g an ó , p ued e g an ar o tr o y r e p on erlo .. . T ie n de la m uerte s u m an o y a b o fe te a a l h om bre c o n d u re za , p ero d esp ués d e p oco ti em po e l h o m bre s ie n te la c aric ia d e lo s d ed os d e la v id a.. . El ti em po s e e n co le riza y c o m ie n za a p is o te arlo c o n s u s p ie s d e h ie rro . Pe ro v u elv e ta mbié n a rr e p en tid o y l e p re sta s u s m an o s p ara le va n ta rlo . En la o sc u rid ad d e la n och e s e s u ced en v aria s d esg ra cia s , y h uyen a la lu z d el d ía ... T o do p as a. L a a le g ría , c o m o p o m pas d e j a b ón, e s e fí m era , p ero e l d olo r lo e s ta mbié n . U n r e y d e O rie n te , c o n gre g ó a lo s s ab io s y fi ló so fo s d e s u n ac ió n, y le s p id ió u n a fr ase q u e p ud ie ra a p lic ars e a to dos lo s m om en to s d e la v id a. Y e llo s c o n te sta ro n a la p re g unta r e a l c o n e sta fr as e: "Es to ta mbié n p asará ". Pe ro c u an do e l h om bre p ie rd e la tr an qu ili d ad d e s u c o ra zó n, ¿ co n q ué p u ed e r e p ara rla ? .. . Si la v ir g en p ie rd e s u p ure za y s u v ir g in id ad , ¿ p ued e d ecir , e s to ta mbié n p as ará ? ¿ En q u é p ued en e sp era r l o s q u e p erd ie ro n a q uello q u e n o s e r e cu p era ? A un que v u elv a C ris to a d ecir o tr a v ez: " Ve te m uje r. N i y o te c o n den o", lo s h om bre s te ndría n s ie m pre e l m is m o c o n cep to d e l a m uje r c aíd a. Se a rr e p ie n te e l la d ró n d e s u s d elito s, e l a ses in o y e l a d ú lte ro d e s u s fa lta s, y s u a rre p en tim ie n to , c o m o e l a g u a b au tism al, lo s l a v a d e s u s c u lp as... Pe ro e l a rr e p en tim ie n to d e la a d últe ra , d e n ad a s ir v e. L os h o m bre s n o lo a c ep ta n y e lla e s la e te rn a p ers eg uid a. D esg ra cia d a e s la m uje r o rie n ta l q ue h a p erd id o s u p ure za , c u an d o s o lte ra . El la e sta d esti n ad a a s er u n p ro sc rito , a v iv ir fu era d e la s o cie d ad , c o m o s i lle vara m arc a d a e n s u fr en te e l e sti gm a d e la m ald ic ió n. Ma ría p erd ió la tr an q uil id ad d e s u a lm a, p erd ió la p ure za d e s u c u erp o y c o n e lla s u d ere c h o a la s o cie d ad , y n o te nía o tr o c am in o q ue s e g u ir e n s u v id a, m ás q ue la fu ga. U na n o ch e d e d ic ie m bre , Ma ría s e s en tó a n te s u e scrito rio , y c o m en zó a e sc rib ir . Es crib ió la rg am en te , d u ra n te u na h ora , u n a c arta e n la q u e s e m ezc la b an la ti n ta c o n la s lá g rim as. Y c u an do l a h ub o te rm in ad o , la a p ris io nó d en tr o d e u n s o b re , e n c u ya
Página 51
c u b ie rta c o n le tr as g ra n d es y c la ra s e s crib ió e s ta s p ala b ra s " Pa ra m i q u erid o p ad re ". A cto c o n tinu o, fi jó e n s u d esp erta dor la h ora e n q ue d eb ía s acarla d el s u eñ o c o n s u s v o ces m etá lic as, y s e a co stó e n e l l e c h o p ara b u sc ar e l s u eñ o . Pe ro é ste n o s e a ce rc ó . A la s tr es d e la m añ an a, s e le van tó . T om ó s u a ta do d e r o pas, a b rió la v en ta na —a qu ella v e n ta na q ue ta nto s r e cu erd os le tr aía — y e n m ed io d e la s lá g rim as b esó e l v id rio y e l m arc o i n an im ad o s y fr ío s. Pu so s o bre s u s h om bro s u n a b rig o, y s a ltó fu era d e s u c u arto . J u n tó s u s d ed os, y e n vió c o n e l v ie n to u n b eso a la c a sa e n la q u e h ab ía p asad o c asi to dos lo s d ía s d e s u v id a, la c a sa e n la q u e p ro b ó la d ulzu ra d e la fe lic id ad y la a m arg u ra d el d olo r. L u eg o e n cam in ó s u s p aso s a l c em en te rio . So bre la tu mba d e J u an , s e a rro dilló : re za ndo e n a q uella ti erra h ec h a p ara e l fr ío d e la m uerte c aía n s u s lá g rim as, s ím bo lo m áxim o d e la v id a. Se l e v an tó , y c o m o s i l o s o íd os d e J u an l e e s cu ch ara n , d ij o : —A dió s, q uerid o J u an . H as m uerto a b an d onán d om e. Si n o fu era p o r e ste h ijo q u e e n m is e n tr añ as p alp ita , n o te h ub ie ra d eja d o m arc h ar s o lo , s in o q u e ju n to s h ab ría m os h ec h o e se v ia je a la Ete rn id ad . A e s a Ete rn id ad e n d o nde n o s e e n cu en tr an a n g usti as y d ecep cio n es ... T ú h as m uerto p ara lo s h om bre s , p ero p ara m í e xis te s to davía ... ¿ Ju an , m e o yes? ... d ejo m i h ogar, m i p ad re , p o r tu a m or, p or tu h ijo , p o r n uestr o h ijo . N o m e i m porta ría la m uerte , s i n o q uis ie ra in m orta liza r tu m em oria e n l a p ers o na d e e se s er q u e n ac erá m uy p ro nto ... Yo , s o la . s o y u n n au fr ag o e n e s te m undo . ¡v en ga a m í la b arc a d e tu e sp ír itu q ue m e g uíe a u na o ril la d e p az!. .. ¡Se p ara m í u n a c o lu m na d e lu z p ara p o der ll e g ar s in tr opie zo s a la m eta !... C onven im os e n n o s ep ara rn o s. ¿R ec u erd as? .. . ¿En tonces por qué m e has d eja d o?... ¿ C óm o c o nsie n te tu n ob le c o ra zó n e n d eja r s o la a tu i n fe liz e n am ora d a? ... T ú e s ta s a h ora a n te D io s. ¿ N o p ued es r o g arle q u e m e lle ve a tu la d o ?.. . ¿ O e s q ue D io s ta mpoco , ¡ta mpoco El !, q uie re e sc u ch ar e l r u eg o d e u na p ecad ora , q u e e s c o m o m e tr ata rá n lo s h om bre s? ... Y e n e l s ile n cio d e la n och e, c o n e l g em ir d el v ie n to in vern al e n tr e m ato rra le s, s e o yó e l g em ir d e Ma ría , y lu eg o c o m o u n s u su rro , la s p ala b ra s: "¡A dió s, J u an , a d ió s!" ... P A RTE S E G UND A
Página 52
C ap ítu lo I PR OSC RIT O A p rin cip io s d el a ñ o 1 9 16, e n u na n o ch e fr ía y h úm ed a, u n j o ven s a lí a d e s u c asa , s itu ad a e n u n c as ería d e L íb an o , ll a m ad o Ed air . Su m ad re , p re n did a d e s u b ra zo , c o m o s i n o c o nsin tiera e n s ep ara rs e d el h ij o m ás q uerid o , le a co m pañ ab a d u ra n te u n tr ech o d el c am in o. Y d esp ed aza nd o e l s ile n cio y la q u ie tu d d e la s s o m bra s, a l fi n, c la v an d o e n é l s u m ir a d a, le d ijo : —A do nis , h ijo m ío , ¿ q ué s erá d e m í d u ra n te tu a u sen cia ? ¿ C óm o p odré a c o stu mbra rm e a v iv ir s in ti ?.. . H ijo d e m i a lm a, ¿ cu an do v o lv e ré a v erte ?.... N un ca, y o s é q ue n u nca. Me lo d ic e e l c o ra zó n y e l c o ra zó n d e m ad re n o e n g añ a. Pr esie n to q ue e s é sta la ú lti m a v ez qu e te m ir o , p uesto q ue y a v o y a m orir . —Ma dre —m urm uró e l jo ve n , a l v e r a a q u ella s a n ta m uje r c am in an d o a s u la d o c o m o u n e sp ectr o—. Ma dre d e m i a lm a, n o d eb es a fl ig ir te ta nto . Q ued an a tu la d o m i p ad re y m is h erm an os. Yo s o y y a u n h om bre y n o d eb es in quie ta rte p o r m i s u erte ... T e a seg uro q ue v o lv e ré s an o y b uen o y q u e to do lo e n co n tr aré e n la p az c o n q u e lo d ejo . A hora , d im e: ¿ Pr efi ere s q ue m e q ued e p ara s er a h orc a d o p or lo s tu rc o s? .. . Ya te le í la c arta d e m is a m ig os e n la q ue m e d ic e n q ue v aya p ro nto ; h an c o m pra d o u n b arc o d e v ela p ara h u ir to do s d e B eir u t a C hip re , m añ an a p or la n och e. —N o, h ijo q uerid o . C om pre n do e l p eli g ro a q ue te e xp o nes q ued án do te . Yo n o te d ete ngo , v ete . Pe ro , ¿ qu é q u ie re s? , e s é ste , e l c o ra zó n d e m ad re q u e n un ca m e h a m en tido , q uie n m e d ic e q ue y o n o v iv ir é h asta tu r e g re so . —N o, m ad re cita . N o s eas s u p ers ti cio sa . D io s e s g ra n de y h ará q u e a lg ú n d ía v u elv a p ara a b ra za rte . Y e n to nces n u nca m e s ep ara ré d e ti . —¿ Y q u é d ir é a tu p ad re , c u an do m e p re g u nte p o r ti ? ¡A y; A do nis ! H as h ech o m uy m al e n o cu lta rle a tu p ad re tu h is to ria , y én do te s in q ue e l lo s ep a.. . C re o q u e n unca m e p erd on ará p or n o h ab erle c o nta do lo s u ced id o . —Ma mac ita , y o n o m e a tr ev í a d ecir n ad a a m i p ad re p o rq ue d es o b ed ecí s u s ó rd en es . Va ria s v eces , c o m o a ti te c o nsta , m e h a p ro hib id o m ete rm e e n lo s h ilo s d e la p olí ti ca. T ú r e cu erd as q ue m e d ecía : " En la lu ch a d e lo s e le m en to s te nem os q u e e vad ir n o s d e lo s v ie n to s"... Pe ro n o so tr os, lo s jó ven es d el s ig lo v ein te s o m os p re s u m id os y e stú pid o s. C re em os q u e p orq u e h em os c u rs a d o c o le g io s y u n iv ers id ad es , y a s o m os s ab io s y q ue n uestr os p ad re s s o n ig nora n te s... Má s, y a n ad a s e p ued e h ac er. L a c iv iliza ció n e u ro pea n os h a c o nta min ad o c o n s u
Página 53
o rg ull o . Q uere m os im ita r s u s p aso s, p orq ue n oso tr os, lo s l ib an eses, s o m os m on os e n e l a rte d e im ita r a lo s d em ás y p ara d es g ra cia n uestr a, n os h a s u ce d id o lo q ue a l c u erv o q ue q uis o i m ita r l a m arc h a d e l a p erd iz: no p ud o h ac erlo y o lv id ó l a s u ya. —B uen o , b uen o. Pe ro d im e, ¿ es c ie rto q ue J am el Pa ch á h a o rd en ad o a h orc a r a lo s je fe s y q u e h a p u es to p re cio a la s c ab eza s d e lo s fu giti vo s? —Es c ie rto , m ad re . H oy s u pe q ue h an " c ap tu ra d o a Sh ukri e l A sali y Mo ham ed e l U ra is i, c u an d o h uía n a la Me ca y fu ero n e je cu ta do s s in j u ic io p re vio . L a a fl ig id a m ad re c a lló u n m om en to . L ueg o, s e la m en tó : —¡D io s m ío , q ué d esg ra cia ! ¡Po bre p aís , p obre s li b an eses y p obre h ijo m ío ! Y c o m o ll e v ad a p o r la c o rrie n te d e s u la m en ta ció n , m ir ó p ro fu nd am en te a A do nis , d ic ie n do: —¿ No q u ie re s v is ita r a Sa n J o rg e, a n te s d e p arti r? L a m ad re c o n dujo d el b ra zo a s u h ijo a l te mplo d e Sa n J o rg e, p atr ón d el p ueb lo . Er a é s te u n te mplo c o nstr uid o e n a q u el p ueb lo e n e l s ig lo XVI . Es taba s itu ad o a m en o s d e s ese n ta m etr os d el lu g ar e n e l q ue s e h alla b an e l jo ve n fu giti vo y la m uje r. El la b uscó la lla ve e n u n h u ec o d e la p are d , y a b rió la p uerta , q ue le s d io p aso . El te mplo s e h alla b a i lu m in ad o a p en as p or l a lu z m orte cin a d e u n c an dil. Y e sa lu z fu e m an te nid a d ura n te 1 8 a ñ os p or la m ad re . Es a le n gu a d im in u ta q ue e sp arc ía c la rid ad e n e l te mplo , te nía u na h is to ria . C uan d o la m ad re s e h all a b a e n cin ta , h izo a Sa n J o rg e la p ro m esa d e m an te nerla viv a , m ie n tr as d ure su e xis te ncia , s i c o ncib e u n v aró n . C on cib ió u n v aró n, y e lla c u m plió s u v o to . Se a rro dil la ro n a m bo s a n te e l a lta r. Mi en tr as e n v o z a lta la m ad re e le vab a s u s o ra cio n es a l Sa nto , p ara q u e le p re serv e d e to do m al, A do nis n i s iq uie ra e sc u ch ab a s u s p ala b ra s. Es taba a b str aíd o e n la c o n te m pla c ió n d e s u s p ro pio s p en sam ie n to s y s ó lo v o lv ió a la re a li d ad d e la h ora , c u an d o s in tió e l a b ra zo d e s u m ad re q ue le d ecía : —H ij o , D io s n o r e ch aza e l r u eg o d e u na m ad re a fl ig id a. Po r e sta a fl ic ció n p id o a D io s q ue te c o nserv e lib re d e to do m al. .. T al v e z e l d esig n io d e s u v o lu nta d e s q ue y o n o te v e a a tu r e g re s o , p orq ue y o e s ta ré e n to nces e n la o tr a r ib era d e la v id a. Pe ro , te n p o r s eg uro q ue s i e l a lm a e s in m orta l, c o m o c re em os l o s c ris ti an o s, m i a lm a, d es d e e l o tr o m und o, te v ig ila rá p ara q ue n o tr opie c es e n e l c am in o d e tu v id a. Y d ic ie n do e sto , d io rie n d a s u elta a l g alo pe d e s u lla n to . A do nis tr ató d e tr ag ar s u s lá g rim as. Pe ro é sta s, m ás p od ero sas
Página 54
q ue s u v o lu n ta d, v en cie ro n a l fi n , y d e s u p ec h o s e e sc ap ó u n q uejid o, p ara h ace r c o ro a lo s s o llo zo s d e l a a u to ra d e s u s d ía s. Pa sad o a lg ún m om en to , c o ndu jo a s u m ad re fu era d el te mplo , c erró s u p uerta , le e n tr eg ó la ll a ve y d ijo : —Sé fu erte , m ad re cita . D eb o p arti r. —A do nis , ¿ m e e sc rib ir á s? —N un ca m ad re , n unca s e ré la c au sa d e la d es g ra cia d e la fa mili a . ¿ R ec u erd as tú , lo s u ce d id o a l c u ra G ab rie l, q ue r e cib ió u na c a rta d e u n s o brin o s u yo r e sid en te e n e l B ra sil, la c u al fu e a b ie rta p or la c en su ra y p o r u n p árr a fo q ue a ta cab a e l p ro ced er d e T urq u ía , fu e c o nd en ad o a p ris ió n p o r e l C onsejo d e G uerr a d e A la y? .. . Po r e s o m ad re , s i a lg uie n te p re g u nta p or m í, d eb es n eg ar q u e s o y tu h ijo , c o m o s i fu era u n m al a g ra d ec id o, u n l a d ró n o u n a ses in o, y q ue n un ca tú q u ie re s s ab er d e m í. A sí, ta l v ez, te lib re s tú , y s e li b re m i a n cia n o p ad re d e la s h orrib le s to rtu ra s d e lo s tu rc o s. Y a l d ecir e s ta s p ala b ra s , d io a s u m ad re u n b es o rá p id o, c o m o s i fu era r o bad o , y s altó d o s m etr os h ac ia a tr ás. —¡A dió s, m am á! L a m uje r e xte nd ió s u s b ra zo s te mblo ro so s h acia e l h ijo . —D éja m e b esa rte o tr a v ez. A don is —s up lic ó . —¡A dió s, m ad re cita ! —¡A do nis , u n s o lo b eso ! Y u n a v o z le ja n a, c o m o e l e c o q ue s e p ie rd e e n la in m en sid ad d el s ile n cio d e la n o ch e, r e p iti ó: —¡A dió s! C ap ítu lo II R EC UER DO S A do nis e l K ad m us, d eja n d o a s u m ad re , s e o cu ltó tr as e l c o rti n aje d e l a s s o m bra s n o ctu rn as. C am in ab a a c ie g as, c o m o s i e n a q uell a o sc u rid ad s u s o jo s h ubie ra n sid o arra n ca d os. Ma s, a sem eja n za d el via je ro c o n sta nte q u e c o n oce e l c am in o p alm o a p alm o, s u s p aso s e ra n fi rm es y s eg uro s, n o o bsta nte la s e sca b ro sid ad es d el te rre n o i r r e g ula r d e la m on ta ña. Y e n r e a lid ad , A don is h ab ía r e c o rrid o e se c a m in o d u ra n te d os a ñ o s, y lo c o nocía ta n b ie n , q u e e n la s h ela d as n och es d e e n ero , s e c u bría e l ro str o, in clu siv e lo s o jo s, y a sí c am in ab a s eis k iló m etr os p ara lle g ar a la c asa d e s u n o via . Y c o m o e l
Página 55
a m or hacia ell a , ese ca m in o se hab ía gra b ad o en su s u b co nscie n te e n ta l fo rm a, q u e n un ca s u fr ió e l d olo r d e u na c aíd a n i la m ole sti a d e u n tr opie zo . —T uve fu erza s p ara d esp ed ir m e d e m i m ad re , fu erza s p ara s ep ara rm e d e s u s b ra zo s, p ero ¿ po dré a h o ra d esp re n derm e d e l o s b ra zo s d e Ev a? Y m ie n tr as c o rr ía a la a ven tu ra , r e m em ora b a s u v id a. A do nis h ab ía n ac id o e n u n h og ar e n e l q ue s i n o v iv ía la r iq ueza , ta mpoco a n id ab a la p o bre za . Vi no a l m und o c o n e l a lm a v ie ja y e l c o ra zó n e n fe rm o d e m ela n co lía . Ya e n s u n iñ ez c o n oció e l d olo r d e la tr is te za , y n unca r ió c o n lo s ju eg os in fa nti le s. (D ir ía u n p sic o an alis ta q u e e ra u n m uch ach o q ue a d o le cía d el c o m ple jo d e in fe rio rid ad .) C uan d o h ab ía n p asa d o s e is a ñ os d esd e s u n acim ie n to , s u p ad re le c o nd ujo a la e scu ela d el p u eb lo . Pe ro n o b ie n h ubo tr an scu rrid o u n m es e n tr e la s p are d es d el e sta ble cim ie n to , A do nis s e q uejó d e q u e ib a m uy le n ta m en te h acia e l s ab er y q u e e l n eces ita ba e s tu dio s s u perio re s a lo s d e la e scu ela . A dm ir a d o , s u p ad re le d ijo : —H ij ito , d eb es a p re n der p rim ero a le er y e s crib ir p ara p oder c u rs ar e s tu dio s s u perio re s . —¿ Y q u ié n te h a d ic h o q ue n o s é le er y e sc rib ir ? B en évo lo , e l a u to r d e s u v id a, r e p li c ó : —¿ Cie rto ?... ¿ Ya h as a p re n d id o e so e n u n m es d e e s cu ela ? ... Y to man do la B ib lia q ue s e h all a b a a la m an o, la a b rió e n e l li b ro d e lo s s alm os, d ic ié n dole ; —Va mos a v er, ¿ p ued es le er e n e ste lib ro ? El n iñ o le yó lo s v ers íc u lo s c o n to da c o rr e cc ió n, y d ab a a s u s p ala b ra s la e n to nació n y la r e tó ric a q ue h ab ía o b se rv ad o e n s u p ad re y e n la s p lá ti cas d el s ace rd o te d el p ueb lo . A l o b serv ar la c ap ac id ad in te le c tu al d e A do nis , c o n la fe li c id ad p ro p ia d el p ad re q ue v e e n s u h ijo u n m uch ac h o d e p ro m esas p ara e l m añ an a, lo le van tó a s u s r o dilla s, y e x cla m ó: —¡B ra v o , h o m bre ! Me g usta s, p ero ¿ sab es e s crib ir ? —C óm o n o. D am e la p lu m a. Y c o n la p acie n cia d el a p re n diz d e d ib u ja n te o d el c o pis ta d e o tr os ti em po s, c o m en zó a tr aza r c ara cte re s d e im pre n ta ta n n íti d os y p erfe cto s, q u e a l p ad re le p are c ie ro n m ejo r q u e lo s o rig in ale s . —¡A h! Pe ro a p oste mos q ue n o s ab es e scrib ir s in m ir a r e n e l l ib ro . —T ard o u n p o co , p ero e sc rib o .
Página 56
Y tr azó e n la b la n cu ra d el p ap el, la s fr ase s q ue le d ic ta ba s u p ad re , a u nq ue c o n d efe cto s o rto grá fi co s. Y és te , r e co rd an do la s o lic itu d d e s u h ijo , l e h ab ló a sí: —Mi ra , A donis . Yo te p ro m eto q ue d esp u és d e d os m eses m ás e n la e scu ela , c u an do s ea m ejo r tu o rto gra fí a, te tr aeré u n m aes tr o a la c asa p ara q ue te e n señ e la s c ie n cia s q ue m ás te g uste n... T u vo u n m aes tr o. D esp ués d e c u atr o m eses , é ste s e p re sen tó al p ad re , q uejá n do se: —Su h ijo e s u n g en io , s e ñ o r. Pe ro m e a n iq uila a m í y s e a n iq uila a s i m is m o. Y le le o la le cció n d ia ria , y é l la r e p ite a l m om en to y m e e xig e m ás, p re te ndie n do q u e c u an do te nga d ie z añ os d eb e p o se er to das l a s c ie n cia s d el m un do. Pe ro e l n iñ o c re ció tr is te y p en sa ti vo . U n d ía , e l m aestr o le p re g u ntó e n p re sen cia d el p ad re d e A do nis : —N iñ o, ¿ po r q ué e sta s tr is te ? A do nis le v an tó s u d ulc e m ir a d a in fa ntil h acia e llo s. Er a u n a m ir a d a p en etr an te , p ero s u s la b io s n o s e s ep ara ro n. Su m ad re , q ue d e c erc a s e e n te ra b a d e la e scen a, a l v er a s u h ijo m ir a rlo s d e e sa m an era , s e l a n zó a é l. L e a b ra zó y le d ijo : —Vi da m ía , ¿ qué ti en es? ... ¿ Q ué q uie re s ? ... D ím elo a m í. So nrió e n ig m áti cam en te e l m uch ach o, y r e s p o ndió : —Ma ma. L o q u e te ngo n o ti en e r e m ed io y lo q ue q uie ro n o m e lo p u ed e d ar n ad ie . A quí d en tr o —e xp lic ó s eñ ala n do e l p ec h o — h ay a lg o. A lg o q ue m e o prim e s in q ue y o s e p a lo q ue e s... Ig n oro e l m otivo , p ero s é q ue e sta tr is te za n o ti en e c u ra . ¡Me e n cu en tr o ta n p eq u eñ o e n e ste m und o ta n g ra n de e i n m en so !... Mi ra p ap á, q uie ro s er m éd ic o , a b ogad o , in g en ie ro , p oeta , m úsic o , o ra d or. ¡Q uie ro s erlo to do! ¡Q uie ro p oseer to do s ab er! El p ad re r ió a l m om en to . El m aestr o q u ed óse p en sati vo y la m ad re , ll o ra n do , s e d ir ig ió a s u e s p o so d ic ié n do le : —¡Mi h ijo e s tá e n fe rm o! ¡N o d eb e e stu dia r m ás! A do nis s e a p re su ró a c o n te sta r: —N o, m ad re . Es toy m uy s an o d e c u erp o.. . Ya v e s, y o d ije q u e n o h ab ría s d e c o m pre n derm e. Y la b esó c o n te rn ura . Es tuvo e n e l C ole g io d e D geb eil. Pe ro lle g ó a o dia r, e l c o le g io , y seg ún decía él, lo s pro fe so re s no sab ía n c o m pre n derle y le to mab an p or u n lo co d esp u és d e lo s s u ce so s q ue s e r e la ta n a c o nti nuació n . O yó e n c ie rta o cas ió n h ab la r fr an cé s a d os fr ail e s . L os m ir ó c o n d ete nim ie n to y l e s d ij o :
Página 57
—Yo s ab ía e ste id io m a. ¿ Po r q u é lo h e o lv id ad o h o y? L os fr aile s le m ir a ro n c o n u na m ezc la d e e stu pefa cc ió n y l á s ti m a. R ie ro n e str ep ito sam en te , y s ig uie ro n s u c a m in o . En u na c la se d e g eo g ra fí a, e n q u e e l m aes tr o d ic ta ba s u l e c ció n s o b re Es pañ a y A m éric a, A don is s e le van tó d ic ie n d o: —Yo h e c o n ocid o Es pañ a p ero n o s e c u án do , n i c ó m o. L e m ir a ro n so rp re n did os su s co m pañ ero s y des p u és e sta lla ro n e n r is a. A l d ía s ig uie n te , A do nis s e in ic ia b a e n la c arre ra d el h azm err e ír d el C ole g io . En c la se d e a p o lo g éti ca, e n u na o ca sió n , e xp lic ab a e l s acerd o te s o bre la e xis te ncia d e D io s y d el In fi ern o. A do nis s e p uso d e p ie , y c o m o s i e s tu vie ra e xta sia d o, e xcla m ó: —T al in fiern o e s p ara ta l D io s. Yo n o p u ed o c re er e n é l. Es to e ra e l c o lm o. A donis e ra a te o y lo co . C uan d o e l Su perio r d el C ole g io s e e n te ró d e e sto s s u ce so s, e l m uch ach o fu e g olp ea d o y c asti gad o s evera m en te d u ra n te d os m es es. El s acerd o te le r e p re n dió . F u e e xam in ad o v aria s v ec es p or e l m éd ic o . Y p or fi n , su s co m pañ ero s se re ti ra ro n d e él, b au tizá ndo le c o n e l n om bre d e " El c h ifl ad o". D esd e e n to nces, A donis c re c ió h osco y h ura ñ o. C on n ad ie h ab la b a y h uía d e la c o m pañ ía d e to dos. D ura n te lo s re c re o s, s ie m pre s ó lo , m ir a b a fi ja m en te e l fi rm am en to , c o m o s i q uis ie ra c o n s u m ir a d a p en etr ar la m ura lla d e m is te rio s q ue h ab ía n le va n ta do l a v id a y l o s s ig lo s. " El c h ifl ad o ", re cita ba s u s le cc io nes d e c la ses, s in o m iti r n ad a. Pe ro , ta m po co a ñ ad ía n i c o m en ta ba n ad a. U n s a cerd ote , p ro fe so r d e li te ra tu ra , l e p re g untó : —¿ Por q u é n o h aces c o m o a n te s, c o m en ta rio s a la le cc ió n? —R eve re n do Pa dre —c onte stó A don is —, q uie n h a sid o d es p o ja d o d e l a v o lu n ta d, d el p en sa m ie n to , d el a n helo y d e to do l o q ue p erte nece a l a lm a, n o p u ed e e m iti r o p in io nes. D ij o e sto y to mó a sie n to , d eja n do e n e l a m bie n te u na a tm ósfe ra d e p erp le ji d ad y h as ta d e r a b ia . L a m ayo ría d e lo s h om bre s re cu erd an la a u ro ra d e la j u ven tu d c o n a le g ría y p la c er, y p or s u s im il itu d c o n la n atu ra le za , lla m an a a q u ella é p o ca , la p rim avera d e la v id a. Es e n to nces, c u an do s e p ro duce e l v a cío e n e l c ere b ro , q ue in cita a q ue e l a d ole sce n te s e b urle d e lo s d olo re s y s o lo te ng a u n a m ueca d e m ofa p ara lo s p esa re s d e la v id a, d án dole a la s p ara
Página 58
v o la r p o r e n cim a d e l a tr is te za y p ara l le g ar e n v ia je d ir e cto a lo s j a rd in es fl o rid os d el ju eg o y la a le g ría . Pe ro e xis te n s ere s q ue n acen c o n e l a lm a e n fe rm a y a ch aco sa y e s e lla q uie n lle n a s u s c o ra zo nes d e la a m arg ura y d el d o lo r d e la m ed ita ció n . Ex is te n s ere s q ue n acen d esp ie rto s e n la n och e d e la i g no ra n cia y e s to s s e re s e n cu en tr an la v id a m ás te mib le y n eg ra q ue e l a b is m o y m ás a m arg a q ue la m uerte . L a tr is te za e s la p ro cre ad ora d e la s o le d ad . L a s o le d ad e s la h erm an a d e to do m ovim ie n to e sp ir itu al. El a lm a d e A do nis s em eja b a u n g ig an te p re so e n la c árc el d e l a v id a, e n e l c u al la n atu ra le za n o o fr ecía m ás p an ora m a q u e e l fo rm ad o p or a la cra n es y s e rp ie n te s. L os p ro fe so re s le c o rta ro n la s a la s, im pid ie n do s u v u elo . Su s c o m pañ ero s lo a is la ro n y a le ja ro n d e to da a le g ría . Y d e e sta m an era , A don is e ra u n la g o e n ce rra d o p or m onta ñas: to do lo a b so rb ía , re fl eja b a to do, p ero n o p od ía a b rir s e p aso h acia e l m ar. Su c o ra zó n v acío d e a fe cto s, p ed ía a m or y c la m ab a c ariñ o . Pe ro a l n o e n co ntr ar n i e l u n o n i e l o tr o, e se r e cip ie n te v ac ío c o m en zó a ll e n ars e d e s u s p ro pio s p en sam ie n to s, e m ocio nes y a n h elo s, to do s e llo s s ile n cio so s y s e cre to s. Y é sto s, a v e ces, s e m an ife sta ban e n u na d ep re sió n d e á n im o y o tr as e n u n s en tim ie n to d e re p u gnan cia h acia la h um an id ad . Pe ro h ub o ta mbié n o casio nes e n q ue s u c o ra zó n la c era d o a rd ía e n a m or h ac ia lo s q ue p ad ecía n n eces id ad . Mu ch as ve ces ce rra b a su s p árp ad os y b uceab a e n lo p ro fu nd o d e s u s e r, e n za mbull id as d e m ed ita ció n. Y h u bo o ca sio nes en qu e era nec esario sa cu d ir le para hacerle d es p erta r d e s u l e ta rg o . Pr eg un tó u n d ía a u n s ace rd o te ; —¿ Cuál e s e l m aes tr o q ue p osee to das la s c ie n cia s? El in te rro gad o le m ir ó u n in sta nte p ara r e sp ond er lu eg o : —L a En cic lo ped ia . C ap ítu lo III A DO LESC ENCIA H ay e n L íb an o lib erta d c o m ple ta p ara e stu dia r. N o s e h an d ic ta do a llí le ye s p or la s q u e s ó lo lo s n iñ os d e d ete rm in ad a e d ad p ued en in gre s ar e n u n c o le g io , n i e s n ecesa rio e l c erti ficad o c o m pro b an te d e s u s e stu dio s a n te rio re s. Se gún e l
Página 59
a p ro vech am ie n to d e lo s e stu dia n te s, p ued en c o nti nuar s u s e stu dio s s in c eñ ir s e a u n o rd en e str ic to a scen den te . Pa ra e l in gre so e n la U niv e rs id ad , a u n s e p u ed e e stu dia r p arti cu la rm en te . N o h ay p ues tr ab as, n i o bstá cu lo s, p ara e l s ab er. C re c ió A don is e n c u erp o y e n e s p ír itu . F ue a m ig o p re d il e c to d e lo s e n cic lo p ed is ta s, y n o o bsta nte s u c o rta e d ad , fu e s ab io , fi ló so fo , p oeta y e n am ora d o. Er a la En cic lo p ed ia a m bu la n te . H ab ía m ed ita do m uch o s o b re to dos lo s m is te rio s y p ro b le m as . T en ía u n d eli c ad o s en tir y e n co n tr ó a l fi n u n c o ra zó n q u e le r e co gía e n s u p ere g rin ació n c o n tinu a e n b usca d e a m or. Si n e m barg o , v iv ía e n c o nsta nte s u fr im ie n to , p or a q u ella s a lu cin ac io nes q u e le a to rm en ta ban s ie m pre . A v ec es c o n te mpla b a u na p la n ta c u alq uie ra y c re ía v er e n e lla l a a p aric ió n d e e sp ectr os y fa nta sm as d e d iv e rs a a p arie n cia . O tras v ece s c o n te m pla b a e l fi rm am en to lí m pid o y e n s e g u id a d ib u ja b a s o b re u n p ap el u n a m ezc la c ap ric h o sa d e c ír c u lo s, fl ore s y r a yas . C on e l ti em po , s u m ir a d a a d q uir ió c ie rta d ulzu ra y u n p oder a tr ay en te y fa scin an te . Pe ro e l to rm en to d e s u v id a to mab a c ara cte re s a la rm an te s d ura n te la n och e. C uan d o s e a co sta ba p ara d orm ir , e n a q uel e sta do e n q u e s e s u sp en de e l h om bre e n tr e la v ig il ia y e l s u eñ o , s e n tía q ue s e s ep ara b a d e s u c u erp o , q ue e ra in d ep en die n te , c o m o s i s e s ep ara s e d os c o m pon en te s q u ím ic o s d e u n e le m en to , y u no d e e ll o s s e c o nfu ndie ra e n e l a ir e . L a p rim era v ez q ue p ad eció a q u el fe nóm en o ta n e xtr añ o, s in tió te m or. C re yó , q ue e ra la m uerte , q u e e ra n e s o s lo s a n u ncio s d e s u a g o nía , y s e la n zó c o m o q uerie n do a p ris io n ar a s u c u erp o q ue s e le e s cap ab a. Ex perim en tó u n d olo r h o rr ib le y s e d io c u en ta q ue h ab ía c aíd o d e la c am a. Es a n och e, n o p ud o d orm ir . C uan d o s e r e p iti ó e ste s en tim ie n to d e d is g re g ac ió n c o rp óre a , v io ju n to a s í a u n a n cia n o q ue v es tí a u n a la rg a tú nic a r o sad a, y q ue c u bría s u c ab eza c o n u n g orro b la n co , c o m o lo u san n eg ro l o s s ace rd ote s m aro nita s. —N o te ngas m ie d o —l e d ecía —. Es to e s lo n atu ra l. —¡L o n atu ra l! ¡L o n atu ra l! —r ep etí a a l d ía s ig uie n te —. L o n atu ra l e s q ue e sto y lo co .. . Pe ro , ¿ qu é lo co p u ed e e sc rib ir , p en sa r y s en tir? Y añ ad ía c a si in fe li z: —N o. N o e sto y l o co .. . Es taré e n dem onia d o ... T am po co lo gra b a c o nven cerle e ste a rg um en to .
Página 60
L a p ro ye cció n d e lo s r e cu erd os e n la p an ta lla d e s u m em oria , c o n tinu ab a. D ura n te a q uello s v ia je s n o ctu rn os, s en tía q ue v o la b a. Y c o n ocía e n to nces s e re s q u e le p are cie ro n m uy a tr ac ti vo s y s im páti co s. Ve ía m und os d esco nocid os h asta e n to nces , y e scu driñ ab a m is te rio s ig n ora d os. C ie rta n och e, e n fe rm o a c au sa d e u n a in so la ció n, v io a u n s er q ue le e ra e xtr añ o a ce rc ars e a é l. Pe ro e s ta c o n cie n cia d e s u p ers o na, n o s e r e fe ría a s u c u erp o . El v is ita nte te nía fi gu ra d e m uje r, m ás q ue d e h om bre . D e s u fr en te b ro ta ban s ie te r a yo s d e lu z, y e n e l p ech o, e n e l l u gar o cu pad o p or e l c o ra zó n, b ril la b a u n s o l. T od o s u c u erp o e sta ba c u bie rto p or u na l a rg a c ab ell e ra lu m in osa. Y A don is v io q u e e ll a le c u b ría c o n a q u ella c ab elle ra fu lg u ra n te , m ie n tr as c o n v o z que p are cía u n a rr u llo m urm ura b a. —Sa no . Se d esp ertó A donis lle n o d e a d m ir a ció n. Y é sta s e e le vó a l c u ad ra d o a l s en tirs e s an o y s in fi eb re . —I ndu dab le m en te —s e d ij o — esto d eb e s er u n á n gel. Pe ro u n á n g el d ife re n te a l o s q ue n o s p in ta n la s r e lig io n es . A lo s 1 6 a ñ o s. A donis s e c o nsag ró a l e s tu dio d e le y es. A e sa e d ad e ra u n h om bre fo rm ad o . En tre s u s c o m pañ ero s d e e stu dio s, s ó lo c ata lo g ó c o m o a a m ig o a u n jo ven h u m ild e e i n te li g en te : Ju an B akal. J u an e ra m ayo r q ue A donis . Si n e m barg o , n o e ra e l s u yo u n c ariñ o fr ate rn al, s in o q ue A donis e ra e sti m ad o c o m o u n p ad re , c o n re sp eto y v e n era ció n. J u an s e c re ía e n la o blig ació n d e o bed ecer y s eg u ir lo s c o nsejo s q ue A don is s e c re ía e n la o bli g ació n d e d ic ta rle . Mu ch as v e ces s u s p ala b ra s te jía n u na d is cu sió n s o bre d ife re n te s a sp ecto s y fa ses d e la v id a. Y J u an B ak al s ie m pre e n co n tr ab a la r a zó n e n lo s a rg u m en to s d e A do nis . Es tudia b an ju n to s, y u na n o ch e J u an d ijo a s u c o m pañ ero : —A do nis , y a lle g an la s v ac acio n es . ¿ N o q uie re s ir a p asar u na te mpora d a e n m i p ueb lo ? —T al v ez s í y ta l v ez n o, J u an . Pe ro ó yem e: p re sie n to q u e e ste a ñ o a lg ún s u ceso im po rta nte a c aece rá e n m i v id a. —¿ Qué s erá ? —T ú, a m ig o m ío , n o c o n oces d e A don is s in o s u p ers o nalid ad e xte rn a. Pe ro la q ue s e h all a in te rio rm en te e s to dav ía u n s e cre to y u n m is te rio p ara to dos. N un ca h e r e v ela d o a n ad ie e sto q u e v o y a d ecir te , p orq ue d u ra n te tr es a ñ os m e ll a m aro n "El c h ifl ad o"... J u an , n o s é y o m is m o q u é e s lo q u e m e p asa , n i p ued o e xp li c a rlo a n ad ie . T od o lo q ue p ued o d ecir te e s q ue a
Página 61
v eces r a sg o e l v elo y v e o . H e q uerid o c o n ve n cerm e d e m i lo cu ra p ero n o p ued o ; no p u ed o c re er q ue s o y u n l o co . U na v ez c o n su lté a u n m éd ic o , y m e d ijo q u e e ra u n d es eq u ili b rio m en ta l. Yo n ad a p ued o a s eg u ra rte d e m i p arte , n o p ued o d ec ir q u é e s lo q u e m e p asa , p ero s í te ju ro , q ue te ngo d os v id as, o p ara q u e c o m pre n das m ejo r, v iv o e n d os m und os d is ti nto s. J u an , te ngo m ie d o d e m í m is m o.. . A v eces v eo la s c o sas a n te s d e q ue s u ced an . Yo n o s o y u n p ro fe ta, p orq ue e l p ro fe ta d eb e s er u n h om bre s u perio r, s u perio r e n s u s an tidad . A l m en os, e so h em os a p re n did o. T ú n o lo p od rá s c re er p uesto q ue n i y o m is m o c re o , p ero h ay v eces e n q ue c ie rro lo s o jo s y m ed ito u n m om en to e n m i c o ra zó n y v eo e n to nces u n s o l m ás fu lg ura n te q ue e l q u e n os i lu m in a... O ig o ta mbié n u n a v o z, p ero u na v o z s ile n cio sa q ue m e d a c o n se jo s m ás s ab io s q ue lo s d el Ev an geli o . H e v is to e n m i c o ra zó n u n m undo c o m ple to , h ab ita do, p ero h ab ita do p or s e re s d ife re n te s d e lo s q u e v em os... F ijo l a m ir a d a e n u n á rb ol y v eo a l s er d el árb o l. ¿ Ten d rá n alm a lo s árb ole s, al ig ual q ue n oso tr os? .. . En e ste m om en to te m ir o , y v eo q u e to do u n h az d e l u z s e d esp re n de d e ti . ¿ Se rá u na a lu cin ació n ? T al v ez. Pe ro lo c ie rto e s q ue y o v eo . Mi s s u eñ os s o n r a ro s y e xtr avag an te s... So ñé u n a v ez, s o n s u eñ os d ulc es y p la c en te ro s, s o ñ é... ¿ Pe ro a q ué r e fe rir te e sta s to nte ría s ? —Po r D io s, A do nis , s ig u e. Es to e s m uy in te re san te y h asta p oéti co . —T am bié n a m í m e h a p are cid o a sí. ¿ H as n ota do m i e sti lo e n l a p oesía ? —Sí —r esp on dió J u an — y tu c ríti co d ijo : " Es la p rim era v ez q ue u n p o eta u ne l a fi lo so fía c o n la p oesía ." —Pu es b ie n . N o v o y a c o nta rte la s c o sas tr iv ia le s d e m is s u eñ o s, c o m o p or e je m plo v er c iu dad es, m undo s, e tc ., p orq u e e sto p ued e s er u n s u eñ o c o m o o tr o c u alq u ie ra . Vo y a c o n ta rte l a s c o sa; q ue v e o e n s u eñ o s y q u e s e r e aliza n... A nte to do , y o s é q ue e sto y s o ñ an do, m e d o y c u en ta d e e so . So ñé q u e m i p rim o F ah im s e h ab ía e n am ora d o d e u n a c h iq uilla , h ija d e u n a m ig o d e m i p ad re . El la e s b u en a, m uy b u en a, p ero c a re cía d e h erm osu ra ... Yo o í a m i p rim o d ecir le : Mi p ad re , ta mbié n , c o n sie n te e n e ste m atr im on io . Pe ro n o d eb em os d iv u lg ar e s te s ecre to h asta te ner to do p re p ara d o ... El la b esó y e ll a s e p uso a l lo ra r. Es crib í a m í p rim o c o ntá nd ole e sta p rim era p arte , y m e c o n te stó : " D eb es a cu d ir a l O bis p o p ara e xo rc iza r a l d em onio q ue h ab ita e n tí ." —¿ Qué te p are ce, J u an ?
Página 62
—¿ Y c u ál e s la s e g und a p arte ? —p re g un tó , c o n a vid ez, B aka l. —L a s e g u nda p arte n o m e a tr ev o a d ecír te la , p orq u e e s u na c o sa fu tu ra y c re o q ue e s h asta to nta . —N o im porta . C uén ta mela p ara o lv id arla d esp ués. —Vi a m i p rim o, d es p ués d e c asa d o , tí sic o y m uerto . Su m uje r h ab ía e n viu dad o. —Es to e s te rrib le . A don is . —Yo d ig o lo m is m o. ¿ Pe ro q ué q uie re s q ue h ag a? L os d o s c o m pañ ero s q ued aro n e n s il e n cio . —B uen o —h ab ló J u an —. ¿ Po r q u é d ij is te q u e p re s ie n te s q ue e ste a ñ o ib a a s u ce d er a lg o e n tu v id a? —Po rq ue h ace a lg ú n ti em po m e e n cu en tr o e n s u eñ os c o n u na m uje r q u e ti en e e l c ab ell o ta n la rg o, q ue le lle g a a lo s to bil lo s.. . El la v ie n e y s e c o lo ca ju nto a m í. Me b es a y y o la b es o ta mbié n . Si en to q ue y o la a m o. L ueg o m e p ong o a llo ra r. El la q uie re llo ra r ta mbié n , p ero n o l o h ace , c o m o s i n o s e a tr evie ra , o c o m o s i te mie ra h ac erlo . —¿ Y no h as a verig uad o e l p or q u é d e e ste lla n to ? —N o J u an , y e ste e s o tr o m is te rio e n m í: n u nca p ude d es cifr ar m is p ro ble m as p ers o nale s. H e a lc an za do a s ab er m uch as c o sas, le o e n lib ro s m uy o cu lto s y p ro fu ndos y h asta e n id io m as e x tr añ os, p ero tr ata r d e c o nocer m i fu tu ro e s i m posib le . —¿ No c o noces tú a la m uch ach a q ue s e te a p are ce e n s u eñ o s? —En m i v id a la h e v is to . N uevam en te l o s e n vo lv ió e l s ile n cio . D esp ués d e u nos m in u to s d e m uti sm o, J u an re an u dó la c o n ve rs ac ió n: —F ra n cam en te q ue e sto e s m uy r a ro , A donis . ¿ N o c re es q ue s erá c la riv id en cia ? —¡C la riv id en cia ! H e v is to e n la En cic lo ped ia e l s ig n ifi cad o d e e sta p ala b ra y la d efi ne d ic ie n d o: Ve r la s c o sas c o n c la rid ad . ¿ A caso y o v e o la s c o sas? ... N o J u an , y o s u eñ o l o q ue n o e xis te , p ero n un ca la s c o sas e n s í. —A do nis , ¿ si y o te s u plic o q ue v eas c ó m o s erá m i fu turo , lo h aría s? R ió A don is a l p unto d e c o nte sta r: —¿ Acaso s o y a d iv in o ?.. . N o, J u an , y o n u nca p o dría h acerlo , y a u n a sí, n u nca lo h aría . ¿ Sa bes p or q u é? ... Po rq ue te q uie ro m uch o . —C on m ay o r r a zó n, e n to nces .
Página 63
—Es q u e tu n o c o m pre n des. Su po ngam os q ue e l d esti no té r e se rv a la m is m a s u erte q ue a m i p rim o y ... C alló A don is p en sa ti vo y s o m brío . —¿ Que ti en es? —p re g un tó d es esp era d o Ju an B akal—. C on tinú a p or D io s—. ¿ Es e s te m i d esti no? A do nis o cu lta ba s u s la g rim as , y m ir a b a p ro fu ndam en te h acia l a v e n ta na, c o m o s i q u is ie ra p en etr ar e n e l m is te rio d e l a n o ch e. C on m ovió s u s ile n cio a J u an , y le van tá ndo se d e s u a sie n to , a b ra zó a A donis , d ic ié n dole : —¡A do nis ! Er es u n s u perh om bre e n to do . Me c o n sid ero fe li z a l lla m arm e a m ig o tu yo y a l e str ech ar tu m an o... N o te o blig u es , n i te a fl ija s p o r m í. D io s s a b rá l o q ue h ace. C ap ítu lo IV EL A MO R L le g ó la e sta ció n d e l a s c o sech as. T odo s lo s lib an es es e n e l v era n o e n cu en tr an n uevam en te a la Ma dre N atu ra le za : d uerm en a la in te mperie , s e a lim en ta n d e lo s fr uto s d e la ti erra y re an ud an la s re la cio n es d e a m is ta d i n te rr u m pid as p o r la c ru eld ad d el in vie rn o y e l tr ab ajo d e la p rim avera . El v era n o e n cie rr a e n s í la a le g ría d el v iv ir , y lo s h om bre s h ac en m otivo d e fi esta e n c u alq uie r c ir c u nsta ncia . Y esp era n a sí l a s c o se ch as. A dem ás , e s fá cil la v id a n o o b sta nte e l a b an d ono . L os tu ris ta s e g ip cio s y e u ro peo s v is ita n e l L íb an o p o r e s ta é p o ca a m ás d e la s o tr as. Po rq ue ¿ qué e n fe rm o n o h alla la s alu d e n L íb an o ? ¿ Q ué s iti o d el m un do le ig uala e n b elle za ? ¿ Q ué p aís e s c o m o é l, p in to re sco y s alu d ab le ? L a p ure za d e s u c ie lo e s e l c o ra zó n d e u na v ir g en ; y s u s a g u as c ris ta lin as s e m eja n l a m ir a d a d e la m is m a. A do nis v o lv ió a s u h o gar. L os h ab ita nte s d e la s c erc an ía s a cu d ie ro n a s alu dar a l fu tu ro d octo r e n L eye s, y m ovid os p o r la c o stu mbre le o bseq uia b an , e n s eñ al d e a p re c io y c ariñ o, g alli n as, h uevo s, q u es o s, te rn era s , e tc éte ra . El a g as aja d o le s r e tr ib uye c o n u na c o m id a: s e b rin da a n is ad o d el m ás r e fi n ad o, y s e d eg üell a u n c arn ero o u n a te rn era , p ara d elic ia d e lo s p ala d are s. D esp ués d e la c o m id a, c e rra d a c o n e l c afé , s e e s cu ch an la s m elo d ía s d el U naik —fl au ta h ec h a c o n d oble c añ a— to cad a p or
Página 64
u n e xp erto ; q ue s ab e a rr a n car d el in str um en to la s v o ces m ás m elo d io sas y a d ecu ad as a l c an to m on ta ñés . Y a s u s o nid o, h om bre s y m uje re s, fo rm an d o u n s em ic ír c u lo , to mad os d e la s m an os, c o m ie n za n a e je cu ta r u n a d an za rítm ic a, b ajo la d ir e c ció n d e u n je fe , q u e e s q uie n c a n ta y c o m pone s u s v e rs o s. L os d em ás r e p ite n c o m o e s tr ib illo la p rim era e str ofa . Es to e s " Ed dap ke". T erm in ad a la d an za , c ad a u no to mab a a sie n to y c o m en za ba u na n ueva d iv ers ió n q ue p o ne d e m an ifi esto la in te li g en cia d e l o s li b an eses . C onsis te e n u na p olé m ic a, h ech a e n p oesía p opu la r. L o s p re se n te s d eb en c o m pon er u na e str ofa c o n v e rs o s q ue e n cie rra n u na a n écd ota c h is p ean te , p ero s ie m pre c o n e l m is m o r itm o y la m is m a r im a fi nal. Y c u an d o la n och e e stá e n tr ad a, lu eg o d e u na ta cita d e c afé , s e d esp id en l o s v is ita nte s. En tre lo s v is ita nte s e s ta ba u n s acerd o te jo ven , a m ig o d e la c asa. A l d es p ed ir s e d ijo : —C om o u ste des s a b en , e l s á b ad o e s e l d ía d e fi esta d e Sa n N uh ra , y e sp ero te ner e l p la cer d e v erlo s a to do s e n m i p u eb lo , ta nto la v ís p era c o m o e l d ía d e la fi esta . A gra d ecie ro n to dos la in vita ció n, y c o m o é sta e ra u na n u ev a o ca sió n, u n m otivo m ás p ara a le g ra rs e y d iv erti rs e , a ce p ta ro n. El c u ra s e a c erc ó a A don is . —T ú n o d eb es fa lta r —d ijo . —¿ Por q u é " a b una" p ad re ? —Po rq ue e s u n p la c er p ara m í v erte y r e cib ir te e n m i c as a, p orq ue a sis ti rá a c e le b ra r la m is a e l o bis p o K ir u s. Y s o bre to do, p orq ue v ie n e c o n é l s u s o b rin a Ev a... ¿ N o c o noces a Ev a? —N un ca l a h e v is to —r esp o ndió A do nis s o n rie n do . El c u ra g uiñ ó u n o jo m ie n tr as d ecía : —Es m uy s im páti ca . Y añ ad ió l u eg o d e u n m om en to : —O ye , A do nis , s e m e o cu rre u n a id ea: Ve ng o e l v ie rn es , p ern o cto a q u í, c e le b ro la m is a e n e l te mplo Sa n J o rg e e l s á b ad o p or la m añ an a, y p or la ta rd e n os v am os ju nto s a m i p ueb lo . ¿ Q ué te p are ce m i id ea? —L a id ea in du dab le m en te es m ag n ífi ca, y m e gusta d is tr aerm e a sí e n m is v ac acio n es . Pe ro a n te s d e q ue ll e g ue e l v ie rn es, p ued es d o rm ir a q u í, s in n ec esid ad d e q ue r e g re ses a tu p ueb lo e sta n och e. —En ca n ta do —c onte stó e l s a cerd ote —. En tonces , v am os a d orm ir , p o rq ue y a e s ta rd e. A do nis ll a m ó a s u m ad re p ara q u e a rre g la ra u n c o lc h ón, ju n to a l s u yo , e n la a zo tea.
Página 65
D ura n te la v ig il ia , e l c u ra r e la ta ba a A don is to do lo q ue s ab ía y lo q ue n o s ab ía s o bre la s c u ali d ad es d e Ev a, la s o brin a d el O bis p o , y a c a d a e xp lic ac ió n a ñ ad ía u n c o n se jo q u e e ra c o m bu sti ble q u e s e a m on to nab a p ara p re n d er u n a h ogu era e n u n c o ra zó n e n am ora d o . Pe ro c o m o e l c o ra zó n d e A don is e sta ba v ac ío , p re fi rió d orm ir a e sc u ch ar a l s a cerd ote . Y a sí d orm ía e l s u eñ o d e lo s ju sto s, o s o ñ ab a ta l v ez c o n a q uell a h ad a c u ya c a b elle ra ll e g ab a h as ta l o s p ie s . El s áb ad o p or la ta rd e, A do nis ll e g ab a e n c o m pañ ía d el c u ra a D im al. D im al es u n p ueb lo q u e g o za d e u na p osic ió n m ara vil lo sa. A l o ccid en te , e l Me dite rrá n eo , c o m o u n in m en so d esie rto a zu l, r e fl eja b a la s tr avie sas n ubes d el fi rm am en to , c o m o s i s e h ubie ra c o lo cad o u n e sp ejo g ig an te sco p ara v ig ila r e l iti nera rio d e la s m is m as. A s im ple v is ta s e d is ti n guía a B eir u t, n o o bsta nte e sta r s ep ara d o p or u n a d is ta ncia d e 2 00 k il ó m etr os. El s o l e ra fu erte . Er a e l s o l c alc in an te d el v era n o q ue a g ota ría a lo s v ia je ro s, a n o c o nta r c o n e l r e fr esc an te a b an ic o d e la s b ris a s m arin as: el a li e n to fr esco d el m ar. D esd e la s c u atr o d e la ta rd e, d es afi an d o lo s r a y o s d el s o l y e l c alo r q ue e n g en dra b an , lo s fi ele s a c u d ía n c o n e l p re te xto d e la r o m ería d el s a n to . Vi sita ban e l te m plo , q ue e s ta ba s atu ra d o d e u na a tm ósfe ra d e p ie d ad , c o m o to dos lo s te mplo s e n lo s d ía s d e fi esta , o b se rv ab an la s im ág en es y a d o rn os, o ra b an , y lu eg o s alía n a p re p ara r lo s p u es to s p ara la s a le g re s r e u nio nes d e la n och e. Er a o tr a m odali d ad d e la a le g ría d el v e ra n o. Se n o ta ba g ra n m ovim ie n to y a g ita ció n. Ex trañ os q ue v en ía n d e o tr os p ueb lo s, n ati vo s d el lu gar, to do s, c o n s u ir y v en ir , c o n s u s tr aje s y v es ti dos d e fi esta , a b ig arra d o s, p on ía n v aria s n ota s d e c o lo rid o e n e l p ais aje d el p u eb lo . C erc a d e la s s eis lle g ó e l O bis p o. T odo s a cu día n a s alu d arle y b esa rle la m an o , y a p ed ir le tá cita men te la b en dic ió n. D esp ués d e lo s s a lu dos d e c o stu mbre , e l C ura p re se n tó a A do nis a n te e l O bis p o. Es te le m ir ó fi ja m en te . A l c ab o d e u n m om en to p re g u ntó ; —¿ Cóm o e stá n tu p ap á, m am á y h erm an os? A lo q ue el jo ven estu dia n te re s p o ndió co n la fr ase a co stu mbra d a d e: —T odo s b ie n , g ra cia s Mo nseñ o r. " L e b es an la s m an o s." A cto s eg u id o s e s e n ta ro n a la s o m bra d el g ra n á rb o l q ue s e h alla b a c erc a d el te mplo , e n d ond e p re g un tó e l c u ra :
Página 66
—¿ Monseñ or, p or q ué n o h an v en id o s u s eñ ora c u ñad a y s u s s o b rin os? —Sa be p ad re , q u e p or e sta n och e le s h a s id o im po sib le v en ir , p ero m añ an a e s ta rá n a q uí a p rim era h ora . A do nis o b se rv a b a e l d is g usto r e fl eja d o e n la s fa ccio nes d el s acerd o te . H ay e n e l m und o m uch os s ere s d esp re cia b le s q u e s e a le g ra n c o n la d esg ra cia a je n a. Pe ro p ara p on er u n a n ota d e b elle za e n tr e es o s ho m bre s, qu e dec o lo ra n el m undo de lo s s en tim ie n to s, h ay ta mbié n o tr os s ere s q u e g o za n c o n la a le g ría d e lo s d em ás. C uan d o u n h om bre lle g a a e n cariñ ars e c o n a lg un os s ere s, q ue ll a m a a m ig o s, s ie n te e l im perio so d ese o d e u nir lo s a to do s, y q ue e n tr e e llo s h aya g ra n c o m pre n sió n y c ariñ o. El jo ve n s ac erd ote J o sé Me le m , e ra u n e xc ele n te h om bre . Se e n cariñ ó c o n A do nis y c o n Ev a, a is la d am en te . Y a h ora s en tía e l d eseo d e q ue e llo s s e u nie ra n , c o n u n fu erte e i n div is ib le c a riñ o , c o m o s i c o n e llo a u m en ta ra e l c ariñ o d e lo s j ó ven es p ara c o nsig o m is m o. Y e n e l fo ndo d e s u m en te s e a g ita ba e l d ese o d e c asarlo s, a u n a n te s d e c o nsu lta r c o n lo s q ue p od ía n s er in te re sad os e n e ll o . N och e d e lu na e n e l L íb an o. A m bie n te p ro p ic io p ara q ue fr ucti fi quen lo s p oeta s, c an to re s y e n am ora d o s r o m án tico s. L a n och e d e lu na e n v era n o , e n e l L íb an o, e s u na n och e d e e n can to . El r o cío v iv ifi ca, y e l p ec h o s e e xp an de a l r e cib ir e l a li e n to fr esc o d e l a N atu ra le za ll a m ad o c éfi ro . El d u lc e v aiv é n d e la m úsic a , la m elo d ía d el c an to , e l p erfu me d e la s m uje re s re m ueve n e n lo s a n cia n o s lo s e m polv ad os r e cu erd os d e s u ju ven tu d y e le va n a lo s jó ven es a u n m und o d e e n so ñ ació n y d e m is te rio , e x en to d e p re o cu p acio nes y d olo re s. Y h asta A donis , e l s evero , e l s u fr id o, e l ilu sio nad o, tu vo m om en to s d e p la c er y d e a le g ría . Mo men to s, p orq u e s en tía q u e a q u ella ca lm a era el au gurio de una to rm en ta in te rn a, p sic o ló g ic a. A la s tr es d e la m ad ru gad a, d os h o ra s a n te s d e q ue s alg a e l s o l d e s u e sc o n dite m onta ñoso , b u sc ó u n rin có n tr an quilo y a p arta do e n e l q ue d u rm ió s o ñ an do q uié n s ab e e n q ué c o sas. A l a s c in co y m ed ia , le d es p ertó e l s o l. Se le van tó , s acu dió e l p olv o d e s u s v esti dos y p ein ó s u c ab ell o . El cu ra , aco m pañ ad o de alg uno s m ás, le buscab a, p re o cu p ad o p or s u d esa p aric ió n.
Página 67
—¿ Qué s ig n ifi ca e s to , A donis ? —l e p re g untó . ¿ Po r q u é n o fu is te a d o rm ir e n tu c am a? —¿ Qué m ejo r c am a p ued e h ab er, q u e la n atu ra le za m is m a, y q ué m ejo r c o b ija q ue e l c ie lo ? En a q uel m om en to , la ll a m ad a d e la c a m pan a a rra str ó a m is a a to dos l o s fi ele s . El O bis p o c e le b ró , la m is a a la s n ueve , y a la s d ie z lo s h ab ita nte s d el p ueb lo c o m en za ro n a e sp arc ir in vita cio nes p ara e l alm uerzo . L a g en ero sid ad lib an es a só lo se en cu en tr a s ati sfe ch a c u an d o s e h a c o n se g u id o e l h on or d e te ner m ás a sis te nte s a la m esa . A do nis re c h azó m uch as in vita cio nes gen ero sas. H ab ía a cep ta do a n te rio rm en te la in vita ció n d el c u ra , y d eb ía c o m er e n c o m pañ ía d el O bis p o y s u fa milia . Mi en tr as e l O bis p o r e c ib ía lo s s alu do s d e lo s a sis te nte s e n la p uerta d el te mplo , y m ie n tr as c h arla b a c o n lo s c o nocid os, a n te s d e ir a l a lm uerzo , e l c u ra s e e x cu só p ara r e ti ra rs e a s u c asa q u e d is ta ba u n os 6 0 m etr os p ara d ar e l r e to que fi n al a l a m esa. L a c asa d el c u ra p are cía in vad id a. Mu je re s d el p ueb lo y d e la s i n vita das, tr ab aja b an fe brilm en te c o n la p re ste za y la d ilig en cia q ue p re c ed en a to da fi esta . U nas a yu dab an e n la c o cin a, o tr as e n e l c o m ed or, y e l r e sto p re sta ba s u s s erv ic io s e n d ife re n te s o cu pacio n es d es ti nad as a p re p ara r e l s u cu le n to a lm uerzo . A do nis s alu dab a a to das c o n u na in clin ac ió n d e c ab eza . A v eces s e e sta cio nab a, c o nte mpla n d o la fr escu ra y la b elle za d e e so s r o str os fe men in o s q ue n o c are c ía n d e a tr ac ti vo . Pe ro e l c u ra c o n e m pujo nes s u aves y g olp es d e c o d o le h acía v o lv er e n s í. L a c a sa d el s ac erd ote Me le m e ra c o m o c u alq u ie r o tr a d el p ueb lo : d e u n s o lo p is o , c o n a lg un as d iv is io n es . Pe ro m uy g ra n d e. L a m ir a d a d el d ueñ o d e la c a sa, b uscab a a a lg uie n , s eg ú n s e p odía o bserv ar, p orq ue s u s o jo s ib an d e u no a o tr o r o str o y d e u no a o tr o r in có n . A l fi n s e d etu vo s o bre u na jo ven q u e d es p u és d e s e car u n p la to lo c o lo có s o bre la m esa. A l v e rlo , e ll a c o rr ió a s alu d arlo . —Ev a —l e d ij o e l s a cerd ote —, le p re se n to a m i m ás q u erid o a m ig o , A don is e l K ad m us. —Y v o lv ie n d o la c ab eza a é s te , a ñ ad ió —: A don is , e sta e s la s eñ orita Ev a K ir u z, s o brin a d e Mo nseñ or. L os d os jó ve n es s e m ir a ro n. Ev a p ro nu nció u na fr ase in co here n te , m ie n tr as s u r o str o s e d ec o ra b a d e u n ti nte e n ca rn ad o. A do nis , c o n lo s o jo s d es m esu ra d am en te a b ie rto s, c o m en zó a v ia ja r c o n s u m ir a d a p or to do e l c u erp o d e Ev a, d esd e la c ab eza h as ta l o s p ie s , e n u n m ud o s il e n cio .
Página 68
A dm ir a d o e l c u ra d e a q u ella a cti tu d, lla m ó la a te nció n a lo s d os. —¿ Qué l e s p asa ? —p re g un tó —. ¿ A don is , q ué ti en es? Si n c o n te sta r a l s acerd o te , A don is s e d ir ig ió a la s o brin a d el O bis p o , p re g u ntá nd ole : —Pe rd on e, s e ñ o rita . D íg am e, ¿ tien e u ste d la c a b elle ra ta n l a rg a q ue p ued a ll e g arle h asta lo s p ie s? Es ta p re g u nta p ro d ujo d esag ra d ab le e fe cto e n e l c u ra y s o rp re sa y a d m ir a ció n e n la m uch ach a. Mi en tr as ta nto , A do nis re p etí a, c o m o q uie n h ab la c o nsig o m is m o: —Sí . N o h ay d ud a. Es e ll a ... e s e lla ... e s e lla . Y s u s o jo s o bserv ab an e l m en or d eta lle d e la m uje r q u e te nía d ela n te . Ev a, c o m o s i s e h u bie ra a n udad o s u le n gua, c all a b a, in m óvil e n s u p u esto . Y s u s p up ila s d e v ir g en s e d esp le g aro n a n te la p en etr an te m ir a d a d e A donis . El c u ra in d ig n ad o p or e l p ro ced er d e A don is , lo to mó d el b ra zo , d ic ié n do le ; —¿ Qué e s e s to , A don is ? .. . ¿ C óm o p u ed es e x p lic ar tu c o m po rta mie n to ? A do nis m ir ó a s u c o m pañ ero y d esp ués a Ev a, c o n u n a m ir a d a d e in co m pre n sió n , c o m o s i d esp erta ra d e u n s u eñ o. L ueg o e x cla m ó: —Po r Dio s, no co n ocen uste des lo s an te ced en te s. H um il d em en te le s p id o p erd ó n p er m i a cti tu d. Y u ste d, lin d a Ev a, tr an quilíc em e. ¿ N o e s c ie rto a q uello q ue le d ij e d e s u c ab ell o ? R ep uesta d e s u s o rp re sa, Ev a m ir ó a A do nis c o n v is ib le d is g usto , y v o lv ié n dose a l s a cerd ote d ijo : —H asta lu eg o , p ad re J o sé . —A lg ún d ía h a d e s ab er e l m oti vo d e m i p ro ce d er. Y o ja lá q u e s ea p ro n to — dijo A don is . Pe ro la so brin a del O bis p o fu e a re u nir s e co n su s c o m pañ era s. El s a cerd ote n o s ab ía q ué d ecir a l jo ven . El , e n ta nto , s en tía q u e s u c o ra zó n e sta lla b a d en tr o d el p ec h o . Q uería ll o ra r p ara a li v ia r s u p en a, q uería llo ra r s u d es g ra cia . ¿ Po r q ué e ra u n v is io nario ?... En s u s s u eñ o s é l a b ra za ba y b es ab a a a q u ella m uje r, p ara ll o ra r d esp ués. Pe ro a h ora llo ra b a a u n a n te s d e r e cib ir u na r e sp uesta . El a m ó a Ev a e n s u s s u eñ os y a h o ra l a p erd ía e n s u v ig ili a .
Página 69
Si ntió q ue s u c a b eza e n lo quecid a g ir a b a y d ab a v u elta s. T uvo m ie d o d e c aer... Si ntió q ue h ab ía d ad o u n s alto e n e l c am in o d e l a v id a y q ue s e d esp erta ba r e p en ti nam en te a la j u ven tu d. B uscó a Ev a, n o la e n co n tr ó. D esp ués. m ir ó a l s ace rd ote . El a n sia b ro ta ba d e s u m ir a d a, y e n s u v o z s e h ab ía n r e u n id o e l d is g usto c o n la tr is te za , a m ás d e la d esesp era ció n . —Sa lg am os. Sa li e ro n ju nto s y A donis d ij o a l s ac erd ote : —T e a g ra d ezc o, p ad re , to das tu s fi neza s p ara c o nm ig o . A l m is m o ti em po te p id o p erd ón y p erm is o p ara r e ti ra rm e. En s u s p ala b ra s, d ic h as c o n u na c a lm a te rrib le , h ab ía a lg o q ue a su sta ba. —N o. A don is . ¡C uid ad o!. .. N o m e d eje s e n r id íc u lo a n te e lla . T odo s s a b en q u e e s tá s in vita do a m i c as a. ¿ Q ué v o y a d ecir le s s i m e p re g unta n p or ti ? Yo te p id o p or n uestr o c ariñ o, q ue " o lv id es e l in cid en te , y h ag as d e c u en ta q u e e lla n o te fu e p re sen ta da. Yo c re ía h ace r u n b ie n , m as n o p o día a d iv in ar lo q ue ib a a s u ced er... Pe ro a q uí, h ab la n do e n tr e n os, d im e: ¿ quié n tu vo la c u lp a? L arg o r a to g u ard aro n s ile n cio ; A do nis c la va b a s u s o jo s e n e l s u elo , m ie n tr as lu ch ab an e n s u c e re b ro m ile s d e id eas , a l m is m o ti em po q u e lo s s e n ti m ie n to s s e d eb atí an e n e l c o ra zó n. D esp ués d ijo : —T ie n es r a zó n, p ad re . R eco no zc o m i e rro r. Ve te a a te nder a tu s h uésp ed es. T e s eg uir é d esp u és .. . Pe rd ó nam e. Ya e sto y c alm ad o. El s ac erd ote r e g re só a la c asa. A do nis s eg u ía m ed ita ndo y m urm ura n do c o nsig o . —¿ Has p erd id o e l ju ic io , A don is ? .. . Y p or q u é ¿ por u n s u eñ o ?.. . Pe ro , ¿ p or q ué v e o q ue e l h orizo nte d e m i n iñ ez d es ap are c e a n te m is o jo s? ¿ U na m ir a d a, u n s eg u ndo , ti en e e l p oder d e tr an sfo rm ar a ñ os y v id as? ... ¿ Q ué e s lo q u e h ay e n m í, u n d em onio o u n á n g el? ¿ Po r q ué a v ece s v e o lu ces y o tr as v eces ti nie b la s? ¿ Po r q ué s e m e n u bla la v is ta a l q u ere r fi ja rla e n a lg ún o b je to , y s e m e a c la ra c u an do c ie rro lo s o jo s? ... ¡D io s m ío ! la s ti n ie b la s e stá n e n to rn o m ío y la lu z d en tr o d e m í.. . Yo a m o, p ero e sto y a m an do ti nie b la s. Mi s u eñ o e s a le g ría , p ero m i d es p erta r e s d olo r. L a tr is te za y e l p la cer s e m ezc la n e n m i v id a y e l p eso d e m is d ía s a rra str a m i c o ra zó n a la in fin id ad ig no ta ... Yo n o s o y u n lo co . En m í d eb e h ab er u na fa cu lta d d esc o n ocid a. Mi s s u eñ o s d eb en s e r p ro fé tico s. Sí , e s e lla q u ie n s e m e a p are ce e n s u eñ os. Pe ro , ¿ acaso e lla m e h a s o ñad o y m e h a v is to e n e se o tr o m un do? ¿ D e q ué m e s ir v e te ner te lé fo no s i lo s
Página 70
o tr os n o lo ti en en ? ¿ D e q u é m e s ir v e q u e y o s u eñ e c o n e ll a , s i e ll a n o p ued e s o ñar c o nm ig o?... Pe ro , p ued en s er s u eñ os fa tu os, y e l h om bre e s fa tu o e n p ro porc ió n d ir e cta a s u ig no ra n cia y a s u te nd en cia n atu ra l: e l e g o ís m o. ¿ Q ué d ere c h o te nía y o p ara tr ata rla d e e s te m odo, p ara d eja r a m i a m ig o e n r id íc u lo ? ... ¡Q ué e g oís ta e i g no ra n te e re s, A don is ! A l ll e g ar a e s te p un to s in ti ó u n p ro fu nd o d esp ech o h acia s í m is m o. Y p oco a p oco , e ste d is g usto le c o m unic ó u n a d ece p ció n d e to do e l m und o. N o e ra o dio , s in o a s co o r e p ug nan cia . Y s i e n a q u el m is m o m om en to h u bie ra Ev a a cu did o a a rro dil la rs e a s u s p ie s, le h ab ría d ad o u n p u nta pié . D esp ués, e n a lta v o z, d ij o : —N o. N o. Ya e stá to do te rm in ad o p ara m í. N ad a q u ie ro , n i p id o n ad a. A unqu e v o lv ie ra e lla a m í, la re ch aza ría c o n d es p re cio y h asta c o n o dio . H ay e n l a n atu ra le za h um an a c ie rto s c ara cte re s r a ro s. C om ete el h om bre una acció n to nta , y en lu g ar d e r e p ro ch ars e y c asti gars e a s í m is m o, d ir ig e s u s re p ro ch es y c asti go s c o ntr a lo s d em ás. En e ste m om en to . A donis d es eab a s e r u n e n te im porta nte , s er a lg u ie n e n la v id a p ara a tr aer a Ev a, p ara q ue e ll a fi ja ra e n é l s u a te nció n, p ara lu eg o h um ill a rla y r e b aja rla , c re ye n d o q ue e ll a l o h ab ía h u m illa d o a é l. Pe ro lu eg o, im pac ie n te , y a n o q uis o e sp era r h as ta lle g ar a s er u n h om bre s u perio r s in o q ue q u ería s erlo a h ora , o a u nqu e n o lo fu era , h u m illa rla e n s e g u id a. Pe ro ¿ de q u é m an era ? D esp ués m ed itó u n m om en to . ¿ Q ué c u lp a h ab ía c o m eti do e lla ? ... Y a l v erla li b re d e to da c u lp a, p en só n ueva m en te e n p ed ir le p erd ó n. Pe ro n o. El la p odía c o nte sta r a s u p re g un ta c o n s u av id ad , d ic ie n do : N o, a m ig o —o p or lo c o ntr ario —: Sí , a m ig o, m i c ab ello e s c o rto o m i c a b ello e s l a rg o. B asta q ue s e e n am ore e l c o ra zó n p ara c re ar e n s eg uid a c u lp as y d is c u lp as e n d ond e n o e xis te n. El e n am ora d o n o ti en e m en te , p o rq ue e l c o ra zó n lo o cu p a to do. Po r u n l a d o q uie re c as ti g ar y p or o tr o q u ie re a m ar. A l fi n, A don is d ecid ió m ostr ars e in dife re n te , h asta q ue ll e g ara l a o casió n d e d em ostr arle o dio , o d esp re cio y la o casió n s e p re sen tó p ro nto .
Página 71
Se le v an tó d e s u p uesto a lg o tr an q uil iza do d esp ués d e a q u ella l u ch a, y s e d ir ig ió a l a c as a d el c u ra . A l q uere r tr asp asa r e l u m bra l, s e e n co n tr ó c o n é ste , a q uie n a co m pañ ab an Ev a y o tr a m uje r. —H ola A do nis —l e d ij o s u a m ig o—. T e p re sen to a la s e ñ o ra Ma ría d e K ir u z. .. Se ñora , A do nis e l K ad m us. —T an to g usto —r esp on dió é l. —Mi h ija Ev a —p re se n tó a s u v e z Ma ría . A do nis le te ndió la m an o y a p en as to có la d e e lla . L ueg o c o n ce n tr ó to da s u a te nció n e n la m ad re . Er a e l p rim er p aso e n e l d esarro ll o d e s u p la n d e v e n g an za . Mi en tr as ta nto la s eñ ora , a m ig a d e lo s p ad re s d e A donis , p re g u nta ba p or e llo s. J u n to s c a m in aro n h as ta lle g ar a la s o m bra d e u n á rb ol c erc an o , b ajo e l c u al to maro n a s ie n to , e s p era n do la h ora d e a lm orza r. L a m ad re d e Ev a c o n ve rs ab a: —Mu ch os s o n lo s q u e n os h an h ab la d o d e u ste d. A don is . Y h em os te nid o m uch os d es eo s d e c o no ce rle ... Mi c u ñad o , e l O bis p o , n os d ecía a l le er s u s a rtí cu lo s y p oesía s, q u e e ste m uch ach o v iv e s ie m pre e n e l m ás a llá ; p orq ue ti en e c o ncep to s d e lu z d iá fa na, a u n que a l m ate ria liza rlo s s e c o n vie rte n e n fu eg o q ue q u em a y d eja u n o lo r a b la s fe mia . A do nis e sta ba s o rp re n did o y h ala g ad o . L a ju ven tu d, a l ig ual q ue la s m arip osas, e s u n s er d e lu z, q ue l e g usta a cerc ars e m uch o a la lla m a d e la g lo ria , a u nq ue s e le q uem en la s a la s... Mi en tr as in vad ía a A donis u n a in te rn a a le g ría , y m ie n tr as s u c o ra zó n p alp ita ba a rrítm ic am en te , d an do g o lp es fu erte s e n s u p ech o, c o nte stó a p are n ta ndo c alm a, d esp u és d e m ir a r fu rti vam en te a Ev a: —Si m is c o ncep to s s o n lu z d iá fa na ¿ p or q u é s e e s fu erza n lo s h om bre s e n c o nverti rla e n fu eg o q ue q u em e? ¿ N o le p are ce a u ste d, s eñ ora ? ¿ A caso n o te nem os fu eg o s u fi cie n te , fu eg o m ate ria l, p ara a sar c arn ero s y p oll o s, c o m o e n e l a lm uerzo d el p ad re J o sé ? F ue e sp on tá nea y u nán im e l a r is a. L a s eñ o ra d ijo : —B uen a e s. Es o q uie re d ecir q ue lo s h om bre s, y e n tr e e llo s l o s O bis p os, lo c o nvie rte n to do e n m ate ria . ¿ Q ué d ir ía m i c u ñ ad o s i s u pie ra e sto ? —Si e s fr an co y s in cero c o nsig o m is m o, d ir ía q u e e s v e rd ad . D e lo c o ntr ario , ¿ q ué s ig n ifi ca e se d is g usto s in fi n q u e m ed ia e n tr e é l y m i p ad re ? ¿ N o fu e p orq u e é l h a m ate ria liza do u na p ala b ra y m i p ad re o tr a? El g ir o q u e to mab a la c o n ve rs ac ió n, im pre sio nó m uch o a lo s tr es q ue la e sc u ch ab an . A do nis p ro sig u ió :
Página 72
—A yer m i p ad re m e d ecía : " Mo nseñ or y y o fu im os a m ig os d e l a in fa ncia , y n u nca tu vim os u n d is g usto . Pe ro p are ce q ue a h o ra y a s o m os d ec ré p ito s. N o p odem os n i s o p orta r u na p ala b ra ." L a p ala b ra d ecré p ito s, tr ajo c o nsig o u n a r is a in co n te nib le y c o n tinu ad a. —¿ De q u é s e r íe n u ste des ? —p re g u ntó u n a v o z e xtr añ a a l g ru po. Mi ra ro n to dos y v ie ro n a l O bis p o q u e c o n to da s en cill e z y fa mili a rid ad , to mó a sie n to ju nto a lo s d em ás. L os q u e h ab ía n a co m pañ ad o a Mo nse ñ or s e r e ti ra ro n a l v erle s e n ta r. L a c u ñad a d e é l, m ezc la n do la s p ala b ra s c o n la r is a, r e p iti ó a l O bis p o la s p ala b ra s d e A donis . El O bis p o r ió ta mbié n , y d esp ués d e m ir a r a l jo ven s e n ta do fr en te a é l, le d ijo : —O ye , d il e a tu p ap á q u e é l ti en e r a zó n.. . Pe ro n o. Es ta ta rd e tú v as c o nm ig o y m añ an a ir e m os ju n to s a tu c as a, p ara d ec ír s elo y o , p ers o n alm en te . —¡El a lm uerzo e stá s e rv id o ! —g ritó e l p ad re d el c u ra . T odo s s e le va n ta ro n , a b an d onan d o s u s a s ie n to s. C om o la s n ub ecilla s q ue b arre e l v ie n to d e la p rim ave ra , s e d is ip aro n la s p en as d el c o ra zó n d e A don is . Pu es e l c o ra zó n d e l o s jó ven es s e a le g ra y s e e n tr is te ce , s in m otivo a p are n te , m uch as v ece s. El a lm uerzo , s u cu le n to y e xc ele n te , fu e s erv id o c o n e sm ero . N o fa ltó a le g ría e n la m esa. L as a n écd ota s q ue r e la ta ba A donis e xcita ban e l a p eti to y la r is a , h as ta q ue c o n fa mili a rid ad le d ij o e l O bis p o: —¡D éja n os c o m er, h om bre ! A lo q ue A donis r e sp on dió : —N o s ó lo d e p an v iv e e l h om bre . Y co ntin uab a l a r is a y la a le g ría d e to do s lo s p re sen te s. El s ac erd ote m ir a b a a Ev a, s en ta da fr en te a é l, y s u s m ir a d as e ra n e lo cu en te s. El la m ir a b a a A do nis , d e v ez e n c u an do, r e ía a s u s p ala b ra s c o n a q uella r is a a le g re y fr an ca d e lo s jó ven es, p ero n un ca le d ir ig ió l a p ala b ra . Ev a e ra b ella , p ero d e u n a b elle za p oco c o m ún. L ib re la c ab eza d el ca u tiverio d el s o m bre ro , lu cía u na ab und an te c ab ell e ra q u e c u bría c o m o u na c o ro na, u n r o str o b la n co . Pe ro lo q ue a tr aía la s m ir a d as e sp ecia lm en te e ra n s u s o jo s n eg ro s y g ra n d es , ti ern os y e n ca n ta do re s, e n lo s q ue r e fl eja b a a v e ces la tr is te za y o tr as u na d ulc e a le g ría ... C am bia b a s u fi so n om ía s eg ún la ila ció n y e l s ig nifi cad o d e la s p ala b ra s d el q ue h ab la b a.
Página 73
H ab ía e stu dia d o p oco , p ero s e n tí a m uch o ... Po día c o nta r d ie cis éis a ñ os. Su a lm a e ra u na p ág in a e n b la n co , e n la q ue s e p odía e s crib ir to do u n p o em a d e a m or. Su im ag in ació n , c o m o la c era p lá s ti ca , e sta ba lis ta p ara r e cib ir la fo rm a p ro yec ta da p or u n a rti sta . C uan d o c o nta ba d ie z a ñ o s, m urió s u p ad re . Y e lla c o n s u m ad re y c o n s u s tr es h erm an ito s, q u ed ó a l a m paro d e s u tí o e l O bis p o , q uie n s e in te re s ó p o r e lla , y la in te rn ó e n lo s m ejo re s c o le g io s. Er a in te li g en te y te nía g ra n p o der d e c ap ta ció n . Pe ro , s e r s o b rin a d el O bis p o s ig nifi ca m uch o e n L íb an o. L a s o brin a d el O bis p o e stá p re d es ti nad a a c o n tr aer e n la ce c o n u n h om bre s ele ccio nad o d e lo m ás r ic o y n ob le d el p aís . Y p o r e sto , p o r e ste p o rv en ir b rilla n te y e s p lé n did o q ue le o to rg ab a s u c u na, d es cu id ab a m uch o s u s e stu dio s. —" Cara m ba —p en sab a A do nis —. L a s o b rin a d el O bis p o ti en e l a m is m a n oble za in tr ín seca q ue la h ija d el Em ir . Q uizá m ás. ¿ Q uié n e s e l Em ir a n te u n j e fe d e la r e li g ió n?: U n s ú bd ito ." Y a l m ed ita r e n e sto A don is , q u e n o e ra n i C heik , n i Em ir , n i r ic o , sin ti ó una pro fu nd a re p u gnan cia in te rn a, que se m an ife sta ba a v ece s p or e l g es to d esp ecti vo d e s u s la b io s. Y p or e sto , te nía e l in tim o d eseo d e v en g ars e d el O bis p o e n la p ers o na d e s u s o b rin a. ¿ Pe ro d e q ué m an era ? N o lo p od ía s a b er, y c re yó p or e l m om en to q ue e ra la i n dife re n cia e l m ejo r c am in o. El c o ra zó n d e l a m uje r, c o m o d ic e u n p oeta á ra b e, e s u na c a ja c err a d a h erm éti cam en te , y n un ca p odrá n la s m an ife sta cio n es e xte rn as r e vela r s u c o nte nid o. Ev a, fo rm ad a y m old ea d a a l c alo r d e lo s m im os y d e la s g ala n te ría s , s u fr ió a l c h ocar c o n e l o rg u llo y e l d esp re cio d e A do nis . El h om bre p ued e p ostr ars e a la s p la n ta s d e u na m uje r p ara a d o ra rla , e n ta nto e l c o ra zó n d e e lla v u ela y r e vo lo te a a lr e d ed or d e v an id ad es y to nte ría s; p ero s i s e le tr ata c o n in d ife re n cia , e n to nces s u c o ra zó n e s tá a le rta , d esp erta ndo s u o d io , y e n tr e e l o dio y e l a m or n o h ay s in o l a d is ta ncia d e u n p aso . C on oce p or in sti n to , la m uje r q u e s u fr e la h u m illa ció n d e u n h om bre , q u e s u v en gan za n o e s ta rá s a ti sfe ch a s i n o lo h um ill a . Pe ro , c o m o s ab e q ue a l h om bre n o s e le p ued e v e n ce r p or la fu erza , r e c u rre a o tr o m ed io m uch o m ás te m ib le : la s u av id ad y l a d ulzu ra . Ma s, in co nscie n te men te , e ste m éto do a c arr e a a lo s d os a la s p ro fu nd id ad es i g no ta s d el a b is m o d el a m or. El s exto s en tido d e A do nis p re sen tía to do e sto , p ero la j u ven tu d c re e q u e s ie m pre e stá tr iu n fa ndo. El O bis p o y s u fa milia re g re saro n a c asa a q u ella ta rd e a co m pañ ad o s d el c u ra J o sé y d e A donis .
Página 74
A lg uno s p ueb le rin os v in ie ro n, c o m o d e c o stu mbre , a ju gar c o n e l O bis p o a lg unas p arti d as d e n aip e, y a la s d ie z d e la n och e s e r e ti ra ro n a s u s h o gare s. —Ma ría —o rd en ó e l O bis p o— p re p ara , p ara A don is , e l c u arto q ue d a a la a zo tea g ra n d e, y p ara e l c u ra J o sé, e l c u arto c o n tigu o a l m ío . —Mo nseñ or —e xp lic ó e l s ac erd ote — e l c u arto q ue d a a la a zo tea ti en e d os c am as y a m bo s p od em os d orm ir e n é l. —Si a sí o s a g ra d a, e stá b ie n —d ijo e l O bis p o, e n tr an do e n s u d orm ito rio . C uan d o lo s d o s a m ig os e stu vie ro n ju n to s a s o la s , e l c u ra p re g u ntó a A donis . —¿ Qué ta l te h a p are cid o Ev a? —En ca n ta dora . —Pa re c e q ue la m ad re n o tó tu in dife re n cia p ara c o n la h ija y m e p re g un tó e l m otivo . —¿ Y qu é le r e sp ond is te tú ? —T uve q ue c o nta rle e l in cid en te .. . Pe ro d im e, A do nis , ¿ dó nde c o n ocis te a Ev a? ¿ Q uié n te c o ntó q u e te nía e l c ab ello la rg o? El j o ven m ed itó u n m om en to y l u eg o r e p lic ó : —Yo n o la h e v is to c o n e sto s o jo s, n i e n e ste m un do. Pe ro d ejé m on os d e e s to . ¿ Q ué te d ijo la m ad re ? —Se a d m ir ó m uch o y r e sp on dió q ue e n r e ali d ad Ev a ti en e e l c ab ell o m uy l a rg o . A do nis g u ard ó s ile n cio y d esp ués d e u n ra to , e l c u ra c o n tinu ó: —O ye A do nis , la m ad re te a p re c ia m uch o y c re o q ue la h ija ta mbié n ... C ré em e A do nis , y o te p ro fe so m uch o c a riñ o , e l c ariñ o d e u n h erm an o , p ues n o o lv id aré n unca e l fa vo r q ue m e h ic ie ro n tu s p ad re s... Yo e ra p ob re , y p ara p oder c o ntin uar m is e stu dio s e ll o s m e a yu daro n y h asta m e a lo ja ro n e n s u c a sa. T u e ra s e n to nces m uy p eq ueñ o y m uy in te lig en te . T e c a rg ab a e n m is h om bro s. T ú q uizá n o lo r e c u erd as, p ero y o lo r e cu erd o m uy b ie n . T erm in ad o s m is e stu dio s, tu p ad re in te rv in o a n te e l Pa tria rc a y o btu vo d e é l q u e y o in gre sa ra e n e l Se min ario Sa n J u an Ma rú n. Y a q u í m e ti en es h ech o u n s ac erd ote .. . A hora b ie n . q uie ro d em ostr ar m i a g ra d ecim ie n to a l p ad re e n la p ers o na d el h ijo . Sé q ue e s tá s e stu dia n do le ye s y lo q ue te fa lta , p ara tr iu nfa r, e s e l a p oyo d e lo s je fe s d e la r e li g ió n, s o b re to do e n n uestr o p aís , e n d o nde to do e stá e n s u s m an os. ¿ N o te p are ce a sí, A donis ? Po r o tr o la d o Ev a e s u n a c h iq u ill a m uy s im páti ca, h erm osa, ric a y s o bre to do e s s o brin a d el O bis p o, u n g ra n p olí ti co y je fe d e to dos lo s m ovim ie n to s d el G obie rn o . Es h as ta a m ig o d el Su ltá n.
Página 75
A do nis e sc u ch ab a e l d is cu rs o d el s acerd o te y e n s u c o ra zó n s e d esp erta ban la a le g ría y la re p ug nan cia , e l a m or y e l d es p re cio . D es p u és d ij o : —A gra d ezc o tu a fá n d e g ra ti tu d. Mi p ad re a l a yu darte c u m pli ó c o n s u d eb er y tú s ab es q u e e n c asa to do s te a p re cia n m uch o, te c o nsid era n c o m o u n m ie m bro d e la fa milia .. . R es p ecto a Ev a, y o la a m é y e lla m e a m a h ace m ás d e u n a ñ o. Pe ro h o y a l e n co n tr arn o s p or p rim era v ez, h e v is to q u e h ay e n tr e lo s d os u n a b is m o in fr an q ueab le ; n i y a p u ed o lle g ar a e lla , n i e lla p ued e v en ir h acia m i. Es to e s to do . —A do nis . ¿ Q ué m is te rio e n cie rra e sa c ab eza tu ya? ¿ C óm o d ic es q u e la a m as , y q u e te a m a d esd e h ace u n a ñ o , y q ue h oy s e h an e n co ntr ad a p or p rim era v ez? ¿ Q ué d eb o d ed ucir d e tu s p ala b ra s a p o ca líp ti ca s? .. . Pe ro d im e a h ora ¿ n o p ued o s er y o u n p uen te s o b re e l a b is m o q ue h as s eñ ala d o? —¿ De q ué m an era ? —p re g untó A don is evad ie n d o la s p rim era s p re g unta s. —H ab la n d o y o c o n la m ad re . —¿ Y si c o n te sta n eg ati vam en te ? El c u ra c alló . U na n eg ati va d e la m ad re , d e la h ija o d el O bis p o , s ig nifi ca m uch o. ¿ A don is r e ch aza do ?.. . Es to s ería u na h erid a p ara e l c o ra zó n d e c u alq u ie r li b an és, y u n g olp e a l o rg ull o d e la fa mili a . T odo s lo s p ad re s c re en q u e s u h ijo e s d ig no d e u n a r e in a, y q ue s u h ija e s m ere ced ora d e u n r e y. L os la b io s d el h om bre s ell a n to dos s u s a c to s c o n la p ala b ra d es ti n o, p ero c u an d o a fr onta n lo s h ech o s d e la re a lid ad , e l d es ti n o e s s ó lo u n fu eg o fa tu o. D esp ués d e m ed ita r a m bos e l re su lta do q ue tr aería la n eg ati va, r o m pió e l s il e n cio e l s ace rd ote d ic ie n d o: —Yo tr ata ré , e l a s u n to d is im ula d am en te , c o m o a lg o p ers o nal m ío y d e l o c u al tú n ad a s ab es. —N o, n o lo h ag as; p ara m i la n eg ati va e s la m is m a. Yo h e to mad o c ariñ o h acia la m ad re , p o rq ue m e tr ató c o n d elic ad eza , y n o q uie ro q u e e ste c ariñ o s e e v ap o re c o m o e l h um o, lo q u e s u ced ería c o n s u s p ala b ra s s i r e ch aza n n u es tr o in te nto . Y añ ad ió : —Ya e s ta rd e, v a m os a d orm ir ... H asta m añ an a. Mu ch o ta rd aro n e n d o rm ir . A m bo s m ed ita ban e n lo s s u ceso s r e cie n te s. Pe ro n o v o lv ie ro n a h ab la r. A do nis s o ñó a q uella n o ch e q ue e sta ba a l la d o d e Ev a. El la s e h ab ía c a íd o d e u n lu gar e le v ad o , y A do nis s e p re cip itó tr as e lla p ara s alv arla .
Página 76
L a e n co ntr ó d esv an ecid a y c o n h erid as e n to do e l c u erp o. C arg án dola e n s u s b ra zo s, s in ti ó q ue e ll a le a b ra za ba c o n fu erza y le b esab a lo cam en te , n o o bsta nte s u d esv an ecim ie n to . El , c o n sc ie n te d e s u e sta do, a rd ía p or e l d eseo y q uería d ev o lv e rle c o n ig u al fu ria s u s b eso s. Pe ro s e c o ntu vo . Ev a, a l fi n, r o m pió a l lo ra r, y A don is n o p udie n do r e sis ti r m ás, la b esó c o n fr en esí. A l s ig uie n te d ía , s e le van tó e l c u ra a la s s eis , y q ued am en te s e v is ti ó p ara ir a c ele b ra r m is a c o n e l O bis p o. A do nis s e d es p ertó s o bre s alta do , p re g u nta ndo a l c u ra : —¿ Qué l e p asó a Ev a? —A h, ja , ja . ¿ Es tabas s o ñan do c o n Ev a? —¡O h, q ué h orrib le y q ué a g ra d ab le fu e e sto ! Y re la tó a l s ace rd o te lo q ue h ab ía s o ñ ad o. Es te r e sp on dió : —Es u n s u eñ o q ue ti en e u n a p arte to nta y o tr a ra c io nal. .. Mo nseñ or m e e sta rá e sp era n d o. Vo y a m is a. A do nis s e s en tó , y d ir ig ió s u s o jo s a la a zo tea. El s o l c o m en za ba a d ar s u b añ o d ia rio a la s c u m bre s. H ubie ra s id o u n d elito q ued ars e a c o sta do e n ta n h erm osa m añ an a. Se v is ti ó r á p id am en te p ara s alir a r e sp ir a r e l a ir e fr es co . A l q u ere r a b rir la p uerta , s e d etu vo c o m o p etr ifi cad o, c o n lo s o jo s c la va d o s e n e l c ris ta l d e la v en ta na. A ll í e n la a zo tea v io u n a p are cid o , v io u n s er q ue y a c o n ocía , v io a u n a m uje r c u bie rta c o n u n a c a b elle ra n eg ra q ue le lle g ab a c asi h as ta e l s u elo . Er a Ev a. Es taba r e g an do la s m ace ta s c o lo ca d as a l b ord e d e l a a zo tea y o tr as q ue c o lg ab an d e la s c o lu m nas q ue s o ste nía n la c u b ie rta . A do nis p erd ió la n oció n d el ti em po. Su m ir a d a fi ja s e d ete nía o bserv an do to dos lo s m ovim ie n to s d e s u h ad a, y a l s e n ti r s u c o ra zó n p alp ita nd o fu erte m en te , m ás d e u n a v ez lo o p rim ió c o n l a s m an o s. Y s ó lo e l d olo r q ue s e c au sab a a s í m is m o, lo h izo v o lv er e n s í. Ev a c o nti nuab a s u ta re a, a je n a d e c u an to p asab a a s u r e d ed or, y A don is la o bserv ab a c o n a q uell a a vid ez qu e n os h ace o lv id arn os d e n u es tr o p ro pio s er. U na m aceta e sta ba c o lo cad a e n la c o lu m na m is m a, p ero a u na a ltu ra ta l, q u e la jo ven tu vo q ue s u bir s e a u na s ille ta d e m ad era p ara a lc an za rla . A l h acerlo , c o n e l b ra zo izq uie rd o s e s o ste nía d e la c o lu m na y c o n la m an o d ere c h a re g ab a la fl ore c id a p la n ta . En e se m om en to , d os a ye s d esg arr a d ore s, r o m pie ro n e l s ile n cio e n q u e s e h alla b a e n vu elta la c asa. El u no , e l d e Ev a q u e s e p re c ip itó a l s u elo , y e l o tr o, e l d e A donis a l v erla c ae r. G rita r, a b rir la p uerta y la n za rs e s o b re e lla , to do fu e h ech o c asi e n u n s ó lo s e g und o.
Página 77
L a s an gre c o rr ía p o r e l p avim en to , e scap án do se d e la h erid a c ab eza d e Ev a. En la c asa, s ó lo d o rm ía n lo s n iñ os. L o s m ayo re s h ab ía n a cu did o a la p rim era m is a. A do nis le van tó la c ab eza d esvan ec id a d e Ev a, y s in d ars e c u en ta d e la r e alid ad le d ec ía : —A mor m ío , v id a m ía . ¿ Q ué te p asó ? Vu elv e e n ti . Y le d ab a s u a lie n to , h acié n d olo p en etr ar p or la b oca e n tr eab ie rta , s o plá n do le e n l o s o jo s y e n to do e l r o str o. Ev a s eg uía in erte y p áli d a. D eses p era d o, A don is , tu vo la r e p en tin a id ea d e ju nta r s u s la b io s a lo s d e e lla y c o n to da la fu erza d e s u s p ulm on es v erti ó e n la b oca d e Ev a to do s u a li e n to c o n te nid o , s atu ra d o y r e p le to d e p asió n y a n sia . El la r e sp ir ó . A donis r e p iti ó la o pera c ió n p o r tr es v ece s, y a la ú lti m a Ev a q u is o a b rir l o s o jo s. El s o pló s u avem en te e n lo s o jo s d e la m uch ac h a. Es tos s e a b rie ro n c o n u na m ir a d a d e d olo r y d e tr is te za . A do nis e xcla m ó: —N o e s n ad a s eñ o rita . U n p eq ueñ o r a sg uñ o, n ad a m ás ... Vo y a l le varla a s u c am a. T om ó la m an o d e la p acie n te e h izo q ue s u b ra zo r o d ea ra s u c u ell o . En ta nto é l s o ste nía e n s u m an o d ere ch a la c ab eza d e la h erid a, y c o n e l b ra zo izq uie rd o s o ste nía s u c u erp o. Y a lzá nd ola c o n s u avid ad , lle vó la p re cio sa c arg a a l le c h o d e e ll a . U na to alla e m pap ad a e n a g ua fr ía , fu e c o lo ca d a e n la h erid a, q u e e ra l e v e e n r e ali d ad . D esp ués d e l a v ad a, p uso s o bre e lla u n p oco d e c afé to sta do y m olid o , tr aíd o d e l a c o cin a y a l a p li c a rlo , l e d ecía : —A ho ra tr an qu ilí c es e. —A do nis —d ijo e lla — ¿pu ed o a g ra d ecerle ? El la m ir ó dulc e m en te , un in sta nte , y re sp on dió : — ¿ A gra d ecerm e? ¿ Pa ra q ué? ¿ A cas o n o te ngo y o la r e co m pen sa d e m i o b ra ? Ev a c o m en zó a llo ra r. Pe dazo s d e s u c o ra zó n s e e sc ap ab an p or s u s o jo s e n fo rm a d e p erla s líq u id as. A don is lo a tr ib uyó a l d olo r y a l s u sto . Ex cla m ó: —N o s e p ong a a sí. Es u na h erid a in sig nifi can te ... ¿ Q uie re q u e v ay a a l la m ar a s u m ad re ? —N o. Ya e sto y b ie n . N o s ie n to n ad a. —¿ Por q u é llo ra , e n to nce s? —N o s é . —D eb e s er p or l a e m oció n d e la c aíd a. Ya le p asa rá .
Página 78
El la n o h ab ló . C on e l d ors o d e la m an o s ecó s u s lá g rim as y c err ó lo s o jo s. —D uerm a —o rd en ó A donis . —N o m e d eje s o la . Si én te se a m i la d o —d ijo Ev a c o n to no d e s ú p lic a. —N o ib a a d eja rla s o la , s eñ orita . Me le van té p ara q ue p ued a d orm ir . —N o q uie ro d orm ir , p ero s í d es earía d esv an ecerm e o tr a v ez. —Pu es s ep a q ue n o fu e p o co e l tr ab ajo q ue m e c o stó h acerla v o lv e r e n s í. —Ya s é. —¿ Cóm o lo s ab e u ste d? —p re g untó é l in tr ig ad o. —Po rq ue n o esta ba desva n ecid a sin o m are ad a, co m o a to nta da p o r e l g o lp e. Pe ro o ía y s e n tí a. C alló A donis , m ie n tr as s e n tí a q ue to da la s a n gre d e s u s v en as s e le a g o lp ab a e n e l r o str o. —¿ Por q u é n o h ab la ? —i nte rro gó Ev a. Y A don is ta rta mudean do , c o m o s i fu era u n n iñ o s o rp re n did o p or s u m ad re e n u na fa lta , c o nte stó : —N o te ngo n ad a q ue d ecir . —O ig a, A do nis , u ste d e s n oble y b u en o, p ero te me d em ostr ar s u n oble za y s u b ond ad , a l r e v és d e o tr os q ue s e v an ag lo ria n p or s u s fe ch oría s. ¿ Pu ed e d ec ir m e e l m oti vo d e e ste te mor? —¿ Yo, n o ble y b uen o ? —p re g un tó A donis c o n v o z d e a d m ir a ció n —. Es tá u ste d e q uiv o cad a. T al v ez tr ato d e s e rlo , p ero n o lo s o y a ú n. Y ev ad ía e n co ntr ars e c o n la m ir a d a d e Ev a q ue lo b u sc ab a. —¿ Si le d ir ij o u na p re g u nta , m e r e s p ond erá c o n fr an queza ? —p re g u ntó e lla . —Sí , p ero s i n o le c o nte sto e s p o rq ue n o p u ed o. —D íg am e, ¿ có m o s u p o q ue y o te ngo u na c ab elle ra la rg a —y s in e sp era r c o nte sta ció n a ñ ad ió : —¿ Alg uie n le h ab ía h ab la d o d e m i? —N o, s eñ orita . Yo ig no ra b a q ue e xis tí a u n a jo ve n lla m ad a Ev a K ir u z. —En tonces, ¿ có m o p u do a d iv in arlo ? —Po rq ue la v i. —¿ A m í? ¿ C uán do y c ó m o? —Mi re , s eñ orita , n o q uie ro r e cib ir h o y d ía m ás d esp re cio d el q ue r e c ib í a y er.
Página 79
—A ho ra q ue h ab la u ste d d e a ye r, ¿ pued e d ecir m e c ó m o p ued o in te rp re ta r y o s u a cti tu d? C alló A don is , m ed ita ndo la r e s p uesta . H ab ló d esp ués: —¿ Y a m í, q uié n m e g ara n tiza q u e u ste d p ued e c o m pre n der l a c o nte sta ció n q ue y o d é a s u p re g unta ? —L os h ech o s. —¿ Cuále s s o n l o s h ech o s? So nrío Ev a y m ir ó a A don is . —¿ Por q u é s e r íe u ste d? —p re g untó e l j o ven . —¿ Ha a m ad o u ste d a lg u na v ez? A do nis p en só u n i n sta nte y r e p lic ó : —Si q u ie re q ue y o le d ig a la v e rd ad .. . —Sí , s í. T o da la v e rd ad . —Pu es , s i y n o. —¿ Si y n o? N o le e n tien do . —Pu es e s la v erd ad —e xp lic ó A don is —. Yo h e a m ad o e n s u eñ o s, p ero n o d esp ie rto . —¿ Y se p ued o a cas o a m ar e n s u eñ os? —Q uie n n o a m a e n s u eñ os n unca ll e g a a la r e alid ad d el a m or. —F ra n cam en te , n o le e n tien do . Sé q ue u ste d e s p oeta y fi ló so fo , y p or m ás q ue p re te nd a p en etr ar e n s u c o ra zó n n o lo c o n sig o. A do nis , a rru gan do e l e n tr ec ejo le d ijo : —T al v ez no s ab e u ste d e l c a m in o. D esp ués d e g uard ar s ile n cio , in sin u ó Ev a: —H asta a h ora n o m e c o nte stó a la p re g unta a n te rio r. —Y uste d n o m e e xp lic ó lo s h ech os. —U ste d m e e stá m orti fi can do d esd e a ye r —a cu só l a jo ven . —Y uste d a m í, d esd e h ace u n a ñ o. A ir a d a y p ara re p lic ar, s e in co rp o ró e lla e n e l le c h o, p ero A do nis l a v o lv ió a a co sta r s u avem en te , m ie n tr as l e d ecía : —N ad a d e im pru den cia s. Es cú ch em e: ti en e ra zó n, u ste d. D esd e a ye r e sto y a lg o fu era d e m í. Pe ro le p ro m eto q u e d e h o y e n a d ela n te e vita ré e l e n co ntr arm e c o n u ste d.. . Pr on to lle g an d e m is a. C re o q ue s u tí o n o h a d e p oder a co m pañ arm e h o y. Pa rto d es p u és d el d es ayu no . L e p id o p erd ón y le r u eg o q ue o lv id e to do lo s u ce d id o , n o q uie ro d is g usta rla m ás , p erd ó nem e y , a d ió s. —¿ Esa e s s u v o lu n ta d?
Página 80
—¡Mi v o lu nta d! —e xcla m ó A don is c o n la sti m ero s arc asm o—. ¿ A caso p od em os te ner v o lu nta d y o b ra r d e a cu erd o c o n e lla ? N o, s eñ orita . D ic e e l v ers o á ra b e: . .. la s c ir c u nsta ncia s p ara e l h o m bre , s o n c o m o e l v ie n to q u e s o pla e n tr e l a s v e la s. D ij o e sto , y s e le van tó a c o n te mpla r e l p ais aje q u e s e d es p ere za ba, m ir á n do lo a tr avés d e la v en ta na. Ev a c alla b a tr is te . L ueg o le l a n zó e s ta s p ala b ra s: —¡A do nis , u ste d m e a m a! B ru sca m en te re to rn ó Ado nis hacia la much ach a, p re g u nta ndo : —¿ Yo? —Si . d es d e a y er. L a c o n te m pló é l u n in sta nte c o m o p ara le er e n s u c o ra zó n; p ero c o m o e sta ba o fu scad o p or la re sp u es ta , n ad a p u do d es cifr ar, a m ás d e u n a s o nris a q u e é l in te rp re tó d e b u rla , e n lo s l a b io s d e Ev a. T ra tó d e c o n te ner s u c ó le ra , y a p are n te m en te c alm an d o s u v o z, d ijo : —¡D esd e a ye r! U ste d e stá e q uiv o cad a.. . ¡D esd e a ye r! —A do nis , e l h o m bre e s m ás fu erte , p ero la m uje r e s m ás s en sib le , y n uestr a s en sib ili d ad e stá a q uí, e n n uestr o c o ra zó n. Y c o n la m an o d ere c h a s e ñ ala b a e l p ech o . C on tinu ó: —L os h o m bre s q uie re n e xp erim en ta r to dos lo s fe nóm en os p or m ed io d el c ere b ro y d e e s ta m an era a le ja n y a calla n e l v erd ad ero s en ti r d el c o ra zó n y s e v u elv en c o b ard es... Ve nga a cá, s ié n te se a m i la d o. Va mos a s u pon er q ue s o y s u a m ig a, y q ue e s u ste d m i a m ig o. Yo le d ir ijo e s ta p re g unta : " ¿ A do nis , a m as tú a Ev a? " Si ntió A don is e n s u c ere b ro e l m arti lle o d e la s an gre . Su s o íd o s e s cu ch ab an u n ru m or e xtr añ o. C om pre n dió q ue h ab ía c aíd o e n tr e lo s h il o s d e u na r e d d e la q ue n o p o día e scap ar. N o q uería m en tir, p ero te mió d ec ir la v erd ad . Y co nte stó : —Ya le d ij e q ue s i n o r e s p ond o a u na p re g unta e s p orq ue n o p ued o h acerlo . Ev a le to mó d e la m an o , y m ie n tr as la a p re ta ba s u av em en te , l e in vitó : —T uté am e c o m o y o lo h ag o . —C all ó lu eg o, p ara p ro seg uir —: Su pon gam os q ue y o e sto y a u sen te . ¿ Q ué c o n te sta ría s a la p re g u nta d e tu a m ig a? A do nis e sta ba lí v id o. Se ntía e n s u in te rio r e l fu eg o d e la p as ió n, y v aria s v ece s q uis o d evo ra r a Ev a c o n s u s b eso s. Pe ro s e d etu vo , y h ac ie n do u n e s fu erzo s u pre m o r e sp o ndió :
Página 81
—Ev a, y o s é q ue d e m is p ala b ra s d ep en d en , s i n o m i v id a e n te ra , a lg uno s a ñ os d e e lla . Pe ro n o im porta . T ú e re s la r e sp onsab le , a l e xig ir m e u na c o n te sta ció n ... C uan do te d ije q u e e sta bas e q u iv o cad a, h ab la b a d e v erd ad , p o rq ue m i a m or n o d ata s o la m en te d e a yer, s in o d e m ás d e u n a ñ o . D es d e q u e te v i e n m is s u eñ os, d esd e e n to nce s te a d o ré y te b esé a n te s d e c o n ocerte . L e fa lta ba la r e s p ir a ció n. Y e lla le e sc u ch ab a, m ir á n d ole c o n a q u ello s o jo s n eg ro s, g ra n des y d ulc es . —¿ Tú m e b es ab as a m í, e n s u eñ o s? —p re g u ntó . —Y tú ta mbié n a m í. Y a m bo s, s in te ner c o ncie n cia d e e llo s, s e d esp erta ro n e n u n b es o , c a u ti vo s m utu am en te e n s u s b ra zo s. ¿ C uán to ti em po tr an scu rrió ? ¿ Pe ro , s e p u ed e a ca so m ed ir e l ti em po d el b eso d e d os a m an te s? —A do nis —d ijo e lla e x ta sia d a—, b en dita s e a m i c aíd a, p o rq ue s in e lla n o h ub ie ra te nid o e sta fe li c id ad . —B en dita s ea s tú , Ev a, p orq ue h oy m e s ie n to u n n uevo s e r. —Sa bes A do nis , in te ncio nalm en te s alí a la a zo tea c o n m i p elo s u elto , p ara q ue tú v ie ra s q u e te nía s r a zó n. —En tonces, tú m e a m ab as. —D esd e e l m om en to q ue tu ve s en tid o d e r a zó n s e n tí u n v acío e n m i c o ra zó n y n o s a b ía c ó m o lle n arlo .. . C uan do m i tí o le ía tu s v ers o s y te c riti cab a, y o s e n tí a a v ec es u n a m orti ficació n i n exp lic ab le y h asta d is g usto c o n tr a m i tí o. Yo n o e n te nd ía to dos tu s v ers o s. Pe ro m e im ag in ab a q ue e ra s u n s er s u perio r e xen to d e to da c ríti ca... N ecesita ba a d ora r a a lg uie n , p ero n o s ab ía a q uié n . A don is , y o c re o q u e e l s en tir in te rn o n ace c o m o e l a rte e n la m uje r, p ero e n e l h om bre d eb e s e r a d quir id o... ¡N o m e a b an don es . A do nis ! ¡Se m ío p ara to da la v id a y h asta la e te rn id ad m ío ! ¡Mí o s ie m pre ! .. .¡O h, A don is , á m am e m uch o , m uch o , m uch o !... Cuan d o m e hab la b as, esta ndo yo s em id esva n ecid a, q uería v o lv er e n m í p ara b esarte , p ero n o p odía . C uan do s o p la b as e n m i b oca, m en ta lm en te v i u n s er, s em ih om bre y s em im uje r, c u ya fr en te b ril la b a c o m o u n s o l. Su c u erp o d esp ed ía u na lu z v io lá ce a. Er as tú , a m ad o m ío . T ú q ue d erra m ab as e n m í to do tu s er, y m e h acía s s en ti r fu erte y s a n a. A do nis e scu ch ab a e xta sia d o; to mó u n lá p iz, y s o bre u na h oja d e p ap el d ib ujó a g ra n des r a sg o s u n a fi gura . Se la e n se ñ ó a la j o ven e n am ora d a, q u ie n a l v erla g ritó , e xc la m an do : —¡I dén tico ! ¿ C óm o p udis te s ab er q ue te nía s ie te r a y o s e n la fr en te ? C alló A don is u n m om en to , y d esp ués e xcla m ó: —¿ Miste rio s d e m i v id a, c u án do lle g aré a d escifr aro s? —¿ Qué d ic es. A don is ?
Página 82
—N ad a, Ev a. D esp ués te lo e xp lic aré to do. Se o yero n v o ces e n la c asa . A donis s e le van tó d ic ie n do : —C uid ad o. Po r a h o ra n uestr o a m or d eb e s er o cu lto . C uan do s e s u p o lo o cu rr id o, e l O bis p o y la m ad re d e Ev a c o rrie ro n a s u c u arto , m ie n tr as q ue e l c u ra J o sé m ir a b a a A do nis , e stu pefa cto y m ud o. C ap ítu lo V C O NSPI RACIO N C arta d e A don is a Ev a. B eir u t, d ic ie m bre .. . A m ad a m ía ; N os sep ara la d is ta ncia . Es verd ad ... Yo cre o q ue la s ep ara c ió n e s u na c u erd a a n ud ad a, q u e m ie n tr as m ás s e a le ja n l o s e xtr em os, m ás fu erte s e h ace e l n u do. Me h ac e s u fr ir tu re c u erd o . C uan d o q uie ro e stu dia r, tu i m ag en a le g re y s o n rie n te s e d ib uja e n la s p ág in as d el lib ro . Em ple a b a a n te s m ed ia h ora p ara r e te ner d e m em oria to das la s l e c cio nes, y a h o ra e n m uch o m ás ti em po n ad a a p re n do . Po rq u e n o p ued o d iv id ir m i a te nció n e n tr e tu r e c u erd o y la a rid ez d e la c ie n cia . T e v eo e n to das p arte s y tu fa z m e h ace o lv id arm e h asta d e m í m is m o. Ev a, h e ll e g ad o a c o m pre n d er q ue to do c u an to h a e x is ti do, e xis te y e xis ti rá , to do lo q u e n o s r o d ea , to do c u an to fo rm a la v id a y la m uerte , to do e s a m or. Po rq ue D io s e s a m or e n s í m is m o.. . Mu ch as v e ces m e p re g u nto : ¿ Po r q ué s u fr e la h um an id ad te nie n do e l a m or a l a lc an ce d e s u m an o ? N o p ued o c re er q u e e xis ta o p ued a e xis ti r u n s ó lo s er q ue n o te ng a a m or. Y s ie n do a sí, ¿ po r q ué s u fr en lo s s ere s ? D esd e e l m om en to e n q u e m e a c u esto e n m i le ch o, m e tr asla d o a l tu yo . Pe ro tú e stá s d esp ie rta y e n to nces m e h ac es s u fr ir . T e b eso , te a b ra zo , p ero e stá s fr ía . in d ife re n te . Pi en sas e n m í, m as n o c o rr e sp ond es a m i c ariñ o. Y d eb o e sp era r m uch o , m uch o ti em po, p ara p oder v o lv er a m i a le g ría . Po rq ue tú m e a b ra za s, m e b esas , c o n te sta s a m is p ala b ra s, c u an do h as e n tr ad o e n e l s u eñ o. I n sis to e n q u e r e cu erd es m is p ala b ra s, p ero tú te a cu erd as d e e ll a s c o m o d e u n s u en o le ja n o , o d e u n e co q u e s e p ie rd e e n la d is ta ncia . A un n o h e p odid o c o m pre n der e s te o lv id o tu yo d e c o sas ta n r e ale s y p alp ita nte s. N o m e g usta q ue d uerm as ju nto a e sa c h iq uil la m ore n a, te lo h e d ic h o y a, p orq ue a m bo s h em os
Página 83
v is to e sa b ru m a q u e s e d esp re n d e d e s u c u erp o. Y a p esar d e h ab érte lo d ic h o, a n och e te v i d orm id a a s u la d o . Ev a m ía , y o n o s é q ué h ace r p ara e n señ arte e l r e cu erd o d e l o s s u eñ o s. L a n och e a n te rio r m e p ed is te u n d ed al d e p la ta p ara tu c o stu ra y te lo e n vió e n e s te m is m o c o rre o , ju nto c o n e sta c arta ... ¿ Ya v es q ue n o o lv id o lo q u e m e d ic es e n s u eñ o s? ... ¿ C uál s erá e l m is te rio d e m is n och es? .. . ¿ Q ué s ecre to e x is te e n m í? .. . ¿ Po r q u é n o s erá n a sí lo s d em ás? En tre m is c o m pañ ero s, h ay u n o q ue m e q uie re h as ta lle g ar a l a a d o ra ció n . Es J u an B akal, d e q u ie n te h e h ab la d o y a, y a l q ue e sp ero p re s en tá rte lo a lg ú n d ía . H em os re su elto e ste a ñ o , a lq uil a r u n c u arto e n tr e lo s d os, p ara v iv ir e n é l, c o m o h erm an os. T od as la s m añ an as a l d esp erta rn os, m e s alu da d ic ie n do : —" Os s a lu do p ro fe ta, ¿ qué h as h ech o d ura n te la n och e? " Po rq ue s eg ún é l m is n och es s o n u n tr ab ajo c o n tinu o. R ecib ió h ace a lg u nos d ía s u n a c arta p ro ced en te d e s u p ueb lo , e n la q ue le n otifi ca b an q u e s u p ad re s e h alla b a m uy e n fe rm o... A l lle g ar la n och e, m e d ijo e n u n to no d e r u eg o : —" Ado nis , ¿ pu ed es d arm e n o ticia s d e m i p ad re ? " —" No le c o no zc o —l e c o nte sté . En tonces, sacó de su carte ra una fo togra fí a su ya, d ic ié n do m e: —" Este e s." —" Veré s i p u ed o." D orm í, y a l in sta nte e s tu ve a s u la d o . L e v i fa tig ad o y a sfi xiá n d ose. El v ie jito s u fr ía d e p u lm onía d oble . T u ve p ara é l m uch a p en a y c a riñ o . Po rq ue e sta ba e n fe rm o y p orq ue e s e l p ad re d e m i m ejo r a m ig o. I n vo qu é c o n g ra n a rd or a n u estr o á n gel (n o s e c ó m o l la m arlo ), a l q ue m e c u ró a m i y a ti , e l d ía e n q u e s u fr is te la c aíd a, p ara q ue le c u ra ra . Y a n te s d e fo rm ula r m i d ese o , le v i a m i la d o, y m e d ijo : —" Sé tú m i c an al. " Yo le c o m pre n d í e n s e g u id a. Y s en tí q ue s e d es p re n d ía d e m i a q u ella c ab elle ra d e lu z, la q u e q u is e d ir ig ir la a l e n fe rm o, a l p ad re d e J u an . En tonce s, m e d ijo e l á n gel: —" No a q uí, s in o a llí ." Y m e s eñ alo o tr o s e r, b asta nte c o nfu so , p ero m uy s em eja n te a l e n fe rm o. L e d ir ig í la lu z q ue s e d esp re n día d e m í, y g ra n de
Página 84
fu e m i s o rp re sa c u an do le v i e n tr ar e n e l c u erp o d el e n fe rm o, e l q ue s en tá ndo se c o n g ra n fa cil id ad , l la m ó. Y an te s d e a b an do narm e, e l á n gel m e d ij o : —" Siem pre q u e q uie ra s c u ra r a u n e n fe rm o, p or a m or y b ond ad , e sta ré a tu la d o." ¿ Q ué te p are ce to do e sto , a m ad a m ía ? A l d ía s ig uie n te d ije a J u an q ue s u p ad re s e e n co ntr ab a b ie n y la ta rd e d e e se d ía , r e cib im os u na c a rta d el e n fe rm o e n la q u e d ec ía : " El m éd ic o , a seg ura b a q ue te nía p u lm onía . Pe ro v ie n d o q ue h o y d ía m e d es p erté m uy m ejo r, n o s u po q ué d ec ir y s e fu e d is g usta do d e s u ig n ora n cia ." J u an q uis o q ue le c o n ta ra lo s p o rm en ore s, p ero n o s a ti sfi ce s u s d ese o s. Ev a m ía , v e o q ue h as d esc u id ad o tu s e stu dio s, p orq u e v iv es s o la m en te p or e l a m or. Es b u en o a m ar y a la v e z e stu dia r. Po rq ue q u ie ro q u e m i fu tura e s p o sa s e a m i a y u d an te h asta e n e l s ab er... ¡Q ué d esg ra cia d o e s e l h om bre q ue a ta s u v id a a la d e u na m uje r q u e n o s ab e n ad a, a m ás d e c o m er y d orm ir ! Vi a ye r a tu tí o , a q u í e n B eir u t, p or q u ie n s é q u e to dos s e e n cu en tr an b ie n d e s alu d . En o tr a c arta te c o n ta ré m ás c o sas . H asta p ro nto a m ad a m ía . A DO NIS. C arta d e Ev a a A donis . I b rin ... A m ad o A do nis : C ad a v e z q u e r e cib o y le o tu s c arta s, ti em blo A do nis . ¿ Sa bes p or q u é? Pu es p orq ue n o m e c o nsid ero d ig na d e ti . T u fu tura e sp osa d eb e s er u na m uje r s u p erio r... Es ta id ea m e a to rm en ta p ero ... ¿ qu é q uie re s q u e h ag a? , n o p u ed o d eja r d e p en sar e n e ll o . A do nis , n o p ued o e s tu dia r. L as m on ja s m e r e p re n den p or la fa lta d e c u m pli m ie n to d e m is d eb ere s . J u n to c o n tu c arta re c ib í e l d ed al d e p la ta , y s en tí m ie d o , m ie d o d e ti , a m ad o m ío . Es c ie rto q u e q uería u n o y te lo ib a a p ed ir . Pe ro n o lo h ic e, te nie n do e n c u en ta tu s m últi ple s o cu pacio n es . Im ag ín ate m i s o rp re sa a l p o nérm elo d es p u és d e r e cib id o. D im e A do nis , ¿ quié n e re s tú ? ¿ Er es u n á n gel o u n h om bre c u alq uie ra ? ¿ Es v e rd ad q ue y o e n s u eñ o s te a b ra zo y te b es o ? ... Si e s a s í, q u is ie ra p asar to da m i e xis te ncia e n u n e te rn o d orm ir . A do nis , q uie ro e stu dia r c a d a v ez m ás, s o bre to do s ie n d o é ste m i ú lti m o a ñ o d e e stu dio s. C uan do o bte ng a m i d ip lo m a te lo d aré c o m o e l fr uto d e a lg un os a ñ os d e tr ab ajo . C ad a v ez q ue
Página 85
r e cib o u na c a rta tu ya , m e s ie n to m uy p eq ueñ a a n te ti , p alp o m i i n fe rio rid ad y m e s ie n to m uy d esg ra cia d a. ¿ C óm o p o dré ll e g ar a l n iv el tu yo , A donis ? ¿ N o p ued es a yu darm e? El o tr o d ía , e n señ é tu r e tr ato a u n a a m ig a. ¿ Sa bes q ué fu e lo q ue m e d ij o ? " Es tos o jo s fa scin an c o n d ulzu ra ." F ue ta l la a le g ría q ue m e c au saro n s u s p ala b ra s, q ue l a a b ra cé y la b esé . N ad a re cu erd o d e m is s u eñ os. Y o bed ec ie n d o a lo q u e d es eas, p ed í y o btu ve p erm is o d e la m ad re p ara tr as la d ar m i c am a a o tr o l u gar. ¿ Es tás c o n te nto , a m ad o m ío ? L a c u ra ció n h ec h a a l p ad re d e tu a m ig o e s m ara vil lo sa. Má s n o p ued o d ecir . T e a b ra za : EVA . C arta d e A don is a Ev a. B eir u t... A m ad a m ía : A ho ra y a e sto y s eg uro d e q u e la s p ala b ra s " v o lu nta d" y " lib re a lb ed río ", s o n h asta h o y m uy r e la ti va s. N o p od em os, m uch as v eces , o bra r d e a cu erd o c o n n uestr a v o lu nta d, y n o s v em os a rra str ad os a fi n es d esc o nocid os. N o s e c ó m o e m peza r m i re vela c ió n, n i s e ta m po co c ó m o, a b rir te m i c o ra zó n. ¿ Q uie re s c re er, a m ad a m ía , q u e y o , A donis , e l q ue o dia b a ta nto la p olíti ca e sto y a h o ra c o n verti d o e n p olí ti co ? F eliz tú q u e n o e n tien d es n ad a d e e sa s in fe rn ale s m aq uin acio n es h ip ó crita s e i n ic u as. Pu es , s í a m ad a. Es a lg o in cre íb le q ue e sté y o e n vu elto e n e sta s r e d es. Vo y a c o nta rte a lg o d e m i a c tu al s itu ació n : T ú s ab es, Ev a, q ue d esp ués d el a ñ o 1 86 0, a ñ o a cia g o p ara to do s lo s lib an es es, e n e l q u e lo s tu rc o s d iv id ie ro n a n uestr o p aís e n d o s b an d os r e lig io so s y a ti za ban e l o dio e n tr e e ll o s, y e n e l q ue lo s d ru so s d eg oll a ro n a lo s cris ti an o s en D air el K am ar, co n el c o n se n tim ie n to d el m is m o Su ltá n; la s p ote ncia s e u ro p eas , c o n e l p re te xto d e d efe nd er a lo s c ris ti an os (p ued e s er q ue s u s i n te ncio n es h ayan s id o b uen as, a u nq ue lo d u do), in te rv in ie ro n e fi cazm en te y e l r e su lta do d e s u in te rv e n ció n fu e e l s ig uie n te : I °) L a in dep en den cia d e Mo nte L íb an o , b ajo la v ig ila n cia y p ro te cció n d e la s s ie te p ote ncia s e u ro p eas ; 2 °) Q ue e l Su ltá n e s tá o bli g ad o a p ag ar a l g obie rn o li b an és, 5 00 s ac o s a n ualm en te ; 3 °) Q ue e l Su ltá n ti en e p od er p ara n om bra r u n Mu tsarrif, e l c u al c o nfi rm an y a p ru eb an la s p o te ncia s d e Eu ro pa; 4 °) Que L íb an o te ndrá p o r b an dera la tu rc a. H asta h oy h em os v iv id o c o n m uch a p az y a b un dan cia . Pe ro ú lti m am en te e s ta p az c o m en zó a tu rb ars e, s in q ue y o s ep a e l
Página 86
m oti vo . T al v ez Eu ro pa ti en e in te ré s e n n u es tr o p aís , o ta l v ez e l Su ltá n e stá a rr e p en ti do d e fi rm ar ta l tr ata do . L o c ie rto e s q ue a ctu alm en te e sta m os e n u na é p oca d e g ra n in q uie tu d. H ace o ch o d ía s fu i in vita do p o r u n a m ig o m ío a u na r e u nió n d e in te le ctu ale s. A cu d í g usto so y e n co ntr é e n e ll a a a lg u nos a m ig o s q ue s e h ab ía n d is ti n guid o p o r s u in te lig en cia . Pe ro g ra n d e fu e m i s o rp re sa a l v er q ue n o s e tr ata ba d e li te ra tu ra , n i d e n in gún p ro b le m a in te le ctu al, s in o s ó lo d e p olí ti ca. N oso tr os l o s li b an eses , s o m os m uy d ie s tr os e n e l a rte d e la o ra to ria . H ab la ro n m uch o s c o n b asta nte e lo cu en cia ; y lo q ue s e p ed ía fu e la in dep en d en cia to tal y a b so lu ta d e n u es tr o p aís . Mi en tr as y o p en sab a e n la m an era d e h uir d e a q uel a n tr o p olí ti co , e l p o rte ro a n un ció a s u Ex cele n cia J o rg e Pi có , C ónsu l d e F ra n cia . En tró e l C ón su l y e s tr ec h ó la m an o d e to dos. D es p u és d e d es can sar u n m om en to , h ab ló e lo cu en te men te , s o bre F ra n cia , m ad re d e la lib erta d, s o bre e l L íb an o , s o bre lo s m aro nita s, h ij o s p re d ile cto s d e F ra n cia , q ue fu e la p rim era e n e n via r e n l8 60 s u e scu ad ra a L íb an o, m ie n tr as la s o tr as p ote ncia s s eg uía n tr ata ndo la s itu ac ió n d e n u es tr o p aís . L ueg o d ijo q ue lo s l ib an eses c o n s u h is to ria , s u in te lig en cia , y s u ra za , p ued en e scala r ta n a lto , q u e p od ría n n iv e la r a c u alq uie ra d e la s r a za s d el m und o. Es te fu e e l s en tido d e s u a lo cu ció n, in te rru m pid a p or lo s g rito s d e: "¡Vi va Pi có !" Su pe d esp u és q ue J o rg e Pi có e s e l r e so rte o cu lto d e to do e l m ovim ie n to . Ev a m ía . y o te c o nfi eso q ue h e s id o u n c o bard e, p orq u e n o tu ve v alo r p ara d ecir u na s o la p ala b ra : A l c o ntr ario , m e a d herí a l a c a u sa . Y aq uí m e ti en es h ech o u n p o líti co a la fu erza . Po r la n o ch e, c o n ve rs é s o bre e sto c o n J u an B aka l. Se e n tu sia sm ó ta nto , y m e d ij o q ue m añ an a m is m o b u sc aría a l s ecre ta rio d e la a s o cia c ió n, p ara a d herir s e a l m ovim ie n to r e vo lu cio nario . T uve q ue r e cu rrir h as ta a l in su lto p ara p ers u ad ir le d e q u e y o h ab ía c o m eti d o u n a e stu pid ez. C om o m e q u ie re ta nto , c a m bió d e p ro yecto . N o p ud e d orm ir a q uella n o ch e, h asta la m ad ru g ad a. ¡A y! ¡Yo q ue b uscab a e l s u eñ o p ara a le g ra r m i e sp ír itu c o n tigo , a h o ra p re fi ero la to rtu ra d el in so m nio ! T odas la s n och es v eo p atí b ulo s y a h orc ad os. Ve o a m is c o m pañ ero s q ue c o lg ad os y m ecié n do se e n e l a ir e , m e m ir a n c o n o jo s v id rio so s y a. H ay o tr os q u e h asta m e lla m an ... D esp ie rto b ru scam en te , e in sti n tivam en te lle vo m i m an o a la g arg an ta .
Página 87
Ev a, y a e sto y e n ja u la d o y n o p u ed o e sc ap ar. Su fro, Ev a m ía . N o p u ed o r e n uncia r, p o rq ue s i a p are ce u n J u das, n o q uie ro q u e n ad ie s o sp ech e d e m í. Pe rd ón am e e s ta c arta á rid a, ta n d esp ro vis ta d e s en tim ie n to s a m oro so s. H e p erd id o la d u lzu ra d e la p ala b ra . Ev a m ía , ¿ no p o drá s a li v ia r c o n u n p oco d e c ariñ o a tu s u fr id o a m ad o? A DO NIS. P. D . Q uem a e sta c arta , p orq u e e s c o m pro m ete dora . Ev a c o n te sta a A do nis . A m or m ío : N o s é q ué p ued o c o nte sta rte . A m ad o d e m i a lm a, a l le er tu ú lti m a c arta h e llo ra d o m uch o . Es lo ú nic o q ue s ab em os la s m uje re s. Y noso tr as en esta s cir c u nsta ncia s ¿ qué m ás p odem os h acer s in o e s d up lic ar n uestr o c ariñ o? ... Yo ta mbié n te ngo m ie d o, A donis . Es to e s a lg o g ra ve. Pe ro s i F ra n cia in te rv ie n e e fe cti vam en te e n e sto , n o c re o q u e h ay a m ayo r p eli g ro . D ic e e l Ev an g elio : " N o h ay m al q ue p o r b ie n n o v en ga." Pu ed e s er q ue e sta s itu ació n s ea p ara b ie n n uestr o. T ú s ab es q ue F ra n cia lo e s to do e n n u es tr o p aís y ta l v ez a lg ún d ía tú p ued as e sc ala r g ra n des p osic io n es e n e l g obie rn o . Si n e m barg o, te c o nju ro a q ue n o te h und as d em asia d o. Es tamos e n e xám en es, q uerid o m ío , y p o r ta nto , n o p ued o d ed ic arte m ás ti em po. Pe ro e n la s v a cacio nes s e c o nsag ra rá c o m ple ta men te a ti , tu fu tura e sp osa. Va cacio nes d e N avid ad . El a m or e s tr ech a m ás y m ás a lo s d os e n am ora d os. H an c o n str uid o m uch o s c asti ll o s ilu so rio s. Pe ro la m an o d e la tr is te za a g arra fu erte men te e l c o ra zó n d e A donis , y s ó lo p u ed e s en tirs e fe liz ju n to a Ev a. El O bis p o c o m en zó a s o sp ech ar a lg o . Ya n o r e cib ía a A don is c o n e l a g ra d o d e a n te s. L le g ó u n d ía e n q ue a m onestó a Ev a, s u s o b rin a. Su po A donis lo s u ced id o . Y c a m bió s u s v is ita s d iu rn as p o r l a s n octu rn as. L a n och e le p ro te gía m ie n tr as d orm ía e l O bis p o . A un que lo s c ríti co s d ecía n q u e la g u err a s ería c o sa d e u n m es o d os a lo m áxim o. A do nis n o c o m partí a s u o p in ió n. L as p ote ncia s d e Eu ro pa s e d esan gra b an h ac ía y a ti em po.
Página 88
C om o to das la s v acac io nes, la s d e A donis tu vie ro n s u fi n . Vo lv ió a co nti nuar su s estu dio s y co n tinu ar co n su s i n qu ie tu des. U n d esfi le d e c a rta s a Ev a s e s u ced ía c o nsta nte men te . L a p rim era lle vab a c o m o fe ch a l a d e p rin cip io s d el a ñ o 1 9 15. Pr im era c arta : B eir u t... A m ad a Ev a: H e p erd id o la s ere n id ad . Mi s s u eñ os, h o rr ib le s v is io nes d e to rm en ta , s o n m ás fr ecu en te s. Se h ab la y a d e la ru ptu ra d e r e la cio n es e n tr e F ra n cia y T urq u ía . Es to, e n o tr as p ala b ra s, s ig nifi ca g uerra . J o rg e Pi có r e u nió a lo s je fe s d el p arti d o o p uesto a T u rq uía y a seg uró q ue F ra n cia n o a b an don ará a L íb an o . R ara s v ece s a sis to a la s r e u nio nes s e cre ta s d el p arti do d e la o posic ió n. Es toy e n go lfa do e n m is e stu dio s, p ues q uie ro te rm in arlo s e n e ste a ñ o p ara i r a r e n dir m i e x am en e n B ah ab d a. L as c ir c u n sta ncia s d ifí cil e s n ub la n m i v is ta . N o m e q u ejo , a u n que v eo q ue m e r o dea u na d en sa n eb lin a. N o m e a tr evo a c o nta rte m is s u eñ o s, p orq ue s o n fa tíd ic o s y n o te ng o d ere ch o a e n ven en ar tu v id a. Pe ro d eb es e s ta r s eg ura s ie m pre , d e q u e te a m o y te a m aré h as ta l a m uerte . Se gu nda c arta : Pe rd ón am e a m ad a, e l h ab er d em ora d o e n c o nte sta r tu c ariñ osa m is iv a. A yer p o r la n o ch e, n uevam en te e stu ve a tu la d o , lo q ue m e a li v ió m uch o. Pe ro s ie m pre llo ro e l fi n al, y tú te e n tr is te ces s in p oder ll o ra r. Se d ic e q u e J o rg e Pi có a b an don a e l p aís . T am bié n s e s ab e p o r la p re n sa, q ue e l Su ltá n M. R ach ed , e n C on sta nti nop la , p o r la in fluen cia d el A nu ar Pa ch a, p re te nde d ec la ra r la g u erra a lo s a lia d o s... Pa re ce q ue T urq uía n o p ued e c o n se rv ar s u n eu tr alid ad . T e a m o. T erc era c arta :
Página 89
Ma ñan a v am os a B ah ab da p ara r e n dir n uestr o e x am en fi nal d e g ra d o. R ueg a p ara q ue la il u m in ació n d iv in a p en etr e e n la m en te d e tu A DO NIS. T urq uía d ecla ró la g uerr a a l o s a lia d os. J am el Pa ch a e n tr ó c o n s u e jé rc ito e n Si ria y L íb an o. Se fu e J o rg e Pi có y c o m o e l c u erv o d e N oé, n o r e g re só . J u d as v e n d ió a J es ú s p or 3 0 m oned as d e p la ta . F elip e Z alze i v en dió a s u s h erm an o s d e la o posic ió n p or 2 000 q uin ta le s d e tr ig o. (F ue m ás in te lig en te q ue e l Is ca rio te .) Se d escu brie ro n lo s d ocu m en to s c o m pro m ete do re s e n e l C on su la d o fr an cé s. L a la n go sta in vad ió e l p aís . J am el Pa ch a a rr e stó a m uch o s m ie m bro s d el b an do d e la o posic ió n. El C on sejo d e G uerra lo s d ec la ró c u lp ab le s y fu ero n a h o rc ad o s e n B eir u t. L os d em ás c o nsp ir a d o s, h uyero n p or m ar y p or ti err a . En tre l o s p ro scrito s, e s tu vo A don is a q u ie n h em os v is to a l c o m ie n zo d e e s te r e la to , d esp id ié n do se d e s u m ad re y d e s u p ueb lo , p ara h uir d e la s g arra s d e la m uerte . C ap ítu lo VI D ESPED ID A D O LO RO SA Y HU ID A F A NTA ST IC A L le g ó A don is a c asa d e s u n o via , q ue le e s p era b a c o n a n sia e im pac ie n cia . A m bos s en tían llo ra r s u s c o ra zo nes , p ero la fr ía m ásc ara e x te rio r d em ostr ab a in dife re n cia . L a m ad re d e Ev a a cu d ió a l c u arto a p arta do d e la c asa p ara i n fo rm ars e. —Y a h ora , A don is , ¿ qu é p ie n sas h acer? —p re g un tó la s eñ ora . —Ve a, m ad re m ía —r es p ond ió e l jo ve n , d an do a la m ad re d e Ev a e ste n om bra m ie n to , s eg ún c o stu mbre a d quir id a d esd e q ue e ll a m an ife stó s u c ariñ o p o r A donis —. Po r e l m om en to n ad a p ie n so h ace r, q uie ro p asa r e sto s ú lti m os in sta nte s c o n u ste d y c o n m i a m ad a Ev a. Ev a p re g u ntó : —¿ Es c ie rto . A do nis q ue y a s o n d ie z lo s a h o rc ad os e n B eir u t? —D ie z o v ein te , d a lo m is m o. —Y s u p lic an te p id ió —: ¡N o m e o lv id es, Ev a!
Página 90
L a m uch ach a m ir ó a s u e n am ora d o c o n lo s o jo s e n vu elto s e n l á g rim as y n o r e sp ond ió . —N o ll o re s, a m or m ío —l e c o nso ló A donis —, fu e s ó lo u na b ro m a. Pe ro v o y a d ecir te u n a c o sa. —O ja lá q u e n o s ea d e la s d e tu s s u eñ os. —Pr ecis am en te m e r e fi ero a e so . L as ú lti m as n och es te h e v is to a b ra za da a o tr o h om bre . —¡A do nis ! —d ijo e lla , c o n to no a la v ez im perio so y ti ern o —, ¿ por q ué q u ie re s m orti fi ca rm e? —N o, a m ad a d e m i a lm a, n o q uie ro m orti ficarte . N i y o m is m o c re o e n e s te s u eñ o , p orq ue m uch o s a n te rio re s n o s e r e aliza ro n. U n m om en to c alló p en sati vo e l jo ve n , y c o n tinu ó: —¿ Te c o nté a q uel s u eñ o d el a n cia n o q u e m e d ec ía : Es to e s n atu ra l? ¿ Si ? Pu es b ie n . A ye r le v i d e n uevo y m e d ij o : Ve n p ro nto , te e sto y e sp era n d o; vo y a m orir , p ero a n te s d eb o d eja rte e l s e cre to . T e e sp ero ... Ya v es q ue e n m is v is io nes h ay a lg o d e a lu cin ació n ... ¿ Q ué s ecre to s erá é s te ?... Yo c re o q ue e ste h om bre r a ro n o e xis te . —D im e, Adon is —i nte rru m pió Ev a—, ¿tien es din ero s u fi cie n te p ara e l v ia je ? —¿ Din ero ? ¿ D e d ónd e v o y a te nerlo e n e sta é p oca e n q ue to dos s e m uere n d e h am bre ? C on to do, e sto n o m e p re o cu pa. A l lle g ar a C hip re p ued o e m ple arm e c o n lo s in g le se s o c o n lo s fr an cese s. L o p rin cip al e s s alir d el p aís p ara c o nserv a r m i c ab eza . Sa li ó Ev a s eg uid a p o r s u m ad re . A do nis e n ta nto , m ed ita ba e n s u p asad o, e n e l p re s en te q ue d eb ía a rro str ar y e n e l d esc o nocid o fu turo q ue le e sp era b a. Pa sad os c in co m in u to s, v o lv ió Ev a s o la , c o n u n p añ uelo d e b ols il lo e n e l q ue h ab ía a lg o a b u lta do. —A do nis , ¿ m e q uie re s? —p re g un tó , b esán do le ti ern am en te e n la m ejil la . —¿ A q ué v ie n e e s ta p re g u nta ? —C on té sta me —i nsis ti ó ell a , tr ata ndo d e co n te ner su s l á g rim as—; ¿m e a m as ? —¿ Eva, te h as v u elto lo ca ? ¿ A ca so la s p ala b ra s q uere r y a m ar p ued en e x p re sar lo q ue s ie n to e n e l c o ra zó n? —En tonce s, d am e u n a p ru eb a d e tu s en ti r. —¿ Qué e s lo q ue q u ie re s c o m o p ru eb a? ¿ Mi s an g re ? ... D im e, ¿ qué q uie re s? —¿ No r e c h aza rá s m i p eti ció n?... C onte sta c a te góric am en te . A do nis la m ir ó e x tr añ ad o d e s u p ro ced er. D esp u és c o nte stó c o n é n fa sis :
Página 91
—T e ju ro , Ev a m ía , q ue a cep ta ré to do lo q ue v en ga d e ti , a u n que s ea la m uerte . ¿ Q ué m e p id es? —A cu érd ate q ue l o h as ju ra d o. —N o lo o lv id aré . —En tonces, a cep ta e sto . Y le p u so e n e l b o ls ill o e l p añ u elo a ta do. L o s acó A don is y o yó u n r u id o m etá li c o . A l a b rir lo a la lu z, v io e l r e sp la n d or d e la s a lh aja s d e Ev a y d e s u m ad re . Me dita ba s il e n cio sam en te . Ma dre e h ija s e d es p re n d ía n d e s u s jo ya s p ara d árs ela s a é l. Se s in tió o fe ndid o. ¿ Ib a a a cep ta r e sta c arid ad y d e s u fu tu ra e sp o sa ? Se ntí a h erv ir s u s an gre . En lo s o íd os e scu ch ab a m il s o nid os a tr onad o re s y s e l e n ub la ro n l o s o jo s. Pa ra e l h o m bre o ccid en ta l, e ste p ro ced er d e la s m uje re s p ued e s e r m uy n atu ra l. Pe ro a n te e l c rite rio d e lo s o rie n ta le s e sto s ig nifi ca u na o fe nsa y u na ig n om in ia . A do nis q u is o a te nuar e l d o lo r, e vo can do e l a m or y e l c ariñ o d e Ev a y d e s u m ad re . Q uizá s e sto e ra s ó lo e l fr uto d el a m or v erd ad ero y d el s acrifi cio ... Q uis o h ab la r p ero n o s u po q u é d ec ir . Ev a a d iv in ab a, a l c o n te mpla rlo , la lu ch a q ue s e li b ra b a e n s u i n te rio r. —A do nis —m urm uró —, e s cú ch am e. T e lib ro d el ju ra m en to , s in o blig arte a s er p erju ro n i a c u m plir lo s in v o lu nta d. Pe ro p ré sta me a te nció n. ¿ Si y o te h e d ad o m i a lm a y m i c o ra zó n y s i p ro nto te d aré ta m bié n m i c u erp o , p or q u é s u fr es y m e h aces s u fr ir p or a lg o im ag in ario ? ¿ C uán ta s v ec es m e h ic is te m uch o s o bseq uio s y y o n o o bje té ? ¿ Po r q ué re h u sa s a h ora e sta i n sig n ifi can cia , q ue a m í m e e s to rb a a v e ces y q ue s o n y a p as ad as d e m od a? T u c ab eza ti en e p re cio y e re s u n fu giti vo . ¿ C óm o p ued es h uir s in te ner e l s u ficie n te d in ero ? ... N o, A donis . T u o rg ullo m e h ie re e l c o ra zó n, p ero e re s li b re d e h ac er lo q u e q uie ra s . —Ev a, d io sa m ía , n o llo re s. Pe rd ónam e m i c ará cte r. Y p ara c o m pla c erte v o y a a cep ta rte e sto .. . —y c o m en zó a re b usca r e n tr e e l m ontó n d e j o yas — so la m en te e s to . Y to mó u n p eq u eñ o a n il lo d e o ro , e n e l q ue s e h ab ía n m on ta do d o ce p erla s p eq ueñ as q ue r o deab an a u n b ril la n te . Se l o c o lo có e n e l d ed o a n u la r d e la m an o d ere ch a, y c o n tinu ó d ic ie n do : —N o llo re s m ás. T ú m e h as li b ra d o d e m i ju ra m en to , y a h ora te c o m pla zc o. Y so m bría m en te d ijo : —¡Es h ora d e p arti r! ¡Ve n a m is b ra zo s!
Página 92
—N o, e s te mpra n o to dav ía —o bje tó e lla , c o n la e sp era n za d e l o s q u e s ab en q u e e s o tr a la r e alid ad . —N o, a m ad a. D eb o lle g ar a B eir u t a n te s d e la a u ro ra , p ara n o s er d escu bie rto d ura n te e l d ía . En tró e n e l r e cin to la m ad re d e Ev a. Y s e te jió e n tr e lo s tr es u n s il e n cio d olo ro so , im posib le d e s e r d escrito . L lo ra b an la s m uje re s. A don is c a ll a b a, p orq u e e l s il e n cio e s la c u ali d ad d el h om bre q ue i g uala a la s lá g rim as fe men in as. Po r fi n . A don is s e d esp re n dió d e lo s b ra zo s d e la s m uje re s, y c o m en zó a c o rre r a s alto s, c o m o s i h u ye ra d e u n lu gar c o m pro m ete dor. N o q u is o v o lv e r la c a b eza ; n o q uis o m ir a r a tr ás ; n o q uis o d ete ners e n i u n m om en to , c o m o e l n iñ o q ue c o rre s alie n do d e u n c em en te rio . Má s d e u na h ora lle vab a e n s u h u id a. Y s en tía e l s u dor e m pap ar s u r o str o n o o bsta nte la fr escu ra d e la n och e. L le vó a l b ols illo s u m an o p ara s a car s u p añ u elo y e n ju g ar e l s u d or, v s e e n co ntr ó c o n u n c u erp o p esad o. Er a e l p añ uelo d e Ev a c o n to das s u s a lh aja s, q ue m ie n tr as A donis a b ra za ba, e lla i m perc ep tib le m en te lo h ab ía d eja d o c aer e n e l b o ls ill o d e s u a m ad o. —Ya e s ta rd e —m usitó A donis c o n lá g rim as e n s u s o jo s. Y pro sig u ió s u c arr e ra . Er an l a s c u atr o d e la m añ an a. En lo s s u burb io s d e B eir u t, u n h o m bre g olp eab a a u na p uerta . En tre u n o y o tr o s eg u ndo , d ir ig ía te m ero so la s m ir a d as a to das d ir e ccio nes. —¿ Quié n e s? —p re g u ntó u na v o z desd e e l i n te rio r. —Yo , A dela . A bre . G ir ó l a lla ve e n l a c erra d ura y e l fu giti vo s e la n zó a l i n te rio r. —¿ Tú, A don is ? —p re g u ntó e stu pefa cta la lla m ad a A dela —. ¿ Tod av ía e s tá s a q uí? —¿ Cóm o? ¿ Q ué q uie re s d ecir ? ¿ D ón de e s tá tu h erm an o ? — ¡A y, D io s m ío !... Yo te c re ía c o n lo s d em ás. —¿ Qué s u ced e? ¡C onte sta ! —Pu es a yer c a p tu ra ro n a J o sé e l H en i, y lo s d em ás tu vie ro n q ue a d ela n ta r e l d ía d e la h u id a. D esd e la s d o ce , e sta n och e, e stá n e n a lta m ar, r u m bo a C hip re . A donis , m ud o y p álid o, n o p odía h ab la r. —¿ Qué d eb es h ace r a h ora ? .. . Pe ro , o ye, ¿ có m o h as p od id o l le g ar h asta a q uí? L a c a sa e stá v ig il a d a. A do nis s in ti ó u n fr ío r e co rre r to do s u c u erp o. T em bló ... Su m en te le h izo v er u na c e la d a: lo s g en darm es le d eja ría n e n tr ar p ara a tr ap arle a la s alid a.
Página 93
Q uis o s alir . Es cu ch ó a te nta men te tr as la p u erta , y n o o yó n ad a. Pe ro lu eg o, p en só e n o tr o p ro b le m a. Si la c asa e stá v ig ila d a, m añ an a lo s tu rc o s c a p tu ra ría n a A dela p o r h ab er r e cib id o a u n p ró fu go d e la le y. D eb ía s a lir c u an to a n te s. Y c o n a fe cta da c a lm a, d ij o a l a m uje r: —A dió s, A dela . R ueg a p o r m í. A brió la p uerta . A gu zó e l o íd o, y s e la n zó a la in m en sid ad d e l a s ti nie b la s. Mi nuto s d es p u és s e h alla b a a tr aves an d o u n c alle jó n o scu ro a l q ue a p en as ll e g ab a la lu z d e u n fo co e lé c tr ic o , m uy le ja n o . D ese m bo có e n o tr o c o rre d or, a l fi n d el c u al v iv ía u n a p arie n te l e ja n a. Pe nsab a A do nis lle g ar h asta e lla , y p asar e l r e sto d e la n och e a ll í. Pe ro a l to rc e r p re c ip ita dam en te p ara e n tr ar e n e l a n hela d o c alle jó n, golp eó se de ll e n o co n un gen darm e qu e, r e tr oce d ie n do , g ritó : —" ¿N ard a U ac ic a ? " ¿ Tu c éd ula d e id en tidad ? ... En id io m a tu rc o , " N ard a U acic a " e s e l e sp an to d e la ju ven tu d, e s la e s p ad a d e la m ald ic ió n s u sp en did a c o n sta nte men te s o bre l a s c ab eza s. ¿ Q ué c éd ula p u ed e p re sen ta r e l q u e s e h alla p ers e g uid o p or l o s lo bos? A do nis s in tió p ara liza rs e lo s la ti d os d e s u c o ra zó n. N ad a p udo c o nte sta r. Pe ro in sta ntá nea m en te , r e tr oce d ió u n p oco , y a l i m puls o d e u n p u nta pié d e d esesp era d o , h izo ro dar a lg un os m etr os a l g en darm e, q ue e sta ba d e p ie e n la p arte in cli n ad a d e l a c a lle . C on la s a la s q ue b rin d an e l te m or y e l in sti nto , A don is d es an d uvo e l c a m in o re co rr id o. Se in te rn ó e n o tr o c alle jó n, l u eg o e n o tr o y e n o tr o, p erd ié n dose e n e l v e ric u eto d e lo s o sc u ro s s en dero s, e n e l la b erin to d e la n och e. C orría h u yen do d e la m uerte . L le g ó a u na c alle d e lo s s u bu rb io s u n p oco m ás a lu m bra d a. En co ntr ó e n to rn ad a u n a p uerta y e n tr ó. Er a u n b urd el. En e l s aló n, re co sta da e n u n s il ló n d o rm ita ba u na jo ven , q uizá c an sa d a d e e sp era r u na p re sa . A l v er e n tr ar a u n h o m bre , l e v an tó se r á p id am en te , r e str eg ó s u s o jo s y le d io u n s alu do d e b ie n ven id a. Se re n o u n ta nto , A do nis l e d ij o : —Va mos a l c u arto . U na v ez en é l, s e a co stó e n e l l e c h o , d ic ie n d o: —A ho ra a d orm ir . H ab la re m os d esp ués. Q uis o o bje ta r la m uje r. A don is le c e rró la b oca c o n u na li b ra tu rc a.
Página 94
H ay e n á ra b e u n d ic h o q ue e n un cia : " T re s s o n lo s q u e n o p ued en d orm ir : el m ie d o so , e l h am brie n to y e l fr io le n to ." Po r e so , m ie n tr as A do nis n o p udo c erra r s u s o jo s, la m uje r d orm ía ju n to a é l tr an quila m en te . En tran d o e l d ía , A do nis n o s e a tr evió a s alir . Er a m uy c o n ocid o e n B eir u t. A la v ez, d esp ertó a s u c o m pañ era , d ic ié n do le tr as u na p au sa: —O ye , lin da, ¿ có m o te l la m as? —J osefi n a, p ara s erv ir te . —G ra cia s, F in ita . H oy m e p erte nec es to do e l d ía ... T om a e sta l ib ra m ás p ara ti , y a q uí ti en es o tr a p ara c o nseg uir a lg o d e c o m er. —En s eg uid a —r es p o ndió l a m uje r m uy a le g re . L la m ó a s u s ir v ie n te y le o rd en ó q ue s ir v ie ra d esay u n o p ara d os. N un ca A don is h ab ía c o no cid o u n b urd el. Su s ó lo n om bre y e l d e p ro sti tu ta le p ro d ucía n u na re p ug nan cia in te rn a, q u e le c au sab a a v ece s s acu dim ie n to s d e te rro r, s in c o no ce r la c a u sa. Pe ro a q u el d ía b en d ijo to das lo s b urd ele s y to das l a s p ro sti tu tas d el m und o. ¿ Q ué m ejo r r e fu gio p ara u n p ró fu go q ue u n b urd el? A ll í n ad ie ir ía a b uscarlo . Y h asta la n och e, p o dría r e so lv er s u s itu ac ió n. A dm ir a d a la m uje r p o r la g en ero sid ad d e A donis , r e sp eta ba s u sile n cio y su m ed ita ció n. So la m en te h ab la b a al ser i n te rr o g ad a. A do nis s e d es esp era b a. L as h o ra s d el d ía s e le a la rg ab an h orrib le m en te . —¿ De d ónd e e re s, F in ita ? —D e Sa id a (Si dó n), s e ñ o r. —¡D e Sa id a! Se il u m in ó e l r o str o d e A donis . A cab ab a d e c o nceb ir u n a id ea s alv ad ora . I r ía a Sa id a. N ad ie le c o n ocía a ll í. A qu ella n o ch e, u n c arr u aje c e rra d o c o n ducía a l jo ve n a Sa id a. Pa sad a a llí u n a n och e, s ig u ió a l d ía s ig u ie n te e l c a m in o d e N ab atí e. D esp ués s e u n ió a u na c a ra v an a q ue v ia ja b a a H urá n . El a n helo d e A don is e ra lle g ar a l te rrito rio d e lo s d ru so s, p orq ue u na v ez co n e llo s, n o p o día a lc an za rle la m an o tu rc a. C ap ítu lo VI I EN TR E LO S DRUSO S
Página 95
L os d ru so s s o n u n p ueb lo q u e h ab ita n ju nta men te c o n lo s m aro nita s y lo s C hii ta s e n L íb an o, A nte —L íb an o y e l D ja b el d e H urá n , la p arte Su r d e Si ria . N o h ay d ocu m en to a lg un o s o bre e l o rig en p re cis o d e lo s d ru so s. U nos c re en q u e s o n o rig in ario s d e J a rze n, y o tr os p o r e l c o n tr ario , a fi rm an q u e s o n d e r a za á ra b e. Su r e li g ió n fu e e n se ñ ad a e n e l s ig lo XI , p or Mo ham med b en I s m ail Ed dara zi e n via d o p or H am sa, v is ir d el K alifa F ati m ita El — H ake m —B ia m ril la h (9 96—1 021). Es ta re li g ió n e n señ a la re en carn ació n y la d iv in id ad d el K alifa , El —H ake m . Ed dara zi fu e d es ap ro bad o p or H am sa, y le s u sti tu yó p or e l Me kta na B eh a Ed in , p ero é ste n o p udo d estr uir la o bra e d ifi cad a p or s u a n te ceso r. L os d ru so s, g ra cia s a s u h ero ís m o y a s u in exp ug nab ilid ad l e g ad a p or s u s m on ta ñas , c o n se rv aro n s u fe y s u a u to no m ía h as ta d es p u és d e la c o n quis ta d e Si ria p or lo s tu rc o s. C on tinu aro n in dep en d ie n te s, e le g ía n a s u s je fe s q ue lo s g obern ab an s e g ú n s u s a n tigu as c o stu mbre s, m an te nie n do s u o rg an iza ció n fe udal. L a d in as tí a Ma an y d esp ués la d in as tí a C heh ab , e je rc ie ro n s u a u to rid ad e n L íb an o. H asta 1 8 13, la e s tr ech a a lia n za q ue u n ía a lo s m aro n ita s c o n l o s d ru so s a s eg ura b a la lib erta d d e la s p ob la cio nes lib an esa s; p ero en esta ép oca n acie ro n lo s p rim ero s g érm en es d e r iv alid ad . D esd e. 1840 , cu an do Mo ham ed –A lí ev acu ó la Si ria , se a cen tu ó la l u ch a e n tr e lo s m aro nita s (c ató lic o s d e r ito o rie n ta l) y l o s d ru so s. L o s tu rc o s, c o n e l d es eo d e d o m in ar e sta p arte d e Si ria , q u e s ie m pre s e m ostr ó re b eld e, e xc ita ro n a lo s d ru so s c o n tr a l o s m aro nita s. D esp ués d e s an g rie n ta s lu ch as, v in o la m as acre d e 1 8 60, a ñ o e n e l q u e F ra n cia d esem barc ó u n c u erp o d e s u a rm ad a p ara e sta ble cer e l o rd en . A p esar d e la s m ed id as to mad as p or la c o m is ió n e u ro p ea e n 1 861, y d e la d ecla ra ció n d e la in d ep en den cia d e L íb an o, T urq uía a s p ir a b a s ie m pre a la c o nq uis ta d e lo s lib an eses, y e sp era b a la o casió n q u e s e p re s en tó e n 1 914. D om in ó a l L íb an o p o r e l h am bre y e l te rr o r; p ero n o lo c o n sig uió c o n lo s d ru so s d el D ja b el, a l s u r d e Si ria . Po r e sto , e ste lu gar fu e s ie m pre re fu gio d e lo s h am brie n to s y d e lo s p ers eg uid os p or lo s tu rc o s. L a r e li g ió n d e lo s d ru so s e s u n a m ezc la d e v a ria s c re en cia s. A dm ite n la e xis te ncia d e u n D io s ú nic o , q ue y a s e p re se n tó d ie z v eces a lo s h om bre s b ajo la fo rm a h u m an a. Pe ro e llo s e sp era n
Página 96
l a u nd éc im a y u lti m a v ez. El K alifa El —H akem fu e la d éc im a e n carn ació n d e la d iv in id ad , b ajo e l n om bre d e A lb ar. En s u r e lig ió n , D io s ti en e b ajo s u s ó rd en es a o ch o m in is tr os q ue s o n e m an acio n es d ir e cta s y q u e d esem peñ an e l p ap el d e l o s b u en os G en io s. Es tán e n carn ad os b ajo n o m bre s d iv ers o s y v in ie ro n a l m und o e n d ife re n te s é p o ca s. U no d e e llo s, H am sa, e s e l p rin cip al m in is tr o y r e p re sen ta e xa cta men te a l á n gel Sa n G ab rie l q uie n tr ajo a la ti erra e l is la m is m o y e l c ris ti an is m o, a p are cie n do a C ris to c o n e l n om bre d e El ea za r (L áza ro ) y a Ma ho m a b ajo e l n o m bre d e Se lm an e l F are si (e l p ers a). A l la d o d e lo s b u en os G en io s, e x is te n lo s G en io s m alo s q ue c o rro m pen a lo s h om bre s, p ero a p en as lle g an , a cu den lo s b uen os G en io s para re sta ble cer la ve rd ad era fe . Si ete r e vo lu cio nes d e e ste g én ero fu ero n a co nte cid as . Pa ra lo s d ru so s, n o e xis te n i e l p ara ís o n i e l in fiern o. T am po co c re e n e n e l p eca d o o rig in al n i e n la re d en ció n... El h om bre q ue m uere , v u elv e a la v id a b ajo u na fo rm a n u ev a, e n la q ue e n cu en tr a la r e c o m pen sa a s u s v ir tu des d e la v id a a n te rio r, o bte nie n d o a sí u na c o n dic ió n e s p ir itu al m ás e le vad a a la q ue le p re ced ió , h asta q u e p or s u s r e en ca rn acio n es o p ere g rin acio nes, e l a lm a lle g a a u n e sta do d e p erfe cció n ta l, q ue le p erm ite c o n fu nd ir s e c o n e l Se r Su pre m o, e n la m ora d a d e la lu z, y n o v o lv e rá a re e n ca rn ars e h as ta la u nd éc im a e n carn ació n d e la d iv in id ad . L as a lm as d ep u ra d as v u elv en a h ab ita r la ti erra y g oza rá n d e to dos lo s b ie n es te rre str es, m ie n tr as q ue lo s in fiele s e stá n c o n den ad o s a s e rv ir la s. A nte s d e lle g ar a l e sta do d e p erfe cc ió n, e l s im ple fi el o n eó fito d eb e lle g ar a s er C heik e l A qqel, m ae str o, p or m ed io d e m uch as p riv a cio n es o c o n tinen cia s . N o p ra c ti can lo s d ru so s la c ir c u ncis ió n. C om o lo s c ris ti an os, c o m en d e to do y b eb en v in o. So n m onóg am os, p ero fá cil m en te pu ed en pra c ti car el d iv o rc io , ta l c o m o p ra c ti can e l m atr im on io q ue n o e s s in o u na a li a n za p as aje ra . Pe ro n o p ued en v o lv er n uevam en te a la m uje r q ue fu e r e p u dia d a a n te s. Su s m uje re s ti en en m uch a lib erta d. Se p re s en ta n e n p ú bli c o c o n u n v elo q ue a p en as l e s c u bre e l r o str o. So n lo s d ru so s m uy v a li e n te s y g en ero so s. Su e xtr em ad a s u scep tib ili d ad le s hace an dar arm ad os sie m pre . So n c o n sta nte s s u s lu ch as c o n lo s b ed uin os. R esp ecto a la r e li g ió n d ru sa , e s to e s to do lo q u e e l v u lg o y l o s h is to ria d ore s c o nocen . A s u d eb id o ti em po v o lv ere m os a h ab la r d e e sta r e lig ió n, e n la p arte q ue n ad ie h a p en etr ad o , n i a u n s o ñad o.
Página 97
El p ueb lo d ru so ti en e c o stu mbre s m uy d ife re n te s d el r e sto d e Si ria y L íb an o. C om o e n H urá n e sca sean la s fu en te s y lo s r ío s, e ste p ueb lo c are ce d e u na lim pie za n o to ria . C ad a a ld ea h a fo rm ad o u n ta nq ue g ra n de o u na la g u na a rti fi cia l e n lo s q u e s e r e co ge e l a g u a d e la ll u via . C on e sto ti en en s u fi cie n te p ara to do e l a ñ o, y b eb en d e e lla a n im ale s y h o m bre s. L as m uje re s s e a sea n c erc a d e e lla . El p u eb lo b eb e e l a g ua fi ltr ad a p or u na u rn a g ra n de tr ab aja d a e sp ecia lm en te para és te obje to . Pe ro para evita r la s e n fe rm ed ad es , m ezc la n e l a g u a c o n a lq uitr án . L os d ru so s s o n lla m ad os ta mbié n " B an i Ma hru f" . lo q ue s ig nifi ca " h ijo s d e la g en ero sid ad ". Pa ra e llo s, e l h u és p ed e s u n s er sag ra d o , y p ued e p erm an ece r in defi nid am en te en el " m ad afe ", s a ló n d e h uésp ed es, c o m er, y d o rm ir , s in q ue n ad ie l e m ole ste e n a b so lu to , y s in q ue n ad ie s e e n te re d e d ó nde v in o n i a d ónd e v a. Es tas p re g un ta s e n s u c rite rio , ti en en o lo r a a varic ia y d en ig ra n s u g en ero sid ad . Po r a q uella é p oca e ra n a n alfa beto s. C re ía n d en ig ra n te e l e stu dio p ara u n h om bre r ic o . L os ú nic o s o bli g ad os a s a b er le e r y e scrib ir e ra n lo s Ma es tr os. C uan d o u n h uésp ed p en etr a e n e l s aló n g en era l, e l p rim er h ono r q ue le o fr ece n e s u na ta za d e c a fé á ra b e a m arg o. Es te c afé e s p re p ara d o e n e l m om en to y lo s ir v en e n u na ta za s in a sa. N un ca s e l le n a, s in o p or e l c o ntr ario , d eb e c o nte ner u n s ó lo s o rb o . El h u és p ed , s eg ún s u c ate goría , d eb e s erv ir s e tr es o s ie te s o rb os s e g uid os, y d es p ués d e é l, to dos lo s p re sen te s u n s o rb o . L ueg o s e r e p ite e l tu rn o, e x cep to e l r e c ié n ll e g ad o. L a g en ero sid ad d e lo s d ru so s to ma c a ra c te re s d e p ro p orc ió n a la h ora d el a lm uerzo . Pa ra c ad a h uésp ed s e d eg üella n d os o tr es c arn ero s, seg ún la s cir c u nsta ncia s. Es tos carn ero s so n c o cin ad os e n u n re cip ie n te g ra n de y e n e l c ald o e ch an u na c an tid ad d e a rro z, s u fi cie n te p ara la c o m id a d e lo s p re se n te s. C uan d o é ste s e h a c o cin ad o, lo v ac ía n e n e l " m an sef" , u n r e cip ie n te e n orm e d e m eta l, y s o b re e l a rro z c o lo can e l c arn ero e n p ed azo s. Po r ú lti m o, s o bre a m bos, v ie rte n m an te quil la d erre ti da. En c u clil la s, s e r e ú nen to do s o la m ayo ría d e lo s h ab ita nte s d e la a ld ea , a c o m pañ an do a l h u ésp ed e n s u a lm uerzo o c o m id a. En e sta s c o m id as , n o in te rv ie n en n in gu no d e lo s c u b ie rto s c o n ocid o s, ta le s c o m o c u ch ara s, te ned o re s y c u ch ill o s. L a c o m id a la to man c o n lo s d ed os, p ero c o n ta l m ae str ía , q ue n unca m an ch an s u s v e sti do s. El q ue e s crib e e ste r e la to , p re se n ció , e n u n a o ca sió n, e n c as a d el J e fe G en era l d e lo s d ru so s, u n a c o m id a d u ra n te la c u al, e l j e fe , s u b id o a u n a s il le ta , c la vó u na la n za d e h ie rro e n e l a rro z s erv id o. T o dos lo s p re sen te s c o m ie ro n , y la la n za p erm an eció c la vad a. Es to p ued e d ar u na id ea d el ta m añ o d el r e cip ie n te y d e
Página 98
l a ca n tidad d e a rr o z p re p ara d o ... C uan do p re g u nté a u n c o m pañ ero q u é s ig nifi ca b a e sta a cti tu d, m e r e sp ond ió q u e e ra e l s ím bolo d e la g en ero sid ad y d e l a a b un dan cia . L a m ayo r a fr en ta p ara u n d ru so e s la c o bard ía , y e l m orir e n s u p ro pio le c h o, p o r la e d ad , e s u na m uerte m al v is ta . C om o g uerr e ro q u e e s, d eb e m orir e n e l c am po d e c o m bate . Su m ay o r d iv ers ió n e s la c a rre ra d e c ab all o s y e l ro m per l a n za s. Va rio s d ía s d e la s em an a s e re ú nen e n s u s c a b allo s á ra b es d e p u ra s an g re , p ara in te rv e n ir e n e sta s c a rre ra s. Po r la n o ch e, s u d iv ers ió n c o nsis te e n e s cu ch ar lo s c an to s h ero ic o s q ue h ace n a lu sió n a s u s a n te pasa d o s y a s u s c am pañ as b élic as. Mu ch as v ece s lle g a u n b ed uin o tr ovad or c o n s u " ra b ab a" (g uzl a), y c an ta a n te e l C heik , e lo g iá n do lo . Es te le g ra ti fi ca c o n " e l p u ñad o ", q ue e s la c an tid ad d e m on ed as q ue c ab en e n u n p uño c erra d o, s in c o nta rla s. L a m uje r d ru sa e s m uy h erm osa. C om o e s p o sa e s p or n atu ra le za o bed ie n te y fi el a s u e sp oso . R ecib e d e é l e l m altr ato s in d is g u sta rs e y h asta c o n p la cer. Ma s, c o n e l e xtr añ o e s m uy a lti va y a v e ces c ru el. T al v e z la c ie g a o bed ie n cia q ue g uard a a l m arid o , le in d uce a s er a lta nera c o n lo s s ir v ie n te s. Pe ro e n e l fo ndo e s m uy g en ero sa. Se h an d ad o c a so s e n lo s q u e d ru so s y c ris ti an os h an c o n tr aíd o m atr im onio e n tr e e llo s. Vi ste n lo s d ru so s a l e sti lo d e lo s b ed u in o s. A lg un os s e d eja n c re c er lo s c a b ello s y a lg un os, l a b arb a. L os d ru so s y b ed uin os s e h all a n e n c o n sta nte p ugn a: a q u éllo s lo s a ta can p ara p ro veers e d e c ab all o s y g an ad o la n ar, y é sto s a ta can d u ra n te la c o sec h a d e tr ig o p ara o b te ner a sí c o m esti ble s y a lim en to s. En a q uel b en d ito p u eb lo n o e xis te n ju ece s, n i a b ogad o s, n i m éd ic o s. Po r e so v iv en s a n o s y fe lic es. C uan do s e p ro du ce a lg ún a lte rc a d o o u n a d esave n en cia e n tr e d os p ers o nas, e s e l C heik q u ie n s e e n carg a d e re so lv erlo , e s e l ú nic o ju ez. Pe ro c o m o é l e s c u al p ad re d e to dos lo s d e la a ld ea, lo s ju zg a c o n b en ev o le n cia y c o n a m or. A v e ces g asta d e s u p ro pio b ols illo p ara c o n te ner a lo s c o n te ndore s. Y e l a lte rc ad o te rm in a c u an do a q u éllo s s e d an la s m an os. T urq uía c re ó u n tr ib un al d e ju sti cia e n la m onta ña d e lo s d ru so s, p ero a lo s s eis m ese s tu vo q u e d esh ace rlo , p ues e n e se ti em po n o tu vo u n s ó lo ju ic io q ue a rre g la r. L a fa mili a m ás n oble e s la d e " El A tras h ", y e ll o s s o n lo s g obern an te s d e la m on ta ña. C ad a m ie m bro r e sid e e n u n a a ld ea y e s e l m ás ric o y e l je fe d e la m is m a. Es ta fa m il ia s e d ic e d es cen die n te d el r e y á ra b e e l Mu nze r—i bn—En nam án .
Página 99
L os d ru so s o bed ecen c ie g am en te a s u s je fe s q ue lo s tr ata n c o n c ariñ o y ju sti cia . C ap ítu lo VI II SU EÑO R EA LIZ A D O A m ed ia d os d el m es d e m ay o , u n jo ven , e xte nu ad o p o r la fa tig a, v ia ja d e u n p ueb lo a o tr o, e n la Mo nta ña d e lo s d ru so s, s in r u m bo fi jo : e ra A donis . Q uie n le c o no ció tr es m eses a n te s, n o p od ría e n co ntr ar a A do nis e n e se h o m bre c o n e l p elo y la b arb a e n orm em en te c re cid o s, y e l r o str o to sta do p or e l s o l. A qu el A donis v iv ió m uch os a ñ os d ura n te e so s tr es m es es d e s u fr im ie n to . H ab ía a p ura d o la c o pa d e s u ju ven tu d h asta la ú lti m a g ota . A hora e s ta c o nverti do e n u n h om bre m ad u ro , q ue c arg a e l p es o c o m o d e c u are n ta a ñ o s s o bre s u s h o m bro s. Su d ig nid ad n o le p erm iti ó v iv ir m as d e d os o tr es d ía s c o m o h uésp ed e n u n h o gar d ru so . Q uería e n co ntr ar tr ab ajo p ara v iv ir d ig n am en te . A lg uno s je fe s d e lo s p ueb lo s, q uis ie ro n q u e fu era m aestr o d e l e c tu ra p ara su s h ijo s. Pe ro al s ab er q u e era cris ti an o , d es ech aro n su in te nto , pues la le y co rá n ic a dic e te rm in an te men te : " El in fiel n o p ued e p o se er e l L ib ro " y e l L ib ro e s e l C orá n . Q uis o e m ple ars e e n la s la b ore s d el c am po, y n o le fu e p osib le , p orq u e e ra u n h uésp ed y u n " ja ti b", o m aes tr o, p ara q uie n n o e s ta ba p erm iti d o e ste d u ro tr ab ajo . Si n e m barg o, to do s le o fr ecía n c o n s u m o p la cer lo q ue n ec esita ba p ara la s ati sfa cc ió n d e s u s m en este re s... H asta la c ie n cia fu e u n o b stá cu lo p ara A don is , p or lo q ue e sta ba c o n ve rti d o e n e l m odern o ju d ío e rr a n te . A m ed ia d o s d e m ayo , l le g ó d esp ués d el m ed io d ía a u n p ueb lo l la m ad o Sa lj a d . B uscab a la c asa d el je fe d e la a ld ea p ara h osp ed ars e e n e lla , s eg ún la c o stu mbre , y e n s u b úsq u ed a s e e n co ntr ó c o n u na m an sió n e le g an te y e s p acio sa . " Es ta d eb e s er" , s e d ij o ; s e d ir ig ió h ac ia e l e d ifi cio , a tr aves ó e l p ati o, lle g ó a la p uerta y l la m ó, —A dela n te —c onte stó una vo z. En tró Ado nis , e xcla m an d o e l s alu do a co stu mbra d o: —A la ic o m e ss ala m (L a p az se a c o n v o so tr os). —Y tam bié n c o n tigo . A l p rin cip io , A don is n o p u do d is ti ngu ir a la p ers o n a q ue le h ab la b a, p u es a l p asar b ru scam en te d el s o l a la s o m bra d el
Página 100
c u arto , s u s p u pil a s a u n n o s e a co stu mbra b an a e ll a , p ara p o der d iv is ar lo s o bje to s. A dm ir a d o e l v ia je ro d el c ariñ o p u esto e n la v o z, h izo lo p osib le p ara v e r q uié n e ra . C erró y a b rió s u ce siv am en te lo s o jo s, h as ta q ue s e e n co n tr ó c o n u n h om bre s en ta do a la m esa, c o m o q uie n e sp era a u n c o m pañ ero p ara la c o m id a. Ve stí a u na tú nic a r o sa d a. El c a b ell o lo lle vab a s u elto y e ra b la n ca s u b arb a. Er a im posib le c a lc u la r s u e d ad : p o día te ner 4 0, c o m o ta mbié n 1 00 a ñ o s... Mi ra b an s u s o jo s p ro fu ndam en te a A donis y p are cía n p en etr ar a l fo ndo d e s u c o ra zó n. El r o str o d el h om bre , lib re y a d e la s s o m bra s, p are cía e l d e u n d io s e scu lp id o . Su fr en te s ere n a s ería e n vid ia d a p or c u alq uie r j o ven h erm osa d e n u estr a s o cie d ad y n uestr a é p oca. Pe ro a l e n co ntr ars e c o n s u s o jo s, a l o bserv ar s u m ir a d a, e s i m posib le tr ata r d e d escrib ir lo . En e lla h ab ía u n a a m alg am a d e p ie d ad y d e te rn ura . A do nis se detu vo an te ta l m ir a d a, y se pre g unta ba e stu pefa cto : "¿ En d ónd e h e v is to a n te s e s te r o str o a n g elic al? " El h o m bre h ab ló : —Si én ta te , h ijo m ío . ¿ N o v es q ue te e s to y e s p era n do ? —¿ A m i, s eñ or? —p re g un tó A do nis c o n s o rp re sa . —Sí , a ti , a ti ... D eb es te ner m uch o h am bre . A c o m er. T om ó a sie n to e l re cié n lle g ad o, p ero n o p o día re ti ra r s u m ir a d a d e a q uel s er. A do nis s en tí a u na h am bre d ev o ra d ora y a cu m ula d a. C om en za ro n el alm uerzo que se co m po nía de pla to s s en cil lo s. Pa sad o s c in co m in uto s, e l j o ven c esó d e c o m er. —¿ Por q u é n o c o m es, h ij o ? —¡C osa ra ra ! T en ía m uch o h am bre , p ero a h ora m e s ie n to s ati sfe ch o. So nrió e l d u eñ o d e la e sta ncia , d ic ie n d o: —T ie n es r a zó n. H as a b so rb id o e l a lm a d el a lim en to . A do nis n o s e a tr ev ió a in ves ti g ar e l s ig n ifi cad o d e e sas p ala b ra s. El jo ve n —a ncia n o c o n tinu ab a m ir á n dolo d ulc em en te , c o n s u s o jo s s atu ra d os d e p az. L ueg o c o n v o z su ave d ij o : —Es tás m uy c an sad o y tu m en te n o p ued e r e te ner n ad a. Ve n, v o y a c o ndu cir te a tu c am a; h ab la re m os m añ an a. En r e alid ad , lo s o jo s d e A donis s e c e rra b an p or e l s u eñ o.. . El d es co n ocid o le to mó e l b ra zo y le c o n dujo a u n c u arto a p arta do . D esc o rr ió la s c o lc h as d el le ch o , h izo s e n ta r a A do nis y s e i n clin ó p ara d es ab ro ch arle lo s za pato s.
Página 101
El jo ven fu giti vo q u is o p ro te sta r, p ero n o p ud o a rti cu la r u na s o la p ala b ra . Si ntió lu eg o q ue d os b ra zo s lo a lza ro n, y r e co stá ndolo e n e l le ch o b ie n p re p ara d o, le c u brie ro n c o n c ariñ o. D esp ués, e n tr ab a e n e l d esco no cid o m undo d e l o s s u eñ o s. A l s ig uie n te d ía , A don is d esp ertó y c o n in decib le s o rp re sa v io a s u h uésp ed s en ta do a s u c a b ecera , p re g untá ndole : —¿ Cóm o h as a m an ec id o, h ij o m ío ? Pa saro n a lg un os in sta nte s p ara q u e p u die ra r e p o ners e d e s u s o rp re sa y c o nte sta r: —B ie n . Yo e s to y m uy b ie n , s e ñ o r, y o s p id o p erd ó n p o r la m ole s ti a q ue o s h e o casio n ad o. —¿ Lla m as m ole sti a a l c u m plim ie n to d el d eb er? N o, h ij ito , e s é ste e l g ra n p la cer d e s erv ir y a yu d ar.. . L ev án ta te a h ora , p orq u e n ec esita s u n b añ o . Se le van tó A don is y fu e c o nd ucid o a o tr o c u arto e n e l q u e h ab ía u n a ti n a g ra n de d e a g ua. Su b ie n hech or l e d ij o : —B áñ ate b ie n . D esp ués d eb es v esti rte c o n e sta r o pa, p orq u e l a tu ya n o s ir v e . H ay q ue q u em arla . D ij o e sto , y s alió c e rra n do la p uerta . A nte s d e d esv esti rs e , A donis c o nte mpló s u r o p a n u ev a. Se c o m po nía d e u n a tú nic a b la n ca, d e s ed a y c o n m an g as la rg as ; u n c alzó n b ie n a n ch o ; u n m an to , s em eja n te a l a lb orn o z, d e la n a d e c am ell o , y p o r ú lti m o, u n p ar d e s an dali a s, c u ya s u ela e ra d e u na m ate ria c o m o d e lo na, p ero m uy g ru esa, y q ue s e a n ud ab an c o n c in ta s d e s e d a. R em em ora n do to das s u s g ra ta s im pre sio n es d esd e e l d ía a n te rio r, A do nis e n tr ó e n la ti na. D esp ués d e ja b onars e v aria s v eces , s a lió d e a q uel r ú sti co y p osib le m en te r e cié n im pro vis a d o b añ o, y c o n a g ua p u ra d e o tr o re cip ie n te m ojó s u c u erp o, e ch án d ola d es d e la c ab eza . D esp ués d e s eca rs e c o n u na to alla d e h ilo , v is ti ó s u n ueva r o p a. Pu so e n lo s b o ls ill o s lo s p ap ele s y d ocu m en to s q ue g uard ab a e n lo s d e s u a n tig ua v esti m en ta , ta le s c o m o ta rje ta s c o n s u n om bre , c arta s d e Ev a y a lg un os p o em as c o m puesto s p or é l. C uan d o s e d is p on ía a s alir , e n tr ó n u ev am en te e l d ueñ o d e la m an sió n c o n u n s ir v ie n te , a q uie n o rd en ó: —L le va e s ta r o pa y q uém ala . El s ir v ie n te q u e e ra u n h om bre m ad u ro , d e b arb a n eg ra y te z m ore n a, s e in clin ó, a rro lló la r o p a y s alió s il e n cio so . En tonces e l a m o d ij o a A donis : —Va mos, q ue e l d esa yu n o n os e sp era .
Página 102
Q uis o a g ra d ec er a s u b en efa cto r p or lo s v e sti d os q u e le d onab a, p ero n o e n co n tr ó la s p ala b ra s a d ecu ad as. Ma s, a l ll e g ar a l c o m ed or, l e v an tó h acia é l s u m ir a d a, d ic ié n do le : —Se ño r, h asta a h ora n o c o n ozc o v u estr o n om bre p ara b en decir lo . —Po r e l m om en to , llá m am e A ris tó tele s. —Y yo m e lla m o... C alló s in s ab er q ué d ecir . D udab a e n tr e d arle s u v e rd ad ero n om bre o e l n om bre s u p uesto p ara d esp is ta r a lo s a g en te s tu rc o s. Pe ro a n te e ste h om bre n o q u ería m en ti r. El , o bserv án do le y q u izá s a d iv in an do la lu ch a in te rn a, le d ijo b ond ad osam en te : —N o h e p re g un ta do p or tu n o m bre , jo ven . —Me l la m o A don is , s e ñ o r, y o s a g ra d ezc o p or e sta r o pa. —So y y o q u ie n d eb o a g ra d ecerte . A ho ra , a d esay u n ar p o rq ue d eb es te ner h am bre . —A d ec ir v erd ad , n o te ngo m uch o a p eti to . —N o im po rta . C om e, p u es d eb es re cu p era r tu s fu erza s, p orq ue te e sp era u n tr ab ajo l a rg o . A le g re , A do nis p re g untó : —¿ Pued o tr ab aja r a q u í, s e ñ or? —Mu ch o, m uch o.. . A ho ra d esp ués d el d esa yu n o te c o n ducir é a n te e l je fe y te c o lo caré c o m o c o nta dor, e n s u c a sa. A ll í a p are n te men te d eb es tr ab aja r; p ero e l v e rd ad ero tr ab ajo e s c o n m ig o, m ie n tr as y o m e e n cu en tr e a q uí. En seg u id a te ndió am bas m an os so bre lo s alim en to s s erv id os, y tr as u nos s eg un dos e n e sta a c ti tu d, o fr ec ió a A do nis u na ta za d e l e c h e. C ap ítu lo IX MA EST RO Y DISC IPU LO L a fa m il ia d e A ris tó tele s s e c o m po nía d e u n s ir v ie n te a q uie n v im os e n e l c ap ítu lo a n te rio r, y d e u na g ata b la n ca. L as h ab ita cio nes q ue o cu p ab a e ra n d ece n te s, li m pia s y a m pli a s . Su d orm ito rio c o m unic a b a c o n la te rra za o m ir a d or, q ue o fr ecía u n a v is ta a g ra d ab le . D ura n te m uch o s d ía s, A do nis c u m plió c o n s u d eb er d e c o n ta dor e n c a sa d e J ad all a h B ey e l A trash , p or p oco s m in uto s,
Página 103
y lu eg o ib a a la c a sa d e s u b ie n hech or e n d o nde p asab a e l r e sto d el d ía . D esd e lo s p rim ero s in sta nte s tr an sc u rrid o s e n e sa m ora d a, s in tió A donis u n b ie n es ta r in d efi nib le . So la m en te u n a id ea to rtu ra b a al jo ve n . Er a la pre g u nta qu e se re p etí a c o n sta nte m en te : ¿En d ó nde h e v is to , a n te s, a e se h om bre ? U n d ía , A ris tó tele s l e d ij o : —Ve n, h ijo m ío , y a e s h ora d e tr ab aja r. " Si én ta te, e s cu ch a, m ír a m e a lo s o jo s y r e té n l o q ue te v o y a d ec ir : " A nte to do , e sta n o e s la p rim era v ez q u e n os e n co ntr am os e n e l In finito , n i s erá la ú lti m a. " H ij o m ío , m is d ía s e stá n c o n ta dos, p ero s o n s u fi cie n te s p ara p oder in ic ia rte e n la C ie n cia d e la s c ie n cia s y p ara e n tr eg arte la l la ve m is te rio sa d el A m or y d el Po der. N o te ngo ti em po p ara e n señ arte la te oría , s in o s ó lo e l n ec esario p ara in ic ia rte e n la p rá cti ca... A lg ún d ía c o m pre n d erá tu m en te c arn al to do e l m is te rio . Es e d ía , s e g ura m en te n o s erá m añ an a n i p as ad o m añ an a, p ero ll e g ará .. . Sé q ue p o r e l m om en to n o h as d e c o m pre n der m is p ala b ra s. Pe ro c re erá s e n e lla s c u an do v ea s. " L os h o m bre s s o n e sla b ones e n la c ad en a d e la D iv in id ad . C ad a e s la b ón s o sti en e y e stá s o ste nid o p or o tr o, y p are ce q ue n uestr os d os e sla b o nes e s ta ban u nid os d esd e h ace m illo nes d e a ñ o s y p o r ta l m otivo te nem os q ue e n co ntr arn o s e n la s v id as . " A nte to do, d eb o h acerte c o m pre n d er a D io s, D io s, n o e xis te ; D io s e s... Q uis ie ra b orra r d e tu m en te la p ala b ra D io s q u e d es ig na u n s er p ers o nal, y s u sti tu ir la c o n a lg o u niv ers a l c o m o En erg ía D iv in a, Vi da C re ad ora o a lg u na o tr a d en o m in ació n p or e l e s ti lo . " Es a F u erza —Vi da e s e l to do. Es a En erg ía —L ey n o s e e n fa da n i s e e n co le riza , p orq u e e s c o m o e l So l. En to das la s r e lig io n es s e h ab la d e p ecad ore s c o n tr a D io s, y e s to e s fa ls o , h ijo m ío . El p ec ad o r p eca c o ntr a s í m is m o y s e o fe nde a s í m is m o. Es c o m o e l h om bre q u e e scu pe a l s o l: le jo s d e m an ch ar a l A str o R ey, s e e n su cia a s í m is m o c o n s u p ro pia s aliv a. Po r ta nto , e l h o m bre n o d eb e p ecar, n i e s cu p ir a l s o l, p ara n o m an ch ars e. T al e s la l e y d e lo s p ro fe tas. " El e sla b ó n a n te rio r d e la c ad en a d e q ue te h e h ab la d o , m e c o m un ic ó a m í e l p oder; y o d eb o c o m unic árte lo a n te s d e m i v ia je , y tú a tu v ez, d eb e c o m unic arlo a q u ie n te s u ce d a. Es ta e s l a le y in fa lib le : dar p ara r e cib ir y r e c ib ir p ara d ar. " El c u erp o d e D io s e s e l C osm os. En e ste c u erp o rig e la m is m a le y q u e e n e l c u erp o h u m an o ... El h om bre p ara v iv ir n ec esita d e s u e stó mag o , d e s u s p u lm ones, d e s u c ere b ro , e tc . L as c élu la s d el c e re b ro , in du dab le m en te s o n m ás n oble s q ue l a s d el e stó mag o. Pe ro ¿ q ué s ería d e la s c élu la s c ere b ra le s, s i l a s e sto maca le s n o fu ncio n ara n p erfe cta men te ? ¿ Q ué s ería d el
Página 104
c o ra zó n s i l o s r iñ o nes n o c u m pli e ra n c o n s u ta re a d e p urifi car la s an gre ? " A nte la d iv in id ad , d en tr o y fu era d el h om bre , la o bra d e u na c élu la re n al o e sto mac al e s ta n im porta nte c o m o la d e u n a c élu la c ere b ra l o c ard ía c a. A sí, a n te D io s, v ale ta nto e l h o m bre b uen o c o m o e l m alo , la s a n ta c o m o la p ro sti tu ta, lo g ra n de c o m o lo p eq ueñ o. " L a dife re n cia en tr e el hom bre ev o lu cio nad o y el i n vo lu cio nad o, e s re la ti va e n la c ad en a d e la h um an id ad : e l p rim ero tr ata d e lim pia r y p u lir s u e sla b ón y e l d e lo s d em ás p ara q ue n ad a fe o s e v ea e n la c ad en a, m ie n tr as q u e e n e l c aso d el s eg un do, lo fe o p erm an ece c o m o u n e sla b ón d e la c a d en a g ig an te sca, s in q ue é l c o ntr ib uya e n n ad a. " T odo h o m bre q ue tr ata d e c o m unic a r a lo s d em ás lo q ue é l m is m o s ab e, e s u n h om bre e g oís ta . El v erd ad ero a ltr uis ta e s e l q ue d esp ie rta e n lo s d em ás lo q ue e stá d o rm id o e n e llo s, y e sto n o s e c o n sig ue o bli g án do le s a p en sar y o b ra r c o m o é l p ie n sa y o bra . Po rq u e s i la s c élu la s c e re b ra le s tr ata n d e c o nven cer a la s e sto maca le s q ue d eb en d eja r d e d ig erir p ara d ed ic ars e a p en sa r ¿ qué s ería d el o rg an is m o h um an o? " N o, h ijo m ío . L a v erd ad era s a b id uría c o nsis te e n a y u dar a la Su pre m a In te lig en cia y n o e n i r c o ntr a El la ... T ú n acis te c ris ti an o y y o d ru so . A m bos s o m os c élu la s : tú d e u n ó rg an o y y o d e o tr o. A m bos d eb em os tr ab aja r p or e l c o n ju n to , p ara h ace r d e é l u n c o n ju n to m ejo r. A m bo s d eb em os ll e n ar n uestr as fu ncio n es y c u m plir c o n la m is ió n q ue n o s e stá d es ti nad a, y d e la m ejo r m an era p osib le ." A l ll e g ar a q u í, A ris tó tele s s e le va n tó y a cerc án do se a A donis , l e c o lo có tr es d ed o s d e s u m an o d ere c h a e n u n a d e la s v érte bra s d el jo ven , d ic ie n do: —Ya te d ije q u e s ó lo te ngo ti em po p ara e n señ arte la p rá cti ca . A ho ra p ré sta me tu p en sam ie n to , v am os ju n to s a tu C en tr o D iv in o y c o nte mpla c o nm ig o l a Ve rd ad . A do nis o bed ecía . Si ntió u n a p ro fu nda la n guid ez y lu eg o s in p erd er e l c o nocim ie n to , s e c re y ó s er u n p unto lu m in oso d el q ue i r r a d ia b an m il e s y m ile s d e m il lo n es d e r a yo s, y q ue c ad a r a yo e ra la v id a d e u n s er, d e u n á to mo, d e u n á n gel y q ue to dos tr ab aja n y vib ra n co n un a arm onía pro dig io sa. Vi o (p erm íta sen os u sar e sta e xp re sió n), q u e é l e ra to do, q ue la U nid ad d e to do s lo s s e re s e ra e n é l. Vi o q ue u n as c élu la s d es tr uía n a la s o tr as, q ue u n os h o m bre s d es tr uía n a o tr os h om bre s ; p ero e sa d estr ucció n e ra u n a o bra q ue te ndía a m an te ner y c o nstr uir e n v ez d e d estr uir .. . Vi o ta mbié n q ue e s ta l e y e s u niv ers al, y c o m pre n dió q ue e n d ond e n o h ay lu ch a n o h ay v id a, q ue e n d ond e n o h ay v id a n o h ay c o ncie n cia y q ue e n d ond e n o h ay c o ncie n cia , n o h ay e vo lu ció n.
Página 105
En tonces co m pre n dió q u e el ser ev o lu cio nad o, q u e el v erd ad ero Sa nto a u nqu e n o s e m ezc le e n lu ch as p olí ti cas , s o cia le s o r e lig io sas, e s e l c en tr o d e to das e ll a s. Vi o, s in tió y c o m pro b ó m uch as c o sas q u e n un ca s e h ab ía im ag in ad o q ue e sta ría n e n é l. A ris tó tele s d esp ués d e d eja rle li b re , v o lv ió a s u p uesto . Y c o n tinu ó: —" Has v is to , h ij o m ío , lo q ue o tr os n o p ued en v er. Pe ro l le g ará e l d ía e n q u e to dos lo v erá n . ¡D eb es s er la L ey d esd e h oy m is m o! ¡D eb es v iv ir la , p ero n o d ic ta rla ! " N oso tr os n o p odre m os m ejo ra r a la h u m an id ad d ic ta ndo l e y es, p ero s í v iv ié n d ola s e n n uestr as p en sa m ie n to s. ¿ N o e s a caso e l a cto u n r e fl ejo d el p en sam ie n to q u e e stá tr as é l? ¿ N o s ería ir c o n tr a la le y e l o bli g ar a tu c élu la c ere b ra l a d ese m peñ ar e l p ap el d esti nad o a la re n al? ¿ N o s ería u n a h ecato mbe e l o bli g ar a u n la d ró n q u e n o r o be, s i la le y le p riv a d e lo s m ed io s n ec esario s p ara la s a ti sfa cció n d e s u s n eces id ad es? ¿ A ca so la c árc el p ued e e vita r e l q ue u n h om bre s e a m alo ? " D ic ta r u na le y, s in c u m plir la , e s c o m o o rd en ar a u n le ó n h am brie n to q u e n o d evo re a l c arn ero ... En señ a a l h om bre a s er b uen o c o n tu p en sa m ie n to y c o n tu c o n ducta , y la s le yes d e n ad a s erv ir á n e n to nces . " T odo s s o m os e sla b ones e n la c a d en a. B uscar e n to do la U nid ad , e s lle g ar a la Vi da, e s l le g ar a la s u pre m a Ve rd ad . " Es ta n o ch e p u ed es r e p eti r e l e x p erim en to a n te s d e d o rm ir , y m añ an a e s ta rá s b ie n e m pap ad o d e e s ta s n uevas e n señ an za s... Me dita e n to do lo q ue te h e d ic h o y m añ an a te nd rá s o tr a l e c ció n." A do nis p erm an ecía c alla d o y m ed ita bun do a n te a q uel s a b io p odero so . N o p u do c o m pre n der a l p rin cip io , e l fe nóm en o d esarro ll a d o e n é l, p ero lu eg o s in tió q ue e so e ra a lg o n atu ra l e n é l, c o m o s i s e a co rd ara d e a lg o s u ced id o e n ti em pos r e m oto s. C ap ítu lo X PR IMER A L EC CIO N D E SA BID UR IA A l d ía s ig uie n te , a la m is m a h o ra y e n la m is m a h ab ita ció n, s e h alla b an s e n ta do s A ris tó tele s y A donis . EL p rim ero p re g un tó a s u d is c íp ulo : —¿ Qué ta l r e su ltó tu e xp erim en to a n och e? C on m ovid o, A don is r e sp ond ió :
Página 106
—Se ño r, n o te ngo p ala b ra s p ara ag ra d ecero s, n i p ara e xp re sa r lo q u e s u ced e e n m í. —Ya lo h as e xp re s ad o m uy b ie n , h ij o m ío . El id io m a d e lo s h om bre s e s in cap az d e m ate ria liza r u n s e n ti m ie n to . T en lo p or s eg uro ... El s en ti r in te rn o e s e l id io m a d e l o s d io ses. " A nte s d e c o m en za r tu In ic ia ció n In te rn a, d eb o a c la ra rte u n h ec h o im porta nte : n ad a e n la v id a e s c as u al. T ú h as v en id o a m i, p orq ue y o te e s p era b a. D em os u na o je a d a a l p asad o i n m ed ia to d e tu v id a a ctu al. En tonce s v ere m os la le y d e c o n se cu en cia . D es p u és d e la in ic ia ció n in te rn a h as d e v er e l p as ad o m ed ia to ". " N o e s c asu alid ad e l h ab er n ac id o d e tu s p ad re s a ctu ale s: tu m ere cim ie n to te c o nd ujo a u n p ad re fa náti co e n m ate ria d e e stu dio s y te le g ó u na p arte d e s u s v ib ra c io nes, m ie n tr as q u e tu b ond ad osa m ad re te d io p or h ere n cia s u d ulzu ra y s u b ond ad . Pe ro h ijo m ío , ta m bié n e l s ab er u nid o a la b on dad e n gen d ra s u fr im ie n to e n e l m un do a ctu al. Si n e m barg o , a n ad ie d eb es c u lp ar p orq ue tú h as e s co g id o e ste c a m in o y n ad ie te o b lig ó a to marlo y s eg uir lo . " A cu érd ate q u e fu is te in co m pre n did o p o r tu s c o m pañ ero s, p or tu s m aestr os y h asta p or tu s m is m os p arie n te s; p ero e s te s u fr im ie n to ti en e s u o bje to . Po rq ue c u an d o e l h om bre s u fr e b usca u n r e m ed io p ara s u s u fr im ie n to . T ú e stá s d esti nad o e n la v id a a b u sc ar a li v io p ara e l d olo r, p orq ue h as s e n ti do e l m is m o d olo r y s e g uir á s s in tién dolo . " H asta a h ora n o m e h as r e co no cid o y s ig u es p re g untá nd ote ¿ dón de m e h as v is to , n o e s a s í? ... Pu es m e h as v is to d es d e tu n iñ ez e n s u eñ os. R ecu erd a a q uella o casió n e n q ue te d ije : 'Es to e s m uy n atu ra l. '" A do nis , c o m o q u ie n d esp ie rta d e s u s u eñ o r e co rd ó to do. Y e l Ma estr o, tr as d e u n a p au sa c o n tinu ó: —A ho ra q u e ya lo re c u erd as p ued es co m pre n d er p o r c o m para ció n, q u e a s í c o m o e n e s ta v id a p od em os o lv id ar y o lv id am os m uch as c o sas, ta m bié n p od em os o lv id ar n uestr as p as ad as v id as y n ec esita mos d e u n m ed io p ara r e c o rd arla s... Yo te h aré re co rd ar d esp ués. Po r a h ora d eb o c o n tinu ar c o n m i e xp li c ac ió n. " D eb es c o nven certe d e q ue n ad a e s c as u al. Pu ed es e n tr ar a u na b ib lio te ca q ue c o nti en e m il e s d e v o lú m en es, p ero n o le erá s s in o e l lib ro q ue m ere ce s le er. D e la m is m a m an era , e s tá s v iv ie n do e n tr e m il lo n es d e s ere s q u e fo rm an la h um an id ad , p ero s ó lo lle g an a ti a q u ello s c o n q uie n es h as te nid o u na r e la ció n : c o n tu s p ad re s , h ijo s, a m an te s, a m ig os; e s p o sa... T o dos e stá n s u je to s a e sta le y." C alló n uevam en te A ris tó tele s. A do nis p en sab a e n Ev a, p ero n o s e a tr evió a p re g un ta r n ad a. El s ab io c o nti nuó , c o m o s i le ye ra e n e l p en sa m ie n to d e s u d is cíp ulo :
Página 107
—¿ Tu a m or? ... T ie n e d os o bje to s: s u fr ir y o bra r. El s u fr ir p orq ue tu s u eñ o n o s e r e ali za rá , y e l d ía e n q u e lle g ues a p erd er e so s p ap ele s q ue g uard as e n tu b ols illo , te nlo p or p erd id o. Pe ro n o. N ad a s e p ie rd e e n e l C osm os. A l c o n tr ario , p or e s te a m or q ue o cu pa tu c o ra zó n tú te a b rir á s c am in o h acia e l a rte y e l s ab er. T u a m or a ctu al p ara u n a s o la p ers o na, g erm in ará c o m o la s em illa d el tr ig o y d ará tr ein ta , s e te nta y c ie n p ara lo s h om bre s p riv a d o s d e a m or... Ya v eo d es d e a h ora q ue tú e stá s llo ra n d o, h ijo m ío , p ero tu s lá g rim as c aerá n c o m o e l ro cío p ara la s m arc h ita s fl ore s y la s an gre q ue m an a d e tu c o ra zó n s erá p ara l a v id a d e lo s d em ás. Po r e l m om en to , e l g olp e e s fu erte y d uro p ara tu s en sib il id ad , p ero e l fu eg o d el d olo r a cris o la tu m eta l i n fe rio r tr an sm utá ndolo e n o ro p uro . " A pre n der a s u fr ir e s a p re n der a tr iu n fa r. T u v id a e s u n a c ad en a d e s u fr im ie n to s y d e tr iu nfo s. L a s em illa q u e n o r o m pe s u v e sti d ura c o n e l d o lo r n o e s d ig na d e p erc ib ir e l b eso d el s o l. " L a n ece sid ad d el d in ero o b lig a a l h o m bre a o bra r y e n la o bra c u m ple s u d eb er. C oda v ez q ue te ngas n ec esid ad d e d in ero , p ie n sa q ue o tr os te n ecesita n. Po rq u e ra ra v ez e l h om bre a c au d ala d o c u m ple c o n s u d eb er. " C ad a v e z, q ue q uie ra s p re g u nta r: ¿ Y q ué p ro vec h o h e d e o bte ner y o ? d ir íg ete a tí m is m o e sta o tr a p re g un ta : ¿ Q ué s ería d e m i c u erp o s i u n a s o la c élu la d eja ra d e fu ncio n ar? ... En tonce s c o m pre n derá s tu m is ió n e n la ti erra . " Po r o tr a p arte , ¿ qu é te p id e e l s o l p or la lu z, e l c alo r y la v id a q ue te d a? ¿ Q ue te p id e e n re c o m pen sa d e to do lo q ue o btien es, la ti erra ? ¿ Q ué te p id e e l m an za no p o r s u s fr uto s? ¿ Q ué la v ac a p o r s u le c h e? ¿ O la g allin a p or s u s h uevo s? .. . Pu es te a s eg uro q ue a v ece s la g alli n a ti en e m ás m érito s q u e m uch o s h om bre s. " H ay o tr o p unto m ás im porta nte a ú n q ue d eb es c o m pre n der. N in gun a re lig ió n e s m ejo r q ue o tr a, p orq u e to das ti en en e l m is m o e sp ír itu . T ra ta r d e a d quir ir p ro sélito s p ara u na r e lig ió n, e s c o m o tr ata r d e o b lig ar a l e stó mag o q ue p ie n se c o m o la c ab eza . N o to do c ris ti an o q ue le y ó e l Ev an geli o h a ll e g ad o a c o m pre n der e l e s p ír itu d e la re lig ió n c ris ti an a. N i to do d ru so q ue c o no ce e l c ate cis m o, h a lle g ad o a l e sp ír itu d e la r e lig ió n d ru sa .. . " A qu í ti en es n uestr o c ate cis m o d ru so —d ij o e n tr eg án dole u n m an uscrito . Y pro sig uió : —L ee rá s d ete nid am en te la s e s tu pid ec es e scrita s e n é l, p ero e sta s e s tu pid eces e xp lic ad as a la lu z d el e sp ír itu d e la r e lig ió n, te c o nfu ndir á n a l fi n al ¿ el m an uscrito s o bre s i s o n b ud is ta s, m ah om eta nas, c ris ti an as o ju día s. Po r a h ora e s s u ficie n te .. . A ho ra , a e stu dia r."
Página 108
C ap ítu lo XI EL C ATEC ISMO D E LA R EL IG IO N D RU SA L a p rim era p arte d el C ódig o d e la re lig ió n d ru sa a rra n có a lg unas c arc aja d as a A do nis , p ues e sta ba e sc rita e n fo rm a d e p re g u nta s y re s p u esta s "e s tú pid as", co m o la s ca li fi có A ris tó tele s. El e sp acio d e e sta o bra n o p erm ite tr ad ucir la s to talm en te , y s ó lo c ita re m os a lg un as: P. —¿ Eres d ru so ? R .—Sí p o r la g ra cia d e D io s. P. —¿ Quié n e s D io s? R .—Es e l H akem B ia m rill a h . P. —¿ Cóm o p ued es p ro b ar q ue e re s d ru so ? R .—H acie n do e l b ie n y e vita nd o e l m al. Se s u ced en lu eg o v a ria s p re g unta s s o bre e l H ake m : c u án do n ac ió , c ó m o d ecla ró s u d iv in id ad , c u án d o d es ap are c ió y c ó m o y c u án d o v o lv erá a c asti gar a to do e l m undo , m ie n tr as q u e lo s b uen os d ru so s s erá n r e yes d e lo s d em ás. P. —¿ Por q ué o cu lta mos n uestr a p ro pia r e li g ió n a l o s d em ás? R .—Po rq ue e s n eces ario e n gañ ar a to do e l m undo y p o r e so n os a p oyam os s o bre l a fa ls a r e li g ió n d e Ma hom a. P. —¿ Y q ué d ic e s s o bre la g lo ria s u ste nta da p or lo s c ris ti an os y l o s m ah om eta nos q u e d ic e n p oseer la v erd ad era r e lig ió n ? R .—B asta q ue H am sa lo n ie g ue p ara q ue s ea fa ls a , y h ay q u e c u id ars e d e d ud ar d e la s p ala b ra s d e H am sa , y d eb em os a le ja r d e n oso tr os to do lo q u e d ic en lo s c ris ti an os, m ah om eta no s y j u dío s. P. —¿ Y c ó m o s a b em os la a u te nticid ad d e la s p ala b ra s d e H am sa? R .—Po r lo q ue d ijo d e s í m is m o e n la e p ís to la d e la p re ven ció n : " Yo s o y la m ás h erm osa d e la s c ria tu ra s d e D io s, y o c o nozc o a D io s; y o s o y s u lib ro y s u le y ; y o r e su cito y s o p lo e n to dos lo s p ech o s: y o a n ulo la s le ye s; y o s o y fu eg o q u e b rilla e n to do s lo s c o ra zo nes ." P. —¿ Cuál e s l a r e li g ió n d e lo s u nita rio s? R .—N eg ar y r e c h aza r to do l o q ue c re en lo s d em ás. P. —¿ Y s i a lg ún e xtr añ o q u ie re p ra c ti car n u es tr a re lig ió n, te nd rá s alv ació n ? R .—N o. N o ti en e s alv a ció n p orq ue s e c err ó la p u erta , y a q u ello s q ue q ued aro n fu era n o p odrá n e n tr ar y a y c u an do m uera n v o lv e rá n a s u p ro pia r e li g ió n.
Página 109
P. —¿ Cuán do fu ero n c re ad as la s a lm as? R .—D esp ués d el e n gen d ra m ie n to d e la r a zó n q u e e s H am sa , d e cu yo b rillo n acie ro n la s alm as q ue n o au m en ta n n i d is m in uyen ja m ás. P. —¿ Es p erm iti do in ic ia r a la s m uje re s? R .—Sí , p orq ue e ll a s a c u d ie ro n a l ll a m ad o d e El H ak em B ia m rilla h , c o m o e s tá e scrito e n l a e p ís to la d e l a s m uje re s. P. —¿ Qué d ic es d e la s g en te s q ue p re te nd en a d ora r a l D io s c re a d or d el c ie lo y d e la ti erra ? R .—A un que lo d ig an n o d eb es c re erlo , p o rq ue la a d ora c ió n s in c o nocim ie n to n o s ir v e. Si e llo s d ic e n q ue a d ora n a D io s y n o s ab en q ue D io s e s H akem , la a d o ra ció n n o e s a u té ntica. P. —¿ Quié n es so n lo s il u m in ad o s q ue h an d efi nid o la s ab id uría d e N ues tr o Se ñor, q ue e s la b as e d e n uestr a r e li g ió n? R .—So n tr es: H am sa, Is m ael y B ah a—Ed in . P. —¿ En c u án ta s p arte s s e d iv id e l a c ie n cia ? R .—En c in co p arte s, q ue s e s u bd iv id en e n o tr as m uch as : d o s d e e lla s tr ata n d e la s re lig io n es, o tr as d os re ú n en to das la s c ie n cia s n atu ra le s , p ero la q uin ta q u e e s in d iv is ib le y q u e e s la m ayo r, tr ata d e la s ab id uría d e N uestr o Se ño r H am sa, q ue e s n uestr a r e lig ió n . P. —¿ Com o p od em os c o n ocer a u n h erm an o q ue d ic e s er u n o d e n oso tr os? R .—D esp ués d e la c o n ve rs ac ió n y e l s alu do le p re g un ta mos: " ¿ H ay e n v u es tr o p aís la b ra d ore s q u e c u lti van e l m ir o bala n o ?" Si r e sp on de: " Sí , lo s ie m bra n e n lo s c o ra zo nes d e lo s fi ele s", le p re g u nta mos s o b re lo s ilu m in ad os lim ita do re s, y s i r e sp on de, e s u n h erm an o. Si n o, u n e x tr añ o. P. —¿ Quié n es s o n lo s i lu m in ad os l im ita dore s? R .—So n le s cin co h ijo s o em an acio nes d e El H ake m B ia m rilla h : 1 ° H am sa, 2 ° Is m ael, 3 ° Ma hom a e l v erb o, 4 ° B ah a Ed in y 5 ° A bu El ja ir . P. —¿ Y lo s d ru so s p ro fa no s ti en en a lg un a s alv ació n o r a n g o a n te El H ake m ? R .—N o. El lo s s erá n c o m o lo s d em ás s i n o lle g an a s er m aes tr os. P. —¿ Cuál e s e l c e n tr o d el c o m pás ? R .—Es H am sa B en A lí . P. —¿ Qué e s e l s en dero r e cto ? R .—Es H am sa, c a u sa d e la s c au sa s. P. —¿ Qué e s p rin cip io y q ué e s fi n (e tern id ad )?
Página 110
R .—El p rin cip io e s H am sa y e l fi n e s s u h erm an o Is m ael (e tern id ad ). P. —¿ Cuále s s o n lo s h om bre s d e la p re d ic ac ió n? R .—So n l o s tr es v o to s: Ju an , Ma rc o s y Ma teo. P. —¿ Cuán to ti em po d uró l a p re d ic ació n ? R .—Ve in tiún a ñ os: ca d a u no s ie te a ñ os. P. —¿ Cóm o p re d ic a b an ? R .—Ev an geliza ban a l m undo e n se ñ an do la e te rn id ad d el v erd ad ero C ris to . P. —¿ Cuán ta s s o n la s le tr as d e la l e a lta d? R .—So n 1 64 q u e c o m ponen a lo s p ro fe tas. P. —¿ Cuán ta s s o n la s le tr as d e la m en tira ? R .—So n 2 6, q ue d es ig nan a lo s fa ls o s p ro fe tas c o m o Ma ho m a, A lí y o tr os. P. —¿ Cuále s s o n lo s tr es s ello s lim ita do re s q u e n o s e a b re n d es d e la e te rn id ad s in o a H am sa? R .—So n e l p od er, la v o lu nta d y la p ala b ra . En ti em po d el C ris to s o n J u an , Ma rc o s y Ma teo... So n ta mbié n A lm ekd ad , Sa — n ún ib en Ya ch a y Ya re d e l In ad i.. , Y e n ti em po d e H am sa s o n : I s m ael, Ma hom a la p ala b ra y B ah a Ed in . P. —¿ Qué s ig nifi ca q u e N uestr o Se ñor m on ta ba e l b urro s in m on tu ra ? R .—Si gnifi ca la d ero g ac ió n d e la le y e xte rn a o e xo té ric a d e l o s p ro fe tas. P. —¿ Por q ué N uestr o Se ñor v estí a d e la n a n eg ra , y q ué s ig nifi ca ? R .—N o s ig nifi ca tr is te za , s in o la i g uald ad e n tr e lo s fi ele s. P. —¿ Quié n c o n str uyó la p ir á m id e d el h olo cau sto ? R .—Es N uestr o Se ño r e l H ak em B ia m rill a h q uie n la c o n str uyó s eg ún s u s a b id uría . P. —¿ Qué s a b id u ría h ay e n e ll a ? R .—L a p ro m esa y e l p un to d e p ere g rin ació n h as ta la s e g und a v en id a. P. —¿ Qué n os d ejó n uestr o Se ñor a n te s d e ir s e? R .—Es crib ió u n te xto y lo c o lg ó e n la p uerta d e la m ezq uita , l la m án d ole " e l a rc h iv o c o lg ad o". P. —¿ Cóm o d ecim os q ue Ma hom a e s e l H ijo d e N uestr o Se ño r?
Página 111
R .—N o lo d ecim os d e Ma ho m a, e l h ijo d e A bd ull a h , q u e e s i le g íti m o, s in o d e Ma ho m a e l h ijo d el H akem q ue e s e l v erd ad ero . P. —¿ Qué s ig nifi can l a s h ad as, lo s á n gele s y l o s d em onio s? R .—So n e sp ír itu s d e lo s q u e u no s h an a c u d id o a la lla m ad a d el H ak em , y o tr os n o. P. —¿ Cuáis s s o n lo s c ic lo s? R .—So n la s le ye s d e lo s p rim ero s p ro fe tas c o m o A dán , N oé, A bra h am , Mo is és , Je sú s, Ma hom a y Sa hid , y to dos so n r e en carn acio n es d e A dán , q ue fu e a le ja d o d el p ara ís o o d e lo s u nita rio s. P. —¿ Quié n fu e Ib lís ? R .—I blí s o d em on ia , e ra u n m al s ir v ie n te d e N ues tr o Se ñor, p ero , c u an d o d es o b ed eció a H am sa, D io s le m ald ijo y le e xp u ls ó d e la U nid ad . P. —¿ Cuále s s o n lo s a rc án gele s q u e s o sti en en e l tr ono d e D io s? R .—So n la s c in co lib erta do re s: H am sa , Is ra fi l, Is m ael, Mi ta T oun y B ab a Ed in . P. —¿ Qué d ic es d el Ev an gelio C ris ti an o? R .—El v erd ad ero Ev an g elio e s la p ala b ra d e C ris to , q ue e s H am sa, y n o d el p se u do C ris to q ue n ac ió d e Ma ría y J o sé . Y s ig uen v aria s o tr as p re g unta s s o b re J esú s. P. —¿ Quié n r e su citó d e la tu mba y e n tr ó e n d on de e sta ban l o s d is cíp ulo s, p or l a s p uerta s c err a d as? R .—Es e l v erd ad ero C ris to , H am sa, e l Se rv id o r d e N uestr o Se ño r y s u á n g el. P. —¿ Quié n es p re d ic aro n e l Ev an gelio ? R .—Ma teo. Ma rc o s, L ucas y J u an . P. —¿ Y por q u é n o c re yero n e n e l Ev an gelio ? R .—Ya d ijo e l C orá n : "C on oció a a lg u nos y a p artó a o tr os." H asta e ste lu gar d e s u le ctu ra . A do nis e n co ntr ó c ie rto s s ig nos s o bre la s p re g u nta s y r e s p u esta s, q u e le n o tificab an c o n e sta s p ala b ra s: "Pr ohib id a l a d iv u lg ació n ". El s eg u ndo c ap ítu lo d el C ódig o r e lig io so d ru so , c o ntien e e l j u ra m en to d e lo s u n ita rio s q u e e s v e rd ad era m en te tr em en d o y a b arc a v a ria s p ág in as. El te rc er c ap ítu lo e n cie rra la e p ís to la a lo s n eó fi to s y s u s o bli g acio nes p ara o b te ner la in ic ia ció n , y te rm in a e n m uch as p re g u nta s y r e s p u esta s.
Página 112
T odo lo q u e s e p ued e d ecir d e e ste c a p ítu lo , q u e e s e l ti em po d el pro bacio n is ta , es qu e es m uy rig uro so . ¡C uán ta s p riv a cio nes, c u án to s ig ilo y c u án to s u fr im ie n to ! El c u arto c ap ítu lo e n cie rr a la e n señ an za d e la v id a d el i n ic ia d o d esp u és d e la In ic ia ció n, e n la e str ic te z d e s u c o ndu cta , d el p en sam ie n to y d e l a p ala b ra . C ap ítu lo XI I R EVEL ACIO N A la m is m a h ora d el d ía s ig uie n te , A ris tó tele s p re g u ntó a A do nis : —¿ Qué te p are ció e l c ó d ig o d e l o s u n ita rio s? —Se ño r, s i m e p erm ití s h ab la r c o n fr an q ueza , o s d ir é q u e n o e stá m al. —¿ Cóm o? —p re g u ntó e l s ab io , c la van do la m ir a d a e n s u i n te rlo cu to r. —Vo s m is m o m e h ab éis e n señ ad o a b u sc ar e l e sp ír itu e n c ad a re lig ió n y e s lo q u e h e h ech o ... A l p rin cip io m e re í b as ta nte , p ero d esp u és c o m pre n d í m uch as c o sas. " El esp ír itu d e la re li g ió n d ru sa está in te ncio n alm en te te rg iv ers a d o y m e re fi ero s o bre to do a lo s s ie te a rtí cu lo s v erd ad ero s d el C ód ig o , q ue e stá n e n la ú lti m a p ág in as y s o n e sto s: Y ab rie n do e l m an uscrito A do nis c o ntin uó: —A qu í d ic e: Pr im ero : U nid ad d e D io s, p ero aq uí h an te rg iv ers a d o y a lte ra d o e l o rd en s u cesiv o ... El s eg und o a rtí cu lo d ic e: Ex cele n cia e s en cia l d e la v erd ad , y a l fr en te d ic e: Ve ra c id ad e n la s p ala b ra s: Pe ro e s líc ito m en tir a lo s h o m bre s d e la s d em ás r e li g io nes re sp ecto a la v erd ad era re lig ió n... El te rc e ro d ic e : T o le ra n cia . L ib erta d d e e xp oner lib re m en te la s o pin io n es re lig io sas y a n aliza rla s c o n a rre g lo a la ra zó n. Mi en tr as q ue u n p oco m ás a b ajo d ic e: R ep ud ia r to das la s r e lig io n es e x tr añ as. " El c u arto re fi ere : R esp eto a to do s lo s h om bre s s eg ún s u c ará cte r y s u c o n ducta . Y lu eg o c o n tinú a: A parta rs e d el c o ra zó n d e lo s in fiele s d e to do lin aje ... El q uin to , e l s exto y e l s ép tim o c ap ítu lo ta mbié n e stá n a lte ra d os p ero n o e s ta n m ala la a lte ra ció n. D e m an era q u e e s ta te rg iv ers a ció n e s in te ncio nal y l a c o m unid ad o r e lig ió n d ru sa d eb e v o lv e r a s u p rim iti vo b rill o y v alo r" .
Página 113
A ris tó tele s s e le van tó c o n q u ie tu d y c o lo ca n do s u s m an o s e n l a c ab eza d e A do nis , a l ti em po q ue le va n ta ba a l c ie lo s u s o jo s, e xcla m ó: —Yo o s b en dig o A m or U niv ers a l, y a l m is m o ti em po, v o lu nta ria m en te , m e c o nsti tu yo e n u n c an al v u estr o p ara q ue p odáis d err a m ar v u estr os d on es s o bre e s te h erm an o. A l p rin cip io , e l d is c íp ulo n o p u do a rti cu la r u na p ala b ra : s e n tía q ue s u s an g re h erv ía d en tr o d e s u s v en as, c o m o s i e n s u c o ra zó n s e h ub ie ra e n cen did o u n a h ogu era c u ya s lla m as q uem ab an s u s an gre y s u c ab eza . Pe ro re em pla za ndo a s u i n vo lu nta rio m utism o, a b ra zó c o n a m or fi lia l a l h om bre q u e te nía d ela n te ... Y a m bos q u ed aro n a b ra za dos d u ra n te a lg u nos s eg un dos. D esp ués d e u n m om en to , e l h ie ro fa nte d ru so to mó a s ie n to fr en te a A do nis , y le d ijo : —H erm an o m ío : y a h e im pen etr ad o e l fl ujo d el C osm os s o bre ti . A sí c o m o m e in ic ia ro n y y o te in ic ié , p ero n o v a yas a c re er q ue a q uí te rm in a n uestr o te mib le y a rd uo tr ab ajo . Yo s o y e l s o l q ue m uere y tú e re s e l s o l q ue n ace . A nte tí e stá e l m un do c o n to dos s u s h ala g os y d en tr o d e tí e stá tu d em onio c o n to das s u s te nta cio nes y e n gañ o s... D e a n te m an o v eo q u e v as a s u cu m bir , p ero v eo ta mbié n q u e e n la m ita d d e tu v id a v as a le va n ta rte . T us c a íd as s o n n ec esaria s to davía , p ara q ue p ued as s ab ore a r e l d olo r d el e rro r y la d ulzu ra d el tr iu n fo . El m un do e stá a n te tí y e l d em on io e s tá d en tr o d e tí . D eb es d erro car a a m bos... Sé fu erte h erm an o m ío . " Ya h as c o m pre n d id o in tu iti va m en te q u e to das la s r e lig io n es ti en en u n s o lo e sp ír itu , p ero d eb es o b ra r d e a c u erd o c o n e l e sp ír itu d e to das la s re lig io n es .. . Pr onto s e efe ctu ará tu v erd ad era In ic ia ció n, p ero a n te s d eb es p as ar p or e l p erío d o d e l a p ro bació n q ue s erá m uy d olo ro so ; m ie n tr as m ás lo s o p orte s, m en or s erá s u d ura ció n... Po r lo p ro nto , n o p ued o d ecir te m ás. Só lo te a d vie rto q u e la lu ch a s erá tr em en d a... Sé fu erte , h erm an o. Sé fu erte . " D esd e h oy ti en es q ue a le ja rte d e m í, y h as d e p asar tu v id a l e y en d o, e n c as a d e J a d alla h . A ll í ti en es q ue d ed ic arte a l e stu dio y a l s u fr im ie n to ; d eb es s o porta r c o n v alo r y e n s ile n cio to do lo q ue te s u ce d a. D eb es le e r lo m ás im porta nte d e e s ta b ib lio te ca. T od as la s o bra s s o n m an u sc rita s. Sé q ue ti en es u na m em oria p ro dig io sa y p od rá s p or ta nto , r e te ner fá cilm en te lo q ue le es. A sí tu d esp erta r s erá r á p id o y s e a c o rta rá e l ti em po d e l a p ru eb a". Y pasad o u n r a to , lla m an do a l s ir v ie n te , d ij o : —T ra sla d a e sta s ec ció n a l c u arto d e tu s eñ or A don is , e n la c asa d el B ey. El s ir v ie n te s e in clin ó s ile n cio so y c o m en zó s u ta re a . C uan d o h ubo s alid o , A ris tó tele s c o n tinu ó:
Página 114
—L os d ru so s, h erm an o , n o fo rm an u na s ecta n i ti en en u na r e lig ió n e sp ecia l. Se gún h as c o m pre n did o, tr ata n d e p oseer lo m ás e le va d o d e c a d a r e li g ió n. Su s h ie ro fa nte s s o n e stu dia n te s a rd oro so s q ue r a ra v ez s ale n d e s u m uti sm o p ara h ab la r c o n u n p ro fa no, y e n tr e n o so tr os lo s h ay d e to das la s n acio n alid ad es . N uestr os h ie ro fa nte s p erte necen a l v erd ad ero C ole g io d e lo s Ma go s, cu yo sig il o estu vo ata cad o sie m pre por la s p ers ecu cio nes re lig io sas, h as ta el p un to d e q ue, en la a ctu ali d ad , e s ta mos o b lig ad os a d ar a la h um an id ad c ie rta s fr ase s d e re li g ió n a b su rd a, p ara a g ra d ar a l m ate ria lis m o q ue r e in a e n e l m un do. " El C ole g io d e lo s Sa nto s Ma gos ti en e s u s r a íc es e n to das p arte s d el m undo : e n Eg ip to , e n la In d ia , e n A m éric a, e tc ., y e n c ad a lu g ar tien e un nom bre pro pio co m o N aza re n o s, R osacru ce s, Yo gas , Su fíes, Ma rti n is ta s, e tc . Mu ch os q uis ie ro n l e v an ta r e l v elo d e n uestr o C ole g io , y q uis ie ro n p en etr ar e l m is te rio e n e l m un do fí sic o , p ero fr aca saro n. L a c ie n cia d e la Ma gia n o s e la p u ed e p o se er c o n e l e stu dio s in p rá cti ca . " L a in ic ia c ió n e n n u es tr o C ole g io , n o s e la re aliza e n e l m un do fí sic o s in o e n e l e sp ir itu al, e n e l é xta sis . " D eb es c o nsid era r q ue e l C ole g io d e lo s Ma gos ti en e v a ria s r a m as, y c a d a u n a d e la s c u ale s u n n o m bre p ro pio . T odas e lla s s o n b u en as, c u an do e l o bje to d e la s m is m as e s c o ndu cir a l d is cíp ulo a l m und o i n te rn o, a l s ile n cio y a l a o b ra s u b je ti va. " N oso tr os, lo s d ru so s, s o m os lo s c o n tinu ad ore s d e lo s n aza re n os. A dora m os a D io s, p ero n o e n u na fo rm a h u m an a... N ad ie s o sp ech a q ue la H erm an dad d e L uxo r, e n N orte am éric a, e s p u ra m en te d ru sa.. . N un ca b uscam os p ro sé lito s, e lu dim os la fa ma y m an te nem os tr ato c o n to das la s r e li g io nes, a u nqu e n o c re e m os e n n in gún d o gm a e xo té ric o . " L os m is io n ero s tr ata ro n e n v an o d e p en etr ar n uestr os m is te rio s, c o n d ád iv as y a m en aza s, p ero n in gun o d e lo s p ro fa nos h a v is lu m bra d o a lg o d e n u es tr a s ec ta , n i n ad ie h a p odid o v e r s iq uie ra n uestr os li b ro s s ag ra d os... Y to do lo q ue d ic en d e n oso tr os, lo s lib ro s y e n cic lo p ed ia s e s m en ti ra y fa ls ed ad . " T en em os n uestr a je ra rq uía s a cerd ota l y te nem os n uestr os s ig nos, y é sto s p ued en s er d iv u lg ad os c o m o s u ced ió c o n l o s d e l a m aso nería y o tr as e scu ela s. Pe ro e l Si gno d e lo s Si gno s y e l Mi ste rio d e lo s Mi ste rio s e stá n e n e l h o m bre , y n ad ie p ued e a lc an za rlo s sin o el verd ad ero Ma go. Po r eso no no s e q u iv o cam os a l e sco ger a n u es tr os d is cíp ulo s. " ¿ En q ué c o nsis te e ste s ig n o? Es o lo ti en es q ue v er tú m is m o, d es p u és . Po rq ue n i y o , n i n ad ie , p ued e d efi n ir c o n p ala b ra s h um an as lo q ue e s a b str ac to . N i e l m is m o Sa n J u an , e n s u r e ve la ció n, p ud o h ac erlo c o m pre n d er.
Página 115
" H am sa, p ara lo s e so té ric o s d ru so s, e s e l v erd ad ero Me sía s y l a p ers o nifi ca ció n d e la Sa bid uría U niv ers a l. C ie n to s es en ta y c u atr o d is cíp u lo s ti en e e l Me sía s y lo s d ru so s lo s ll a m an la s l e tr as d e l a le alta d. " L a d écim a m an ife sta ció n d el Me sía s e s lla m ad o H ak em B ia m rilla h , q u e c o m o c o m pre n des, s ig nifi ca: " e l q ue g o bie rn a p or o rd en d e D io s". ¿ N o e s a caso e l C ris to q u e g obie rn a h o y p or o rd en d e D io s? El n om bre d el K ali fa n o e s m ás q ue s ím bolo y te rg iv ers a ció n d e la v erd ad . " Pa ra lle g ar a Ma go , e l In ic ia d o d eb e s u fr ir c in co p ru eb as m uy d o lo ro sas q ue c o rr e sp ond en a lo s c in co g ra d os d e la i n ic ia ció n. L as tr es p rim era s s im boli za das p or lo s tr es p ie s d el c an dela b ro d el s a n tu ario in te rn o , q ue s o sti en e la lu z d e lo s c in co e le m en to s c o rre s p o ndie n te s a lo s c in co g ra d o s. L as d os ú lti m as s o n la s m ás te rro rífi cas , p or c o rr e sp ond er a l o rd en s u p erio r d e l a in ic ia c ió n. " El d ía q ue v en za s a tu r iv al, q ue e s tu c u erp o y e l c u al e s m in is tr o d el m al p ers o n ifi cad o, la s e scu ela s e so té ric as te i n ic ia n c o n a g ua, fu eg o , a ir e y ti err a , e le m en to s q ue s im boliza n l a n atu ra le za d el h om bre . L os m ag os le jo s d e a cu d ir a l s ím bo lo , v an d ir e cta men te a la r e alid ad . Po r e s o te d ig o q ue te e sp era n m uch o s s u fr im ie n to s... Pr on to s erá s p ro bad o p or la s an g re , p o r e l fu eg o d e la p asió n, p or tu a n im alid ad te rre str e y p o r tu a ir e m en ta l. " Pa ra lo s m ag o s, la r e en carn ació n e s la p ie d ra fu ndam en ta l d e to das la s c ie n cia s. T ú p ued es d udar, p ero a n te s d e q ue te c o n ve n za s p o r ti m is m o, c u an d o lle g ues a la c u arta y q uin ta fa se d e l a in ic ia ció n, y o te p re g unto a h ora : " ¿ Po r q u é n o h as a lc an za do a h uir c o n tu s c o m pañ ero s? " ¿ Po r q u é te h as m ezc la d o e n la p o líti ca d e tu p aís , s ie n do a sí q ue tú la o dia b as? " ¿ Po r q ué te e n am ora s te y p or q ué la s c ir c u n sta ncia s te o bli g aro n a a b an don ar tu a m or p ara s ie m pre ? A do nis n o p udo c o nte ners e y p re g un tó a n h ela n te : —Ma estr o ¿ có m o p ara s ie m pre ? ¿ A caso n o la v o lv e rá a e n co n tr ar? —Sí , h ij o m ío , h as d e e n co n tr arla , p ero e n b ra zo s d e o tr o h om bre ... T u a m or h acia e lla n o fu e s in o u n d esp erta r a l s en ti do d e la Vi da U niv ers al. N o e s m ás q ue tu p rim er d esp erta r h acia tu D io s. Es te a m or s erá la lla m a p erm an en te e n tu c o ra zó n y p orq ue a m as m uch o, m uch o te s e rá d ad o . L a le y h izo q u e fr aca se tu a m or p ara q ue la lla m a, e n v ez d e s e r d ir ig id a a u n s o lo s er, a b ra se a u n m und o e n te ro y a to do s lo s s e re s. L o q u e l la m an lo s m ah o m eta nos El K ad ar, y lo s c ris ti an os e l d esti no, n o e s s in o la le y d e c au sa y e fe cto d e la r e en carn ac ió n... Yo p ued o aseg ura rte q ue m uch as veces esta le y im pid e el m atr im onio d e lo s in ic ia d o s. El in ic ia d o d eb e tr ata r d e e le va r a
Página 116
s u n iv el a o tr o s er. El C ris to n o v in o p ara lo s s an os, s in o p ara l o s e n fe rm os q ue n ec esita n d e m éd ic o . " D eb es s ab er q ue tu o bra n o e stá e n e ste p aís , s in o e n o tr o. Y l a s fu erza s s u perio re s te e stá n p re p ara n do e l te rr e n o , p ara q u e e ch es tú la s s em il la s. " Yo te e xp lic o e sto p ara c o nven certe d e q ue la le y d e c a u sa y e fe cto la a rra s tr am os d e v id as a n ti guas.. . O ja lá q u e H am sa, (C ris to ) q ue e stá e n tí , te i lu m in e. " En lo s m an u sc rito s q ue v as a le er e n co ntr ará s m uch as c o sas n u ev as; p ero , s o bre to do, d eb es p ra cti ca r la s v ir tu des te olo gale s de lo s dru so s, que so n: carid ad , ju sti cia , m an sed um bre , m is eric o rd ia , ap arte de otr as que está n i n dic a d as p ara la in ic ia c ió n. " Sé c o m o la fl or q ue p erfu ma e l p ie d e q uie n la p is o te a, y a lg ún d ía s erá s e l c o m pañ ero d e lo s m ejo re s s en tido s, y s erá s e l d ig no c a n al d e l a D iv in id ad . " El p erío do d e tu p ru eb a e s la rg o y r ig uro so . Pe ro h aré p ara tí c ie rta e xc ep ció n, n o p or fa vo riti sm o s in o p or m ere cim ie n to s. " A nte s d e te rm in ar te d o y c u atr o c o nsejo s, g rá b alo s e n tu m en te , e n tu c o ra zó n y e n tu v id a m is m a: " 1 ° Es tudia y p ra cti ca. " 2 ° En c ad a m om en to c o n sid éra te q ue e re s J esú s e l C ris to e n a m or y m an sed um bre . " 3 ° En tu s p ru eb as, n o d eje s q ue la n atu ra le za p re vale zc a c o n tr a tu v o lu nta d. 4 ° N o a c u das c o n tu s q ueja s a n ad ie , s in o a tu c o ra zó n. " A ho ra , a d ió s, h ij o m ío ... T en c u id ad o q ue m uch os o jo s te a ti sb an . Y hasta v o lv ern o s a e n co ntr ar ... " C ap ítu lo XI II ¿ PR UEB AS? L a c a sa d e J ad all a h B ey El A tras h , e stá d e fi esta . Se p re p ara e l fe ste jo m ás s o le m ne. D ocen as y d o ce n as d e c arn ero s s e h an s a crifi cad o. C uare n ta m uje re s p re p ara n y e la b ora n e l p an . Se h a e xte nd id o u na in vita ció n g en era l a to dos lo s p arie n te s y a m ig o s, e sp arc id os e n la Mo nta ña d e l o s d ru so s. L os g uerre ro s s e r e u nie ro n d es d e m uy te m pra n o, a c ab allo y c o n su s m od ern o s rifl es au to máti co s, p ara acu d ir a la i n vita ció n .
Página 117
Y J a d alla h , c o m o r ic o y c o m o d ru so g en ero so , h a a b ie rto d e p ar e n p ar s u c asa, s u c aja d e c a u dale s y s u c o ra zó n p ara r e cib ir a s u s h uésp ed es. El o bje to d e a q u ella r e u n ió n n o e ra e l fe ste ja r u n m atr im onio n i c ele b ra r u n c u m ple añ os. Er a s im ple m en te e l ir a D arh a p ara e n co n tr ar a A sh ta ru th El A trash , h ija ú n ic a d e J ad all a h B ey , q ue r e g re s ab a de D am asc o , en don de pasó alg un os añ os, e stu dia n do e n u n c o le g io d e m on ja s. Er a la p rim era m uje r d ru sa q ue c ru zó p o r lo s m uro s d e u n c o le g io y q u e p o r lo ta nto s ab ía le er, e scrib ir y h asta c o no cía e l fr an cés. ¿ Po r q u é J a d alla h B ey a b an do nó to da tr ad ic ió n y p erm iti ó q ue s u h ija e s tu dia ra ? Er a p orq u e J ad alla h v iv ió a lg ún ti em po e n C onsta ntin opla , e n ti em po d e A bu l—A mid , lu eg o e n L íb an o , y a ll í v io q u e s u s c o rre lig io nario s, h o m bre s y m uje re s, c u lti van la s c ie n cia s. U n d ía c o n su ltó ta mbié n a A ris tó tele s s o b re e l p arti cu la r, y é ste le c o n te stó : "Es u n d eb er d e l o s p ad re s e d u ca r a lo s h ijo s." En tonces A sh ta ru th in gre s ó e n e l c o le g io , y ta mbié n lo s d ru so s c o m en za ro n a b uscar m ae str os lib an es es p ara s u s h ijo s e h ija s. A la s s ie te d e la m añ an a, d os m il ji n ete s e n vu elto s e n u n m an to d e p o lv o , e n tr e e l c an to g uerre ro y la s d eto nacio nes d e fu sile s y r e v ó lv ere s, s e e n cam in ab an a D arh a, q ue d is ta m ás o m en os v ein te k iló m etr os d el lu g ar. A la s d oce e sta ban y a d e v u elta . A la u na, lo s jin ete s a lm orza ban e n la v as ta p la zo le ta , fr en te a la c asa p rin cip al, y lo s c ab all o s c o m ía n ta mbié n e n la s á re as d e tr ig o. Er a u n d ía p le n o d e h um or y a le g ría . D os d ía s d esp ués, A sh ta ru th d ij o a s u p ad re : —Pa pá, ¿ m e d ijis te q ue ti en es u n " ja ti b ", u n m aes tr o, q ue m an eja tu s c u en ta n y q ue s e e n carg a d e la c o rre sp ond en cia ? —Sí , h iji ta . T e s alu dó e l d ía d e tu ll e g ad a. —N o lo r e cu erd o, p ero q uie ro c o n ocerlo . —A ho ra te l o m an d o. T ra s c in co m in u to s, A don is e sta ba e n p re s en cia d e la h ij a d el B ey. El la te nía u n a d eslu m bra n te b ell e za , y v es tí a a la m odern a. Su o rg u llo ra c ia l, e n v e z d e s er a m ord aza do p or la v id a d e c o le g io , a u m en tó d e u n a m an era re fi nad a. Su n oble za , s u r iq ueza y s u e d u ca ció n, h ic ie ro n, d e e lla u n a m uje r ti ra n a, a u n que s u c o ra zó n n o e ra m alo n i e sta ba p erv e rti d o. En s u c asa y e n e l c o le g io , h ab ía s id o m im ad a y te mid a h asta la d evo ció n , l o q ue e n gen dró e n e lla u n a n h elo d e p od erío y d e m an do . Er a c ap az d e p ed ir a s u in te rlo cu to r q u e le a lc an za ra la lu na, y d es g ra cia d o d e é l, s i n o s ati sfa cía s u s c ap ric h os.
Página 118
T en ía 1 7 a ñ os. Mo nta ba a c a b allo c o m o e l m ejo r jin ete . C la vab a to dos s u s d is p aro s e n e l b la n co d e s u v o lu n ta d, y c la vab a ta mbié n la m ir a d a en to dos lo s co ra zo nes p ara c o n quis ta rlo s y c o nverti rlo s e n s ú bdito s y v asa ll o s. Se c o m pla cía m orti fican do a to dos, p ara re ír s e d esp ués a c arc aja d as. Pe ro c u an do v eía te m bla r u na l á g rim a e n la s p u pil a s d e s u v íc ti m a, s e a rro dil la b a a s u la d o, ll o ra b a c o n e lla , li m pia b a s u lla n to y le g ra ti ficab a c o n g en ero sid ad . ¡C ap ric h os d e n atu ra le za fe men in a! D esd e q ue la c o noció . A don is s in tió a g ra d o y d esag ra d o, m ezc la d os e n s u p rim era im pre s ió n. C uan do la v eía c o m peti r a c ab all o c o n c u alq u ie r ji n ete g uerre ro , v eía e n e ll a a la m uje r q ue h a a lc an za do s u in dep en d en cia y li b erta d. Pe ro c u an do la o ía r e p re n der a s u s s ir v ie n te s c o n d ure za , le d olía m uch o e l tr ato d e q ue h acía u so la m uje r li b re y s e p re g u nta ba: " ¿ Es é sta la m uje r l ib re ? ¿ N o s ería u na m ald ic ió n p ara la h u m an id ad e l q u e la m uje r a lc an ce e ste e s ta do ?".. . Pe ro lu eg o s e c o ntr ad ec ía , d ic ié n do se a s í m is m o: " N o. U na v ez q ue s e la e d uqu e b ie n , y c u an d o e sté in sp ir a d a p or su co ra zó n, la m uje r s erá la b en dic ió n d e lo s h om bre s". C uan d o e l B ey le o rd en ó q ue c o m pare cie ra a n te s u h ija , s in tió A donis te mor y d is g u sto . Pe ro es ta ba o bli g ad o a o bed ecer: ell a e ra s u a m a. A nte A sh ta ru th , s alu dó c o n u na in cli n ació n d e c ab eza , d ic ie n do : —Se ño rita , v u estr o p ad re m e e n vió a v o s. —¿ Quié n e re s tú ? —p re g u ntó e lla c o n a lti vez. —So y v u estr o h um il d e s erv id or, A do nis , e l s ecre ta rio d e v u estr o p ad re . A sh ta ru th eje cu tó co n la b oca u na m ueca d e vis ib le d ec ep ció n. Mi en tr as ta nto . A don is o bserv a b a d ete nid am en te to dos s u s m ovim ie n to s. —¿ De d ónd e e re s? —D el L íb an o , s eñ o rita . —¿ Eres d ru so ? —N o, c ris ti an o. —¿ A q ué h as v e n id o a n uestr o p aís , " ja ti b "? —L a p ob re za , s e ñ o rita , o b lig a a l h om bre a h acer a ú n lo q u e n o d es ea. L a h ij a d el B ey, o rg ull o sa y a lti va, m ir ó u n m om en to a A do nis y l e d ij o : —¿ Por q u é n o tr ab aja s te p ara g an arte la v id a?
Página 119
A do nis c all ó . Pe ro s e n tí a la r e b elió n d e s u s an gre y e l g rito d e s u c o ra zó n q ue s e v o lc ab a. —¿ Por q u é n o c o nte sta s? —N o s é , s eñ orita , q ué e s lo q u e q ueré is s ig n ifi car c o n la p ala b ra tr ab ajo . C re o q u e e sto y tr ab aja n do. —¿ Tú, tr ab aja n do ? —e xcla m ó e lla r ié n d ose s arc ásti ca m en te — ¡J a, ja ! Es to s í q ue e stá g ra cio so .. . ¿ T ú lla m as tr ab aja r a l e scrib ir u na o d o s c arta s a la s em an a y a p un ta r u no s n úm ero s e n u n c u ad ern o, d ura n te u n c u arto d e h ora c ad a d ía ? N uevam en te g uard ó s ile n cio A donis . El ta mbié n s e c re ía u n p ará sito e n e sa c asa . Er a v erd ad c u an to e ll a le d ecía . Pe ro n unca h ab ía e sp era d o re c ib ir d e a lg uie n a q uella h erid a.. . Y s in tió q ue la s an g re d e a q uell a h erid a ib a a b ro ta r d e s u s o jo s, tr an sfo rm ad a e n la g rim as. —Q ué, v u elv e s a c alla r? —g ritó A sh ta ru th . —Si ... s eñ orita , p orq u e v e o q ue te néis r a zó n. —Pe ro e l q ue y o te nga r a zó n n o e s s u ficie n te . En e sta c asa n o q uere m os h olg aza nes. —¿ Podéis , señ orita , d es ig narm e a lg ún o tr o tr ab ajo ? — p re g u ntó le n ta m en te A donis , e s fo rzá nd ose p ara re te ner s u s l á g rim as. —¿ Por q u é n o? Pu ed es ir d esd e m añ an a a c o rta r c eb ad a c o n l o s tr ab aja d ore s. —L o p en saré , s eñ orita ... ¿ D eseá is a lg o m ás d e m í? Si n c o n te sta r a s u p re g unta , le d ijo : —¿ En q ué s ab es tr ab aja r? —En c asi n ad a, s eñ orita , p orq ue h e s alid o r e cie n te men te d e u n c o le g io . —¿ Un c o le g io ? ¿ Y c ó m o d ic e s q u e e re s p o bre ? ¿ O e s q u e h ay c o le g io s d e c arid ad e n L íb an o? —N o, s eñ orita . Pe ro a n te s s í te nía p ara p oder e stu dia r. —Si , s í —a firm ó e ll a —. El L íb an o ti en e u n a m an ía : e l la b ra d or v en de s u y u nta d e b u ey es p ara e d ucar a s u h ij o e n u n c o le g io . ¿ Y para q ué? ¡Pa ra h ac er d e é l u n h olg azá n! Es ta o tr a v erd ad fu e d ir ig id a d ir e cta m en te a l c o ra zó n d el j o ven . A sh ta ru th , vie n do la su m is ió n y el sile n cio del d es g ra cia d o, b u sc ab a o tr a a rm a p ara h erir le . —¿ Cóm o m e d ij is te q u e te lla m ab as? —A don is , p ara s erv ir o s. —¡A do nis ! ¡J a, ja , ja ! —y e sta lló e n u na ris a h is té ric a — A do nis e ra e l a m an te d e A sh ta ru th . ¡Q ué b arb arid ad !. .. O ye, d eb es cam bia rte de nom bre ah ora m is m o.. . —Y añ ad ió l a m en tá nd ose—. ¡Q ué d esg ra c ia ! Yo , A sh ta ru th . te ngo a m i la d o
Página 120
a A do nis . ¡Es to e s e l c o lm o! D eb es c am bia r d es d e a h ora tu n om bre . A do nis s en tía q ue s e le e sca p ab a e l a ir e . N o p od ía r e sp ir a r... Q uería h uir le jo s d e a q uella b árb ara m uje r, h u ir d esp ués d e a b o fe te arla . Se ntía e l h orrib le d es eo d e h acerlo , a u n que e so le c o sta ra la v id a, p ero r e co rd ó e l ju ra m en to h ec h o a s u m aestr o y c alla d o s e s ere n ab a. —¿ Qué te p are ce e l n om bre d e " h o lg azá n"? —N o e s m alo , s eñ orita . En l a e sc u ela m e l la m ab an " c h ifl ad o". Es ta r e sp uesta d e A do nis , a rra n có n uevam en te la c a rc aja d a d e s u a m a, q u e d ij o : —¡Q ué g ra cio so ...! ¿Y por q u é c a m bia s te d e n om bre ? —So n e ll o s m is m os q u ie n es m e d evo lv ie ro n e l o rig in al. —Pu es m ie n tr as v iv as e n e sta c asa , n o te d evo lv eré tu n om bre . T e l la m ará s H olg azá n. C alló A don is m ed ita nd o, p ara d ecir lu eg o : —¿ Y si m e v o y d e la c asa ? —¿ Cóm o? ¡T ú n o p ued es s alir d e a q uí s in m i o rd en y la d e m i p ad re !. .. Sa lv o e l c as o q ue p re fi era s s er tr ata do a p alo s, c o m o a l o s d em ás s ir v ie n te s. (C ab e a q u í a n o ta r, q ue e l je fe d ru so e s a m o y d ueñ o, d e la v id a y d e l a m uerte , d e lo s d e s u p ueb lo .) —¿ Y u ste d s eñ o rita , c re e q ue s u s p ala b ra s s o n m en os d ura s q ue e l p alo ? Es ta p re g unta s alió d e lo s la b io s d el jo ven , s atu ra d a d e v en en o . A l o ír la , A sh ta ru th , n o s u po q ué h ace r n i q u é d ec ir . Y to man d o d e s u p ie e l za pato , s e la n zó c o n tr a A do nis . Es te, a l v erla c o m o u na le o n a h erid a, to mó la r e so lu ció n d e n o m overs e d e s u p u esto , y d e n o h ab la r n i u na s o la p ala b ra . C ru zó lo s b ra zo s e n s ere n a a cti tu d, le va n tó la c ab eza , y c la v ó e n e lla u na m ir a d a d esafi an te . Su p o stu ra s em eja b a la d e u n r e y. A l v erle e n a q u ella " p ose", A sh ta ru th b ajó s u m an o q ue s e h alla b a a la a ltu ra d el r o str o d e A don is , le m ir ó c o n d esp re cio , y v o lv ió a r e co sta rs e s o bre s u lu jo so d iv án o rie n ta l. El la m ed ita ba y s u s ie rv o la c o n te m pla b a. Pa sad os d o s m in u to s, la h ij a d el B ey r o m pió e l s il e n cio , d ic ie n do: —¡Ve te, H olg azá n! Ya m ed ita ré tu c asti go. Se in clin ó A donis c o n r e s p eto , y s ali ó . L le g ó a s u c u arto , c o rr ió e l c e rro jo d e la p u erta , y la n zá ndo se s o b re e l le ch o, m urm uró : —¡A ris tó tele s! ¡A ris tó tele s! Tú m e a n iq uila s... Pa saro n d os d ía s s in q ue n in gú n s u ceso r o m pie ra la r u tina. A do nis l o s p asab a e n tr eg ad o a s u s li b ro s y a s u s m ed ita cio nes.
Página 121
Q uería a b an do nar e s a c asa, p ero n o p odía fa lta r a la p ala b ra d ad a a s u Ma estr o. Q uis o r e la ta r a A ris tó tele s to do lo s u ced id o p ero le d ije ro n q ue e sta ba a u sen te p o r u n ti em po i n defi n id o . A l fi n , tr ató d e o lv id arlo to do, d ic ié n d ose q ue é l e ra s e cre ta rio y c o n ta dor d el p ad re , y q ue l a h ij a n ad a te nía q ue v e r c o n é l. A l te rc er d ía , fu era d e to da c o stu mbre , e l m uch ach o q u e le s erv ía n o le lle vó s u d esay u n o. A do nis lo a tr ib u yó a u n o lv id o, p ero ta m po co l e e n via ro n e l a lm uerzo n i la c o m id a. Po r la n o ch e, a l s a li r d el s a ló n d e h uésp ed es, s e e n co ntr ó c o n e l s ir v ie n te y le in te rro gó : —O ig a, jo ven , ¿ p or q u é n o m e lle vó h oy c o m id a? Y e l s ir v ie n te , m ir á n d ole c o n i n so le n cia , le r e sp ond ió : —Ve te a tr ab aja r, H olg azá n, p ara m ere cer a lim en to . C om pre n dió A do nis d e d ó nde l e v e n ía e l g olp e. El d o lo r y la d eses p era ció n d e q u e fu e p re sa, le s u m ie ro n e n h orrib le s c o n vu ls io n es e s p ir itu ale s, y la in certi du m bre d e s u s itu ac ió n le arr a n cab a q u ejid o s d e d es p ech o . Se in clin ó tr is te men te y s e re fu gió e n s u c u arto . ¿ Q ué d eb ía h ac er? ¿ A ban don ar la cas a.. .? Ya va ria s vec es le h ab ía d ic h o A ris tó tele s: —" Nun ca d eb es s a li r d e a q u í" . ¿ Pr esen ta ría s u s q u eja s a l p ad re ? ¿ Y a cas o e l p ad re ib a a a cep ta r q u eja s c o n tr a s u a d ora d a h ij a ...? Y s u m aes tr o ta mbié n l e h ab ía d ic h o : —" Tus s u fr im ie n to s s e rá n tr em en dos, p ero n o d eb es q ueja rte a n ad ie , s in o a tu c o ra zó n. Es ta e s tu p ru eb a". ¿ A ban don aría la i n ic ia ció n? Es o e ra i n dig no . D esp ués d e la rg o c avila r s e d ij o : —" Tan ta s v ec es h e s u fr id o e l h am bre , q ue n o m e im porta n u nos d ía s m ás ". Y se d ed ic ó d e l le n o a s u s e stu dio s. L os m an u sc rito s q u e le h ab ía d ad o A ris tó tele s, e ra n e sc rito s p or é l y p oseía n c ie n cia s y s e cre to s fi lo só fico s m uy r a ro s. En tre la s o bra s, h ab ía a lg u nas q ue lle vab an e s to s tí tu lo s: " A nte s d el n acim ie n to ", "El m is te rio fu ndam en ta l d e la s r e lig io n es ", " El d eb er d el Ma go y e l d ere ch o d el h o m bre ", " L a s alu d p o r e l e sp ír itu y la m en te ", " L a v o lu nta d c o m o a rm a", " El p oder e n la d ulzu ra ", " El d om in io q ue e l Ma go d eb e e vita r" , " D io s y e l h o m bre ", " Ma gia ". D esp ués de cad a cap ítu lo de la s obra s cita das , se e n co n tr ab an s ie m pre d os p ala b ra s e scrita s c o n ti n ta ro ja y e n cerra d as e n tr e p aré n te sis , a sí: "(Me dita y p ra c ti ca )" . A nte c ad a s u fr im ie n to . A don is a c u d ía a l lib ro q ue n ece sita ba y b uscab a u n c a p ítu lo e sp ecia l, lo le ía , lo m ed ita ba, y s eg uía s u s c o nsejo s. D esp ués d e la p rá cti ca d e lo s c o nsejo s q u e e n co n tr ab a e n lo s m an uscrito s s en tía u n a liv io in n eg ab le , y
Página 122
c o m pre n día c ad a v ez m ás la in te nció n d e A ris tó tele s y e l p o r q ué d e l o s s u fr im ie n to s. Y aq uella n och e, s e d ijo : —" Aun que e l m undo e n te ro s e c o nvie rta e n A sh ta ru th El A tras h , n o p o dría in flu ir e n m i á n im o. C ontin uaré a q uí, a u nq ue s ea s in c o m er" . A l d ía s ig uie n te , s alió te mpra n o d e l a c as a, e n b u sc a d e a lg ún a li m en to . Pa só e n la c all e , c erc a d e la c as a d e F ere s Ezi ban , h om bre a c au d ala d o y q ue n o e sta ba e n b uen as r e la c io nes c o n e l J e fe J ad all a h , p or r a zó n d e u n d is g usto a n ti guo . Po r c asu alid ad , e n e l m om en to e n q ue A donis c ru za ba p or a ll í, e n tr ab a F ere s a s u c a sa, y v ié n dole le ll a m ó la a te nció n: —¿ A d ón de v as, ja ti b ? —Si n r u m bo fi jo , s e ñ o r. —Ve n u n r a to . C harla re m os u n p o co .. . ¿ H as d esayu nad o? —N o, to dav ía . —En tonces e n tr a a d esay u n ar c o nm ig o . En traro n ju n to s. Y m ie n tr as e l d ueñ o o rd en ab a q ue s e p re p ara s e u n b uen d es ayu no , A donis e sp era b a im pac ie n te , y e l o lo r d e lo s h uevo s fr ito s e n a ceite q ue s e e scap ab a d e la c o cin a, a u m en ta ba y e xcita ba s u a p eti to . T ra s u n m om en to d e e sp era , a m bo s d esay u n ab an , y e l d u eñ o d e c a sa a te ndía a s u h u ésp ed . C uan d o s e h alla b an s ati sfe ch os, F ere s p re g u ntó a A donis : —¿ Estás c o n te nto e n la c asa d e J ad alla h ? —N o m e q uejo —r esp o ndió e l ja ti b, e vas iv am en te . —O ye , ja ti b, —p ro puso F ere s— y o te ng o u n h ijo d e d oce a ñ o s d e e d ad y q uis ie ra e n señ arle a le e r. ¿ Q uie re s tú s e r s u m aes tr o? —N o h ay in co nven ie n te .. . ¿ C uán to m e p ag a? —D os l ib ra s m en su ale s y la c o m id a. —Es m uy p oco , e xc ele n cia . A l o ír e ste n om bra m ie n to , s e s in tió h ala g ad o e l d u eñ o d e la c asa y d ij o s o n rie n do : —T e d aré tr es li b ra s . —Q ue s ean c u atr o, l a s q ue m e p ag ue, y e l tr ato e stá h ech o. —A cep ta do, ja ti b . —Pe ro c o n u n a c o nd ic ió n —p ro p uso A do nis . —¿ Cuál?
Página 123
—D os h ora s p or la m añ an a y u na h ora p or la ta rd e. —Es tá b ie n . Y s i q uie re s v e n ir a la c asa, te p re p aro u na h ab ita ció n c ó m od a. —N o, g ra cia s. N o p ued o s a lir d e la c asa d el B ey. Y a l lla m ad o d e F ere s, a c u d ió s u h ijo , q ue c o m en zó a in ti m ar c o n A donis , p onie n do a s í e l p rim er h ilo e n la u rd im bre d el c a riñ o. C erc a d e la s tr es d e la ta rd e, A do nis v o lv ió a la c asa . En co ntr ó e n el p ati o a A sh ta ru th , e n co m pañ ía d e seis m uch ach as, p rim as y a m ig as. A l v erla s, s a lu dó s in d ete ners e y c o n tinu ó s u c am in o. —¡H ola , jo ve n ! Ve n a cá —o rd en ó im perio sam en te , A sh ta ru th . Se a ce rc ó A donis y s alu dó c o n la c a b eza , s in d esp eg ar lo s l a b io s. —¿ Qué, h as p erd id o l a fa cu lta d d e h ab la r? —El s ile n cio e s o ro , s eñ orita . —En tonces —h ab ló s arc ásti cam en te e lla — v én den os u n p oco d e tu s ile n cio , s eñ or H olg azá n. U na c arc a ja d a ju ven il y fe men in a r e so nó e n lo s m uro s d el p ati o. A do nis c alla b a p ero s u r o str o s e to rn ó lí v id o. A sh ta ru th s e m ord ió lo s la b io s, y co n to no au to rita rio , ex cla m ó, d ir ig ié n dose a u na h ab ita ció n: —En trem os. En traro n to das la s m uje re s, y A do nis p erm an eció e n s u p uesto , c o m o s i s u s p ie s s e h ub ie ra n c la vad o e n e l lu gar q u e o cu pab a. —¡Ve n a c á! —o rd en ó l a h ij a d el B ey. C on p aso s le n to s, s e e n cam in ó A do nis a la h ab ita ció n e n la q ue e sta ban r e u nid as la s m uje re s . —Si én ta te . —¿ Qué n uevo m arti rio m e e stá p re p ara n d o, s e ñ o rita ? L as p ala b ra s d el ja ti b, e l to no d olo ro so y h um ild e c o n q ue la s h ab ía p ro n uncia d o, p are ce q u e d esp erta ban e n e ll a la v o z d e la c o n cie n cia . Se e n so m bre ció s u s em bla n te , p ero e n s eg uid a r e co bró s u lu cid ez. El o rg u llo a m ord aza ba la v o z q ue n ac ía . Se v o lv ió a s u s c o m pañ era s, d ic ie n d o: —Yo , A sh ta ru th , o s p re sen to a m i a d ora d o A donis . Y p ro nun ció e sta s p ala b ra s, c o n g ra cia d el c o m ed ia n te s atí ric o , lo q ue c au só l a r is a d e to das l a s c h iq u ill a s . —Ve n, —c onti nuó h ab la n do a A don is , c o n r id íc u la te rn ura —, s ié n ta te, a m or m ío ... ¿ N o ti en es h am bre ? —N o, s eñ orita . El h olg azá n n o m ere ce c o m er. —R ecu erd a q ue te d ije q ue s ab ría c asti garte .
Página 124
—Y y o le d ig o , s eñ o rita , q u e e ste h olg azá n e stá e n s u c asa p or s u p ro pia v o lu n ta d, s ir v e a q uí p o rq ue é l lo q uie re , s in q u e n ad ie le o blig u e... T al v ez m añ an a o p asad o m e ir é p ara s ie m pre . —¡A h! ¿ Ya te n om bra ro n m in is tr o? ¿ O s in d uda te lla m a a s u l a d o e l Em ir F ais al? A l o ír e ste n om bre . A donis s in tió u n d esp erta r in te rn o y s e q ued ó p en sa ti vo , s in e sc u ch ar s iq u ie ra la s m an ife sta cio n es d e a le g ría d e q u e h acía n d erro ch e l a s a m ig as y p rim as d e s u a m a. —¿ No te g u sta v iv ir c o n n oso tr os? ¿ Q ué te h ace fa lta ... ? Vi ve s c o m ie n d o, b eb ie n do y d urm ie n do s in h acer n ad a. —Pu es , d e h oy e n a d ela n te n o c o m eré n i b eb eré e n s u c a sa, s eñ orita . —¿ Vas a a y u n ar? —N o, s eñ o rita . T ra b aja ré , e n d o nde a p re c ie n m i tr ab ajo . A sh ta ru th q ued ó u n m om en to p en sa ti va . Y dijo lu eg o : —¿ Y en d ónd e d orm ir á s? —Me b asta u na o rd en s u ya, y d eso cu p aré e l c u arto . L a h ij a d el J efe J a d alla h , te nta da e stu vo a d ec ir la p ala b ra q u e e sp era b a A donis . Pe ro l a r e tu vo . U na d e la s m uch ach as, c o m pañ era d e A sh ta ru th , s e a cerc ó y l e d ij o : —D éja le , A sh ta ru th . ¡Po bre j o ven ! Y a sí in te rru m pió e sa c o nvers ació n, q ue s e to rn ab a s o m bría . A do nis l a m ir ó c o n g ra ti tu d, m ie n tr as s u a m a le o rd en ab a: —Ve te. Y cu id ad o c o n s alir d e e s ta c asa . A l d ía s ig uie n te , p or la m añ an a, e l s ir v ie n te lle vó a A donis s u d es ayu no . Pe ro a l v erlo , r e co rd ó e l ja ti b e l i n su lto r e cib id o e l d ía a n te rio r y l a p ro m esa h ec h a a A sh ta ru th , y l e d ij o : —L lé va te lo . Y v e te a d ec ir a la s eñ o rita q ue le a g ra d ezc o s u l im osn a, p ero q u e y a n o m e e s n ecesa ria . O ch o d ía s tr an sc u rrie ro n. A do nis se co n vir ti ó en el m aestr o d e u n m uch ach o i n te lig en te , p ero d em asia d o in quie to . Su po J a ll a d ah B ey, d e la b io s d e s u h ij a , e l n uevo e sta do d e s u ja ti b. Y en fu re c id o l o m an dó ll a m ar. Se p re sen tó A donis y lo e n co ntr ó p ase án d ose a to do lo la rg o d el a p osen to , m ie n tr as s u h ija e sta ba s en ta da, e n a cti tu d p en sa ti va . —¿ De d ónd e v ie n es?
Página 125
—Se ño r, v en go d e d ar u na le cció n d e le ctu ra a l h ij o d e F ere s B ey. —¿ De Fere s B ey ? ¿C óm o? ¿N o sab es qu e so m os e n em ig o s... ? ¡Mi p ro p io s ecre ta rio , s ir v ie n do e n c asa d e m i e n em ig o !... N o fa lta ba m ás. —Pe rd ón s eñ or. Yo n o s ab ía e ste p arti cu la r. C on to do a ú n a sí, y o n o v eo e l m al e n e n señ ar a le er a u n n iñ o in o ce n te . —Pu es s eñ o r ja ti b, d eb es s ab er q u e a q uí n o c o nsen tim os e sto . —Pe rd ón , s eñ or —d ij o A donis m ir a n do a A sh ta ru th — c o m o a q u í s o y h olg azá n, q uis e o cu parm e e n a lg o. —N o, e so n o lo p erm ito . Si n ece sita s d in ero o c u alq u ie r o tr a c o sa ¿ por q ué n o m e p id es ? —Yo n o p id o n ad a, s eñ o r, p o rq ue n ad a n ece sito . —¿ Cóm o q ue n o n ec esita s? D esd e q ue e stá s a q uí n o te h e p ag ad o n ad a. —N ad a m e fa ltó , B ey , —c onte stó A do nis c alm ad am en te — p or e so n o l e p ed í. J ad all a h B ey s e d is g ustó c o ntr a s i m is m o. Y c o m o s i h ab la ra s o lo , s in q ue n ad ie le o yera , m urm uró : —T an to ti em po s in r e c ib ir u n s o lo c en ta vo . ¡Q ué c ala m id ad ! —Su b o ndad p ara c o nm ig o —d ijo A donis c o n s in cerid ad — v ale m ás q ue to do e l d in ero d el m und o. —B asta y a. Ve te a h ora m is m o a d ecir a F ere s Ezi ban q ue n o p ued es c o nti nuar d an d o c la s es a s u h ijo . —Es tá b ie n , p ero c o n u na c o ndic ió n. —¿ Cuál? —Q ue ir é , d ura n te e l d ía , a c o rta r c eb ad a y tr ig o c o n lo s tr ab aja d o re s. El B ey l o m ir ó e stu pefa cto . Mo vió s u c a b eza y e xcla m ó: —Se h a v u elto lo co e s te h om bre . Y s alió p ara a s is ti r a u n e n ti erro e n u n p ueb lo a lg o d is ta nte , d eja n do c o m ple ta men te s o lo s a l ja ti b y a s u h ija . A sh ta ru th s e le v an tó d e s u a s ie n to y ? e d ir ig ió a A don is . Es te q uis o s a lir , a b an d onar e l r e cin to , p ero e lla l e d etu vo d ic ié n d ole : —¿ Estás v en dié n don os a l e n em ig o, e h ? A donis s in tió q u e la s an gre s e le a g olp ab a e n la c a b eza . Ex perim en tó u n te rrib le m arti lle o e n la s s ie n es, y e n s u s o jo s a m en aza ban la s lá g rim as p or s alir ... Se m an tu vo c alla d o , m ie n tr as A sh ta ru th p ro seg u ía : —A ho ra q u e y a n o p u ed es c o bra r e l v alo r d e tu tr aic ió n ¿ qué e sp era s h ac er?
Página 126
—Pu es , p ara n o v e rte , ir é a tr ab aja r a l c am po c o n lo s tr ab aja d o re s. A sh ta ru th te mbló d e in dig nació n . Su o rg u llo y s u p o derío e sta ban h erid o s y s a n gra n te s a n te e s ta s p ala b ra s d e A don is . ¿ El , u n s ir v ie n te , tr atá nd ola d e " tu "? ¿ él, u n m is era b le h olg azá n, i n ju riá n dola ? In ti m am en te d es eab a q ue la ti erra a b rie ra s u s fa uces p ara tr ag ar a l m onstr uo q ue te nía d ela n te . A nte la c u lm in ac ió n d e s u c ó le ra , e n e l s u p re m o e sp asm o d e l a in d ig n ac ió n, n o s ab ía q u é a cti tu d to mar. N i s iq uie ra b uscab a e n s u m en te e l m ed io c o n q u e s e v en g aría , q uizá c o n la id ea s u b co nscie n te d e q ue n ad a s ería lo s u fi cie n te men te d u ro y g ra ve p ara c a sti g ar a l d esg ra c ia d o. Mi en tr as, p o r la v en ta na m ás p ró xim a v eía a s u p ad re a le ja rs e e n c o m pañ ía d e s u s éq uito . El la , q ue s ie m pre fu e li b re d e h acer l o q ue le p la c ía , e ll a q ue s ie m pre d om in ó y q ue d eja b a o bra r a s u s im pu ls o s, e ra m ás li b re a h o ra , a h o ra p o día d om in ar m ás a ú n . A fieb ra d a y e n lo qu ec id a, v io e n tr ar, e n e se p re cis o m om en to , a u n la b ra d or fo rn id o y m usc u lo so , c o m o u na e sta tu a d e b ro nce, y q ue p re g unta ba p o r e l B ey . L le va b a e n la m an o u n a c ad en a d e h ie rro p ara lo s c a b allo s. C uan d o l o v io A sh ta ru th , c o rr ió a é l, y le d ijo e n u n g rito : —¡J osé, e s te h o m bre m e i n su ltó ! Y a n te s d e q u e e lla te rm in ara s u s p ala b ra s, e l e scla vo le van tó s u m an o p o dero sa y g olp eó c o n la c ad en a a A do nis , q uie n p erd ie n do e l c o n ocim ie n to , r o dó p o r lo s s u elo s, d eja n d o a s u p as o u na r u ta d e s an gre q u e m an ab a d e s u c ab eza ... En a q uel in sta nte , la fi g ura v en era b le e im ponen te d e A ris tó tele s, o cu pó e l h u eco d e l a p uerta . Se a cerc ó a l h erid o, y c la v an d o s u m ir a d a e n la j o ven , d ij o : —¡Mu je r c ru el! Mu y c aro h as d e p ag ar p or lo q u e h as h ech o. L ev an tó e n s u s b ra zo s a s u d is cíp ulo , y lo lle vó a s u c u arto . H izo u n v en daje e n s u c ab eza y o rd en ó a l d es van ecid o : —D uerm e h asta q ue tu h erid a s e c ic atr ic e p or c o m ple to . Y d ir ig ié n dose a l g ig an te tr ab aja d or y a A sh ta ru th , h ab ló : —N ad ie d eb e s ab er q ue y o h e e sta do a q u í. —Sí , s eñ or —r esp on die ro n a c o ro . —N ad ie d eb e m ole sta r a l h erid o . —Sí , s eñ or. —A ho ra , c a d a c u al a s u s o cu pacio n es . —D ijo e sto A ris tó tele s y s ali ó . A sh ta ru th , a to nta da s e p re g u nta ba:
Página 127
—¡El g ra n H ie ro fa nte A ris tó tele s ! ¿ Q ué re la ció n ti en e c o n A do nis .. .? ¡D io s m ío , lí b ra m e d e la m ald ic ió n d el H ie ro fa nte ! Po r a su nto s p ers o nale s, o ch o d ía s ta rd ó e l B ey e n r e g re sa r. A do nis c o nti nuab a e n c am a c o n a lta te m pera tu ra , y d esvaria b a e n s u s d eli r io s. R ec rim in ab a a A sh ta ru th y o tr as v ece s a Ev a. A e sta ú lti m a tr ata ba d e tr aid ora p or h ab ers e c asa d o c o n o tr o h om bre . C an ta ba v ers o s, y lu eg o h ab la b a: —N o, n o Ma es tr o: n o s o y d ig n o d e tu in ic ia ció n, p orq u e n o p ued o s o porta r m ás . A sh ta ru th , llo ra b a a rre p en tid a, a l p alp ar s u im pote ncia p ara a li v ia r a l h erid o . L e o ía q ueja rs e , y tr ata ba d e d is tr aers e le yen do l a s c arta s d el ja ti b. s u s p oem as y o tr as v e ces, lo s m an uscrito s q ue d escan sa b an e n l a m esa. A l te rc e r d ía , m ejo ró A don is . A brió e xtr añ ad o s u s o jo s, y c u an d o v io a l a m uje r a s u l a d o o cu ltó s u r o str o y l lo ró . L a p rim era n oticia q u e d ie ro n a l J e fe J a d alla h , a s u r e g re so , fu e la d el s u ces o o cu rrid o a l i n sta nte d e s u p arti da. Y a q uel b ond ad oso h om bre , s e tr ocó e n u n a b esti a. Q uería o rd en ar q ue vin ie ra el ja ti b , el tr ab aja d or, la h ij a ; p ero ta rta m ud eab a d e c ó le ra y n o a ti nab a a p ro nun cia r u n o s o lo d e l o s n o m bre s. ¿ Ma ltr ata r a l h uésp ed d e u n d ru so e n s u p ro pia c asa? ¡D io ? m ío , e so n unca s e h ab ía p re se n ta do e n la h is to ria d e s u p ueb lo ! El , un d ru so , un Jefe d e lo s dru so s, qu e se cre ía d es cen die n te d el R ey Mu nze r ib n En nam án ; q ue s e c re ía h ere d ero d e to da la g lo ria d e lo s á ra b es . N o p o día s o porta r e s te g olp e. ¿ C uan ta s v eces la h is to ria y la tr ad ic ió n d e s u p u eb lo a te sti gu ab an e l h ech o d e q ue u n a sesin o s e r e fu gia b a e n c a sa d el p ad re d e la v íc ti m a, y e ra tr ata do c o n re sp eto y h asta d efe nd id o d e la ju sti cia ? ¿ Y a h o ra , b ajo s u p ro p io te ch o, u n h uésp ed , u n ja ti b, s e q ueja b a y llo ra b a, h erid o p o r u n s ir v ie n te , p or u n tr ab aja d or d el c am po ? Pa sad o e l p rim er a ta que d e c ó le ra , e l p rim ero q u e p or s u o rd en fu e a rra s tr ad o a l s aló n e ra e l la b ra d or. El p o bre h o m bre te nía e l r o str o d es co m pu es to y c ad av éric o . El B ey o rd en ó a s u s h om bre s q u e le d esn u dara n la e sp ald a. El in fe liz d eb ía s er a zo tado. Y e n e s ta c la se d e c asti go , r a ra v ez s alía la v íc ti m a c o n v id a. A do nis y a e sta ba c u ra d o d e la h erid a d e s u c ab eza . Pe ro la q ue le h ab ía n c a u sad o e n e l c o ra zó n, m an ab a s a n g re a ú n. Es taba e n vo lv ie n d o lo s m an uscrito s p ara d evo lv erlo s a A ris tó tele s p en san d o y h ab la n do c o n sig o m is m o, c u an d o e n tr ó s u s ir v ie n te , d ic ie n do : —El B ey l e ll a m a, s eñ o r.
Página 128
Mu ch o le a so m bró la lla m ad a d el J efe , q uie n h acía a p en as m ed ia h ora q u e a c ab ab a d e lle g ar. Se d is p on ía a s alir d e s u h ab ita ció n , c u an d o le d etu vo e l s ir v ie n te , a rro dilla d o y a b ra zá ndole la s p ie rn as. Su plic ab a: —Se ño r ¡s ea u ste d in du lg en te c o nm ig o! ¡N o c u en te a l B ey lo q ue le d ije e l o tr o d ía ! ¡Pe rd ón em e.. .! El B ey m e m ata rá c o m o e stá m ata nd o a l d esg ra c ia d o q ue le h ir ió . T em bló A don is . D e u n s a lto a tr ave só e l p ati o y s e la n zó a la c arr e ra h acia e l s aló n g en era l. A l e n tr ar, e scu ch ó e n la p u erta e l p rim er g rito d el la b ra d or, q ue re cib ía e l p rim er a zo te. A do nis s in ti ó c o m o q u e e l lá ti g o c aía s o b re s u p ro pia e sp ald a, y m ás a ú n , s o b re s u c o ra zó n h erid o to davía . Se a b rió p aso e n tr e lo s q ue e sta ban p re se n te s, y c o rrió a a rro dil la rs e a l o s p ie s d el j e fe d ru so , d ic ié n d ole s u pli c a n te : —¡Po r H am sa , J ad alla h B ey, p or H am sa, p or e l Mu kta na, e scú ch em e u ste d! El n om bre d e H am sa p ro nu ncia d o p or u n c ris ti an o, p etr ifi có a l o s q u e s e h alla b an p re se n te s. A l o ír a q u el c o n ju ro , e l B ey r e tr oced ió d o s p aso s, y a l v er e l c u ad ro q ue s e p re sen ta ba a s u v is ta , d ijo c o nm ovid o : —¡Po r H am sa y e l Mu kta na, p íd em e lo q u e q u ie ra s, j a ti b! —¡Pr im ero , q u e s u elte a e ste in o ce n te , y lu eg o q ue m e e scu ch e u ste d! L os asis te nte s a la esce n a, m ir a b an so rp re n did os y e stu pefa cto s. —¿ In ocen te ? —p re g un tó e l B ey , c o n m arc a d a d uda. —Si , s e ñ or. Es i n ocen te ; só lo y o s o y e l c u lp ab le . Es ta s e g u nda fr as e d e A donis c au só m ay o r e fe cto a u n e n tr e l o s c o ncu rr e n te s. —¿ Qué d ic es, h o m bre ? L a v e rd ad , s eñ or. Y s i a lg uie n m ere ce e se c as ti go y e s o s g olp es , s o y y o q uie n lo m ere ce . Es tas p ala b ra s ll e g aro n a la c u lm in ació n d e la s o rp re s a g en era l. J ad all a h n o s u po q ue d ecir ... ¿ C uan do y e n d ó nde s e h ab ía v is to q ue u n h om bre c o n fiese s u c u lp a y s u d eli to p ara s alv ar a o tr o h om bre , a u n m is era b le la b ra d or? J ad all a h d ijo : —J ati b, tú s ab es q u e e l c asti go n o lle g a a l h u és p ed . Pe ro tú h as a b usad o d e tu p riv ile g io . —N o n ie g o, s eñ o r, m i c u lp a. H e a b u sa d o . Y re cu erd e s u j u ra m en to ; por H am sa , la L u z. —B uen o , p ero d im e, ¿ qu é h a p asad o?
Página 129
—Yo fu i g ro sero y fa lte e l re sp eto a s u d ig na h ij a , y e ste h om bre c a sti g ó m i fa lta . A do nis , c o n s u s p ala b ra s, ju gab a c o n la e m oció n d e lo s a sis te nte s q ue p asa b an d e u na s o rp re sa a o tr a. —¿ Que tú h as fa lta do e l r e sp eto a m i h ij a ? ¿ Q ue te h a h ech o e ll a ? —N ad a, s eñ o r. So la m en te m e re p ro ch ab a p o r u na fa lta c o m eti da y y o n o p u de s o p orta r e l r e p ro ch e. —¡Po r H am sa !. .. N o s é q ué h ace r. —C um plir c o n e l ju ra m en to —r esp on dió A don is . El B ey o rd en ó, c o n u n g esto d e s u m an o, d esata r a l in fe li z l a b ra d o r q ue es cu ch ab a to do, to nto , y co n la s p up ila s d es o rb ita das, y s in c re er q ue s e s alv ab a d e a q uella s itu ació n. —A ho ra , s eñ or —m urm uró A do nis —, re cib a u ste d m is e te rn os a g ra d ecim ie n to s y a l m is m o ti em po, s ír v as e o to rg arm e s u p erm is o p ara d im iti r m i c arg o e n s u h o nora b le c a sa. —Po co a p o co , s e ñ o r —i nte rru m pió J ad alla h —; to davía te ngo q ue c o nsu lta r c o n m i h ij a ... Se ñore s —a ñad ió —, c ad a c u al a s u tr ab ajo . Y sa li ó por un a pu erta la te ra l qu e co ndu cía a su s h ab ita cio n es . L os a sis te nte s a d m ir a d o s y s ile n cio so s a n te lo s s u ces o s q ue a cab ab an d e p re se n cia r, s a li e ro n e n m ud ec id os. A do nis s e d ir ig ió a s u c u arto , p álid o y d eb ilita do. A la p u erta o yó u n a v o z que le d ec ía : —Se ño r, g ra cia s. Yo le d eb o l a v id a. Vo lv ió e l ja ti b s u m ir a d a, y v io a rro dil la d o y llo ra n d o a la v íc ti m a. L e m ir ó u n m om en to , y le d ij o : —L ev án ta te, h o m bre , n o m e d eb es n ad a. Pe ro , p ara o tr a v ez, q ue tu s g olp es n o s e an ta n m orta le s . N o c a b e d ud a q ue e l h om bre e s b u en o p or n atu ra le za . El m al e n e l, e s a ccid en ta l. A sh ta ru th d ura n te a q uell o s o ch o d ía s s e tr an sfo rm ó p or c o m ple to . D ir ía se q u e n ació d e n u ev o . D ura n te la g ra ved ad d e la h erid a d e A do nis , n o le a b an d onab a s in o p or m uy p oco s m in uto s. y h asta e n la n och e v ela b a a s u la d o , v aria s h ora s. A do nis , e n s u d esv arío , la r e crim in ab a s ie m pre y d iv u lg ab a c ie rto s s e cre to s d e s u v id a q u e p odía n s e rle c o m pro m ete do re s. H ab la b a d e c o nsp ir a cio nes, d e h orc as , d e h uid as , d e a m or, d e p oesía . Su e n fe rm a im ag in ació n e ra u n c u erp o d u ro q u e le d ev o lv ía e l e c o d el p asa d o.
Página 130
H ab la b a d el H ie ro fa nte A ris tó tele s , y le lla m ab a m aestr o u nas v eces y o tr as, p ad re . A sh ta ru th q u ería o cu lta r lo s u ce d id o y s i le fu era p o sib le , b orra rlo d e s u m en te . Mi en tr as lo v e ía e n e l le ch o, c a le n tu rie n to , p ro m etí a a D io s, q ue s i s e m ejo ra b a p ro nto , c am bia ría s u c o n ducta y s u p ro ced er, n o s ó lo c o n A donis , s in o h as ta c o n lo s g ato s y g all in as. C uan d o c o m en zó s u c o nvale cen cia , le a b an don ó, p ues n o p odía s o p orta r s u m ir a d a y d esig n ó a u n h om bre c o n s u e sp osa, p ara q ue l o c u id ara n d ía y n och e. C ic atr izó la h erid a y A do nis a b an don ó e l le ch o. Pe ro to dos l o s s ir v ie n te s d e l a c a sa e sta ban a l ta nto d e lo s u ce d id o. C uan d o r e g re só s u p ad re , e lla e sta ba a u sen te . H ab ía id o a v is ita r a u na p rim a s u ya e n Z ib in , p ueb lo q ue d is ta ba a lg u nos k il ó m etr os. D e m odo q u e lo s ú lti m os s u ceso s s e h ab ía n d es arro lla d o e n s u a u sen cia . C uan d o r e g re só p o r la ta rd e, o yó d e b o ca d e lo s s ir v ie n te s to do e l r e la to d e lo s u ced id o; e llo s lo c o nta ban s in o m iti r d eta lle a lg uno , c o n e xcla m acio n es y o bserv acio n es p ro pia s d e e llo s. L os c o m en ta rio s e ra n s ie m pre fa vo ra b le s a A do nis . C uan d o p re g un tó p or s u p ad re y le d ije ro n q u e s e h alla b a e n s u s h ab ita cio n es , e n to nce s s e e n cam in o a v e rlo . N o s e p udo s ab er lo q ue h ab la ro n a q uella ta rd e p ad re e h ij a . A la h ora d e c o m er, s e p ré sen tó e l s ir v ie n te a A don is d ic ié n do le : —El B ey l e e sp era e n e l c o m ed or p arti cu la r. I g no ra n d o e l o bje to d e la lla m ad a, e l jo ven s e d ir ig ió a l c o m ed or. A l e n tr ar, e n co ntr ó a l B ey y a s u h ij a s en ta dos a la m esa. A sh ta ru th c o ntin uab a v esti da c o n s u r o p a d e m onta r. —Si én ta te a c o m er c o n n o so tr os, ja ti b —i nvitó e l p ad re . —G ra cia s, s eñ or. —Mi h ija m e h a c o n ta do to do lo s u ced id o , y e s e ll a q uie n tu vo l a c u lp a. Po r p oco h e c o m eti do u na in ju sti cia , le a g ra d ezc o q ue h ay as d ete nid o m i b ra zo . Y m eti en d o la m an o a l b ols illo , to mó u n p u ñad o d e lib ra s e ste rlin as q u e c o lo có e n l a m esa d ela n te d e A don is , d ic ié n d ole : —Ma teria lm en te , e sto e s u n a p ru eb a d e m i g ra ti tu d y n o u na r e co m pen sa. T u re s ig nació n y tu p ro ced er d e e sta ta rd e n os d eja ro n c o n ste rn ad os a to do s... A ris tó tele s ja m as s e e q uiv o ca : b as ta q ue é l te r e co m ie n de p ara q ue s e as d ig n o d e s u c o nfian za y d e la n uestr a. —Es toy m uy r e co no cid o, B ey, p ero y o n o m ere zc o ta nto o ro .
Página 131
—¡C uid ad o! C onoces n u es tr as c o stu mbre s y y a s ab es q u e u n r e g alo r e ch aza do e s u na d oble o fe nsa. —En tonces —d ijo A donis — a c ep to , s eñ or, y q ued o m uy r e co nocid o. —D e h oy e n a d ela n te , s e h a c o m pro m eti do m i h ija a tr ata rte c o m o a u n m ie m bro d e fa mili a . —O s a g ra d ezc o in fi nita men te , p ero h e r e su elto p arti r, s eñ or. Ya e s ti em po . —O ye , ja ti b . N o a g ote s m i p acie n cia ... T ú n o p ued es s alir , p orq ue e stá s c o nden ad o a la h orc a . A dem ás te ngo q ue d ar c u en ta d e ti a l H ie ro fa nte . D e m an era q ue s e r a zo nab le : q uéd ate a q u í y v iv ir e m os to dos e n p az. —¿ Sabe u ste d e n d ón de e sta A ris tó tele s ? —N ad ie s ab e a d ónd e v a, n i c u an d o v ie n e. El e s e l ú nic o s er q ue ti en e d ere ch o d e a verig uar a lo s d em ás lo q ue le p la zc a, p ero n ad ie ti en e e l d e a ve rig u arlo a é l. Vo lv ió a o cu p ar l a a le g ría e l c o ra zó n d e A do nis . A in sin u ac ió n d el je fe d ru so , le r e la tó la h uid a d e L íb an o . s u s a ven tu ra s y c ó m o lo g ró e s cap ar a la ju sti cia , c ó m o fu e d es n u dad o v aria s v ece s p or lo s b ed uin os, e tc . T o das e sta s a n écd o ta s a rra n ca ro n m uch as c a rc aja d as a l R ey y a s u h ija . C uan d o s e r e ti ra ro n a d o rm ir , h ab ía s o nad o y a la u na d e la m ad ru gad a. C ap ítu lo XI V C ARTA D E AR IST OTEL ES A A DO NIS " T e fe li c ito y m e ale g ro por tu tr iu n fo . L o s ú lti m os a co nte cim ie n to s h an re d u cid o e l ti em po d e tu s p ru eb as a la m ita d. Pe ro ti en en q u e v e n ir lu eg o la s p ru eb as d e la d ulzu ra q ue s o n m ás p elig ro sa s q ue la s d el d o lo r q ue a ca b as d e s o po rta r. " D eb es s ab er q ue tu ú lti m o p ro ced er p ara c o n a q uel h o m bre , te h a e le va d o a la d ig nid ad d e u n D io s. En to do e l p ueb lo n o s e h ab la s in o d e ti . J a d alla h te q uie re c o m o a u n h ijo y A sh ta ru th te a d o ra . " T ie n es a ctu alm en te a lr e d ed o r tu yo u n a u ra d e a tr ac ció n fo rm id ab le , y s i n o ll e g as a n eu tr aliza rla , to do e s ta rá p erd id o . " El h om bre e n s u d o lo r, tr ata d e b usca r y e n co n tr ar a D io s; p ero e n e l p la cer, d e to do s e o lv id a m en o s d e s u a le g ría . Pu es m ie n tr as m ás ig no ra n te e s e l h om bre , m ás fa tu o y a rro gan te e s, p or s u e g o ís m o.
Página 132
" El a sp ir a n te a Ma go, n o p ued e d ar u n s ó lo p aso e n e l s en dero d e la Ma gia s i n o ti en e a s u c o ra zó n p ro pio c o m o g u ía . D ía y n och e d eb es e s cu ch ar a q uell a v o z s il e n cio sa y s eg uir s u s m an dato s. " En la s p ru eb as d el d o lo r, a v ec es, h asta e l m ie d o y e l i n sti nto d e c o nserv ació n p u ed en in te rv en ir p ara s alv a r a u n h om bre . Pe ro e n la s p ru eb as d el p la cer, la m is m a p asió n c o n duce a l h om bre a s u p ro p io a n iq uila m ie n to , c o n a le g ría y g ozo , a s em eja n za d el g ato q u e la m ía u n a lim a d e h ie rro , y b eb ía c o n te nto s u p ro p ia s an gre . " C uan to m ás e le v ad a s e e n cu en tr a u na c o sa, ta nto m ás fo rm id ab le e s s u c aíd a. L a e n erg ía vita l q u e e stá e n ti a ctu alm en te , te e stá im puls a n d o a l a m or q u e c o m ie n za a e m barg ar tu c u erp o, h erm osea n d o tu r o str o, y e n nob le cie n do tu c ará cte r. D eb es s e g u ir tú e l s en dero d el a m or e sp ir itu al q u e n o ti en e n ad a d e im puro , e n s u fe rv o r id ea l, y e vita r la d eg ra d ació n d el a m or. "L a fu erza v ita l y c re ad ora e s e l c am in o d e la in ic ia ció n i n te rn a d e u n a s p ir a n te . En s u jo rn ad a, d es d e s u o rig en e sp ir itu al, e s u na id ea, q u e s e c o nvie rte lu eg o e n u n s en ti m ie n to e m ocio n al y p or ú lti m o e n u na s en sació n d e lo s ó rg an o s s exu ale s. Si q uie re s s er u n fi ló so fo , m an te nía e n s u p rim era fa se; s i q uie re s s e r a rti sta , e n la s eg und a; p ero s i q uie re s lle g ar a s er u n D io s, d eb es m an eja rla e n s u te rc er p erío do. " T oda e n erg ía e s U na y s i e m ple as u na g ra n c an tidad d e e ll a e n u na s o la d ir e cció n , p oco te q ued ará p ara u tili za rla e n o tr a. Si l a m ayo r p arte d e e sta e n erg ía s e e m ple a p ara la s ati sfa cc ió n p ers o nal, s ó lo p ued e h ace rs e a e xp en sa s d el Yo Su perio r I m pers o nal. " L a fu erza c re ad ora p erte nece a l C osm os y n o a l in div id u o; a l a r a za y n o a la p ers o na; e s a l C osm os y a la r a za a q uie n es d eb e s er d ev u elta . " N o d eb es m ate ria liza r tu s p en sam ie n to s d iv in os s i q uie re s e vita r la c aíd a, s in o q u e p or e l c o n tr ario , d eb es e sp ir itu aliza r to da s en sac ió n p ara p oder e n tr ar n uevam en te e n e l Ed én . " N o d eb es v en der to da tu v id a p or u n m in uto , n i tu p rim ogen itu ra p or u n p la to d e le n te ja s. " Po r lo s m an uscrito s q ue e stá n e n tu p o der, y a s ab es c u ále s s o n la s p ru eb as q u e d eb e s u fr ir u n a sp ir a n te . Ya h as p as ad o p or tr es y te r e sta la c u arta q u e e s m ás d ifí cil. " C on to do, d eb es e n tr eg arte a l fu eg o , p ero n o ju gar c o n é l. Pa ra ra sg ar e l v elo e s p re cis o q u e tu a lm a s e e xcite p or e l fu eg o, e s te fu eg o d eb e q u em ar to do lo in nob le e in desea b le p ara ll e g ar a v e r a D io s c a ra a c ara . " L a c asti dad e s la p uerta d e la in ic ia ció n p o r la q ue p ued e e l h om bre p as ar a s u m undo in te rn o, e n e l q ue e s ta rá e n
Página 133
c o m un ic ació n p erm an en te c o n la s in te lig en cia s a n g elic ale s p osee d ora s d e la m em oria d e la n atu ra le za . " C uan d o la e n erg ía c re ad ora p or m ed io d e la c a sti dad in vad e l a m éd ula e sp in al, s in to niza to dos lo s c en tr os d el h om bre p ara a b rir c am in o h acia e l R ein o d e la R ealid ad . " El C ris to e n ti ti en e q u e ir a l Pa dre p ara a b rir te e l c am in o. " Pa ra a c o rta r e l ti em po d e d ura ció n d e tu s p ru eb as, te nem os q ue c o lo carte a l b o rd e d e u n p re c ip ic io ... T en em os q u e v ale rn os d e a lg uie n p ara q u e e n cie n da e n ti e l fu eg o d el a lta r; e s te fu eg o p ro duce h um o y lu z, y e re s tú q u ie n d eb e e sc o ger e n tr e l o u n o y l o o tr o. " Es te fu eg o e n cen did o e n tu s an gre g aseo sa te p on e e n c o n ta cto c o n e l a lm a d el m undo y e s e n e s te e sta do e n e l q ue d eb es r e cib ir la in ic ia ció n . " T odo d ep en de d e tu im ag in ac ió n y d e tu fu erza d e v o lu nta d. A ctu alm en te e re s e l H ijo d el H om bre ; p o r e l fu eg o s erá s e l H ij o d e D io s y u n s ace rd o te a m an era d e Me lq uis ed ek. " T ú n ec esita s d e la m uje r p ara d iv in iza rte , p ero c u íd ate d e la m uje r . B usca a la m uje r p ara q u e e n cie n da e n ti e se fu eg o s ag ra d o p ero c u íd ate d e la m uje r, q ue ti en e e l p o der d e a p ag árte lo . " Á m ala s in d ese o s y a d óra la s in p ro fa nació n, y e n to nces s erá s d ig n o d e la G ra n In ic ia c ió n. " L a m uje r te c o n duce h asta e l C ris to (H am sa ) q u e e stá e n ti , p ero ta mbié n p ued e c o ndu cir te a l d em onio y a l in fiern o q ue e stá n e n ti . " El fu eg o e n cen did o p or la m uje r c o nsu m e to da tr ab a q ue s e h alla e n tr e ti y tu Sa lv ad o r, p ero e l h um o p ued e c e g arte ... Es e fu eg o d eb e a sc en d er a tu c rá n eo , m as n unca d eb e s a li r d e tu ó rg an o s exu al. " H ij o m ío , ti en es q ue e n cen der e n ti la za rza d e H ore b p ara p oder h ab la r c o n D io s... " A la lu z d e e ste fu eg o p ued es a p re n der lo s m is te rio s d e la N atu ra le za q ue n o s e h alla n e n lo s lib ro s. Y to dos e sto s m is te rio s s e e n cu en tr an e n la m uje r m is m a. " Á m ala y p ro té gela d e ti m is m o. " En e l v ie n tr e d e la m uje r s e h alla o cu lta la m áx im a s ab id u ría . Pe ro e sta s ab id u ría s e e n cu en tr a a l fo ndo d e u n a b is m o o scu ro y p eli g ro so . T ie n es q ue b aja r c o n lu z, p ues s i n o, e l h u m o te h ac e p erd er la r a zó n y p u ed es e s tr ella rte . " Se rá s b en dito s i v e s s ie m pre a D io s e n e l v ie n tr e d e l a m uje r. " L os á n gele s te b aja n d e tu c ie lo e l p ole n d el á rb o l d e la v id a. Es ta s em illa n o e s, n i d eb e s er, m as cu li n a o fe men in a. " Pa ra v o lv er a la d iv in id ad d eb es te ner u na m uje r e n ti y n o u na m uje r p ara ti . "
Página 134
C ap ítu lo XV U NA VI SION T ER RIB LE T en go u n p rim o m ío , s ab io s ace rd o te , y s an to a la v ez. U n d ía m e r e la tó e sta h is to ria : " Es tando e n e l c o n fe sio nario , s e a rr o d ill ó d ela n te d e m í u na j o ven . H izo la s e ñ al d e l a c ru z y s e q ued ó c alla d a. " D esp ués d e u n m in uto d e s ile n cio , le d ije : " C on fiesa , h ij a , tu p ecad o. " Me m ir ó s o rp re n d id a y m e p re g u ntó : " —¿ Qué e s p ecad o, p ad re ? " Es ta in te rro gació n m e d ejó m udo ; pero lu eg o le d ije : " —¿ No s ab es q ué e s p ecad o? " —N o. " —Pu es p ecad o —l e d ije — e s h acer u n a to nte ría a tu e d ad , c o m o p or e je m plo , c o m er p aja . " —Pa dre , y o n un ca h e c o m id o p aja . " —En tonces v ete , h ij a m ía . T ú n o h as p ec ad o . " Pe ro a l te rc er d ía , c o n s o rp re s a v i a la m is m a jo ven a rro dil la d a n ueva m en te e n e l c o nfe sio n ario , y m e d ijo : " —Pe rd ón am e, p ad re . H e c o m id o p aja . " —¿ Y qu é ta l te p are ció e l p ecar? " —Es ta l c o m o u ste d m e d ijo —m e r e sp o ndió —, u na to nte ría . " —Pu es b ie n , h ij a : d e h oy e n a d ela n te , c a d a v ez q ue q uie ra s c o m ete r u n p eca d o a cu érd ate d e e sto , y p ie n sa e n tu c o ra zó n d ic ie n do : 'Es to e s o tr a to nte ría c o m o c o m er p aja '... A ho ra , v ete a r e za r c o m o p en ite ncia , u n Pa dre n uestr o." L a c arta d e A ris tó tele s , d esp ertó e n A do nis m uch as id eas n ueva s y u na g ra n s o rp re sa. ¿ En d ón de ib a a b uscar a q uell a m uje r y p ara q u é? El a m ab a c o n to da la fi delid ad d e s u c o ra zó n a Ev a. ¿ C óm o p odía lle g ar h as ta e lla p ara a m arla s in d eseo y a d o ra rla s in p ro fa nació n? ¿ Pu ed e a caso h ab er u n a m or s in d es eo ? ¿ C óm o p od ía e n tr eg ars e a l fu eg o s in j u gar c o n é l? " ¡A sh ta ru th m e a d o ra ! —m ed ita ba—. N o te ng o la m en o r d uda. C on m i p ro pia s an gre h a s ella d o s u a d ora c ió n h ac ia m í."
Página 135
Si n e m barg o , a p es ar d e to das e sta s o bje cio n es q u e s u rg ía n e n é l, s e d es p ertó ta m bié n e l d ese o d e h acer u na to nte ría , la d e c o m er p aja , o s ea a m ar s in d eseo . ¿ Pe ro , a q u ié n ib a a a m ar? ¿ Y u n a m or c o m o é s te n o e ra u na tr aic ió n a Ev a? ¡Ev a, e l b la n co d e s u s p en sam ie n to s! H ac ía a lg ún ti em po q ue n o la v e ía e n s u eñ o s c o m o a n te s. ¿ Q ué s ería d e e ll a ? ¿ Po r q u é n o h ab ía v u elto a v erla ? Se gu ra m en te , s u s s u fr im ie n to s r e cie n te s o cu paro n to dos s u s p en sa m ie n to s y s u eñ os. Si ntió d ese o d e v erla . Pe ro n o . N o e ra s ó lo u n d eseo : e ra a n sia , e ra a rd or, e ra u n fu eg o q ue c alc in ab a s u c o ra zó n. Es te fu eg o le s o fo cab a. Su sp ir ó fu erte men te . D ejó la c arta e n e l c a jó n d e la m esa y s a lió p ara d es ah o gars e e n la fr es cu ra d e l a ta rd e. Me dita bund o, c am in ab a s in r u m bo fi jo . L le g o h asta u n p ozo a rti ficia l fu era d el p u eb lo , y p or c u rio sid ad s e in clin ó s o bre la p ie d ra , e n fo rm a d e a rg o lla , q ue ta pab a e l p o zo . C on te m pla b a s u fi gura r e fl eja d a e n e l a g ua p ro fu nd a. Pe ro m ie n tr as s e h alla b a d is tr aíd o, v ie n d o s u r o str o e n e sta p osic ió n , d el a n ch o b o ls ill o d el g ab án c aía n to dos s u s p ap ele s: c a rta s y r e tr ato s d e Ev a, ta rje ta s, a p un te s, v e rs o s. —¡A y! —g ritó . ¡Q ué d olo r y q u é tr is te za ! Y m ie n tr as r e fl eja b a la a n gusti a p o r s u r o str o, r e co rd ó, c o m o s i u n e co le ja n o le tr aje ra e l r e cu erd o, l a s p ala b ra s d e A ris tó tele s: " C uan do p ie rd as e sto s p ap ele s q u e e stá n e n tu b ols il lo , p erd erá s tu a m or." —¡D io s m ío ! —g ritó e n lo quecid o —. ¿ Se rá v erd ad ? ¿ Q ué m an o m e g uió h asta e ste p ozo fa tal? Y to mó e l c am in o d el p ueb lo , e n tr is te cid o, m ie n tr as a la lu z m orte cin a d el c re p ú scu lo , la s lá g rim as b ril la b an e n s u s m ejil la s. O yó , a s u s e sp ald as, e l g alo pe d e u n c ab allo . Se guía , c o n e l o íd o s u m arc h a, p ero s in r e g re s ar a m ir a r. D e p ro n to o yó u n a v o z que le l la m ab a: —A do nis , ¿ qu é te p asa? Er a A sh ta ru th q ue re g re sa b a d e s u p aseo d ia rio . T ra tó d e s ere n ars e e l j a ti b, y c o nte stó s in m ir a rla : —N ad a, s eñ o rita . El la s e d esm ontó d e s u c ab alg ad u ra , y c o lo cá n d ose a s u la d o l e d ij o : —O ye , A do nis : y o s é q u e m e o dia s y ti en es ra zó n. Pe ro a h o ra , y o e sto y b asta nte a rre p en ti da d e m is a c to s... Va ria s
Página 136
v eces q uis e ir a tu c u arto p ara p ed ir te q ue m e p erd o nes, m as m is p ie s s e n eg ab an a o bed ece rm e... N o n ie g o q u e s o y o rg ull o sa. Pe ro e sa e s la e d ucació n d el h om bre , d e m i p ad re .. . N un ca c o nocí a m i m ad re ... e lla m urió m ie n tr as y o n acía ... Es p or e so q u e h e c re c id o y m e h e fo rm ad o a lta nera y g ro sera ... d es d e que su ced ie ro n lo s últi m os aco nte cim ie n to s, he d es p erta do a u na n u ev a v id a. Es toy tr ata nd o d e e n m en d ar m i c ará cte r... Si c o n serv as a lg ún r e n co r e n tu c o ra zó n p ara m í, y o A sh ta ru th El A trash te p id o p erd ó n. ¿ Es tás s a ti sfe ch o a h ora ? L as p ala b ra s d e la h ija d el je fe d ru so , c o n so la ro n u n ta nto a A do nis , q uie n r e sp ond ió : —C ré a m e s eñ o rita , q ue n un ca m e in sp ir ó re n co r. Pe ro s i u ste d q uie re q ue le h ab le c o n fr an queza , c o nfieso q ue.. . Y A do nis c all ó . —¿ Qué? —p re g untó A sh ta ru th a n h ela n te y c u rio sa. —¿ No s e e n oja rá u ste d? —T e lo ju ro p or m i h on or. —Pu es , c o nfi es o q ue s en tí a p or u ste d lá sti m a y c o m pasió n. —¿ Qué? ¿ Tú , m e c o m pad ecía s a m i? —¿ Ya ve —d ij o A donis so n rie n do ap en as—, q u e está e n o ja d a? El la s o nrió ta mbié n d ic ie n d o: —N o, A don is . N o e s to y e n oja d a... C ontin úa ¿ p or q u é m e c o m pad ecía s? —Po rq ue e s u ste d u n a m uje r q ue tr ata d e r o bar e l d ere ch o d el h om bre . L a m uje r, s e ñ o rita , d eb e s e r u na ro sa y n o u na e sp in a, u n p erfu me q ue e m bria g ue e l c o ra zó n y n o u na e sp in a, q ue lo h ag a s an gra r... D io s le h a d o ta do a u ste d d e u na b elle za a n g élic al, d e u n a n oble za in dis cu tib le y d e u na fo rtu na fa bulo sa: tr es d on es q ue r a rís im as v eces s e lo s e n cu en tr a ju nto s e n u n a s o la p ers o na. Pe ro d esg ra cia d am en te , h ay d en tr o d e s u p ech o u n c o ra zó n d uro , p or n o d ec ir p erv e rti d o. C on e so s tr es d on es , u ste d p od ría c o nq uis ta r a l m un do s in n ec esid ad d el g rito y d el l á ti go. Po rq u e la m uje r, s e ñ o rita A sh ta ru th , n ac ió p ara s er a m ad a y n o p ara s er te mid a. T od os lo s s ir v ie n te s d e la c a sa la te men , s í, p ero n o la a m an ... C ad a v e z q ue la v e ía a c a b allo , m e d ec ía : "¡Q ué d es g ra cia ! Es ta m uje r p u ed e d om in ar s o bre c u erp os, c o ra zo nes y a lm as, c o n la d u lzu ra y e l c ariñ o, y e lla e stá b uscan do e l o d io d e to do e l m und o"... Va ria s v e ces q uis e a rro ja rm e a s u s p ie s p ara q ue c a m bie s u p ro ced er. Pe ro s ab ía d e a n te man o q u e to do e ra in útil, s i D io s n o to ca ra s u c o ra zó n c o n u n m ila g ro o a lg o s o bre n atu ra l... H as ta q u e u n a v e z m e d ije : " Pa ra c a m bia r e l c a rá cte r d e e s ta m uje r s ería c ap az d e d ar u na p arte d e m i s an gre ..." A l d ecir e sto , c alló A don is c o m o s i r e c o rd ara u n a p ro m esa h ec h a a s í m is m o, m ie n tr as q u e s o rp re n did a A sh ta ru th a b rió lo s
Página 137
o jo s c o m o s i v ie ra to davía la s an gre e n la c ab eza d e s u s ir v ie n te . L ueg o e lla p re g untó : —¿ Tú h as p ed id o e s to , A don is ? ¿ Y po r q ué? —Po rq ue e l h om bre , s e ñ orita , ti en e c in co s en tid os, y to dos p id en a rm onía . ¿ N o h a e xp erim en ta do u ste d u n a m ole sti a p ro fu nd a, u na r e p ugn an cia , c u an do h a o íd o u na m ala v o z q u e d es afi n a y d esen to na u na c an ció n ? Pu es e s o s e n tía y o c u an do v eía q ue d esafi nab a s u h erm osu ra . Se ntí a la m ole sti a d e e sa d es arm onía . Es te e ra e l m oti vo . —A do nis , e re s u n fi ló so fo y u n s er d ig no d e r e sp eto —a la b ó e ll a —. Pe ro d im e, ¿ có m o s e ll e g a a e sa a rm on ía q ue tú m e d ic es ? —C on e l a m or, s eñ o rita . C on e l a m or. —¿ Con e l a m or? ¿ A cas o p ued o y o a m ar a u n h om bre ? —¿ Uste d n o p ued e a m ar? En tonces la c o m pad ezc o... ¿ N o p ued e a m ar a s u p ad re , a u n g ato o u n p erro ? ¿ N o p u ed e a m ar a u n i d eal? —N o s e q ué r e sp ond erte , A donis ... Es ta n och e p en sa ré e n tu s p ala b ra s. Mi en tr as ta nto , h ab ía n l le g ad o a la c asa . A donis n o c o m ió a q uella n och e. Se e n cerró e n s u c u arto e n tr is te cid o p or la p érd id a d e la s c arta s, p érd id a q ue p ara é l s ig nifi cab a o tr a d e m ás v alo r. N o p od ía d o rm ir . T od os s u s p en sa m ie n to s c o nclu ía n e n u n v érti ce, q u e e ra Ev a. ¿ Q ué l e h ab ría s u ced id o? Y c o n la im ag in ació n h ac ia r e su cita r lo s m om en to s p asad os, v is u aliza ba to dos lo s s u ces o s, tr ata ba d e v er c o n s u e s p ír itu , te nie n do c erra d os lo s o jo s, q uería r o m per e l v elo d el ti em po y h ac er p ed azo s l a d is ta ncia . D e p ro nto , A donis s in tió te mbla r to do s u c u erp o. Se d em ud ó s u s em bla n te . ¿ Q ué e ra e s o ? ¿ Lo v eía o s o la m en te s u e xalta da i m ag in ació n fa bric ab a fi g ura s ? ¿ Er a v erd ad ero lo q ue v e ía , o e ra s ó lo u n a fa ls a y e n gañ osa i lu sió n? N o. N o p odía s er... N o s e h alla b a d orm id o , c o nserv a b a to do e l d om in io d e s í m is m o y s in e m barg o, d esp ie rto lo v eía to do. Ev a d o rm ía c e rc a d e u n h o m bre , c o nocid o p or é l. —¡N o! ¡N o p u ed e ser! —g ritó m en ta lm en te —. Es u n a p es ad illa . Y a llí e s ta ba é l, te sti go m udo d e a q u ella e scen a. El h om bre q ue e sta ba ju n to a Ev a, b esa b a s u la rg a c ab elle ra m ie n tr as e lla c o n tinu ab a d o rm id a. Su s c ab ell o s a ta dos a la n uca p or u n a c in ta b la n ca , d esce n d ía n p or s u e s p ald a e n u na tr en za e sp es a. D esp ués, o yó u n a v o z q ue le lla m ab a, c o n u na v o z d eli c a d a, c asi i m perc ep tible : —A don is .
Página 138
El jo ve n v ag ó la m ir a d a a s u a lr e d ed or. N o v io a n ad ie ... Pe ro l u eg o c o n te m pló a l a lm a d e Ev a d es p re n d ié n do se d el e stó mag o d e la m uje r d orm id a. —A do nis , ¿ en d ónd e e sta bas? —Ev a, ¿ en d ónd e e s tá s? El la m ir ó . Vi o a s u la d o a u n h om bre , e n s u m is m o le ch o , q ue l a b es ab a. Si ntió e n s u c u erp o u n te m blo r fr ío , y m urm uró d oli e n te : —¡O h, q ué h orro r!. .. A hora r e cu erd o... A do nis c o n tinu ab a c alla d o , c o n te m pla n do. —Me a seg ura ro n q ue h ab ía s m uerto . O blig ad a y d o m in ad a p or la d es esp era ció n, m e c asé. —¿ Qué d ic es, Ev a? ¿ Es tás c asa d a? El la n o p u do h ab la r y s e la n zó d eses p era d a s o bre A don is . A m bos llo ra b an . A l cab o de un m om en to de sile n cio i n te rr u m pid o a p en as p or l o s s o llo zo s, Ev a m urm uró : —¿ Qué h ac em os a h ora ? —¿ Qué p o dem os h ac er, Ev a? —p re g u ntó A do nis a s u v ez, s in tien do c o m o s i s u c o ra zó n m an ase s an gre —. Yo n o p ued o a m ar a la m uje r d el p ró ji m o. C on s o rp re s a, la v o z de e lla i n te rr o g ó: —D im e, A do nis , ¿ es v erd ad q u e s ig ues v iv ie n d o? —Sí , e s v erd ad , p ara m i d esg ra cia . —¿ En d ónd e e s tá s a h ora ? —A qu í e sto y. —N o, p re g un to p or tu c u erp o. —A qu í e sta ta mbié n . En e se m om en to , d esap are ció d e la v is ió n e l c u arto n upcia l, y e n s u lu gar a p are ció la a lc o ba d e A donis , e n c u yo le ch o s e h alla b a é l h um ed ecie n do la a lm oh ad a c o n s u s lá g rim as. —A mor m ío , ¡c uán to s u fr es ! —¡C alla , p or D io s, m uje r! H as h ech o d e m í e l s er m ás d es g ra cia d o e n la v id a. Pe ro , y a n o h ay r e m ed io : éste h a s id o m i d es ti n o. —¿ Por q ué n o n os q ued am os e n e ste e s ta do? —p re g untó Ev a. Y lu eg o a ñ ad ió c ate góric am en te —: N o h ay n ecesid ad d e v o lv e r a l e s ta do d e a n te s. —C re o q ue to davía e l h om bre n o h a ll e g ad o a o bte ner ta l p oder —r es p ond ió A donis . A nte a q uell a s p ala b ra s, la m uje r s e d eses p eró , y a cto c o n tinu o lo s d o s h o m bre s. A do nis y e l e sp oso d e Ev a, s e
Página 139
h alla b an a n te e l c u erp o q ue c o m en zó a a g ita rs e. El m arid o tr ató d e d esp erta rla . —C alla , Ev a, p o r fa vo r —s upli c ó A do nis —. U na v ez q ue te d es p ie rte s y a e stá to do p erd id o.. . D éja m e v erte p or ú lti m a v ez. .. C uan d o e stá s d esp ie rta n o te a cu erd as d e n ad a. —¿ Cóm o p o r ú lti m a v ez? ¿ A ca so p ie n sas a b an do narm e? —y c o n v o z de u ltr atu mba d ijo —: ¡Yo p on dré fi n a m i v id a! —T ú n o p ued es s u ic id arte . N o p u ed es h ace r d esg ra cia d o a e ste p o bre h om bre q u e te q u ie re . D eb em os re sig narn o s a la i m pla ca b le m an o d el d esti n o. —T ú p ued es r e s ig narte , p orq ue n o m e a m as. Po rq ue n u nca m e h as a m ad o. Pe ro y o n o p ued o o lv id ar. ¿ Pa ra q u é s ir v e y a m i v id a? ... T ú fu is te to do p ara m í, y d eb es s eg uir c o nm ig o. —Y c o m o si esta s p ala b ra s la h u bie sen co n ve n cid o d e su a fi rm ac ió n, r e p iti ó —: ¡No, tú n o m e a m as! A do nis s in ti ó q ue e n s u p ech o s e r e p re se n ta ban lo s h orrib le s s u p lic io s d el in fi ern o . Y d esfa lle cid o, c o n v o z d eb ili ta da p o r la a n g usti a, r e sp on dió : —Ó ye m e, Ev a. T odo s tu s s u fr im ie n to s n o s o n s in o e s casa s g ota s e n e l m ar d e m i d olo r. Es o e s la p ro p orc ió n ... Yo s o y d e a q u ello s s ere s q ue a m an u n a s o la v ez e n la v id a. Po dré te ner l u eg o d ocen as d e m uje re s, p odré te ner m i h aré n e n m i p ro pia c asa, p ero e l v erd ad ero a m or y a n o r e n acerá e n m í, p o rq ue tú lo h as a rra n ca d o d e r a íz. " T ú m e h as h ech o n acer d e n u ev o , h as c au sad o m i s eg und o n ac im ie n to , y e n la p ág in a b la n ca y v ac ía d e m i v id a h as e scrito l a Pa la b ra . " Me h as h ech o v er lo s á n gele s d el c ie lo ju gar a le g re m en te e n tu s p upila s, y h as h ech o b ro ta r e n m i c o ra zó n la s fu en te s d el s ab er. " Mi a lm a s in ti , e ra c o m o e l e sp ír itu d e D io s q ue r e vo lo te ab a s o b re l a s a g uas, p ero c o ntig o a b arc ó to do e l u n iv ers o . " D io s d erra m ó e n ti la h erm osu ra d el a lm a y d el c u erp o y fu is te p ara m í u n a v e rd ad o cu lta q ue d es cu brí p or e l a m or y p or l a p ure za . " F uis te , e re s y s erá s p ara m í, c o m o e l c an to d el r u is e ñ o r, e l m urm ull o d e la r o sa y e l s u sp ir o d e la a u ro ra . " Er es p ara m í e l m an á q ue D io s h a e n via d o e n e l d esie rto d e m i v id a. " T ú s e rá s p ara m í e l r e cu erd o d el e sp ír itu d e s u le ja n o m undo d iv in o . " T u h erm osu ra p on drá e n m is m an os e l p in cel m ila g ro so p ara tr aza r la s h erm osu ra s d e la r e vela ció n y d el e n su eñ o. T u v o z c o lo cará e n tr e m is b ra zo s e l la ú d p ara in te rp re ta r la a rm onio sa l e n gua d e lo s d io se s.
Página 140
" T u r e cu erd o s erá p ara m í e l c am in o h acia la g en ia li d ad y tu a m or s erá la e s cala q u e m e c o ndu zc a h acia la D iv in id ad p ara d om in ar a lo s d io ses . " T us b eso s s e tr ad u cir á n e n e l p o rv en ir , b ajo m i p lu m a, e n p oem as e le vad os, e n p in tu ra s y c an to s e te rn os. " T ú e ra s y s erá s e l e sp ejo e n e l q ue s e r e fl eja n m is id eas y m is e n su eñ os; e n tu s o jo s h e d e v er s ie m pre la s s o m bra s d e m is p en sam ie n to s y d e m is a n h elo s. " En m is s u eñ os, llo ré s ie m pre a tu la d o, y a h ora c o m pre n d o r e cié n , p or q ué tú n o p od ía s llo ra r. " Es toy c o nd en ad o p o r la tr is te za a v e sti rm e d e s erie d ad , y n ad ie p od rá v er a tr avés d e m i r o str o lo q ue p u ed e s en ti r m i c o ra zó n. Pe ro e l a m or q ue s e b añ a e n la s lá g rim as d el c o ra zó n, p erm an ece rá h erm oso , p uro y e te rn o. " ¿ C om pre n d es y a, Ev a, la i n te nsid ad d e m i a m or? " —Sí , A do nis m ío ... —Pu es , d e h oy e n a d ela n te —c on tinu ó é l—, m is o jo s y a n o c o n te m pla rá n la h erm osu ra d e la s p rim av era s , s in o s ó lo e l fu ro r d e lo s h ura ca n es y to rm en ta s; m is o íd os y a n o e s cu ch ará n e l c an to d e la ju ven tu d, s in o s ó lo e l la m en to d e la v eje z. Mi a lm a y a n o v o lv e rá a s en tir ja m ás la g lo ria d e la h u m an id ad , s in o s o la m en te e l d olo r d e la s c a íd as y la m is eria d e lo s p o bre s .. . Ev a, y o n o te c u lp o, p ero d eb ía s g uard ar lu to , s iq u ie ra p o r u n a ñ o , d ad a m i s u p uesta m uerte . Ev a llo ra b a y n o r e s p ond ía a la s p ala b ra s d e A don is , q u ie n c o n tinu ó: —C on to do, h ay u n re m ed io —p ro puso é l p ara te nta rla —. ¿ Pu ed es e sp era r m i r e g re so p ara ll e va rte a u n lu gar le ja n o, e n d ond e n o n os c o no zc an y p o der v iv ir tr an quilo s n u es tr a v id a, e n vu elta e n e l a m or y c o ro n ad a p o r e l c ariñ o? En tonces , Ev a l e v an tó la c ab eza d ic ie n do: —A do nis , y o n o te m ere zc o n i te h e m ere cid o n unca. T ú q uie re s y h as q uerid o s ie m pre c o nd ucir m e a l a s c im as d el s ab er y d e la g lo ria , y y o te a rra str o y te a to a la ti erra . N o, A donis : y o , q ue p re fi ero e l s u ic id io a p erd erte , n o c o rta ré tu s a la s. Po rq ue la m uje r d eb e s er u n p ar d e a la s p ara s u e sp oso , y n o e sto rb o e n s u c am in o d e a sce n sió n. A lg ún d ía e n co ntr ará s o tr a m uje r m ás h erm osa, m ás in te li g en te , m ás d ig na q ue y o , p ero n unca p odrá i g uala rm e e n c ariñ o.. . Y a h ora q u e m i d esg ra cia n o ti en e r e m ed io , q uie ro q u e m i a m or h acia ti s e a u na c o ra za q ue te d efi en da co ntr a la d es d ic h a, q uie ro q ue m i a m or ete rn o d es cie n d a s o bre ti c o m o ro cío d e la n och e p ara v iv ifi ca r la m arc h ite z d e tu s d ía s. A unqu e n o re cu erd o a l d esp erta r, m is e n cu en tr os c o ntig o, te ju ro q ue m i e sp ír itu te p ers e g u ir á to das l a s n och es m ie n tr as d ure n la s h ora s d e m i v id a, p ara c o n so la rte e n tu s p en as y a liv ia r tu s d o lo re s. Mi e xis te ncia la d iv id ir é e n
Página 141
d os p arte s: e l d ía p ara ll o ra r m i d esg ra c ia , y la n o ch e p ara a li v ia r la tu ya. Y d ic ie n d o e sto , Ev a s e d esp lo m ó s o bre e l jo ven . A bra zó s u c u ell o c o n to do e l a m or d e s u a lm a, y le b es ó , c o n u n ó scu lo d is ti nto a c u an to s le h ab ía d ad o , c o n u n b eso la rg o, a p asio nad o y a rd ie n te , q u e d esp ertó e n A do nis la v id a e n s u c u erp o y e l fu eg o e n s u c o ra zó n. En ta l a cti tu d, s in ti ó q u e s u n atu ra le za d e h om bre le ib a a v en cer, y d e u n s alto s e lib ró d e lo s b ra zo s d e la m uje r a m ad a. El a lm a d e e lla , p en etr ó e n s u c u erp o, s e s e n tó e n e l le c h o, q ue c o m partí a c o n s u e sp oso , q uie n v ié n dola d es h ech a e n l la n to , a su sta do l e d ecía : —A mor m ío , ¿ q ué te p asa? A do nis a b rió lo s o jo s, y s e v io d e p ie a l la d o d e s u le ch o, c o n sc ie n te d e to do c u an to s u ced ía . L u eg o, s e a rro jó a la c am a g im ie n do : —¡A dió s fe lic id ad ! C ap ítu lo XVI A DO NIS ¡EN SÉÑ AME A A MA R! D ura n te o ch o d ía s. A don is e vita ba e l e n co ntr ars e c o n g en te e xtr añ a a s u d olo r. Po rq ue la d esg ra cia , a n típo da d e la fe li c id ad , ti en de a o cu lta rs e a lo s o jo s d e lo s h om bre s p ara ro er e n s ecre to u n c o ra zó n. T am bié n A sh ta ru th d ura n te o ch o d ía s e vita ba e l e n co n tr ars e c o n A donis , p ues s u s ú lti m as fr ase s p ro du je ro n e n e lla u na a m alg am a d e in quie tu d, d e d is g usto y d e u n a n h elo i n defi n id o . ¿ A m ar? ¿ Y a q uié n ? El la s ie m pre s e a m ó a s í m is m a, p ero , ¿ qué s en sació n p ro du cir ía a m ar a o tr o? Si em pre le h ab la b a s u p ad re , d e u n p rim o d e e lla c o m o u n e sp oso fu tu ro , p ero A sh ta ru th n o q uería c asars e. ¿ Q ué s en ti rá la m uje r e n e l a m or? ¿ Y p or q u é s e lo r e co m en dó A donis ? El s í a m ab a, y lo s ab ía , p o rq ue h ab ía le íd o la s c arta s d e Ev a. Pe ro , ¿ por q ué e sc rib e u n a m uje r e sta s p ala b ra s a u n h om bre : " A do ra d o m ío ", " Vi da d e m i v id a", y m ás p ala b ra s h uecas q ue n o s o n ab an e n s u c o ra zó n? ¿ Q ué e s l o q ue s ie n te e l e n am ora d o ? Y e s ta p re g u nta c la vó e n e lla la e s p in a in qu ie ta nte d e la d ud a y tu vo c u rio sid ad d e a rr a n cárs ela . Pe ro ¿ có m o?
Página 142
A l fi n, s e d ij o q ue e l a m or e ra u n a c ie n cia c o m o o tr a c u alq uie ra , q ue d eb ía a p re n ders e e n u na e scu ela . C ora zó n e g o ís ta , s e n ti m ie n to s d uro s. En e lla , to do c o nsis tí a e n g asta r s u d in ero p ara s a ti sfa cer s u s a b su rd os c ap ric h os. En l a e s cu ela y e l C ole g io n ad ie la q uería p o r s u o rg ull o , y e lla s ab ía r e tr ib u ir e n la m is m a m on ed a, o d ia n d o a s u s c o m pañ era s y p ro fe so ra s. Su p ad re s o p orta ba, e n e lla , to do , c o n la e sp era n za d e q u e e l ti em po fu era m ejo r r e fo rm ad or q ue é l. —" El a m or, s eñ orita , e l a m or." Es tas p ala b ra s d e A do nis r e so nab an a tr on ad ora m en te e n s u s o íd o s e n to das la s h ora s d el d ía y d e la n och e. A l n o ven o d ía d e s u p aseo c o n A don is a m an eció e n fe rm a, c o n u n d ecaim ie n to g en era l d e s u c u erp o. Su p ad re e sta ba a u sen te y e ll a m is m a n o s ab ía c u ál e ra s u d o le n cia . L os s ir v ie n te s n o s ab ía n q ué d eb ía n h ac er p ara c a lm ar s u m al h um or q u e e ra s ie m pre e l p re lu dio d e u na to rm en ta . Se le van tó d e la c am a u n m om en to y v o lv ió a a co sta rs e n ueva m en te . —Ve te a l la m ar a l j a ti b —o rd en ó a u no d e s u s s ir v ie n te s. A la s d ie z d e la m añ an a s e p re se n tó e l ja ti b y la e n co n tr ó e n e l le c h o . Su s b ra zo s c o nto rn ead os s e e scap ab an p or s o bre la s c o lc h as, s u p ec h o lá cte o s e o fr ecía s em id esn ud o y la c ab elle ra n eg ra y a b und an te s o m bre ab a la a lm oh ad a, c o n s u s g re ñ as d es h ech as y d es p arra m ad as. D esp ués d e s alu darla , to mó a s ie n to e n u na s ill e ta b asta nte r e ti ra d a d e l a c a m a. —Es toy e n fe rm a, ja ti b . —¿ Qué e s l o q ue ti en e u ste d, s eñ orita ? —Pa ra d ecir te la v erd ad , n o l o s e. Si en to d eca im ie n to c o m o s i m e fa sti dia ra to do e l c u erp o, y la c ab eza la s ie n to h o rr ib le m en te p es ad a. C re o q ue te ng o fi eb re . —¿ Me p erm ite to marle e l p uls o o to car s u fr en te ? —Si . Ve n, a cérc ate . Se le v an tó A don is , y u na v ez ju nto a e lla , c o lo có s u m an o s o b re la fr en te d e la e n fe rm a, q u ie n te mbló im perc ep tib le m en te . D esp ués e l ja ti b, to mán d ole d el p uls o p o r u n m om en to , s en te nció : —N o ti en e fi eb re . —Es m uy p ro bab le , p ero n o m e s ie n to b ie n . —¿ Pued o h acer a lg o p or u ste d? —p re g un tó a l ti em po d e l e v an ta rs e p ara d es p ed ir s e .
Página 143
—O ye A don is —e xcla m ó e lla —. ¿ Po r q ué e re s ta n v en gati vo ? ¿ Po r q ué h uyes d e m í? Yo , A sh ta ru th , n u nca p ed í p erd ón a m i p ad re y c o ntig o lo h e h ec h o ... ¿ Po r q ué h as v e n id o a e sta c asa? ... T u co m porta mie n to y tu s p ala b ra s h an p ertu rb ad o la tr an qu ili d ad d e m i v id a. D im e A donis , ¿ quié n e re s? —Yo , s eñ orita , s o y u n p o bre h om bre a q uie n h a g olp ead o e l d es ti n o y h a p is o te ad o la d esg ra cia . So y u n h u m ild e s erv id or, p ero s i m i p re sen cia l e fa sti d ia .. . El la n o le d ejo te rm in ar. Mo vió c o n d is g u sto la c a b eza a l ti em po q u e le d ec ía : —Er es in so po rta ble . T e lla m é p ara d is tr ae rm e y tú v ie n es a a u m en ta r m i m ale sta r. —D io s e s te sti g o, s eñ orita , d e q ue c o n g usto d erra m aría m i s an gre p ara e vita rle u n d is g u sto . —¡C alla , h om bre , c a ll a ! Er es u n h ip ócrita q ue n o ti en e e l v alo r s u fi cie n te p ara c o nfe sarm e e l o dio q u e m e p ro fe sa s. —Yo n o m ie n to , s e ñ o rita —r esp ond ió A do nis d is g usta do—. L o q ue e n cie rra m i c o ra zó n e sta e n l a p alm a d e l a m an o . —B asta , b asta . T e c re o . N o te e n o je s. H oy n o te ng o g an as d e p ele a r. A do nis s e a verg o nzó d e h ab ers e m ostr ad o ta n im pu ls iv o . A cerc ó s u s ill e ta a la c am a d e e lla , y e x cla m ó: —Pe rd ón em e, s e ñ o rita A sh ta ru th . Yo ta mbié n h e p asad o h ora s y d ía s m uy n eg ro s, y e sto y, e sp ir itu alm en te , m ás e n fe rm o q ue u ste d. N o q uie ro c au sarle n in g ún d is g usto ; a l c o ntr ario , r e p ito q u e d erra m aría m i s an gre p ara v e rla fe li z. Y si n o m e c re e, p íd am e u na p ru eb a. Mi en tr as é l h ab la b a, la jo ven le m ir a b a c o n d ete nim ie n to . N un ca h ab ía o íd o e n la b io s d e n in gu na p ers o na ta le s p ala b ra s, y s in tió u n p la cer in d efi nib le . —G ra cia s, A donis —d ijo —. N ec esito a lg o , p ero .. . n o s e q ué e s lo q u e n eces ito . ¿ N o te h a s u ced id o e sto a ti ? —T ie n e r a zó n, s eñ orita . F re cu en te men te s ie n to lo m is m o, y y o lo a tr ib uyo a u na n ec esid ad e sp ir itu al, in te rn a. —B uen o . A ho ra d im e, ¿ por q ué h as p asad o d ía s tr is te s? —¡A y, s eñ o rita ! N o q u is ie ra a m arg arle la v id a c o n m is q ueja s. —N o im porta . Q uis ie ra s ab er e l p o r q ué d e tu s s u fr im ie n to s. —H e p erd id o m i fe lic id ad , m i a m or. ¡H e p erd id o a la m uje r q ue m i c o ra zó n a d ora ! —¿ A Ev a? A do nis a b rió d esm es u ra d am en te lo s o jo s p re g u nta ndo c o n a n sia :
Página 144
—¿ Cóm o lo s ab e u ste d? ¿ C óm o s ab e q ue s e ll a m a Ev a? So nrió A sh ta ru th , m alic io sa m en te , y c o n te stó : —C uan d o e sta bas h erid o y c o n fi eb re h ab la b as d e m uch as c o sas, y e n tr e e s as n om bra b as a Ev a, lla m án dola a m or m ío , a d o ra d a m ía , y o tr os n om bre s m ás. ¡A y, A donis ! Va ria s v ece s h as h ech o q ue y o llo re c u an d o te v eía llo ra r... D esp u és , m i c u rio sid ad m e in du jo a le er tu s p ap ele s. Sa bía q u e m i p ro ce d er e ra in co rr e cto , p ero q uería s ab erlo to do . T al e s m i c ará cte r: s o y c u rio sa y a n te la s ati sfa cc ió n d e m i c u rio sid ad , s o y c ap az d e to do. Me dita ba A don is e n a q u ella m uje r. N o e ra lo ca, n i e ra m ala , n i ta mpoco e ra b uen a, p ero n o s ab ía c ó m o c a li fi carla . —¿ Estás d is g usta do? —p re g u ntó e lla , —¿ Acaso l e im porta a u ste d m i d is g usto ? —A v ec es c re o q ue s í.. . Pe ro , d im e ¿ era Ev a c o m o a p are ce e n l o s r e tr ato s? So nrió A donis p or la c u rio sid ad d e A sh ta ru th , y r e s p ond ió tr is te men te : —T odo s lo s re tr ato s d el m un do n o p od rá n in te rp re ta r u no s ó lo d e lo s r a sg os d e Ev a. A sh ta ru th l e e sc u ch ab a p en sati vo . Se r e p etí a e l m is m o fe nóm en o e s tu dia d o a n te rio rm en te p or A do nis : El h o m bre p ued e p as ar d e ro d ill a s , a n te u n a m uje r, d ic ié n do le to da u n a v id a: " Er es h erm osa", " Er es b ell a ", " ¡Yo te a m o!" , y la m uje r n o le p re s ta n in g una a te nció n. Pe ro b asta d ec ir le : " ¡Q ué h erm osa e s F ula n a!" , p ara q u e le e scu ch e y le e n fo que to da c o n ce n tr ació n y to dos s u s s en tid os a la s p ala b ra s d e é l. —¡Y s o bre to do s u b on dad —c on tinu ó A do nis —, s u c ariñ o!. .. Er a ta n b uen a y ta n d ulc e c o m o u n á n gel. A sh ta ru th c o m en za ba a fa sti d ia rs e y p re g u ntó b ru scam en te : —¿ Por q u é n o te c as aste c o n e ll a ? —Po rq ue n o p u de. —¿ Y c ó m o p ued e e xis ti r u n a m or s in m atr im onio ? A l m en os, a q u í s e c re e q ue e l m atr im onio e s e l a m or. —Es to e s fa ls o , s eñ orita . El o b je to d el A m or, e n v e rd ad , e s c o n ducir a l m atr im on io ; p ero m uch as v eces n o s u ce d e a sí.. . ¿ N o h a l e íd o u ste d a lg una n ovela ? —N o, a p en as e stu dia b a m is le ccio nes, y e s o , c o n d ifi cu lta d... A ho ra d im e, ¿ có m o p u ed e s u ced er e sto ?... A quí e n tr e n oso tr os, e l p ad re d ic e a la h ija : " T ú ti en es q u e c asarte c o n ta l jo ven ", y e so es to do. A don is q u ed ó call a d o, n o sa b ie n do có m o
Página 145
r e sp ond er a s u in te rlo cu to ra . Y m ie n tr as b usca b a e n s u m en te u na r e s p uesta , e lla l e p re g untó : —¿ Y qu é s u ced ió c o n Ev a? —Se c asó . —¿ Se c a só ? ¿ C óm o d ic es q u e e ra b u en a y q u e te a m ab a? —T am bié n y o h e d ic h o, s e ñ orita , q ue n o to das la s v e ces e l a m or te rm in a e n e l m atr im onio . —H asta a h ora y o n o c o m pre n do n ad a. —Mi re , s e ñ orita . Va ria s v ec es la h e v is to r e g ar u na m aceta q ue ti en e u n r o sa l. ¿ Pa ra q u é lo h ace ? —Pa ra q ue fl ore zc a. —Mu y b ie n . ¿ Y qué fr uto l e d a la fl or? —N in gun o. —Pu es a sí e s e l a m or. Es u n ja rd ín q u e c o n tien e v ario s á rb ole s y v a ria s p la n ta s: u nas d an fr uto s y o tr as, s o la m en te fl ore s .. . ¿ Me c o m pre n de a h o ra ? —Sí . —A ho ra , o tr a c o m para ció n . El a m or, a v eces , c o m ie n za e n fl or y te rm in a e n fl or. Pe ro s i u n h om bre to ma la fl or y la p o ne e n a lc o ho l, ¿ no o b tien e a sí la e s en cia a ro m áti ca d e e sa fl or, p ara a sp ir a rla d e v ez en c u an do? —A sí e s. —¿ Mien tr as ta nto , e n d ó nde e sta rá l a fl o r? —H a d e e sta r m uerta . —Es o e s. Es te e s e l v erd ad ero a m or, s eñ orita A sh ta ru th . Pu ed e n o d ar fr uto s, p ero p ued e d ar e sen cia . Pu ed e n o lle g ar e l m atr im onio p ara d ar h ijo s, p ero d a c o m pas ió n e n la d es g ra cia y r e sig nació n e n la p ob re za . A yu da a l h om bre a s o po rta r s u s p en as , a b re la in te li g en cia e n e l d olo r y h ace d el h om bre u n v erd ad ero D io s. A sh ta ru th m ed ita ba. A v e ces, c erra b a s u s o jo s le n ta m en te y l o s v o lv ía a a b rir c o m o s i tu vie ra s u eñ o. A do nis s e h alla b a c o nte nto p or h ab er p o did o e xp re sar s u s p en sa m ie n to s. D esp ués d e u n m om en to , la h ija d e J a d all a h B ey s e le van tó b ru sc am en te y e xc la m ó c o m o s i e stu vie ra o rd en an d o: —A do nis , e n séñ am e a m or e n fl or. El ja ti b s e a su stó a l e scu ch ar e sta e xp re s ió n d e la jo ven , q uie n te nía e n s u s o jo s u n b ril lo n uevo , s o rp re n den te . —Pe ro , s e ñ orita , ¿ se h a v u elto u ste d l o ca?
Página 146
—L oca o c u erd a q uie ro s en ti r a m or. Q uie ro s ab ore a r e se a m or, e se a m or a ro m áti co q ue e m bria g a, q ue h ac e fe li z, q ue d a c o m pasió n e n la d esg ra cia , q u e h ace d el h om bre u n D io s. —¡Se ño rita , lo q u e p id e e s im posib le ! —¿ Por q u é? —Po rq ue n ad ie p u ed e e n señ ar a a m ar. El a m or n ac e e n e l c o ra zó n. El la c alló d esen gañ ad a. Pe ro lu eg o p re g u ntó : —En tonces, ¿ yo n o p ued o s en ti r e l a m or, p orq u e n o te ngo c o ra zó n? —N o e s e so . U ste d ti en e c o ra zó n, p ero to dav ía n o s e h a d es p erta do. —B uen o —d ijo A sh ta ru th e n oja d a y h asta c o n p re s ag io s d e l la n to s—. Es pera ré h asta q ue s e d es p ie rte p or s í m is m o. Y vo lv ió a a co sta rs e c a lla d a y p en sa ti va. A do nis s e le v an tó d e s u a s ie n to y c o m en zó a p asea rs e p or e l c u arto . ¿ Q ué d eb ía h ac er c o n a q uella m uje r? ¿ T en dría é l la m is ió n, e l d ere ch o o e l p od er d e d esp erta r s u c o ra zó n? Sú bita men te re c o rd ó la c arta d e A ris tó tele s: " A sh ta ru th te a d o ra ." ¿ Se rá q ue a q uell a m uje r le q uie re y n o s ab e c ó m o m an ife sta r s u q uere r? N o q u is o A don is re ch aza r e sta id ea, s in o q u e, p or e l c o n tr ario , s in tió a lg o d e p la c er e n m ed ita rla . Pe ro s u c o ra zó n to davía , n o p odía a m ar: a u n m an ab a s an g re d e s u re cie n te h erid a. Ma s, p ara s u tr an qu ili d ad y la d e la jo ven in q uie ta , ¿ n o v a lía l a p en a h ac er u na te nta tiva ? ¿ Q ué d ir ía J ad alla h B ey? Se ría c ap az de d eso lla rlo v iv o . L a id ea d e s er a m ad o p or A sh ta ru th , a q uell a jo ven o rg ullo sa, a lti va y a lta nera , s e a p oderó d e é l y l e c o m pla cía . ¿ Q ué d ir ía A ris tó tele s s i lle g ab a a s ab er e sto ?.. . ¿ Po r q u é le d ir ía e l Ma estr o " q ue n eces ita ba d e u n a m uje r p ara d iv in iza rs e y q ue d eb ía te ner c u id ad o d e la m uje r? " ¿ Po r q u é le d ir ía " b usca l a m uje r p ara q u e e n cie n da e n tí e l fu eg o s ag ra d o, p ero c u íd ate d e la m uje r q ue ti en e e l p o der d e a p ag árte lo "; " Á m ala s in d ese o y a d óra la s in p ro fa nació n ?" ¿ Er a c o n e s a m uje r c o n q uie n te nía q ue p o ner e n p rá cti ca ta le s c o nsejo s y e ra e lla q uie n d eb ía s o m ete rlo a ta nta s p ru eb as p re lim in are s a la In ic ia ció n ? Y A don is r e p etí a m en ta lm en te to da la c arta d e s u m ae str o y s ie m pre s e d ete nía e n la s p ala b ra s d e " A sh ta ru th te a d ora ".
Página 147
D ir ig ió a e lla s u s m ir a d as y la v io tr is te c o n la s lá g rim as q u e s e a b ría n p aso e n tr e s u s p árp ad o s c e rra d os. ¿ Q ué h ac er? .. . Se a cerc ó n uevam en te a e lla , s e s en tó e n la a b an d onad a s ille ta , to mó e n tr e la s s u yas u n a d e la s m an os d e A sh ta ru th y le d ijo : —¿ Por q ué s u fr es A sh ta ru th y m e h ac es s u fr ir a m í? ¿ N o s ab es q ue p re fi ero r e cib ir c ie n b o fe ta das d e tu m an o a n te s q ue v erte llo ra r? El la n o r e s p ond ió , n o r e ti ró s u m an o, n i s e m ostr ó d is g usta da a l s e r tu tead a p or A don is . Es te c o n tinu ó: —T u p ad re s ería c ap az d e m ata rm e s i lle g a a s ab er q u e y o te h e s e d ucid o . So nrió la h ija d e J a d all a h , p ero c o nti nuó c alla d a. —A sh ta ru th , v o y a b esa rte p ero n o te d is g uste s. H as d e d ec ir m e q u é e s l o q ue s ie n te s. Y A don is c o lo có s u s la b io s s o bre la fr en te d e e lla . L a b esó ti ern am en te m ie n tr as e lla a b ría , d esm esu ra d am en te , lo s o jo s p re ñ ad o s d e l á g rim as. —¿ Qué s ie n te s, m i li n da? So nrie n do , l a m uch ach a c o nte stó : —U n c a lo r e xtr añ o p ero m uy a g ra d ab le . N uevam en te la b esó A donis p ero e sta v ez e n e l o jo d ere ch o. El la te mbló y a l d ir ig ir le é l la m is m a p re g un ta , r e sp ond ió : —Si en to a lg o, p ero n o s é c ó m o d efi nir lo . A do nis , to mó c o n a m bas m an o s la c ab eza d e e ll a y la b esó a p asio nad am en te e n la b o ca . A sh ta ru th te mbló a l p rin cip io , d es p u és s e re to rc ió s u c u erp o b ajo la s fr aza das d el le c h o, c o n tu vo la re s p ir a ció n, lu eg o fa tigad am en te , su pech o e je cu ta ba m ovim ie n to d e fl u jo y r e fl ujo c o n b asta nte v io le n cia y r a p id ez. Y ab an don án dole , v o lv ió A do nis a l in te rro gato rio : —Y ah ora , ¿ q ué s ie n te s? Po r to da r e sp uesta , A sh ta ru th c la vó s u m ir a d a h ip n otiza do ra e n A donis , p aseó la le n g ua p o r s u s la b io s, y c o m o s i e stu vie ra n e m pap ad o s e n m ie l, lo s s a b o re ó le n ta m en te . Y d e u n m od o s ú b ito , c o m o s i la l o cu ra h ic ie ra p re sa d e e lla , c o m o s i fu era u na l e o na s a lv aje h erid a, a p ris io nó c o n s u s b ra zo s a A do nis , y c la vó s u b oca e n la d e é l, b es án do le c o n ta l fi ere za q u e e l la b io s u p erio r d el ja ti b, q ued ó la s ti m ad o , p or la p re sió n d e la s d os d en ta dura s. Y h acie n d o d e s u m an o d ere ch a u na c u na c o lo ca d a e n tr e lo s d os r o str os, p udo s ep ara rs e u n ta nto d e e lla , p ara d ec ir ; —¡Me l a s ti m as e l l a b io , A sh ta ru th !
Página 148
El la n o h ab ló . Pe ro a tr ajo a A don is a s u p ech o, c o m o a tr ae a s u r e g azo u n a m ad re a l fr uto d e s u s e n tr añ as , y a sí c o m en zó a q uem ar la b oca d e A do nis c o n s u s b eso s a rd ie n te s. Po r s u p arte , é l la d eja b a h ace r, s in o pon érs ele , m ie n tr as e n s u m en te s e fi ja b a u na p re g unta : —¿ Es é s ta la in ic ia ció n q u e m e e sp era ? Y en to nces e xc la m ó: —C alm a, A sh ta ru th , c a lm a y h ab la re m os. —¿ Para q ué q u ie re s h ab la r? ¿ A cas o lo s b eso s n o s o n p ala b ra s? O yem e... —Y e lla n u ev am en te b usca b a c o n s u s l a b io s l a b o ca d e A donis . El s en tí a q ue e sa m uje r le fa scin ab a. Se ntía q u e to do s u c u erp o a rd ía e n u n fu eg o q u e s eg ura m en te e ll a n u nca c o noció ; s e d ab a c u en ta d e q ue s u s fu erza s d ec aía n e ib a a q ued ar a s u m erc ed c o m o e l p ája ro fa sc in ad o p o r lo s m ovim ie n to s d el g ato . Pe ro en este m om en to , se aco rd ó d e la s p ala b ra s d e A ris tó tele s: " ¡C uíd ate d e la m uje r q ue p u ed e a p ag ar e se fu eg o!" C on u n m ovim ie n to in je rto d e b ru sq u ed ad y d e s u avid ad , lo g ró e scap ars e d e lo s b arro te s b la n co s y ti bio s, d e lo s b ra zo s d e la m uje r. Po nié n dose d e p ie , r e crim in ó : —C asi m e a h og as , to nti ta . El la e n ta nto , d ab a s alto s e n s u c a m a, c o m o e l n iñ o q ue r e cib e u n r e g alo a n hela d o d u ra n te m uch o ti em po . —A do nis ¡tú e re s m i D io s! Es cú ch am e.. . p ero ¿ có m o d eb o c o m en za r para ex p lic arte m i fe lic id ad ? H e sid o m uy d es g ra cia d a p o r h ab er v iv id o ta nto s a ñ os s in c o no ce r e l a m or. ¿ C óm o h e p odid o v iv ir h asta a h ora s in e s ta d ic h a, c ó m o h e p odid o? N o a lc an zo a c o m pre n der... Mi ra , y o q uis ie ra lla m arte c o n u na p ala b ra e s p ecia l in ven ta da p or m í. En s u s c arta s, Ev a te d ecía : " A m ad o m ío ", " Vi da m ía ..." Pe ro y o n o q uie ro u sar la s p ala b ra s q ue h an u sad o o tr as . ¿ C óm o te lla m aré ? ¡O h, a h ora n o p ued o p en sar!. .. L a b u sc aré e n o tr o m om en to .. . ¡A h, y o o dio a Ev a!. .. —y c o m o s i r e fl exio nara , c o ntin uó—. N o, n o la o d io : e ll a y a e stá c a sad a y e s d e o tr o. Ya n o p ued e v o lv er a ti ... T ú s erá s m ío , s ó lo m ío . ¡Se rá s p ara m í s o la ! Y tr as u na p au sa c o ntin uó: —A ho ra s é, s é m uch as c o sas. A ho ra h e re co b ra d o la v is ta d es p u és d e ta nto s a ñ os d e c eg uera ... Er es m i D io s y n o d eb es b urla rte d e m í.. . N o m e im porta q ue te b urle s c o n ta l q ue m e a m es ... D im e, A donis ¿ m e a m as c o m o y o te a m o? ¡A y, n o! D im e ¿ no s e g asta e l a m or c o n e l ti em po , y c u an do u n h om bre o u na m uje r a m a d o s v ece s, n o e s e l s eg und o a m or m en or q ue e l p rim ero ? Y s in d ar ti em po a q ue A don is c o n te sta ra , s u sp ir ó y c o nti nuó d ic ie n do : —A nte s q uería d om in ar a to dos, y a h ora q uie ro s er tu s ir v ie n ta , tu e scla va . ¡A h, b an did o! ¡A h, m i D io s! T ú s ab ía s e sto
Página 149
y p o r e so m e h ab la s te d e a m or p ara h um ill a rm e. Pe ro e sa e s m i fe li c id ad : hum il la rm e a tu s p ie s... — Tom ó a li e n to y c o ntin uó: —D im e A don is ¿ q ué q uie re s ? ¿ D in ero ? ¿ Q ué p u ed o d arte ?... Yo te ngo m ile s d e lib ra s y n unca m e h e s e n tido fe li z. ¿ Q ué p ued o d arte p ara q ue tú s ie n ta s m i fe li c id ad ? Y c o n u n c am bio b ru sco e n la to nali d ad d e s u v o z, e n la e xp re sió n d e s u r o str o, c as i g ritó : —¡A h, y a s é q ue tú n o p u ed es a m arm e, p orq u e y o te m altr até , te i n su lté , y o d erra m é tu s an gre , y o , y o l a d esg ra c ia d a, y o !... Y a b an don an do la m an o d el jo ven , o cu ltó s u r o str o b ajo la s s áb an as y e sta lló e n ll a n to . Po r s o b re la s c o lc h as s e v e ía s u c u erp o a g ita do p o r la s m are ja d as d e l o s s o ll o zo s. A do nis hab ía escu ch ad o el dis c u rs o de Ash ta ru th e stu pefa cto . El , c o n u n b eso , h ab ía a m an sa d o a a q u ella fi era . L ueg o, n o e ra d e m al c o ra zó n, s in o q ue le h ab ía fa lta do a m or, c ariñ o, p ara s er c o m o é l la d eja b a c o n ve rti d a. El la n o h ab ía te nid o m ad re , y J a d alla h l a a m an sab a a s u m an era . A l p rin cip io , s in ti ó e n tr is te ce rs e p o r lo q ue h ab ía h ec h o , a l a co rd ars e d e s u in ic ia ció n, p ero lu eg o s e c o nso ló a l c o nte mpla r s u o bra y s e d ijo : " Me b asta e l m érito d e h ab er h ec h o u n á n gel d e e s ta m uje r." Pe ro , ¿ có m o e ra p osib le q ue a q uella m uch ac h a d es p u és d e p o co s a ñ os d e e stu dio h ab la ra c o n ta l e lo cu en cia ? ¿ Er a e l m is m o a m or q uie n a b ría d e ta l m an era la in te li g en cia d e l a jo ven ? ¡B en dito s ea e l a m or q ue e s la m an ife sta ció n m ás a cab ad a y p erfe cta d e la d iv in id ad ! C uan d o la v io llo ra r, p re sa d e d olo r ta n p ro fu ndo , s e a cerc ó y s en tá nd ose a l la d o d e e lla , l e d ijo : —¡B asta y a d e to nte ría s ! Me h ab ía o lv id ad o d e tu p ro ce d er p ara c o nm ig o . ¿ Po r q u é m e lo r e c u erd as? ¿ Pa ra h ac erm e s u fr ir a caso ? —A do nis m ío : s i m e p ro m ete s o lv id ar y p erd onarm e, te ju ro q ue s eré ta n o bed ie n te c o m o u na o veja , c o m o u n p erro . —¡C alla ! O tra v e z n o re p ita s e sta s p ala b ra s. D i m ás b ie n , o bed ie n te c o m o u n a a m an te . —Sí , s í A donis , c o m o tu a m an te . O rd én am e ¿ q ué d eb o h ac er? —Va mos, c o sa p or c o sa. ¿ C óm o te s ie n te s, a h o ra ? —¡C ie rto ! —e xcla m ó e xtr añ ad a—. ¿ C óm o d esa p are ció m i m ale sta r? Y c o m en zó a p alp ars e la c ab eza y la s m an o s. Mi en tr as ta nto , A do nis s e r e ía d ic ié n do le : —Q uie ro p or a m an te u na m uje r s u av e, d ulc e, d elic ad a c o n to do e l m und o, p ara q ue l a a m en s in te merla . —En to do te o bed ezc o.
Página 150
D ij o e sto , y v o lv ió a b esarle . Y ale já n dose d e é l, p re g u ntó : —A do nis , ¿ po r q ué n o s ati sfa ce e l b eso ? A so m bra d o é l d e e ste d esp erta r p sic o ló g ic o ta n b ru sco , m ed itó u n m om en to y c o nte stó : —Yo c o m paro e l b eso c o n la lla m a d e u n fó sfo ro , q u e p u ed e p re n d er fu eg o, p ero q ue p o r s í m is m o n o p ued e c o cin ar u na v ia n d a... El b eso , p ara m í, e s e l a n sia d e p erfe cció n in finita : ti en e p rin cip io , p ero n o ti en e fi n . El b eso e s e l c am in o h ac ia la D iv in id ad , p ero n o e s la D iv in id ad m is m a. Es la p uerta d e la d ic h a. —En tonces, ¿ la d ic h a e xis te m ás a llá d el b es o ? Es ta nueva pre g u nta en m udeció m om en tá neam en te a A do nis , p ara r e sp on der lu eg o: —Es to d ep en d e d e lo q u e c o m pre n dam os p or d ic h a. Si la d ic h a c o nsis te e n h ac er e l b ie n a lo s d em ás , e stá b ie n ; d e lo c o n tr ario , n o p o dem os lla m arla a sí s in o d esg ra cia . El la q u ed ó p en sa ti va , y d ij o a A donis : —Es ta es la p rim era vez q ue n o q u ie re s ex p lic arm e c la ra m en te tu s id eas. —T ie n es q u e c o nte nta rte c o n e sto , p o r a h ora . Q uizá c o n e l ti em po m ere zc as u na m ejo r e xp li c ac ió n. —Me c o nfo rm o, p ero d im e ¿ tú n o m e a b an don ará s, v erd ad ? Su sp ir ó A do nis a n te s d e c o nte sta r: —Mi ra A sh ta ru th : y o s o y u n h o m bre q ue ti en e m uch os d eb ere s q u e c u m plir . T en g o m is p ad re s, m is h erm an os, m is ... El la am ord azó la b oca d e su am an te co n u na m an o, i n te rr u m pié n dole : —¡C alla , c alla s i q uie re s q ue v iv a ! T us p ad re s y h erm an os v en drá n a q uí y s e rá n lo s m ío s.. . T en go o ro , d em as ia d o o ro , y n o s e q ué h acer c o n é l. Es ta a tu s p la n ta s y a tu d is p o sic ió n , p ero ¡c uid ad o c o n p en sar e n d eja rm e! En e sto , s e o ye ro n g olp es e n l a p uerta . A do nis , d e u n s a lto , g an ó la s ille ta d is ta nte d e la c am a d e A sh ta ru th , m ie n tr as e ll a d ecía e n v o z alta : —A dela n te . En tró s u a m a d e l la ve s. —¿ Esma? —p re g un tó la h ij a d e J ad all a h —. ¿ Q ué q uie re s, h ija ? —El a lm uerzo e stá lis to , s eñ orita . —O ye , ¿ qu ie re s h ac erm e u n fa vo r, Es ma? L a m uje r, q u e n unca h ab ía e scu ch ad o e se to no e n la b io s d e s u a m a, la m ir ó e stu pefa cta r e p iti en d o m ecá n ic am en te :
Página 151
—Ma nd e, s eñ orita . —H az q u e m an den e l a lm uerzo p ara d os: p ara m i y p ara e l j a ti b q ue c o m erá c o n m ig o. —En s eg uid a, s eñ orita .. . ¿ Y sig ue e n fe rm a? —N o, Es ma. Ya e sto y m ejo r. G ra cia s. So lo s e n e l a lm uerzo , d ij o e ll a : —A do nis , n o te ngo a p eti to . A cé rc ate y y o te d aré d e c o m er. —Yo ta mpoco te ngo d ese o s d e c o m er. F ru ncie n do e ll a e l e n tr ece jo , p erm an eció p en sati va y tr is te . —¿ Qué ti en es, A sh ta ru th ? —¡D io s m ío ! ¡Q ué s u fr im ie n to ! —¿ Por q u é? ¿ Q ué te p as a? —A do nis , y o s o y i n dig na d e ti . ¡N o d eb es a m arm e! Es tas p ala b ra s fu ero n p ara A do nis c o m o e l p re sag io d e la fa talid ad . Er an la s m is m as p ala b ra s q ue ti em po a tr ás h ab ía e scu ch ad o d e la b io s d e Ev a. Si ntió c o m o s i la m uerte a le te ara s o b re e llo s... Er a v e rd ad q u e é l n o a m ab a a e sa c h iq uilla c o m o a m ó a la o tr a, a la p rim era , p ero ta mpoco s u c o ra zó n e ra i n dife re n te a é sta . ¿ Po r q u é s u fr ía a h ora c o m o h ab ía s u fr id o ti em po a tr ás c o n Ev a? —¿ Qué q u ie re s d ecir c o n e s to —a rti cu ló c o n v o z c a si i m perc ep tib le . —A do nis , yo so y m ala . T e h e p riv a d o d e la co m id a, o rd en an do a l s ir v ie n te q ue te d ije ra a q uella s p ala b ra s.. . ¡A y, A do nis ! Po r m i c u lp a h as p ad ecid o h am bre e n m i c asa y h as id o a m en dig ar a lim en to a u na c a sa a je n a. ¡D io s m ío , y o n o d eb ie ra e xis ti r! A l re cu erd o de esto s día s , sin tió A don is tr is te za e i n dig nació n . Pe ro a p artó d e s u m en te a q u el r e cu erd o , s e a cerc ó a e ll a y le d ijo ti ern am en te : —¡B uen a p eriti vo p ara e l a lm uerzo m e e stá s s ir v ie n d o! ¿ N o r e cu erd as tú q u e, e n lo s d ía s s ig u ie n te s, c o m ía c o m o u n c am ello p ara r u m ia r d esp u és ? L a b ro m a h ech a p o r A donis n o p ro du jo e fe cto h ala g ü eñ o e n e ll a . Su d olo r, d em asia d o in te nso , n o a d m ití a c h is te s. El , p ara c am bia r e l c u rs o d e la c o n ve rs ac ió n, d ij o : – U n b eso d e tu s la b io s m e a b rir á e l a p eti to . El la s e la n zó á vid am en te a s u b oca. A l a ta rd e e lla p ro p uso : —A do nis , q uie ro e n señ arte e q uita ció n y h ac er d e ti u n g ra n j in ete .
Página 152
O bed eció e l ja ti b , d ic ié n d ose p ara s u s a d en tr os: " U n d ía y p as ará ." A m bos, c ab alg an do, s ali e ro n d el p ueb lo . N o e ra A don is u n g ra n jin ete a u nqu e m onta ba c o rrie n te men te . A van za ban lo s d o s co rc e le s, p rim ero al tr ote y lu eg o g alo pan d o. —A mad o m ío —e xcla m ó A sh ta ru th — sab es m onta r m uy b ie n . —R eg ula r, n ad a m ás. —L o q ue te fa lta e s e n d ere za r e l b u sto c u an do v as a l tr ote .. . Es o e s , a sí, m uy b ie n ... D e h oy e n a d ela n te , s ald re m os to das la s ta rd es p ara e s te e je rc ic io . Ma ñan a tr aere m os la s la n za s p ara e n señ arte u n ju eg o m uy d iv erti d o. ¿ Sa bes q u e u na v ez c as i m ato a u n p rim o m ío ? ... A hora v am os a a p earn o s p ara d es can sar u n m om en to ... ¿ Sa bes d is p ara r a l b la n co c o n e l r e vó lv er? —N o. So la m en te c o n e sc o peta d e c ace ría . —¿ Sí? ¿ Ma neja s tú la e sco peta ? Pu es c u an d o, v en ga m i p ad re i r e m os a c aza r p erd ic es. Y toman do A sh ta ru th e l r e vó lv er, e m pezó a d ar l e c cio nes a s u c o m pañ ero d ic ié n d ole : —Es m uy s en cil lo . T om as e l re vó lv er c o n p uls o fi rm e y a p u nta s b ie n . A sí.. . Y e l a rm a s o ste nid a p o r s u m an o, v o m itó c in co ti ro s c o n tinu os, q ue lu eg o d e p ro d ucir u n e str uen do m onóto no, fu ero n a c la vars e e n e l b la n co . A do nis e rró lo s tr es p rim ero s d is p aro s p ero a certó e n lo s ú lti m os. A sh ta ru th , lle n a d e a le g ría , le b esó d ic ié n d ole : —T ú n ac is te m aes tr o e n to do. R ep íte lo . Es ta v ez, a certó m ay o r n úm ero d e v ece s. —Ma ñan a te d aré m i o tr o r e v ó lv er.. . A hora , d am e u n b eso y v am onos. O tra v ez so b re s u s c a b alg ad ura s, la h ija d el B ey le d ijo : —T e a p u es to q ue y o p ued o h ac er a lg o q u e tú n o p u ed es i m ita rlo . —¿ Qué e s? —A to do c o rr e r d e m i c a b all o te b esa ré . —N o, p o r D io s —p ro te stó —. Es m uy p eli g ro so . N o lo h ag as . N o, n o . —¿ Pelig ro so ? —r ep iti ó s u a m ad a c o n s o rn a.
Página 153
Y c o n to da la fu ria d e s u s an gre , g ritó a s u c a b all o á ra b e, q ue s alió d evo ra n do v elo zm en te la d is ta ncia h asta c ie rto p unto d ete rm in ad o d esd e e l c u al r e g re só a la m is m a v e lo cid ad , c o m o s i fu era u na fl ec h a d is p ara d a p o r u n a rc o g ig an te sco e i n vis ib le . A l ll e g ar a A donis , q ue a va n za ba a c a b allo a p aso le n to , e lla s e e s ti ró s o b re s u m ontu ra , c o n u na e la s ti cid ad a so m bro sa , y d ejó s o b re s u m ejill a u n b eso fu giti vo , m ie n tr as le d ec ía : —Es to, p o r a h ora , n o h as d e p od er h ace rlo . A do nis c o m pre n d ió e n to nces la g ra ved ad d e s u p ro p io a cto . Es a m uje r, g ra c ia s a é l, s e h ab ía d es p erta do a la v id a p or e l a m or y s ó lo v iv ir ía p ara a m ar y a m aría p ara v iv ir . Y A don is , te mero so y p re o cu pad o, s e p re g u ntó : —" ¿Q ué s erá d e e lla c u an do e l a m or le fa lte ?" Pe ro A sh ta ru th h ab ía r e g re sa d o y a, p ara c o rta rle la c o rrie n te d e s u s fu nes to s p en sam ie n to s. C ap ítu lo XVI I A DO NIS, A B RE LA PU ERTA L os r e cu erd os d el d ía s o n lo s to rm en to s d e la n och e. Mu ch o s d e lo s a cto s d el h o m bre s o n e je cu ta do s c o m o s i fu era n d e u n b orra ch o. Pe ro l a a lm ohad a e s e l p eo r d esp erta r. —" ¿Po r q u é h e h ech o e sto ? —s e p re g u nta ba A don is —. A ho ra ¿ qué p arti do d eb o to mar? " Es ta c h iq u ill a , h a d esp erta do b ru sc am en te a l a m or y a s u e d ad e s p elig ro so . Ma ñan a o p as ad o , e b ria d e d ic h a, d iv u lg ará s u a m or. ¿ Y cu ál s erá e l r e su lta do? " ¿ Po r q u é m e c o lo có A ris tó tele s e n e s ta c asa y m e o rd en ó n o a b an d onarla ? D eb e te ner s u fi n." Y to mó la c arta d el H ie ro fa nte le yé n dola d ete nid am en te , fr ase p or fr as e, c o n e l d ete nim ie n to d el q uím ic o q u e p esa la s s u sta ncia s e xp lo siv a s. L ueg o d ed u jo : —" Aris tó tele s m e e s tá te nta nd o c o n e sta jo ven ." ¡Q ué g ra n d ife re n cia h ab ía e n tr e e lla y Ev a! A sh ta ru th p onía to da s u a lm a e n u n b es o , y Ev a a l b esa r, a b so rb ía e l a lm a d e q uie n b esab a. A sh ta ru th l o d ab a to do, m ie n tr as Ev a, to do lo a b so rb ía . A sh ta ru th s in a m or, s e s u ic id ab a. Ev a, s e c o nsu m ía y s e e vap ora b a. L as v en as d e A sh ta ru th te nía n m ás s an gre á ra b e, p o r lo ta nto m ás fu gacid ad . Pe ro Ev a te nía e n s u c o ra zó n u n la g o d e a g u as
Página 154
p ro fu nd as y tr an q uil a s q u e lo re fl eja b an to do , c o n in finita d ulzu ra . " Pe ro ¿ qué h aré y o a h ora ? —s e to rtu ra b a A don is —. Yo n o p ued o a m arla , y a u n s u p onie n do q ue lo p udie s e, ¿ de q ué m e s ir v e lo q u e h e h ech o h o y? ... Po der lle g ar h asta e lla , e s c o m o a n sia r to mar la l u na c o n l a m an o . " ¡A do nis ! ¡A do nis ! Er es u n n ecio . " Ma s ¿ p or q u é m e p re o cu po ta nto s i a p en as la to qué c o n u nos b es o s? Es os b eso s e ra n p uro s. " Si n em barg o, es to n o d eb e vo lv er a su ced er. Es toy a b u sa n do d e la h osp ita lid ad q ue m e h a b rin d ad o s u p ad re . " ¿ Q ué le d ir é m añ an a? ¿ C óm o la c o nven ce ré d e q ue e s to e s i n co rre cto ? ¿ A caso ti en e e l a m or o jo s p ara d is ti ngu ir y o íd os p ara e scu ch ar? " Y a sí e n tr e p re g u nta s y r e sp u es ta s, e n tr e r e crim in ac io nes y d is cu lp as s ile n cio sa s, r e sb ala b an la s h ora s d e la n o ch e s in q ue p udie ra a p ris io nar e l s u eñ o . En s u le c h o, ta m po co A sh ta ru th d orm ía , y d esp ed aza ba s u c ere b ro p en san do c ó m o a g ra d ar a A do nis . —" Seré b uen a y d u lc e c o m o é l —s e d ecía —. A pre n d eré s u s m od ale s y s u s p ala b ra s, ¡Q ué s u avid ad y q u é a rro gan cia e n cie rra s u h ab la r! " L e d aré d in ero ... p ero é l n u nca p id e n ad a. Es o n o im porta . Po bre a m or m ío . ¡N i s iq u ie ra ti en e r o pa s u fi cie n te !... " ¡Q ué h om bre ta n e xtr añ o y ta n d ulc e!. .. ¿ A ca so é l m e a m a? ¿ Po r q ué n o m e b esa c o m o y o le b eso ?.. . Es Ev a q u ie n ti en e la c u lp a... ¡O h, y o la o dio !... El la p ro du jo u n d esg aste e n s u a m or. " Po r e so v iv e é l s u fr id o . Po r e so ... Su r is a p are c e lla n to .. . Y s i é l a m a a Ev a c o m o y o le a m o a é l ¿ có m o p od ría v iv ir ? .. . Yo n o p ued o v iv ir s in é l. .. ¡D io s m ío ! Se ré c o m o tu q uie ra s , p ero n o le s ep are s d e m í." Y e n s u d eli r io , A sh ta ru th v eía q ue A donis s e ib a le jo s, ta l v ez d en tr o d e u n m es, d e u na s em an a, ta l v e z m añ an a.. . —¡N o! —g ritó la n zá ndo se fu era d e s u c am a. Pe ro s e d etu vo u n m om en to ... Vo lv ió a a co sta rs e y s e p re g un tó : —" ¿Es e s to e l a m or? .. . N o. Es ta e s la v id a, e s la e xis te ncia , e s la lo cu ra ... C on r a zó n lla m ab an a K ais : 'El lo co d e L eil a '... El m urió e xte nuad o p or s u a m or, y e lla le s ig u ió a la tu mba, i m pote nte a n te s u d olo r. L os s ep ulta ro n e n l a m is m a c rip ta . " ¡O h, A donis , tú s e rá s la c au sa d e m i m uerte !... N o, e s o s í q ue n o. A nte s d e q u e y o m uera te m ata ré . D es p u és ... " ¿ Pe ro q ué e sto y d ic ie n do ?.. . C asi le m ato u na v e z y tu ve q ue s u fr ir d os d ía s a s u c ab ece ra ... ¡Po bre a m or m ío ! ¡C uan to h a
Página 155
s u fr id o y c u án to s e h a q u eja d o p o r e l d o lo r!. .. N o. N o c ae rá n i u n c ab ell o d e s u c ab eza m ie n tr as y o v iv a. "Me a h ogo , c o n e ste c alo r.. . N o p ued o v iv ir s in é l. Es tá v is to ... ¿ Q ué h aré p ara q ue n o m e a b an d one? ... ¡A h, y a e stá ! Me c asaré c o n é l. " Es la ú nic a s o lu ció n —c on tinu ó, m ie n tr as u n le v e te mblo r a g ita ba s u c u erp o—. Pe ro , ¿ y m i p ad re ? ... 'Si tu p ad re s ab e q ue y o te h e s e d ucid o , e s c ap az d e d eso lla rm e v iv o '... Sí . Es to d ijo é l. .. ¿ Q ué h ag o ?.. . Q uie ro re so lv er e s te p ro ble m a, p ero n o p ued o... ¡O h, D io s m ío !... N o p ued o ll e g ar a u n d ese n la c e. A do nis d eb e e n co ntr arlo .. . El e s s ab io e in te lig en te .. . " ¡C ie rto ! ¡A ris tó tele s !. .. Es e l h ie ro fa nte . Mi p ad re le o bed ece c o m o u n n iñ o.. . Ir é , m e a rro ja ré a s u s p la n ta s, r o gán d ole q ue c o n ve n za a m i p ad re .. . ¿ A cced erá ? ... ¡A y, D io s m ío !. .. ¿ Q ué q uis o d ec ir m e? ... 'Mu je r c ru el, c aro p ag ará s p or lo q ue h as h ec h o '... ¿ Se para rá a A don is d e m i la d o ?" Se le van tó n u ev am en te d el le ch o.. . Es te ú lti m o p en sam ie n to to mó c u erp o e n s u m en te . Vi o im ag in aria m en te , q ue A donis s e l e v an ta ba, s e v e stí a y a b ría y a l a p uerta p ara h uir d e e ll a . N o p u do e sp era r m ás. L a to rtu ra d e e s te te m or la im puls ó y e n c a m is a d e d orm ir , d escalza , a b rió la p uerta d e s u h ab ita ció n , d es cen dió la s g ra d as , a tr aves ó c o rrie n do e l p ati o , a scen dió o tr a e scale ra q ue le c o m unic a b a a l c u arto d e A do nis , y a tr avés d e u na p eq u eñ a v en ta na v io la lu z del c an dil . C re c ie ro n s u s te more s c re yen do v er e n e sa lu z m orte cin a la j u sti ficació n d e l o s m is m os. Y e ra q u e A do nis , n o p ud ie n d o d orm ir , e n cen dió s u c a n d il y r e p osab a a co sta do. A sh ta ru th d esesp era d a tr ató d e a b rir la p uerta e m pujá n do la . Pe ro a l e n co ntr arla c erra d a lla m ó in sis te nte men te . —¿ Quié n e s? —p re g u ntó A donis p erp le jo . —A do nis , a b re la p u erta . El jo ve n s e a s u stó . ¿ Q ué ib a a h acer a a q uell a h ora , a s u c u arto , la h ija d e J a d alla h B ey? —¿ Qué s u ced e? ¿ Q ué h ay? —A bre , A do nis . L a v o z qu e p ro ven ía d el e xte rio r e ra s u p lic an te . C ub rió é l s u c u erp o c o n u n a g ra n m an ta , y a b rió la p uerta . El la s e la n zó a l in te rio r c o m o s i e stu vie ra e n lo qu ecid a, y n o d ab a c ré d ito a s u s o jo s, p u es a p esa r d e h ab er o íd o l a v o z d e s u a m ad o n o c re yó e n co n tr arle . Y lu eg o d e a b ra za rlo y b esa rlo , le c o ndu jo e n s ile n cio a la c am a.
Página 156
Se s en ta ro n a m bo s a s u s o ril la s. —¿ Qué te p asa , A sh ta ru th ? El la q u ed ó c all a d a. So la m en te c o rría n p or s u s m ejil la s g ru es as lá g rim as. El to mó s u c a b eza e n tr e la s m an o s, y la le v an tó s u avem en te . Es taba h orrib le m en te p áli d a, —Es tás e n fe rm a, h ija m ía —a firm ó é l, a su sta do. El la , n o p udie n do s o p orta r p o r m ás ti em po s u a n g usti a, ll o ró p ro firie n do g rito s la sti m oso s. Y A don is p re g unta ba la c au sa d e s u ll a n to , s in p od er o bte ner r e sp uesta a lg un a a m ás d e lo s q ueji d os d e A sh ta ru th . El s e to rtu ra b a p en san do: "¿ Y s i a lg uie n v ie n e e n e ste m om en to ?... ¿ Y si a lg uie n e s p ía p o r fu era ? ..." L a d ejó p or u n m om en to , a b rió c o n c au te la la p uerta y e scu ch ó. T o do e s ta ba e n s ile n cio . Y vo lv ie n d o a c err a r c o rrió a l la d o d e l a jo ven a fl ig id a. N uevam en te in te ntó q ue e lla le c o nta ra la c au sa d e s u s l á g rim as. Y r e c u rrió a l ú n ic o m ed io , q ue é l, m om en to s a n te s, c re ía q u e n o v o lv ería a s u ced er: el b eso . El la a l s en ti r e n s u b o ca e l c o nta cto d e lo s la b io s d el jo ve n , s e r e an im ó y c o n fé rre as m an os lo e str ech ó c o ntr a s u p ec h o . Mi en tr as ta nto , A do nis s en tía q ue s u c o ra zó n llo ra b a, q uizá l á g rim as d e s a n g re , y s e d ecía : " Es ta e s tu o bra , A don is . Pu ed es e s ta r s ati sfe ch o ." R ecié n n o tó q ue A sh ta ru h v estí a s ó lo u na c am is a d e d orm ir , la q u e d eja b a d es n u da s u s p ie rn as to rn ea d as y s u s p ie s d escalzo s.' Si ntió u n e str em ec im ie n to e n to do e l c u erp o y u n r a yo d e fu eg o q ue v ia ja b a a lo la rg o d e s u c o lu m na d o rs al. T em ía p o r s u e sta do, le te mbla ro n lo s p ie s, m ie n tr as q ue la i n fe liz c ria tu ra p erm an ecía p re n did a a é l, c o m o s i lo s d os n o fo rm ase n s in o u n s ó lo c u erp o. D esfa lle cía s u v o lu nta d. En s u s o íd os, u na a m alg am a d e s o n id o s s o rd o s s e s u ce d ía n y s e c re yó a l b ord e d el v érti go. L atí a c o n ta l fu erza s u c o ra zó n q ue p odía e sc u ch ar e l s o nid o d e s u s l a ti do s. Si n e m barg o, c o nserv ab a e l d om in io d e s u s s en tid os y m ed ita ba. En e ste e s ta do, y s ó lo d ura n te e l fu gaz la p so d e v ein te s eg un dos, s in ti ó y r e m em oró to do e l s ab er y la c arre ra d e lo s s ig lo s.. . Y esc u ch ó e n to nces u na v o z cla ra q ue le d ecía : —Á mala s in d ese o s y a d óra la s in p ro fa nació n .
Página 157
D esc o ncerta do p or e sa v o z, s e d esp re n dió b ru scam en te d e l o s b ra zo s d e la jo ve n , y c o n e l r o str o d esc o m pu esto p re g un tó : —¿ Has o íd o? —¿ Qué? —L a v o z. —N o, a m or m ío . N o h e o íd o n ad a. A sh ta ru th c alm ad a p o r e l e fi caz c alm an te d el b eso , c o m en zó a c u b rir d e b es o s s u s p ie s, m ie n tr as re s b ala b an h asta lo s m is m os, a lg u nas lá g rim as re za gad as. A don is la le va n tó c o n te rn ura y l a h izo s en ta r d e n u ev o , ju nto a é l, p re g untá nd ole : —¿ Ash ta ru th , p u ed es o ír m e? —Sí , y a e sto y tr an quila . —¿ Por q u é h as v en id o a m i c u arto a e s ta h ora ? —H e pasad o aq uí m uch as otr as hora s, du ra n te tu e n fe rm ed ad . —A ho ra e sto y s an o. —Sí . Y por e so te ngo m ie d o. —¿ Mied o? ¿ D e q u é? —D e q u e m e a b an don es , e sta nd o y o d o rm id a. —T ú v as a p erd erm e, A sh ta ru th . —¿ Y yo ? Ya e sto y p erd id a p or tí . —¿ Qué d ic es, m uje r? —L o q ue m e o yes... Yo h as ta n i u na n o ch e p u ed o, n i p od ré d orm ir s in tí . —Es tás lo ca . —Pu ed e s er. Pe ro la v erd ad e s q u e c u an d o e sto y le jo s d e tí , m e fa lta la r e sp ir a ció n y m e a h og o.. . ¿ Te h a fa lta do a lg una v ez l a r e sp ir a ció n ? A do nis e vo cab a e n to nces lo s ti em po s, r e m oto s y a, e n q ue s en tía lo m is m o c u an do s e s e p ara b a d e Ev a. —A do nis —c onti nuó la jo ven — te p id o u n fa vo r m uy p eq ueñ o. ¿ Me lo c o nced erá s? —¿ Cuál e s? —Q ue c u an d o q uie ra s d eja rm e m e a vis e s u n d ía a n te s. —¿ Para q u é m e p id es e sto ? —Pa ra q ue a s is ta s a m i e n tierro a n te s d e q u e p arta s. Su frió c o n e sas p ala b ra s h orrib le m en te , A do nis . El la h ab la b a c o n c alm a p ero c o n s eg urid ad e n l a s p ala b ra s . El , s in tien do c o m o s i le s r o dease u n h áli to fú neb re , le d ijo :
Página 158
—A do ra d a m uje r, á n gel m ío : y o n o m ere zc o e ste c a riñ o . Pe ro te ng o la e sp era n za d e q ue c o n e l ti em po, e s te a m or h ará d e tí lo q ue h a h ech o d e m í. —Ó ye m e, m i D io s —d ijo e lla —. T en go d o s c a m in o s q u e e sco ger: A don is o la m uerte . —Po r fa vo r, A sh ta ru th , n o m e ll a m es a sí, y n o m e r e p ita s la p ala b ra m uerte . —¿ Tie n es m ie d o a la m uerte . A do nis ? ... Yo n o. —Es to n o e s u n r e m ed io . —Si n o e s u n r e m ed io , e s u n d escan so . ¿ A ca so u n h om bre o u na m uje r p u ed en v iv ir s in e l a m or y s in l a p ers o n a a m ad a? —¿ Qué s ab es tú d e a m or? ¿ C uán do h as a m ad o ? —Pa ra m orir , b asta u na b ali ta p eq ueñ a y p ara a m ar b asta u n b es o . —Vu elv e s a n om bra rm e la m uerte , A sh ta ru th .. . —Es e l fi n. —L in d a, a lg ún d ía te e n am ora rá s d e o tr o, m ás n o ble , m ás a cau dala d o , m ás... El la le ta pó l a b oca d ic ié n do le : —N o m e m ate s to davía . Q uie ro v iv ir u n ti em po m ás a tu la d o . Me ditó A do nis e n ta le s p ala b ra s y r e fl ex io nó: " ¡C uan p eq ueñ o s o y a n te e sta in m en sid ad d e a m or!" Y en v o z a lta : —¿ Que p ie n sas h acer c u an d o v u elv a tu p ad re ? —N o lo s é to davía n i q u ie ro s ab erlo . ¿ Pa ra q ué p en sa r e n la d es g ra cia a n te s d e ti em po ?.. . Po r a h ora m e b asta c o n e sta r a tu l a d o, p ara s e r fe liz. A do nis h acía lo p o sib le p ara h ace r q ue la c o nvers ació n r e ca yera e n o tr a m ate ria , q ue n o fu era e l a m or. Pe ro e lla s e o bsti nab a e n e se te m a, y d ecía in q uie ta : —Q uis ie ra s ab er u na c o sa: ¿ C uan do s e c asan d os a m an te s, s ig uen s ie n do fe lic es? —N o s é . C om o y o n o m e h e c a sad o, n o p u ed o d arte r a zó n. —A qu í, e n tr e n oso tr os, lo s d ru so s, la m uje r s u fr e m uch o (e sto c re o y o ), p ero c all a .. El o tr o d ía , m i tí o a b o fe te ó a s u e sp osa d ela n te d e c u are n ta h u és p ed es , y e lla n o d ijo n ad a, c o m o s i fu era a lg o m uy n atu ra l. —¿ Es e s o lo q u e te m es tú , A sh ta ru th ? —Yo n o te mo n ad a p orq u e n o m e c asaré c o n u n d ru so . Mi m arid o s e rá c ris ti an o. —Y ab ra zó a A do nis ti ern am en te .
Página 159
D esp ués, e lla d io u n s alto c o m o q u ie n s e a cu erd a d e u na id ea b usca d a d ura n te m uch o ti em po, d ic ie n do: —;N o s u ced ió n u nca q ue u n a d ru sa s e c as e c o n u n c ris ti an o? —En L íb an o, s i, p ero a q u í, e n H urá n ... c re o q u e n unca — r e sp ond ió A donis m ovie n do n eg ati va m en te la c ab eza . —En tonces ir e m os a L íb an o. —N o. A sh ta ru th , n o p ued o r e g re sar a llá . —¿ Por q u é, m i D io s? ... ¡A h, y a r e cu erd o! O í a m i p ad re h ab la r d e e s to ; está s c o n den ad o a la h orc a .. . ¿ Po r p o líti co ? A do nis r e sp on dió c o n u n m ovim ie n to a fi rm ati vo d e la c ab eza . El la m ed itó u n m om en to . L ueg o , g ozo sa, c o m en zó a s alta r c o m o u na n iñ a. A don is n o c o m pre n dió e l p or q ué d e e se a rre b ato d e a le g ría , p ero e ll a le s acó d e d ud as d ic ie n d o: —¡G ra cia s D io s m ío ! A hora s e q u e n o p ued es a b an d onarm e. Y se e ch ó s o bre é l p ara b es arle . A do nis , s a b ie n do lo in útil d e l a p ro te sta , la d eja b a h acer. C uan d o s e r e sta ble ció l a c a lm a, e lla q u ed ó p en sati va. —¿ En q ué p ie n sas A sh ta ru th ? —T an ta fe lic id ad , m e d a m ie d o, A donis . —¿ De q ué ti en es m ie d o ? —N o s é... Yo n o le te mo a la m uerte , p ero u na v o z in te rn a m e d ic e: "A pro vé ch ate d e la v id a p orq ue s ó lo e s u na c o sa p re sta da." —N o s e as p esim is ta . —T ie n es r a zó n.. . Pe nsem os e n o tr a c o sa . ¡A h! Me d ijis te h oy d ía q u e e l b es o e s la p u erta d e la d ic h a... ¿ C óm o s erá la d ic h a d es p u és d el b es o ? El jo ve n tr ató d e r e co rd ar s u s p ala b ra s, y c u an d o la s h ubo tr aíd o a s u m en te , e s q uiv ó la c o nte sta ció n, d ic ie n do : —A sh ta ru th , e so n o te lo d ije h o y d ía , s in o a yer. ¿ N o o ye s e l g orje o d e la s a ves q ue a n uncia n la s alid a d el s o l? ... N i h as d orm id o n i m e h as d eja d o d orm ir . —C ie rto , m i D io s. Pe ro d im e, c u an d o a m ab as a Ev a ¿ po día s d orm ir ? —Se gu ra m en te q u e s í. —En tonces, o tú n o a m ab as o e l a m or n o p ro ducía e n tí e l m is m o e fe cto q ue e n m í. —¿ Qué te p ro dujo e l a m or, lo quita ? —Q uis ie ra p oder e x p re sar lo q ue te ngo a q u í, d en tr o d e m i p ec h o , p ero n o p u ed o. L o ú nic o q u e s é d ecir te e s q ue y o n o s o y y o ... o n o s é c o m o... n o m e s ale lo q ue q u ie ro d ecir .. . n o p ued o
Página 160
h ac erte e n te nder. Po r D io s, A do nis , tr ata d e v e r, d e o ír , a llá a d en tr o, tr ata d e s en tir lo q ue s ie n to y o . ¡Q ué to rtu ra !. .. ¿ C óm o te h aré s en tir lo q ue y o s ie n to ? Pe ro , s i e s c ie rto q ue m e a m as, ¿ có m o n o s ie n te s lo m is m o?.. . O ye, c u an do te a b ra zo , q uis ie ra c o n fu nd ir m e c o nti go, p ara n o s ep ara rm e ja m ás. Y c u an do m e s ep aro , v eo q ue la p eq u eñ a d is ta ncia e n tr e tu b o ca y la m ía e s l a c a u sa d e to do to rm en to ... D im e ¿ m e c o m pre n d es ? Mi en tr as e ll a h ab la b a a s í. A don is e xta sia d o s e d ecía : " Ve nid fi ló so fo s d el m undo y o íd p or e sa b o ca ig nora n te , la m ás s u b lim e d efi nic ió n d el a m or... Pe ro ¿ es e sa A sh ta ru th ? Y e n v o z a lta y s o nrie n do , c o n te stó : —Sí , te c o m pre n d o a lg o. —T e r íe s d e m í, p orq u e n o s é h ab la r b ie n . N o im porta , p u ed es r e ír te p ero a lg ún d ía s ab ré e xp re sarm e m ejo r. —Mu je r a n geli c a l ¿ en d ónd e e sta bas o cu lta ? —Es taba d orm id a y tú m e d esp erta ste ... Pe ro d im e ¿ m e h as e n te nd id o ? —Sí , A sh ta ru th , s í, to do . T odo . —En tonces, tú m e a m as. —Se gu ro . —B uen o , e s é sta m i ú lti m a p re g u nta —y s e in te rru m pió p ara e xcla m ar—: ¡Q ué n och e ta n c o rta ! B uen o d im e ¿ n o h ab rá p ara l o s q u e s e a m an , u n e sta do m ás a llá y e xen to d el a n sia y d el to rm en to ? A do nis le m ir a b a c o n s u m o in te ré s. Y re sp on dió a s u p re g u nta : —N o, A sh ta ru th , p orq ue c u an do lo s a m an te s e stá n e x en to s d el to rm en to y d el a n sia , s e d esva n ece p ara e llo s e l a m or. —En tonces a q uí m e q ued o . A l o ír e sta s p ala b ra s ú lti m as e l ja ti b le d ijo b urlo nam en te : —A qu í n o p ued es q u ed arte . Mi ra la lu z del d ía .. . —C ie rto .. . H asta lu eg o . D am e u n b eso ... H as ta l u eg o. Y desa p are ció c o m o u n a s o m bra a n te la v en id a d e la a u ro ra . C ap ítu lo XVI II A L B O RD E DEL PR EC IPI CIO A do nis p as ó a q uell a m añ an a a m od orra d o y c o n m ale sta r p o r l a fa lta d e s u eñ o. Es taba p en sati vo tr ata ndo d e h all a r u n a s o lu ció n p ara e l p ro ble m a q u e s e l e p re se n ta ba.
Página 161
A sh ta ru th e n ta nto , d esd e la s s ie te d e la m añ an a, m on ta da e n u n c ab allo á ra b e, d ir ig ía lo s tr ab ajo s, p o r la a u sen cia d e s u p ad re . A lm orza ro n j u nto s lo s d os. El la a le g re y é l p en sati vo . D esp ués d el a lm uerzo , A sh ta ru th l e d ij o : —Q uis ie ra d o rm ir u n r a to . ¿ Q uie re s g uard ar m i s u eñ o? —Yo e sto y ta mbié n q ue n o p u ed o s o ste nerm e e n p ie p or e l s u eñ o . —En tonces, v ete a d o rm ir p ara p o der v ela r d e n och e. —¿ Cóm o? ¿ Tam bié n v as e sta n och e? —p re g un tó é l e n u n to no d e s erie d ad —: Ten c u id ad o q ue n o te a b rir é la p uerta . R ió e lla p ara d ec ir l u eg o : —Yo s ab ré a rre g la r e sto . —Po r D io s, A sh ta ru th , v u elv e e n ti , n o s ea s lo ca. Es to e s y a d em asia d o r ie s g o . —N o te a s u ste s —r esp on dió e lla b esá n dole la m an o—. A ho ra d éja m e d orm ir . El a b an do nó la h ab ita ció n. A la s s ie te d e la n och e, a m bos c o m ie ro n e n e l c o m ed or p arti cu la r y p asa ro n lu eg o a l s a ló n p riv ad o d e la fa mili a . El q u is o s en ta rs e e n u n s ill ó n, p ero e ll a le c o n dujo a u n d iv án , u n s o fá o rie n ta l a n ch o y l a rg o . Se nta do é l, s o ste nía e n s u r e g azo la c ab eza d e A sh ta ru th q u e d es can sab a to do s u c u erp o , e ch ad a e n e l d iv án . —Es te s erá m i c o lc h ó n, p or e sta n och e —d ij o s o n rie n do. —Y yo p asaré e n v ela . ¿ N o e s a s í? —¿ Quié n te h a d ic h o q u e v o y a d o rm ir ? Y c o n lo s m odale s p ro pio s d e la m uje r, c o m en zó a h ace rle p re g u nta s tr iv ia le s y a v ece s to nta s. O tras v eces le h ab la b a d e a n g usti as y d e d o lo re s y a cu día , p ara c a lm arlo s, a l a b ra zo y a l b es o . Y así p re g untó : —A do nis , ¿ qu é ti en e tu a lie n to ? —¿ Mi a li e n to ? N o s e q u é q uie re s d ecir . J u n tó e ll a s u b oca a la d e é l, y d ejó p asa r u n m om en to e n e ste e sta do, a sp ir a n d o c o n p la ce r y c o n to da la fu erza d e s u s p ulm on es . El e n ta nto , v acia b a to do e l c o nte nid o d e s u p ech o e n la n ariz y e n la b oca d e e ll a . —Es a lg o s o rp re n d en te —e xcla m ó A sh ta ru th —. Va ria s v e ces, p or c asu alid ad , h e a sp ir a d o e l a lie n to d e a lg un as p ers o nas, c o m o m i p ad re , m is p rim as , m i p rim o, q ue a sp ir a a s er m i
Página 162
e sp oso , y a lg uie n m ás, y h e s en tid o r e p ugn an cia . H asta h ac ía lo p osib le p ara re te ner m i a sp ir a ció n y n o a sp ir a r la d e e ll o s. C on tigo s u ce d e p re cis am en te lo c o n tr ario : a sp ir o tu a li e n to c o n to das m is fu erza s y nun ca qu ed o sati sfe ch a.. . Q uis ie ra e xp li c arte lo q u e s ie n to : m e p ro duce u n d ulc e h o rm ig ueo e n la e sp in a d o rs al q ue d escie n de d esd e la n uca h asta la s p un ta s d e l o s p ie s , c o m o u n e str em ecim ie n to o u n a c o sq uilla , q ue m e o bli g a a e n d ere za r in vo lu n ta ria m en te e l b usto , c o m o q uie n tr ata d e e s q uiv ar a lg o m ole sto p ara a d h erir m e a a lg o a g ra d ab le q ue n o s e e n cu en tr a. Es a lg o e s p era d o in tu iti vam en te y a l n o h alla rlo , v u elv e e l c u erp o a s u e sta do p rim iti vo c o m o e sp era n do o tr a c arg a... Po r e so te p re g unto ¿ q ué e s lo q u e ti en e tu a lie n to ? A do nis q u e e xp erim en ta ba s ie m pre a q u ella s e n sació n , n u nca h ab ía p en sa d o e n d ar u na d efi nic ió n ta n c la ra y ta n p re cis a c o m o la q u e a ca b ab a d e o ír . Y a h ora m ás q ue n u nca v io la c erc an ía d el p elig ro . Si ntió q ue s u s a n gre h erv ía d en tr o d e s u s v en as , y q u e u na o le ad a d e c alo r i n vad ía to do s u c u erp o ... Q uis o m ord er la s s o n ro sa d as m ejill a s d e e lla y a b so rb er e so s la b io s p ro vo ca ti vo s... A rd ía e n e l d ese o d e estr an g ula r en tr e su s b ra zo s aq u el cu erp o d elic ad o . C asta ñete ab an s u s d ie n te s c o m o e n u n a cce so d e p alu dis m o. Se to rn ó la rg a y fa tigad a su re sp ir a ció n . Su s ojo s, d es o rb ita dam en te , e sta ban c la va d o s e n lo s d e e lla , y la m ir a b an c o m o d os c en te ll a s o b ra sas a rd ie n te s. N un ca e n s u v id a s e h ab ía s en ti do ta n a tr aíd o h acia u na m uje r c o m o e n a q u ella o casió n . Y m ie n tr as s e d eb atí a e n e s a lu ch a in te rn a, A sh ta ru th le m ir a b a d ete nid am en te . L os la b io s d e A donis te m bla b an , p id ie n do e n e l le n g uaje d e la p as ió n o tr os la b io s. Y p or p rim era v ez e n s u v id a ib an a d ar e l v erd ad ero b eso , e l b es o q ue a n iq u ila , e l b eso q ue d errite e l c o ra zó n, e l b eso q u e c o n le tr as d e fu eg o tr aza e n la s fr en te s e l d ra m a y la tr ag ed ia e te rn os. Si ntió A do nis q u e e sta ba a l b ord e d e u n p re cip ic io y q ue m il e s d e m an os lo e m puja b an a l fo ndo . Mi en tr as ta nto , u na v o z le d ec ía : " A cé rc ate u n p aso , n ad a m ás q ue u n s ó lo p aso , y tu ya e s la v id a, tu yo e s e l m un do, tu yo e s e l p la cer." Se le c ris p aro n lo s d ed o s, in cli n ó le n ta men te la c ab eza p ara d ar a q uel b es o q ue a b re la p uerta d el p ara ís o a to do h om bre q ue v is te u n c u erp o d e c arn e. Pe ro ... e l h om bre n un ca e s tá a b an d onad o. Se d ejó o ír u na vo z in te rn a q ue le d ecía : " ¡C uid ad o! ¡R etr oced e!" A ti em po re tr oced ió A do nis . Y s e le e scap ó a l p la cer s u p re sa. El d em onio p erd ió l a p arti da.
Página 163
H ay to davía p ers o n as q u e c re e n q ue e l d em on io e s a s tu to . Pu ed e s er. Pe ro e n e sta o ca sió n e l d em onio s e p ortó c o m o u n e stú pid o y u n to nto . Si d u ra n te la lu ch a q ue lib ra b a A do nis , h ub ie ra in sin uad o, a A sh ta ru th q u e le o fr ecie ra u n o d e a q uell o s b eso s, h asta a h ora s eg uir ía tr on an do s u c arc aja d a e n n uestr os o íd os. Pe ro e sta v ez, o lv id ó e l d em onio la e str ate gia : ata có p or e l fl an co d ere ch o , d es cu id an do e l i zq uie rd o . Y g ra cia s a la e stu pid ez s u ya, A don is r e acc io nó y r e tr oced ió a ti em po . T riu nfó s o b re s u d eseo , p ero n o s o bre s u e xcita ció n. Si ntió e l a rd or d e la h ogu era , p ero n o s e p re c ip itó e n e ll a . C on s u avid ad o blig ó a A sh ta ru th a q ue to mara a s ie n to ju nto a é l, d ic ié n do le : —Si én ta te lin da, u n m om en to . —¿ Qué ti en es? —p re g un tó e ll a a l v er la fr en te d e s u a m ad o b añ ad a e n s u d or. —N o e s n ad a d e im porta ncia . D éja m e d esc an sar u n r a to . El la o bed eció c o n la d ocil id ad d e u n n iñ o , m ie n tr as é l m ed ita ba e n e l p elig ro q ue a cab ab a d e e v ita r. En e l s il e n cio c o m ple to q ue r e in ab a, p asad os c in co m in u to s, l a c a lm a r e g re s ó a l a g ita do c u erp o d e A do nis . Se e n dere zó e ib a a h ab la r a lg o a s u c o m pañ era , p ero s in tió q ue a lg o le d esg arra b a la m éd ula e sp in al. D io u n g rito s o rd o, y s e d esp lo m ó s o b re la a lfo mbra d el s u elo , p re sa d e a tr oce s d olo re s. A sh ta ru th s e la n zó s o bre é l, s o líc ita y a su sta da. El , s e r e to rc ía d e d olo r, c o m o s i s in tiera y a la v is ita d e la m uerte . Y la l la m ab a y la d eseab a a c ad a s eg und o, o q uizá m il e s d e v ec es e n c ad a u no . A sh ta ru th llo ra b a. L e a b ra za ba, le b esa b a, le lla m ab a a n g usti osam en te . Pe ro é l, a p esar d e e scu ch arlo y o ír lo to do, n ad a p ud o c o nte sta r. ¿ C uán to ti em po p asó e n e ste e s ta do ? ... Pa ra lo s d os a m an te s fu e to da u na e te rn id ad . C esó la s e n sació n q u e h ab ía s e n ti do d el d esg arra m ie n to p ero e n s u lu gar tu vo la im pre sió n d e q ue s e in tr oducía u n h ie rr o c an den te e n s u m éd u la e sp in al, fu eg o q ue p asab a d e u na a o tr a v érte bra . El s u do r b añ ab a to do s u c u erp o, m ir a b a a s u d es esp era d a c o m pañ era , y n o o bsta nte la in te nsid ad d el d olo r, te nía p erfe cto c o n ocim ie n to d el lu g ar e n q ue s e h alla b a. C om pre n dió q ue c o n sti tu ía u na h o rr ib le s itu ac ió n la s u ya, s i e ra s o rp re n did o a s o la s c o n e ll a . H izo u n e sfu erzo p ara s e n ta rs e, a y u d ad o p o r e ll a . C ru zó la s p ie rn as , y p o r e l d o lo r, e n dere zó la e sp ald a.
Página 164
T uvo la s en sa ció n d e q ue e l fu eg o q ue p oco a n te s to rtu ra b a s u s v érte bra s, s e d es van ecía p o r s u c ab eza . C onti nuab a, p ero c o n m en os i n te nsid ad . A sh ta ru th o ste nta ba e n s u fa z u na p alid ez d e m uerte . Y A do nis , p ara c a lm arla , la b esó c o n to do e l c a riñ o d e s u a lm a e n l a fr en te . El la se tr an quilizó u n in sta nte , y lu eg o le aco só co n p re g u nta s q u e le d ic ta ba s u a n gu sti a. —O ye —l e d ijo A don is — n o p u ed o e xp li c a rte lo q ue m e p as ó . Es la p rim era v ez q u e e n m i v id a h e s en tid o e s to ... Pe ro c re o q ue p o r e l b ie n d e a m bo s n o d eb es a cerc arte m uch o a m í. —¿ He s id o y o la c au sa? —p re g u ntó e lla , tr is te . —N o. N o h as s id o tú l a c a u sa. L a c au sa e s tá e n m i. C alló A sh ta ru th , s in h ab er c o m pre n d id o n ad a. Y fu e la p rim era v ez q ue n o s e a tr ev ió a s ati sfa ce r s u c u rio sid ad o s u i n certi d um bre c o n u na p re g u nta . C in co d ía s s e s u ced ie ro n . El a m or d e la m uch ac h a a u m en ta ba c o n la s h ora s q u e p as ab an . Pe ro y a n o e ra e l m is m o a m or d e a n te s. y a n o fo rm ula b a e sa s p re g u nta s c a riñ osas . A hora s u c ariñ o e sta ba e m pap ad o p o r u na b ru m a d e tr is te za . A m ab a, p ero c alla b a. A do nis le in te rro gó v aria s v ece s s o bre la c au sa d e s u p es ar. El la s o nre ía c o n u n a m ueca d e tr is te za , y le van ta ba lo s h om bro s c o m o d ic ie n do: "N o s é." Pe ro e sa tr is te za tr ocó a l d em onio e n á n gel. .. D es d e e l p rim er b es o q ue re cib ió A sh ta ru th , la m uje r a lta nera y o rg u llo sa, la c ap ric h o sa e im petu osa, s e tr an sfo rm ó e n la d u lzu ra h ech a c arn e. U n d ía , le d ijo a A don is : —A ho ra te p re sen ta s a m is o jo s e n to dos y e n to do.. . A ye r ib a a c as ti g ar a u n la b ra d o r p o r u na fa lta q ue h ab ía c o m eti do, y a l l e v an ta r e l b ra zo , s e n tí q ue ib a a d arte la b o fe ta da e n la c ara . Y m e d etu ve. L os s ir v ie n te s d e la c a sa n o s ab ía n a q ué a tr ib u ir e l c a m bio ta n r o tu nd o e n e l c ará cte r d e s u a m a, y y a e n s u s c o ra zo nes s e p re sen tía l a a lb ora d a d e u n c a riñ o h ac ia e lla . L a v ís p era d el r e g re s o d e J ad alla h B ey, A sh ta ru th n o q uis o s ep ara rs e d e A do nis n i u n s ó lo in sta nte , c o m o s i p re sin ti era a lg ún s u ces o fu nesto . A qu el d ía , p re g u nta ba m uch as c o sas c o m o e sta s: —A do nis , ¿ cre es tú e n la r e en carn ac ió n? —Sí . —En tonces, o tr a v ez no q u ie ro n ac er d ru sa.
Página 165
C om pre n dió e l ja ti b la c au sa d e la r e fl exió n d e s u a m ad a y le d ijo : —El m al n o e s tá e n n ace r d ru so o c ris ti an o, s in o e n n o c o m pre n der l a ú nic a L ey N atu ra l. —¿ Qué e s l a L ey N atu ra l, A don is ? —Es l a le y d el c o ra zó n. —Es v erd ad —. —Y c all ó e lla , p ara a ñ ad ir lu eg o , c o m o h ab la n do c o n sig o m is m a: —Y toda l e y q ue n o n ac e d el c o ra zó n d eb e s er fa ls a . Su fría A sh ta ru th . A do nis c o m en zó a s en tir p o r e lla u n a m or d ife re n te a c u an to s h ab ía s e n ti do o p odría s en tir. L a a m ab a c o m o e l p in to r a s u o bra m aestr a y e l p o eta a s u m ejo r c o m posic ió n. Po rq u e é l la s en tía c o m o u n a o bra s u ya. —Ma ñan a lle g a m i p ad re . ¿ C óm o p o dré v iv ir s in ti ? —Es to m e p re o cu pa a m í ta mbié n . H asta m e s ie n to c u lp ab le a n te é l. —N o d ig as to nte ría s. —a tajó e lla — ¿ C ulp ab le tú ? ¿ C ulp ab le d e q ué? .. . C on to do, d ejé m on os a h ora d e c u lp ab il id ad es y p en se m os e n a lg ún m ed io p ara p oder v erte c o n la fr ecu en cia d e a n te s. El c all ó . C om o s i n o tu vie ra d eseo s d e v ers e c o n e lla , o m ás b ie n . c o m o s i n o s e l e o cu rrie ra m ed io a lg uno . —Yo id earé a lg ú n p la n . L e d ir é q ue q uie ro p erfe ccio narm e e n e l fr an cés y q ue tu p o dría s d es em peñ ar e l c arg o d e m aestr o m ío . A v eces , A sh ta ru th s e le van ta ba b ru scam en te y a cu día a la v en ta na, co m o si necesita ra del air e , que asp ir a b a p ro fu nd am en te , p ara d es h ac er u na o pre sió n a l p ech o . Vo lv ía l u eg o a l la d o d e s u a m an te ... Y se la m en ta ba: —¡Ma ld ita s e a e s ta g uerra q u e m e c o rta la s a la s !. .. A llá , tr as d el h o rizo nte s e p ued e v iv ir s in le yes. En tonces A do nis la c alm ab a, o ra c o n u na s o nris a, o ra c o n u n b es o ... Ma s to do e sfu erzo e ra v an o . —¡N o m e a b an don ará s, A don is !. .. T en c o m pasió n d e m í. Es cu ch an d o e sta s p ala b ra s, s en tía e l ja ti b q ue la s lá g rim as a cu día n a s u s o jo s. En tonces m urm uró . —Si to do d ep en de d e m i v o lu n ta d, n o te d eja ré . A sh ta ru th . Pe ro h ay o cas io nes e n q ue c ie rta s c ir c u n sta ncia s .. . —D éja m e a rre g la r e ste a su n to . Y y o te p ro m eto q ue a l n o e n co n tr ar la s o lu ció n, y o m is m a te d ir é : "Ve te".. . s i h asta e n to nces e s to y v iv a . —¡T ú te h as p ro pu es to h acerm e s u fr ir !
Página 166
—¡Su frir ! ¡Su frir !. .. ¿ Q ué e s e l s u fr im ie n to a n te la m is m a a n iq uila ció n ? —O ye —e xcla m ó A don is —. ¿ N o m e d ijis te u n a v ez q ue n o h ab ía p ara q u é p en sar e n la d esg ra cia a n te s d e ti em po? —¿ Quié n te h a d ic h o q u e e s to y p en san do e n la d esg ra c ia ? N i s iq uie ra m e in q uie ta . —¿ En q ué e stá s p en san do, e n to nce s? —A do nis o la l ib era ció n. A l c o n ju ro d e e sta s p ala b ra s, u n fr ío d e m uerte in vad ió a A do nis . —Es ta n o ch e ir é a tu c u arto —a vis ó e ll a . A do nis n o p udo c o nte sta r. Su d olo r y s u a d m ir a ció n , a ta ban s u le n gu a. —H asta lu eg o , m i D io s. Y e n d esp ed id a u n b eso s o ste nid o y p ro fu nd o, u nió s u s l a b io s a rd ie n te s. A qu ella n o ch e h u bo m uch as p ala b ra s d e a m or y m uch as l á g rim as, q ue u nía n a lo s e n am ora d os. A la s c u atr o d e la m añ an a e ll a a b an don ó a A do nis , q uie n a p en as s e v io s o lo , v o lv ió a s e n ti r e s o s y a c o nocid os d o lo re s e n la e sp in a d ors al. N o te nía n la a g u deza o in te nsid ad d e lo s a n te rio re s, p ero le o blig aro n a g uard ar c am a h as ta e l m ed io día c u an d o e scu ch ó e l re lin ch ar d e lo s c a b allo s e n e l p ati o. Er a J ad all a h El A tr ash q u e r e g re sab a d e s u v ia je . C ap ítu lo XI X D UDA S Y SU FR IMI EN TO S H acía q uin ce d ía s q u e e l B ey e sta ba e n c asa. Mi le s d e m ed io s, q u e le d ic ta ban s u im ag in ació n e n am ora d a, p uso e n p rá cti ca para pod er ve r a Adon is .. . Ash ta ru th su fr ía i n te nsam en te . Va ria s v eces q u is o c o nfe sar a s u p ad re la p asió n q ue la c o nsu m ía , p ero te mía q u e e l a u to r d e s u s d ía s, d is g usta do , d esp id ie ra a A do nis . Y e ll a s e re p etí a q u e e ra i m posib le la v id a le jo s d e é l. A do nis e n ta nto , s e v e ía a co sad o p o r s u s d olo re s, a u nqu e c ad a d ía d ecre cía n e n fu erza . Mu ch os le d ij e ro n q u e e ra r e u m ati sm o y q u e d eb ía a b ste ners e d e la c a rn e. Y se a b stu vo d e c o m erla . T odo s lo s d e la c asa, y lu eg o to dos lo s h ab ita nte s d el p ueb lo , n ota ban el cam bio opera d o en A sh ta ru th , y cre c ía la i n certi d um bre s o bre la c au sa q u e lo h ab ía m otivad o.
Página 167
El la h ab ía s id o u n a m uje r p re ñ ad a d e o rg ull o , q ue m uch as v eces n i s iq uie ra c o nte sta ba e l s alu do, y a h ora , e n tr e o tr as c o sas, s alu d ab a e lla p rim ero y a la p ers o na s alu dad a, l a lla m ab a c o n s u n om bre d e p ila . U n d ía a sis ti ó c o n s u p ad re a la c ele b ra ció n d e u n m atr im onio p obre . Es te c aso ll a m ó la a te nció n a to dos. El m is m o p ad re , fe liz y c o n te nto , o b se rv a b a a s u " n u ev a h ija ", l a c o n te m pla b a a d m ir a d o . Pe ro d eb id o a s u s u pers ti ció n , n u nca l e p re g untó la c a u sa d e s u re g en era ció n , te mie n d o q ue u n a p re g u nta d e ta l ín dole h ic ie ra d esvan ec ers e e l e n can to . A sh ta ru th e n co ntr ó e n c ie rta o ca sió n a u na p o bre v iu d a q ue l lo ra b a la re cie n te m uerte d e s u e s p o so . El la la c o nso ló u n m om en to , y lu eg o le te ndió s u m an o c o n d ie z o d oce lib ra s o ro , q ue c o nsti tu ía n u na fo rtu na. A qu ella p ob re m uje r, fu e la p re n sa d el p u eb lo q ue r e g ab a la n o ticia , y lle vad a p or s u e m oció n y a g ra d ecim ie n to , e xag era b a l o s h ech os. Po co d esp ués, to do s s alu d ab an a la h ija d el B ey, o ste nta ndo e n s u s la b io s u n a s o nris a d e c ariñ o . A do nis —p re g u ntó u n d ía A sh ta ru th —, ¿ cu ál e s la m ayo r fe li c id ad d el h om bre e n e sta v id a? —Pu es , h acer fe li c es a l o s d em ás. —Es v erd ad . —Y c all ó A sh ta ru th . Ma s, c o n u n to no d e p ro fu nd o d olo r, p re g un tó —: ¿ H ab rá a lg uie n q ue p ued a h acerm e fe li z a m í? A do nis s o nrió , y m ie n tr as a so m ab a a s u s fa cc io nes la m alic ia , le r e sp ond ió : —A lg ún d ía l le g ará a q uel h om bre . —O ye , c u an d o te rg iv ers as e l s en tid o d e m is p ala b ra s , te ng o g an as d e m ord erte e so s la b io s. Y c o m o A donis r ie ra , le m ord ió l a m eji lla . L u eg o c o rrió a la c o cin a. Pe ro e l p rim er g olp e d ad o a s u fe lic id ad , lo re cib ió d e s u p ad re , q uie n l e d ij o : —A sh ta ru th , tú e stá s d an d o d em asia d a c o nfi an za a l ja ti b. T e v eo s ie m pre a s u la d o. —¿ Qué m al h ay e n e sto , p ad re ? —N in gun o. Pe ro tu p rim o, tu n o vio , n o to mará a b ie n e sto . —Pa dre —s upli c ó e lla c o n v o z d esfa lle cie n te —, s i q uie re s q ue y o v iv a u nos d ía s m ás , n o m e h ab le s d e m atr im onio c o n m i p rim o. Pl en a d e s o rp re sa , s o nó la v o z del B ey: —¿ Por q u é, h ijita ? —Pa dre , ¿ p ara q ué v o y a d arte r a zo nes ? N uestr as le yes y c o stu mbre s n o la s a cep ta ría n . En tonces, ¿ p or q u é v o y a
Página 168
a m arg arte y a m arg ar m i v id a, e xp li c á n d ote lo s s ín to mas d e m i e n fe rm ed ad q u e n o ti en e r e m ed io p or a h ora ? —Es o q uie re d ec ir q ue lo te nd rá a lg ún d ía . —¡T al v ez! —s e lim itó a c o n te sta r s u h ija . —D esd e m i v u elta , A sh ta ru th , te n o to m uy c am bia d a. ¡Po r H am sa q ue tu c am bio m e a le g ró m uch o ! A hora to do e l p u eb lo h ab la d e ti c o m o d e u n a " u alie ", u na s a n ta . T od os n uestr os s ir v ie n te s y tr ab aja d ore s s e d esviv e n p or c o nte nta rte .. . F ui a ye r a v ig ila r a lo s c o sech ad ore s y fu e in calc u la b le m i s o rp re s a a l v er q ue h ab ía n c o sec h ad o to dos a q u ello s tr ig ale s e n u n d ía , m ie n tr as q u e e l a ñ o p asad o d uró l a c o sec h a d os d ía s y m ed io . Y c u an d o le s p re g unté c ó m o s e h ab ía o pera d o ta l m ila g ro , m e r e sp ond ie ro n: 'Po r e l c ariñ o q ue p ro fe sam os a n uestr a a m a, j u ra m os p o r la m añ an a n o to mar n in g ún a lim en to h as ta te rm in ar n uestr a fa en a... ¡A h B ey ! A c ad a c in co m in uto s g ritá bam os: '¡Po r A sh ta ru th !', y d es ap are c ía n uestr o c an san cio ." A sh ta ru th s eg uía a te nta a l r e la to , y m an ab a d e s u s o jo s u n to rr e n te d e lá g rim as . A l v er ll o ra r a s u h ij a , e l C heik s altó d e s u a sie n to a d m ir a d o y d olo rid o a la v ez, d ic ie n do : —Po r A lla h , A sh ta ru th , ¿ qu é ti en es ? ¿ Tú, tú s a b es ll o ra r? ... Es to d eb e s er a lg o g ra ve .. . H iji ta , d im e q ué n ece sita s y te lo o bte ndré p ara ti , a u nq ue s e e n cu en tr e e n e l in fi ern o. D im e A sh ta ru th m ía , d im e.. . A sh ta ru th a l v er p re o cu pad o a s u p ad re , a l v erle d ese sp era d o c o m o u n n iñ o, é l, q ue to da s u v id a la h ab ía p asad o e n e l lo m o d e s u c ab allo y e n e l fr ag or d e la s b ata ll a s , é l, q ue s e h ab ía c ria d o e n tr e e l fu eg o d e la s a rm as y e l re lu cir d e la e sp ad a, e stu vo te nta da a d ecir le s u s e cre to . T uvo la id ea d e c o nfe sarlo to do. Y y a ib a a la n za r s u s p ala b ra s c u an d o c re yó v er a s u p ad re co n el re vó lv er en la m an o, arr o ja n do su s cin co p ro ye cti le s e n e l p ec h o d e A do nis . D io u n g rito d esg arra d o r y o cu ltó la c a b eza e n tr e la s m an os. El B ey m ovió s u s h om bro s y q ued ó s ile n cio so . Pa sad o u n m om en to , r e ac cio nó s u h ija y l e d ij o : —Pe rd ón am e, p ap á. So y u na to nta q ue te h ag o s u fr ir s in m oti vo . N ad a h ay q ue ju sti fiq ue e ste s u fr im ie n to . Só lo q u e p or a h o ra n o q uie ro c a sarm e. A m as d e e so , n ad a n ec esito . —B ie n . Si es eso . n o vo lv eré a m en cio n ar lo d e tu m atr im onio , p or a h ora . T en em os m uch os a ñ o s p or d ela n te , e re s j o ven to davía ... ¿ Es tás c o nte nta ? —Si , p ap á, g ra cia s... Mi en tr as q ue e n s u in te rio r, s e d ecía : " —A lg o h e c o nseg uid o."
Página 169
Po r la ta rd e, s en ta da a lo s p ie s d e A don is , le r e la ta ba to da la c o n ve rs ac ió n. A l d ía s ig uie n te , J ad all a h B ey p re g unta ba a s u s ec re ta rio : —¿ Qué l e p asa a m i h ijita , ja ti b ? L e m ir ó c alm ad am en te A do nis y l e d ij o : —¿ Acaso d eb o s ab er y o l o q ue ti en e la s eñ orita ? —N o, n o e s e so . T e p re g u nta ba p orq u e n oto q u e c u an d o e stá a tu la d o s e e n cu en tr a m ás tr an q uil a . —N o, s eñ or. T am poco e stá tr an quila ju nto a m i. —Pe ro , ¿ de q ué c o n ve rs an e n tr e lo s d os? —D e m uch as c o sas. D e p oesía , d e li te ra tu ra , d e v ia je s ... —¿ Y de a m ore s? A do nis q u is o p en etr ar e l s ig n ifi cad o d el g esto q ue e je cu ta ba s u r o str o, y r ie n d o fo rza dam en te , r e sp ond ió : —T odavía te ng o n ec esid ad d e m i v id a, s eñ or.. . U ste des lo s d ru so s, n o q u ie re n c am bia r s u s le yes n i s u s c o stu mbre s, n i ta mpoco h e v en id o p ara h ac erlo .. . D e m an era q ue u ste d p ued e e sta r tr an q uil o , p orq u e s u " ja ti b " n o a b usará d e la c o nfian za q ue le h a b rin dad o, y s ab e h asta d o nde l le g an s u s lím ite s. J ad all a h le p ro porc io n ó u na m ir a d a d e c ariñ o m ie n tr as le h ab la b a: —O ye , ja ti b: lá sti m a q ue n o s eas d ru so . Yo te q uie ro y te a p re cio . Pr im ero , fu is te tú la a d m ir a ció n d el p u eb lo y a h ora lo e s m i h iji ta ... A ris tó tele s m e h ab ló d e ti e n m uy b uen os té rm in os, q uizá p o rq ue e re s u n s ab io , c o m o lo e s é l... a u nq ue n ad ie e s c o m o e l H ie ro fa nte ... Pe ro , ¿ n o p ued es tú d ecir m e a q ué s e d eb e e l c am bio d e m i h ij a ? ... L a d ejé u na le o na y la e n cu en tr o u n a o veja . ¿ Q ué s ig nifi ca e s to ? —A nte s d e c o nte sta rle ¿ pued o p re g un ta rle s i s ab e u ste d a lg o d e A ris tó tele s ? —C re o q ue a h ora e stá e n L íb an o, p ero n o s é c u án do v u elv e .. . A ho ra c o n te sta a m i p re g un ta . A do nis d ejó a u n la d o s u li b ro d e c u en ta s y v o lv ié n d ose a s u a m o, d ij o : —D ic e u ste d q ue m e a p re cia ¿ no e s a sí? —Sí , a sí e s. —¿ Por q u é e s e s o ? —H om bre , n o s é. Q uizá p or tu p ro ced er c o n e s e p ob re l a b ra d o r... Q uizá p o rq ue e re s c o rre c to e n tu c o m porta mie n to , o ... p o r s im patí a. —B uen o . Y s i le d ig o: " J ad alla h B ey, h ág am e e l fa vo r d e p re sta rm e u n a lib ra o d e r e g alá rm ela ", ¿ q ué r e s p o ndería ?
Página 170
—Q ue e ste e s u n fa vo r i n sig n ifi can te p ara n eg árte lo . —G ra cia s... A hora s u po ngam os q ue la s eñ o rita A sh ta ru th d es p u és d e tr ata rm e m al, d esp u és d e a te nta r c o ntr a m i v id a, d es p u és d e v er q ue y o n un ca le d ir ig í u na q ueja , n i u n r e p ro ch e a p es ar d e s u s in su lto s, lle g a a a p re cia rm e a lg o a sí, c o m o a u n p arie n te . D es p u és v o y y o y le d ig o: " O ig a, s e ñ o rita A sh ta ru th : y o la e sti m o y p or e sa e s ti m ació n m e d uele m uch o e l v e rla c o m o u n o bje to d e o dio p or p arte d e to da la s erv id um bre y d e b urla p or p arte d el p ueb lo ... L a m uje r d eb e s er u n a fl or q ue p erfu me a l a m bie n te e n e l q u e v iv e y q ue a ro m ati ce a to do tr an seú nte .. . El d o m in io d e la m uje r d eb e s er a b ase d e d ulzu ra y n o d e d esp oti sm o..." L ueg o tr ato d e d esp erta r e n e ll a lo s s en tim ie n to s d orm id os d e s u n o ble c o ra zó n, y le d ig o m uch as c o sas m ás .. . C alló A don is . Pe ro e l je fe q u e le m ir a b a c o n a te nció n y e scu ch ab a c o n a vid ez, l e d ijo : —C on tinú a, p o r fa vo r. —B ie n . Si u ste d q ue e s u n h om bre q ue h a p asad o to da s u v id a a c ab allo y c o m bati en do , u n h om bre c u yo c o ra zó n — p erd ó nem e la exp re sió n— está n en calle cid o por la s c ir c u nsta ncia s y e l a m bie n te , e sti m a a s u s ecre ta rio h asta e l p unto d e d arle u n a s u m a fu erte d e d in ero , s i é l s e lo p id ie ra , ¿ por q ué n o p od em os c re er q ue la s eñ o rita A sh ta ru th , q ue p osee u n c o ra zó n s e n sib le p or e l h ech o d e s er m uje r, p ara c o m pla c er a u n a p ers o na q u e la e sti m a, tr ata d e c a m bia r s u c ará cte r y s er l o q ue d eb e s e r? —Pe ro ja ti b ¡e s u n m il a g ro e l q ue h as h ec h o c o n m i h ij a !. .. C uán ta s v ece s tr até y o d e c a m bia r s u c a rá cte r y to do fu e e n v an o. —Es p o rq ue n o h a s ab id o e n co ntr ar u ste d e l c am in o d e s u c o ra zó n. —¡Ma gn ífi co ! ¡So berb io ! En e ste c aso , v o y a p ed ir te u n fa vo r, y p id e l o q ue q uie ra s p or é l. —Se ño r, e sto y o b lig ad o a v en d er m i tr ab ajo , p ero n o m is fa vo re s... ¿ Q ué d esea ? —Ve , s i p u ed es c o n ve n cerla d e q ue s e c ase c o n s u p rim o A bd ull a h . —Es to s í q u e n o e s p osib le , s e ñ o r. —¿ Por q u é? —Po rq ue p ara m i d es g ra cia , s u h ij a e stá e n am ora d a d e m í. El B ey , c re yó h ab er e n te ndid o m al, y p re g un tó : —¿ Cóm o?.. . ¿ Q ué d ic es? —N o s e a su ste , s eñ o r. Es tá e n am ora d a d e m í, d el j a ti b. Sa ltó J ad alla h e m pu ñan d o e l r e vó lv er, y g rita ndo:
Página 171
—¿ De ti , p erro c ris ti an o ? Pe ro a l te rm in ar s u fr ase, s e d is ip ó s u fu ria . Mo vió la c a b eza c o n e l d olo r d el a rre p en tim ie n to . —Es cú ch am e c o n c alm a, s eñ o r. —Pe rd ón am e, ja ti b. Er es m i h uésp ed , y p o r lo ta nto , s ag ra d o . —N o, e xcele n cia . Es o n o im porta , p ero o ig a lo q ue le v o y a d ec ir . C uan d o H am sa, la L uz, c re ó a lo s d ru so s, p o r s u s ab id uría in fin ita c re ó a lo s c ris ti an os, y s i lo s d ru so s v an c o n tr a lo s c ris ti an os e s p orq ue e llo s tr ata n d e ir c o n tr a lo s d es ig nio s d e H am sa q ue lo s c re ó . D e e s ta m an era , n o d eb e p ed ir m e p erd ón a m í, s u h uésp ed , s in o a H am sa, m i c re ad or. ¿ Q ué c u lp a te ng o y o s i H am sa m e c re ó c ris ti an o p ara v en ir a s erv ir a u ste d y a s u h ij a ? Si s o y c u lp ab le e n a lg o, n o tr ato d e e vad ir e l c a sti g o. A dem ás, y o h e s u fr id o m uch o e n e s ta c as a, y n unca m e q u ejé n i a u ste d, n i a l m is m o D io s. Es to le d ig o p ara d em ostr arle q ue n o e sto y a q u í p or m i d es eo , y p o r m i p ro p ia v o lu nta d, s in o o bed ecie n do a u n a v o lu nta d s u p erio r, a la v o lu nta d d e A ris tó tele s... Pe ro b asta u na p ala b ra s u ya p ara a b an d onar s u c a sa e n e ste m om en to . J ad all a h B ey, a rr e p en tid o y a d m ir a d o p or la fr an q ueza y e ru dic ió n d e s u s ecre ta rio , q u is o d ecir le m uch as c o sas, p ero s ó lo p re g u ntó : —¿ Cóm o s ab es tú ta nto d e n u es tr a r e lig ió n q ue o rd en a m ata r a to do in fi el q u e la d es cu b re ? —N o e s v erd ad , s eñ or. Su r e lig ió n e s c o m o to das la s o tr as : n unca o rd en a u n m al. N o s a b ie n do q u é c o nte sta r c alló e l B ey p ara q u e A donis c o n tinu ara : —Po r o tr o la d o, n o h em os te rm in ad o d e h ab la r s o b re s u h ija , d e q uie n le d ij e q ue e stá e n am ora d a d e m í, p ero a q uie n y o n o p ued o a m ar. —¿ Cóm o, q ue n o p u ed es a m ar a m i a d o ra d a A sh ta ru th ? ¿ Q uié n e re s tú p ara n o p od er a m ar a m i h ija ? D ij o e sto e l B ey, h acie n do u n e sfu erzo p ara c o nte ners e , p ues l a s p ala b ra s d e A do nis h ería n s u d ig nid ad y o rg ull o d e p ad re y j e fe . —Si em pre c a m bia u ste d e l s en tido d e m is p ala b ra s y p or e so s e e n co le riza . —En tonces ¿ q ué q u ie re s d ec ir ? —L o s ig uie n te : Pr im era r a zó n: Su h ij a e s d ru sa y y o s o y u n p erro c ris ti an o . N uevam en te s e le v an tó d e s u p uesto e l je fe d ru so . Pe ro A do nis l e d etu vo e l b ra zo d ic ié n d ole :
Página 172
—N o m e r e fi ero a l in su lto , s eñ or, s in o a la c re e n cia g en era l d e s u r a za , q u e u n p err o c ris ti an o n o p ued e c asa rs e c o n u na d ru sa , a u nq ue e n L íb an o e sto s u ced e s eg ún le c o nsta a u ste d m is m o. Se s en tó e l B ey d ic ie n do: —Sí . Es c ie rto . —Se gu nda r a zó n —c onti nuó A don is —: Yo e s to y e n s u c asa e n c a lid ad d e s ir v ie n te , y u n s ir v ie n te n unca p ued e le van ta r lo s o jo s h as ta s u a m a. —T erc era : yo s o y u n jo ve n p ob re y la s eñ orita e s m ill o naria . —C uarta : y o n o q uie ro m orir to davía , s o b re to do s a b ie n do q ue m i m uerte n o b en efi cia ría a n ad ie , p ues s é q u e s i tr ato d e s ed ucir a s u h ija , u ste d m e m ata ría s in m ir a m ie n to s. —Q uin ta ra zó n: y o n o s o y u n tr aid or p ara a b usar d e la c o n fian za y b ond ad q ue h e h alla d o e n s u c a sa, e n c a li d ad d e h uésp ed . —¿ Ya c o m pre n de m is r a zo nes p o r la s q ue n o p ued o a m ar a s u h ij a ? El B ey s e h alla b a c o n m ovid o p or la s p ala b ra s d e s u s ecre ta rio . Y pare cía s u v o z co m o a h og ad a p o r lla n to : —¡Q ué ir ó nic o e s e l d esti no ! —e xcla m ó—. C ad a v ez q ue e l h om bre s e c o nven ce d e a lg o , e l K ad ar, la s c ir c u nsta ncia s, v ie n en e n s u c o ntr a. A do nis c re yó q u e e l B ey a lu día a l c a sam ie n to d e la h ij a c o n s u s o brin o y tr ató d e c o nso la rlo : —N o s e p re o cu pe, B ey, to do s a ld rá b ie n a s u d eb id o ti em po. Su h ija s e c as ará a s u v o lu nta d. —O ye , ja ti b, ¿ hay m uch o s c ris ti an os q u e te ig uale n e n n oble za ? El ud ió A donis la c o n te sta ció n d ic ie n do : —A un n o h em os ll e g ad o a la s o lu ció n d el p ro ble m a.. . ¿ H a a m ad o u ste d a lg u na v ez? C err ó e l je fe lo s o jo s tr is te men te y c o n u na a m arg a s o n ris a e n lo s l a b io s r e sp on dió : —Sí , A donis —e ra e sta la p rim era v ez q ue ll a m ab a a s u s ecre ta rio p or s u n om bre , y lo h ac ia c o n c ariñ o—. A m é y p or m i a m or fu i d esg ra cia d o to da m i v id a. —Pe rd on e. N o s ab ia q ue m i p re g un ta p ud ie ra c au sarle tr is te za . —N o im porta . Si em pre h ay a lg o d e g ra to e n e s ta tr is te za . J o ven e ra to dav ía c u an do e l Su ltá n A bd ul A m id , d es p u és d e n uestr a g uerr a c o n T urq u ía , in vitó a m i p ad re a q ue fu es e a C on sta nti nop la .
Página 173
—A ll í m e e n am oré d e u n a jo ven , q u e s e a p oderó d e to das m is fa cu lta des y s en ti dos. Er a u na j o ven p u ra y la a m é l o cam en te . —L le g ó a s ab erlo m i p ad re y é l... A l d ecir e sto , e l B ey le van tó la m an o a la a ltu ra d e lo s la b io s y s o p ló s u s d ed o s. C onti nuó : —D e la n och e a l a m añ an a, e lla d esa p are ció c o n s u s p ad re s y h as ta c o n lo s m ueb le s d e s u c as a. El r e c u erd o d e h ac ía tr ein ta a ñ os c au sab a s u fr im ie n to a a q uel fé rre o d ru so . A do nis l e c o nte mpla b a d ete nid am en te , y l e p re g untó : —¿ Qué h izo u ste d d es p u és ? —C alla , h om bre . C asi m e s u ic id o... Pe ro d eje m os e ste r e cu erd o, q ue e s c o m o fu eg o b ajo la s c en iza s. —N o, s eñ or. Es toy o blig ad o a a viv ar e ste fu eg o p o r e l b ie n d e s u h ij a y d e u ste d. —A h, c ie rto . Es tábam os h ab la n do d e e ll a , d e A sh ta ru th . —Si . Su h ija n o d eb e s ab er n ad a d e lo q ue h em os h ab la d o , p ues s i l le g a a p erd er s u i lu sió n d e a m or, e s c ap az de m ata rs e. —Po r D io s, j a ti b ¡tú m e m ata s! —Efe cti vam en te , es dura la re alid ad . Pe ro an te la s c o n tr arie d ad es d eb em os s er h o m bre s. Yo q u is e c o nven cerla c o n r a zo nes ló gic as d e q ue e lla e s tá e n u n e rro r y d e q ue y o n unca p ued o s e r s u e sp o so . Pe ro e lla n o q u is o e n te nder r a zo nes y v iv e s o la m en te p or la e sp era n za . A hora , s i u ste d q uie re ah o rc ar esa esp era n za , yo n o p u ed o afr onta r la r e sp onsab ilid ad d e l a s c o nsecu en cia s. —¿ Qué d eb em os h ace r? —Yo h e p en sad o lo s ig uie n te : ta l v ez e l H ie ro fa nte A ris tó tele s n o re to rn e p ro n to , y e n v is ta d e lo s u ce d id o y o n o p ued o e sp era rle p o r m ás ti em po. U ste d h a d e c o nta rle lo s s u ces o s y y o le e scrib ir é p id ié n dole p erd ó n p o r n o c u m plir m i p ro m es a.. . y m e v o y. —¿ A d ón de? —A l Em ir F ais al, p ues s é q u e e s tá p id ie n do v o lu n ta rio s. —Es tás lo co , ja ti b, y tu id ea e s d esca b ella d a. Pr im ero : te ng o q ue d ar c u en ta a l H ie ro fa nte s o b re tu p ers o na y d ev o lv erte a é l s an o... Se gun do: T ú, c o n tu c u erp o ta n d elic ad o, n o p od ría s h ac er u n v ia je p or e l d esie rto . Y s u pon ie n do lo c o n tr ario , n o s ir v es p ara s o ld ad o . —Pe ro p ued o s erv ir d e s ir v ie n te o d e e s crib ie n te . —T erc ero : n o p u ed o p erm iti r q ue s u ced a a lg o a m i h ij a . D eb es q u ed arte a q u í h as ta c u ra rla d e s u lo cu ra .
Página 174
—¿ Y si n o l o c o n sig o ? —Ya v ere m os l o q ue p u ed e s u ced er d esp ués. —B ie n . Y a h o ra q u e y a c o noce u ste d n uestr o s e cre to ¿ pu ed e d ec ir m e c u ál d eb e s er m i p ro ced er p ara c o n e ll a ? —D eb es c o n tinu ar ta l c o m o te h as c o m po rta do h asta a h ora . —B uen o . Pe ro p or lo q u e p ued a s u ced er, q uis ie ra e n via r u na c arta a l Em ir F ais al. —¿ Te c o no ce p ers o n alm en te ? —N o, p ero m i c a rta s ería m i r e c o m en dació n. —Es crib e la c a rta y y o m e e n carg o d e e n via rla c o n la c ara van a q u e p arte d en tr o d e o ch o d ía s . —G ra cia s. —Pe ro te r u eg o —s up lic ó e l p ad re — tr ata b ie n a m i h ija y n o l a h ag as s u fr ir . C ap ítu lo XX PR EPA RA CIO N Va no s fu ero n lo s e sfu erzo s d e A don is . A sh ta ru th n o s e c o n ve n cía o n o q uería c o nven cers e p o r n in gun a r a zó n. Pa sab an lo s d ía s , a u m en ta ba s u p asió n y s u c u erp o s e ib a a n iq uila n do le n ta m en te . El B ey c o nte mpla b a e n s ile n cio a q u ella e s cen a tr ág ic a , y v eía c ó m o s u h ija s e c o nsu m ía e n s ile n cio . Ve ía c ó m o s u c u erp o d elic ad o d em ostr ab a e l s u fr im ie n to d e s u e sp ír itu . Y e ra v is ib le ta mbié n e l d olo r d e A don is . El ja ti b , in decis o e n lo q u e d eb ía h ace r, tu vo a l fi n e s te p en sa m ie n to : —" ¿Po r q u é h ag o s u fr ir a e sta m uch ac h a? ¿ N o s ería m ejo r a le n ta r e n e lla la e s p era n za , e n v e z d e m ata rla c o m o lo e s to y h ac ie n do? " A sh ta ru th p o r s u p arte , c o m en za ba a c o nstr uir c as ti llo s d e n aip es e n s u im ag in ació n y lo s o fr ecía a s u a m ad o. El m ayo r d e e ll o s e ra e l d e h uir a l e xte rio r, d es p u és d e te rm in ad a la g uerr a , p ara p o der c as ars e y v iv ir fe lic es le jo s d e la s tr ad ic io nes d ru sa s. C on e sa e s p era n za , la h ij a d el B ey v o lv ió a r e an im ars e , c o m o l a ro sa q ue s e m arc h ita c o n e l c alo r y re cib e e l ro cío d e la n och e. Mi en tr as A donis e s ta ba d ed ic ad o a e s tu dia r y a m ar, lle g ó A ris tó tele s.
Página 175
El ja ti b s e a le g ró m uch o p o r s u ta nto ti em po e s p era d o r e to rn o, y a l a v e z, te mía p or s u in ic ia ció n. C uan d o s e p re sen tó e l H ie ro fa nte , é s te le a c o g ió c o n te rn u ra , d ic ié n do le : —Mu ch o m e h a a le g ra d o tu tr iu nfo . —¿ Qué tr iu nfo , Ma estr o? —El tr iu nfo s o b re ti m is m o y s o b re lo s d em ás. D eb es s a b er, A do nis , q ue, u na s o la p ers o na p ued e c am bia r la s itu ac ió n d el m un do, s ea e n b ie n o e n m al. " ¿ Te d as c u en ta d e lo q ue h as h ec h o ? Pr im ero , lo s fa náti co s d ru so s, h ab ita nte s d e este p ueb lo , cre ía n q ue el "p erro c ris ti an o " n o p ued e p oseer n in gún m érito , p or lo q u e o dia b an a to do e l q u e n o e ra d ru so . Yo h ic e m uch o a l re sp ecto , p ero i n úti lm en te , p u es s e n ece sita ba e l s a crifi cio y tú fu is te la v íc ti m a. L as fu erza s s u p erio re s te h ab ía n d esig nad o a ti . " H as s em bra d o e n e s te p ueb lo la s em il la d el s ac rifi cio y d el a m or. Pr on to e sta s em il la s erá r e g ad a e n tr e to dos, y lle g ará e l d ía e n q ue d ru so s y c ris ti an os c o m pre n dan q ue s o n h erm an os. " Po r o tr a p arte , tu s acrifi cio e ra n ec esario p ara re d im ir a A sh ta ru th , a q uel á n gel q ue s e h all a b a p re so e n tr e la s r e ja s d e la i g no ra n cia y d el o d io . H oy h a v u elto a s u p rís ti no o rig en y tú h as s id o e l jo ye ro q ue h a d evu elto e l b ril lo a e s e m eta l p u ro . A e ll a ta mbié n le c o rr e sp on de o tr o s a crifi cio , y m uy g ra n de p o r c ie rto , c u yo o bje to e s d evo lv er a lo s d ru so s y c ris ti an os la fr ate rn id ad . Y e stá c erc an o e l d ía , e n q ue e sta ndo tú le jo s d e a q u í, la m uje r d ru sa s ea e sp osa d el d ru so . —En tonces —p re g un tó A do nis an h ela n te —, ¿deb o yo c asarm e c o n A sh ta ru th ? —N o, h ijo m ío , e sto n o s ería n in g ún s acrifi cio . A sh ta ru th d eb e m orir por su am or, p ara que lo s p ad re s d ru so s c o m pre n dan s u e rro r. D eb e s ac rifi cars e p or s u s h erm an as d e r a za . —Po r D io s, Ma estr o, ¿ no p ued o y o s acrifi carm e e n lu gar d e e ll a ? —El s acrifi cio p ued e s e r p or m ed io d e la m uerte o p o r m ed io d e la v id a. A e lla le c o rre sp on de e l p rim ero y a ti e l s eg und o. Ya te d ije d esd e e l p rin cip io q ue tu v id a s erá u n a c ad en a d e s acrifi cio s. Es te e s n u es tr o d eb er, h ijo m ío , y te nem os q ue c u m plir lo . " Ya te fa lta m uy p oco p ara la in ic ia c ió n, p ues e l F u eg o C re a d o r, r a sg ó tu m éd ula e sp in al y a b rió e l tu bo n ecesa rio p ara a scen der a l Pa dre . " T us d olo re s h an s id o tr em en dos; p ero tú h as p od id o s o p orta rlo s. Ma s, e n lo s u ces iv o d eb erá s s o porta r o tr os q u e s o n n ecesa rio s p ara l le g ar a la m eta .
Página 176
" Mi ra : u n m ag o d eb e c o lo cars e s ie m pre e n e l m ed io , p ara p oder c o nserv ar e l e q uilib rio d e la s c o sa s. En p olí ti ca, e n r e lig ió n y e n c ie n cia s, e l h om bre p ro fa no n u nca ti en e e l té rm in o m ed io . Po rq u e to do h o m bre e s e l p la ti ll o d e u na b ala n za , e xcep to e l m ag o q ue d eb e s er e l ju ez q u e p es e la s c o sas s e g ú n l a le y. " D esp ués d e la in ic ia ció n h as d e te ner m uch os e rro re s ta mbié n , p orq u e tu c u erp o n o p u ed e re sp ond er to dav ía a l l la m ad o d e tu Yo So y in te rn o . Pe ro c u an d o ll e g ues a la Ed ad d e l a R eli g ió n d el Pa dre , e n to nces s e d esp erta rá n e n ti lo s e fe cto s d e la In ic ia ció n In te rn a. " Ó ye m e, A don is , y d éja te d e p en sa r e n Ev a y A sh ta ru th ..." —Pe rd ón , Ma es tr o —s e d is cu lp ó e l d is cíp u lo c o n lá g rim as e n l o s o jo s. —T odavía h ay u na te rc e ra m uje r q u e ti en e q u e o cu p ar o tr a p arte d e tu v id a. L a p rim era te in d ucir á a l a m or y a l a rte . L a s eg un da te v ig ila rá d esd e e l o tr o m un do d án do te s a b er y p oder. Y la te rc era , e q uil ib ra rá c o n s u o ra ció n , e l s a b er y e l p oder e n tí . L as tr es s o n n ec esaria s y te s erv ir á n d e e s calo n es p ara a scen der a tu tr on o i n te rn o. " En la a ctu al c o ndic ió n d el m un do e l d olo r d eb e p re vale c er a l g ozo . Po r e sta s ra zo nes n ad ie p u ed e lle g ar a la v e rd ad era i n ic ia ció n s in o p or m ed io d el d olo r y d el s a crifi cio q u e p urifi ca n l a s p asio n es y e le va n e l d eseo . D e m od o q u e e l d o lo r d e e lla s p or ti , te c o nd ucir á p o r e l s en dero y tu d o lo r p or e lla s s erá c o m o l a lu z para g uia rla s. " U na vez li b ra d o co m ple ta m en te de tu s cad en as, c o m en za re m os tu in ic ia ció n q u e s e rá p o r m ed io d el s u eñ o . " T odo c o no cim ie n to v ie n e a l h o m bre e n e sta do d e é x ta sis o d e d es li g am ie n to d e s u s p ro pio s s e n ti dos. Es p o r m ed io d e e sta l ib erta d q ue e l Yo So y c o m ie n za a o bra r p or s í m is m o e n s u v eh íc u lo , lib re d e s u p ris ió n , e l c u erp o , y d e s u s c ad en as, lo s s en tid os. " So n tr es lo s m is te rio s d e la I n ic ia ció n : " 1 °) De d ó nde h em os v e n id o; " 2 °) En d ó nde e sta mos; y " 3 °) A d ónd e v a m os. " Ex plic arte e s to s tr es m is te rio s c o n p ala b ra s s ería p erd er e l ti em po . " T ú d eb es v er y e xp lo ra r p o r ti m is m o. N o d eb em os a d ela n ta r l a s c o sa s: a s u d eb id o ti em po lo c o m pre n derá s to do . " T ie n es tr ein ta d ía s d e p re p ara ció n, a p arti r d e h o y. T od os tu s e sfu erzo s d eb es d ed ic arlo s a la o bra . T u p re p ara c ió n c o nsis te e n tr es c o sas:
Página 177
" T ra b aja r. " Me dita r. " En ce n d er e n ti m ás y m ás e l fu eg o s ag ra d o p ara q uem ar to dos l o s d esh ech os." D esp ués A ris tó tele s sig uió p ro dig an do su s co nsejo s a A do nis , p or e sp acio d e u n a h o ra . Po r ú lti m o le e n tr eg ó c ie rto s tr ab ajo s p ara tr ein ta d ía s, d es p id ié n dose c o n e sta s fr ase s: —H ay c ie rta s e scu ela s q ue a co n se ja n m ata r la s p asio nes y a m orti gu ar la c arn e. T u c am in o s erá d is ti n to , h ijo m ío . D eb es d es p erta r e n ti la s p asio n es , e sc u ch arla s y re fu tarla s c o n s ab id uría . T ú d eb es s er te nta do v a ria s v eces , y n u nca d eb es h uir d e la te nta ció n. "Es pero e n co ntr arte p re p ara d o a m i v u elta ." —Á mala ... A dió s, h asta la v u elta . C ap ítu lo XXI A PET ECID O PER O PR OHIB ID O El p rim er a m or, e s c o m o u n a s em il la : u n a v ez s e m bra d a, n ac e, c re ce, y c o n e l ti em po s e tr an sfo rm a e n u n á rb ol fr ondo so e n e l q u e a n id an la s a ves d el c ie lo . El v erd ad ero a m or e s u no. Pe ro d e la u nid ad n ace n to do s lo s d em ás n ú m ero s. A do nis a m ó a Ev a, c o m o a m a e l p oeta a s u p o es ía e n fo rm ació n, o e l p in to r a c u ad ro e n c re ació n . H oy c o m en zó a s en tir p ara A sh ta ru th , u n c ariñ o, c o m o e l d el s ab io p ara s u te oría s en ti da p o r é l, e in co m pre n sib le p ara lo s d em ás. Pe ro lo m ás s o rp re n d en te fu e q u e n o e n co ntr ab a d iv ers id ad e n tr e e sto s d o s a m ore s. A m ó a Ev a c o m o e l id ealis ta a s u id eal, y a m ó a A sh ta ru th c o m o e l e scu lto r a l a o b ra d e s u s m an os. Ev a te nía d el a m or la d ulzu ra , y A sh ta ru th p oseía s u te mpesta d y s u fu ro r. Ev a s u fr ía c alla d a, y A sh ta ru th h ab la b a p ara s u fr ir . L a u na s u fr ía c o n r e sig nació n, la o tr a s u fr ía c o n r e b elió n . L a p rim era q uería q ue la v o lu nta d d e D io s s e c u m pla e n e lla , y la s eg u nda q uería c u m pli r la v o lu nta d d e D io s e n lo s h om bre s. En a q uello s d ía s, J a m el B ajá in vitó a D am as co a to do s lo s j e fe s d ru so s p ara tr ata r s o bre a lg u nos p unto s im porta nte s d e p olí ti ca in te rn a. Q uería g an arlo s a s u c au sa, p or te mor a l Em ir F ais a l, q ue a m an era d el s im ún d el d esie rto , e n d on de c o m batí a,
Página 178
d es p la za ba a lo s tu rc o s y a le m an es, c o m o s u ce d ía c o n la s d unas y c o lin as d e a re n a. Ya h em os d ic h o q ue T urq u ía te m ía s o bre m an era a l le ó n d ru so . A quell a in vita ció n d uró v ein te d ía s y lo s je fe s d ru so s r e g re s aro n c o n a lta s c o n deco ra c io nes tu rc as . J ad all a h B ey , c o m o J efe G en era l d e la s Mo nta ñas, o btu vo e l m ás a lto g ala rd ón tu rc o . Ya n o e ra J ad alla h B ey, s in o J a d alla h B ajá , o Pa ch á: co n la c o n deco ra ció n d e Ma jid e p rim ero . Pe ro , ¿ qu é s u ced ió d ura n te s u a u se n cia ? A sh ta ru th d io r ie n da s u elta a s u a m or. A donis s en tía c re cer u n c ariñ o p uro h acia a q uella m uje r, h ec h ura d e s u s m an os. El la y a n o p odía d orm ir s o la , y c o m o A don is n o le c o m pla cía y en do a s u a p o se n to , e lla s e id eab a m il p re te xto s y m an era s p ara ir a l c u arto d e é l. C on to do, a q uella jo ven q ue s e c o nsu m ía d e a m or, n u nca h ab ía m alic ia d o lo s d esen gañ os y b aje za s d el m is m o. A do nis l a e stu dia b a e n to dos s u s a d em an es y p ala b ra s, c o m o s i fu era u na n ueva le cc ió n im puesta p or u n m aestr o. Y c ad a v ez q ue d escu bría e n e lla u na n u ev a m an ife sta ció n d e a m or, s en tía c o m o s i e n s u s e n tr añ as u na za rp a d o lo ro sa s e le c la vara . En tonces s e d ecía : —" ¿C óm o p ued o s acrifi car y o a e ste á n gel q ue m e a d o ra ? ¿ C óm o p u ed o y o s alv a rla d el im pla c ab le d esti no? " Y a l p en sar e n e sto , s u ro str o s e c u b ría c o n u n v elo d e tr is te za , q ue h acia q ue A sh ta ru th s e a rr o d ill a s e a s u s p ie s, b es án d olo s y d ic ie n do: —¿ Soy y o la c au sa d e tu tr is te za ? A don is ¿ en q u é te o fe ndo? ... A donis , m i D io s, s o n p oco s lo s d ía s d e m i v erd ad ero a m or. T en p acie n cia u n ti em po m ás y ll e g aré a d es cifr ar to do s tu s en ig m as y se cre to s, y ad iv in aré tu s deseo s para c o m pla c erte h as ta e n e l m ás m ín im o d e e llo s... A ho ra , m i D io s, d im e ¿ ya e stá s s ati sfe ch o d e m is e sfu erzo s? A do nis ll o ra b a s an gre in te rio rm en te . Y c u an do la v eía ta n a m an te y ta n p u ra s e d esh acía e n c a vil a c io nes y d o lo r, d ic ié n do se: —¡A y d e m í!. .. So y u n i n gra to . El le h ab la b a r a ra v ez, d eb ati én d ose c o n e l p en sam ie n to e n e l fu turo d e A sh ta ru th . Er a e lla q uie n m an eja b a la c o n ve rs ac ió n. U na n o ch e e n q u e e ll a a co sta da a l la d o d e é l e n la m is m a c am a, h ab ía guard ad o sil e n cio , se le van tó bru scam en te , d ic ie n do : —A do nis ¿ no m e d iji s te tú q ue D io s e l Se r Su pre m o C re ad o r d el U niv ers o e ra l a s u m a b on dad ? —Si , l o d ije , A sh ta ru th .
Página 179
—En tonces, ¿po r qué ha cre ad o dru so s, cris ti an os, m ah om eta nos, e tc ., y c ad a s ecta v a c o n tr a l a o tr a? A do nis c o m pre n dió a d ó nde ib a a ll e g ar c o n ta l p re g un ta , y le r e sp ond ió : —¿ Has c o nte mpla d o a lg una v ez u n á rb ol? Pu es a sí e s la h um an id ad : c ad a ra za e s u n a r a m a y c a d a r e lig ió n u na h oja . T odas e sta s r a m as d eb ía n tr ab aja r p ara d ar e l m is m o fr uto y la s r e lig io n es d eb ería n s er h oja s d e la R elig ió n U niv ers a l. Pe ro d es g ra cia d am en te , lo s h om bre s e g oís ta s n o q uie re n p en sar e n e sto y tr ata n d e d añ ar e l fr uto c o n s u s le ye s, s u s c o stu mbre s y s u e g oís m o. Y así, D io s e s b u en o y l o s h om bre s s o n m alo s. A sh ta ru th m ed itó u n m om en to p ara e xcla m ar lu eg o, ll e n a d e a le g ría : —A mor m ío : tú y y o h em os d e p ra cti car la ú n ic a r e lig ió n y h em os d e e n señ arla a lo s d em ás. En tonces n o h ab rá p ara lo s h om bre s sin o u na so la re lig ió n q ue es el am or. Y así b orra re m os la s p ala b ra s d ru so s y c ris ti an o s. A do nis s e s o rp re n dió a l e sc u ch ar e s ta s d ed uccio n es. Me ditó u n m om en to y o bje tó : —¿ Y si to do e l á rb ol e stá c arc o m id o? El la c alló a n te e l p eso d e l a p re g un ta . L u eg o s o lu cio nó: —Po dem os s em bra r o tr o. —¿ En d ónd e e s tá l a s e m il la ? —T ú y y o s ere m os la s em illa . A do nis re c o rd ó e n to nces la s p ala b ra s d el e va n g elio y d el H ie ro fa nte , y s u sp ir ó . —¿ Qué ti en es, a m or m ío ? ¿ Po r q ué s u sp ir a s? El , p or to da r e sp u es ta , l e d ijo tr is te men te : —L a s e m il la d eb e m orir p rim ero , a n te s d e d ar s u s fr uto s. A sh ta ru th e n m udeció . N o p o día s u m en te c o m pre n der e l a lc an ce d e ta le s p ala b ra s . R eco stó s u c ab eza e n e l p ech o d e A do nis , y a m bos g u ard aro n u n p ro fu ndo s ile n cio . —A do nis , ¿ m e a m as d e v era s ? —¿ Por q u é d ud as d e m i a m or? —N o s é, h asta a h o ra n o te ng o n in gú n m otivo . Pe ro tu s r e la cio n es c o n A ris tó tele s m e a te rra n . A ris tó tele s e s e l ú n ic o s er a q u ie n r e sp eto c o n m ie d o. C ad a v ez q ue p ie n so q ue tú e re s a m ig o d e é l, m e v eo e n e l fo ndo d e u n v alle y a ti e n la c u m bre d e u na m on ta ña: n i tú p u ed es b aja r h asta m í, n i y o p u ed o s u bir h as ta ti . Me ditó A do nis e n e l p oder in tu iti vo d e la jo ve n , y s in tió p or e ll a u na p en a p ro fu nda y u n c re cim ie n to e n s u c ariñ o. L a a b ra zó fu erte men te c o m o s i q uis ie ra d efe nd erla d e a lg ú n p elig ro .
Página 180
El la , c o m o s i s e h u bie ra s en ti do in va d id a p or e l m is m o te mor, p uso to da s u a lm a e n u n b eso , m ir ó b ru scam en te a s u a lr e d ed or d ic ie n do : —¡Q ué h o rr ib le s en sac ió n! Se ntí c o m o u n fr ío e xtr añ o e n m i e sp ald a, y te ngo m ie d o . A do nis n ad a d ijo . L a b es ó tr is te y p en sati vo . El la l e d ijo : —Es te b eso tu yo e s d is ti nto , A donis . Es u n b eso d e tr is te za y d e d olo r. ¿ Te m ole sto , m i D io s? —¡N un ca , n un ca D io sa m ía ! El la s e tr an q uil izó . —A do nis , te ngo u na id ea. —¿ Cuál e s? —A ho ra q ue m i p ad re es tá au sen te , p od em os h uir a Pa le sti n a. L le n aré d e lib ra s u n a a lfo rja , y c o n s e is c ab all o s d e r e le vo , e s ta re m os a ll í e n c u atr o d ía s . So nrió A don is d ic ie n do : —¿ Tan to d in ero ti en es? —Va ya u na p re g unta . T en em os d ie c io ch o ta rro s d e k ero se n e l le n os y r e p le to s d e l ib ra s. —Er es lo q uita , A sh ta ru th . ¿ Va s a r o bar p or m í? —¿ Robar? ¿ Po r q ué? L a m ita d e s m ía y s ó lo to maré u na p arte . —¿ Y o lv id as q u e c o n e sta h u id a m e h aces u n tr aid or q ue d efr au da la c o nfi an za q u e tu p ad re d ep ositó e n m i? N o, A sh ta ru th . D esp ués d e e sto m e o dia rá s , p orq ue s u po ngo q ue tú n o q uerr á s c as arte c o n u n c o b ard e. A qu ella c o n te sta ció n d esp ertó a la jo ven a la d o lo ro sa r e alid ad , d es p u és d e h ab er s o ñ ad o ta nto . C aviló m uch o a n te s d e ll e g ar a la s ig uie n te c o n clu sió n : s i e l h uir e s u n a tr aic ió n q ue e l a m an te n o q uie re c o m ete r, y s i q ued án do se, s u p ad re n o c o nsie n te e n s u e n la ce c o n A donis , e n to nces s u fe lic id ad c o n é l e s im posib le , y a q u e la fu ga e s i r r e aliza ble . A l lle g ar a e sta d ed ucció n fi n al g ritó ll e n a d e u n d olo r p ro fu ndo: —¡A y, D io s m ío ! En tonces e sto y s en te ncia d a a m orir . Y l u eg o c a yó c o m o s i s u s p ro pia s p ala b ra s l a h u bie ra n fu lm in ad o. A su sta do A don is s in c o no ce r la c a u sa d e s u d esm ayo , c o rrió a a b ra za rla . T ra s lo s b eso s y a b ra zo s, lo s m im os y la s p ala b ra s a m an te s, A sh ta ru th v o lv ió e n s í. Pe ro d esp ertó p re s a d e lo s d o lo re s, u no p síq uic o y o tr o fí sic o , a lo ja d o s e n e l c o ra zó n. —A do nis —d ijo s eñ ala n do e l p ech o—, s ie n to c o m o s i a lg o s e m e a rr a n cara a q uí. ..
Página 181
—N o, m i lin d a, n o e s n ad a... Me h aces s u fr ir , A sh ta ru th .. . T en p ie d ad d e ti y d e m í. Me a su stó tu d esm ayo . ¿ Q ué te h a p as ad o ? —H e v is to la r e alid ad , a m or m ío . ¿ C óm o n o h e p en sa d o e n e sto a n te s? A hora s í q ue e stá d ic ta da m i s en te ncia d e m uerte . Po rq ue tú n o q uie re s h u ir c o nm ig o y m i p ad re n o a ce p ta rá n uestr a u nió n. —O ye , ¿ no m e d iji s te tú m is m a q ue n o d eb em os p en sar e n la d es g ra cia a n te s d e ti em po ? —Sí , A donis , p ero la d esg ra cia e s la p érd id a d e la ilu sió n. Y q uerie n do s u a m an te a liv ia r s u d olo rid o e sp ír itu , s en te nció : —Mi en tr as e l h om bre v iv e, d eb e e sp era r. —Sí , m ie n tr as e l h om bre v iv e. Pe ro , ¿ y e l q ue ti en e la m ita d d e s u v id a e n la tu mba? —N o d ig as m ás to nte ría s. N o lo p u ed o s o p orta r. Y la s lá g rim as c o nte nid as a h ogab an s u v o z. Vi en do c ó m o s u s p ala b ra s to rtu ra b an a A don is , A sh ta ru th s e r e an im ó u n p oco p ara d ec ir le : —A mor m ío , m i p rim er y ú lti m o a m or. A gra d ezc o tu te rn ura , y p erd ó nam e... ¡ A y... e l c o ra zó n! —D eb o lle varte a tu c u arto , A sh ta ru th . —Sí , A do nis , p ero ¿ n o m e d eja rá s s o la , v e rd ad ? —N o, a m or m ío . L a c o n dujo a s u c u arto y la a co stó e n la c am a. El la to mó u na d e s u s m an os y le d ij o : —D éja m e d orm ir u n r a to . El la d u rm ió , y A do nis le c u sto dió e l s u eñ o, s in a tr evers e a p ro ducir e l m ás l e v e r u id o. Su s u eñ o e ra in tr an q uil o y fa tig ad o. C uatr o h o ra s d e s u eñ o a liv ia ro n a la jo ven . Pe ro c u atr o h ora s d e v ig il ia a m ás d e l a n och e e n v ela , a n iq uila ro n a A do nis . C ap ítu lo XXI I EL D O LO R D E VIVIR D esd e a q u ella n och e, A sh ta ru th s in tió ín tim am en te q ue la m uerte a le te ab a e n to rn o d e e ll a . T odo s lo s e sfu erzo s d e A donis p ara d is tr ae r s u m en te d e ta n fu nesto s p en sam ie n to s, fu ero n in úti le s. A sh ta ru th e ra u n o d e a q u ello s s e re s q ue n o a m an s in o u na s o la v ez y q ue v iv en p or e l a m or y p ara é l.
Página 182
A qu ella m añ an a se le van tó tr an q uil a pero basta nte e xte nuad a. D esp u és d el d esayu no d ij o a s u ja ti b : —A do nis , q uie ro p ed ir te d os fa vo re s : e l u no q ue n o te s ep are s d e m í u n s ó lo in sta nte y e l o tr o q ue r e cib as m i ú lti m o a li e n to . —C re o , q u erid a A sh ta ru th , q ue tú te h as e m peñ ad o e n m orti fi ca rm e y m ata rm e. —N o im porta , a m ad o m ío . Se rá p o r p oco ti em po. —C alla , m uje r. —O ye A don is , tú m e c o n oces m uy b ie n . Yo n o le te mo a n ad a, n i a n ad ie . Pe ro h o y te mo a la v id a, y n ad a m ás. T ú h as e vita do e n lo p osib le m i p re sen cia p o rq ue s ab ía s q u e n uestr o m atr im onio e ra im posib le . Pe ro y o , lo ca d e a m or y o bsesio nad a p or el m is m o, co nstr uía casti ll o s en el air e , co nfi an do d em asia d o e n s u s o li d ez. .. A hora y a s e h an d esvan ecid o c o m o s i h ubie ra n s id o h ech os d e h um o. A ho ra e sto y a n te la d esn ud a r e alid ad . Pe ro a u n que la re a li d ad a ca rre e m i m uerte , s ea b en dita , p ues a sí p odré to mar m is m ed id as. " A ho ra c o m pre n do e l p or q ué d el a d ela n to e u ro peo . En Eu ro pa n o h ay d ife re n cia s d e r e li g io nes, n i d is ti nció n d e r a za s. En c am bio , e n n uestr o p aís c a d a fa mili a ti en e d iv ers id ad d e c o stu mbre s y hasta de re lig io n es N ues tr o país nu nca a d ela n ta rá . " Pe ro a ñ ora , q uie ro o lv id arm e d e to do e sto p ara d ed ic a rm e s o la m en te a n uestr o a m or. " Mi a m or p ara ti , e s c o m o m i a lie n to s in e l c u al n o p u ed o v iv ir .. . T u a m or e s c o m o e l a ir e q ue a sp ir o y m i v id a e s c o m o e l q ue e sp ir o . N ec esito d e a m bos, p ues, c o n u n o s ó lo n o p ued o v iv ir .. . Mi p ad re m e o b lig a a c as arm e c o n m i p rim o. Si en to q u e e ste m atr im on io s e rá c o m o e l a ir e a rti fi cia l q u e s e in tr od uce e n l o s p ulm ones c err a d os: q u izá s a la rg u e p o r u nos m in u to s la e xis te ncia , p ero s erá p ara m í, la c o m ple ta a sfi xia . " T ú e re s e l ú n ic o , e re s m i a ir e y m i v id a. T u a li e n to , a l p en etr ar e n m is p u lm ones, m e d a e l m ovim ie n to p ara c o ntin uar v iv ie n do. " H asta a h ora n o s a b es tú lo a g ra d ecid a q u e te e sto y p or p ro porc io n arm e, a u nqu e p or p oco ti em po , la p ura fe lic id ad . Mu ch as v e ces m e p re g u nté : ¿ C óm o p u ed o r e co m pen sar a m i A do nis ? , p ero n unca s e m e o cu rr ió a lg o. ¿ El d in ero , e l d io s d el m un do? Es o e stá m uy p o r d eb ajo d e ti . " D esp ués p en sé e n e l a m or, y c re í q ue c o n e so p od ía r e co m pen sarte . T ra té d es d e e n to nces d e v iv ir tu s p ala b ra s y d e a d iv in ar tu s d es eo s. Po r e so m i c am bio d e c ará c te r fu e r a d ic al. Pe ro d esg ra c ia d am en te , c o m pre n do , s ó lo a h o ra , q ue n uestr as r a za s, r e lig io n es y c o stu mbre s , s e le va n ta n a n te n o so tr os c o m o u n m uro d e ta l a ltu ra q ue i m pid e a n uestr o a m or e l p as o lib re .
Página 183
" L le g ad os n o so tr os h as ta e s te p un to , m e h e p re g unta do : A sh ta ru th , ¿ qué te q ued a e n la v id a? —¡N ad a! ... En tonces h e r e su elto d arte m i v id a. " N o m e in te rr u m pas, te lo r u eg o . Q uie ro c o n tinu ar, p orq ue ta l v ez m añ an a o p asad o y a n o te ng a n i ti em po, n i o casió n d e h ab la r. " A sí p ues, te ng o q ue d arte m i v id a, q u e e s la m ás p re cio sa c u an d o e sto y a tu la d o, y la m ás in sig nifi ca n te c u an d o m e a le jo d e ti . " A ho ra b ie n ; s i m i v id a le jo s d e ti n ad a v a le , n o v o y a s er ta n e stú pid a d e d árte la c u an do tú e sté s a u sen te y s in te ner s iq uie ra l a e sp era n za d e q u e v u elv as. Po r e s o te h e p ed id o a l p rin cip io q ue r e c o ja s m i ú lti m o a li e n to . ¿ Me c o m pre n des a h o ra ? " A do nis s e s en tía d esfa lle cer d e d o lo r. En s u m en te s e p ro dujo u na e sp ecie d e v acío c o m ple to q ue le im ped ía h ab la r y p en sa r. C on tu vo s u lla n to , p ero lu eg o s e e n tr eg ó p or c o m ple to a la d es esp era ció n. L lo ra b a y h ab la b a: —¡N o, n o ! Po r D io s, A sh ta ru th , p or m í. .. ¡N o p u ed o s o p orta r m ás!. .. N o q u ie ro n ad a... N o q u ie ro la v id a s i a ti te p as a a lg o.. . A dm ir a d a e ll a d e v erle llo ra r, l e d ecía : —A mor m ío , a h ora s é q u e m e a m as d e v era s. L ueg o, A don is c o n tinu ó: —Va mos a h o ra m is m o a d ond e tu q uie ra s, p ero q uie ro v e rte fe li z y s an a. ¿ Me o yes? N o q uie ro v o lv er a e scu ch ar d e tu s l a b io s l a p ala b ra m uerte . T ra s d e c a ll a r u n i n sta nte , e ll a d ijo : —B ie n , q uem aré e l ú lti m o c artu ch o... A hora v a m os a p as ear u n r a to . C am in ab an le n ta men te . A sh ta ru th s in tió fa tigars e p or lo q ue d ijo a s u a co m pañ an te : —N o s é q ué m e p asa a h ora . Si em pre m e fa lta la r e sp ir a ció n . —Vo lv am os a c a sa. —N o. Me jo r sen té mono s aq u í a des can sar, m ie n tr as c o n te m pla m os a e s e g ru po d e m uje re s q ue l a v an r o pa. T om aro n as ie n to co nte mpla n d o a la s la van dera s , y e scu ch an do a u n a d e e ll a s c a n ta r u n a c an ció n d e a m or. —O ye , A do nis —p ro p uso e lla —. ¿ Po r q ué n o h aces u na c o m po sic ió n s o bre n u es tr o a m or? —¿ Es é s e tu d eseo ? —¡Sí , s í! Y la q uie ro p ro nto . —B uen o .
Página 184
Se a le g ró e lla . L ueg o in dic ó : —L a p oesía d eb e s er m uy s en ti m en ta l p ero d e u n e s ti lo s en cil lo p ara q ue la c o m pre n d an to dos. —A tu s ó rd en es —r es p o ndió A do nis , a le g rá n dose a l v e r c o n te nta a s u a m ad a. El la le m ir ó d ulc em en te , y a l ti em po q ue le e n via b a u n b es o e n e l a ir e , l e d ij o : —¿ Cuan do m e l a d as? —A ho ra m is m o. —¿ Cóm o? ¿ Ya e s tá h ec h a? —N o, p ero tú p u ed es e s crib ir la . T o m a l á p iz y p ap el. El la , r a d ia n te d e a le g ría , c o lo có e l p ap el s o bre s u s r o dilla s, y d ijo : —Es toy e sp era n d o. Me ditó A donis u nos s eg und os, y c o n m ela n co lía c o m en zó : " D el s en o d el a m or, c o m o u na fl or d e lis , s e d esli za A sh ta ru th ... El la l e in te rru m pió d ic ie n do: —. ..e n b usca d e A do nis .'" —¡B uen a te le p atí a la tu ya ! —C on tinú a, a m or m ío . L a v o z de é l s o nab a tr is te : " U n d ía e n e l c am in o, s e e n co n tr aro n lo s d os So mbría m en te y lle n a d e tr is te za , A sh ta ru th te rm in ó la e str ofa : —. ..p ero a m arg o d esti no i m puso a l h om bre . D io s." Y A don is q uerie n d o d is ip ar la tr is te za q u e e m barg ab a a s u a m ad a, p ro sig uió : " C on fían e n la s u erte c o n fé rr e a v o lu nta d Y quis o c o nti nuar c o n e sto s v ers o s: d errib an d o a la m uerte , e n p os d e li b erta d... Pe ro A sh ta ru th s e le a d ela n tó d ic ie n do , c o m o re fl eja n do e l s en tir d e s u a lm a: m as, n ad ie a n te la m uerte p osee lib erta d."
Página 185
C alló A don is y p ro te stó c o n d ulzu ra : —¡N o p ued o m ás , A sh ta ru th ! Me a rre b ata ste la in sp ir a ció n. —En c am bio , tú m e l a d is te . A do nis . Y al v erle s u m id o e n s u tr is te za , e xcla m ó: —N o te a fl ija s, p o eta m ío . A lg ún d ía , le jo s d e m í, h as d e c o n tinu arla . Yo m e q ued o c o n e sto s.. . A ho ra , v am os a l a c as a. A l te rc e r d ía , to dos lo s tr ovad ore s d el p ueb lo y h as ta lo s s ir v ie n te s d e l a c as a, c a n ta ban : " D el s en o d el a m or c o m o u na fl or d e lis , s e d esli za A sh ta ru th e n b usca d e A do nis . U n d ía e n e l c am in o s e e n co n tr aro n lo s d os, p ero a m arg o d esti no a l h om bre im pu so D io s. C on fían e n la s u erte c o n fé rr e a v o lu nta d, m as, n ad ie a n te la m uerte p osee lib erta d." A do nis s e s in tió d is g u sta do. Q uis o r e c rim in ar a A sh ta ru th , p ero n o s e a tr evió p or lo d elic ad o d e s u s alu d . El la c o m pre n dió s u d is g u sto , y le d ijo : —¿ No q u ie re s m i fe lic id ad ? .. . A sí e s to y fe liz. C ap ítu lo XXI II I N IC IA C IO N —¡Po r D io s, m aestr o, s alv e a A sh ta ru th ! —H ij o m ío , n ad ie pu ed e salv arla . D eb e co nsu m ar su s acrifi cio . —Pe ro , e s q ue y o m e s ie n to re sp onsab le d e e ll a a n te m i c o n cie n cia y a n te D io s. —D io s s a b e lo q ue h ac e.. . C on to do, d esp ués d e tu in ic ia ció n h as d e c o m pre n der tu e g oís m o d e e s te m om en to . ¿ Po r q ue q uie re s im ped ir la fe lic id ad d e e ste á n gel q ue v u elv e a l s en o d e l a lu z? ... Es p orq u e c re e s to davía e n la m uerte . T e h e d ic h o v aria s v ece s q ue la m uerte n o e xis te . N o te c u lp o, h ij o m ío , p orq ue d es d e p eq ueñ o h an s em bra d o e ste e rro r e n ti , m ezc la d o c o n e l h orro r p or l a m uerte . " Pr ecis a m en te , e n tu in ic ia ció n , d eb es m orir e n v id a p ara c o m pre n der el m is te rio d e la m uerte . En tonces h as d e
Página 186
c o m pre n der q ue e l h o m bre n o d eb e te mer a la m uerte s in o a la m is m a v id a... L a v id a, jo ven , la v id a e s la q ue c a u sa ta nta s d es g ra cia s. " A ho ra , tr an qu ilí za te y p re p ára te . Ya s e a c erc a e l m om en to ... D esn údate y v ís te te c o n e sta tú nic a d e lin o." Y A ris tó tele s p as ó s u m an o d ere ch a a lo la rg o d e la e sp in a d ors a l d e s u d is cíp ulo , m ie n tr as p ro nun cia b a u nas p ala b ra s e n u n i d io m a d es co n ocid o . —A bre e sta p uerta —o rd en ó . En la m is m a b ib li o te ca , h ab ía u na p uerta o cu lta tr as u n a c o rti n a y c o nd en ad a a e sta r c la u su ra d a p or tr es c an d ad os. A l a b rir la , n ad a p u do v er A do nis . Es taba s u m id a la h ab ita ció n e n la s m ás p ro fu nd as ti nie b la s. El m ae str o l e p re g untó : —¿ Tie n es m ie d o ? —N o s e ñ o r, e sta ndo v o s c o nm ig o. —Yo n o e sta ré c o nti go to do e l ti em po.. . En trem os. D esp ués d e u n r a to v o lv ió a h ab la r: —Es ta e s la p u erta d el c o ra zó n. D e a q u í ti en es q ue d escen der a l in fi ern o . A do nis s in tió q ue d en tr o d e s u p ech o , e l c o ra zó n d ab a u n s alto . Pe ro n o d ijo u n a s o la p ala b ra . Y s e e scu ch ó la a rm onía d e c an to s s u av es, c o m o s i v in ie ra n d e u n lu g ar m uy le ja n o, c o m o d el c en tr o d e la ti erra . Y c am in ab an e n e l s ó ta no o scu ro , e l m aestr o d ela n te y , s o ste nid o p or la s m an os, e l d is cíp ulo a tr ás. A don is c alc u ló e l ti em po tr an scu rr id o, e n tr es m in uto s. Vi o u n a lu z d éb il y m orte cin a, lu eg o , o tr a y o tr a, p ero to das e n fe rm iza s y p álid as. —Es tas lu ces s o n la s lu ce s d e tu s c o nocim ie n to s. Va mos a v er s i p ued en d is ip ar tu s ti nie b la s. A ho ra d eb es d esc en d er s ó lo , a tu n atu ra le za , p o r e sta e sca le ra . T en c u id ad o. Y d ic ie n do e s to , l e s o ltó la m an o. A do nis , p alp an do e n la s ti n ie b la s , e n co n tr ó u na b ala u str ad a. C om en zó a d esce n d er c o n m uch o c u id ad o, p ero a l lle g ar a l ú lti m o e sca ló n, s e a p ag aro n to das la s lu ces. Q uis o c o n tinu ar b aja n do e n l a o scu rid ad . A la rg ó c o n m uch a le n titu d e l p ie d ere ch o, p ara e n co ntr ar e l p ró xim o p eld añ o, y h all ó s ó lo e l v ac ío . Vo lv ió a s u p uesto . Se a sió b ie n a la b ala u str ad a, y e n c u cli lla s, e x te nd ió to da la p ie rn a izq uie rd a. N ad a. T o do e ra v acío . Se s en tó e n la g ra d a s u perio r y c o m en zó a m ed ita r e n la s p ala b ra s d e A ris tó tele s .
Página 187
" Es ta e s la p uerta d e tu c o ra zó n. D e a q u í d eb es d esc en der a tu in fiern o . Es tas lu ces s o n la s lu ces d e tu s c o no cim ie n to s. Va mos a v er s i p u ed en d is ip ar tu s ti n ie b la s.. . A hora ti en es q u e d es cen der s ó lo , a tu n atu ra le za p or e sta e scale ra . T en c u id ad o ." —¡Q ué n atu ra le za ta n o scu ra y p ro fu nd a! —s e d ij o e l jo ven : —¿ Qué d eb o h ace r a h ora ? Pe nsó e n r e g re s ar. Pe ro , ¿ có m o, e n e sa o sc u rid ad ? —¡Q ué i n fiern o ta n o scu ro y s ile n cio so ! A nte s d e te rm in ar la c o ord in ac ió n d e s u s p en sam ie n to s, o yó u n s il b id o ig ual q ue e l d el v ie n to d e e n ero c u an d o p en etr a p or l a s h en did ura s d e u n a v en ta na. Es cu ch ab a ate nto y el sil b id o au m en ta ba. C om pre n dió e n to nces q ue p as ab a e l ti em po e n v elo z carre ra . C om en zó a llo ver. Se ntía p alp ab le m en te la s g o ta s d e a g ua. D ed ujo e n to nce s q ue s e h alla b a, n o b ajo te ch o s in o a la i n te mperie . —N o p ued e s er —p en só —: la s lu ce s e sta ban s u sp en d id as, p or ta nto d eb ía h ab er u n te ch o d el c u al c o lg ab an , y e l v ie n to y l a llu via d eb ía n s e r a rti fi cia le s... ¿ A q u ie n d aría c ré d ito , a s u v is ta , a s u o íd o o a s u ta cto ? —¿ Qué d eb o h ace r? D eb e h ab er u na so lu ció n a este p ro ble m a. Su bió s eis e sca lo nes, p ero a l s é p tim o s e h all ó c o n u na p are d . A lg o d e m ie d o p en etr ó e n s u c o ra zó n y h asta a b rig ó u na d o sis d e d es co n fian za p ara e sta c la s e d e in ic ia c ió n. N uevam en te des cen dió lo s esca lo nes, y co m en zó a r e m em ora r to das la s esce n as des d e su en cu en tr o co n A ris tó tele s. N un ca e n s u p ro ce d er h ubo u n a m an ch a, d e m od o q ue s u d esc o n fian za e ra in fu ndad a. C on tinu ab a e l v ie n to c o n m ás fu ria y la llu via c o n m ayo r i n te nsid ad . O tra v ez tr ató d e s o ndear e l a b is m o, p ero s u in te nto fu e v an o. N o a b rig ab a m ie d o a la m uerte , p ero s í a la o scu rid ad . —D e la p uerta d el c o ra zó n a l in fiern o, a la n atu ra le za —p en só —. En tonces e sto y e n la n atu ra le za a h o ra , p o rq ue e n e l in fi ern o d eb e h ab er fu eg o y a q u í h ay v ie n to y l lu via . En e ste in sta nte re tu mbó u n tr uen o fo rm id ab le q ue h izo te mbla r a l a e s cale ra . —O tro fe nóm en o m ás.. . Se gura m en te e sto y a la in te m perie y s u sp en did o s o b re u n a b is m o... D eb e s e r y a ta rd e. Si ntió q u e s e h ela b a s u c u erp o p o r la ll o vizn a q ue s o p orta ba y p or e l v ie n to h ela d o q ue s o p la b a. ¿ Es pera r q u e lle g ara e l d ía e n e se e sta do?... Es o e ra d em asia d o la rg o. Q uis o e l a rre p en tim ie n to in va d ir s u m en te , p ero al m om en to se d ijo : "A hora n o es m om en to p ara
Página 188
a rre p en tirm e." D eb o b u sc ar u na s o lu ció n p ara lib ra rm e d e e s ta e n o jo sa s itu ac ió n. L a llu via a u m en ta . En tumece e l fr ío . El tr uen o e n so rd ece. Se s u ced en le n ta s y g ris es la s h o ra s.. . Y a l fi n la p ac ie n cia s e a g o ta . Má s d e tr ein ta v ece s s o nd eó e l a b is m o y o tr as ta nta s e xam in ó la p are d . A l fi n y a l c ab o ¿ qu é s e e s tá h acie n d o c o n é l? ¿ Po r q ué le h ac en s u fr ir ta nto ? ¿ Q ué o bje to ti en e e s te to rm en to y , d e q ué le s erv ir á e sta in ic ia ció n? A um en tó s u te mor. Ya e l m ie d o y la d esesp era ció n h ab ía n i n vad id o to do s u s er. Q uis o g rita r lla m an d o a a lg uie n . Pe ro ¿ a q uié n y c o n s e m eja n te te mpes ta d? T al v e z e ra u n c asti go p re p ara d o p or J ad all a h B ey e n u nió n d e A ris tó tele s... Pe ro ¿ p or q ué? T al v ez p or la s r e la cio n es q u e m an tu vo c o n A sh ta ru th . Po bre A sh ta ru th !... El la c re ía m orir p ro nto . Pe ro é l ir ía a n te s q ue e lla c a m in o d e l a e te rn id ad . Y co m o n atu ra le za h u m an a, re a ccio n ó an te el p eli g ro . Me nta lm en te d ir ig ió u na m ir a d a re tr osp ecti va a s u p asa d o ; d es fi la b an a n te é l, e n m om en to a ctu al, A ris tó tele s, A sh ta ru th y s u s p ad re s .. . —" ¡Po bre s a n cia n os! ¿C óm o e s ta rá n a h ora ? " Y c a d a in sta nte , c o rta nd o la c o rr ie n te d e s u s p en sa m ie n to s, s e d ecía : —¿ Qué h ac er? Si e ra A ris tó tele s q u ie n le c as ti gab a, n o p odía c o m pad ece rs e d e é l. Ma s es ta id ea era m uy d éb il p ara p od er co nven cerle . A ris tó tele s e ra i n cap az de e sta b arb arie . Y q uerie n do e n co n tr ar e l m oti vo d e ta le s to rm en to s, m ed ita ba e n s u c o n ducta d e l o s ti em po s ú lti m os. Mi en tr as ta nto , la s h ora s c o rr ía n . C om en zó a d ese sp era rs e m ás aú n . El ham bre y la sed ve n ía n a au m en ta r su p ad ec im ie n to . Q uis o r e co g er u n p oco d e a g ua p ara r e fr esca r s u b oca. A brió l o s la b io s a l e n cu en tr o d e la ll u via . Si n e m barg o, n i u n a s o la g ota p en etr ab a e n s u b o ca c alc in ad a. Y e n ta nto , e l a g u a le m oja b a to do e l r e s to d el r o str o... A bso rb ió d eses p era d o e l a g ua q ue h ab ía e m pap ad o s u c am is a. Pe ro e s to a u m en tó s u s e d ... ¿ H am bre y s ed ?.. . En tonces d eb en h ab er p asad o y a a lg unas h ora s e n a q uell a p ris ió n c o lg an te . Y tr ató d e im ag in ar y d e v is u aliza r s u p ris ió n.
Página 189
Me dita ba: —D esd e e l c u arto d e A ris tó tele s , h ay u n c o rr e d or h asta a q u í. D eb e h ab er a q u í u n p ozo p ro fu nd o. En la p are d e xis te e sta e scale ra d e s ie te p eld añ os, e n la q u e c o lo can a l c o nden ad o h as ta q ue s e m uera d e h am bre y d e fr ío ... A l m orir , s e p re cip ita p or s í m is m o a l fo ndo d el p ozo e n e l q u e p erm an ec e h asta e l d ía d e la r e su rr e cc ió n ... —" ¿Po zo?... Sí , d eb e s er." Y r e co rd ó q ue c u an do n iñ o, s e in cli n ab a s o b re e l p ozo d el p ati o d e s u c a sa, y é l r e sp on día c o n e l e co a lo s g rito s q ue le d iv ertí an . —" Prob are m os." Y vo cali zó fu erte men te : —¡Ee eeeiiii ! Y o tr a v e z, s u v o z le r e sp ond ía , d e ig u al m an era . —" Ahora s í e sto y c o n ve n cid o. Es u n p o zo ," Pe nsab a: —" La ll u via c o nti núa y e l h am bre a u m en ta ... Ya d eb e s e r d e d ía , y ta l v ez m uy ta rd e... Pe ro la a b ertu ra d el p ozo d eb e e sta r h erm éti cam en te c e rra d a... Mo rir e n la o scu rid ad d eb e s er te rrib le .. ." C om en zó e n to nces a c a lc u la r e l ti em po tr an scu rrid o. Pa ra te ner ta nto h am bre d eb ía n h ab er p asa d o d os d ía s , o a l m en os, u n d ía y u n a n o ch e, c o m o c u an do A sh ta ru th le p riv ó d e la c o m id a. —" ¿Se rá c a p az A ris tó tele s d e m ata rm e d e h am bre ? .. . N o, n o p ued e s er. A quel h om bre ta n b on dad oso q ue s e in clin ó, p ara d es ata r la c o rre a d e m is za pato s, n o p u ed e te ner u n c o ra zó n ta n c ru el." Y c a vil a b a e n la to rtu ra d e m orir d e h am bre . Si nti ó q ue s u c ere b ro ya n o o bed ecía al p en sam ie n to . En tonces te mió d es van ece rs e, p u es , p o r la p érd id a d e la c o ncie n cia , p od ía r o d ar a la s p ro fu ndid ad es d el p ozo ... Se a fe rr ó fu erte men te a l p as am an o d e la e sca le ra . Y med ita ba. L os tr uen os r u gía n c o n m ás fu erza . A um en ta ba m ás y m ás la l lu via . Y s en tía a l h am bre ro er c o n s u s g arra s d e h ie rro s u s e n tr añ as... C re cía s u d eb il id ad . A ho ra y a n o te nía d ud a. Su fi n e ra in m ed ia to .. . Ya d eb ía n h ab er p asa d o a lg u nos d ía s, m ie n tr as é l e sta ba e n ta l e sta do d e a b an d ono ... N o h ab ía s alv ació n p osib le p ara é l. Y vo lv ió a r e c o rd ar e l p asa d o d e s u v id a.. . R ela ta r e sto s h ech os c o n p ocas fr ases , s ería e n gañ ar a l l e c to r, p ues c ab e c ita r a q uí u n d ic h o á ra b e: " N o e s lo m is m o r e cib ir l o s a zo tes q u e c o nta rlo s."
Página 190
—" Pero , ¿ pu ed e d ura r ta nto s d ía s u n a te m pesta d?" —s e p re g u nta ba. —" No, n o p u ed e s e r.. . En tonces ¿ qu é e s e s to ?" Me ditó tr ata ndo d e r e so lv er s u d ile m a, y ll e g ó a la c o nclu sió n d e q u e n o e ra u na te m pesta d, s in o u na v erti en te q u e s e d esp eñ ab a e n a q u el a b is m o, p ero q ue p o r s u a ltu ra , a l c h o ca r c o n e l a ir e , c aía e n fo rm a d e g ru esas g ota s. D esp ués d e ta nto s d ía s —l o m en os c u atr o, s e g ú n é l—, d e s u fr im ie n to , h am bre , s e d y to rtu ra s, d esp ués d e a q u ello s d ía s q ue p are cía n m ile n io s, s e a co rd ó d e D io s. En tonces e xtr ajo d e s u g arg an ta u na ris a s em eja n te a u n q uejid o, m ie n tr as s e d ecía : —" ¡Qué d esg ra cia d o e s e l h om bre ! N unca p ie n sa e n D io s s in o e n lo s ú lti m os m om en to s d e s u v id a. ¿ C uán ta s v e ces h e p en sa d o e n é l, d ura n te to dos lo s a ñ os d e m i p erra v id a? .. . Y d es p u és, la h um an id ad s e q ueja d e la m uerte y d e lo s p elig ro s.. . D io s s a b e c u án to s d ía s e s to y a q uí y r e cié n a h ora m e a c u erd o d e é l... Va mos a v er a h ora c o n q ué c ara v o y a p re s en ta rm e a n te D io s. ¿ Y q ué le d ir é d es p u és d e ta nto s a ñ os d e v id a? .. . ¿ Q ué p re sen te d ig n o d e é l d eb o lle varle ? ... Yo n o h e s id o m uy m alo , p ero ta mpoco fu i b uen o . Ma s, ¿ có m o d esca rg ar a m i c o ncie n cia d e s u s c u lp as ? B uen o ... Yo p erd ono a A ris tó tele s p or h ab erm e e n cerra d o a q uí p ara m ata rm e... Pe rd o no a A sh ta ru th p or lo q u e h a h ec h o c o nm ig o , y le p id o p erd ón p o r m i p ro ced er p ara c o n e ll a ... Pe rd on o a T urq uía y a J a m el R ach a p or h ab erm e c o n den ad o a la h orc a ..." Se d etu vo a q u í, p en sa n d o e n lo p re fe rib le q u e h ubie ra s id o m orir ah o rc ad o . ¿ Q ué so n d o s, tr es, cu atr o m in u to s d e s u fr im ie n to e n c o m para ció n a lo s d ía s d e to rtu ra a q ue e s ta ba s o m eti do ? —" Pero —r efl ex io nab a— ¡q ué cu erp o ta n d u ro e l m ío ! ¡T an to s d ía s b ajo e sta llu via y c o n e ste h am bre to rtu ra n te !... D ir ía q ue la m uerte m e ti en e m ie d o . " L a m uerte . ¿ Q ué h ab rá d esp ués d e la m uerte ? ¿ Es é s te e l m ejo r m om en to p ara p en sar e n la m uerte ?.. . ¿ Q ué q uerr ía d ecir A ris tó tele s? 'L a m uerte n o e x is te .. . d eb es m orir e n v id a... n un ca s e d eb e te m er a la m uerte s in o a la m is m a v id a.' ¿ A ca so é l h a m uerto e n v id a y c o n tinú a v iv ie n do ?' " ¡A y, D io s m ío ! B as ta y a d e r e c o rd ar c o sa s p asad as . En e s to s ú lti m os m om en to s d eb o p en sar e n D io s.. ." A p es ar d e q ue la s ti nie b la s h ab ía n h ech o a llí, c o m o y a d iji m os, s u m ora d a, c err ó lo s o jo s p ara n o d is tr aers e e n s u m ed ita ció n. Y s e a co rd ó d e u n a fr ase le íd a e n u nos d e lo s m an uscrito s: " D io s e s tá e n to das p arte s, y p o r ta nto , e n e l h om bre ." A p es ar d el fr ío y d e la llu via , in cli n ó s u c ab eza s o bre s u p ec h o y m ed itó e n D io s d en tr o d e s u c o ra zó n.
Página 191
Es im posib le fi ja r e l ti em po q ue d uró a q u ella m ed ita ció n . Si ntió q ue ib a a e n tr ar e n s u eñ o. C re yó e n to nces q u e e ra la m uerte , p ero la m uerte en vid a.. . Es taba ya to talm en te e xte nuad o . C om o n un ca , s e d io c u en ta e n to nces d el a cerc am ie n to d e la h ora fi nal. Ya n o tu vo m ie d o, s in o p or e l c o ntr ario , a n sia b a d es li g ars e d e s u c u erp o. Pe nsó p re c ip ita rs e d e u na v ez a l a b is m o, p ara ll e g ar c u an to a n te s a la m uerte . Pe ro s e d etu vo . Y s acan do fu erza s d e s u d eb ilid ad , g ritó : —¡Pa dre m ío ! En tu s m an os e n co m ie n d o m i e s p ír itu . D ij o e sto , y c o m o c ae d e la r a m a u n a fr uta m ad u ra , e l c u erp o d e A donis s e in cli n ó y r o dó a l p re cip ic io . ¿ Q ué s u ced ía ? El c o ntin uab a p en sa n do, v ie n do y o yen d o. —" ¿Es é s ta la m uerte ? —s e p re g u ntó —. ¿ Es a sí c o m o d eb e s er? ... Pe ro ¿ qué e s e sa lu z? ... ¿ Es taré e n e l c ie lo o e n e l i n fiern o? " N o h e p erd id o e l c o no cim ie n to n i p or u n s eg un do. Ya n o s ie n to fr ío n i h am bre ." Se d io c u en ta e n to nces d e q ue s e h all a b a e n u n lu g ar i lu m in ad o. A lzó la m ir a d a y v io q ue e sta ba e n u n a p o se n to d e fo rm a o val, c o m o l a c ú pula d e u na ig le sia . T odo b ril la b a c o m o e l o ro p uro . H ab ía a ll í u n lu jo o rie n ta l fa ntá sti co . N o p udo d is ti ngu ir la c u bie rta , p o rq ue s e p erd ía e n la l e ja n ía d e la s a ltu ra s o e n la o sc u rid ad . Si ntió q ue s e h all a b a e ch ad o e n u n c o lc h ó n m uy b la n d o, y s e d ijo : —" Esto n o d eb e s er n i e l c ie lo n i e l i n fiern o. ¿ D ón de e sto y? " Y lu eg o a ñ ad ió : —" En fi n ¿ esto y v iv o o e sto y m uerto ?" A l p ro n uncia r e n a lta v o z la s ú lti m as p re g un ta s, v io s a li r d e u na p are d a u na m uje r s em id esn uda, p u es c u b ría to do s u c u erp o u na tú nic a b la n ca m uy tr an sp are n te c o m o s i fu era u n a c am is a d e c ris ta l. A do nis la c o nte mpló c o n a te nció n y p erp le ji d ad . Se p are cía m uch o a A sh ta ru th , a q uella m uje r. Pe ro n o e ra la m is m a. N uevam en te ll e g ó a s u m en te la id ea d e q ue s e h all a b a m uerto , y q ue e sa jo ven e ra la m is m a A sh ta ru th , m uerta ta mbié n . L a v e sti du ra la a tr ib uyó a l e sta do d e s u a lm a e n e l m un do d e lo s e sp ír itu s. Me cán ic a m en te , s in d ars e c u en ta d e s u s p ala b ra s , e xc la m ó: —¡Po bre A sh ta ru th ! ¿T ú ta mbié n e s tá s m uerta ? L a m uje r q ue te nía d ela n te , s e le a c erc ó e x h ib ie n d o e n lo s l a b io s u na s o n ris a d e b u rla , m ie n tr as le d ecía :
Página 192
—N o s eas to nto . T ú e s tá s ta n v iv o c o m o y o y c o m o lo s d em ás. —¿ En d ónd e e s to y? —En m i c asa. Y se s en tó a s u l a d o, c o n m ues tr as m an ifi esta s d e c o qu ete ría . L ueg o d ij o : —Ya s é q ue v as a d ir ig ir m e m uch as p re g u nta s y q u e y o te nd ré q ue s ati sfa ce r tu c u rio sid ad ... Ó yem e b ie n : tú fu is te c o n den ad o a u n a m uerte h orrib le p or lo s d ru so s, n o s e p or q ué m oti vo . Yo h e h ech o to do lo p osib le p ara s alv arte . N o m e p re g u nte s c ó m o, p orq u e s e ría la rg o d e c o nta r. Pe ro , y o te h e s alv ad o p ara q ue m e h ag as u n fa vo r g ra n de, y te g ra ti ficaré c o n g en ero sid ad . " A nte to do , d eb o ex p lic arte el h ech o: so y u na m uje r m ah om eta na q ue m e c as é c o n u n h om bre q ue n o m e g ustó m uch o , p ero e n fi n... y a e s tá h ech o. H ace a lg u nos d ía s n o s d is g usta mos e n e l m om en to d e s alir a u na v is ita , y e sta ndo é l fu era d e la p u erta , m uy e n oja d o m e ju ró e n e sto s té rm in os: 'e stá s re p ud ia d a tr es v e ces p or la s c u atr o le ye s, d esd e e l m om en to e n q u e y o v u elv a a e n tr ar p o r e s ta p u erta '... ¿ Te d as c u en ta d e lo q u é s ig nifi ca e ste ju ra m en to ?" —Sí s eñ ora —r es p o ndió A do nis —. Ya n o p ued e v iv ir c o n é l. —¿ Eres m ah om eta no? —N o s e ñ o ra , p ero h e e s tu dia d o v u estr as le yes. —Me a le g ro . Es to m e e vita e l tr ab ajo d e la e x p lic ació n. —Y c o n tinu ó d ic ie n d o—: —D esp ués, m i m arid o s e a rr e p in tió d el ju ra m en to h ech o e n u n m om en to d e c ó le ra , p ero e l a rre p en ti m ie n to y a n o s ir v e. A qu í n o te nem os e l "Mu ftí", ju ez re li g io so , p ara c o n su lta rlo . Mi m arid o y a n o p u ed e e n tr ar e n la c asa . Pa ra q ue n o m e r e p ud ie , y s eg ún la le y, te ngo q u e c as arm e n ueva m en te , p ero c o n o tr o h om bre , para po der vo lv e r desp ués a m i m arid o. ¿Me e n ti en des? —Si , s eñ ora . Y uste d m e h a e s co gid o a m í. ¿ N o e s a sí? —Me a le g ro , e re s in te li g en te ... C om o c o n den ad o a m uerte te s alv é, y c o m o fo ra ste ro p ued o g ra ti fi ca rte p ara q ue s alg as d el p ueb lo e n s eg u id a, d esp ués q u e m e re p u die s d ela n te d e d o s te sti go s. A do nis p en sab a e n c o sas m uy le ja n as a lo q ue o ía . Pe ro c u an d o e scu ch ó la s ú lti m as p ala b ra s , s e e c h ó a r e ír . —¿ Por q u é te r ie s, e stá s l o co ? H acie n do u n e sfu erzo p ara c o nte ners e , c o nte stó :
Página 193
—Q uis ie ra s er lo co s eñ o ra . ¡J a, ja , ja ! L a m ayo r d esg ra cia e s l a q ue n os h ac e r e ír ... N o s eñ ora , y o n o p u ed o c o rre s p ond er d e e sta m an era a s u fa vo r. D evu élv am e a m is v erd u gos. —¿ Y po r q ué, d esg ra c ia d o ? —Po rq ue, s eñ ora , y o n o s o y u n e scla vo d e c o m pra y v en ta , n i p ued o v e n derm e ta mpoco . A dem ás, y o e sta ba c o n la m uerte fr en te a fr en te h ace u n os... n o s é c u án to ti em po, y p o r e l m om en to n o m e s ie n to c o n g an as d e c o m ete r n in gu na n eced ad . En tonces e lla , le a caric ió e l r o str o c o n l a s m an o s y le d ijo : —¿ Por q u é? ¿ A caso n o te g u sto ? Y le d io u n b es o a rd ie n te e n la b o ca . A do nis n o lo e sq uiv ó , p ero n o s e h alla b a a s u a g ra d o. Pa ra e l tr iu nfo d e s u a n helo , e lla s e le v an tó y c o m en zó a e xh ib ir s u c u erp o a la lu z, m ie n tr as l e in vita ba: —Mí ra m e b ie n . N o s o y fe a. —N o lo n ie g o , s eñ o ra . Su b elle za m e d eslu m bra y m uch os h om bre s l a d esea ría n . Pe ro n o p u ed o s erv ir le a u ste d. F ra casa d a s u te nta tiva d e c o n quis ta , v o lv ió a s e n ta rs e ju nto a e l. H ubo u n s ile n cio , q ue e ll a r o m pió p re g un ta ndo: —¿ Cóm o te ll a m as? —A do nis , p ara s e rv ir la . —¿ Para s e rv ir m e y te n ie g as a h ace rm e e ste p eq ueñ o s erv ic io ? —¿ Lla m a a e sto , p eq ueñ o s erv ic io ? ¡Q ué d esg ra cia d a e s la h um an id ad y q u é d esg ra cia d o s o y y o ! ¿ A ca so e l m atr im on io , s eñ ora , e s u n ju eg o d e n iñ o s, p ara d esh ace rlo p o r u na e stú pid a c ó le ra y p or u nas c u an ta s p ala b ra s to nta s? ¿ H asta c u án do v iv en u ste des ta n ig no ra n te s y n o q u ie re n c o m pre n der e s ta r a zó n y e sta le y ? Se pa p u es , s eñ ora , q u e s i y o m e c aso c o n u n a m uje r s ea c o n la s le yes m ah o m eta nas, c ris ti an as o d ru sas, s erá p ara m i, e l m atr im onio , a lg o s ag ra d o y m i m uje r m e a co m pañ ará h as ta la m uerte , s ea b u en a o m ala . Po r e sto e s q u e n o p ued o s erv ir le , p o rq ue s i m e c aso c o n u ste d, n o p od ré re p u dia rla n unca y te nd rá q ue s er m ía to da l a v id a.. . L a m uje r le m ir a b a c o m o p erp le ja . L a d ig n id ad c o n la q ue h ab la b a A do nis l e fa scin ab a. A l c ab o d e u na p au sa d ijo : —En e se c a so , m e q ued aré c o nti go s in m atr im onio . —¿ Acaso e l m atr im onio c o n sis te e n la b en dic ió n d el Sh eik o d el s ace rd ote ? —¿ En q ué c o nsis te , e n to nces? —¿ En q ué? Pu es e n la U nió n d el h om bre y d e la m uje r e n e l m is m o l e c h o. Es o e s e l m atr im onio y n o la s o tr as s an deces .
Página 194
Me ditó u n m om en to la jo ven . L ueg o s e la n zó s o bre A don is d ic ie n do : —Si e s a sí, tú s erá s m ío e s ta m is m a n och e y p ara s ie m pre . Q uis o e l d is cíp ulo d e A ris tó tele s lib ra rs e d e la p ris ió n d e s u s b ra zo s, p ero fu e in ú til s u e sfu erzo . El la c o m en zó a m urm ura r e n s u o íd o p ala b ra s d e d u lc e a m or, p ala b ra s a rd ie n te s y fa sc in an te s y a c ad a m om en to d esg ra n ab a s u s b eso s e n la b oca d e é l, m ie n tr as le s u pli c ab a q ue " le b en dij e ra ". Y en to nce s, c o m en zó a d esves ti rlo d e s u tú nic a. A do nis s e s en tía d esfa lle cer p o r e l e sfu erzo m en ta l q u e h ac ía p ara r e sis ti r a lo s p en sam ie n to s e xc ita nte s. T en ía a n te é l a u na m uje r d esn uda, h erm osa e in sin uan te , e n u n a p osen to s em io scu ro : y to do e sto ju n to a la ju ven tu d d e é l, s e re u nía n p ara h acerle p erd er la c a b eza c o m o s u ced ería a c u alq uie ra . Pe ro h ay s ie m pre d en tr o d el h o m bre u n a v o z q ue e n ta le s m om en to s le g rita : "C uid ad o ." Y lo im porta nte e s sa b er e scu ch ar e s a v o z sile n cio sa . A do nis h ac ía p od ero so s e s fu erzo s p ara r e s is ti r, y e n ta nto e ll a b usca b a to dos lo s m ed io s e fi cace s p ara e xc ita rle c ad a v ez m ás. —¡So y tu ya , tu ya ! T o do te d aré . ¡A brá za me, b ésam e y te d aré l a a le g ría , l a fe lic id ad , l a r iq ueza ! T e lo d aré to do, to do, to do ... A do nis r e sp ir a b a c o n d ifi cu lta d y c o m en zó a s u d ar. R esis tí a a l a te nta ció n , y d efe ndía s u tú nic a: n o q uería q ue s e le d es n u dase. O ía la v o z q ue le d ecía : " ¡C uid ad o!" y o ía ta mbié n o tr a v o z que le in cita ba: "N o s eas to nto . A pro vech a la o ca sió n ." L a m uje r te nta dora s e le a cerc ab a m ás y le e str ech ab a m ás a ú n . Se d eb il ita ba la lu z. .. El c ere b ro d e A don is r e p re s en ta ba u na e sce n a c o nfu sa. Pe ro s u v o z in te rn a g rita ba c o n m ás fu erza : "¡C uid ad o! C uid ad o c o n e l a b is m o." Es ta ú lti m a p ala b ra , o íd a in te rio rm en te , p ro d ujo e n é l u n e fe cto m ág ic o : ¡A bis m o! El e sta ba a l b o rd e d e u n o. ¿ C óm o s e h alla b a a h o ra a q u í? Y r e p en tin am en te tu vo m ie d o d e a q u el c o lc h ón b la n d o, te mió l a s s ed as, te mió e l l u jo fa ntá sti co m uch o m ás q ue e l a b is m o. T uvo m ie d o d e s i m is m o m ás q ue d e la m uerte ... Y d e u na m an era b ru sca , c as i s a lv a je , s e d esp re n dió d e lo s b ra zo s fé rre o s d e a q uell a m uje r y d io u n s alto d eses p era d o fu era d el l e c h o . Se e xti ngu ió la lu z p or c o m ple to , y A don is o tr a v ez fu e s ep ulta do e n la o sc u rid ad p ro fu nd a. T uvo m ie d o y s e p re g un tó :
Página 195
—" ¿Q ué m e e sp era a h o ra ? " Si ntió q u e s u n atu ra le za fu e d om in ad a. Pe ro e n a q uel i n sta nte , tu vo la m is m a s en sa ció n d e q ue s u e sp ald a e ra a tr av esad a p or e l h ie rro c an d en te , c o m o c u an do, d ía s a tr ás, le a saltó e s te d o lo r re p en ti nam en te , e sta nd o ju nto a A sh ta ru th . Es ta v e z, s eg ún s u p ro pio s e n tir, e ra e s e d olo r m il v ec es m ás i n te nso . D io u n a la rid o te rrib le , c o m o e l g ato a q u ie n h an p is o te ad o la c o la , b u scó la c am a p ara r e co sta rs e e n e ll a , y n o e n co n tr án dola r o d ó p or e l s u elo g im ie n do : —¡A y, D io s m ío ! ¡A y, D io s m ío ! Y fue d eb ilitá ndose s u v o z. Y al r e p eti r d e n uevo : —¡A y... D io s.. . m ío !... C asi n o p u do e sc u ch ar é l m is m o s u s p ala b ra s. ¿ C uán to ti em po p erm an ec ió e n ta l e sta do? ¿ H ay a lg uie n c ap az de m ed ir la d u ra ció n d e la d esesp era ció n y d el d o lo r? D esp ués d e p as ad o a lg ú n ti em po —s eg un dos, m in uto s u h ora s —, c o m en zó a d ec re ce r s u d olo r. A li v ia d o, p ud o s en ta rs e e n e l s u elo . Pa só s u m an o p ara s erv ir s e d el ta cto , y s e d io c u en ta q ue e sta ba s o bre u n a a lfo mbra . —¿ Dio s m ío , c ó m o p u ed e s o p orta r ta nto s s u fr im ie n to s e ste c u erp o? —s e dijo m en ta lm en te —. Y lu eg o en vo z alta p ro rr u m pió e n e s ta i n vo cació n: —¡D io s m ío ! T e e n co m en d é m i e sp ír itu y n o q uis is te r e cib ir lo . A ho ra te p id o q u e m e lib re s d e e s te c u erp o y d e e sta v id a. Su v o z pro ducía e c o e n e l a p osen to . Se le van tó p ara p alp ar a o scu ra s e l c u arto e n e l q ue s e h alla b a. Pe ro e n e se m om en to o yó la m úsic a d e u n c a n to c o ra l, a lr e d ed o r d e é l. L ueg o , c o m en za ro n a e n cen ders e m uch as l á m para s, c o m o o bed ecie n do a u n a m an o i n vis ib le . C la vad o e n e l m is m o s iti o, b uscó c o n la m ir a d a a lo s e je cu ta nte s d el c an to . L as lá m para s fu ero n a u m en ta ndo e n n úm ero y c an tidad h asta d eja r la h ab ita ció n c o m o a la lu z d el d ía . ¿ Q ué v io e n to nces ? Er a la " c ám ara d e v is ió n". L a p arte in fe rio r e ra la " s a la g ris ", p ues e sta ba d ec o ra d a c o n e ste c o lo r té tric o , m ie n tr as q ue la p arte s u perio r d e la s ala e ra d e u n b la n co in m acu la d o . H ab ía a d orn os d e g ra n riq u eza y v a lio sas jo yas a rtí sti cas . C ub ría e l s u elo u n a r ic a a lfo mbra p ers a. A qu ella s a la , p or s u c o nstr ucc ió n, d ab a a la m en te la id ea d e q ue lo s o jo s v eía n e l c u erp o h u m an o , p or s u p arte i n te rn a.
Página 196
El p erím etr o d el ó valo in fe rio r, p o día te ner s ie te m etr os, y a m ed id a q ue s e e le vab an la s p are d es, s e r e d u cía s u d im en sió n h as ta lle g ar a c in co m etr os. D e a ll í s e e str ech ab a n ota ble m en te h as ta d eja r u n e sp acio e n fo rm a d e g arg an ta o c u ell o q ue c o n ducía a u na c ú p ula ilu m in ad a. Er a, n i m as n i m en os, e l a b d om en , la caja to rá cic a, el cu ello y la cab eza . C in co c in tu ro nes de lá m para s esta ban co lo ca d as a dis ta ncia s u nifo rm es, y c ad a u no d e lo s c in tu ro n es d e c an dil e s d ab a u n a l u z d e d ife re n te c o lo r. En la c ú p ula b rilla b an o tr os d os c o lo re s d is ti nto s. L as lá m para s n o s e e n ce n día n to das s im ultá nea m en te s in o q ue u n h ilo d e lu z c o rría d e u na a o tr a y la s d eja b a il u m in ad as . C uan d o s e ilu m in ó e l c in tu ró n in fe rio r q ued ab a u na lu z r o ja , fu e a scen die n d o, y se en ce n día n lu ces an ara n ja d as, verd es , a m aril la s, a zu le s , a m ed id a q ue a van za ba a la c ú pula e n d o nde b rilla b an d os ti nte s: e l r o sad o y e l v io lá ceo . T odas la s lá m para s e ra n d e e s p ejo s e n la p arte in te rn a, d e m odo q ue im ped ía n q ue l a lu z d e la s b om bil la s s e e s p arc ie ra , r e fl ejá n dola ín te gra m en te e n la p arte in fe rio r d e la s a la . D e la p are d n acía u n a e sca le ra d e s ie te p eld añ os, s u je ta p or d os p asa m an os d e h ie rro c la v ad o s e n e l m uro . L as s ie te g ra d as s e h alla b an s u sp en did as e n e l a ir e ; a l fi n al d e la s m is m as , y d eb ajo d e e lla s, h ab ía u n le c h o c ó m od o, s o ste nid o p or u na r e d te nd id a y c o lg ad o p or lo s c u atr o e x tr em os, p or c u atr o g an ch os d e h ie rro c la vad os e n e l s u elo . D el le ch o a l ú lti m o e sc aló n, h ab ía la d is ta ncia d e u n m etr o v ein te , o m etr o c in cu en ta c en tím etr os. El c o ro , c o n d u lc es v o ces c o n tinu ab a in te rp re ta nd o u n s alm o d e D avid . A lr e d ed or d e la s a la h ab ía tr ece tr on os, fr en te a c a d a u no d é lo s c u ale s e sta ba e n p ie u n h om bre v e sti do c o n u n a tú nic a a m aril la , e xcep to u no q ue v estí a d e b la n co . Es te ú lti m o te nía s u a sie n to s o b re s ie te g ra d as m ie n tr as lo s o tr o d oce, m en os e le v ad os, te nía n s ó lo tr es. El d e tú nic a b la n ca y d e tr on o m ás e le va d o , e ra A ris tó tele s. D ela n te d e s u tr ono s e h all a b an s en ta das s ie te m uje re s v esti das c o n u na te la v ap o ro sa , s em eja n te a la q ue v es tí a la m uje r m ah om eta na. A do nis , es tu pefa cto y desco ncerta do , m ir a b a to do en s il e n cio . Mi en tr as to do s lo s a s is te nte s c a n ta ban , e l H ie ro fa nte c o n te m pla b a u n a e s fe ra d e c ris ta l e n la q u e s e h alla b a e l m ap a d el g lo bo te rr e str e. C esó e l c a n to , y a u na s eñ al d e la m an o d e A ris tó tele s, to dos s e s e n ta ro n y e l H ie ro fa nte s e p uso e n p ie c o n u na m aje s ta d c asi s o b re h u m an a. L ev an tó la m an o y tr azó e n e l a ir e u na fi gura , c o m o s ig n o d e b en dic ió n, y A don is c re yó v e r q ue d e s u s d ed os s e d esp re n día n r a yo s d e l u z que il u m in ab an m ás a ú n e l a p osen to .
Página 197
A lzo A ris tó tele s lo s o jo s y h ab ló . C ap ítu lo XXI V C ER EMO NIA S DE IN IC IA CIO N —O s d am os g ra cia s ¡o h, Se r Su pre m o! p o r v u estr a g lo ria tr iu nfa nte e n e l c o ra zó n d e v u estr o h ij o y n uestr o h erm an o A do nis —d ijo e l H ie ro fa nte —. El c o ro r e sp o ndió : —G lo ria a l T od opo dero so e n e l c o ra zó n d el h om bre . —H erm an o Adonis —c om en zó el Hie ro fa nte —, has d es cen did o p or la p uerta d e tu c o ra zó n h asta tu n atu ra le za . F uis te g u ia d o p o r tu s s en tido s y tu s c o n ocim ie n to s te rre n ale s. Pe ro u n a v ez e n fr en ta do c o n tu n atu ra le za , tu s s e n tido s te e n g añ aro n c o m o a c u alq u ie r h om bre q u e p id e a yu da a s u e g o ís m o. L as lu ces d e tu s s e n tido s e n v ez d e d is ip ar tu s ti nie b la s in te rn as y e xte rn as, l a s a u m en ta ro n. " Q uis is te a p o ya rte e n la m ate ria , p ero é s ta n o le s ir v ió d e a p o yo s in o p or p oco s in sta nte s q ue n o p as an d e m in u to s. F u e te rrib le tu d esesp era ció n : to do s tu s s en tid os te e n gañ aro n , v eía s ti nie b la s, e s cu ch ab as h ura ca n es , s en tías llu via s y fr ió d en tr o d e u n a p osen to r e d ucid o y q ue s e h alla b ajo la s u perfi cie d e la ti erra a l q u e n o p ued en , p or ta nto lle g ar n i llu via s, n i v ie n to s, n i te mpesta des . " A c ad a in sta nte b uscab as la s o lu ció n d e tu s p ro b le m as p o r m ed io d el in te le c to , p orq u e fu is te h asta h ace p o co s m in uto s, c o m o to do s lo s h om bre s c o nfiad os, e n s u s in ve sti gacio nes, a s u s p ro pio s s en tido s. " F uis te s o m eti d o a v aria s p ru eb as p ara v er s i tu n atu ra le za p odía p re vale ce r a tu v o lu nta d. Es to d em ues tr a e l g ra d o d e e vo lu ció n a l q ue h as lle g ad o e n e sta v id a.. . H as te nid o tu s d udas p orq u e tu c o ra zó n d e jo ven n o e stá c o m ple ta men te lib re d e p re ju ic io s. Ma s c o n to do, h as tr iu nfa do a l a la rg a. " D esd e d ie z a ñ os a tr ás, n o h em os te nid o c a so s em eja n te , p orq ue lo s n eó fito s se en tr eg ab an a su s d udas y era n a p la za dos p ara e l a ñ o p ró xim o. T u h as p odid o v e n cer la d uda. " El ti em po q ue te p are ció u na e te rn id ad , e ra s ó lo u nos p o co s m in uto s. C om o r e c u erd as, a la s 1 1 e n p u nto , fu is te in tr odu cid o p or la p uerta s e cre ta , y a h ora s o n la s 1 1.3 5 m in uto s. Es to te d em uestr a e l e n gañ o d e lo s s en tido s y e l to rm en to d e lo s q u e s e c re e n e n e l in fi ern o ." A do nis n o p odía c re er e n la s p ala b ra s d el m ae str o, y lle g ó h as ta a d udar s i s e h alla b a é l m is m o e n s u s a n o ju ic io . A ris tó tele s c o nti nuó :
Página 198
—El a g ua, e l v ie n to y e l tr uen o e stá n e n tu p ro pia n atu ra le za . El fu eg o p asio nal e xis te e n tu in fiern o. T odo s e sto s e le m en to s u nid os a tu c u erp o—ti erra , fo rm an tu c u erp o o scu ro . " L a lu z b ro ta d e tu fu eg o, m an te nid o e n tu c u erp o, a lta r d e lo Ete rn o. Pe ro p ara q ue la lu z b ro te , o c o m o d ic e la B ib lia , 'p ara q ue la lu z s ea h ech a', e l h om bre d eb e e lim in ar, g ra cia s a s u fé rre a v o lu nta d, e l h um o d el fu eg o. " El ú n ic o s er q ue p ued e m an te ner e l fu eg o d el a lta r, e s la v esta l, la m uje r. Er a n eces ario s e r te nta do p o r la m uje r, p or e sto s m oti vo s: " 1 ° Pa ra q ue e lla e n cie n d a e n ti e l fu eg o. " 2 ° Pa ra q ue tu v o lu nta d e lim in e e l h u m o e n ti . " 3 ° Pa ra q ue la lu z a sc ie n da y te a b ra e l c am in o a lo s m undo s s u p erio re s e n d on de d eb es p en etr ar c o n c o ncie n cia . " T al v ez p ued es p re g un ta r: ¿ Pa ra q ué s o n to das e s ta s p re p ara cio nes? —Y y o te r e sp ond o: p ara lle g ar a s er u n m ag o, e l h om bre d eb e p o see r la Ma gia . ¿ Y q u é e s la m ag ia ? Es e l s ab er p ara p od er o bra r. " El m arin ero s in b rú ju la n o p u ed e a tr aves ar lo s m are s , y e l m ag o s in la c o n cie n cia p erfe cta , n o p ued e p en etr ar e n e l in u ndo i n vis ib le . " L os h o m bre s c re e n q ue la Ma gia e s p oder s o bre n atu ra l. El lo s e stá n e q u iv o cad os y n oso tr os n o p odem os c o n ve n cerle s d e lo c o ntr ario . L a Ma gia e s la c ie n cia d e la L ey N atu ra l. T odo h om bre e s m ag o . p ero n o to do m ag o e s c o n sc ie n te d e s u Ma gia . " A m ar a l p ró ji m o e s u n a L ey. Pe rd on ar y a m ar a l e n em ig o e s Ma gia , p orq u e e l q u e p erd o na y a m a e s u n Ma go c o n scie n te d e l a L ey. " L a s alu d e s la L ey, c u ra r a u n e n fe rm o e s Ma gia . Po rq ue e l s an ad o r g uía a l p acie n te e n e l c am in o d e la L ey. 'T od o e n la v id a e s m ag ia . Y la m ag ia e s e l s ab er o b ra r s eg ún l a s le ye s c ó sm ic as . D e m an era q u e p ara q ue tú p u ed as e n tr ar e n e l m und o in vis ib le , c o n scie n te m en te , fu e n ecesa rio e lim in ar p rim ero la s tr ab as q u e te s ep ara b an d e é l, c o m o p or e je m plo , tu n atu ra le za ig no ra n te y tu h um o s o fo ca n te . En tonces , e l fu eg o c o n su m e lo s d es ech os in te rn o s, y la e n erg ía te a b re e l c a m in o e n tu p ro pio s is te ma n erv io so q u e e s e l p u en te te ndid o s o bre e l a b is m o q ue s e p ara a l h om bre d e s u D io s ín tim o. " En tu s p ru eb as , n o te h ab ía s a c o rd ad o d e D io s s in o e n lo s ú lti m os m om en to s, m ie n tr as q ue e l Ma go e s a q u el s er q ue p rin cip ia y te rm in a to do s s u s h ech os p en san do e n D io s y g uia d o p o r El .
Página 199
" C ad a Ma go d eb e s er e l c a n al d el D io s In te rn o, y p o r ta nto , d eb e p oseer u n n om bre c u yas le tr as v ib re n e n a rm onía c o n e l Se r in te rio r. " En e l b au tism o d el a g ua fu is te ll a m ad o A do nis . H oy c o n e l b au tism o d el fu eg o s erá s A DO NA Y. " L a C ie n cia Es pir itu al lla m ad a Ma gia , e s la p rá cti ca d e la L ey q ue r ig e d en tr o d el h o m bre . Pe ro p ara p od er c o n ocer y p ra c ti ca r e sta L ey, e s n ec esario p en etr ar e n e l m un do in te rn o y a p re n der e n s u s C ole g io s y U niv ers id ad es. " Pa ra p oder e n tr ar e n e l m un do in te rn o o in vis ib le e s n ec esario a b an don ar e l m und o e x te rn o, c o m o d ic e e l C ris to , h ay q ue c err a r la s p u erta s e xte rn as d el a p osen to p ara p oder v er a l Pa dre . " T odas la s re lig io n es ti en en e l m is m o c am in o q ue e s la m ed ita ció n. N oso tr os, e n n uestr o C ole g io , te nem os c ie rta s l la ve s c u yo m ecan is m o e s p or c ie rto , a lg o d is ti n to q ue e l d e la s d em ás r e lig io n es. Pe ro s o n m ás fá cile s y m ás p rá cti cas. Es tas l la ve s s o n , u nas p ara c e rra r e l m undo e xte rio r, y o tr as p ara a b rir e l m undo in te rio r. " A ho ra , y a q ue e l fu eg o c re ad or h a a b ie rto e l c o rr e d or q ue c o m un ic a c o n la s s ie te p uerta s d e tu m undo in te rn o , v am os a c err a r la s e xte rn as, p ara a b rir l a s in te rn as." C uan d o e l H ie ro fa nte a cab ó d e h ab la r, b ajó d e s u d osel y s e e n cam in ó h ac ia A don is q ue s e h alla b a e n e l c e n tr o d e la s ala . L e s ig uie ro n la s s ie te m uje re s, d es fi la n do u na a u na. U na d e e ll a s te ndió a lo s p ie s d e A donis u n m an to b la n co . O tra c o lo có u na s ill a , s in e sp ald ar, s o b re e l m an to , y e n s u m ita d e xa cta . U na te rc era e n cen dió fu eg o e n u n p eb ete ro . L a c u arta a rro jó e n e l fu eg o u na e n cin a a ro m áti ca . L a q uin ta , la m uje r m ah o m eta na q ue le h ab ía te nta do, to mó a l jo ven p o r u n b ra zo y le h izo s en ta r e n la s il le ta . L as d os ú lti m as e sp era ro n c erc a d el H ie ro fa nte . D esp ués d e e sa p re p ara ció n, c a d a u na c o lo có u n a ra a d ife re n te s d is ta ncia s d el in ic ia d o, y s o bre c ad a a ra , u n c a n d il e n cen d id o . C ad a lu z te nía d ife re n te c o lo r, d ir ig id a s o la m en te a l jo ven , a l e sti lo d e la lá m para m ág ic a . C ad a u na d e la s m uje re s to mó s u a s ie n to . El H ie ro fa nte p erm an eció e n p ie tr as d e A do nis . L os d oce in ic ia d os s e p u sie ro n d e p ie .. . El h u m o fr ag an te , e m an ad o d el p eb ete ro , ll e n ab a la e sta ncia . L os c in tu ro nes d e lu ces, c o lo ca d os e n la s p are d es, s e a p ag aro n p o co a p o co . El a ro m a d e la re sin a c o m en zó a p ro ducir s u e fe cto e n e l c e re b ro d e A donis . Po sib le m en te A ris tó tele s d io a lg u na s eñ al, p ues u na v es ta l c o m en zó a can ta r co n u na vo z m uy d u lc e, vo ca liza ndo
Página 200
s o la m en te a lg u nas s íl a b as . D esp ués u n in ic ia d o , c o nte sta ba e l c an to c o n o tr as s íl a b as. Mi en tr as ta nto , A ris tó tele s co nti nuab a tr as del nuevo i n ic ia d o , co n la s m an os co lo cad as so bre su cab eza . El H ie ro fa nte i n vo cab a e n v o z baja . A do nis c o m en zó a s en ti r u n a m od orra a g ra d ab le . N o d o rm ía , n i s e h alla b a d esp ie rto : Er a e l s u yo u n e sta do m uy s e m eja n te a l l a p so e n tr e e l s u eñ o y la v ig il ia , o c o m o le ll a m an lo s h ip n otiza do re s, "e l esta do h ip otá xic o ". C onti nuó el can to d ura n te u no s in sta nte s m ás. En tonces s e o yó l a v o z del Ma es tr o q ue d ecía : —H erm an o m ío , d escie n de c o n m ig o. Y c o n u na m an o , r o zó la c o lu m na v erte bra l d el jo ven , d esd e e l o ccip u cio h as ta e l s a cro . A llí s e d etu vie ro n s u s d ed os. L ueg o o yó se la m is m a v o z dic ie n do : —A ho ra s í, y a p u ed es v e r C ap ítu lo XXV ¿ D E D O NDE VEN IMO S? ¿ D O NDE EST AMO S? ¿ A D O ND E VA MO S El s ab er A do nis v eía c la ra m en te a u nq ue te nía c e rra d o s lo s o jo s. Se v eía a s í m is m o d en tr o d e s í m is m o. C la ra y c o nscie n te men te r e co rd ab a o le ía , c o m o q u ie n s u eñ a y e stá c o nscie n te d e q ue e stá s o ñ an do. Se v eía a s í m is m o p ero n o e ra é l m is m o. Es im posib le d es crib ir a q uel e sta do c o n p ala b ra s. El ú nic o s ím il q ue s e p u ed e p re se n ta r, e s c o m o v er e l r e fl ejo d e u no m is m o y d e la s c o sas e n u n g ra n e sp ejo . T odo e sta ba p re s en te a n te é l a u nq ue la s c o sas e sta ban l e ja n as. ¿ Ve ía to do e l c o n ju n to e n é l o e ra é l to do e l c o nju nto ? N o e ra n la s c o sa s e n s í lo q u e v eía , s in o la s c au sas d e la s c o sas. L o a d iv in ab a o lo in tu ía . El s en tí a q ue e ra la L uz e n la L uz , y la L u z e n e l s ex o y e l s exo e ra El T odo q u e c o nti en e to do . C om pre n dió q ue to das la s r e lig io nes ti en en e l m is m o o rig en y e l o rig en d e to do lo q ue e xis te e stá e n la L uz y e l fu eg o , y la L uz y e l fu eg o e stá n e n e l s e xo . Q ue D io s e l c re ad or, m an ifi esta p or lo s ó rg an os c re ad o re s, e l fu eg o s ag ra d o y la lu z q u e c re aro n e l C osm os y to das la s c o sa s v is ib le s e in vis ib le s .
Página 201
Q ue e s ta lu z e s la in m orta liza ció n d el a lm a. Q ue e s te m is te rio e s la lla ve d e l a In ic ia c ió n In te rn a, y l a d e l a p uerta d el c ie lo . Q ue e s la p an acea d e la s alu d, d e la d ic h a y d e la s an id ad . Q ue e l h om bre y la m uje r fo rm an la d iv in id ad u n a, b in aria y tr iu na. Q ue p ara v er a D io s y h ab la r c o n El , d eb en s er u n id o s p or El y e n El . Q ue c u an do s e u nen El y El la p o r e l p en sa m ie n to y la s en sació n s e fo rm a l a c re ació n. Q ue e l v erd ad ero D io s r e sid e e n la lu z d el F ueg o Sa gra d o y q ue la a d ora c ió n a D io s d eb e s er e n e ste F u eg o. Q ue to das la s re li g io nes n o p u die n d o c o n serv ar la L u z d el F ueg o, ac u d ie ro n a sim boli za rlo p or m ed io d e m ile s d e s ím bo lo s e in ven cio n es m en ta le s. Q ue la v erd ad era r e lig ió n n o e stá e n lo q ue e l h om bre p ued e v er y o ír , s in o e n l o q ue p u ed en s en tir s u s s e n ti dos. Y a q u él q u e q uie re lle g ar a D io s d eb e b uscar e l c am in o d e la s en sac ió n y n o e l d e la o ra c ió n. Q ue e l ú nic o s er q ue p u ed e d ar la s en sació n a l h om bre , e s la m uje r. Y a la m uje r e l h o m bre . Q ue e l h om bre a l a d o ra r a D io s in tu iti vam en te a d ora a la m uje r, y la m uje r a l h om bre . El h o m bre a d ora a la m uje r p ara p ro ducir la s en sa ció n y la m uje r a d ora a l h om bre p ara p ro du cir e l p en sam ie n to . Q ue e l s exo e s la fu erza s en siti va q u e g en era a l m undo , a l h om bre y a la a cció n , p ara d esp u és p o r e l p en sam ie n to , r e g en era r a l m undo , a l h om bre , in m orta liza nd o s u a lm a. Q ue e l U niv ers o s e s o sti en e y m an ti en e p or e l F ueg o —L uz d el s exo , a sí c o m o p u ed e s e r d es tr uid o p or é l. Q ue e l s exo c o nd en a y s alv a , r e g en era y d estr uye , s eg ún e l u so , s ea p ara la s alv ació n o l a d estr ucc ió n. Q ue e l s alv ad or d el h om bre o d el m und o e s e l s e xo , a sí c o m o ta mbié n e s e l d em onio d e lo s d os. Y q u e e l h om bre ti en e la e le cció n e n tr e la s alv ació n y la c o n den a. Q ue to das la s re lig io n es a l a d ora r a D io s, s in s ab er, n i s iq uie ra in tu yen q u e e stá n a d orá n do le e n fo rm a d e s e xo , q ue e s e l p ro du cto r d el fu eg o y d e la lu z, e n c ere m on ia s, rito s y s ím bo lo s. Y e l p ro p ósito d e to das e ll a s e s m an te ner s ie m pre e n cen d id o e l fu eg o h as ta o bte ner la lu z, y q ue lo s s ím bo lo s e xte rn os c o n s u s c ere m on ia s, te nía n e l o b je to d e a y u dar a la s en sació n y a l p en sa m ie n to , a m bos d eb ili ta dos p or lo s s e n tido s e xte rn os. Q ue e l in sti n to s e xu al e s e l im puls o d e la D iv in id ad C re a d o ra . Só lo e l p en sam ie n to e s e l q u e m odula la c re a ció n e n a rm onía o d es arm onía , e n b ie n o e n m al, e n á n gel o e n d em onio .
Página 202
Q ue la m ayo r d esg ra cia d el h om bre y d el m undo e stá e n la d eg en era ció n d el im puls o c re ad or y d iv in o , p o r e l p en sam ie n to . Po r e s o e l h om bre q ue s e h a h ech o D io s e n e l Ed én , m urió . Q ue a sí c o m o e l s exo e s e l o rig en d e to das la s r e lig io n es, e s l a b as e d e to do e sfu erzo , a fe cto , a m or, fe , c arid ad , c o m pas ió n, s an tid ad , a rte , p oesía , y d e to do lo s u bli m e q u e p ued e c re ar la m en te h u m an a. Q ue to do r e in o , p o der o d om in io n acen e n e l im puls o c re ad or y p or s u a u se n cia s e e xti n guen . Q ue e l c ie lo e s la L u z d el s ex o ; e l in fiern o e s s u h um o y la v id a e s s u fu eg o . Q ue e l a m or e s u n a m an ife sta ció n d el s ex o y q u e D io s e s a m or. Q ue s in s ex o n o h ay a m or, y s in a m or D io s n o e xis te , n i p ued e e xis ti r. Q ue e l s exo , e n s u fu en te d e m an ife sta ció n, e s p uro c o m o la l u z; p ero c o m o g ra ti fi ca ció n b aja e s in no ble , y la n oble za r e sid e e n e l p en sa m ie n to . Q ue e l s exo e s la fu en te d e to do lo c re ad o p or e l a m or. Pe ro e l a m or n o p ued e e x is ti r e n la i m pote ncia , n i la i n m orta lid ad e n la d eg en era c ió n. Po rq ue e n la d eg en era ció n n o h ay asp ir a ció n , sin asp ir a ció n n o h ay g en era ció n y sin g en era ció n n o h ay r e g en era ció n. C on la p ure za d el s exo , e l h o m bre p ued e c o n ce b ir e l a m or q ue le c o ndu ce a D io s, m ie n tr as q ue c o n la im pure za d el s exo , fa bric a a u n D io s q ue ti en e lo s m is m os d ese o s d el h om bre . L oa d io ses v e n g ati vo s, lo s d io ses q ue c asti gan p or e l p ecad o y p o r e l m al, s o n d io ses im pote nte s, h ech ura d e lo s h om bre s q ue h an lle g ad o a la im pote ncia s e xu al. Po rq u e q uie n lle g a a la i m pote ncia n o p ued e v er c a ra a c ara la ú nic a r e alid ad . Q ue C ris to , H am sa , B ud a, H erm es, Z o ro as tr o, n o s o n m ás q ue in div id uos e n lo s c u ale s s e m an ife stó la lu z D iv in a, y a q u ella L uz, e n c ad a, u no d e e llo s, lo tr an sfo rm ó e n Sa lv ad o r d el Mu ndo, Q ue e s to s C ris to s ti en en q ue v en ir p or s e g und a v ez, s eg und a v en id a. Es to e s , q ue d esp ués d el d esc en so a l s exo o in fi ern o o g en era ció n , ele va n el prin cip io de la gen era ció n a la r e g en era c ió n. En tonce s a caec e e l m is te rio d e la tr an sfi g ura c ió n d el C ris to e n e l H om bre . Q ue to do Sa lv ad o r d eb e n acer d e u n a Vi rg en (l a L uz In efa ble ), Ma dre p u ra y c a sta , a n te s y d es p u és d e e n gen dra r a l h ij o . Q ue la a d ora c ió n a l So l e s la a d ora c ió n a l D io s H om bre c o m o p ad re q ue h und e s u fu eg o c re a d o r e n la n atu ra le za d e la m uje r. Y la a d ora ció n a la lu na e s a la m uje r, q uie n c o m o la lu n a, i n flu ye e n e l c re cim ie n to y e n la g en era c ió n d e lo s s ere s v iv ie n te s.
Página 203
Q ue lo s sie te Á ngele s d el Se ñor so n sie te en tid ad es c ele sti ale s e m an ad as d el F u eg o in te rn o, y r e s id en a n te e l T ro no d el In efa ble e n e l c u erp o h um an o. Q ue lo s d oce s ig n os s o n la s d oce fa cu lta des d e la L uz q ue s e e n cu en tr an e n e l h om bre Sa lv ad or d el Mu ndo. Q ue c ad a Sa lv ad or e s la p ers o n ifi cació n d e la L uz d el Pa dre y q ue to do h om bre p ara s a lv ars e y s e r Sa lv a d o r, d eb e lle g ar a la e sta tu ra d el C ris to , e sto e s, ll e g ar a la fu en te d e la L uz. T odo s lo s e le m en to s d el m al s e d esata ro n c o n tr a lo s d io ses h ijo s d el h om bre D io s: fu eg o, a ir e , ti erra y p or ú lti m o, a g ua, e l (D il u vio ) s e e n cu en tr an e n e l c u erp o, p ero s e s alv ó g ra c ia s a l A rc a d e N oé (m atr iz d e la m uje r). N oé, lo p rim ero q ue h izo a l s alir d el a rc a , fu e e n cen der e l fu eg o s o bre u n a lta r p ara d ar la s g ra cia s a D io s (e nce n d ió e l fu eg o s ag ra d o e n e l a lta r d e la m uje r, p ara c u m plir l a m is ió n d e D io s). Q ue e l m is te rio d e la In ic ia ció n c o n to do s s u s s ím bolo s, e s e l m is te rio d el fu eg o y d e la lu z, q ue h ac e a l h om bre il u m in ad o o i d en tifi ca d o c o n e l So l, e s to e s, q u e h a re cib id o la lu z y s e c o n vie rte e n Pa dre , c o m o s e ti tu la n lo s s acerd o te s, y p u ed e a s í l la m ars e Pa dre Sa gra d o . Q ue p o r e l F u eg o Sa gra d o to dos lo s h o m bre s s o n h ij o s d e El y p or c o nsecu en cia , h erm an os. Q ue e l b au tism o d el a g ua e s la in m ers ió n d el h o m bre e n la m uje r, p ara la g en era ció n , y e l b au tism o d el F u eg o e s la r e te nció n d el fu eg o e n s í, p ara a s cen der c o n e l fi n d e la r e g en era c ió n, y la in m orta lid ad c o nscie n te , e s la ilu m in ació n d el Es pír itu Sa nto . Q ue e l p an p ara c o nsag ra r e s e l s ím bolo d el So l o e l F ueg o L uz d el h o m bre : y e l v in o e n e l c áliz e s la m uje r m ad re . Q ue e l p rim ero d es cie n d e d e la e s p in a d ors a l y e l s eg un do s e h alla e n l a m atr iz s ag ra d a. Y c u an do e l I n ic ia d o to ma e l v in o y e l p an c o n s u s d is c íp ulo s in te rn os, e l F u eg o d el Es pír itu Sa nto in va d e to do e l c u erp o y e l h ij o a scie n de a l Pa dre , o rig en d e la L u z. Q ue la in vo cació n u o ra ció n d ir ig id a a l D io s o a l á n gel, e s la v ib ra ció n d e u n p en sam ie n to q ue p ro d uce c ie rto d esp erta r a viv an do la L uz in te rn a, y q ue c ad a d ía d e la s e m an a, p or la L ey a rm ónic a, p ro du ce u n a viv am ie n to d el fu eg o e n u n c e n tr o p arti cu la r d e lo s s ie te q ue s e h alla n e n e l c u erp o. Q ue e l n om bre d e J esú s s ig n ifi ca e l s o l y e l n acer e n la g ru ta d ig n ifi ca la m atr iz de la m uje r. Q ue e l n om bre d e J esú s s ig n ifi ca e l s o l y e l n acer e n la g ru ta s ig nifi ca la m atr iz de la m uje r. Q ue e l c ao s d e d on de n ac ió O sir is e s la m is m a m atr iz fe men in a o c ave rn a d el ú te ro y q ue la m is m a h is to ria d e J es ú s e s la d e O sir is .
Página 204
Q ue Is is y Ma ría s o n c ad a u n a d e la s m uje re s q u e d ic e: " Yo s o y la d io sa d e la q ue n in g ún m orta l s e h a a tr evid o a le v an ta r e l v elo ", p o rq ue b ajo m i v e lo s e h all a n to dos lo s m is te rio s. Q ue J o sé y Ma ría , Is is y O sir is , A dán y Ev a, s o n lo s s ím bolo s d e la D iv in id ad y p ad re s d e to dos lo s d io ses , p orq u e lo s d os p ro ducen a l H ijo , s ím bo lo d e la L uz. Q ue Ve nus, C ere s, Ve sta , A ss i, Ma ría , e tc . s im boli za n to das a l a m uje r, la lu n a y e l a g u a q ue re cib e la lu z d el Pa dre p ara g erm in ar d esp u és a l H ijo , q ue fo rm an to das la s T rin id ad es. Q ue e l fu eg o u sad o e n to das la s re lig io nes a n tigu as y m od ern as e s e l s ím bolo d el So l y e l So l e s e l s ím bo lo d el F ueg o C re a d o r e n e l h om bre . Q ue la c ru z e s e l s ím bolo d e la u n ió n d el h om bre c o n la m uje r, a c to d e s alv ació n. Q ue e l c u lto a la Vi rg en Ma ría e s la a d ora ció n a l a sp ecto fe men in o d e D io s, q ue e stá s in te tiza do e n la m uje r. El p arto e s l a cre ació n: el m is te rio in co m pre n sib le q ue e ra a tr ib uid o d ir e c ta men te a l H om bre —D io s, y Ma ría m ad re d e J esú s e s la fi gura d e Ve nus, D ia n a, Ma ya , Pr ose rp in a, C ere s, Is is , e tc éte ra . Q ue e l lir io e n m an os d e J o sé y a v eces d e Ma ría e s e l s ím bo lo d el h ijo q ue b ro ta d el s en o d e la m ad re c o m o b ro ta la fl or d e l a ti erra y e l lo to d el a g ua. Q ue la v ara d e A aró n o d e J o sé e s e l s ím bolo d el Po der C re a d o r. Q ue, Is is , Ve nus, Ma ría , e tc . ti en en e l tí tu lo d e r e in as d el C ie lo , c o m o la lu na q u e r e g en era . Q ue la Vi rg en d eb e a l fi n p is ar la lu n a (e le va r y d ig n ifi car e l p oder c re ad or), p ara s er c o ro n ad a c o n d oce e s tr ella s (l as d oce fa cu lta des d el Es pír itu ). Q ue lo s o belis co s y c ap ite le s d e lo s te mplo s s o n e m ble m as d el fa lo . Q ue e l Sa lv a d o r e n c ad a r e lig ió n e s e l q u e s im boliza e l fu eg o c re a d or, q ue c re a u n c u erp o p ara s e r h ab ita do p or u n a lm a y l u eg o re g en era rla , p o rq ue ta l a lm a ti en e la o portu nid ad d e s alv ars e p o r s í m is m a. Q ue e l Sa lv a d o r v e n ía d en tr o d e la m uje r p or in te rm ed io d el h om bre q ue e s e l re p re sen ta nte d e D io s, p o r m ed io d e s u ó rg an o c re ad or, y p or e so la h um an id ad a n ti gua e s m ás p ura , p orq ue e n e l a cto d e la p ro cre ac ió n v e ía ú nic am en te a D io s. Q ue e l fa lo e ra s ig no d e la a lia n za e n tr e D io s y e l h om bre p or m ed io d el r ito d e la c ir c u ncis ió n. Q ue c u an d o e l h om bre a rr o ja v an a y e stú pid am en te s u s im ie n te , n unca p ued e c o no cer e l R ein o d e lo s C ie lo s p o rq ue p ie rd e la s u sta ncia s ag ra d a p ara la p ro ducció n d el fu eg o c re a d or q u e lo c o ndu ce a D io s p o r la r e g en era ció n.
Página 205
Q ue s ie n d o e l h om bre te mplo d el D io s v iv ie n te , d en tr o d e e ste te mplo d eb e h ab ita r e l F u eg o d el I n efa ble . Q ue lo s n om bre s d e to dos lo s Sa lv ad ore s e stá n d eriv ad os y a so cia d o s c o n e l F u eg o L uz c re a d or, a q u ella L u z m ís ti ca y e sp ir itu al in vis ib le : J ú pite r, A polo , H erm es, Mi tra, B aco , O din , B ud a, K ris h n a, Z oro astr o, Yo h i, Iá o , Vi sh nú , Si va, A gni, B ald er, H ir a m , A biff, Mo is é s, Sa nsó n , Ya só n, Vu lc an o, U ra n o, A la h , O sir is , R a, B el, B aal N eb o , Se ro pu s, Sa lo m ón , J esú s, to dos e ll o s ti en en e l n om bre q ue in d ic a r e la ció n c o n la L uz y e l F u eg o C re a d o r. Pr om ete o p o r a m or a la h u m an id ad d ete rm in ó tr ae r a l h om bre e l fu eg o d iv in o q u e h izo d e é l in m orta l y q ue n i lo s d io ses h an p odid o d estr uir lo . Pe ro lo s h om bre s e g o ís ta s, to rn aro n e l fu eg o d iv in o y lo e m ple a ro n p ara d estr uir s e lo s u n os a lo s o tr os, y d es afi aro n a lo s d io ses q u ie n es n o p o día n d estr uir lo s p orq ue p oseía n e l F ueg o s ag ra d o. Y p o r s u d eso b ed ie n cia , Pr om ete o (L ucife r), fu e e n ca d en ad o p ara q u e u n b u itr e le d evo ra ra e l h íg ad o (l a n atu ra le za e m ocio nal y p asio nal q ue c o nsu m e a l h om bre ), h asta q u e u n s e r h um an o lo gra ra d om in ar e l fu eg o (p as io nal) y s e h ic ie ra p erfe cto . Es ta p ro fe cía la c u m plie ro n, J esú s, H érc u le s, Mi tra, K ris h na y to do s lo s in ic ia d os q u e s alv a n p or la re g en era c ió n a Pr om ete o v eh íc u lo d el s ex o , e n d on de r e sid e l a e n erg ía s o la r. Q ue to do s lo s fu eg os d e lo s a lta re s s o n s ím bolo d el F u eg o I g neo d el s exo y q ue a s í c o m o la lla m a c o nsu m e e l in cie n so , a s í ta mbié n e l fu eg o s ag ra d o , p o r la re g en era ció n c o nsu m e la n atu ra le za in fe rio r, e sp ir itu alizá nd ola c o m o e l h um o p erfu mad o q ue s e e le va , c o m o l a s n ubes, a l c ie lo , h as ta e l tr ono d el Se ño r. Q ue e l h om bre e s e l c re ad or o g en era d or y la m uje r e s e l e le m en to a m or o r e g en era d o r; q ue p or s u m ed io p ued e ll e v ar e l fu eg o a l a lta r p ara a lc a n za r la L uz. Q ue s in e l c o nta cto c o n la m uje r n o h ay u na m an ife sta ció n d iv in a. Y q ue to das la s r e lig io nes s o n la im ita ció n y s ím bolo d e la u nió n d el h o m bre c o n la m uje r p ara p o der h alla r n ueva m en te a D io s. Q ue e l o bje to d e to das la s e scu ela s h erm éti ca s a n tig uas y m od ern as, y s o bre to do , la In ic ia ció n e n e l C ole g io d e lo s Ma go s, e ra tr ata r d e re g en era r a l h om bre p o r m ed io d e la En erg ía C re ad ora Se xu al. Es to e s a lg o d e lo m uch o q ue s e p ued e r e la ta r d e lo q u e h a c o m pre n did o y s en tido A donis e n la p rim era fa se d e la i n ic ia ció n q ue s e r e su m e e n e l Po der d el s ab er. El p o der d e o ra r L a s e g und a fa se d e la in ic ia ció n c o rre sp o nde a l o sar e n e l te rro r.
Página 206
A do nis s in ti ó q ue s e h alla b a e n u n e sta do d e a n gu sti a i n defi n ib le . Se e n co n tr ab a fr en te a s u p ro p ia c o ncie n cia , a fr onta nd o to dos s u s h ec h o s d el p asa d o lo s q u e, c o n e l c o rr e r d el ti em po, h an fo rm ad o u n m un do s e p ara d o d e lo s d em ás , e n d ond e h ab ita n s ere s d e h orrip il a n te s em eja n za e n tr e s í. Pe ro to dos v iv en y s e a lim en ta n e n s u p ro p io v ie n tr e y d evo ra n , c o m o lo s h ijo s d e l a a ra ñ a, a la m ad re . L o q ue s en tía h asta a q u ello s m om en to s, n o e ra m ie d o, n i te rro r, s in o a n g usti a y u n d o lo r i n te nso , T odo e ra ti nie b la s y o scu rid ad y s in e m barg o v e ía h asta e l m ás m ín im o m ovim ie n to d e a q uello s s ere s. En a q uel m undo , to do e ra d estr ucc ió n y re m ord im ie n to . I n tu iti vam en te s in ti ó q ue to dos a q uello s s ere s fo rm ab an p arte d e é l y q ue le a co m pañ ab an p or s ig lo s y s ig lo s. Mi en tr as m ed ita ba en aq u el es ta do , sú bita m en te se le a p are ció u n fa nta sm a —v alg a la d en o m in ació n a fa lta d e o tr a m ejo r— q ue te nía u na fo rm a d e c a b eza c o n b asta nte p are c id o a l a d el jo ven in ic ia d o . A qu ella s o m bra e sta ba c u bie rta d e fo rm as q ue p o día n h ela r la s an g re a l m ás v alie n te d e lo s h om bre s. A qu ella s fo rm as viv as m an ab an co lo re s y olo re s que h orro riza ban : e ra n u n as c o m o g an ch o s, o tr as c o m o s erp ie n te s, c o m o la n za s, p ulp os, g usan os, m ie n tr as q ue o tr as m uch as n o te nía n u n s ím il d e c o m para ció n c o n la s c o sas d el m un do c o n ocid o . A qu el fa nta sm a s e a rra str ab a, m ie n tr as r e ía d e u na m an era i n fe rn al, c o m o u n e n orm e r e p ti l. ¿ Q uié n p odría b osq u eja r la fi gu ra d e e se m onstr uo? ¿ Q ué p in cel p odría p in ta r a l a s p ec to h orrib le d e s u m ir a d a? Pe ro e l te rr o r d e A donis r e b asó s u s lím ite s c u an d o lo o yó h ab la r: —A brá za nos, Pa dre n uestr o, s o m os tu s h ij o s. ¿ Po r q ué h as v en id o a n oso tr os s i n o q uie re s o b se q uia rn os tu a m or y tu c ariñ o? ¿ Po r q ué te m es a tu s q uerid os h ijo s? T ú h as s acrifi cad o to dos lo s p la cere s p ara h acern os u na v is ita . Ve n, Pa dre , v en . N uestr o c ariñ o e s g ra n d e p ara tí . " ¿ N o n o s c re es, p ad re ? Pu es v u elv e c o n n oso tr os, c o n tu b uen a m em oria : s o m os e n tid ad es v iv ie n te s n acid as d e tí y v iv im os e n ti . So mos h ijo s d e tu m en te y tu v o lu n ta d. So mos la s s em illa s d erro ch ad as d e tu e n erg ía c re ad ora . Mi ra , é sta e s tu h ija , la fo rn ic ac ió n; e ste o tr o e s e l e g oís m o; é s te , la ir a ; é sto s s o n tu s h ijo s; e l o dio , e l ro bo, la p asió n, la h ip o cre sía , la m en tira , l a g u la ... " U lti m am en te , p ad re , n os a b an do naste p ara r a sg ar e l v elo d e l a s ti nie b la s y v ie n es a n u es tr o r e in o ... Pí den os lo q ue g u ste s, q ue n o so tr os s o m os tu s a rc h iv o s, tu m em oria , y to dos lo s m is te rio s d e la s e d ad es e stá n e s crito s e n n oso tr os... B ésan os, q uerid o p ad re ... "
Página 207
Y a q uella m ezc la d e in fe rn al y h um an o, s e a rra str ab a h acia A do nis , o a l m en os a sí lo c re ía é l. H ay c ie rto s s e g und os e n e l ti em po q ue s o n m ás la rg os q u e la e te rn id ad . A do nis s e s en tía d es fa ll e c er d e a rre p en tim ie n to m ás q ue d e m ie d o. D ela n te d e é l d esfi la ro n to das s u s v íc ti m as d e la s e d ad es. L eía e fe cti vam en te e n a q u ello s s ere s e n d em onia d o s s u p asad o, y s en tí a q ue e ll o s e ra n s u s h ijo s o s u s o bra s. —En tonces, e s é ste e l in fiern o —s e d ec ía a s í m is m o—. És tos s o n lo s d em onio s a tr aíd os p or m i p en sa m ie n to h asta e sta r e g ió n.. . ¡Q ué h o rr o r! —Sá can os d e a q uí y v u elv e c o n n oso tr os a l m und o e x te rn o e n p os d el g oce y d el p la cer. Ya te nem os s ed y h am bre —d ijo e l fa nta sm a. —¡J am ás! Es s u fi cie n te lo q u e h e h ec h o —c re yó d ecir A do nis . Pe ro a n te s d e te rm in ar o yó g rito s d esesp era d o s q ue c la m ab an : —¡Sá lv an o s d e e sto s to rm en to s! Mi ró y v io a m uch as a lm as d es esp era d as q ue e sta ban a ll í c o n den ad as p o r é l... Y s in tió e n to nce s q ue é l h ab ía c re a d o e se i n fiern o e n e l q u e h ab ía c o lo cad o a a q uell o s s e re s, p or s u s p en sa m ie n to s y d eseo s. Q uis o , e n u n p rim er im puls o , c o rr e r a s a lv a rlo s a to do s. Pe ro v ie n d o la d esig u ald ad d e la lu ch a, c o m en zó a e stu dia r c ó m o a n u la r to dos lo s m ale s. Mi en tr as ta nto , v e ía a ce rc ars e m ás y m ás a é l a a q u ella te rrib le a p aric ió n q ue le s u pli c a b a c o n u n b es o , y l e in cita ba a v o lv er c o n e ll a a l m un do e x te rn o. —¡A trás ! —s e im ag in ó g rita r—. T ú e re s m i o bra y y o s a b ré c ó m o a n ula rla . O yó e n to nces u na v o z in te rn a a la q ue e sta ba a co stu mbra d o a o ír . El ev ó s u p en sa m ie n to a a q uella v o z s il e n cio sa e in vo có . Y v io q u e d e s u c o ra zó n s e a b ría u n a p u erta p o r la c u al b aja b an s ere s d e lu z. Y em pre n dió s u o b ra s alv ad ora ... N o s e p ued e d ec ir c u án to ti em po e stu vo d ed ic ad o a e s to s tr ab ajo s... El a rre p en ti m ie n to y e l a m or fu ero n s u s g uía s y c re yó v er p oco a p o co la d esin te gra c ió n d e a q uell o s d em on io s c u an d o le s d ir ig ía a q uel m an an tial d e lu z q ue ir ra d ia b a d el c o ra zó n. Mi en tr as ta nto , d ed ic ab a u na m ir a d a re tr osp ec ti va a s u p as ad o . D esd e el m om en to ac tu al h as ta la m ás re m ota a n ti güed ad d el m undo . T odo e sta ba e s crito e n s u s is te m a d el G ra n Si mpáti co y d es fi la b a c o m o p ro ye ccio n es c in em ato grá fi ca s a n te é l.
Página 208
En a q uel in fi ern o p ud o d ars e c u en ta d e la L ey q ue e n se ñ a q ue to do d olo r c au sad o a lo s d em ás , r e d un da p or r e b ote e n e l s u fr im ie n to d e q uie n lo h a c au sa d o, p o rq ue a llí tu vo q ue i d en tifi ca rs e c o n s u s h ab ita nte s, s u fr ie n do la s c o nsecu en cia s d e s u s h ech os. F ue h o rr ib le e l to rm en to ... Pe ro la in vo cació n a la c o n cie n cia D iv in a, a li v ia to do d o lo r. En e ste m undo a p re n de e l In ic ia d o c ó m o a n ula r lo s tr ab ajo s d e lo s m ag o s n eg ro s q u e u tili za n lo s á n gele s d e la s ti nie b la s , p ara in fluir y d o m in ar a l m und o c o n e l a rm a d el m al. Mu ch o s o fr ecim ie n to s ti en e e l a sp ir a n te e n e sta r e g ió n: ofr ecim ie n to s d e p oder, d e fo rtu na, e tc ., s i s e a fi lia a l e jé rc ito d el d em onio i n te rn o, p ero la v o z in te rn a n unca l e a b an do na. U na v ez tr iu nfa nte s o bre e sta s te nta cio nes, le in vad en s en tim ie n to s d e s acrifi cio y d e j u sti cia . En e sta s e sfe ra s s ie n te e l d olo r c au sad o p o r é l y c o m o c o n se cu en cia , b u sc a e l r e m ed io a l fi n al. T ie n e q ue s alv a r d el to rm en to so s u fr im ie n to a a q uell a s a lm as q ue, p or c au sa d e é l, s u fr en e n e se lu gar, lo in decib le ... Adonis v e ía s u s v id as p asad as, q u e d esfi la b an c o m o c ara van as a n te s u m ir a d a e sp ir itu al, c o n to dos lo s e rro re s d e q ue a d ole ce n . Vi o s u s r e la cio n es a n te rio re s c o n A ris tó tele s, c o n A sh ta ru th , c o n Ev a, c o n s u s p ad re s, h erm an os, a m ig os y e n em ig o s... En d is ti n to s lu gare s y fe ch as s e h ab ía e n co ntr ad o c o n e ll o s y c o n o tr os m ás: e n Es pañ a, e n F ra n cia , e n G re cia , e n Eg ip to , e n C ald ea, e n la I n dia , e tc éte ra . L a es tr ech ez del es p acio n o s im pid e re la ta r aq uell a s r e la cio n es , q ue p or s í s o la s, c o m o q ue s o n c o m pen d io s d e v id as e n te ra s, lle n aría n v ario s to mos.. . Só lo p od em os d ecir q ue e n la s d iv e rs a s v id as a n te rio re s, A don is y A ris tó tele s fu ero n m uy c o no cid os e n e l m undo d el s ab er y d e la e sp ir itu alid ad . En Es pañ a, A ris tó tele s fu e g obern an te d el p aís , y A don is fu e u n fi ló so fo m éd ic o , c u yo s ab er ju gó u n p ap el d e g ra n im porta ncia e n la Ig le sia r o m an a.. . En F ra n cia , fu ero n m uy c o no cid os p ad re e h ijo , e n e l s ig lo VI ... En G re cia , m aes tr o y d is cíp u lo a fi nes d el s ig lo IV a .C . Y a sí s u cesiv am en te , e n lo s d em ás lu gare s y p aís e s, s ie m pre h ubo u n a r e la ció n í n tim a e n tr e lo s d os. A do nis v eía to do e s to e n s u s is te ma s im páti co q ue, a s em eja n za d e u n a in m en sa g ale ría , re u n ía to dos lo s s u ceso s d es d e e l G én esis h as ta e l m om en to a ctu al. T odo e sta ba a n te é l, p ero n o le e ra p o sib le tr as la d arlo to do a s u m en te , n i r e te nerlo to do e n s u m em oria . En a q uel e sta do, s em eja b a a u n a m an te q ue s ie n te e n s u p ec h o e l fu eg o c o n su m id or d e u n a p asió n a m oro sa , p ero q u e n o p u ed e
Página 209
e xp re sa rlo c o n p ala b ra s , p ues é sta s s e n ie g an a s a lir d e s u s l a b io s y a q ue n o p u ed en e xp re s ar n ad a. Y m ie n tr as m ed ita ba e n la m an era d e c o nserv a r e n la m em oria c u an to s e p re sen ta ba a n te é l, s e p ro d ujo u n fe nóm en o i n esp era d o . Si ntió e n la r a íz d e s u e s p in a d ors a l u n m ovim ie n to e x tr añ o. D esp ués c re yó v e r u n a e sp ec ie d e v ap or q u e in va d ía d ic h a r e g ió n, y lu eg o s e tr ocab a e n fu eg o, p ero u n fu eg o s in h um o a s em eja n za d el p ro ducid o p or u na c o rrie n te e lé ctr ic a. Y p o r ú lti m o, e ste fu eg o s e tr ocó e n l u z m ás b rill a n te q u e la d el s o l. I n tu iti vam en te c o m pre n dió q ue a q u el fu eg o –lu z e ra e m an ad o d e s u s em en y q ue ib a a p ro ducir s e u n fe nóm en o e xtr añ o. Si ntió u na p ro fu nda v e n era ció n p ara a q uella lu z y c o n to do e l a m or d e s u e sp ír itu y d e s u a lm a la a d o ró ... Y c o m pre n d ió m uch as c o sas. A qu ella lu z fu e a sce n d ie n do , p erfo ra n do s u m éd ula e sp in al, p ero a l c o n tr ario d e lo s u ced id o e n la s a n te rio re s o cas io nes, e ra s in p ro du cir le d olo r a lg u no, s in o m as b ie n , d e u n m odo p la ce n te ro . ¿ Er a a q uell a lu z la q ue d ab a v id a a lo s á n gele s q ue p u lu la b an e n e ll a , o e ra n lo s á n g ele s lo s q ue e n ce n día n y fo rm ab an a q u ella lu z? N ad ie p odría re so lv e r e l p ro ble m a, p u es to q ue a m bos fo rm ab an u na s o la n atu ra le za . A qu ella lu z in vad ió p o r fi n to da la s an gre y e l n u ev o in ic ia d o c re y ó v er a s u r e d ed or, u na e sp ecie d e c o ra za lu m in osa q u e i m ped ía to da r e la c ió n c o n e l m undo e xte rio r. Y c u an d o d esap are cie ro n a n te e lla to do s lo s d em on io s y fa nta sm as d el in fiern o c o m o p o r e n ca n to , e l jo ve n s e s in tió s ó lo c o n sig o m is m o. A nte a q uell a m ara vil la , A donis s e s in tió fu erte y v a le ro so c o n u na p en etr ació n ú nic a p ara c o m pre n d er la s c o sa s y c o n u n a tr ev im ie n to q ue n u nca lo h ab ía e x p erim en ta do a n te s. Se a viv ó s u im ag in ació n d e ta l m an era , q ue p odía a tr ave sar e l p asad o y e l fu turo a v o lu nta d. Se ntía q u e e ra u na fu en te d e s alu d i n ag ota ble y q u e e ra c ap az d e d ar a to do e l m un do d e e sa fu en te , y a rd ía e n u n d eseo v eh em en te d e h acerlo . L a lu z s e g uía a scen die n d o p or e ta pas e n la m éd u la . C uan d o l le g ó a la re g ió n d el b azo , A don is co m en zó a sen tir y c o m pre n der e l s ig nifi cad o d el e q u ili b rio d e to do e l s is te m a n erv io so . C onsejo , J u sti cia y C arid ad fu ero n la s fa cu lta des q u e s e a p o dera ro n d e é l. Y a la v ez q u e s e s e n tí a u na fu en te d e s alu d, s e s in tió d ep osita rio ta mbié n d e lo s p en sa m ie n to s p u ro s, y q ue é l d eb ía d erra m ar e sto s te so ro s s o bre to do s er... Ya n o h ab ía n ece sid ad d e d om in ar l a s p asio nes p ues é sta s y a n o e xis tí an e n é l.
Página 210
C om pre n dió q ue s e h all a b a e n e ste e sta do , e n a rm on ía , c u erp o, e sp ír itu y a lm a y q u e le e ra fá cil c o m un ic ars e c o n s e re s q ue h ab ita ban r e g io nes s u perio re s. L a L uz a s cen dió u n g ra d o m ás y u na p uerta s e a b re , y b rill a u n s o l a lu m bra n d o e l h íg ad o y l o s i n te sti nos. El ta le n to s e e n cie n de y la m en te a d quie re la p ru den cia y la c o rd u ra . Es te fe nóm en o s e p ro d ujo c o m o u n d esp erta r g ra d ual a la c o m pre n sió n, y lu eg o co m en zó a ve r la s fo rm as del p en sa m ie n to q u e fu ero n la s c re ad ora s d e lo s á n gele s y d e lo s d em on io s. Má s a rrib a ll e g ó l a lu z y e l c o ra zó n c o m en zó a b rilla r c o m o u n s o l. A qu í a u m en tó la v ita lid ad y la a cti vid ad m en ta l. Y to do e l s is te ma g la n d ula r in ic ió u n tr ab ajo e xces iv o . En e ste e s ta do, A donis lle g ó a p erc ib ir c o n s u m en te la s c o sas y a id en tifi ca rla s p o r s u s c u alid ad es . Y a n te la g ra n deza d e a q uel fe nóm en o, s e s in tió h u m ild e y m od esto . A ho ra p odía c o ncen tr ars e a v o lu nta d e n u n s o lo o b je to . Si ntió la e sta bil id ad , la p ers eve ra n cia , la p acie n cia , la v erd ad era fe y e l e q uilib rio e n tr e e l d olo r y e l p la cer. Si guió la lu z e n s u a sce n so y a l lle g ar a la g arg an ta a b rió u na p uerta . T odo lo q u e s e p ued e d ecir d e e ste e s ta do e s re p eti r e l a xio m a: " El q ue s ab e n o p u ed e h ab la r y e l q ue h ab la n o s ab e n ad a." Só lo unas po cas pala b ra s , pod em os ded ic ar a la s s en sacio nes e xte rn as y a s u s c u alid ad es . Se e sti m uló e l s is te ma s im páti co e n d o nde s e h alla n la s c au sas y lo s e fe cto s d e la s c o sas . A qu í re sid e e l v erd ad ero e n te nd im ie n to , la e s p era n za y la g en ero sid ad . A quí s e d esp ie rta n lo ló g ic o , la re so lu ció n, la v era cid ad , e l o bra r c o rre cta men te , la a rm onía e n e l v iv ir , la s u p era ció n , e l p ro vech o d e la e x p erie n cia y s o bre to do, e l p oder d e e s tu dia r la n atu ra le za in te rn a, o ye n d o s ie m pre la v o z d el s il e n cio q ue g uía a l h om bre e n to do s s u s tr ab ajo s y h ec h o s s in e q u iv o cars e ja m ás. C uan d o la lu z lle g ó a la m ita d d e la c ab eza , s e a b rie ro n lo s p árp ad o s d e u n o jo q ue e sta ban c erra d o s y c o m en zó a v er lo q ue n in gú n o jo h um an o h a v is to y a o ír lo q ue ja m ás n ad ie h a o íd o . Si ntió se . s er e l d ueñ o d e to do y e l s eñ o r d e lo s e s p ír itu s y c u erp os.
Página 211
Mi en tr as A donis s e h alla b a c o nte mpla n do y d is cu rrie n do e n e ste e sta do, e xp erim en tó a lg o p are cid o a u n d esva n ecim ie n to , p ara s e n ti rs e lu eg o u nifi cad o c o n la lu z y a m bos s e e scu rría n p or e l v érti ce d e la c a b eza . El e ra la lu z, e ra e l m un do, e ra la v id a y e l s ab er.. . En tonces e sta ba c o nscie n te d e lo q ue s u ced ía a s u r e d ed or. A brió lo s o jo s y v io q ue e l H ie ro fa nte , la s s ie te m uje re s y lo s d oce h om bre s , e sta ban a rr o d ill a d os a n te é l c o n p ro fu nd a v en era c ió n. Y c o n sc ie n te d e lo q ue h acía , le van tó s u m an o d ere ch a y tr azó s o b re e l g ru p o p ostr ad o a n te é l, la m is m a s eñ al q ue h ic ie ra a n te s e l H ie ro fa nte . Y vio q ue s u s d ed os e m an ab an lu z. .. El h acer y e l c alla r U na v ez sen ta dos to do s e n s u s p uesto s, A ris tó tele s d ij o : —A do nay, tu in ic ia ció n fu e c o m ple ta y p erfe cta . " N uestr o d eb er fu e e l in ic ia rte e n e l s ab er y e l o sar. T u d eb er p ers o nal c o nsis te e n e l h acer y c a lla r. " N o p o dem os a u m en ta r u na s o la p ala b ra m ás a lo q ue tú s ab es y a, n i p od em os ta mpoco e n señ arte e l d eb er d e o bra r y c alla r.. . El m und o e s tá a n te ti , y e n e l m un do e stá tu d eb er d e h ac er. " Ya e re s u n C re ad or y C onstr ucto r y lo q ue d eb es c re ar ti en e q ue v iv ir s ie m pre ... Er es D io s Pa dre Pe nsa d o r q ue c re a. Er es D io s H ijo q ue r e cib e. Er es D io s Es pír itu Sa nto q ue m an ifi es ta . " T u c u erp o y a e s e l c an al d e la D iv in id ad . Pr ocu ra n o o b str uir n ueva m en te e ste c a n al, p ara n o im ped ir la m an ife sta ció n d el Pa dre h acia s u s c ria tu ra s... " A l te rm in ar e sta s p ala b ra s A ris tó tele s le b esó e n la fr en te m ie n tr as le a b ra za ba c o n to da te rn u ra . L ueg o, a c erc án d ose p rim ero lo s h o m bre s y d es p ués la s m uje re s le b es aro n e n la s m eji lla s. C uan do le to có e l tu rn o a la m ah om eta na q u e h ab ía s e rv id o d e te nta do ra , é sta l e d ij o : —A ho ra y a p ued es b esarm e s in m ie d o. R ie ro n to das c o n a le g ría m ie n tr as A donay c o n te sta ba: —C on m uch o g usto , h erm an a, p ero e n o tr a o casió n te n m ás c o m pasió n d e tu v íc ti m a. R ie ro n to do s n uevam en te . A do nay in te rro gó : —¿ Y qu é h ay d e e se m arid o s u p uesto ? —N o e s s u puesto , q uerid o h erm an o. T od o lo q ue te d ije e s la v erd ad .. . Só lo la te nta ció n fu e fi cti cia .
Página 212
Y re co rd an do A do nay el ju ra m en to d el esp o so d e la m ah om eta na, d ijo : —En e ste c a so , tu p ro ble m a e stá r e su elto . D i a tu m arid o q ue a b ra u n tr ag alu z e n e l te ch o d e la c as a y q ue d esc ie n d a a l i n te rio r p o r é l. D e e sta m an era n o q u eb ra n ta rá e l ju ra m en to d e r e p ud ia rte tr es v ece s, p or la s c u atr o le ye s, d esd e e l m om en to q ue v u elv a a e n tr ar p or l a p uerta . Y vo lv erá a ti c o m o m arid o. T odo s lo s p re sen te s s e a d m ir a ro n d e la a g udeza d e in g en io d e A donay, y la m uje r to mán d ole l a m an o , l e d ijo : —G ra cia s, q uerid o h erm an o y m ae str o. Vi nie ro n desp ués la s pre sen ta cio nes de lo s div ers o s m ie m bro s d e la h erm an dad , c o n s u s v erd ad ero s n om bre s y a p ell id o s, y lo s n om bre s ad o pta dos. Er an d e d ife re n te s r e lig io n es y r a za s. L ueg o, p or u na p u erta s e cre ta , p en etr aro n a c a sa d e u n h erm an o, q ue h ab ía p re p ara d o u n d esa yu n o. C ap ítu lo XXVI D ESF IL E DE ACO NTEC IMI EN TO S En la ta rd e d e a q uel d ía , lle g ó u na c a rta d el Em ir F ais a l a A ris tó tele s, e n la q u e le ro g ab a q ue le fa cilita se e l v ia je d e A do nis (h oy A don ay), a tr av és d el d esie rto , h as ta lle g ar a é l. T odo s lo s g asto s c o rr e ría n p or c u en ta d el Em ir . A ris tó tele s c o m unic ó a A do nay e l d eseo d e F ais al. L ueg o d e q u ed ar p en sati vo u n m om en to , e l in te re s ad o r e sp ond ió : —T en go q ue c u m plir u na p ro m esa h ech a a A sh ta ru th h asta ... —¿ Hasta q u é, A don ay ? A do nis d ir ig ió a A ris tó tele s u n a m ir a d a s ig nifi cati va, n u bla d a a p en as p or u n a lá g rim a q u e s e a so m ab a a s u s o jo s p ara r o d ar m uy p ro nto p or s u m ejill a . Y so nrie n do ti ern am en te , A ris tó tele s, le d ij o : —T ie n es r a zó n, A donay... H az lo q u e te d ic ta e l c o ra zó n. —G ra cia s, Ma es tr o. A ho ra m is m o v o y a e lla , p o rq ue s ie n to q ue m e lla m a y m e n eces ita . Mo vió a fi rm ati vam en te la c ab eza e l H ie ro fa nte . Y e n m ed io d e u na s o nris a tr is te , p ro nun ció e s ta s p ala b ra s: —Sí , h ijo . Ve te p ro n to , e lla s u fr e.
Página 213
L le g ó A do nay a c as a d e J a d all a h Pa ch á e l A trash . N o e n co n tr ó a n ad ie e n e l p ati o. R ein ab a e n to da la c asa u n s ile n cio p ro fu nd o q ue le h izo p re se n ti r a lg o fu nesto . En e ste m om en to , s alió u n jo ven s ir v ie n te e n lo ca c arre ra , y a l p aso d ijo a A don ay : —¡L a p atr ona m uere ! Vo y e n b usca d e A ris tó tele s. D os d ía s h ab ía n p asa d o s in q u e A sh ta ru th v ie ra a s u a m ad o. Se d es esp era b a y v iv ía c o n la e te rn a to rtu ra d e p en sa r e n q ue é l l a a b an d onaría a lg un a v ez. .. Pr eg u nta ba p or A don is a c ad a i n sta nte y le re s p o ndie ro n a l fi n, q ue e s ta ba o cu p ad o c o n A ris tó tele s. F ue p ers o n alm en te a c a sa d el H ie ro fa nte . Es te n o s e h alla b a e n e lla y e l s ir v ie n te le a vis ó q ue ta nto A ris tó tele s c o m o A don ay e sta ban i n vita dos a u n a lm uerzo . A sh ta ru th r e g re só c o n m ás tr is te za y d esesp era ció n to davía . Se d ab a c u en ta m ás y m ás c o n sc ie n te m en te y v u elta a la r e alid ad , d e q ue e lla y a n o p od ía v iv ir s in A donis . A ho ra d es li g ad a d e s u s s u eñ os r o m án ti co s, v eía la c ru deza d e la v id a s in s u a m ad o. El Pa ch á, v ié n d ola tr is te , p álid a, y h as ta n erv io sa, q uis o e vita r c o n el sile n cio h erir la m ás q ue p id ié n dole ac la ra cio nes. J ad all a h s o sp ech ab a, o m ás b ie n c o nocía e l m otivo . A la s d os d e la ta rd e, m ie n tr as p en sati vo s e h alla b a s u p ad re e n u na h ab ita ció n , e n tr ó A sh ta ru th . L a m orta l p ali d ez d e s u h ij a a su stó a l je fe d ru so . —¿ Qué ti en es, A sh ta ru th ? Es ta, a rro dillá n d ose d ela n te d e é l, r e sp on dió : —Pa dre , y o a m o a l j a ti b. El Pa ch á g u ard ó s ile n cio , p ero e l te mblo r d e s u s b ig o te s h ab la b a d e s u c ó le ra . —Pa dre , s i n o m e c a so c o n é l m e s u ic id o ... —Es o s e ría p re fe rib le , h ija d el. .. —g ritó c o n c ó le ra , p ero a l q uere r te rm in ar la fr as e l a v io e n e l s u elo , s in c o n ocim ie n to . T uvo m ie d o e n to nces . Se in clin ó c ariñ o so , ll e v án do la e n s u s b ra zo s a la c am a. L la m ó a to dos lo s s ir v ie n te s, p ero n ad ie p ud o h acerla v o lv e r e n s í. Y c u an d o v io q u e e l d es van ecim ie n to d u ra b a y a d em asia d o ti em po , e n vió p or A ris tó tele s . Po co s m in uto s d esp ués e n tr ó A donay, ta mbié n p áli d o p ero s ere n o. C on u n a m ir a d a p en etr an te y a u to rid ad e n la v o z, o rd en ó: — ¡T odo s a fu era !
Página 214
Só lo e l p ad re d e la m uch ach a q u ed ó e n la a lc o b a. Se a cerc ó A donay a la c a m a. A caric ió c o n la d ere ch a la fr en te d e la d esm ay ad a, y c o n v o z s u aviza da p o r e l ll a n to c o nte nid o, m urm uró : —¡Va mos, A sh ta ru th , d esp ié rta te! Su sp ir ó e ll a . A brió lo s o jo s y d ij o c o n v o z fa tigad a: —¿ Ya e s tá s a q uí? —Sí , A sh ta ru th . —¿ No m e a b an do nará s? —N o... T e lo p ro m eto . A sh ta ru th s e tr an qu ili zó a l p are c er. T ra s u n a p au sa, v o lv ió a h ab la r: —T en go s u eñ o. —D uerm e, lin da.. . Yo e sto y a tu la d o. D orm ía y a la h ija d e J ad alla h Pa ch á; é ste y s u s ecre ta rio s alie ro n e n p unti lla s d e la h ab ita ció n. C uan d o e stu vie ro n a fu era , A donay d ijo a l j e fe : —¡Se ño r, e n víe p or u n m ed ic o a D am as co ! —h ab ía e n s u v o z m uch o d e m an d o y m uch o d e s ú pli c a ta mbié n . —¿ Está g ra ve? N o co nte stó e l ja ti b p orq u e en e ste m om en to lle g ab a A ris tó tele s q u ie n p re g u ntó a l p ad re : —¿ Ya e n via ste p or e l m éd ic o ? A so m bra d o p or e sta p re g unta , J ad alla h Pa ch á h izo u n m ovim ie n to d e d ese sp era c ió n y c o rr ió a im parti r ó rd en es . L le g aro n a l te rc er d ía d os m éd ic o s d e D am asco . El c as o e ra fa tal. L a jo ven p ad ec ía d el c o ra zó n. H ab ía a lg o a rra n cad o en ese órg an o. A m bos re c eta ro n calm an te s, c o b ra ro n c ad a u no u n a fo rtu na y ... r e g re saro n . J ad all a h e l A tras h s e d eses p era b a. A nte e se im pla cab le p oder d el d esti no y d e la n atu ra le za , b la sfe mab a m uch as v eces y o tr as c aía d e r o dil la s p ara in vo car a D io s. A c ad a m om en to , s ó lo u n a p ala b ra te nía p ara A ris tó tele s y A do nay: —¡Sa lv ad la ! A sh ta ru th s ó lo e s ta ba tr an q uil iza da c u an do a s u la d o v e ía a l j a ti b. Va ria s v eces tu vo q ue d orm ir é ste s o b re la m is m a s ill e ta e n la q ue s e s en ta ba p ara c a lm arla y d eja rla d orm id a. F ue u n d ía s áb ad o.
Página 215
A sh ta ru th s e d esp ertó . C on te m pló a A do nay d o rm id o e n s u s il le ta , y c o m o s i s u m ir a d a d e m orib und a le d esp erta ra , a b rió é ste lo s o jo s, p re g un ta ndo e n s eg uid a: —¿ Cóm o h as a m an ec id o h oy, m i li n da? —H oy e sto y b as ta nte tr an quila ... Q uie ro p re g un ta rte u na c o sa. —¿ Cuál e s? —¿ Por q u é b rill a ta nto tu c ara ? ¿ N o te m ole sta e l s o l e n la fr en te ? —So nrió A donay p ara tr an qu ili za rla y r e sp on dió : —So n tu s o jo s d e a m an te lo s q ue v en e sta s c o sas . —¡A y, m i D io s! ¡Q ué a m arg o e s e l a m or, p ero q u é a g ra d ab le e s s u a m arg ura ! —N o d eb es p en sar e n a m arg u ra s.. . T u p ad re h a c o nsen tid o e n n uestr o e n la c e. El la s o nrió a m arg am en te . C err ó lo s o jo s p ara l u eg o e x cla m ar: —¡Po r e s ta v ez ya e s ta rd e! —¿ Por q ué e re s ta n p es im is ta , A sh ta ru th ? Vo lv ió e ll a a g uard ar s ile n cio . L u eg o m urm uró : —¡Q ué h erm oso e re s , a m ad o m ío , y q u é lu z ta n d iv in a e s la q ue m an a d e tu fr en te !... Pa re c e q ue s ig u ie ra la m is m a d ir e cció n d e tu m ir a d a.. . ¡Mí ra m e a lo s o jo s!. .. A sí, e so e s ... ¡Q ué fe li z s o y, p orq ue v o y a d arte l o q ue n ad ie p en só e n d arte ja m ás! A do nay le ía e l p en sam ie n to d e s u a m ad a. Pe ro d is im ula n d o s u s e n tir c o n u na s o n ris a m ela n có lic a, i n te rr o g ó: —Va mos a v er ¿ qu é e s lo q ue v as a d arm e? —A cérc ate m ás.. . m ás... A hora , a b rá za me y b és am e. —N o, A sh ta ru th . Es to p ued e h acerte m al. Pu ed e c au sarte d añ o. Pe ro e lla s in d ar o íd o a lo s te m ore s y r e c o n ven cio nes d e A do nay, s e in co rp oró c o n g ra n a g ili d ad e n e l l e c h o . En ca d en ó e l c u ello d e s u a m an te c o n s u s b ra zo s m arc h ito s y p álid o s, y l e d ij o : —U na v ez te d ije q ue te v o y a d ar... Y s in te rm in ar d e h ab la r, a c erc ó s u s la b io s a la b oca d e A do nay, fu nd ié n do se e n u n s ó lo b eso d u lc e y la rg o... Se s ep aró l u eg o u n ta nto p ara c o n tinu ar. —. ..m i a lm a. Y nuevam en te l e v o lv ió a b esar. A do nay q uería p ro te sta r. Pe ro s in tió q ue lo s b ra zo s d e A sh ta ru th , s e a fl oja b an e n s u c u ello , s u c a b eza s e in clin ab a h ac ia a tr ás p au la ti nam en te , s ep ara n do a sí d e u na m an era c ru el y d olo ro sa , n o s ó lo s u s la b io s, s in o ta m bié n s u s v id as.
Página 216
A qu ella m uje r a d o ra d a, h ab ía e n tr eg ad o e l a lm a e n u n b eso . Y m ie n tr as s e e s fu mab an lo s d ía s d e s u v id a e n e l s en o d e la e te rn id ad , a lo le jo s, c o m o u n e co , c o m o s i e l a ir e fu era e l q ue c an ta ba, s o nab an la s n ota s d e u na c an ció n. Er a u n c am pes in o q ue e n e l c o m ie n zo d e s u fa en a, le ja n o a la tr ag ed ia , c an ta ba: D el s en o d el a m or, c o m o u na fl or d e lis , s e d esli za A sh ta ru th , e n b usca d e A do nis . U n d ía e n e l c am in o s e e n co n tr aro n lo s d os. Pe ro a m arg o d es ti n o, a l h om bre im pu so D io s. C on fiab an e n la s u erte c o n fé rr e a v o lu nta d, Ma s n ad ie , a n te l a m uerte p osee lib erta d.. . Y a l e xti ng uir s e la c an ció n le ja n a, s ó lo q u ed ab an lo s s o ll o zo s h úm ed os d el a m an te a b an do nad o . L a m uje r q ue h ab ía a m ad o s e ib a c o n u n r iv a l m ás p odero so q ue é l: el d esti n o.. . PA RTE TER CER A C ap ítu lo I D AMA SCO D am asco e s u n a d e la s c iu dad es m ás a n tigu as d e la h is to ria . D e e lla h ab ló la B ib lia . Se a p od era ro n d e e lla lo s a sir lo s, lo s b ab ilo neses , lo s eg ip cio s, lo s p ers a s, lo s g rie g os y lo s r o m an os. L ueg o la c o n quis ta ro n lo s á ra b es e n lo s c o m ie n zo s d el Is la m is m o. F ue la c ap ita l d e lo s o m mía d as y d ura n te u n s ig lo , la fu en te d el p od er y e l c en tr o d el m und o á ra b e. C uan d o tr iu nfa ro n lo s a b asid as y e sco gie ro n a B ag dad p or c ap ita l, D am asc o q ued ó c o m o u n a p ro vin cia d e s u k a li fa to . D esp ués v o lv ió a lo s T u ló n id es d e Eg ip to , d esp u és a B ag d ad . L ueg o p erte nec ió a lo s Se le u cid es. Mu ch as ve ces lo s cru za do s quis ie ro n ap o dera rs e de D am asco , p ero n o lo c o nsig uie ro n . C uan d o tr iu nfó N ur Ed dín Z en ki e n 1 1 54, fu e c a p ita l d e s u re in o y lu eg o d el d e s u h ijo Sa la d in o, e n d on de m urió y e n d o nde s e h alla s u tu mba. L a c o nqu is ta ro n lo s m ong ole s y v o lv ió d esp ués a lo s m am elu ko s.
Página 217
En 1 401, T im urle n k d erro tó a l e jé rc ito e g ip cio , y s u s s o ld ad os s aq uearo n la c iu d ad , ll e v án d ose a m uch os d e s u s in du str ia le s y a rti sta s a Sa mark a n d a. En 1 51 6 e l Su ltá n Sá lim d e T urq u ía , la c o nq uis tó y a s í q u ed ó e n p oder d e lo s tu rc o s h as ta 1 9 18, a ñ o e n q u e e l Em ir F ais al la c o n quis tó y fo rm ó e n e lla s u g o bie rn o. D am asco lle g ó a la c u m bre d e s u g lo ria e n ti em po d e lo s o m m ía d as. F ue e l b la n co d el s a b er y d el a rte . R eu nió e n s u s en o a lo s m ás fa m oso s p oeta s á ra b es d e la é p oca, c o m o J arir , El fora zd ak , El A jta l, K acir , El A rg i y m uch os m ás, c o ntá ndose e n tr e e llo s la fa mosa p o eti sa L ayla . El ti em po d e lo s o m mía d as, fu e la e d ad d e o ro d e D am asco . D am asco es u n a ciu dad ú n ic a en el m un do p o r su a rq uite ctu ra . En to das la s c iu d ad es d el m un do, e l ja rd ín s e e n cu en tr a a lr e d ed or, d ela n te o tr as la c asa . En D am asco lo s j a rd in es o cu p an e l in te rio r y e l c o ra zó n d e la s v iv ie n das. C uan d o e n tr a u n vis ita nte a u n a c asa d e d ic h a c iu dad , e n cu en tr a u n s u rti d or q u e la n za e l a g ua a g ra n a ltu ra a lr e d ed or d el c u al s e h all a n lo s á rb ole s fr uta le s y la s fl ore s a ro m áti cas. Mu ch as v ece s e l v ia je ro s e fa sti d ia y h as tí a d e c am in ar p o r lo s c alle jo nes e str ech os, o scu ro s y to rc id os. Pe ro a l e n tr ar a u na d e e sas m ora d as, le s o rp re n d en e l g usto re fi nad o y la d eli c a d a e sté tica. A v aria s m illa s d e d is ta ncia r o d ea , a la c iu dad , s u fa mosa e h is tó ric a " G uta " o e l G ra n J ard ín F ru ta l. A l m ir a r d esd e e l " Sa le h ie ", u n b arr io d e D am asco q ue e stá c o n str uid o e n e l p ech o d e la m on ta ña A ra m on, a la c iu dad q ue s e e xti en de a s u s p ie s, la im ag in ac ió n c re e v er a D am asco c o m o u n p ala cio c u yo ja rd ín , e l " G uta ", s e e xti en de a lg un as m ill a s m ás a lr e d ed o r, a tr ave sán do le c o n s u s r ío s y c an ale s, m ie n tr as l o s á rb ole s s e u n en e n u n a b ra zo e str ech o. L a g ra n r e liq uia d e D am asc o e s la Me zquita O m mía d a. Es e l m ás im porta nte r e cu erd o q ue h a d eja d o a q uella d in astí a. Er a e sta m ezq uita u n te mplo ro m an o, p ero c u an d o T eo do sio , s e c o n vir ti ó a l c ris ti an is m o, la c o nvir ti ó e n u n te m plo c ris ti an o , b au tizá ndo le c o n e l n om bre d e Sa n J u an . Y a sí e xis ti ó h asta c u an d o lo s m ah om eta nos se ap od era ro n d e D am asco al c o m ie n zo d el Is la m . En tonces lo s g en era le s , A bu-U baid a y J ale d ib n e l W alid , d iv id ie ro n e l te mplo e n d os p arte s: u na p ara l o s c ris ti an o s y o tr a p ara lo s d is cíp ulo s d e Ma hom a. L as d o s r e lig io n es s e p ra cti cab an h asta e l ti em po d e El W alid ib n A bd e l Ma le k, e n a q uel te mplo . Pe ro e ste K ali fa o btu vo e l s e cto r c ris ti an o a c am bio d e o tr as ig le s ia s , q ued an do la m ezq uita to talm en te a l s erv ic io d e Ma ho m a. El K ali fa la re sta uró y la r e co nstr uyó c o n la c o la b o ra ció n d e 1 2 00 a rq u ite cto s y a lb añ ile s d e C onsta ntin opla q uie n es la a d orn aro n c o n m osa ic o s y p ie d ra s p re c io sa s. Er a i lu m in ad a p o r 6 0 0 c an dile s d e o ro .
Página 218
Mu ch as d esg ra cia s h ir ie ro n a e sa m ara villo sa m ezq uita : fu e i n cen dia d a y d estr uid a p or la s c o nqu is ta s, h asta 1 89 3. D es p ués fu e c o n str uid a ta l c o m o la c o n ocem os a h o ra , c o n lo s v e sti g io s d e lo s c am bio s o pera d os e n e lla d es d e e l Is la m h asta la a ctu ali d ad . Es u na c o le cc ió n d e m odifi cac io nes o p era d as p o r l a s e d ad es . El p ati o ti en e 4 30 p ie s p o r 1 30. L as c o lu m nas s e e le va n d es d e e l s u elo u no s 2 3 p ie s, te rm in an do c o n b ellís im os a rc o s. Ex is te n e n e l p ati o tr es c rip ta s. L a p rim era e s la c rip ta d el te so ro ; la s eg un da e s la d e la a b lu ció n y la te rc era la d el re lo j. En la p rim era e stá n e n cerra d os a n tiqu ís im os d ocu m en to s r e lig io so s, e n tr e e llo s s e e n cu en tr a u na p arte d e la B ib lia e n s ir ía co , y o tr os d ocu m en to s e s crito s s o bre c u ero s e n g rie g o , la tí n , h eb re o , a ra m eo , a rm en io , s am arita no , á ra b e y c u fí, d esd e e l s ig lo V d es p u és d e C ris to . A l la d o d e la c ú p ula e stá la tu mba d e Sa n J u an B au tista , C erc a d e la m ezq uita s e e n cu en tr a ta mbié n la tu mba d e Sa la d in o. L a tr ad ic ió n o blig a a d es calza rs e p ara e n tr ar e n e lla . L os d am asc en os s o n m uy g ra cio so s, b u en os y h osp ita la rio s. El v ia je ro e xtr añ o s e s ie n te e n tr e e llo s c o m o e n tr e fa mili a y a m ig o s. L es g usta v iv ir c ó m odam en te y le s a y u da a e llo la b ara tu ra d e lo s v ív ere s. U na h ora a n te s d el o cas o to dos c ie rr a n l o s a lm ace n es y c o rre n a lo s ja rd in es , c o n s u s fa milia s e h ijo s, p ara d ed ic ar a q u ella s h o ra s a l c a n to y a l a m úsic a. C ap ítu lo II T R ES PRIN C IPES EN D A MA SCO A fi nes d e 1 9 18 e n tr ó e l Em ir F ais al tr iu n fa nte e n D am asco , d es p u és d e d erro ta r a tu rc o s y a le m an es. ¿ Q uié n fu e e l Em ir F ais a l? L a p as ió n e s c ie g a. El té rm in o m ed io e s u n a rb itr io p ru den te q ue s e to ma e n to das la s c o sas. Pe ro e l té rm in o m ed io n o e x is te e n e l h o m bre a p asio n ad o. Y ¿ cu án to s s o n lo s h o m bre s q ue d om in an la p asió n? En p re se n cia m ía , p id ie ro n e l p are cer d e d os i n div id u os s o bre l a p ers o nali d ad d el Em ir F ais al. "¡C uan sem eja n te es a J esu cris to !" —d ijo el u no , m ie n tr as el o tr o e xc la m ab a—: " B ed uin o s in c alzo nes." A ho ra , m e to ca a m í e l tu rn o d e p re se n ta r, a l le cto r, e l Em ir o Pr ín cip e F ais al, ¿ Es taré y o d esp o ja d o d e p asio nes y e xe n to d e e rro r? N o. Pe ro tr ata ré d e s er im parc ia l d esem bara zá ndom e d e to do p re ju ic io . El Em ir F ais al d e a q uel ti em po, y F ais al I, re y d e la Me so po ta mia , y e l fi n ad o F ais al, h oy, te nía a l c o m ie n zo d e
Página 219
n uestr a h is to ria 4 5 a ñ os. Er a d e ta lla a lta , c o lo r m ore n o c o m o to do á ra b e, fr en te le van ta da, c eja s ju nta s, o jo s n eg ro s y g ra n d es , n ariz a g u ile ñ a, b oca g ra n d e; la b io s g ru eso s, b arb a e sp esa y n eg ra , lo s h o m bro s in clin ad o s h acia a d ela n te c o m o s i s in tiera e l p eso d e s u s d eb ere s. Ve stí a la tú nic a y e l g unb az d e to do b ed uin o, y h asta a la s a la d e e sp ejo s d e Ve rs alle s, e n tr ó c o n e sta v e sti d ura , p ara fi rm ar l a p az. H ay d os p ers o n as q ue p ued en v an ag lo ria rs e d e s u n o ble za : l a p rim era es el Em pera d or de Eti op ía , qu e d es cie n d e d ir e c ta men te d el R ey Sa lo m ón , y la s eg und a e s e l Em ir F ais al c u ya g en ea lo gía a rra n ca d esd e e l p ro fe ta Ma ho m a, p asan do p or I s m ael, h ij o d e A bra h am . El R ey d e H ed ja z, e l H usain C herif d e Me ca , tu vo c u atr o h ij o s: A lí , F ais a l, A bd ull a h y Z aid . C uan d o J a m al B ajá , e l g en era l tu rc o , e n tr ó e n Si ria y L íb an o d ura n te la g uerr a c o m en zó a a h orc a r a lo s je fe s s ir io s. H usain e n vió a F ais a l an te Jam al B ajá p ara in te rc ed er p o r lo s c o n den ad o s. Y el s a n guin ario g en era l le r e s p o ndió : —¿ Y qu ié n i n te rc ed erá p or u ste d? A cto s eg u id o lo to mó p re s o . Sa bed o r e l p ad re d el Em ir , r e c u rrió a la a stu cia . T ele g ra fi ó a l g en era lí s im o tu rc o lo sig u ie n te : "C uare n ta m il g uerre ro s e sp era n a m i h ijo F ais al p ara c o ndu cir lo s c o ntr a lo s in gle se s a l C an al d e Su ez. " J am al B ajá tr ag ó e l a n zu elo . Pe rs o nalm en te s e p re s en tó a la p ris ió n d el Em ir y le d ijo : —Vu es tr o p atr io tism o c o rre p ara le lo c o n v u estr a n oble za . En n om bre d e s u Ma je sta d e l Su ltá n, o s c o n deco ro c o n e l m ás a lto g ala rd ó n y e s p ero d e v o s y d e v u es tr o p ad re la a yu da c o n tr a n uestr os e n em ig os. Es e m is m o d ía e l Em ir fu e d esp ed id o c o n to dos lo s h o nore s e n la e sta ció n. Vo lv ió e fe cti vam en te a la Me ca. Pe ro e n lu gar d e lo s c u are n ta m il g u erre ro s e n co ntr ó v ein te . T o m ó e l m an do d e é s to s y s e l a n zó n o c o n tr a lo s i n gle s es, s in o c o n tr a lo s tu rc o s. A l en cu en tr o de este nuevo alia d o, lo s in g le ses le p ro porc io n aro n to da a yu da m oneta ria y b élic a. Si n la r e vo lu ció n á ra b e c o ntr a lo s tu rc o s y s in s u a lia n za c o n G ra n B re ta ña, e l tr iu nfo n o h ub ie ra s id o ta n r á p id o. El e jé rc ito á ra b e u tili zó c u are n ta m il s o ld ad os tu rc o s y lo s d esp ojó d e s u m ate ria l d e g uerr a . Es te e jé rc ito e sta ba d esti n ad o a lo s in gle ses e n Pa le sti na y d os te sti m onio s a fi rm an la v erd ad d e e s ta h is to ria . El p rim ero e s la c a rta d el g en era l A lla n b y, q u e d ic e a sí:
Página 220
" A gra d ezc o a s u Ma je s ta d El H usain ib n A lí, r e y d e H ed ja z, s u i n esti m ab le le alta d p or la c a u sa d e lo s a lia d o s y n o p ued o c alla rm e s in a n te s d ir ig ir to do s m is e lo g io s a s u a lte za e l Pr ín cip e F ais al p or s u h ab ilid ad e str até gic a, p or s u le alta d y p or l a h ero ic id ad d el e jé rc ito á ra b e, q u ie n p ro porc io n ó u na g ra n a yu da a lo s a li a d os p ara ll e g ar a l 'tr iu nfo fi n al d e l a g uerra '." El s eg u ndo e s e l te sti m onio d el g en era l Mo rd ak , je fe d el Es tado Ma yo r fr an cés, q ue d ic e : " F ais a l e s u n p rín cip e q ue p u ed e s er d es ig nad o c o n e l d ed o. Es ll e n o d e a rd o r y d e h ero ic id ad , a yu dó c o n to da la e n erg ía d e s u c a rá cte r a la c a u sa d e s u p ad re , s u Ma je sta d r e y d e H ed ja z, d es d e e l a ñ o 1 9 16 p ara d erro ca r e l y u go tu rc o y a yu dar a lo s a li a d os. Si em pre a co m pañ ab a a s u s s o ld ad os; p re p aró v aria s o fe nsiv as im po rta nte s c o ntr a la lín ea d el fe rr o carr il D am as co – Me din a. Pe rs o nalm en te , d ir ig ió s u e jé rc ito , c o nqu is tó e l A cab a y e l Etw ay e, to mó Ma han y v a ria s e s ta cio n es , to mó m il e s d e p ris io nero s tu rc o s, a y u dó a d is p ers ar y d erro ta r a lo s e jé rc ito s c u arto , sép tim o, se g u ndo y octa vo , al co rta r su s c o m un ic acio nes c o n e l n orte , s u r y o cc id en te d e D arh a. D esp ués e n tr ó e n D am asco . L o s h ec h os d e F ais al d em ues tr an s u in calc u la b le v alo r y e n erg ía ." B ole tí n O ficia l d el Mi nis te rio d e G uerr a B ritá nic o , e n a g osto d e 1 9 17: " El p la n á ra b e, a p rin cip io s d e s u le van ta mie n to , e n cie rra h ab ili d ad , v alo r y g en io . D estr uyero n u na p arte d el fe rro carril, s e a p o dera ro n d e lo s p u nto s e str até gic o s tu rc o s a a m bos la d os d e la lí n ea; y s u i n calc u la b le h ero ic id ad le s d ep aró la o ca sió n d e tr iu nfa r s o bre u n e jé rc ito m ás n um ero so y m ejo r e q u ip ad o ." Ya s e h a d ic h o q u ié n e ra F ais al p ers o n alm en te . A hora v am os a a n aliza rlo p síq uic a m en te . Er a un ser dem asia d o pru d en te e in str uid o. N o se e n co le riza ba fá cilm en te . Er a m ís ti co a n te s q ue r e lig io so . Pe ro , d es g ra cia d am en te , te nía u n c o ra zó n m uy b on dad oso , u na l e a lta d y u n a v e ra cid ad m uy e x ag era d as . Pu ed e e l le c to r e sc an d aliza rs e d e n uestr as fr ases, p ero ta l e s l a v e rd ad . En n uestr o ti em po , y e n to do s lo s ti em pos, la b on dad d el c o ra zó n y la v era cid ad s o n , ju nto a la le alta d, lo s p eo re s v ic io s e n l a p olíti ca. Es u n a b su rd o d ecir q ue u na. Po líti ca e s b ond ad osa. Pe ro s í s e d ic e q ue e s u na p o líti ca p ro vec h o sa e in g en io sa. Po líti ca y b on dad , c o m o d ía y n o ch e, s o n d os e xtr em os q ue n unca p u ed en j u nta rs e . Es u n a v e rd ad d e Ma quia ve lo . El Em ir n o m en tía. ¿ C óm o p o día s u pon er a u n p olí ti co q ue m ie n ta ? El e ra le al y c u m plía s u p ro m esa . ¿ C óm o p odía s o sp ech ar q u e le e n g añ en y n o l e c u m pla n s u s p ala b ra s?
Página 221
El h om bre b ond ad oso d e c o ra zó n c re e e n la b ond ad d e to dos lo s h o m bre s. En ta nto , é sto s a p ro vech an s u c re d u lid ad p ara , e n la p rim era o casió n, te nderle la m an o p ara h erir le y r o b arle . F ais a l n unca q uis o s e g u ir e l g en io d e la p olí ti ca, Mo hau ya. Ma s s i e l g en io d e la b ond ad d e A li ib n A bi T ale b . L a b on dad d e A lí, m ató a A lí, y la b on dad d e F ais al, d estr on ó a F ais al e n Si ria . C on to do , e l Em ir e ra u n a d o ra d or d e s u id eal. El s eg und o p rín cip e e s e l d e l a r e li g ió n c ató lic a e n D am asco y v am os a p re se n ta rlo a l l e c to r. Es e l O bis p o m aro nita , El ia s Ec ham ali, v ic ario d el Pa tria rc a m aro nita . Es te s e d ife re n cia b a d e lo s d em ás c o le g as, e n q ue n o te nía b ro ta do e l v ie n tr e. Mu rió e l p ob re (Q .E. P.D.). Er a in te li g en te , d is cíp ulo d e lo s j e s u ita s, y m aro n ita s, d os fa cto re s im po rta ntí sim os p ara o dia r to do lo q ue n o e s fr an cés y n o e s F ra n cia . T em ía c o m o s u p atr ia rc a d el L íb an o q u e u n m ah om eta no v in ie se a g ob ern ar y a n sia b a e l m an dato d e F ra n cia . El h om bre q ue p ie rd e la c o nfi an za e n s í m is m o s e v u elv e in ep to , a sí c o m o e l q ue n ace p eq u eñ o d e e sp ír itu y c re ce s in d ese o s, ti en e q ue d es ap are c er, porq u e la le y de la ev o lu ció n no ad m ite e sta ncam ie n to e n s u s en o. El O bis p o e ra u n h om bre in ep to . N o h ac ía , n i d eja b a h acer a l o s o tr os. N o s a b em os d e s e g uro s i é l h ab ló d el Em ir F ais a l, e n m alo s té rm in os, e n a lg una d e s u s p lá ti ca s. Pe ro s í s ab em os d e c ie rto q ue F ais al d ij o u na v ez: —Si e ste O bis p o n o q uie re c alla r, te ndré q ue a m ord aza rlo . A ho ra p odem os p re sen ta r a l te rc er p rín cip e q u e n o e ra g obern an te m un dan o, n i r e lig io so , s in o q u e e ra u n p rín cip e y d ueñ o d e s í m is m o. Er a A donay. U na s o la c o sa a d m ir a b a a to dos lo s d am asc en o s; y s o bre to do a lo s m ah om eta nos: que el Em ir Fais a l, sie n do m ah om eta no, te nía a s u s erv ic io c ris ti an o s y lib an ese s, c o m o e ra n e l Ed ecá n , e l J e fe d el D iv án , e l C aje ro , lo s a m an u en se s. Y e ra s u s ecre ta rio p riv a d o , A do nay. ¿ Es e s te A do nay e l m is m o q ue c o no cim os e n o tr a p arte d e e s ta o bra ? N o p ued e s er, Y s i lo e s, d eb em os c o nfe sar q ue h a c a m bia d o to talm en te e n s u fí sic o . Es e c a b ello la rg o q ue d esc en d ía s o bre s u s h om bro s, a q u ella b arb a, y s o bre to do s u m ir a d a lím pid a, d ulc e y tr is te , d an e l p re sen tim ie n to d e h ab er c o gid o u na fr uta a n te s d e ti em po, a la q ue e l s o l n o h a m ad u ra d o . Su s la b io s e stá n c as i s ie m pre a m ord aza dos p or e l s il e n cio . L os q u e h ab la n e n é l s o n s u s o jo s, c o n u n le n g uaje d e d ulzu ra y tr is te za m ás e lo cu en te q u e to das la s p ala b ra s . Pe ro a v ec es,
Página 222
e so s o jo s te nía n u n fu lg or q u e re an im ab a, p orq u e p en etr ab a h as ta e l c o ra zó n y p ro ducía u n e fe cto in cap az d e p oders e a n ali za r, n i o lv id ar ja m ás. Su fr en te s ere n a y s u s o jo s b rilla n te s, d is ip ab an la d uda e i n ocu la b an v alo r. El Em ir F ais al d ep ositó e n é l m uch a c o nfi an za , y le d ecía r e p eti das v eces : —T ú e re s m i r e m ord im ie n to , A donay. A do nay c alla b a. —¿ Qué te p are ce la d ele g ac ió n lib an es a q ue v in o a yer? —Me nti ro sa e h ip ócrita , s eñ or.. . —Po r D io s, A do nay. Er es in so p orta ble c o n tu s p re ju ic io s. —. ..C ob ard e y tr aid ora —c on tinu ab a sin es cu ch ar la s p ala b ra s d el Em ir . —¿ Pued es d ecir m e e l p o r q ué? —N o s e ñ o r. N o p ued o d ecir n ad a, p ero e s a sí. F ais a l m ed ita ba. O tra v ez le p re g untó : —¿ Que d ic es d e e ste o bis p o m aro nita ? —Q ue n o d eb éis te merlo , s eñ or. Es c o m o e l p erro q ue la d ra y n o m uerd e. —¿ Cóm o lo s ab es? —N o s é c o m o, p ero e s a sí. —L o q ue m ás m e m ole s ta e n tí e s e sta fr ase q u e y a la h e o íd o m il e s d e v ec es, a u n que re su lta c ie rta y p ro fé tica. A l fi n , ¿ quie re s ir e n e s a m is ió n a B eir u t? —Si s u A lte za m an da, ir é . Pe ro e sto y s eg uro d el fr acas o . —Ya c o m pre n d o —d ijo F ais al a lg o e n oja d o —. N o s é p or q ué, p ero e s a s í, ¿ n o e s c ie rto ? D esp ués g olp eó e l e s crito rio c o n la m an o . Se le v an tó y s alió d el a p osen to . C ie rta m añ an a, F ais al d ecía a s u s ecre ta rio : —O ye , A do nay, n o q u ie ro o ír tu c o nsab id a fr ase, p ero d im e, ¿ qué te p are ce la m arc h a d e la p olí ti ca? —Mu y m ala , s eñ or. —¿ Por q u é? —Po rq ue v o s n o s o is p olíti co q ue e n gañ a a l m undo . Vo s d ec ís s ie m pre la v e rd ad y la v erd ad n o g u sta a to dos... L a m is ió n fr an ce sa q ue v in o a yer o s e n gañ ó fá cil m en te . Vu estr o
Página 223
p ec h o fu e d e c ris ta l, tr as d el c u al s e le ía c la ra m en te e n v u estr o c o ra zó n. F ais a l m ed itó la rg am en te , m ie n tr as la tr is te za ib a in vad ie n d o s u r o str o. A l fi n d ijo : —A do nay, n o o b sta nte tu c o rta e d ad , q u ie ro n o m bra rte m i c o n se je ro . —N o, s eñ o r. Yo n o s ir v o p ara e se c arg o, p orq ue u n c o n se je ro d eb e r a zo nar y v u estr o s e rv id o r in tu ye , p ero n o r a zo na. —¿ Qué m e a co nseja s s o bre e l tr ata do q ue p re sen tó e l m in is tr o I? —N o d eb éis p ed ir m e c o n sejo s, p uesto q ue n o h ab éis d e s eg uir lo . A dem ás, e stá is d e a n te m an o co nven cid o d e s u b en efi cio . —¿ Y tú n o lo e s tá s? —N o, a lte za . Es te tr ata do n o e s m ás q u e ti nta s o bre p ap el. El g obie rn o d e e ste m in is tr o n un ca h a p en sad o e n c u m plir lo ... L a o fe rta d el g en era l G ., e ra m ás c o nven ie n te y p ro ve ch o sa . Pe ro ... —¿ Por q u é c a lla s? A do nay le v an tó la c ab eza y s u m ir a d a tr is te s e fi jó e n e l Em ir . C asi la s lá g rim as e m pap ab an s u s o jo s, c u an d o s ac u d ie n do la c ab eza , d ijo : —Pe ro ¿ p ara q ué a d ela n ta r lo s s u ce so s? El m aes tr o D iv in o d ijo : " N o d eb éis p re o cu paro s p o r e l m añ an a, p orq ue c a d a d ía ti en e s u a fá n." Y ad em ás, c o nocer e l fu turo n o s ig nifi ca e v ita rlo . —¡Yo te e xijo q u e m e d ig as to do! —B ie n . L a fi rm a d el tr ata do y e l re ch azo d e a q uella o fe rta c au sará n e l d erru m bam ie n to d el r e in o á ra b e q ue v o s p en sáis fo rm ar. F ais a l s e le van tó b ru scam en te . C on lo s o jo s d eso rb ita dos s e d ir ig ió a s u s ec re ta rio y c as i g ritó : —¿ Qué d ic e s? ¿ Q uié n te d ij o to do e sto ?.. . —Si n o fu era p ro bad a tu fi delid ad , d ir ía q ue e re s u n e s p ía p eli g ro so . —¿ Yo, e s p ía . A lte za ? —r esp on dió A don ay c o n u n a s o nris a, q ue s em eja b a u na p uñala d a e n e l p ec h o d e u n a s esin o . El Em ir c o m en zó a re co rre r e l a p osen to a g ra n des p as o s. Pe ro a l o ír to ques e n la p u erta , s e d etu vo . —A dela n te . En tró e l p orte ro y d ijo : —Su e xc ele n cia El B akri y s u r e ve re n cia e l c u ra Es téfan. —Q ue e sp ere n u n m om en to . En s eg uid a le s a ti en d o. Sa li ó e l p orte ro . C erró la p u erta . Y F ais al s e d ir ig ió a l e n tr is te cid o s ec re ta rio . En tonces le d ijo :
Página 224
—¡A do nay! L ev an tó é ste la c ab eza . El Em ir le a sió d e la b arb a, y ju gan do c ariñ osam en te c o n e lla d ecía : —A do nay, h ij o m ío . Er es m uy b u en o, s o p órta m e... Es toy m uy n erv io so . Efe cti va m en te , p are ce q ue e l K ad ar m e a rr a str a a u n p re cip ic io . ¿ Sa bes a q ué v ie n en e l m in is tr o y e l c u ra ? —So sp ec h o, s e ñ o r q ue v ie n en p o r e l tr ata do. —Es c ie rto . ¿ Y no c re es q ue e l m in is tr o e s u n b uen p atr io ta ? —Sí , lo e s. Pe ro e s m uy p re su m id o y n o v e m ás a ll á d e s u s n aric es, le e n gañ an c o m o a u n n iñ o y lo p eo r e s q u e c re e q u e é l e s q u ie n m an eja l a p o líti ca , la p o líti ca d el m un do. —¿ Y el c u ra ? —Es u na r a n a c u ya fu erza e s tá e n la la rin ge y n o s ab e m ás q ue c ro ar. —Y ah ora , ¿ q ué d eb o h ac er? —O s s u p lic o q ue n o fi rm éis e se tr ata do. Yo ir é a B eir u t p ara r e an udar a q u ello . —N o, A don ay . H e p ro m eti do y c u m plir é m i p ro m es a. —Es tá b ie n , A lte za . O ja lá c u m pla n c o n v o s.. . A hora p erm iti d q ue m e r e ti re . —¿ Por q u é? —Po rq ue n o q u ie ro a s is ti r a la fi rm a d e lo q ue p re cip ita v u estr o d erru m be. —Ve te. Er es u n m al a g üero . —G ra cia s, s eñ or, p or l a r e c o m pen sa. C ap ítu lo III A DO NAY Y EL O BISPO D ij o e l o rá c u lo d e D elfo s: C onó cete a tí m is m o. Yo d ig o: C onoce tu d eb er, p orq ue e l q ue s a b e s u d eb er, s e c o n oce a s i m is m o. El c o nocim ie n to d e s í m is m o e s m uy d ifí cil h asta p ara lo s fi ló so fo s. Pe ro e l c o n ocim ie n to d el d eb er e s fá cil h asta p ara lo s a n alfa beto s. Es e l ú n ic o m ed io q ue c o ndu ce a l h om bre a la fe li c id ad , a la tr an qu ili d ad , a l p ro gre s o y a la r iq ueza . Si to do h om bre c u m plie ra c o n s u d eb er s in m ete rs e e n v id as a je n as, e l m und o s eria u n p ara ís o .
Página 225
T oda v ir tu d e s in úti l s in e l c u m plim ie n to d el d eb er. Y s i lo s g obie rn o s ilu str ara n a lo s s ú bd ito s c o n e ste p rin cip io , e n v ez d e c o lm ar s u s c ab eza s c o n le ye s y d ic ta dos, la s c á rc ele s s e d es p lo m aría n v n o h ab ría n ece sid ad d e l a s p ris io n es . C uan d o A don ay s e in fo rm ó d e la a m en aza d el Em ir F ais a l c o n tr a e l O bis p o m aro nita , q u is o c u m pli r tr es d eb ere s a l m is m o ti em po : A co nseja r a l O bis p o , o bli g arle a q ue r e fr en e s u le n gua y s u s ím petu s, e im ped ir q u e e l Pr ín cip e c o m eti ese u n a c to r ig uro so q ue p u die ra s er fa tal e n a q uella s c ir c u nsta ncia s. T ra zó r á p id am en te s u p la n d e a cció n y s alió d el p ala cio q ue s e h alla b a e n El Sa la h ie . En e l tr an vía , v io d ela n te s u yo a u n O bis p o m aro n ita q ue r e za ba su bre via rio . El se cre ta rio del Em ir lo m ir ó d ete nid am en te y n o s e a c o rd ab a h ab erlo v is to a n te s. Q uis o p re g u nta r, a u no d e s u s c o m pañ ero s. e l n om bre d el O bis p o, p ero n o lo h izo . T en ia la in tu ic ió n d e q ue e ra é l m is m o a q uie n b usca b a. L le g ó el tr an vía a la p la za d el Ma ry e. A do nay q u is o d es cen der; c u an d o v io q u e e l O bis p o s e le van ta ba, y q ue d es p u és d e a p ears e, u n h om bre , q ue ib a e n s u c o m pañ ía , lla m ó u n c o ch e. L o s d o s s e e m barc aro n e n é l, y a p o co , lo s c ab allo s p arti ero n a l tr ote . —Es e l m is m o —p en só A donay—. Y c o nti nuó c am in an d o. A trav esó la p la za , lla m ad a h oy, d e lo s m árti re s y a l lle g ar a la Me zquita O m mía d a, tu vo q ue to mar h acia la izq uie rd a, p o rq ue la c alle d ese m bocab a en d ic h a m ezq uita q u e o cu p ab a u na m an za na e n te ra . D esp ués d e d ar u n g ra n r o deo , s ig u ió d ir e cta m en te h acia la c alle lla m ad a B ab T u rn a, e n la q ue s e h alla b a la r e sid en cia d el O bis p o . C uan d o ll e g ó, la p u erta e p is co pal e sta ba a b ie rta . En tro a l v estí bu lo , m as , c o m o n o e n co n tr ara a n ad ie , c o m en zó a p alm ete ar, d an d o a sí a v is o d e s u p re s en cia . A pen as p asaro n a lg un os s eg u ndo s c u an d o s e p re sen tó e l l a c ayo d el O bis p o. Es te c o m en zó a m ed ir c o n la m ir a d a a l r e cié n lle g ad o, c o m o u n s astr e q u e q uie re c o n fe ccio nar a s u c li e n te u n tr aje n uevo . Es a m ir a d a, ¿ sig nifi cab a ad m ir a c ió n o te mor d e a q u el b ed uin o c iv iliza do ? T al v ez la s d o s c o sas a l m is m o ti em po. —¿ Qué d esea e l s ay ed ? (s eñ o r) —d ijo e l la c ayo —. Po r e n to nces la pala b ra "s aye d " só lo se ap lic ab a a lo s m ah om eta nos. —D ese aría e n tr evis ta rm e c o n m on se ñ o r. —¿ Quie re e l s a yed d ecir m e e l n om bre d e s u m erc e d p ara c o m un ic árs elo a m onseñ or?
Página 226
—C on e l n om bre d e m i m erc e d n o a d ela n ta mos n ad a, p uesto q ue m onseñ o r lo ig n ora . D ile q ue h ay u n h om bre q ue d ese a v erlo p ara tr ata r d e u n a su nto m uy im porta nte . —Sí rv ase e n tr ar a l s a ló n —fi nalizó e l la ca yo —. A do nay e n tr ó. L os m ueb le s d el s aló n e ra n m od esto s y l im pio s. U n ta piz c u b ría e l s u elo a d em ás d e d os d ocen as d e s il le ta s y s illo nes. A l c e n tr o h ab ía u na m esa d e c ed ro g ra n d e y d el c ie lo r a s o p en día u n a a ra ñ a lu jo sa . A lg unas o le o g ra fí as d e l a Vi rg en y d e J es ú s a d orn ab an la s p are d es . A do nay to mó a sie n to , p en san do e n la m an era d e c o m en za r s u c o nvers ació n c o n e l O bis p o. D esp ués d e tr es o c u atr o m in uto s e n tr ó é s te . Er a e l m is m o q ue e l jo ven h ab ía v is to e n e l tr an vía . A donay s e p u so d e p ie . El O bis p o h ab ló p rim ero : —B ie n ven id o s e a u ste d. —Y le e x te nd ió la m an o. El s ecre ta rio d el Em ir s e e xcu só , a l ti em po d e e str ech ar la m an o d el O bis p o: —Pe rd on e la m ole s ti a, Mo nseñ o r. —A l c o ntr ario , e s u n p la ce r. ¿ En q ué p ued o s e rv ir le ? —En m uch o, Mo nse ñ or —e xc la m ó A donay, v o lv ie n do a to mar a sie n to fr en te a l O bis p o . —Pu es h e v en id o —e xp li c ó A don ay — p ara p ed ir le u n fa vo r q ue e s p ero n o m e n eg ará . El m otivo d e m i v is ita e s é s te : Mo nseñ or, d eje a l Em ir e n p az, n o a co m eta a l le ó n e n s u g uarid a. Su A lte za , e l Em ir , le h a a m en aza do p o rq ue s u po q u e u ste d e n s u s p lá ti ca s le a ta ca y c riti ca. L e s u pli c o . Mo nse ñ or, n o v u elv a a m en cio nar e l n o m bre d e s u A lte za , p orq ue é l s í p ued e d err a m ar s o bre u ste d e l c áliz d e s u e n o jo , y d e e ste m od o u ste d e ch aría s o bre lo s h om bro s d e to do c ris ti an o d e D am asco u na p arte d e l a d esg ra c ia . Mi en tr as e l jo ven h ab la b a, e l O bis p o ib a p alid ec ie n do. A l fi n d ijo : —Pu ed e s er q ue m is c alu m nia d ore s h aya n e xa g era d o. —N o s é. Pe ro m i c o n se jo e s e l q u e u ste d d eb e r e tr acta rs e p úblic am en te , d esm en ti r la s s o sp ech as y te ner m uch o c u id ad o d e s í m is m o, s o bre to do d e la le n gua, q ue e s la c au sa d e to das n uestr as d esg ra cia s... Y a h o ra —c ortó b ru scam en te — h asta l u eg o. Y se l e va n tó m ie n tr as e l O bis p o p re g un ta ba: —¿ Deb o to mar s u s p ala b ra s c o m o a m en aza o c o m o c o nsejo ? —H e v e n id o e n m i p ro p io n o m bre y c o n m i lib re v o lu nta d a c u m plir c o n lo q ue e ra p ara m í, u n d eb er.
Página 227
—D íg nese d ecir m e s u n om bre p ara s ab er a q uié n d eb o e ste fa vo r. —N o m e d eb e n ad a. Mo nseñ o r. Pe ro s i q u ie re s ab er m i n om bre , m e lla m o A donay. —A -d-o -n-a-y... ¡B en dito s ea D io s! Es u ste d c ató lic o , lib an és y s ecre ta rio d e s u A lte za ? —El m is m o. Mo nseñ or, p ara s erv ir le . —Pe ro , h ij o m ío , s ié n te se... ¿ N o q uie re u ste d a lm orza r c o n m ig o? D ém e e se g usto . A do nay, tr as u n m om en to d e m ed ita ció n, h ab ló : —L a p ala b ra a lm uerzo m e d io u na id ea : v aya m añ an a m is m o a l Em ir , p íd ale a u d ie n cia . Yo e sta ré a ll í. Pr esén te le s u s r e sp eto s e in víte le a u n té , a q u í. U ste d s a b e q u e c u an d o u n á ra b e c o m parte e l p an c o n u n h uésp ed , p erd on a to das la s o fe nsas, a u n c u an d o fu era n e n em ig os. —¿ Acep ta rá s u A lte za ? —Si n d uda. Es u n h om bre d e c o ra zó n n o ble y n o p ued e r e ch aza r a n ad ie . —En tonces m añ an a ir é . —Y y o le e sp era ré m añ an a. A cto s e g u id o s e e n cam in aro n a l c o m ed or. C ap ítu lo IV C O SA S IN C REI BLES PER O C IER TA S Er a v ie rn es. D ía s an to p ara lo s m ah om eta nos c o m o p ara lo s c ris ti an o s e l d o m in go . A do nay s e d ir ig ió a l p ala cio d el Em ir , a q u ie n e n co n tr ó e n e l s aló n c o nvers an do ín ti m am en te c o n v a ria s p ers o n as q u e s e e n co n tr ab an s en ta das. El s ecre ta rio s alu d ó. El Em ir F ais al le in vitó a to mar a sie n to y d ir ig ié n dose a s u v e cin o, c h eik (s ac erd ote ) m ah om eta no, d ijo : —C on tinú e. —Pu es , c o m o d ec ía a Su A lte za , e ste c h eik Es han ty e s m ara vil lo so . El d ic e q u e e s s u fe . Y m uch as v ec es p ro d uce m il a g ro s s o rp re n den te s.. . En c ie rta o casió n e n co ntr ó e n la c a lle a u n jo ven , v íc ti m a d e u n a ta que d e e p ile p sia . Se a ce rc ó , c o lo có e l p ulg ar d e s u m an o d ere ch a e n e l e n tr ecejo d el p ac ie n te , le s o p ló a la c a ra y e l jo ve n v o lv ió e n s i. Si n o h ub ie ra e sta do p re sen te n o lo c re ería .
Página 228
—U na v ez —i nte rv in o u n h om bre q ue e s ta ba s e n ta do ju n to a l q ue h ab ía h ab la d o— m i m uje r s e q ueja b a d e u n fu erte d olo r c ró nic o d e c a b eza . T om ó v a rio s a n alg ésic o s, p ero le c alm ab an s ó lo m om en tá nea m en te . C onsu lté a Es han ty s o bre e l a su nto y s e v in o c o n m ig o a v e rla . C olo có s u s d os m an o s e n la c ab eza d e m i m uje r y e l d olo r le a b an do nó a l m om en to y p ara s ie m pre . —Es e h o m bre d eb e s er u n " u ali" (s an to ) —d ijo u na v o z. El Em ir s in d ar o íd os a e sta s en te ncia , p re g u ntó : —¿ Pero c ó m o p u ed e c o m er ta l c an tidad ? El q u e e s ta ba m ás c erc a d e é l, c o nte stó : —Yo ta mpo co lo s é. Pe ro Su A lte za p ued e c erc io ra rs e p o r s í m is m o, c u an do v en ga é l. —Es a lg o i n cre íb le —s en te nció e l Em ir . O tro c h eik h ab ló : —L o m ás s o rp re n den te , e n e ste s er, e s q u e n u nca g uard a n i d in ero , n i a lim en to s p ara m añ an a. T o do lo s o bra n te d e s u p ro pia fa mili a lo r e p arte e n tr e lo s n eces ita do s. —¿ Cóm o? —d ijo F ais al—. Y al s ig uie n te d ía , ¿ q ué c o m e? —¡T ie n e ta nta c o n fian za e n la D iv in id ad ! Y p are ce q ue D io s n o le a b an do na n u nca... Su s p ala b ra s fa vo rita s s o n: " R ecib o p ara fi ar y c u an d o d oy, r e cib o ." D esp ués d e e sta s p ala b ra s r e in ó u n s ile n cio m arc ad o. El Em ir m ed ita ba, A don ay r e co rría lo s r o str os d e lo s a sis te nte s d e u no e n u no . U n c h eik a n cia n o q ue e s ta ba a s u la d o, d ijo p or ú lti m o: —Y a q uel fa moso ju ic io d e s u Ex cele n cia Es ham ba c o n El A zi m q ue d u ró m ás d e d ie z a ñ os.. . N o h ub o m an era d e a rre g la rlo a p es ar d e la in te rv en ció n d e N azi m B ac h a; a Es han ty l e b asta ro n d o s m in uto s. F u e a c ad a u n o d e lo s d os y le s d ijo : " H erm an o, q ue la p az s e a e n tu c o ra zó n. H ay q u e a rre g la r e ste p le ito , c o n tu c o nte nd or, e n e ste m und o y n o c arg arlo h as ta e l m ás a llá .. ." Su Ex ce le n cia e l A zi m m e c o ntó : C uan do o í la s p ala b ra s d el c h eik , s e n tí u n d eseo in te nso d e ir a h ac er u n a tr an sacc ió n c o n s u Ex cele n cia Es ham ba. Y e n e fe cto , m e d ir ig í a s u c as a c o n e sa in te nció n, y g ra n de fu e m i s o rp re s a a l v e r a m i c o nte ndo r q ue v e n ía a la m ía c o n e l m is m o p ro pó sito . En m en os d e c in co m in uto s lo a rre g la m os to do y a h ora s o m os, d es d e a q uel m om en to , m uy b uen os a m ig o s. Mi en tr as e n to do s lo s a sis te nte s s e a d vertí a la s o rp re s a, e l p orte ro a n unció : —¡C heik Es han ty ! —Q ue p ase —o rd en ó e l Em ir .
Página 229
A so m ó e n e l m arc o d e la p uerta u n h om bre , c u ya e sta tu ra m ed ía p o r lo m en o s u n m etr o n o ve n ta . C ub ría s u c ab eza c o n u n tu rb an te b la n co y e n la b arb a s e a d vertí an a lg u nas h eb ra s p la te ad as . Er a d elg ad o y s im páti co a p esar d e c ie rta fe ald ad d e s u ro str o. Ve stí a u n m an to n eg ro v ie jo , d es co lo rid o , y h as ta s u cio . Su c ab ello e sta ba d esarre g la d o y e n m ara ñ ad a s u b arb a. A nd uvo a lg uno s p aso s c erte ro s y fi rm es y e xc la m ó c o n v o z s o n ora : —A sala m h ala ic o m (L a p az sea c o n v o so tr os). —H ala ik a sala m (Y co nti go) —r esp on die ro n lo s p re s en te s. Se a ce rc ó a l Em ir y le b eso la m an o . A fa ble m en te , F ais a l le i n vitó a q ue s e s en ta ra . El , c o n u na in cli n ació n d e c ab eza , d ijo : —¿ Perm ite s u A lte za q ue c o n ozc a a to do s lo s p re s en te s? —Y re co rría to dos lo s r o str os c o n s u m ir a d a p en etr an te . —Sí ... c o no zc o a to dos. Me nos a .. . e ste ... c ab alle ro —Y cla v ó s u s o jo s e n A donay. Es te s o stu vo s u m ir a d a e sc u driñ ad o ra c o n o tr a m uy s u ave y d ulc e. El c h eik s e a cerc ab a a é l c o n p as o s le n to s m ie n tr as e l Em ir e xp li c ab a: —Es m i s e cre ta rio , c h eik . —A do nay, p ara s erv ir le —r esp ond ió e l jo ven . Si n q uita rle la m ir a d a d e e n cim a, e l c h eik le e xte nd ió la m an o. A don ay s e l e v an tó y a p re tó la m an o e xte ndid a. A m bos c alla b an y a m bo s s e m ir a b an a lo s o jo s. N i u n a p ala b ra pro nu ncia ro n, pero pare ce que se en te nd ie ro n p erfe cta m en te . El c h eik , s e v o lv ió a l Em ir d ic ié n dole : —A s u s ó rd en es, A lte za . —Ve n —d ij o e l Pr ín cip e—. Si én ta te a m i la d o. ¿ Es c ie rto lo q ue m e h an co nta do d e ti ? ¿ Es ve rd ad q ue cu ra s la s e n fe rm ed ad es c o n l a s o la im po sic ió n d e tu s m an os? —Sí . Es u na c o sa m uy s e n cilla , A lte za . Vo s m is m o p odéis c u ra r y to dos lo s p re s en te s ta mbié n . —¿ De q u é m an era ? ¿ A caso e s to n o e s u n d on d iv in o? —Sí , A lte za . Pe ro e s e d o n d iv in o e s p atr im onio d e to dos lo s h ij o s d e D io s. —¿ Por q u é y o y l o s o tr os n o p odem os h ac er e sto ? —El s ec re to c o n sis te e n q u ere r y c re er, A lte za . Si lo s h om bre s n o p ued en c u ra r e s p orq ue n o p ued en q uere r n i c re e r.. . Si n e m barg o, h ay e n tr e lo s p re sen te s u n h erm an o q ue c u ra s o la m en te c o n la fu erza y e l p o der d e s u d es eo , d e s u m ir a d a y n o o bsta nte , n ad ie s ab e, n i s e d a c u en ta d e q u e é l ti en e e ste p oder.
Página 230
—¡Q ué m ara vill a ! —d ij e ro n a lg unas v o ces d el g ru po. El Em ir , tr ató d e c o no ce r d e q uié n s e h ab la b a y lo b uscó e n tr e lo s p re sen te s. Pe ro v en cid o , p re g u ntó : —¿ Y tú n o p ued es d ec ir n o s q uié n e s é l p ara r e co m pen sarle ? —N o, A lte za , p o rq ue e s te h erm an o n o p id e n ad a, n i re cib e r e co m pen sas , p or s u o b ra . R ein ó e l s ile n cio m ás p ro fu nd o e n tr e lo s p re se n te s. Y a lg uno s a d o pta ro n u n a p ostu ra lla m ati va e in te re san te , c o m o s i s ig nifi ca ra n : "Es e s o y y o ." A do nay e n ta nto , m ir a b a a l c h eik c o m o q uie n o yera p or p rim era v ez e n s u v id a e sa d is erta ció n. N uevam en te e l Em ir r e an udó la c o nvers ació n. —O ye , ¿ es v erd ad q u e tú p ued es c o m er m ás d e l o q ue c o m en v ein te p ers o n as ? —D ecid m ás b ie n c o m o c u are n ta o c in cu en ta —r es p o ndió s en cil la m en te e l c h eik . —¿ Pued es c o m er u n " m an sef" ? —H are m os la p ru eb a, a l m en os.. . El Em ir e n to nce s d io u na o rd en . A nte s d e d ie z m in uto s e n tr aro n p or la p uerta s eis h om bre s q ue c a rg ab an u n a e n o rm e fu en te , s o ste nié n d ola p o r s u s a s as. A qu ella v asija e sta ba lle n a d e a rr o z c o cid o y s o bre e l a rro z, u n c arn ero c o m ple to b ie n c o cin ad o . L a fu en te fu e c o lo cad a e n e l s aló n . C onte nía d e tr es a c u atr o a rro bas d e a rro z s u m erg id as e n m ás d e v ein te lib ra s d e m an te quilla . En tonces, e l Em ir d ij o s o n rie n do: —Es tás s erv id o . El c h eik s e a d ela n tó . Se s en tó e n c u cli lla s fr en te a la v a sij a , y e xte ndie n do s u m an o s o bre e l a lim en to , i n vo có : —En n o m bre d e A lá T o dop odero so . C om en zó a c o m er, o m ejo r d ic h o a tr ag ar p orq ue m as ti cab a p oco . En u n c o m ple to s il e n cio , to do s le d ev o ra b an c o n la m ir a d a, c o m o h acía é l c o n e l a rro z y la c arn e. Po co a po co el as o m bro del Em ir y de to do s lo s c ir c u nsta nte s ll e g ó a l m áx im o. ¿ Q ué fe nó m en o e ra a q uél? ¿ Ilu sio nis m o? ¿ En gañ o? N o. Er a la r e alid ad v is ib le . Y m ie n tr as ta nto , p are c ía q u e e l c h eik te nía m ás a p eti to m ie n tr as m ás c o m ía . El b ocad o lla m ab a a o tr o b ocad o c o n m ás a vid ez y m ás d eseo . L os m in u to s c o rría n y l a c o m id a m erm ab a c o n g ra n r a p id ez.
Página 231
U n ru m or d e c o nvers acio nes c a lla d as, u n c u ch ic h eo d e I g le sia o m ezq uita s e p udo e sc u ch ar e n to nces. El g astr ón om o n o p re sta ba a te nció n a n ad a, n i a n ad ie . Su m ir a d a fi ja e n s u a lim en to , r e c o rd ab a la d e u n fa kir e n é x ta sis . T ra s u na h o ra , s ó lo s e v eía n lo s h u es o s b la n co s d e l o q u e fu e u n c arn ero y la te rc era p arte d el a rro z. Si n e m barg o e l c h eik c o n tinu ab a c o m o s i re cie n te men te e m peza ra a c o m er. Me dia h ora m ás, y la fu en te q u ed ó c o m ple ta men te v acía . A l fo nd o, lo s h ueso s. C on g ra n n atu ra li d ad , e l c h eik m ir ó a to dos lo s c o n cu rr e n te s y p id ió : —U n p o co d e a g ua, p o r fa vo r, p ara la varm e la s m an os. N ad ie s e a tr ev ía a r o m per e l s ile n cio . Pe ro u no q ue s e h alla b a a l la d o d e A donay, m urm uró : —Es te h o m bre d eb e te ner d em onio s e n s u v ie n tr e. A do nay n o c o nte stó . El Em ir , e x cla m ó e n to nces: —¡Es s o rp re n d en te ! ¡Incre íb le !. .. ¿ Y pued es c o m er m ás? —A lte za —r esp ond ió e l c h eik c o n g ra n s erie d ad — to davía n o h e c o m en za do m i a lm uerzo ... En to do e l p ala cio s e o yó e n to nces u n c o ro d e c arc a ja d as. So la m en te A donay c o nti nuab a tr is te y fr uncid o e l c eñ o . C uan d o c esaro n la s r is as, p re g u ntó n uevam en te F ais a l: —¿ En tu c as a, c o m es a sí? —N o, A lte za . U n p an y u n v aso d e le ch e to mad os p or la m añ an a, s o n m i ú nic o a lim en to e n to do e l d ía . —¿ Nad a m ás? —N ad a m ás ... Pa la b ra q u e e s a sí. El Em ir e n tr eg ó a l c h eik u n ro ll o d e b ille te s d e b an co , m ie n tr as d ecía , e n tr e u na s o nris a: —Se ño re s, e s h ora d e a lm orza r. O ja lá e l a p eti to d el c h eik o s h ay a c o n ta gia d o. —¿ Y a m i, A lte za , n o m e in vitá is ? H e v e n id o e n a yu nas —d ij o Es hin ty . N uevam en te r ie ro n to do s a l ti em po q u e e l Em ir l e d ecía : —A co m páñ an o s, hijo . Pe ro du do que haya ali m en to s u fi cie n te p ara tí . En traro n to dos al co m ed or. El Em ir d ir ig ió u n a co rta i n vo cació n y to do s to maro n a sie n to . El c h eik , q ue e sta ba a la izq uie rd a d el p rín cip e, p id ió u n p la to d e le ch e c o rta da. En tonces h ab ló e l Em ir : —¿ Qué, n o te g usta la c o m id a?
Página 232
—N o e s e so , A lte za , p ero y a o s d ij e q u e m i a lim en to e n e l d ía e s u n p an y u n v as o d e l e c h e. —¿ Y lo q u e c o m is te h ace u n m om en to ? —Pe ro .. . ¿ yo h e c o m id o? —p re g un tó e l c h eik , e n u n to no d e v o z, c o m o s i h ab la ra c o n sig o m is m o. U no d e l o s c o n vid ad os i n te rv in o: —N o fa lta ba m ás s in o q ue s e r e p ita a q uí e l c u en to d el g ato d el a varo . —¿ Cóm o fu e e so ? —p re g un tó i n te re sad o e l Em ir . —Se c u en ta . A lte za , q u e u n a va ro e n vió a s u s ir v ie n te a l m erc ad o p ara c o m pra r tr es lib ra s d e c a rn e. El s ir v ie n te , q ue e sta ba c o n g ra n a p eti to , s e la s c o m ió . C uan d o s u a m o le p re g u ntó p or e l p ara d ero d e la s m is m as , c o nte stó : Ya s e la s c o m ió e l g ato .. . El a va ro to mó a l g ato y l o p uso s o bre la b ala n za . El p obre a n im al n o p es ab a s in o d os lib ra s y m ed ia .. . F urio so e l a varo g ritó : " ¡L ad ró n ! ¿ Si e s é s te e l p eso d el g ato , d ó nde e stá la c arn e? ¿ Y si é ste e s e l d e la c arn e, d ó nde e stá e l g ato ?" F ue g en era l l a c a rc aja d a. L ueg o, e l m is m o n arr a d or c o n tinu ó: —A ho ra p o dem os p es ar a l c h eik , y s u p eso n o s erá m en or d e 4 00 li b ra s , p or l o m en os... —Es tá u ste d e q uiv o cad o —e xcla m ó e l Em ir s o rp re n did o. — Yo n o m ie n to n un ca , s eñ or. A dm ir a d o e l Pr ín cip e p o r la s erie d ad d el c h eik . p id ió u na b ás cu la , y te rm in ad o e l a lm uerzo , d ijo s o n rie n do a l c h eik : —¿ Pued es c o lo ca rte e n l a b áscu la ? —A s u s ó rd en es —r esp ond ió —. Y s e p uso d e p ie s o bre e l ta ble ro . Mu ch os s e a ce rc aro n . Y u no d e e llo s c o m en zó a m over e l p iló n d e la r o m an a h asta c o nseg uir e l e q u ili b rio . En tonces g ritó : —¡C ie n to o ch en ta y d os! U n ¡a h!, d eja ro n e s cap ar lo s c o m en sale s, ll e v ad os p o r la a d m ir a ció n . Y el n arra d o r d el c u en to d el g ato , d ijo : —¡C ara m ba! Pa re ce q ue d esp ués d el s u cu le n to a lm uerzo , e l c h eik e n flaq ueció d o s lib ra s... N ad ie s e rió d el c h is te . Mi en tr as ta nto , e l c h eik b ajó d e la r o m an a, s e a cerc ó a e lla , e x am in ó s u b ra zo y d ij o : —Yo p eso m ás. Vo so tr os e stá is e q uiv o cad os. —¡Q ué! ¿A caso n o s ab em os le er l o s n úm ero s? —N o s e - p ero y o p es o m ás —y v o lv ió a s u bir s o b re e l ta ble ro . Efe cti vam en te , e l b ra zo d e la ro m an a s e d ese q uil ib ró y a scen dió .
Página 233
C olo caro n u n a p esa d e c in cu en ta li b ra s p ero s eg uía c o m o a n te s. En tonce s p u sie ro n u na d e c ie n , d e d oscie n ta s, p ero a u n e ra m ayo r e l p eso d el c h eik . U na r á fa ga d e te mor c ru zó p or lo s a sis te nte s. Y d esesp era d o e l q ue s e e n carg ab a d e p esa rle , to mó la s p es as d e 5 00, 2 50, 2 00, 1 50, y p or ú lti m o la d e 5 0. Ya n o h ab ía m ás p esas e n p ala cio . Y e l c h eik c o nti nuab a im pasib le , e n cara m ad o s o bre e l ta ble ro d e l a b áscu la , y e l b ra zo d e la m is m a c o ntin uab a e n a s cen sió n . C uan d o d es cen dió , u n g olp e s eco in dic ó la c aíd a d el b ra zo . A do nay, e n m ed io d e e llo s c o nti nuab a tr is te y d e m al h um or. Pe ro n ad ie s e a tr evió o s e i n te re s ó e n d ecir le u na p ala b ra . El Em ir tr ata ba d e e xp lic ars e e l fe nóm en o d e a q u el h om bre y a l c a b o d e u n m om en to d e s ile n cio , e xcla m ó: —O h, c h eik , y o n o s é q ué d ec ir te . Er es p o rte nto so ... —Se ño re s —c on tinu ó—, e s la h o ra d e la o ra ció n . ¿ Q uié n d es ea a co m pañ arm e a la Me zquita ? —T odo s —d ij e ro n lo s p re se n te s —¿ Tú ta m bié n , A do nay? —¿ Por q u é n o. A lte za ? —Po rq ue tú e re s c ris ti an o... —¿ Acaso e l D io s d e lo s c ris ti an os n o s e e n cu en tr a e n u na m ezq uita ? C alló e l Em ir p ara d ec ir d esp ués: —Es e l d ía d e la s s o rp re sa s. —Sí , s eñ or. Es e l d ía d e l a s s o rp re sas —r ep iti ero n a lg un os. C ap ítu lo V EN TR E LO S DER VICHES En u na n och e h ú m ed a y fr ía d e d ic ie m bre , A do nay s e h alla b a e n s u c u arto , s en ta do m ed ita bu ndo . D e v ez e n c u an do s e p re g u nta ba a s í m is m o: —¿ Para q ué s ir v o y o ? ¿ D e q ué s ir v e e s a c ie n cia s i n o p u ed o e m ple arla ? ¿ El fu turo ? ¡A y d el fu turo , q ue s ie m pre e s e l r e fl ejo d el p asa d o ! ¡A y d e lo s á ra b es , c u án to s u fr en y c u án to h an d e s u fr ir ! L ueg o r e accio nan d o u n ta nto s e d ijo : —¡Q ué v e rg üen za ! ¿ A caso e l q ue h ere d a la c ie n cia s ag ra d a d e lo s m ag o s p ued e te ner p atr ia o n ació n? ¿ Q ué d ife re n cia h ay e n tr e u n a r a za y o tr a, y e n tr e u na n ació n y s u v ecin a? ¿ N o s o n
Página 234
l a s c élu la s d el v ie n tr e ta n ú ti le s c o m o la s d el c ere b ro ? L o s á ra b es a c tu alm en te , s o n c élu la s d e lo s p ie s , p ero ta mbié n lo s p ie s s o n in str um en to s ú ti le s d el c e re b ro . " Pe ro y o , y o s o y y o , n o p ued o v iv ir e n l o s p ie s, y o d eb o o bra r e n e l c ere b ro . Yo n eces ito e n e l c ere b ro c élu la s a fi nes q u e m e a yu den . ¿ En d ónd e v o y a e n co ntr arla s? " Y e n e l a rc h iv o d e s u m em oria c o m en zó a b u sca r e l lu gar e n e l q ue p udie ra e n co n tr ar c élu la s c e re b ra le s . L ueg o d ij o e n a lta v o z: —En D am as co h ay tr es lu g are s y y o d eb o v is ita r e sto s tr es. Vo y a c u m pli r c o n m i d eb er.. . A ris tó tele s , p ad re m ío , ¿ Po r q ué h as p u es to s o b re m is h om bro s e sta c arg a ta n p esad a? C on to do, q u e s e c u m pla la v o lu n ta d d el Yo e n m í. A nte s d e te rm in ar s u m on ólo go, o yó g o lp ear a la p uerta . Vo lv ió e n s í y d ij o : —A dela n te . En tró e l s ir v ie n te y le d ijo : —Se ño r, u n c h eik m ah om eta no q uie re e n tr ar. —H azl e p asar. D esp ués d e p oco s se g und os en tr ó el ch eik Es han ty , d ic ie n do : —¡Q ue la p az de El s ea c o ntig o! —Y c o ntig o, h erm an o —d ijo A donay y s e le van tó p ara s alu d arle . C uan do to maro n asie n to nu ev am en te , dij o el s ecre ta rio d el Em ir , a lg o tr is te : —¿ En q ué p u ed o s erv ir te , h erm an o ? A lg o r e ce lo so y r e serv ad o, d ij o e l c h eik : —Yo v en g o c o m o d ele g ad o d e la F ra te rn id ad d e lo s Su fíes p ara in vita rte a u n a s esió n e sp ecia l q u e te nd rá lu g ar m añ an a p or la n och e. —A gra d ezc o, h erm an o, la in vita ció n. H ace u n m om en to p re cis am en te e sta ba p en sa n d o e n c u m pli r c o n u n d eb er y e s e l d e ir a p re sen ta r m is r e sp eto s a l a A ugusta F ra te rn id ad . —Yo m is m o m e o fr ecí a v en ir , p ara d ir ig ir te u na p re g u nta . —Si e n m i p od er e stá e l c o nte sta rte n o v ac il a ré . —¿ Por q u é h uyes d e m í? —Yo n o h u yo d e ti , s in o d e tu s a cto s. D io s te d o tó d e u n p oder in gen te y tú lo e stá s d es p erd ic ia n do e n to nte ría s . T u v o lu nta d p od ero sa lle g ó a d o m in ar lo s e sp ír itu s d e la n atu ra le za y tu m en te s e o cu pa d e d is g re g ar lo s á to mos n u tr iti vo s d e u n a li m en to p ara a p are certe c o m o u n ti b uró n o u na b all e n a; lu eg o a tr ae s lo s m is m os e sp ír itu s a tu r e d ed or y te a fa nas e n s e r m ás p es ad o q u e u na m on ta ña. N o n ie g o , h erm an o, q ue tú h as p ra cti cad o m uch o, p ero s ie n to d ecir te q u e e s tá s m uy le jo s d e la
Página 235
v erd ad era s ab id uría d el Su fí. ¿ H as o lv id ad o lo q u e te d ijo e l D iv in o Ma estr o?: "N o d eb éis e ch ar v u estr as p erla s a lo s p uerc o s..." N o ig n oro q u e v u estr os a cto s ti en en s u fi n ; tú y la h erm an dad q u ie re n a tr aer a l Em ir a s u s e n o. Pe ro , ¿ h ab éis c o n se g uid o a lg o? ¿ N o s ab éis q ue a l q ue n o e stá c o nven cid o d e a n te man o, o m ejo r d ic h o, a l q ue n o n ació Su fí, n in g una p ru eb a p ued e c o n ve n cerlo ? C allo A don ay y s u tr is te m ir a d a s e fi jó e n e l s u elo . El c h eik r e sp ond ió : —¿ Acaso , h erm an o, lo s Su fíes n o ti en en d ere ch o d e in te nta r l a c o nvers ió n d el m und o? —L a c o nvers ió n d el m und o n o c o nsis te e n p re sen ta cio nes te atr ale s s in o e n e l p en sa m ie n to d e a m or, d e b o ndad y d e to le ra n cia . L a c u ra ció n d e u n e n fe rm o, u n a liv io g ra tu ito , p u ed e s er u n m ed io , p ero n o e s e l fi n . N uestr a n ació n e stá a h o ra e n tr e l a v id a y la m uerte , a u nq ue la m uerte e s m ás s eg ura p or fa lta d e m éd ic o s y d e m ed ic in as . ¿ Q ué s e p ued e e sp era r d e u n a n ació n c u yo s m ag o s s e d ed ic an a fe nóm en os a b su rd o s c o m o e l c o m er y h acers e p esa d o ?.. . N o, h erm an o, n o . N oso tr os lo s h ere d ero s d e la c ie n cia e sp ir itu al n o d eb em os fo rm ar n acio nes, s in o a l c o n tr ario m ir a r a to das e n u na. Pe ro lo s g o bern an te s n o p ued en c o m pre n der e sto : p id en s ie m pre la s ep ara ció n p ara d om in ar s o b re e l m ás d éb il. N oso tr os n o d eb em os a y u d ar y fo rti ficar a l m ás d éb il p ara g u erre ar c o n e l fu erte , s in o ilu m in ar a a m bos p ara q ue s e r e sp ete n m utu am en te .. . ¿ Te h an c o n ta do e l tr ata do s ecre to e n tr e e l Em ir y e l Mi nis tr o I? Pu es e s to a ca rre ará n ueva m en te u na g uerra . L a s an g re á ra b e s erá d err a m ad a e n v an o y e l p aís q ued ará b ajo o tr o y u g o, m ie n tr as tú y tu s h erm an os s e d ed ic an a l b ie n d e la F ra te rn id ad , e n v ez d e d ir ig ir v u estr os p en sam ie n to s d e lu z a n u es tr o g obern an te , p ara q ue p ued a d ir ig ir e l ti m ón d e n uestr o p aís h ac ia o tr a o rill a m en o s tu multu osa .. . C om pré n dem e b ie n : y o n o s o y n acio n alis ta , s in o u niv ers al, p ero p ara m ejo ra r e l c o n ju n to d eb em os c o m en za r p o r m ejo ra r la s p arte s. ¿ Me c o m pre n des h erm an o? —Sí , m aes tr o. —N o m e lla m es m aestr o. Yo n o s o y s in o u n s im ple a sp ir a n te . Y e s p or e s o q ue te r u eg o , s iq uie ra p ara a li v ia r e l g olp e d e la d es g ra cia q u e s e a p ro xim a. —Pe rd ón , h erm an o. T ú ti en es la r a zó n. —L a ra zó n, h erm an o, e stá e n ti . Yo n o h e h ech o m ás q ue d es p erta rla . —Po r e s o , v o s d eb éis s er e l m aestr o. —El v erd ad ero m aestr o e stá d en tr o d e c a d a u no d e n oso tr os, e stá e n e l c e re b ro . T ú y y o n o s o m os m ás q ue h era ld os. —N o te c o m pre n do, h erm an o .
Página 236
—Ya lle g ará la c o m pre n sió n a s u d eb id o ti em po ... Y a h o ra q ue to do e stá a cla ra d o , ¿ pued es a co m pañ arm e a u na v is ita e sta n och e? C all ó , lu eg o d ijo : —Pi en so v is ita r e l " te kki" o c o nven to d e l o s d erv ic h es. —¿ A lo s d erv ic h es? —Sí . ¿ Te s o rp re n de l a id ea? —¿ Qué te nem os n oso tr os q u e v er c o n e sa g en te fa náti ca? —Si e l fa nati sm o n o e s tu vie ra e n n oso tr os, n o s a b ría m os q ue s o n fa náti co s. —A un que tú s ab es m ás q ue y o , q uis ie ra a co nseja rte . Es ta n och e c ele b ra n la re u n ió n a co stu mbra d a y e s d ifí cil q ue n o s d eje n e n tr ar. —N o te p re o cu pes. —T ú d eb es c o nocer s u s m is te rio s p ara a tr everte a e sta v is ita . A do nay n o c o nte stó . L la m ó a s u s ir v ie n te y o rd en ó : —B úscam e u n c o ch e. D ura n te e l v ia je e l c h eik p re g unta ba a A do nay: —¿ Has p o did o c o nocer e l o rig en y la h is to ria d e e sto s d erv ic h es? —El Su ltá n A m ura t I, q uis o fo rm ar u n n uevo c u erp o m ilita r: L la m ó a B ekta tash (e l H ad ji), u n s a n to m ah om eta no, c éle b re , q ue v iv ía p or e se e n to nces, p ara q u e b en d ije ra e l e sta ndarte . D esp ués d e b en decir lo s e a cerc ó a l s o ld ad o m ás c erc an o , c o lo có la m an ga d e s u tú nic a s o bre la c ab eza d el m is m o y d io a to da la tr op a, e n n om bre d e A lá , la o rd en d e s ali r v ic to rio sa e n to do c o m bate e n q ue to mara p arte . Es tos fu ero n lo s n uevo s s o ld ad os c o m o é l lo s ll a m ó (Ye ny C hery ), d e d ond e v ie n e e l n om bre "y a n is air e s"; ad qu ir ie ro n lu eg o el ap ela ti vo de " B ekta sh i" , n o m bre d ad o a lo s d erv ic h es d an za nte s... C om o tú s ab es la p ala b ra d erv ic h e e s u n a d je ti vo p ers a q u e s ig nifi ca p obre . T ie n e e n á ra b e e l s in ón im o d e "fa kir " . L a p ala b ra d erv ic h e s e a p lic a a to do h o m bre q ue r e n un cia a lo s b ie n es d e e ste m und o p ara e n tr eg ars e a la p rá c ti ca d e la d evo ció n y g an ar e l Pa ra ís o . " L os d erv ic h es s o n d e d o s c ate goría s: lo s a n dan te s q ue s o n c h arla ta nes, s u cio s e ig n ora n te s la m ayo ría d e e ll o s; y lo s q ue v iv en e n c o nven to s q ue s o n lo s m ás s erio s. T ie n en ritu ale s s ag ra d os y u na fi lo so fí a o cu lta , in co m unic ab le a lo s p ro fa nos, q ue s e p are c en a lo s s u fíes e n a lg un os p un to s. El lo s c re en e n l a u nid ad d e la e xis te ncia p ero n o la c o m pre n den . O bed ecen la o rd en d el je fe s o bre la c o nd ucta q ue d eb en o b se rv ar e n p úb lic o y c o n lo s o tr os m ie m bro s d e la c o nfr ate rn id ad . Es p ara e llo s e sta o rd en , u n a le y in fa lib le .
Página 237
" G en era lm en te la s esió n c o m ie n za c o n la d an za y lo s a u lli d os d e d on de v ie n en lo s a d je ti vo s d e 'd erv ic h e d an za nte ' y 'd erv ic h e a u lla d or'. " Vi ste n e l h ara p o (j ir g a), d e c o lo r b la n co o a zu l, y q u e e s s ie m pre u n a ra m bel. " C om o p u ed e n ota rs e, e l d erv ic h e d eb e te ner u n a o b ed ie n cia (p as iv a) y u na h um il d ad s in lí m ite s. A nti guam en te n o s e o cu pab an d e la p olí ti ca, p ero e n lo s ti em pos m od ern o s h an d ad o m uch o q u e h acer a l Su ltá n. " L os d erv ic h es d eb en te ner y p ra cti car la s d ie z c u alid ad es d el p erro ." A l lle g ar a e ste p un to , s e d ir ig ió a l a u rig a, d ic ié n dole : —D e a q uí p u ed es r e g re sar. Se a p eó , s e g u id o d el c h eik . C uan d o e l c o ch e h u bo p arti do d e r e g re s o , A don ay a b rió u n p aq uete , d el q u e sa có la s ves ti d ura s q ue lo co n ve rtí an a p are n te men te e n u n d erv ic h e. El c h eik lo m ir a b a s o rp re n did o. C uan d o te rm in ó d e v es ti rs e, d ijo A don ay : —T ú n o d eb es h ab la r. T ie n es q ue im ita rm e e n to do s tu s a cto s. —H erm an o, tú d eb es s er... —C alla h om bre . Yo s o y A don ay . L a n och e e s ta ba o sc u ra . A nd uvie ro n p o co tr ech o p or u n c am in o im pra cti ca b le . L os j a rd in es o cu lta ban la s p ocas lu ces q ue s e v eía n , a lo le jo s, d e D am asco . Só lo la s d el Sa la h ie b rilla b an c o m o e str ella s. —So n la s o nce, h erm an o —d ijo A donay—. H ay q u e a p re su ra r l a m arc h a p ara lle g ar a ti em po . A li g era ro n lo s p aso s. D e v ez e n c u an d o, e l c h eik d ir ig ía a s u c o m pañ ero u na p re g u nta , a la q u e re sp o ndía e l o tr o c o n m on osíla b o s. A l fi n, ll e g aro n a u na c o nstr ucció n a l e ste d e l a c iu d ad . Er a u n m on um en to b as ta nte ra ro p o r s u a rq uite ctu ra . T en ía v aria s to rr e s a m odo d e c am pan ario s. Se d etu vie ro n a n te la p u erta p rin cip al. A don ay p are cía m ed ita r m ie n tr as s u c o m pañ ero s en tí a a lg una d osis d e te mor o m ie d o . D esp ués d e a lg uno s in sta nte s d e v acila ció n , A donay g olp eó l a p uerta d e u n m od o e sp ec ia l y c ara cte rís ti co . A l m is m o ti em po s e o yó a b rir u n a v e n ta nill a e n re ja d a e n e l m is m o p ortó n, y u na v o z que g rita ba: —¿ Quié n es el atr evid o q ue p ertu rb a la p az d e este s an tu ario ?
Página 238
—U n p err o q ue s ie m pre ti en e h am bre . —¿ En d ónd e e s tá tu m ora d a? —v olv ió a p re g u nta r la m is m a v o z. —Yo n o te ngo n in gu na. —L a g en te d uerm e a e sta h ora . —Y y o v ig ilo d e n och e. —¿ Qué h ere n cia h as d eja d o d es p u és d e m uerto ? —N in gun a. —¿ Con q uié n v ie n es? —C on o tr o p err o . En tonces la v o z desd e e l i n te rio r d ijo : —So n d e lo s n uestr os. L a p uerta d e e n tr ad a fu e a b ie rta , d eja n d o v er la m ás d en sa o sc u rid ad . El v ig ila n te to mó la m an o d e A don ay , m ie n tr as e l c h eik s e a sía fu erte m en te a l b ra zo q ue le q ued ab a li b re . D esp ués d e c am in ar v ario s p aso s a o sc u ra s, e l v ig il a n te to có a u na p u erta . U na v o z del in te rio r s e d ejó o ír . D ecía : —El d u eñ o n os a b an d onó d esp ués d e m altr ata rn os. El v ig ila n te e str ech ó la m an o d e A don ay, q u ie n c o n te stó : —El p erro n o a b an d ona a s u d ueñ o a u n que l o m altr ate . —¿ En d ónd e p ie n sas s en ta rte ? —En e l ú lti m o p uesto . —Ya n o h ay lu g ar e n tr e n o so tr os. —Es p orq ue y o c ed í e l m ío a q uie n lo q u is o . —El p atr ón te p eg ará . —C on ta l q ue m e d e u n p ed azo d e p an v u elv o a é l. —¿ En d ónd e e s tá tu p u es to c u an do e l d ueñ o s e s ie n ta a c o m er? —Mu y le jo s d e la m esa. —¿ Cuán do p ie n sas r e g re sar a tu c asa? —N un ca , p orq u e s ig o s ie m pre a l m ae str o; p orq ue te ng o la s c u ali d ad es d el p erro . Se ab rió la seg un da puerta , y cen te nare s de vo ce s e xcla m aro n: —B ie n ven id os h erm an os. L a lu z e n vo lv ía a u n in m en so s aló n lle n o d e d erv ic h es. A do nay e n tr ó e n é l, ju nto c o n s u c o m pañ ero q ue te mbla b a, y
Página 239
q ue n ad a h ab ía p o did o e n te nder d e a q u ella s p re g unta s y r e sp uesta s. A do nay s e d etu vo e n e l d in te l d e la p uerta c o m o s i q u is ie ra o cu par a llí e l ú lti m o p uesto . El je fe d e lo s d erv ic h es d ijo : —Ve n a c á h erm an o. El p ro fe ta d e lo s c ris ti an os h a d ic h o : " Q uie n s e h um ill e s erá e le vad o." A cérc ate ; tu p uesto e s tá a m i d ere ch a. A do nay s e v o lv ió a l c h eik y le d ijo : —N o te m uev as d e a q uí y n i u na p ala b ra ... L ueg o s e a d ela n tó , a tr av esan do e l v asto s a ló n p avim en ta do c o n r a ro s m osa ic o s. Su s p as o s e ra n le n to s y s eg uro s. F ija b a s u m ir a d a a izq uie rd a y d ere ch a, p ero s in m ove r la c a b eza . A fi nal s e d etu vo c o n r e sp eto , p ero in dic a b a ta m bié n v alo r. El J efe s e i n clin ó a n te é l d ic ie n do: —Sa lu do a l h ijo d e A ris tó tele s. Y b aja n do d el s iti al, c o nd ujo d el b ra zo a A do nay y lo h izo s en ta r a s u d ere ch a. Es te o b ed eció d es p ués d e u n a li g era i n clin ació n. El J efe e m pu ñó e l b astó n d e m an do y g ritó : —Q ue s e a ce rq uen lo s v id en te s p re d esti nad o s p ara e s ta n och e. Se ac erc aro n doce derv ic h es. D esp ués de ser e xam in ad os, e l J efe p re g untó a A do nay: —¿ A q uié n d esig na e l s eñ o r? —A é ste —r es p o ndió A do nay s eñ ala n do a u n jo ve n . —Es m uy n iñ o ... —Me jo r a s í, p orq ue e stá e xe n to d e p re ju ic io s. Y c o n s u b as tó n h izo s o bre e l a d ole sc en te v a ria s s e ñ ale s in d ic án do le l u eg o e l c en tr o d el s aló n . A u na s eñ al d el J efe s e r e ti ra ro n l o s o n ce r e sta nte s. El d erv ic h e n iñ o s e e n ca m in ó h acia e l p unto s eñ ala d o y s e d etu vo . A o tr a s eñ al, d esd e u n r in có n d el a p osen to s e e scu ch ó u n a m elo d ía c o n a ir e d e d an za . El p rim er m ovim ie n to e ra " m odera tto ". El jo ve n e m pezó a b aila r a l c o m pás d e la m úsic a . Po co a p o co la d an za y la m úsic a fu ero n a c ele rá n dose. Po r fi n c alla ro n lo s in str um en to s d e a ir e y d e c u erd as, q ued an do s ó lo e l r u id o d e lo s ta m bo re s y ti m bale s . Er a un ru id o en so rd eced or. Los derv ic h es co m en za ro n e n to nces a a u lla r d e la m an era m ás e sp an to sa , q ue p odía i n fu ndir m ie d o e n e l c o ra zó n m ás v alie n te .
Página 240
Y d esp u és d el a u llid o g en era l, lo s d erv ic h es p rin cip ia ro n a b aila r lo cam en te e n s u p uesto , c o m o s i to dos s u fr ie ra n u n a ta que e p ilé p ti co . El ta mbo r d io u n a s eñ al. T odo s s e d etu vie ro n c la va n do s u m ir a d a e n e l d erv ic h e d el c e n tr o d el s a ló n. N uevam en te e l ta mbor a cele ró s u s to ques d e la m an era m ás fa ntá sti ca y excita nte men te nerv io sa . El derv ic h e niñ o , a p o yá n dose en el ta ló n dere c h o, co m en zó a gir a r ta n v erti gin osam en te , q ue lo s c ir c u nsta nte s n o p o día n a d iv in ar u na fo rm a h u m an a e n a q uell a c o lu m na g ir a to ria . O tro a u lli d o e n so rd eced or re tu mbó e n e l s aló n. Y e l jo ven d erv ic h e ta mbale án do se , c ay ó a l p avim en to s in s en ti do. El au ll id o co nti nuab a. En ta nto , Adonay le v an tó i m perc ep tib le m en te la m an o y tr azó u n s ig no d es co n ocid o e n d ir e c ció n a l d esv an ecid o . A u na s eñ al d el J efe , c alló e l ta mbor, c e saro n lo s g rito s y r e in ó e l m ás fú neb re s ile n cio . B ajó d e s u d osel, a n duvo h acia e l e x ta sia d o y a lr e d ed or d e é l fo rm ó u n c ír c u lo c o n s u b astó n. A cto s eg u id o , s e v o lv ió a s u p uesto y c o n v o z de m an do , d ijo : —A hm ed , te o rd en o q u e c o nte ste s a m is p re g unta s. —O bed ezc o —d ijo e l j o ven . —¿ Quié n e stá c e rc a d e m i? —El e n via d o . —¿ Cóm o lo s ab es? —Po r la s eñ al d e m an d o. —¿ A q ué v ie n e? —A s em bra r l a s e m ill a d e l a r e fo rm a. —¿ La r e fo rm a? ¿ Q ué r e fo rm a e s e s a? —El o b je to d e la v id a e s c o nverti r a lo s in fe rio re s e n s u p erio re s y a l h om bre e n D io s. Es can dali za do e l J efe d e lo s d erv ic h es, g ritó : —¡C óm o! ¿Q uié n es s o n lo s i n fe rio re s? —T odo s n oso tr os s o m os in fe rio re s. —¿ No s o m os n o so tr os lo s e le g id os? —T odo s lo s h om bre s s o n e le g id o s d e D io s. —¿ Cuále s s o n l o s in fe rio re s y c u ále s l o s s u p erio re s? —L os in fe rio re s s o n a s p ir a n te s a d io ses y lo s s u p erio re s y a s o n d io ses. —¿ Y lo s q ue s ig uen e l c am in o d el m al?
Página 241
—N o h ay n i m al n i b ie n , n i c ie lo n i in fi ern o , s in o s ó lo e n e l p en sa m ie n to d el h om bre . —¿ En d ónd e e s tá " Ib li s ", e l d em on io , e n to nces ? —En e l m is m o h o m bre y e s la r e u n ió n d e to do s lo s e rro re s d el p en sam ie n to . Si n s ab er q u é d ecir , e l J e fe s e v o lv ió a A do nay e x p lic an do : —Es te n iñ o b la sfe ma p orq ue e s tá e n d em on ia d o. —N o, Ma estr o. Es te n iñ o e stá m ás c erc a d e la v erd ad . Vo lv ió e l J e fe a p re g u nta r a l h ip n otiza do : —¿ Exis te D io s? —D io s e s lo q ue e s. C om o p osib le m en te n ad ie c o m pre n d ió e s ta r e sp uesta , v o lv ió e l J e fe a o bje ta r: —A d ec ir v erd ad , n o s é a q ué a tr ib u ir e sto . —Pu ed es ca m bia r el te m a p ara cerc io ra rn os —s ug ir ió A do nay. —T ie n e r a zó n. Y dir ig ió la s s ig u ie n te s p re g un ta s: —¿ Pued es v er e l p orv en ir ? —T al v ez, s i s e m e p erm ite . —¿ Qué p orv e n ir te ndrá n u es tr o g ob ie rn o á ra b e? Su sp ir a n do, r e sp ond ió : —N o h ab rá g ob ie rn o p ara te ner p orv e n ir . A pes ar de la es tr ic ta dis c ip li n a se oyero n varia s e xcla m acio n es d e e stu po r. Mi en tr as, e l jo ven d ec ía : —A y, a y, Ma is a lú n: s erá s re g ad a d e s an gre , Ma is alú n , e l c am po d e la b ata ll a y d e la d erro ta . L o s s o ld ad os á ra b es s u cu m ben . L a s a n g re s e d erra m a e n v a n o.. . El R ey h uye c u b ie rto d e v e rg üen za y r e m ord im ie n to p o rq ue n o q uis o o ír e l c o n se jo . Pe ro v o s e sta ré is m uy le jo s p orq u e n o m ere cé is la v erg üen za d e la d erro ta . Pe ro ¡a y! d e a q uello s q u e rie g an la s an gre d e lo s m árti re s. Pa gará n m il p or u no y s u p aís s e rá a rra sad o p o r e l m ás fu erte y d ésp o ta ... ¡G uerr a s! ¡G uerr a s! Má s g uerr a s y m ás d estr ucció n ... A l te rm in ar e sta s fr as es, e l a d ole scen te c o m en zó a te mbla r. El je fe d ijo : —H erm an os, n uestr o v id en te d esv aría , Ib lis s e h a a p od era d o d e é l. ¿ D e q ué r e y h ab la ? ¿ Q ué b ata ll a h ab rá e n Ma is alú n ?.. . A ho ra y a e sto y s eg uro d e q u e e stá p oseíd o . Y a u na in dic ac ió n s u ya, lo s p re sen te s s e p usie ro n a c an ta r p ara a le ja r a l d em onio y p ara d esp erta r a l e x ta sia d o. Mi en tr as ta nto A donay e s ta ba e n sim is m ad o y g ru esas g ota s d e s u d or s e e scu rría n p o r s u r o str o.
Página 242
C ap ítu lo VI L A VI RTU D EG OIST A L os Su fíes, ti en en u n p eq ueñ o c o nven to e n D am asco . A la s n ueve d e la n o ch e, Es han ty c o n ducía a A donay a a q u el r e ti ro , e n d on de fu ero n r e c ib id o s c o n m uch a c o rd ia li d ad y a le g ría . El g ra n Su fí, a b rió l a s es ió n y to mó l a p ala b ra . H ab ló d ura n te m ed ia h ora s o b re e l s u fism o, s u o rig en y s u fi nalid ad , lu eg o s o bre e l g ra n A ris tó tele s. Po r ú lti m o d io la b ie n ven id a a A donay q uie n fu e p re sen ta do a l a fr ate rn id ad . A do nay, d e p ie , a g ra d eció c alu ro sam en te e n n o m bre d e A ris tó tele s y e l s u yo p ro p io , y lu eg o p asó a l te ma d esea d o. D e s u s p ala b ra s p odem os r e p eti r lo s ig uie n te : " H erm an os: " Po co n os im porta s a b er d e d ón de n ace la d o ctr in a m ís ti ca d el su fism o. T am poco es in d is p en sab le sab er si la ra íz e ti m oló gic a d e e ste n om bre e s 's uf', la n a o v e sti d o d e la n a, y a q ue lo s p rim ero s a d ep to s, p or h um ild ad , s e v is ti ero n d e e ste g én ero . O s i e s la p ala b ra á ra b e 's afu ', p ure za , o la g rie g a 's ofí a', s ab id uría , o s eg ún o tr os a u to re s , 's ufa ', u na tr ib u á ra b e q u e s e s ep aró d el m und o a n te s d el Is la m , y s e c o n sag ró a l s erv ic io d el T em plo d e la Me ca... " T am po co e l m un do o btien e g ra n p ro vech o c o n la d is cu sió n d e s i e l s u fism o a b so rb e s u d octr in a m ís ti ca d el C orá n , d el Ev an gelio , d el n eo pla to nis m o, d e lo s p ers as , d e la e s cu ela d e A le ja n d ría o d e lo s h in dúes. " El m is ti cis m o d el s u fí e s a n onad ar la ra zó n o a l m en os s u b ord in arla a l s en tim ie n to . A ta ca r la lib erta d p ara re d ucir la v id a e n te ra a l a m or, y m ás to davía , a l c o m ple to a b an d ono d e s í m is m o. T al e s e l p rin cip io d el s u fism o, c o m o e l d e to da fi lo so fí a m ís ti ca. Pe ro , herm an o s, to do s esto s prin cip io s so n c o m pre n did os h oy p or to das la s fr ate rn id ad es h erm éti cas , c o m o c o m pre n den lo s c ris ti an os, m ah o m eta no s, ju dío s, e tc ., s u s re lig io nes, e sto e s p ra cti car la v ir tu d, e g o ís ta y d is c u tir m uch o lo q u e n o c o m pre n den y j a m ás c o m pre n derá n . " L a ra zó n seg ún ell o s, co no ce prim ero la s verd ad es e sen cia le s, d a lu eg o la p ru eb a d e la v erd ad , d e la r e la c ió n, y e n fi n, e s ta ble c e la m ora l fo rza ndo a l h o m bre a c o nocer la le y o bli g ato ria d ecre ta da c o n u n c ará cte r a b so lu to . Se gún v o so tr os, p ued e h ab er y h ay u na fa cu lta d m ás a lta q ue la r a zó n, la c u al, s i l le g am os a p o se erla , n os m ostr ará la in certi dum bre d e lo s s en tid os. Pe ro , h erm an o s, ¿ có m o ll e g are m os a c o no cer la v erd ad s i n o e s p or m ed io d e la m is m a v e rd ad ? ... H asta e l
Página 243
m is m o G aza li, e l g ra n á ra b e, d ic e: 'Es toy o bli g ad o a v o lv er a a cep ta r la s nocio nes in te le ctu ale s co m o base de to da i n certi d um bre , n o p or u n ra zo nam ie n to s is te máti co y u na a cu m ula ció n d e p ru eb as, s in o p or u n r a y o d e lu z q ue D io s e n vía a m i a lm a.' " L os d os m éto dos, la r e v ela ció n y la il u m in ació n, e stá n e n p ugn a. El p rim ero e s e l d e la s re li g io nes, e l o tr o, e l d e lo s h erm éti co s m ís ti co s. Pe ro h asta a h ora n in g uno d e lo s d os p arti d os ha co m pre n d id o que no pued e hab er nin g una c o n tr ad ic ció n e n tr e la s d os, y q ue la u n a e s e l c o m ple m en to d e l a o tr a, y q ue n o p u ed e h ab er r e v ela ció n s in ilu m in ació n . L os d os b an d os s e a fe rr a n a s u s p ru eb as y a m bos s e o cu p an e n p ra cti car la v ir tu d e g oís ta y g ro sera : e l p rim ero q uie re g an ar e l c ie lo y e l s eg un do s e e m peñ a e n lle g ar a la u nió n c o n la D iv in id ad . " C ie lo y U nió n: el s u eñ o d ora d o d el m un do". " 'Sá lv es e q u ie n p ued a', e s e l l e m a d e to do s." " 'D esp u és d e m í e l d il u vio ', e s l a fi lo so fía d e to do h o m bre ".. . " En e ste m om en to , n o te ng o ti em po d e o cu parm e d e lo s a d ep to s d e la s r e lig io nes q ue p ra cti can e l b ie n c o n la in te nció n d e g an ar u n c ie lo fa bric ad o p or s u fa nta sía y q ue c re e n e n la c o n den ació n d e to dos lo s q ue n o p ra cti can s u r e lig ió n y a u n m ás, d en tr o d e la m is m a. Pe ro a lg ún d ía lle g ará n a c o m pre n d er s u e rro r. " Es ta n o ch e m e p erm ito d ed ic ar la p ala b ra a a q uello s q ue c re e n p o se er la v erd ad . Y v am os a ju zg arn o s s i s o m os m ejo re s q ue e llo s. " H erm an os, la d octr in a m ís ti ca e s u na y s o la y p ara to das la s e scu ela s c o n u na in sig n ifi can te v aria ció n e n lo s té rm in os. " Es toy e n tr e lo s s u fíes, to mo s u m is m a d o ctr in a. " D io s e x is te . El e s e n to da c o sa y to da c o sa e s tá e n El . " T o dos lo s s ere s s o n u na e m an ac ió n d e El s in s er r e alm en te d is ti nto s. " El m un do e s e te rn o y la m ate ria n o e s m ás q ue la ilu sió n d e l o s s en tid os". " El s u fi sm o e s la v e rd ad era fi lo so fí a d el Is la m q u e e s la m ayo r d e to das la s r e lig io nes. Pe ro la s r e li g io nes n o ti en en m ás q ue u n a im porta ncia r e la ti va y s ó lo s ir v en p ara g u ia rn os a la r e alid ad . " D io s e s e l a u to r d e lo s a cto s d el g én ero h um an o q ue n o e s l ib re d e s u s a c cio nes p orq u e El e s e l q ue fi ja s u v o lu n ta d. " El h o m bre p osee c o m o e l a n im al, u n e sp ír itu - o rig in al, u n e sp ír itu a n im al o v iv ie n te , y u n e sp ír itu in sti nti vo . Pe ro ti en e a d em ás e l e sp ír itu d e la h um an id ad , in fu ndid o e n u n s o plo p or D io s y q ue ti en e e l m is m o c a rá c te r q ue e l e le m en to o rig in al y c o n str ucti vo .
Página 244
" El e sp ír itu c o nco m ita nte c o m pre n d e e l e le m en to o rig in al y e l e sp ír itu d e h um an id ad y s e e xti en d e s o b re e l tr ip le d o m in io : a n im al, v eg eta l y m in era l. " El a lm a q ue e xis ti ó a n te rio rm en te a l c u erp o, e stá e n ce rra d a e n é l, c o m o e n u na ja u la . L a m uerte e s e l o bje to d e lo s d ese o s d el s u fí, q u e p or e lla re to rn a a l s en o d e la D iv in id ad . L a r e en carn ació n p urifi ca e l a lm a p ara m ere c er la u nió n c o n D io s. Es ta u n ió n e sp ir itu al p u ed en s o lic ita rla to dos, m as n o to do s la o btien en s in la g ra cia d e D io s. " El Su fí, m ie n tr as viv e en el cu erp o , d eb e o cu p ars e ú nic am en te e n m ed ita r e n la u nió n, r e c ita ndo lo s n om bre s d e D io s, y s eg uir e l v ia je d e la v id a h asta la u n ió n c o n D io s. " A ho ra v ere m os q ué p ra c ti ca e l Su fí. L a v id a h um an a e s s em eja n te a u n v ia je (Sa far), y e l Su fí q ue b u sca a D io s e s u n v ia je ro (Sa lik ). El o b je to d el v ia je ro e s b usca r y a lc an za r e l c o n ocim ie n to d e D io s (Ma hrifa ), p orq ue la e x is te ncia h um an a e s u n p erío do d e e sfu erzo d el a lm a q ue n o p ued e v o lv e r a D io s s i n o a tr av ie s a v aria s e ta pas s u cesiv as . " El e sta do d el h om bre e s lla m ad o (N as u t) h um an id ad : e l d is cíp ulo d eb e o b se rv ar l a le y (Sh aria ). " L as o tr as e ta pas (Ma nazi l), s o n: la n atu ra le za d e lo s á n gele s (m ala ku t), e n d o nde s e o btien e e l c am in o d e la p u re za , la p oses ió n del poder (J ab ru t), gra d o que co nd uce al c o n ocim ie n to (Ma hrifa ) y p o r ú lti m o la e x ti n ció n (F an a) o la a b so rc ió n d e la d eid ad , g ra d o q ue c o rre sp o nde a la v erd ad (H akic a). " El v ia je ro ti en e q u e re n un cia r a la s riq ueza s y h on ore s m un dan os y a lo s d io ses p ro fa nos; p ero s i d eb e r e n u ncia r a la s ati sfa cc ió n d e s u s d ese o s m und an os, d eb e p ra cti car ta mbié n l a o ra ció n y e l a yu no . Pa ra lle g ar a e ste fi n, e l v ia je ro ti en e tr es a yu das n ec esaria s: la a tr acció n h acia D io s, la d evo ció n (I bad a) s eg uid a e n d os c am in o s: h acia D io s y e n D io s; e l p rim ero e s l im ita do y e l s eg un do ili m ita do. En fi n, la e le vació n. " El c re ye n te d esp ués d e h ab er s id o (ta lib ) h om bre in str uid o d ota do d e la re al n atu ra le za d e D io s y (m urid ), d es eo so d e p ro se g u ir s u c a m in o , ll e g a a s er (s alik ) v ia je ro , s e p o ne b ajo la a u to rid ad d e u n g uía q u e le e n señ a a s erv ir a D io s p or la a d o ra ció n, h asta q ue e s ta in fl uen cia d iv in a le h ace a lc an za r la e ta pa d el (i sh k), a m or. " El a lm a d iv in a e li m in a d e s u c o ra zó n to do d es eo m und an o; l e h ac e lle g ar a l (zo uh d), a is la m ie n to , le c o ndu ce a la v id a c o n te m pla ti va, p asa p o r e l g ra d o d e (Ma hrifa ), c o nocim ie n to , l le g a a a lc an za r la i lu m in ac ió n d ir e cta (w ajd ) éxta sis . " D esp ués de re cib ir una re ve la ció n de la verd ad era n atu ra le za d e D io s, (e tapa d e a lik a) la v erd ad , lle g a a l (w asl) u nió n c o n D io s.
Página 245
" Ya n o p ued e a le ja rs e m ás d e é l. Só lo c o n la m uerte lle g a a l (F an a) ab so rc ió n d e la d iv in id ad . " C re o , h erm an o s, q ue c o n e sta s fr as es h e e n u m era d o e l c ó d ig o d el s u fism o, q ue fu e e n señ ad o a Ma rtí n d e Pa scu alis , fu ndad o r d el Ma rti n is m o, So cie d ad h erm éti ca m uy c o nocid a e n e l O rie n te y e l O ccid en te . " Pe ro h erm an o s, q uis ie ra d ir ig ir o s u na p re g un ta : ¿ Q ué h an h ec h o lo s s u fíes o la s o tr as s o cie d ad es d e o cu lti sm o, m ás d e l o s q u e h acen lo s c ris ti an os, m ah o m eta nos, ju d ío s, e tc éte ra ? " El su fí q uie re lle g ar a la u n ió n co n D io s, co m o el m ah om eta no o c ris ti an o q uie re n g an ar e l c ie lo a u nqu e s e c o n den e to da la h um an id ad . " U no s y o tr os n o s e d an c u en ta d e q ue c ad a s er e s u na a rg olla o e sla b ón e n la u niv e rs a l c ad en a y q u e n in gun o lle g a a l a u nió n s i n o e m puja a l q u e le p re ced e y s i n o a rra str a a l q u e le s ig ue. " N ad ie h a s o sp ech ad o q ue la v e rd ad era u nió n e s la d e to da la c ad en a u niv ers al, y m ie n tr as h ay u n s ó lo p ec ad o r e n e lla , n in g ún s a n to p u ed e n i q u ie re r e cib ir la s p ro m esa s. " ¿ N o d ijo e l g ra n in ic ia d o Pa blo , q ue to dos d eb em os lle g ar a l a e s ta tu ra d el C ris to ? " N o d ijo e l Ma estr o d e lo s Ma estr os; 'Es taré c o n v o so tr os h as ta l a c o nsu m ació n d e lo s s ig lo s.' " ¿ C óm o p u ed e c re er u n v e rd ad ero s u fí q u e é l s ó lo p ued e l le g ar a la u nió n p is o te an do lo s c rá n eo s d e lo s s u fr id o s, d e lo s l a d ro nes, d e lo s a fl ig id os, d e lo s d olo rid o s, e tc éte ra ? " ¿ N o c o m pre n déis , h erm an os, q ue m ie n tr as h aya u n s o lo d es g ra cia d o e n e l m undo , l a h um an id ad n o s erá fe li z? " L a u nió n c o n D io s n o s e c o nsig u e c o n la v ir tu d e g oís ta . " C re e d m e, q ue u na m oned a d ad a a u n a m an o e xte ndid a, e s m il v ec es m ejo r q u e u n d ía d e a yu no . " U n p en sam ie n to d e p az e s m il v e ces p re fe rib le a u n a ñ o d e o ra ció n . " H erm an os, la h um an id ad e s e l c u erp o d e D io s, ¿ có m o p odem os u n ir n os a D io s s i n o n os id en tifi ca m os c o n la m is m a h um an id ad ? " El s u fí o e l o cu lti sta n u nca d eb e d ecir : Sá lv ese q u ie n p u ed a; a l c o ntr ario , d eb e s er e l c ap itá n d el b arc o y p ro cu ra r q ue s e s alv en to dos a u n que é l s ac rifi que s u v id a. El s u fí d eb e s er e l s alv ad or d el m und o y n o e l s alv a d or d e s u p ro pia a lm a, c o m o lo h ac e e l p seu do c ris ti an o. " ¿ Q ué h em os h ech o, h erm an os p ara s alv a r a l m undo ? ¿ C uán ta s v ece s a l d ía h em os tr ab aja d o p or e l b ie n g en era l, o lv id án d ono s d e n oso tr os m is m os?
Página 246
" T odo s v o so tr os h ab éis e stu dia d o la s le yes d el c u erp o h um an o, y o s h ab éis d ad o c u en ta d e q ue to das la s c élu la s tr ab aja n im pers o nalm en te p ara e l c o nju nto y e l c o nju nto tr ab aja p ara to das e lla s. ¿ Q ué s ería d el c u erp o s i la s c élu la s d el h íg ad o , d el e s tó mag o, d e lo s r iñ on es, q uis ie ra n tr ab aja r p o r s u p ro p ia c u en ta a b an d onan d o la a rm onía g en era l d el c u erp o ? T od os s ab em os q u e s u fi n s ería la e n fe rm ed ad y la d es tr ucció n . " ¿ A caso c u an d o n os a le ja m os d el m undo re m ed ia m os la s e n fe rm ed ad es d el m un do? " El e jé rc ito q u e a b an do na la b ata lla n o p u ed e tr iu n fa r. " Se d p obre s s i g ustá is , p ero d eb éis d ar l a r iq ueza a l o s o tr os. " D io s n o p id e a la b an za s n i zu mbid os, D io s p id e s ile n cio e n e l c o ra zó n. D io s e x ig e la r is a e n la s e n tr añ as y la v erd ad e n lo s l a b io s. " N o d eb éis a rro dil la ro s a n te D io s, p o rq ue e l h om bre d e p ie , e stá m ás c erc a a lo s c ie lo s. L o s q u e s e a rro dilla n s e m om ifi can , p ero lo s q ue e stá n d e p ie tr ab aja n . " L a v ir tu d e g o ís ta e s s ie m pre la p erd ic ió n d e lo s h o m bre s. Su s s eg uid ore s s o n c o m o e l h um o s in lla m a, h ac e llo ra r a lo s o jo s y n o c ali e n ta a l c u erp o. " L a h um an id ad , e s u n m ar lle n o d e p erla s , p ero la s p erla s d el a b is m o n o s ale n a fl o te s i n o d es cie n d e u n p esca d o r q ue la s s aq ue. ¿ En d ó nde e stá n l o s p escad ore s d e la s p erla s? " H erm an os, la te mpesta d s e a c erc a . ¿ Q ueré is a yu d arm e p ara a le ja rla ? N o b asta la b uen a v o lu nta d, n ecesita m os h om bre s d e a cció n q u e s e s acrifi qu en . " D esd e a q u í, p odem os o rd en ar y e vita r la d esg ra c ia ; p ero n ec esita mos s ere s q ue s e s acrifi qu en im pers o nalm en te p o r lo s d em ás. " ¿ Q ueré is s ac rifi caro s c o nm ig o re cib ie n do d ir e cta men te e l g olp e p ara s a lv ar a m uch os? C onte sta dm e, p or fa vo r." T odo s lo s a sis te nte s e sta ban a d m ir a d os d el o ra d or y s o bre to do d el fi n d e s u d is cu rs o . L a s ere n id ad d e A don ay in te rp re ta ba c la ra m en te la g ra ve d ad d el a su nto . N ad ie s e a tr ev ió a c o n te sta r. El s ile n cio e ra d om in an te . Po r fi n e l J e fe d e lo s s u fíes, d ijo : —Q uis ié ra m os s a b er d e q ué s e tr ata . —D eb éis h ab er m ed id o e l fu tu ro s o b re e l p asad o. D e m i p arte , s ie n to m uch o n o p o der d ec ir o s n ad a. T odo lo q u e p ued o a ñ ad ir a lo d ic h o, e s q ue tr as d e e sta te m pesta d u na o la d e c o rru pció n i n vad ir á e l p aís . —A l m en o s, p o déis d ec ir n o s c u án do . —Sí . C uan d o l a b ala d e u n c a ñ ón d estr uya e ste c o nven to .
Página 247
—F elizm en te , y a n o e sta m os e n g uerra . —L a g uerra n o h a te rm in ad o to davía . El s u perio r d e lo s s u fíes p en só u n m om en to p ara d ec ir : —B uen o , d is cu tire m os to do e sto e n s e sió n s ecre ta . —Sí , h erm an o , s í. Pu esta la m an o s o b re e l c o ra zó n s e o lv id a e l h om bre d e lo s te more s d e la m en te . T al v ez a sí p od am os s u p era r n u es tr a d eb ilid ad . Se d b ello s y re s is te nte s c o m o la c o lu m na q ue s o po rta e l p eso d el a rc o y q u e n uestr as a lm as a rd an d e a n helo s d iv in o s, y q ue s e h in ch en d e s u o rg ullo ta n h um ild e c o m o la a d ora c ió n. Q uie n b usca lo b ello s erá e l h éro e, p orq ue c o n tr a lo b ello s e e str ella n to das l a s d eb il id ad es. C uan d o s alió A do nay d e la r e u nió n, a co m pañ ad o d e Es han ty , é ste n o s e a tr ev ió a d ir ig ir le p re g u nta a lg un a, p orq ue v eía e n s u s o jo s r e lá m pag os y r a yo s. A l lle g ar a l a c a sa d e A do nay, é ste d ij o a s u c o m pañ ero : —Ve te, h erm an o, c o n p az. El d esti n o d e e s te p aís e s la e scla vitu d. L a e scla vitu d e stá e n la s an gre y h as ta e n la m éd ula d e s u s h ijo s. Es ta g en era ció n n o p u ed e te ner lib erta d p orq u e s u s d ir ig en te s n o s e s acrifi can p or e lla . Pa ra ll e g ar a la l ib era c ió n es n ec esario sa crifi car to da p asió n m und an a, s acrifi car n uestr a s an gre .. . Es te e s e l p re cio d e la lib erta d. N ece sita mos s acrifi cio s y n o b ata ll a s, n i g u erra s ... H erm an o , d es g ra cia d am en te , m i s an gre n o e s s u ficie n te . —¿ Ni c o n la m ía , h erm an o A donay? —N o, h erm an o. Es m en este r la s an g re d e d oce, n o m en o s, p ara c o m en za r la s ie m bra . D oce q ue s a crifi q uen fa milia , d in ero y v id a. D oce h olo cau sto s im pers o n ale s e in có g nito s. D oce , n ad a m ás q ue d o ce ... ¡Q ué p aís ta n p obre q u e n o ti en e d oce! L os d o s e sta ban e n tr eg ad os a s u s m ed ita cio nes y n i s en tían l a m en u da y c o rta nte l lo vizn a q ue c aía e n a q uel m om en to . A l fi n s e d esp id ie ro n . Es han ty re g re só , m ie n tr as A don ay e n tr ó e n e l s a ló n d ond e e n co ntr ó a A ris tó tele s . Y ll e n o d e c ariñ o y a d m ir a ció n s e a rr o d ill ó a n te é l d ic ie n do: —Pa dre m ío ; ¿tú e stá s a q u í? A ris tó tele s le to mó d e l a m an o y l e c o nd ujo a la c am a. —D esc an sa, h ijo m ío , e l r e sto d e la n och e. T ú e stá s fa tigad o . Ma ñan a h ab la re m os m ás. —¿ Ya te a te ndie ro n? —Sí , h ijo . Yo d orm ir é e n e l o tr o c u arto . H asta m añ an a.
Página 248
C ap ítu lo VI I C O NSEJ OS T re s d ía s p erm an eció A ris tó tele s e n c a sa d e A do nay. El a n cia n o d esea b a in fu nd ir s u e sp ír itu e n e l jo ven , a l q u e tr ata ba c o m o a u n h ij o . —H ij o m ío —l e d ec ía —, la lib erta d e s la e sen cia d e la e sp ir itu aliza ció n . N ad ie p ued e li b erta r a u n p ueb lo c u yo s o jo s h an p erd id o e l b rillo a lta nero , d e ta nto m ir a r a l c e b o p ara p escar l a in te li g en cia . Q uie n n o ti en e e l c o ra zó n li b re lo li m ita la p asió n y n o p ued e s en tir l a a m plitu d d el e sp ír itu . El h o m bre p id e la li b erta d p ara e s cla viza rs e a s u s d ese o s y p as io nes y ll a m a e s ta do a l s iti o d o nde p u ed e s u ic id ars e l e n ta m en te . El h om bre q ue s e c o nvie rte e n la m is m a le y , le g is la s in p ala b ra s y o bra s in o bje to . D el e xc eso d e e g oís m o n ace e l a m or p ro pio y e l a m or p ro pio e s e l p ad re d el e sp ír itu c rim in al. El e g oís m o h ace a l p u eb lo in te lig en te , y lo s in te li g en te s a n iq uila n a lo s v erd ad ero s s a b io s. N i e llo s o bra n n i d eja n a o tr os o bra r. H uye, h ijo m ío , h uye; p ero q ue tu h u id a s ea la h u id a d el v alie n te , m as n o la d el c o b ard e, p orq ue e s p ru d en cia h uir d e la p es te . En o tr os lu gare s s i h ay a lm as lib re s q ue to dav ía p u ed en v iv ir s o b re l a fa z de l a ti erra ; to davía e xis te n a lm as c o n v id a lib re . Sé , h ijo m ío , u n e sta do li b re d en tr o d el e sc la vo e sta do. Sé la c an ció n m eló d ic a e n tr e la o rg ía d e l o s e b rio s. R efú gia te en la so le d ad d e tu co ra zó n y d ic ta le ye s s il e n cio sas q ue a rm onic e n lo e str ep ito so y m iti guen lo a g udo . A ll í d ond e c e sa e l e str uen do d el c o m erc io , e m pie za la s o le d ad . El m und o g ir a a lr e d ed or d e u n e sp an ta jo q u e le l la m aro n D io s. Y e l D io s d e e llo s e s c o m o e l a g ua: se a d ap ta a to do r e c ip ie n te . A m a h ijo , a la h um an id ad , m as n o a m ará s a lo s in te lig en te s d e la h u m an id ad , p o rq ue s o n c o m ed ia n te s p o líti co s. C uan to m ás s e a le ja e l h om bre d e lo s in te li g en te s p olí ti co s m ás s e a p ro xim a a s í m is m o. El c o m ed ia n te p olí ti co b usca la g lo ria la q ue s e h o rr o riza d e é l. En la s p ro fu ndid ad es d e tí m is m o e stá la id en tifi ca ció n; tu d es cen so a tí m is m o te c o n duce a la in g en uid ad ; la p urifi ca ció n d e tí m is m o te d a la s u p erio rid ad .
Página 249
H uye d e la in te lig en cia y tu s ab er n o s erá s u p erfl u o. El s ab io e s e l c re ad o r: c re a, p ero n o g uard a n ad a p ara s í; o bra p ero n o s e a p ro vech a; so bre sa le p ero n o d o m in a. T oda a lm a g ra n d e, s eg ún e l m un do, e s c u lp ab le : le c asti ga p or s u s v ir tu des y p erd onan s u s e rr o re s. Q uie n q uie re a le g ra r a l m un do d eb e s er v a n id oso q ue fi ng e m od es ti a. L o s h om bre s s e s ie n te n p eq ueñ os a n te la g ra n deza d el a lm a y e sta p eq ueñ ez s e v u elv e c o m o la b o ls a d e v en en o e n e l p ala d ar d e l a v íb o ra . L a g ra n deza d el a lm a e s e l a g uijó n e n la c o ncie n cia d el p ró jim o. L a fu erza n o e s i n str um en to d el s ab io . El p o der e s tá e n la d u lzu ra . Es b u en o s er p atr io ta , p ero e s m ejo r s er c o sm opolita y u niv ers al. L a v o z d el p o der h ab la m uy q ued o y m uy b ajo . Só lo p u ed e o ír la e l a lm a d es p ie rta . L a v ir tu d e n s í m is m a e s la r e c o m pen sa . Q ue tu v ir tu d s ea u n a fl ech a o u na l a n za q u e r o m pa e l o dre d e l a s a lm as q u e s e c re en v ir tu osa s. T ie n es q ue e x p o ner lo s s e cre to s d e tu a lm a a la lu z d el s o l. En tonces s í p odrá s s ep ara r la v erd ad d e la m en tira . T ú d eb es a m ar a la v ir tu d, y s erá s e l v erd ad ero v ir tu oso . T ú m is m o d eb es s e r e l s o l, y d eja q ue lo s h om bre s a n alic en tu s r a yo s. N un ca d eb es s e g uir la v ir tu d d e lo s d em ás p o rq ue é s to s c re e n q u e s u s te more s s o n v ir tu des. N o s u p liq ues n i a la b es a n ad ie , p orq ue n in gú n s an to , n in g ún s er e s d ig no d e s ú plic a y a la b an za . U na a cció n , p ara s er b uen a, d eb e s er d esin te re s ad a. N un ca d eb es g ob ern ar s in o a a q uell o s q ue s ab en g ob ern ars e p or s í m is m os. T u p ro fu nd id ad d eb e s er tr an q uil a e in co nm ovib le , a u n que fl ota n e n tí l o s e n ig m as i n descifr ab le s. D eb es a p re n d er a r e ír s ie m pre , p o rq ue e l s a b er e s s ie m pre a le g ría . C uan to te c an ses d e tu s ab er, e n to nces b rilla rá tu b elle za y c u an d o te a p arte s d e ti m is m o, p odrá s s alta r p or e n cim a d e lo s d em ás. N o b usq u es la s an tidad h ip ócrita s in o la o bra ta citu rn a. Sé u n r a yo e n la v id a d e lo s d em ás, p ero n u nca u n tr uen o p ara s u s o íd o s.
Página 250
L os o jo s d eb en e xp re sa r lu z s in s o m bra , p ero la s m an o s n o d eb en e n so m bre ce r l a o bra . El h arta zg o n o a ca lla u n d eseo . Só lo la b ell e za c alm a la p as ió n." Y m uch os, m uch os c o nsejo s m ás fu ero n e m an ad o s d e s u s l a b io s.. . C ap ítu lo VI II I N TER RO G ATO RIO U na n och e, A ris tó tele s d ijo a A don ay : —H ij o m ío , p ro nto te ng o q ue a b an do nar e sta ja u la y a i n serv ib le . A do nay le m ir ó s o rp re n d id o . —¿ Por q ué te a d m ir a s? Ya m e s o portó m ás d e u n s ig lo . Ya e s ti em po d e q ue v u elv a a l p olv o . En lo s o jo s d el jo ven a so m ó u na tr is te za p ro fu nda, m ie n tr as e l a n cia n o le d ecía . —N o seas eg oís ta . ¿ N o sa b es q ue la m uerte es u na r e co m pen sa d e la v id a? Q uie n llo ra p or la m uerte d e u n s er q uerid o e s u n e g oís ta , p orq ue n o llo ra la m uerte d el s er s in o la u tili d ad q ue p ie rd e c o n s u m uerte . Y co ntin uó d ic ie n do d esp ués d e u n c o rto s ile n cio : —Pi en so a b an d onar e ste c u erp o e l 1 0 d e m arzo . Pe ro a n te s d e e le va rm e d eb o e n ca rg arte u n g ra n tr ab ajo : d esp ués d e m i m uerte , o s ea e l 1 1 d e m arzo , d eb es a b rir e ste p aq u ete s e ll a d o. T ie n es q u e c u m plir c o n m i v o lu n ta d. ¿ Me lo p ro m ete s? —L o p ro m eto . —Pa ra la n ueva e ra , e l C ole g io d e lo s Ma go s d eb e a m pli a r s u r a d io d e a cció n . —Se rá a m plia d o . —T u d eb es le va n ta r a lg o m ás e l v elo d e Is is y c a rg ar c o n la r e sp onsab ilid ad d e h ab erlo h ec h o . —L o h aré . —Po r c ad a m ag o b la n co h ay u n m ag o n eg ro q ue tr ata d e e sto rb ar la r e aliza ció n d e l a o bra . T ie n es q u e d erro ta rlo s. —L os d erro ta ré . —El r e in o d el in fiern o e stá e n tí . D eb es c o nverti rlo e n r e in o d e p az.
Página 251
—L o c o n ve rti ré . —T ie n es ta mbié n q ue s alv ar a tu d em on io q ue g obie rn a e n e se in fiern o. —L e s a lv a ré c o n s u e jé rc ito , c o nqu is tá ndole . So nrió s a ti sfe ch o A ris tó tele s . C ontin uó: —T ie n es q u e d esc u brir e l c am in o y la p uerta d el Ed én . —Ya e stá n d es cu b ie rto s. —T ie n es q u e e n tr ar e n é l. A do nay c alló . Si ntió v ia ja r p or to do s u c u erp o u n te mblo r e xtr añ o. —¿ Por q u é c a lla s? —Po rq ue n o m e s ie n to c a p az ni ta n p u rifi cad o e n e sta v id a. —¿ Y eso , n o m ere c e u n a te nta tiva? —El m ag o d eb e ir c o n p ie fi rm e y n o d eb e d is tr aers e c o n e n sayo s y te nta tivas. N uevam en te s o n rió e l Ma es tr o p ara p ro se g u ir : —¿ Has e n co n tr ad o a l á n gel d e la e sp ad a? —Si , p ero n o p ud e lle g ar h as ta e l a rc án gel. —¿ Que te d io ? —L a T au m atu rg ia . —¿ Has v is to a l C .? —Po r c o m pas ió n b ajó é l h asta m í. —¿ Has v is to la za rza a rd ie n te ? —Va ria s v ec es. —¿ Has a sce n d id o a l a m onta ña? —N i u na s o la v ez. N o p ued o... ta l v ez po r e l h u m o. —En tonces n eces ita s.. . Y bru sca m en te c alló p en sati vo . L u eg o a ñ ad ió : —¿ Has c o lo cad o e l p uen te q ue c o m unic a c o n lo s d os s is te mas ? —Ya e stá h ech o. —¿ Cuán ta s p uerta s h as a b ie rto ? —A pen as l a p rim era . —¿ Cóm o? ¿ Te q u ed aste a ll í? ¿ Y qué e s lo q u e s ie n te s? —¿ Por q u é m e p re g unta s d e m is s u fr im ie n to s? —¡A do nay! ¡H ijo m ío ! ¿ D esd e c u án do? ¿ D esd e A sh ta ru th ? A do nay c alló . Pe ro A ris tó tele s in sis tí a:
Página 252
—¿ Has v u elto a v er a A sh ta ru th ? —Va ria s v ec es. —¿ En d ónd e e s tá a h o ra ? —N o te p re o cu pes. Ya p asó e l s eg u ndo y e stá tr ab aja n do e n e l te rc ero . —A do nay: ¿ N o T E H AS C O NVER TID O H AST A H O Y EN A LMA F EMEN IN A ? ¿ N o s ab es q u e e l m asc u lin o d eb e p oseer lo fe men in o s i e s q ue n o s e e n cu en tr a a la m uje r? A do nay s en tía d esan gra rs e s u c o ra zó n. A ris tó tele s s u fr ía ta mbié n , p ero r e acc io nan d o d ijo : —Mi ra A do nay: p ro n to v en drá la a y u d a d esig n ad a, te n p ac ie n cia u n ti em po m ás. Pe ro c ré em e h ijo m ío , y o te fe li c ito d e c o ra zó n p orq ue in co nscie n te men te h as a tr aves ad o g ra n tr ech o d el c a m in o y , d e u n s alto h as lle g ad o a la m eta . N o h ay m al q ue p or b ie n n o v en ga —d ijo e l Ma estr o—. A sí lo h a q uerid o e l I n tim o, p o r tu b ie n y p or e l b ie n d e lo s d em ás . ¡Q ué d olo r! Es c ie rto ". Pe ro ta mbié n ¡q ué fe lic id ad y q ué a le g ría ! A un que m i c o ra zó n llo ra , s o y c a p az d e c an ta r p o r m i fe lic id ad . Pr onto , y a n o m ás, ll e g ará El la y te a yu dará . Vi en do c o nte nto a A ris tó tele s, A don ay s e r e an im ó u n ta nto . Q uis o d ecir a lg o , p ero s u m aes tr o s e l e a d ela n tó : —H ij o d el a lm a, e l In ti m o s ab e lo q ue h ace , p ero a h o ra , te c o n ju ro p or lo m ás s ag ra d o , p or m i a m or h ac ia ti , q ue te ng as c u id ad o. D eb es e n cau za r y d ar u n e m pu je m ás a tu e n erg ía h as ta lle g ar a la q uin ta e ta pa... T en c u id ad o, A don ay. N o d eb es p erd er e l s u fr im ie n to d e ta nto ti em po c o n u n p la c er e stú pid o . Es pera a q u e e l fu eg o lle g ue a tu fr en te . L ueg o p od rá s c asa rte ... A do nay, y o v o y a d esp re n derm e d e m i c u erp o. ¡N o h ag as q ue c arg ue c o n tu c u lp a h asta e l m ás a ll á d e la m onta ña! Yo ti em blo p or ti y p or m í, y h asta te ngo la te nta ció n d e a la rg ar m i v id a p ara c u id arte y d eja rte e n e l tr ono . A donay, te lo s u p lic o ... Si q uie re s , m e s acrifi co a tí , c o n ta l q ue tr iu n fe s. A do nay lo c o nte mpla b a c o n u na in m en sa i n vas ió n d e te rn ura . L ueg o r e sp o ndió : —T e p ro m eto y te ju ro q ue b u sc aré la p u erta y q ue n o c o n oceré a n in g una m uje r h asta l le g ar a ... . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ¿ Pi des m ás, q u erid o p ad re ? —T e a g ra d ezc o y te b en d ec ir é h as ta d esp u és d e m i m uerte . Y tú ta mbié n a lg ún d ía , b en d ec ir á s m i n om bre p or e sto . C uan d o a l te rc er d ía s e d esp id ió A ris tó tele s, e s ta ba b asta nte tr an qu ilo y A don ay a lg o a liv ia d o , p orq u e la e sp era n za le i n fu ndía v alo r.
Página 253
—H asta la o tr a, A do nay —d ijo A ris tó tele s. —¿ A d ón de te d ir ig es, Pa dre ? —A B eit Ed din . —A lg ún d ía te v is ita ré . —Pe ro q ue s ea d esp ués d e tu tr iu n fo . —Pr om eti do . —T e e s p era ré c o n l o s b ra zo s a b ie rto s.. . C ap ítu lo IX U NA L LA MA DA U RG EN TE Se d es p ie rta , a v ec es, e l h om bre d e s u s u eñ o, m ela n có li c o , tr is te , s in tien d o u n g ra n p la cer y a liv io e n e l lla n to , p ero s in s ab er la c au sa d e s u d olo r. Mu ch os h an q u erid o e xp lic ar c ie n tí ficam en te e l fe nóm en o, p ero h an fr acas ad o . D e m i p arte , c re o q ue la m uda tr is te za a g arra c o n s u s fu erte s d ed os lo s c o ra zo nes s en sib le s p ara fu nd ir lo s e n s u c ris o l y d ep ura r s u m eta l. Si e l h om bre fu era a le g re to da la v id a, n un ca ll e g aría a s e n ti r e l in fo rtu nio a je n o . H ay e n á ra b e u n a d ag io : " H oy a l v in o y m añ an a a lo s e rio ." Y e s q ue e l h om bre , e n la o rg ía , n o p ie n sa e n la r e a li za ció n d e a su nto s im po rta nte s. En la m añ an a d e u n d om in go, A don ay s e l e v an tó tr is te . H ab ía p asad o la v ela d a a n te rio r e n u n a a le g re y d iv erti d a r e u nió n e n d o nde h ab ía e l m úsic o , e l c an to r y e l p oeta . —" ¡Qué c o sa ta n r a ra ! —s e d ijo —. L os b la n dos d ed os d e la n och e s e c o nvir ti ero n e n g arra s e s ta m añ an a." R áp id am en te s e v is ti ó y s e d ir ig ió h acia la v e n ta na q u e d ab a a l ja rd ín in te rn o d e l a c a sa. L a a b rió y c o m en zó a c o nte mpla r la s r a m as d esn udas d e la v id a, ta l c o m o s u c o ra zó n. A lo le jo s, o yó el ll a m ad o d e alg unas cam pan as, al c u m plim ie n to d e lo s d eb ere s re li g io so s. El Mu azí n e n s u m ezq uita , in vita ba a lo s fi ele s a l a o ra c ió n. A do nay le van tó a l c ie lo s u m ir a d a, y c o n te m pla n do e l fi rm am en to to davía m an ch ad o d e n och e, d ijo :
Página 254
—B en dito s ea s, Pa dre Mí o, e n la a le g ría y e n la tr is te za . A bre m is o jo s p ara v erte e n to das la s c o sas, y m i o íd o p ara e scu ch arte a c a d a i n sta nte . C err ó lo s o jo s y s e e n tr eg ó a la m ed ita ció n. U n ru is eñ o r le d esp ertó . A brió s u s p árp ad os y c o m en zó a b usca rlo e n l a e n ra m ad a, m as c o m o n o l o v ie ra , m urm uró : —El r u is eñ or c an ta . T al v ez e stá b u sc an do a s u a m ad a. Y tú , ¿ en d ó nde e stá s a h ora ? ¿ Ya h as c ru za do la fr onte ra y v iv es fe li z? ¿ R ecu erd as a u n e l r o str o d el q ue v eía la v id a s o n rie n te s ó lo c erc a d e ti ? " Pu es a h ora , n o p odría s c o nocerle . Po rq u e la tr is te za y lo s p elig ro s h an d ib u ja d o e n s u fa z s o m bra s d em asia d o fu erte s y p ro fu nd as . " Es v erd ad q ue h ay le yes q ue s e p ara n lo s c u erp os, p ero lo s e sp ír itu s d u erm en tr an quilo s e n la s m an os d el a m or h asta q ue v en ga la m uerte q ue l o s c o nd uzc a a D io s. " Y tú q ue v iv es to davía , e x p ele tu a li e n to e n e l a ir e p ara q u e m i es p ír itu se viv ifi que. So nríe para que se op ere la r e su rr e cció n d e m i c u erp o ... D es p ié rta te. Q uie ro v erte fe liz, a u n que s ea le jo s d e m í. Mi e s p ír itu te lla m a: ¡H ab la ! D eja q ue tu a li e n to c o rra c o n la s b ris as q ue v ie n en d e lo s v alle s d el L íb an o ... ¡C an ta ! Yo s ó lo te e scu ch o... Ya v ie n e la a u ro ra , y lo s d ed os d el d esp erta r h an c o m en za do a ju g uete ar c o n lo s p árp ad o s d e lo s d u rm ie n te s. L os r a yo s d e e ste s o l d e o ro b añ an l a c u m bre d e la m on ta ña H erm on, r o m pie n d o e l v elo n octu rn o. Su en an la s v o ces d e la s c a m pan as a n un cia n do e l c o m ie n zo d e l a o ra ció n y lo s v all e s d evu elv en e l e c o d e s u s o n id o ... . T od a la n atu ra le za s e d esp ere za a le g re . " ¡A h, la v id a c erc a a l a m or! Es c o m o e l c o ra zó n d el p o eta l le n o d e lu z y d ulzu ra . Pe ro s i e stá s le jo s d e é l, e s c o m o e l c o ra zó n d el c rim in al, e n vu elto e n o dio y e n r e m ord im ie n to s d e te mor y m alig nid ad ." Y a sí h ab la b a d e s u s d os a m ore s, p erd id os a l m is m o ti em po . Po rq ue e n s u tr is te za , e l h om bre s ie m pre b usca a liv io e n e l p as ad o , a u n que e l r e cu erd o a u m en ta e l p esar. Pe ro a v ece s e sa m is m a tr is te za e s d ulc e . U n g olp e a la p uerta , le h izo d es cen der b ru sc am en te a la r e alid ad . —¿ Quié n ? —p re g u ntó : —B uen o s d ía s s eñ or —s alu dó e l s ir v ie n te á ti em po d e e n tr ar —. El la ca yo d e Mo nse ñ or d esea v e rle . —D il e q ue p ase . A l v e rlo e n l e p uerta d el d orm ito rio , A do nay e x cla m ó: —H ola jo ven . ¿ C óm o e s tá Mo nseñ or? —El e stá b ie n , s eñ or... Pe ro a yer le b u sq ué a u ste d e n to do D am asco , s in p oder e n co n tr arlo .
Página 255
—¿ De q ué s e tr ata ? —Pa re c e q ue Mo nse ñ or r e cib ió u na c arta d e L íb an o q u e le h a i n tr an quiliza do . Me e n vió a b uscarlo , y c o m o n o le e n co n tr ara a yer, h e v en id o h o y d e m ad ru gad a p ara h alla rlo a n te s q ue u ste d s alie se. C aviló A do nay u n m om en to . D es p ués o rd en ó: —Pu ed es a d ela n tá rte me y d ecir a Mo nseñ o r q ue v o y e n s eg uid a. Me dia h ora d es p u és , e l jo ven e n tr ab a e n e l s aló n d el O bis p o, y l e ía lo s ig u ie n te : N . L íb an o, 1 S de e n ero d e 1 91 9. Mo nseñ or: . ..U n p ad re q ue s e e n cu en tr a a l b ord e d e la tu mba, o s s u pli c a v u estr a a y u d a p ara d evo lv er la p az a s u h erid o c o ra zó n. C uatr o a m arg os d ía s h an p as ad o s o b re m í, e l h o m bre m ás d es g ra cia d o, h acie n do q ue p erd ie ra e l d eseo d e v iv ir . Só lo la e sp era n za d eti en e m i m an o , c o n tr a e l v en en o o p uñal. Mi h ija , m i ú nic a h ij a , Ma ría , a b an d onó la c asa h ac e c u atr o d ía s. ¿ A d ónd e h a id o? N o lo s é n i p u ed o s a b erlo . D ejó e l h o gar s in lle var c o nsig o n i r o p a, n i d in ero .. . N o s é e l m otivo q u e h ay a p odid o lle varla a d ecis ió n ta n v io le n ta . N o o s n ie g o q ue la tr até m al, fu e u n a s o la v ez, y e s o p ara s u b ie n . Pe ro e sto y a p asó , h ac e m uch o ti em po. A ho ra , o s s u p lic o , o s c o n ju ro p or lo m ás s ag ra d o, q u e o rd en éis q ue s e e sc u driñ e y s e b usq u e h as ta e n e l ú lti m o r in có n d e D am asc o . Pu ed e s e r q u e s e h alle a llí. A dju nto e n co n tr aré is un ch eq u e por cie n lib ra s este rlin as. N o e co no m ic éis ... En to das la s c iu d ad es h e re co m en d ad o s u b úsq ued a. O ja lá v o s, Mo nseñ or, p odáis d evo lv erm e la p az y la fe li c id ad . Si e s n eces ario , to da m i fo rtu na s e rá p ara q uie n m e la d ev u elv a . Su fi lia ció n e s: T alla a lta . C olo r b la n co . C ab ello s n eg ro s. F re n te a lta . O jo s g ra n d es y n eg ro s. N ariz grie g a. B oca p eq ueñ a. Ed ad 2 2 a ñ os. En la m ejil la izq uie rd a ti en e u n lu nar n eg ro , a p ro xim ad am en te d el ta m añ o d e u n a le n te ja . A co m pañ o ta mbié n a lg u nas fo tos d e d iv ers as o casio nes. ¿ Po dré is Mo nseñ or, d ev o lv er e l a lm a a l c u erp o d e e ste c ad uco s erv id o r v u estr o? B es a v u estr os d ed o s, J O SÉ H ARK UCH .
Página 256
A do nay le ía y r e le ía la c a rta , y c erra b a lo s o jo s c o m o p ara r e m em ora r a lg o le ja n o. Se to rtu ra b a p re g u ntá nd ose: —" Yo h e o íd o e ste n om bre : J o sé H ark u ch .. . H ark u ch ... Ma ría ... , ¿ dón de, c ó m o... , c u án d o.. ., c o n q uié n ? H ark u ch ... " El O bis p o le c o nte mpla b a s ile n cio so p or n o in te rr u m pir le e n s u s i d eas . B ru sc am en te , A don ay se le v an tó de su as ie n to , e xcla m an d o: —Ya .. . —¿ Qué d ic es, h ijo ? —p re g un tó a so m bra d o e l O bis p o. —N ad a. ¿ Pe ro u ste d, Mo nseñ or, c o no ce p ers o nalm en te a J o sé H ark u ch ? —Sí , s i le c o n ozc o. —¿ No h ay o tr o e n N . q ue te ng a e l m is m o n om bre y a p elli d o? —N o s ó lo e n N . s in o e n to do L íb an o . A do nay c alló . —" Qué s erá d e J u an B aka l? ¿ N o fu e Ma ría s u e n am ora d a c o m o m e d ijo e n s u s c a rta s a n te s d e m i h uid a? H a p asad o ta nto ti em po ... " —s e d ecía s in e n co ntr ar r e sp u es ta a lg una. L ueg o, e n v o z alta . —J osé H ark u ch d eb e s er r ic o : lo a te sti gua e s te c h eq u e —d ij o —. L a h ija d e u n ric o , e n L íb an o, n o a b an don a la c asa p o r n ec esid ad . —¿ Qué la o blig ó a h uir e n to nces? U na d e d os c o sa s: o e l p ad re q u ie re c as arla c o ntr a s u v o lu nta d, o e lla c o m eti ó a lg un a fa lta g ra ve y h u yó p ara o cu lta r s u d esh on ra . Y p re g u ntó a l O bis p o : —D íg am e, ¿ Jo sé H ark u ch , n o ti en e e l tí tu lo d e B ey? —Sí , e fe cti vam en te . Y n uevam en te p en só A do nay e n s u c o ndis c íp ulo J u an B akal, y h asta tu vo la s eg u rid ad d e q ue e ra la m is m a jo ve n d e q uie n e sta ba en am ora d o su am ig o . El O bis p o le co rtó lo s p en sa m ie n to s c o n u na o bserv ació n. —Es ta d ed ucció n e s b asta nte a c erta da. ¿ Pe ro n o p odem os s u p oner q u e la jo ven h aya h u id o c o n u n a m an te p ara c asa rs e e n a lg ún lu gar a p arta do ? —N o lo c re o , p orq ue e n e ste c as o , lo s d o s e n am ora d os d eb ie ra n a u sen ta rs e d el p ueb lo ... El p ad re e stá s eg u ro c u an do d ic e q ue s u h ija h u yó s o la . En u n p ueb lo s ería d ifí cil r e fu gia rs e . L ueg o e s tá e n , a lg u na c iu dad c o m o B eir u t o D am as co . —A sí d eb e s er, h ijo m ío , te s u pli c o m e a y u des a b uscarla s i e s q u e e stá e n D am asc o : —¿ Acaso s o y d ete cti ve, Mo nseñ or?
Página 257
—Po r fa vo r. C om pad éce te d e la s lá g rim as d e e se p ob re a n cia n o. T ú e re s e l s ecre ta rio d el Em ir y ti en es to das la s p uerta s a b ie rta s... A dem ás, n o p ued o fi arm e d e o tr o.. . ¡Q ue D io s te b en dig a!. .. Si em pre te h e c o n sid era d o c o m o u n s e r d e n ob le c o ra zó n. N o h ay q u e cerra r el o íd o al cla m or de lo s n ec esita dos.. . T om a e ste c h eq ue. C ób ra lo , y s i n ecesita s m ás, p íd em e. Y m ie n tr as h ab la b a e l O bis p o, A don ay m ir a b a fi ja m en te e l s u elo , r e sp on die n d o a l fi n: —Si Mo nseñ or c re e q ue b uscar a la jo ven e s u na b uen a a cció n , e s m ejo r g u ard ar e l c h eq ue p ara q u e la m ate ria n o m an ch e l a b uen a o bra . —T ie n es q ue to marlo . —Es tá b ie n . D ém elo . Y dic ie n d o e sto , s alió . C ap ítu lo X C O N EL MA S ALLA A do nay v o lv ió a s u c asa. O rd en ó a l s ir v ie n te : —Q ue n ad ie m e m ole ste . N o e s to y p ara n ad ie , n i p ara n ad a. En tró e n s u d orm ito rio , y to man do u na lla ve d e s u b ols illo a b rió o tr a p uerta q ue c o m un ic ab a a u n a h ab ita ció n i n te rio r. Es ta e ra b asta nte o scu ra . Po r to do m ueb le h ab ía u n a m esa tr ia n g ula r e n la p arte o rie n ta l d e la p are d , a lg u nos c en tím etr os m ás b aja d e u na v en ta nilla c ir c u la r q ue d ab a a l ja rd ín . So bre u na m esa h ab ía d os c an dela b ro s c o n s u s r e sp ecti vas b ují a s y u n p erg am in o c o n v a ria s fi gura s. A m ás d e lo c ita do, u n e sp ejo m uy lí m pid o , d e r e g u la r ta mañ o . U n tr íp od e s itu ad o m ás a ll á d e la m esa, s o ste nía u n p eb ete ro . Y al o tr o la d o d e l a h ab ita ció n, s e h alla b a u na c am a te nd id a. A do nay s e d esp ojó d e s u r o p a, p on ié n do se e n lu gar d e e ll a u na c a m is a b la n ca. En cen dió la s b ují a s y p or fi n , e n la lla m a d e u no d e lo s c an dela b ro s q uem ó u n p ed azo d e m ad era fr ag an te q ue la c o lo có e n e l p eb ete ro . T erm in ad o s esto s pre p ara ti vo s, se ac o stó . C onte mpló d ete nid am en te u na d e la s fo to s d e la jo ven e xtr av ia d a, d ura n te u n m in uto , y lu eg o p onié n do la s o bre la fr en te , c o n lo s o jo s c err a d o s, d ijo : —Ma ría , q uie ro v e rte . Pa saro n v ario s m in u to s. Pe ro la m en te n o o b ed ec ía , y e n l u gar d e p re sen ta rs e la fi gu ra d e Ma ría , to do s lo s p en sam ie n to s g ir a b an a lr e d ed or d e J u an B aka l.
Página 258
I n te nsifi có s u e sfu erzo c o ncen tr ati vo , p ero to do fu e in ú til. D esp ués d e c u atr o m in uto s, A don ay p erd ió la s en sib ilid ad e xte rn a y e n e ste e s ta do v io a n te s í a J u an , Es te, a l v ers e fr en te a s u a m ig o, d em ostr ó u n a a le g ría in decib le c o n p ala b ra s h um an as . A do nay s e v io in va d id o ta mbié n d e a le g ría y a la v ez d e r e ce lo p or e sa d em ostr ació n. —J uan , ¿ q ué ti en es ? —¿ Qué te ngo ? Pu es q ue e l in fi ern o e s tá e n m í. ¡N o m e a b an d ones a n te s d e a li v ia rm e! Es te e s m i d esti no q ue n o m e q uis is te r e ve la r. —D im e, ¿ p or q ué e s tá s ta n d es esp era d o? ¿ Q ué p ued o h ace r p or ti ? —A do nis , y a n o te ngo c u erp o . L o a b an don é h ac e ti em po. Su fro p orq ue n o p ued o c u m plir m i p ala b ra c o n Ma ría .. . L a d ejé e n cin ta a n te s d e u nir m e a e lla e n m atr im onio . Ma ría h uyó d e s u c asa y e s tá a q u í, e n D am asco . H erm an o , te s u p lic o h acer a lg o p or e lla . D e lo c o ntr ario , y a n o te nd ré tr an qu ili d ad . —C álm ate , J u an . T e d oy m i p ro m es a d e h acer p or e lla c u an to e sté a m i a lc an ce. —¡Q ué a liv io !. .. Mu ch as v ec es te b u sq ué, p ero n o p ud e ll e g ar a tu c en tr o y s u fr í m uch o. —N un ca s o sp ec h é tu e sta do. —A do nis , s ie n to a tu l a d o a lg o d e Ma ría . —Efe cti vam en te . Es u n re tr ato d e e ll a . Es taba b u sc án d ola c u an d o tú te a p o dera ste d e m i c o ncen tr ac ió n. ¿ Pu ed es d ecir m e d ónd e e stá Ma ría , a h ora ? —Es tá e n u n b urd el d e D am asco , y p ro nto d ará a lu z. L le g ó a n te ayer. —¿ En u n b urd el? ¿ Q ué d ic es? —Si , lle g ó a n te ay er y s u fr e m uch o, m uch o. Se gún p ie n sa e lla , e se e s e l lu gar m ás a d ecu ad o p ara o cu lta r s u d esh on ra . —J uan , h erm an o m ío , te ru eg o q ue n o d ir ija s m ás tu s p en sa m ie n to s a e ste m un do. Yo te p ro m eto q ue s eré u n p ad re p ara tu h ij o y u n h erm an o p ara Ma ría . N o s u fr as m ás. —¡A y, A don is ! Q ué s u fr im ie n to s ta n h orrib le s p ad ece e l h om bre q ue a b an don a s u c u erp o d efi niti vam en te , a n te s d e c u m plir un deb er, o cu an d o tien e el veh em en tísim o p en sa m ie n to fi jo e n lo s s ere s q uerid o s q ue d eja e n e l m undo , s o b re to do c u an do s e h all a n e m ocio nalm en te r e la cio n ad os c o n e l a lm a d el d ifu nto . " L as e m ocio nes in te nsas c o m o e l a m or, e l o d io o la in quie tu d p or e l c u m plim ie n to d el d eb er o d e a lg u na im po rta nte la b or,
Página 259
p ro ducen e n e l a lm a q u e a cab a d e d esp re n d ers e d el c u erp o, u n d es aso sie g o lo b asta nte p od ero so p ara a tr aerle h acia la ti err a . " El a lm a e n e ste e s ta do s u fr e lo in d ecib le . N o p u ed e te ner u n m om en to d e d escan so y d e p az. Si en te q ue e s tá e n tr e d o s c o rrie n te s q u e le a tr ae n h acia s í: la u na le in vita a la p az y la o tr a le a rr a str a a l d olo r y a l s u fr im ie n to . Es to d eb e s er e l i n fiern o, p o rq ue a sí n o p ued e d esen vo lv ers e e n s u n ueva fa se d e la e xis te ncia y s e h all a c o m o u n c ie g o a b an do nad o , y c u an d o v ie n e u n a m ig o o a lg u ie n q uie n quie ra p ara a co nseja rle y a yu darle , n o s e le p u ed e e s cu ch ar p o rq ue la m en te n o e stá c o n é l. " Yo s ería fe liz s i n o fu era p or Ma ría y p o r m i h ijo . Y e l te mor p or l a s u erte d e e sto s s ere s q uerid os, q ue h e d eja d o e n la ti erra , c o n sti tu ye m i in fiern o y s ie m pre n o to y s ie n to e l im puls o i n vo lu nta rio d e c o m unic a rm e c o n e ll o s. Pe ro Ma ría n o m e o ye y l o m ás d olo ro so e s q ue s ie m pre llo ra m i a u sen cia e sta nd o y o a s u la d o. " Q uie ro o ra r p ero veo q ue lo s p en sa m ie n to s d e ella a tr av ie s an m i m en te y m e h acen p erd er la il a c ió n. T ie n en s u s l á g rim as r a yo s d e fu eg o q ue c aen s o bre m í, c o nvir ti én d om e e n u na p ir a c an d en te , q u e n o m e d eja d escan sar n i u n m om en to . " H erm an o A do nis , tú d eb es c o rre g ir e sta s d es g ra cia d as c o stu mbre s e n e l m un do. El h om bre n o d eb e te ner a p eg o a n ad a y n ad ie d eb e d es esp era rs e p o r la m uerte d e u n s e r q uerid o. L a e vo cació n m en ta l q u e h ag an d el s u perv iv ie n te , d eb e s er d ulc e, a m oro sa , p ero ja m ás d eses p era d a... C ré em e q ue h as ta a h ora n o h e p od id o c o ncili a r u n m in uto d e s u eñ o , y to do p or e l a m or q u e p ro fe so a Ma ría , y p or e l s u fr im ie n to d e e lla . " El m und o d eb e c a m bia r s u s s is te mas r e li g io so s, s o b re to do e n lo q ue a ta ñe a la m uerte . A qu éllo s, a q uie n es lla m an m uerto s, s o n m ás v iv o s y m ás s e n sib le s q u e e llo s. L o s q ue e sta mos a q uí n o e n te ndem os la s p ala b ra s, p ero s í e l m otivo o c au sa d e la s p ala b ra s. En tre lo s d os, e n tr e tú y y o , n o e sta m os h ab la n do , s in o s in tien d o e l o rig en o fu en te d e d ond e e m an a la p ala b ra : es ta mos p en san do . " T en go a m i la d o a u n s er c arita tivo y c ariñ oso . Q uie ro o ír s u s c o nsejo s y o bed ecerle . Pe ro n o p ued o o ír , m i m en te e stá d ir ig id a h acia o tr o p u nto . " T odas la s r e lig io n es r e p ite n, p ero s in e n te nder 'q ue e n p az d es can se', y c o n to do, lo s h o m bre s n o le d eja n e n p az n i u n s ó lo m om en to . " Si n e se d esca n so , lo s q u e e s ta mos a q uí, n o p odre m os a b rir l o s o jo s a l e s cen ario d e n uevas a c ti vid ad es. El d esas o sie g o n os a ta m ás y m ás a n uestr os d efe cto s, v ic io s y a n helo s y a sí e sta mos c o m o lo s e stu dia n te s q ue n o p u ed en a d ela n ta r d e c u rs o y r e p ite n s ie m pre e l m is m o.
Página 260
" En e ste e sta do m e v erá s s ie m pre c o n a n sia s y s in a n helo s, n i e sp era n za s. Po r e s to , le c o nju ro p or lo m ás s ag ra d o, q ue tú m e lib re s d e e sta s c ad en as q ue m e a ta n a l p asa d o, y a q ue y o n o p ued o h acerlo y q u e e s lo ú nic o q u e m e a to rm en ta . ¿ Me lo p ro m ete s, A do nis ? " A do nay, e n te ra d o d el e s ta do d e J u an y d e la s u erte d e Ma ría , s in tió a l p rin cip io u na fu erte e m oció n d olo ro sa, q ue s e c o n vir ti ó d es p u és e n e n erg ía . A l fi n , c o n te stó c o n v o z d e m an d o e n tr em ezc la d a d e c ariñ o: —J uan , h erm an o m ío , y o te p ro m eto , s in ju ra r, q ue c u m plir é l a m is ió n d e p ad re ju nto a tu h ijo . Ma ría s erá m i h erm an a. D e m od o q ue p o r e ste la d o p u ed es e sta r tr an q uil o .. . A hora te o rd en o, c o m o h erm an o o c o m o a u to rid ad , q u e d ir ija s tu s p en sa m ie n to s a p la n os s u perio re s y e n s eg u id a e n tr ará s e n e l e sta do d e d escan so d e l a s a lm as. ¿ Me s ie n te s? T e lo o rd en o. A do nay c o n te m pla b a a J u an y v e ía q u e c ie rto s ra yo s q ue s alía n d e é l, s e c o rta ban y c am bia b an d e c o lo r. Vi o q u e a s u l a d o s e e n co n tr ab a u n s e r d esc o n ocid o p ero d e a tr aye n te s im patí a. Es te d ir ig ió u na m ir a d a d e g ra ti tu d a A don ay , y d es ap are c ió la v is ió n. C ap ítu lo XI EN L O S BURD EL ES El p udo r e s la d efe nsa d el p ro gre s o . El lib erti naje e s s u d es tr ucció n . N unca p ued e p ro gre sar u n a n ació n s i s u s h ijo s s e r e vu elc an e n e l fa ngo d e la c o rru pció n . Po rq ue e l e scla vo d e s u s p asio nes, e s ta mbié n e sc la vo d e s u s s em eja n te s. N o h ay l ib erta d s in h o nor, y n o h ay h on or s in p u re za y d o m in io d e la s p as io nes. El lib erti n aje e s e l s ím bolo d e la d ec ad en cia d e lo s r e in os, p orq ue d eb ili ta la s fu erza s m en ta le s y c o rp o ra le s , a n iq u ila e l v ig or y e m peq ueñ ece e l a lm a. N uestr o m ejo r te sti go e s la h is to ria : El Im perio R om an o , q ue e xte ndió s u d om in io s o b re e l m un do en te ro , se d esm oro n ó cu an do la m ora l se h alló a p o lil la d a p or e l v ic io . El R ein o á ra b e, q ue tu vo s u a p ogeo e n ti em po d e El R ach id , s e la n zó a l a b is m o e n lo s ti em pos d e El Mu hta sa m , ti em po d el li b erti naje ta mbié n . Y a sí p od em os s eg u ir e n co n tr an do, a la v u elta d e c ad a p ág in a, lo s n om bre s d e lo s g ra n d es im perio s, c o m o é l d e G re cia y e l d e R om a, s u a p ogeo y s u d ec ad en cia p o r lo s v ic io s y la s p asio nes d esb ocad as. L as h ija s d e la p ro sti tu ció n s o n c o m o e l v en en o e n la m ie l. D io s c re ó e n tr e e l h om bre y la m uje r u na a tr ac ció n q u e d eb e s er la b as e d e to da d ic h a y p ro sp erid ad . Pe ro lo s h om bre s la u saro n c o m o m ed io d e d estr ucc ió n.
Página 261
Su s r o str os e x en to s d e p u dor y d e a tr ac ció n e sp ir itu al e stá n p in ta do s c o n c o lo re te s y p om ad as, q ue d esfi gu ra n la v erd ad era fa z. Vi ste n la r o p a d e la in m ora li d ad q u e fu e c o n fe ccio n ad a p or l o s m is m os h o m bre s. T odo s lo s g obie rn os d el m undo v e la n p or e l p ro gre s o d e s u s n ac io nes y g asta n c an tid ad es fa bulo sas p ara p re serv arla s d e l a s e n fe rm ed ad es: v a cu n an a lo s s ú bd ito s c o n tr a la s p este s; i n sti tu yen cu are n te nas y tr ata n d e cre ar to da cla se d e c o m od id ad es c o m o e l rie g o d e la s c all e s y e l a lu m bra d o d e é sta s. Pe ro h asta a h ora n o h a h ab id o u n s ó lo g obie rn o q u e h ay a d ed ic ad o a lg ún e sfu erzo p ara c u ra r e sta e n fe rm ed ad m orta l q u e h a s id o y s erá s ie m pre e l a zo te d e la h um an id ad : la p ro sti tu ció n . ¡Y q u ié n lo c re ye ra ! —h ay s ere s q ue r e p ite n e l a fo ris m o d e q ue " L a p ro sti tu ta e s la d efe nsa d e la c asad a". ¿ Po r q ué lo s g o bie rn os q u e e stá n o blig ad o s a c u id ar d e la h ig ie n e d e u na n ació n n o v ela n p or s u m ora li d ad ? El h om bre c o rro m pe a la m uje r, y e lla s o la r e cib e e l c asti go d e la s o cie d ad . ¿ Po r q ué la s o cie d ad n o r e p u dia , c o m o c asti go, a l h om bre q u e c o rro m pió a la m uje r? ¿ Po r q ué c a sti g a a l a ses in o y a l la d ró n y n o d erra m a s u c ó le ra s o b re e l a se sin o d el a lm a y e l l a d ró n d el h o nor? El h o m bre y la m uje r s o n la s d o s c o lu m nas d e la D iv in id ad y d e la N atu ra le za . ¿ C óm o p ued e s o ste ners e la n atu ra le za s o bre d os c o lu m nas d estr uid as? Si la m uje r e s c o m ple m en to d el h om bre , ¿ có m o p u ed e la h um an id ad lle g ar a la d ic h a s i ti en e u na m ita d e n fe rm a y c o rro m pid a? Y la d esg ra cia m ayo r e s q ue la s m uje re s m odern as , n o ti en en l a e le va ció n d e lo s id eale s y e s tá n a b so rb id as p or la v an id ad , s in n in gu na e d u ca ció n fu ndam en ta l, s in n in gu na ilu m in ac ió n e sp ir itu al, y s e d ed ic an a la m oda, a l a m or p ro pio y a la a varic ia . Se d eja n e n g añ ar p or lo s h o m bre s, s e e n tr eg an a e llo s, y é sto s v acía n e l a lm a d e to do s en tim ie n to y lu eg o la s d eja n c o m o j a u la s q u e p ued en s er h erm osas, p ero q ue n o ti en en d en tr o a v e q ue c an te . Si lo s h om bre s s u pie ra n q ue e l d esti no d el m undo e stá e n la s m an os d e la s m uje re s b uen as y m ala s, a d o ra ría n a la m uje r s in p ro fa nac ió n y la a m aría n s in d es eo , p ara n o s er a rra str ad os p o r l a s v ib ra c io nes fe men in as a l a b is m o. " D io s q u ie re lo q ue la m uje r q uie re ", d ic e e l r e fr án , p o rq ue El la e s to dopo dero sa , lo s ep a o l o i g no re . Po r a q uella s c alle s m als an as d on de s e fe rm en ta e l a ir e c o n la e sp ir a ció n d e la m uerte , p or a q uell a s lú gub re s c a sas d ond e s e c o m ete n lo s d eli to s c u b ie rto s p or e l m an to d e la n o ch e, p or
Página 262
a q u ella s c alle s c u rv a d as c o m o s erp ie n te s n eg ra s , p asab a A do nay, e n u na d e la s c iu d ad es m ás g ra n des d e Si ria . J u an le d ijo q ue Ma ría e sta ba e n u n b urd el, p ero o lv id ó p re g u nta rle e n c u ál d e l o s ta nto s. ¡C uan b ie n d ij o Xa vie r d e Mo nte pín : " Mu ch a s e m eja n za h ay e n tr e la s casas y la s g en te s: u n as sim páti cas y o tr as a n ti páti cas"! U n h om bre d e h ono r, d eb e te ner u na g ra n d osis d e v alo r p ara p en etr ar, s in o cu lta rs e, e n a q uell a s c as as, e n d on de la ju ven tu d d a e l p rim er p as o e n fa ls o . A donay, a l e n tr ar e n la g uarid a d el p ec ad o , s en tía u na c re c ie n te a s fi xia y fa lta d e r e sp ir a ció n. ¿ C on q ué e xcu sa o p re te xto e n tr ab a? ¿ Q ué d ec ía o q ué p ed ía ? L o m ás m ole sto p ara é l e ra q u e a l e n tr ar, d eb ía p re g un ta r p or la " a lc ah uete ", y c o m o n o p o día d arle e s te a d je ti vo , d eb ía s eg ún c o stu mbre p ara d ójic a d el p aís , l la m arla " m ad re ". C uan d o p ro nun ció e se n o m bre e n e l p rim er lu pan ar, s in tió v ia ja r p or s u c u erp o u n fr ío in te nso . Y r e so lv ió in ven ta r o tr os c alifi cati vo s. A l e n co ntr ars e c o n " e lla "', le d ec ía : —Se ño ra , q uie ro u n a d on ce ll a , s in e sc ati m ar g asto s. Pe ro n o p udo e n co n tr arla . A l fi n e n co ntr ó u n a c asa d e a p arie n cia m ás lu jo sa q ue la s a n te rio re s. En tró e n e l c o rre d o r m ie n tr as la s a n g re c o rr ía a l r o str o p or te mor d e e n co n tr ars e c o n a lg ún c o no cid o. A l fi n s e d ijo : —¿ Qué m e im po rta ? L la m ó a la p u erta y tr as b re ves m in u to s a p are ció u na m uje r j o ven , ru b ia y h erm osa a p esar d e la v eje z y c an san cio p re m atu ro s. A l v e rle ta n e le g an te y a p uesto , e lla s alu dó: —Q uerid o d el a lm a, s e a b ie n ven id o . So nrió A donay. El la , c o n la fa m il ia rid ad d e la e sp osa, s e a cerc ó a é l, y c o n l o s b ra zo s ro d eó s u c u erp o , ir g uié n dose p au la ti nam en te h asta c o lo car s u s s e n os e n e l p ech o d e A don ay . Pe ro c u an do s u s o jo s tr opeza ro n c o n la m ir a d a tr is te d el v is ita nte , a fl o jó p o co a p oco s u s b ra zo s y s e r e ti ró u n ta nto p ara . d ecir le : —¿ En q ué p u ed o s erv ir a l s eñ or? —L in d a, d eseo h ab la r c o n la d u eñ a. —¿ Con l a s e ñ orita Iv o n ? —C on la m is m a re sp on dió A do nay, s a ti sfe ch o a l s ab er s u n om bre . Y e n s eg uid a, Iv o n la R om an a, e sta ba fr en te a A donay d án dole la b ie n ven id a.
Página 263
—Se ño rita Iv o n. Ve ng o a tr aíd o p or s u fa ma.. . D es eo a lg o n uevo y b uen o. —¡O h, q u erid o s eñ or! —s e la m en tó e lla —. D esg ra c ia d am en te , p or h o y, n o p u ed o s erv ir le . A div in an do e n lo s o jo s d e Iv o n la m en tira , d ijo A don ay: —¿ Por q ué, li n dita ? ¿ D in ero ? H ay m ás q ue s u ficie n te ... A m í m e c o nta ro n q u e a n te ayer h a r e cib id o u na. —¡Q ué h u m an id ad es é sta , p or D io s! ¿ C óm o p u die ro n d es cu b rir lo ? Ó ig am e: n o c re a q ue le e sto y e n g añ an do . Es c ie rto q ue a yer m is m o e n tr ó u na h erm osís im a jo ven . Pe ro e lla n o v ie n e a e je rc er e l " o fi cio ", s in o a d ar a lu z y o cu lta r a q uí s u d es h o nra . —¿ Cóm o? —Sí , s eñ or. Y s u h is to ria m e d esg arra e l c o ra zó n —d ijo Iv o n , fi ngie n do u na h ond a tr is te za . —¿ Pued o v e rla ? —N o, p o rq ue n o q u ie re v e r a n ad ie . A do nay to mó d os lib ra s, y c o lo cán dola s e n la m an o d e e ll a , r e p iti ó: —Q uie ro v erla . I v o n s o n rió d ic ie n d o: —¡A y, d e lo s h o m bre s c a p ric h oso s! Pe ro s i le h e d ic h o q u e n o q uie re v er a n ad ie . ¿ D e q ué m an era p ued o tr aé rs ela ? —D íg ale q ue s o y e l m éd ic o d e la s an id ad q ue v en go a e xam in ar. —Pe ro s i e lla te me a l m éd ic o m ás q ue a c u alq uie r o tr a p ers o na. —Mi ra , p ued es c o n ve n ce rla d ic ie n do q u e e l m éd ic o n o e xam in a a la m uje r e n cin ta , s in o q ue la le y o b lig a a to da jo ven q ue v iv e a q uí, a i d en ti ficars e p ara p od er te ner u n d om ic ili o fi jo . A dm ir a d a Iv o n, p or la g en ero sid ad y s a g ac id ad d el v is ita nte , s e le van tó y d ij o : —C uen te u ste d c o nm ig o. A donay q ued ó s o lo , c avila n do . En a q uella s lú g ubre s p are d es s e e n cerra b a la tr ag ed ia d e v aria s v id as y g en era cio n es. En a q uella c asa v iv ía u n c o ra zó n q ue s u fr e y q u e r e p re sen ta s u tr ag ed ia to das la s n o ch es. Pe ro , a p oco s o a n ad ie le in te re sa v er, p orq u e e s m uy d olo ro sa. " Se ría Ma ría la m uje r d e q ue h ab la ro n? ¿ El la , la jo ven q ue p as ó s u p rim era ju ven tu d e n b ra zo s d el a m or y d e la h erm osa n atu ra le za d e L íb an o, e stá a h o ra e n e ste a n tr o d e c rim en ? " ¿ N o s erá o tr a? ¡Q ué m e im po rta s u n o m bre ! Se a J u an a o Ma ría la s a lv aré . " Pe ro , s i n o e s Ma ría , ¿ a d ónd e l a lle vo ? ¿ A m i c a sa, p ara q u e d é a lu z allí ? N o m e fa lta ba m ás q u e e sto .
Página 264
" ¿ Y, q ué h ag o y o c o n u na p artu rie n ta ?" Y m ie n tr as s e d eb atí a a b so rto e n s u s m ed ita cio n es, e n tr ó I v o n l le van do d e la m an o a u n a m uje r. D ijo : —D octo r, é s ta e s n u estr a h u és p ed . Me c o stó m uch o tr ab ajo e l c o nven cerla . A qu ello , era m ás la ap aric ió n d e u n esp ec tr o q ue la p re sen ta ció n d e u n s e r h um an o. U n r o str o a n geli c al v ela d o p or l a v e rg ü en za y la p alid ez. El c o lir io d el in fo rtu nio , a p ag an d o e l m ir a r tr an q uil o d e s u s o jo s. L os la b io s, r e co rd an d o lo s b o rd es d e la h erid a d e u n m uerto . L os b ra zo s d elg ad o s, c o m o s i fu era n a sta s d e m árm ol. D e ta lla in clin ad a c o m o s i c arg ara e l p es o d e c ie n a ñ os. A do nay r e co rd ó a lg o , y b uscó e n e l r o str o e l lu n ar p eq ueñ o d e q ue h ab la b a la c arta d e J o sé H ark u ch . L o e n co n tr ó e n é l. Si ntió s alta r s u c o ra zó n, q uizá d e a le g ría , q u izá d e a n sie d ad . —N o deb e te mer al m éd ic o , hijita —h ab ló A don ay , c ariñ osam en te —. El m éd ic o e s u n s ace rd ote ... Si én te se . C om o s i la p ala b ra s a cerd ote p ro d uje ra e n e ll a u n r e c u erd o r e p ug nan te , a lzó b ru sc am en te la m ir a d a fi já n dola e n A do nay, q ue p or s u b arb a c re c id a te nía e l a sp ecto d e ta l, a u nq ue e l c ab ell o c a sta ño y o nd ula d o le d ab a s e m eja n za a o tr o s er. L a m uch ach a c ayó e n u n s illó n, m ie n tr as I v o n l e d ecía : —T ra n q uil íza te, h ij a m ía . El d octo r es m uy b uen o . Y g uiñ án dole e l o jo , s alió . El su puesto m éd ic o no sab ía có m o co m en za r la c o n ve rs ac ió n. T om ó u na c a rte ra d e n ota s y u n l á p iz, y p re g untó : —¿ Cóm o s e lla m a la s eñ o rita ? L a p alid ez d e la in te rro gad a a u m en tó y c o m en zó a m ord er u n p añ uelito q u e te nía e n la m an o. A do nay s e le va n tó . C olo có s u s ille ta a l la d o d e e lla y e x cla m ó c o n to da la te rn ura d e s u c o ra zó n: —¿ Qué l e p asa, h erm an a m ía ? C uan d o e ll a o yó e l tí tu lo c a riñ oso q ue a cab ab a d e d arle , m ir ó a A don ay c o n u n a tr is te za d esg arra d ora , in d es crip ti ble . Y o cu lta ndo e l r o str o tr as s u s d os m an os, r o m pió a llo ra r. A do nay s in ti en do d esfa lle ce rs e, la d ejó llo ra r, m ie n tr as v o lv ía l a c a b eza p ara a h u ye n ta r s u s l á g rim as. H izo a l fi n u n e sfu erzo . Se a c erc ó m ás a e ll a , y a caric iá n d ole e l c a b ello , le d ijo : —A lc e la ca b eza , herm an a afl ig id a. D íg am e si p ued o a yu darla , e n a lg o . N o m e te ma. L as d esg ra cia s d e la v id a m e h an a b ie rto e l c o ra zó n a lo s r a yo s d el a m or y d e la c o m pasió n. L a m an ch a d el v es ti d o n u nca p ued e m an cil la r e l e sp ír itu , a sí c o m o la n ie ve n o m ata la s s em illa s v iv a s q ue r e v ie n ta n b ajo la
Página 265
ti erra . L a v id a, h erm an a, d es g ra n a la s g avilla s d el a lm a, p ero e s d es g ra cia d a e l a lm a c u yas e sp ig as e stá n v acía s. El o ro d el e sp ír itu e s e l m is m o m eta l q ue e l d e la D iv in id ad , e l fu eg o p ued e d erre ti rlo , p ued e c a m bia r s u fo rm a, p ero n u nca ti en e p oder p ara c am bia r s u m ate ria , e n o tr o m eta l in fe rio r. T en g a c o nfian za e n m í, y d íg am e e n q u é p ued o s erv ir la . —Q uie ro m orir , d octo r. —L in d ita , q u ie n h uye d e la v id a n o e n cu en tr a d esc an so e n la m uerte . T em bló Ma ría a l o ír s u a n tigu a fr as e, c o n to do p re g untó : —¿ Y pued e u ste d d ecir m e e n d ón de s e h all a l a tr an qu ili d ad s i n o e s e n la m uerte ? —B úscala e n l a Pr ovid en cia . —L a Pr ovid en cia m e a b an d onó . —Es tá u ste d b la sfe man d o, jo ven . L a D iv in a Pr ovid en cia n o a b an d ona a n ad ie . —¿ Y si l e p ru eb o q u e e s to y a b an don ad a? —¿ Y si l e p ru eb o q u e e s tá u ste d m uy e q uiv o ca d a? —G ra cia s, d octo r, p or s u s p ala b ra s, a u nq ue c a re ce n d e p ru eb a. —¿ Quie re u ste d la p ru eb a? Pu es ó ig am e: Ma ría H ark u ch , p re p áre se p ara s eg uir m e, y o v en go a s alv a rla . C uan d o Ma ría o yó s u n om bre y a p elli d o e n la b io s d e a q uel d es co n ocid o , re tr oce d ió p avo ro sa , c o m o s i v ie ra a n te s í u n e sp ectr o d el o tr o m un do. A do nay a s u v ez s e p u so d e p ie , d io u n p aso h ac ia a tr ás y c ru za ndo lo s b ra zo s s o bre e l p ech o, d ij o : —Ma ría , n o te ma. N o s o y n i u n d em onio , n i u n á n gel, s in o q ue s o y u n h om bre c o m o lo s d em ás, q u e v ie n e a s a lv arla , a a yu darla .. . En s eg uid a, ir á a b u sc ar s u s r o pas p ara h u ir d e e sta tu mba b la n q uead a. En aq uel in sta nte , co m o q u ie n vu elv e a re cu pera r su c o n ocim ie n to , g ritó Ma ría : —¿ Quié n e s u ste d? ¿ C óm o m e c o n oce? ¡Sa lg a d e a q uí e n s eg uid a! N o lo n ece sito , n i q uie ro l a a y u da d e n ad ie . A do nay s e a c erc ó a e lla q ue q uería h uir . L a to mó d el b ra zo c o n d ulzu ra y c la vó e n e ll a u na m ir a d a m ás p en etr an te a ú n. N o e ra d e c ó le ra s in o d e r e p ro ch e. Y sin d eja r d e m ir a rla , l e d ij o : —¿ No q uie re s? Yo s o y e l d ueñ o d el q uere r y d el n o q u ere r, p ues y o te s alv aré a p esa r tu yo ... Po co m e i m porta tu v o lu nta d. Ma ría s e ta mbale ó c o m o q uie n q uie re d esv an ecers e. A donay tu vo q u e s o pla rle a lo s o jo s. L a c o nd ujo a l s illó n y le h izo s en ta r. Se a cerc ó a la p u erta , y a b rié n do la ll a m ó: Vi no Iv o n a
Página 266
q uie n h ab ló A don ay im perio sam en te : —Se ño rita Iv o n : e sta j o ven s e v a c o nm ig o. L e r u eg o q ue l a a yu de a e m paca r s u r o pa. L a R om an a, a l o ír a q uell a s p ala b ra s d il a tó lo s o jo s c o m o g ata e n la o scu rid ad , d ic ie n d o: —¿ Qué d ic e? ¿ Q ue q uie re s ac arla ? Es o n un ca . Sa lg a d e a q uí o ll a m aré a m is lo b os p ara q u e le d evo re n . So nrie n d o, m ie n tr as h ería c o n l o s o jo s, r e sp on dió A don ay : —C alm a m uje r, s i n o q uie re s q ue d err ib e e sta c asa s o b re tu c ab eza . Sé p ru den te . N in gu no d e tu s lo bo s s e a tr everá a a u lla r a n te m í. Ve te a l m om en to a a yu dar a la jo ven y n o m e i m pac ie n te s m ás , s i n o q uie re s q ue o rd en e e l c ie rre d e tu b urd el y l le varte a p asar la n o ch e p o r a llí. .. —Pe ro .. . —q uis o o bje ta r e ll a . A don ay le c o rtó la fr as e d ic ie n do : —N o h ay p ero q ue v alg a.. . Ve te p ro n to . N ad a d e e scán dalo s. Yo m e lla m o A do nay. —A .. .d o ... n ay —d ijo la p obre m uje r—. Pe rd ó n. N o le c o no cía . A qu í e sta mos to do s p ara s e rv ir le . —G ra cia s, Iv o n . Va n d os li b ra s m ás y to ma c o n tu s lo bo s u n a c o p a a m i s alu d . L a m uje r r e c o g ió e l o ro d ic ie n do: —N o h ay n eces id ad d e q ue la s eñ orita s e m ole ste . Yo m is m a m e e n carg o d e tr aerle s u s a ta vío s. Ma ría e sta ba e n sim is m ad a, p erp le ja . N o s a b ía q u ié n e ra a q uel A donay, n i q ué a u to rid ad te nía . Vo lv ió e n s í c u an d o o yó u n a v o z q u e le d ec ía : " Sí rv as e b aja r" , y l e e x te nd ie ro n l a m an o p ara q u e p ud ie ra a p ea rs e d el c o ch e. L ueg o, s u c o m pañ ero lo lle vó h asta u na p uerta , to mó u n a l la ve y a b rié n dola e n tr aro n lo s d os e n u n a c a sa p eq u eñ a p ero h erm osa y c ó m oda. Er an la s o nce d e la n och e. El c o ch ero c arg ó c o n la s d os m ale ta s y u na v ez q ue la s lle vó a l in te rio r d e la m an sió n , r e cib ió s u p ag a y s e m arc h ó . A do nay c o nd ujo a la jo ven a u n d orm ito rio , la h izo s e n ta r e n l a c a m a y m ie n tr as é l a b ría s u s m ale ta s, p re g un tó : —¿ Pued es d ec ir m e e n d ónd e e stá n tu s r o pas d e d orm ir ? ... O h, a q u í h ay u na c a m is a... Po r e sta n och e m e c o nvie rto e n tu s ir v ie n te , p ero m añ an a te tr ae ré u na a m a d e lla ves. Y a h o ra a d orm ir tr an qu ila . Es tás fa tig ad a y e n fe rm a. El c u arto c o nti guo e s m i d orm ito rio : si m e n ecesita s, m e lla m as . Y m ie n tr as h ab la b a, le d esab ro ch ab a lo s za pato s, le q uitó e l a b rig o y a cerc ó a la c am a u na s il la . Ma ría , e n ta nto , le m ir a b a tr is te y a te moriza da.
Página 267
—H asta m añ an a, Ma ría , y q u e d uerm as b ie n .. . Es tás e n tu c asa. D ij o e sto y e n tr ó e n s u d o rm ito rio , c err a n do la p uerta tr as d e s í. C ap ítu lo XI I U NA MU JER D O RMI DA D A A L U Z —B uen o s d ía s, Ma ría . ¿ C óm o h a a m an ecid o m i p rin cesa ? ... Si én ta te , a m or, q u e te tr aig o e l d esayu no. T odas e s ta s p ala b ra s d ecía A donay a la m añ an a s ig uie n te , y c arg ab a e n s u s m an os u na b an d eja q ue c o nte nía lo n ece sario p ara u n d esayu no s u cu le n to . El jo ve n e sta ba a le g re . Su s p ala b ra s, s i n o e ra n d e a m or, e ra n a l m en o s d e c ariñ o y ll e n as d e s in cerid ad . Ma ría , e n c am bio , c o nte mpla b a a a q uel e xtr añ o c o n te mor, p ero a l m is m o ti em po c o n g ra ti tu d y a d m ir a c ió n. —¿ No m ere zc o u na c o nte sta ció n, Ma ría ? —Se ño r A donay: ¿ quié n e s u ste d y q ué in te ré s ti en e e n m í? —Pe ro , ¿ po r q ué m e tr ata s d e u ste d m ie n tr as y o te tu teo? —A nte s d e s a ti sfa cer s u p re g un ta , d eseo u na r e s p u esta a la m ía . A donay c o lo có l a fu en te s erv id a d ela n te d e e lla , y d ijo : —O ye Ma ría : tú e re s u na d e tr es m uje re s y d eb es e sc o g er la c o n dic ió n q ue m ás te a g ra d e y c o nven ga: o u n a h erm an a v iu da, o u n a p rim a, o u na n ovia m ía c o n q uie n d eb o c a sarm e p ro n to . Q uis ie ra a u m en ta r la d e u na a m ig a. Pe ro e n n u es tr os ti em po, e n l a a ctu al s o cie d ad , e so s ería u n a b su rd o. L a a m is ta d, h ija , s eg ún e l m undo , e s u n m en ti ro so c a riñ o lle n o d e in te ré s. H oy, l o s b o ls ill o s o cu pan e l p uesto d e lo s c o ra zo nes. A nte s, lo s c o ra zo nes e ra n c o m o lo s e le m en to s d e la n atu ra le za y s e a tr aía n . En c am bio h oy, e l b ols il lo m ás ll e n o e s e l m ás a tr ac ti vo . Po r e s te m oti vo , n o p ie n so c o nsid era rte c o m o u na a m ig a. —T ie n e u ste d r a zó n —a rg ü yó Ma ría —. Y s o bre to do la m uje r c aíd a n o p ued e te ner u n a m ig o . —C on to do e so , p rin ces a, y o s o y tu a m ig o, p orq ue s i la d ulzu ra d e la v id a d esap are ce y s u r e cu erd o d u ele , la a m arg ura d el v iv ir n os a co m pañ a h asta la tu mba. N o te mas: a li v ia ré tu s d es g ra cia s, b u sca ré tu fe lic id ad y te a m aré c o m o a u na h erm an a v iu da, c o m o a u n a p rim a q uerid a o c o m o a u na e s p o sa a d ora d a. T ú s erá s m i c o m pañ era e n e ste v ia je d e la v id a. Si m i p re sen cia te fa sti dia y n o q u ie re s q ue s ig a a tu la d o , y o te d oy m i p ala b ra d e v iv ir le jo s d e ti ; tú te ndrá s to do lo q ue d ese es y n ecesite s, p ero c o n la c o nd ic ió n d e q ue v iv ir á s b ajo m i v ig ila n cia h asta q ue y o p ued a a lza rte a la c u m bre y m uy p o r e n cim a d e la
Página 268
h um an id ad ... Pe ro , ¡q ué to nto s o y! T e e sto y d is tr aye n d o y e l d es ayu no s e e n fr ía . A c o m er, p u es n ece sita s s alu d y fu erza s. Ma ría , p or to da c o nte sta ció n, to mó la m an o d e A don ay y c o m en zó a h u m ed ecerla c o n s u s lá g rim as y a p erfu marla c o n s u s b eso s. D es p ués, e xcla m ó: —O h, s e r d iv in o , p erd ó nam e. So y u na m uje r c aíd a, d éb il , p obre y a b an d onad a. So y s o la e n e l m undo y p o r e s te m om en to n o te ngo a n ad ie , s in o a u ste d. Se ré s u e scla v a, s u s ir v ie n te ... p ero c o n u na c o n dic ió n.. . —¿ Cuál? —Q ue o cu lte m i d es h o nra . O cú lte me y n o d ig a a n ad ie q ue y o v iv o , p o rq ue q uie ro e sta r m uerta p ara to do e l m undo . —B ie n , p ero , ¿ qu é h are m os c o n tu p ad re ? —Yo n o te ngo p ad re . —A ho ra , s u p ong am os u n a c o sa. D es p u és d e d ar a lu z, y o m e e n carg o d e tu h ij o y tú p u ed es r e g re sar a tu c asa .. . —A qu ella o tr a, q ue te nía c as a y p ad re e stá m uerta . A hora y o s o la s o y la d ueñ a d e m i v id a. Pa ra n o a lte ra rla , A do nay c alló . Ma ría p ro sig uió d ic ie n do : —Ó ig am e: e n tr e m í y la m uerte n o h ay s in o u n s o lo p as o . Y q ue c aig a m i s a n g re s o bre la p ers o na q ue q u ie ra o blig arm e a v o lv e r a m i c a sa. ¿ Q uie re u ste d s e r e sa p ers o na? —N o, p o r c ie rto . —Pu es .. . y o le b en dig o d e c o ra zó n. —¿ Y no q u ie re s q ue b en d ig am os e ste d esay u n o? Ma ría , s o nrie n do tr is te m en te , r e sp on dió : —N o te ngo h am bre , le a seg uro . —Pu es a h ora v e rá s. U n b ocad o d e tu h erm an o, o tu p rim o o tu e sp oso , e s lo m ás e xq uis ito . Y u n ie n d o la a c ció n a la s p ala b ra s, p uso e n la b oca d e Ma ría u n b ocad o. Pe nsati va, e ll a d ijo : —¿ Cóm o m e h a c o n ocid o u ste d? ¿ Q uié n e s u ste d?.. . T odavía n o m e lo h a d ic h o . ¿ Q uié n le n otifi có m i p ara d ero ? —Es tas tr es p re g u nta s c u esta n tr es b ocad os. T om a e l p rim ero y te c o nte sto : y o te c o nocí h ac e m uch o ti em po, c u an do e ra s n o m ás h erm osa p ero s í m ás n en a d e v id a y d e v ig o r. ¿ C uán do, c ó m o y d ó nde? , s o n p re g un ta s in útile s .. . A hora , o tr o b ocad o. Pu es b ie n , tú d eb es h ab erm e c o no cid o m ora lm en te y ta mbié n p or r e tr ato . En a q uel ti em po m e lla m ab a A donis y n o A do nay co m o h oy, y era co nd is cíp ulo d e Ju an , cu an do e stu diá b am os le yes .
Página 269
Ma ría a tr ag an tá nd ose c asi, a b rió d es m esu ra d am en te lo s o jo s, e x cla m an do: —¿ Uste d e s A do nis ? ¿ U ste d e s e l q u e fu e h erm an o d e m i J u an ? —¿ Cóm o e s e so d e " e l q ue fu e"? El q ue e s .. . Y toman do la m an o d e é l, Ma ría s e i n clin ó d ic ie n d o: —A do nis , A donis . T an ta s v eces h em os h ab la d o d e u ste d... J u an d ecía : " A do nis e s e l p re cu rs o r d e la r a za fu tu ra ".. . ¡C uán ta s v ece s le n om bra b a q uerie n d o im ita rle e n to do! Si em pre r e p etí a: " A don is , e l p ro fe ta, e s m i h erm an o, e s m i p ad re ". Ma ría h ab la b a y llo ra b a a la v ez. Pa ra a le ja r d e e lla la tr is te za , A do nay d ij o : —Y a h ora , p u ed es c o nsid era rm e c o m o h erm an o, p rim o o m arid o. —¡O h, A donis , q u é n om bre ta n d ulc e , ta n s u ave y ta n c o n so la d o r! —¿ Y esto , n o m ere c e u n b o cad o? —¡Q ué b u en o e re s. A don is ! —A sí m e g u sta : y a c o m ie n za s a tu tearm e. Pe ro o ye , a h o ra y a n o m e ll a m o A donis , p ues e s e n om bre m urió c o n é l. A hora s o y A do nay. —Pa ra m í, s erá s A do nis . —B uen o , c o m am os. En s eg uid a e lla p re g u ntó : —¿ Tú h as a d iv in ad o e n d ón de e sta ba y o ? —N o, Ma ría . F u e J u an q uie n m e lo in d ic ó . —¡C óm o! ¿ Te e stá s b urla n d o d e m í? J u an m urió h ace ti em po y a. —N o s eas to nta . Yo y tú s o m os lo s m uerto s. J u an e s e l q ue e sta a h ora e n la v erd ad era v id a. A yer m is m o e sta ba h ab la n do c o n é l. Ma ría c o nte mpla b a a s u c o m pañ ero s in c o m pre n der n ad a, m ie n tr as q u e é l c o nti nuab a: —J uan h as ta a y er s u fr ía lo in d ec ib le p or ti . N o p odía te ner n i u n m om en to d e p az. .. T ú n o e n tien des n ad a d e e so to davía . Pe ro a ye r, a l q u ere r c o m un ic arm e c o n tigo p ara s ab er e n d ó nde te h alla b as, s e p re sen tó é l y p ara tr an quiliza rle le p ro m etí to do l o q ue m e p ed ía . Y ah o ra e stá m uy c o n te nto . —A do nis , n o te e n tien d o.
Página 270
—L lá m am e A don ay .. . D esp ués te e n señ aré lo q ue n ec esita s s ab er... A hora , o tr o b o ca d o . O ch o d ía s m ás ta rd e, Ma ría s in ti ó lo s d o lo re s d el p arto . T re s m éd ic o s la e xa m in aro n y to dos s en te ncia ro n e l p eli g ro p or la e xtr em ad a d eb il id ad d e la m ad re , q ue ta l v e z n o re sis ti ría e l tr an ce. A do nay c alla b a p en sa ti vo . L a m atr ona e sp era b a e l e fe cto d e l a m ed ic in a. Ma ría s en tía d es fa ll e c ers e , y lla m an do a A don ay , le d ijo : —Si én ta te a , m i la d o. Q uie ro a g ra d ec erte m ie n tr as p ued a h ab la r. Me s ie n to fe liz p orq u e v o y a m orir , y d esp re n d erm e d e e sta v id a, d e e s ta c a rg a. Mu ch o te h e h ec h o s u fr ir y te h e d ad o m uch o tr ab ajo . ¿ N o e s a s í, A do nis ? —Mí ra m e a lo s o jo s, Ma ría —o rd en ó to mán do le la s d os m an os—. Mí ra m e. —Si en to s u eñ o, A donay. Es l a m uerte . —D uerm e. Ma ría c err ó lo s o jo s c o m o u n n iñ o e n b ra zo s d e la m ad re . A do nay s eg uía c o n s u s p as es, s ile n cio so . L a o b sté tric a le c o n te m pla b a a d m ir a d a. D esp ués d e u nos m in uto s, Ma ría c o ntin uab a d orm id a y h acía , a l m is m o ti em po, e sfu erzo s c o m o p ara a rr o ja r d e s u m atr iz e l fe to . A do nay lla m ó c o n la m ir a d a a la m atr on a. El la s e a ce rc ó y a n te s d e te rm in ar s iq uie ra lo s p re p ara ti vo s, n ació la c ria tu ra , a l a q ue r e co gió . D esp ués a a te nd er a la m ad re d orm id a y c u an d o te rm in ó c o n e lla , s e d ed ic ó a l r e cié n n acid o. A do nay s u dab a. Su m ir a d a s eg uía c la va d a e n e l ro str o d e Ma ría . Pa saro n c in co m in u to s m ás. Se le va n tó e n to nces d el la d o d e l a m ad re y s e s en tó e n u n s ill ó n c erc an o. L a p arte ra d u ra n te s u o cu p ac ió n p are c ía c o m o a to nta da, q ue o bra b a b ajo e l in flu jo d e o tr o s e r, p ero a l te rm in ar s u tr ab ajo v o lv ió e n s í c o m o d e u n s u eñ o , y d ijo : —¿ Qué p as ó ? ¿ H a m uerto ? Pe ro a l d ir ig ir la m ir a d a a l a p artu rie n ta , g ritó : —¡Mi la g ro ! ¿ U na m uje r d a a lu z d orm id a y s in d o lo r? ... Es u n m il a g ro . A do nay le m ir a b a s o nrie n te . D os h o ra s m ás ta rd e s e d es p ertó Ma ría . Pa seó s u m ir a d a p or e l c u arto , y p re g u ntó d esp ués: —¿ Qué h a p asad o?
Página 271
A do nay le s o n rió c o n te rn ura , m ie n tr as la c o m ad ro na le d ec ía : —L o q ue h a p asa d o e s q u e e s tá s alv ad a, m i q uerid a. —¿ Qué? ¿ Ya d i a l u z? ¿ Q ué fu e? .. . ¿ D ónde e stá ... ? —Ma ría —d ij o A donay—. T en c alm a. Sé ra zo nab le . T u h ijo e stá a q uí, p ero c re o q ue n o v iv ir á . Ya e n vié p o r u n m éd ic o . Efe cti vam en te , a l d ía s ig u ie n te e l n iñ o v o lv ió a la e te rn id ad , c o m o s i e l m undo n o fu era d ig no p ara s u a lo ja m ie n to . C uan d o e l s ac erd ote q uis o v e rte r s o bre s u c ab eza e l a g u a b au tism al, p re g u ntó : —¿ Cóm o q u ie re n lla m arlo ? —J uan —r esp o ndió A do nay. —A do nay —d ij o Ma ría . —B uen o —c oncilio e l c u ra —. Se rá ll a m ad o J u an A do nay... ¿ H ijo d e q u ié n e s? —Es m i h ij o —r esp on dió e l j o ven . C ap ítu lo XI II MA RIA O MA GDA LEN A El h om bre , h ij o d e la n atu ra le za , d eb e s e g u ir a s u m ad re e n s u s d ese o s y e n s u s le yes. En tre lo s e le m en to s, n in g uno e s a b so lu ta men te r e vo lto so . Se d es b o rd an lo s r ío s, s e s ed im en ta n, s e h u nden , s e s eca n y d esp ués D io s r e su cita e n e llo s, e l a g u a d e la v id a p ara q ue c a n te n a s u o íd o e l c an to d e la e te rn a e vo lu ció n : e n tr e e l a m or v la d es esp era ció n, e n tr e la p erp le jid ad y l a d ecis ió n , e n tr e l a e s p era n za y la d esilu sió n. A sí s u ced e e n la s a lm as h um an as y s o bre to do e n a q uell a s q ue e stá n ll e n as d el s u b lim e d eseo , lle g an c o n s u p ro g re so y e sfu erzo a u n p unto d el q ue n o p ued en tr asp asar. A llí s e a g ita n, s e p re cip ita n, s e h und en . Pe ro D io s le s m an da n u eva m en te e l a p ó sto l v ig o r, a q uella e n erg ía q ue n o m id e e l in fin ito c o n la s m ed id as de lo s hom bre s . Im pele al alm a a co nti nuar v ig oro sam en te e l c am in o d es p u és d el c an san cio . C uan d o la s d esg ra cia s s e a g lo m era n , s e e li m in an u n as a o tr as. L o s s u ceso re s a liv ia n a lo s a n te ces o re s, a sí c o m o u na o la e lim in a a o tr a q u e le p re ced ió . Ma ría , c u an d o tu vo s u p rim era d esg ra c ia , la m uerte d e J u an , q u is o s u ic id ars e , p ero d es p u és d e s u fr ir o tr as, c o m o s u v ia je a D am as co , s u s alid a d el b urd el, s u p arto y p or fi n la m uerte d e s u h ijo , c a d a u n a d e e ll a s l e h ac ía o lv id ar lo s d olo re s a n te rio re s y lle g ó a s en tir q ue to do e s r e la ti vo e n la v id a.
Página 272
Ma ría e ra u na d e a q uell a s m uje re s o rie n ta le s e n c u ya a lm a r e in a la d u lzu ra y e n c u ya s v en as a rd e e l fu eg o b ab iló nic o q ue l o s a n tigu os s a b ía n a ti za r e n s u s te m plo s. H ab ie n do v iv id o Ma ría e n a q uello s ti em po s, ti em pos d e lo s D io ses, d e la p oesía y la h erm osu ra , h ab ría s id o u na d e la s d io sa s d el te mplo , te mplo d el a m or. Pe ro e l ti em po d estr uyó e l te mplo y c o nserv ó a la m uje r. ¿ La h aría e l ti em po e sc la va d e la h ere n cia h oy, m ie n tr as q u e a n te s fu e la e scla va d e la c o rru pció n? L a re lig ió n c o nte sta c o n o tr a p re g un ta : ¿ A caso e l a b ro jo p ro duce h ig os? Pe ro la c ie n cia d ic e: Si e l a b ro jo n o p ro duce h ig o s, p ued e g ra d ualm en te p or m ed io d el i n je rto , d ar fr uto s m ás e xq uis ito s q ue lo s h ig os. A sí s u ced ió c o n Ma ría , d es p u és d e p ad ecer m uch o y s u fr ir a m arg am en te . L e b asta ro n p o co s m eses, e n c o m pañ ía d e A donay, p ara d ar p as o s g ig an te sco s, h acia l a p erfe cció n y p ara r e c u pera r a q uella , h erm osu ra d e a n ta ño . El lo fu e e l a b ro jo d e la s o cie d ad , p ero s u p rá cti ca y s u s v ic is itu des h ic ie ro n d e e lla u n a fr uta m ás e xq uis ita q u e e l h ig o, p o rq ue lo s e rr o re s e n señ an la v e rd ad y la p rá cti ca c o rrig e. A do nay c u m plió s u p ro m esa: a yu dó a o cu lta r s u p ara d ero y l e d io e l tí tu lo d e " s u p rim a v iu d a". Pe ro A don ay s u fr ía , y g oza ba a l la d o d e a q u el á n gel. Su fría p orq ue v eía e n e ll a la fr uta m ás e x q uis ita y p ro hib id a p ara é l: p orq ue s ab ía q ue é l e sta ba p o r e l m om en to a l b o rd e d e u n a b is m o, le b asta ba u n lig ero m ovim ie n to p ara p re cip ita rs e e n é l, y p o rq ue n o q u ería q u e e ll a s u fr ie ra a l c re e r q ue e so e ra e l r e cla m o d e u na r e c o m pen sa p or s u o bra . Y g oza ba, p orq u e c u an do r e g re sab a c an sad o d e s u s ta re as d el d ía , e n co n tr ab a e n a q uel n id o a u na m uje r c ariñ osa y s o lic ita c o m o u na m ad re , u na h erm an a o u na e sp osa. Y p or a ñ ad id u ra b ella c o m o u n e n su eñ o o la r e aliza ció n d e u n id eal. D ía tr as d ía , s e to rn ab a s ile n cio so y p erd ía e l e n tu sia s m o. C om para b a a Ma ría c o n Ev a y A sh ta ru th . El la re u n ía e n s u p ers o na la s d os. Pe ro ta mbié n v eía c o n e l o jo in te rn o q u e e sta ba m ás l e jo s d e é l q u e c u alq u ie ra d e la s o tr as d o s. A s u la d o d ia ria m en te s e r e p etí an a q uell o s d o lo re s q u e h ab ía s en tid o a l la d o d e A sh ta ru th . U na m añ an a le d ijo la j o ven : —A do nay, tú e stá s e n fe rm o. —¿ Por q u é c re es e s to , Ma ría ? —N o s e tr ata d e c re er o s u po ner. T e e s to y v ie n do. T u r o str o r e ve la s u fr im ie n to y tu s o jo s e m an an tr is te za . Y s e a cerc ó a é l. L e to mó la m an o y la c o lo có e n s u r o str o e n d em ostr ació n d e c ariñ o. En e s ta p ose, A don ay p erc ib ió e l o lo r d e s u c ab ello y s in tió u n tr asto rn o g en era l e n s u s er. C err ó lo s o jo s y m ed itó .
Página 273
—¿ No q u ie re s h ab la rm e h o y? A do nay a b rió lo s o jo s. Se m ovie ro n s u s la b io s c o m o s i q uis ie ra n b es ar lo s d e e lla . Pe ro s e c o ntu vo p ara d ecir . —Q uis ie ra te ner la e n fe rm ed ad e n e ste c u erp o. T al v ez a sí n o s e r e b ele c o ntr a m í. Ma ría le m ir ó ad m ir a d a de aq u ella co n te sta ció n qu e e n cerra b a c an sa n cio y d es ech o. A quello s la b io s q u e n u nca h ab ía n p ro n uncia d o u na fr as e d e d esa li e n to , c o n la s p ala b ra s q ue a cab ab an d e h ab la r, o bli g aro n a Ma ría a p re g unta r: —A do nay, ¿ so y y o la c au sa? El la m ir ó c o n s everid ad y l e r e sp o ndió : —Ma ría , te p ro hib o te rm in an te men te p en sar e n lo q ue h as d ic h o a h ora , n i p or b ro m a. Sá belo q u e e n e sto s m om en to s, e re s m i ú nic o a liv io y e l ú nic o r e m ed io p ara m is m ale s. Ma ría s e a su stó . Pe ro tr an q uil iza da l u eg o, d ijo : —Si s o n n eces aria s m i s an gre y m i v id a, y a s ab es A donay... —N o, Ma ría . N o n ecesito n i tu s an g re , n i tu v id a. L o q ue n ec esito e s tu e sp ír itu , tu a lm a y tu a ... tu c ariñ o. Ma ría r ió p ara d ec ir le e n s eg uid a: —Pa la b ra , c h ic o , m e h as d ad o u n b uen s u sto . ¿ C uán do te h e n eg ad o y o u n o d e lo s tr es? ¿ N o v es q ue e sto y v iv ie n d o p or ti y p ara ti ? ¿ N o s ab es q ue e re s tú m i a lie n to d e v id a? ¿ A caso p ued o te ner a lg o m ío p ro pio q u e n o s e a tu yo ? ¡Q ué d esg ra cia p ara e l c o ra zó n s en sib le q ue q uie re d em ostr ar s u c a riñ o y n o p ued e!. .. C ré em e, A don ay , q ue es u n o d e lo s m ay o re s to rm en to s q ue a h o ra te ng o. B usco la m an era d e c o rre sp o nderte y n o l a h all o . Po r e so s u fr o. —N o te p re o cu pes, Ma ría , n i v aya s a c re e r q ue s o y u n D io s q ue lo d a to do s in p ed ir n ad a. A lg ún d ía h e d e p ed ir te a lg o m ás v alio so d e lo q ue te h e d ad o . —¿ Por q u é e s p era s h asta a q uel d ía ? ¿ Po r q ué n o m e lo p id es a h o ra ? —¿ Así lo q uie re s? —Sí , a h o ra m is m o. —Pu es b ie n -. .. C ásate c o nm ig o . Ma ría s e r ió a g usto d e e sta p eti ció n. D ijo lu eg o : —A do nay, e re s u n D io s y q u ie re s a p are c er c o m o u n h um an o. N o te b astó lib erta rm e s in o q ue q uie re s c arg ar c o n m i p as ad o... Pu es e stá s e q uiv o ca d o c o n m ig o e s ta v ez. El g ir o q u e Ma ría d io a la c o n vers ac ió n, in quie tó a A don ay , q uie n d ij o : —¿ No q u ie re s c asa rte c o nm ig o?
Página 274
—N o, A don ay . Y an te e l s il e n cio d e é l, la s p ala b ra s d e e ll a c o ntin uaro n: —¿ No m e p re g unta s p or q u é? —N o e s n ece sario . —En tonces, e s n ecesa rio q ue a c la re m i n eg ati va : y a te d ije a n te rio rm en te q ue y o te h e d ad o m i e s p ír itu , m i a lm a y m i c ariñ o. A hora , c o nté sta me, ¿ qué p ued e d arte e l m atr im onio ? ¿ Mi c u erp o? Ya n o v ale la p en a p ara p re se n tá rte lo . Es u n e stu ch e m uy s u cio y m uy g asta do. Pe ro s i tú e n cu en tr as e n é l a lg ún p ro vech o, e s tu yo ta mbié n . T e lo h ubie ra o fr ecid o c o m o l o a n te rio r s i e stu vie ra c o m o e llo s, li m pio y s in m an ch a.. . Pe ro e n e l e sta do e n q ue s e h alla , p ara n ad a s ir v e, m en os a ú n p ara o fr ecérte lo c o m o r e g alo ... Ya te d ig o, m i c u erp o s erá tu yo p ero c o n u n a c o nd ic ió n ... —¿ Cuál? —p re g u ntó A donay, á v id o y c o nte nto . —T e lo d aré ... T e lo d aré c o m o u n in str um en to m as n o c o m o u na c arg a. —¿ María , q ué d ic es? —L o q ue m e o yes. —T ú e stá s b la sfe man d o. —N o. T ú e re s e l b la sfe mo... ¡Yo b la sfe m ar c o n tr a ti , c o ntr a m i D io s! ¡Yo q ue te a d o ro , v o y a m an ch ar tu fr en te c o n m i d es h o nra ! —¿ María , e stá s lo ca? —N o, n o e sto y lo ca . Es toy m uy c u erd a, y e n e s te e sta do te o fr ezc o m i c u erp o c o m o a m an te , m as n u nca c o m o e sp o sa . —Pu es , d e e sta m an era n o te lo a cep to . —N i y o p u ed o o fr ecerte , n i d arte , m ás d e lo q u e p oseo . —¿ Y tú c re es q u e p ued o e n co n tr ar u na m uje r m ás d ig na q ue tú ? —N o, p or c ie rto , y te lo d ig o c o n to da la s in cerid ad d e m i a lm a. ¿ Sa bes p or q ué? T ú e re s, s eg ún c re o u n D io s, y d ud o q ue p ued as e n co ntr ar u na D io sa q ue p ued a a co m pañ arte e n tu v u elo d e á g uil a . L as m uje re s d e n uestr o ti em po, A donay, y y o p or lo ta nto , s o m os g allin as c o n a la s, s í, p ero n o p od em os v o la r: d e p o co s h uevo s y m uch o s c ac are o s. —C on e l ti em po s ab ré d om in arte , Ma ría .. . Y a lg ún d ía s erá s m i e s p o sa. —Ó ye m e, tú m e d ij is te u na v e z q ue e l m ag o p u ed e c am bia r la fo rm a d el o ro m as n o la s u sta ncia d el m eta l... ¿ N o e s a s í? —Sí , te d ije e sto y te d ij e ta mbié n q ue n i e l m is m o D io s p ued e c o m ete r a b su rd os.
Página 275
—Pu es b ie n , tú p ued es h acer d e m í tu c o n cu bin a, m ad re d e m uch o s h ijo s, s ir v ie n te , c o m pañ era , p ero n un ca e sp osa; p ues m i s u sta ncia e s p ir itu al e s e l d efe nderte d e m í m is m a, d e m i d es h o nra , p ara d eja rte li b re y p uro a n te lo s h om bre s y la s o cie d ad . —¿ Qué m e im po rta a m í la s o cie d ad ? —Mu ch o. Po rq ue v iv e s e n la s o cie d ad . —N o, Ma ría , p o rq ue q uie ro l le g ar a s u perh om bre . —L o e re s. Pe ro a ú n a s í, s ie m pre ti en es q ue v iv ir e n tr e lo s h om bre s . —¡En tonces, tú n o m e q uie re s! —¿ Qué n o te q u ie ro ? Q ue D io s te p erd one, p orq ue n o s ab es l o q ue d ic e s. T e q u ie ro ta nto , h as ta p re fe rir e l s u ic id io a c o n ve rti rm e e n e sp osa tu ya. —Pe ro Ma ría , ¿ có m o p ued o c o nsen tir q ue v u elv as a l a b is m o d el q u e q uis e lib ra rte ? —Mi a b is m o a tu l a d o y p or tu c a u sa e s m i c ie lo y m i d ic h a. —¿ Qué s o n p ara ti d os p ala b ra s p ro nun cia d as p or u n s acerd o te ? —Y a ti , ¿ qu é fa lta te h acen , y q ué p ued en d arte a m ás d e lo q ue te o fr ezc o? -—Yo q u ie ro u n a e sp osa, n o u n a m uje r. —El m un do e stá lle n o d e e ll a s . Pu ed es e sco ger u na, q ue y o n o m ere zc o s e r tu e s p osa. A do nay, le van tá ndo se b ru sca m en te d e s u a sie n to , d ij o : —Es l a te rc era v ez que o ig o e s ta fa tíd ic a fr as e. —¿ Qué fr ase e s e sa, A do nay? N o te e n tien do . A do nay co nti nuó co m o si es tu vie ra h ab la n do co nsig o m is m o: —Ev a lo d ijo , y s e c a só . A sh ta ru th la r e p iti ó y m urió ... Y ah ora l a d ic e ta mbié n Ma ría . ¿ Q ué le s u ced erá ? N o. Es ta v ez d eb e o bra r m i v o lu n ta d.. . ¿ Po r q u é m e p ers ig ue e sta fa ta li d ad c o n la s p ers o nas a q uie n es a m o? —Si te r e fi ere s a m í, A donay, te a s eg u ro q u e n o m e a m as. T ú q uie re s s acrifi ca rte p or m í. En lo q ue s e re fi ere a e sa Ev a y A sh ta ru th , n o s é q uie n es s o n. —¿ Tú m e a m as. Ma ría ? —Ya te d ije q ue n o te a m o. s in o q u e te a d oro . T e a d o ro c o m o a D io s y n o q u ie ro q u e m i a m or h ag a d e tí u n h um an o d es p re cia d o. —Si m e a m as h ará ? lo q u e te d ig o.
Página 276
—H aré to do m en os c as arm e c o n tigo . —T am po co y o p ued o d evo lv erte c o n m is p ro pia s m an os a la d es h o nra . —¡L a d esh on ra ! ¿ Y c u án do la d esh onra s e s ep aró d e m í? Es ta e s la ú nic a m an ch a q u e n o p u ed e la vars e e n la m uje r d e n uestr o p aís y c re o ta mbié n e n e l m und o d el a lm a. Mi d esh on ra m an ch aría tu fr en te y tu p orv e n ir . T e a m o m ás q u e a m í m is m a y p or e so te p ro te jo d e m í m is m a. —¿ Y no p ie n sa s c asarte n u nca? Ma ría lo m ir ó a su sta da. —¿ Te h as v u elto lo co , A do nay, p ara p re g u nta rm e e s to ? ¿ C asarm e y o ? ¿ C on q uié n ? ¿ Si c o ntig o, e l s er m ás n o ble q ue q uie re o lv id ar m i p asad o, q u e m e d a s u m an o p ara e le v arm e a s u n iv el, n o m e c a so , c ó m o p ued o c a sarm e c o n o tr o h om bre , m ás in dig no q ue y o , p ara q ue a c ad a m om en to m e e c h e u n a m ir a d a d e c o m pas ió n c o m o e l fa ls o fi lá n tr opo q ue d a s u d in ero p ara q u e s u n om bre y s u re tr ato a p are zc an e n la p re n sa? T odavía n o m e c o no ce s, A donay. Q uie ro d ecir te u na v ez p o r to das q uié n s o y y o ... Ve n, s ié n ta te a m i la d o . D am e tu m an o, d éja m e b esarla .. . O ye, y o m e r e c o nozc o q u e s o y d esh o nra d a, y p or d os r a zo nes s é q ue s o y u na m uje r in can sa b le : la p rim era p orq ue e l n oven ta y n ueve p or c ie n to d e la h u m an id ad , s o n m ás i n dig no s q ue y o ; n o p u ed en ll e g ar a m i n iv e l n i y o p ued o r e b aja rm e a l n iv el d e e llo s. Y el u no q ue r e sta , e s m ás d ig no q ue y o ; ni y o p u ed o lle g ar a s u n iv el, n i c o nsie n to q u e é l b aje a l m ío . —Pe ro Ma ría , ¿ no v es q ue e l m is m o J e sú s n o c o n den ó a la Ma gd ale n a? —Po r e s o tú n o m e c o n den as, p orq ue e re s o tr o J esú s y q uie re s s a crifi carte p or m í. D éja m e a m arte c o m o Ma ría a J esú s. —Yo n u nca p ued o l le g ar a ta nta a ltu ra , Ma ría . —Pa ra m í, tú e s tá s e n la c ú sp id e y p oco im po rta lo q ue d ig an l o s n o ve n ta y n ueve. A do nay calló . Pe ro co nfi ab a ven cer co n el ti em po la r e sis te ncia d e Ma ría . —B uen o . B asta p or h oy. D eb o ir a m i tr ab ajo —fi nalizó . —Ve te, c o n D io s, a m or m ío . Pa saro n m eses. La co nvers ació n de to dos lo s día s c ir c u nd ab a e l m is m o te ma. A do nay la a m ab a m ás c ad a d ía . L os m om en to s d es o cu p ad os l o s p asab a ju nto a e lla . Er a fe li z y d es g ra cia d o. N i r a zo nes n i m an ife sta cio nes h acía n c am bia r a Ma ría s u p are cer. U na n o ch e, e sta ndo e ll a s en ta da a lo s p ie s d e A donay —s u p ostu ra p re fe rid a— mir ó a s u sta da a l jo ven y g ritó : —¡A do nay, tu c ab eza e stá a rd ie n d o e n lla m as ! —¿ Qué d ic es?
Página 277
—A do nay, ¿ qu é te p asa? ¿ Q ué e s e sto ? Y c o m en zó a r e str eg ars e lo s o jo s, y a l a b rir lo s, n u ev am en te s e in co rp o ró . Se l e v an tó y a le já n d ose a lg un os p as o s, g ritó : —¡A do nay! ¡T od o tu c u erp o a rd e! Se l e v an tó p en sati vo . Y acerc án do se a e lla le d ij o : —Ve n, n o te a su ste s. Es u n a ilu sió n tu ya q u e p ro nto d es ap are c erá . El la s e a rr o d ill ó a s u s p ie s y c o m en zó a b es arle lo s za pato s. A do nay d ejo p arti r u n a lá g rim a d e c ad a o jo . ¿ A le g ría ? D olo r? ... Y se r e ti ró a s u c u arto . A qu ella n och e, n i é l d urm ió n i Ma ría ta mpoco . El la c re yó q ue s e h alla b a a n te u n n uevo J esú s. A don ay s e v io a n te la r e alid ad ... D os d ía s d esp ués, e l Em ir F ais al le d ecía : —T ú ti en es q ue ir a B eir u t. L a m is ió n A m eric a n a e stá a ll í.. . D eb es in flu ir e n e l á n im o d e lo s lib an ese s p ara q u e p id an la i n dep en d en cia a b so lu ta . N o n ece sita mos e l y u go e x tr an je ro s o b re n uestr a c erv iz. C ap ítu lo XI V U N D ISC UR SO PR OFET IC O El s aló n d el C ír c u lo d e B eir u t, e sta ba re p le to . H om bre s y m uje re s e sp era b an a n sio so s e scu ch ar la p ala b ra d el e n via d o d el Em ir F ais al. Po sib le m en te la m ayo r p arte d e e llo s e ra n e sp ía s d e lo s e xtr an je ro s. T odo s te nía n c la v ad a la m ir a d a e n la m esa y e l s il ló n q u e e sp era b an a l o ra d or e n e l e s tr ad o. A l fi n al h izo s u a p aric ió n u n jo ven e n c u yo s c ab ell o s s e r e fl eja b a la lu z c o m o e n la s u perfi cie d e o nd as lí q uid as, y c o n u na b arb a p eq ueñ a q u e le d ab a u na g ra n s em eja n za c o n e l N aza re n o . Pa seó s u m ir a d a p o r e l a u dito rio , s ile n cio so , s ere n o. Se i n clin ó y d ijo : "D am as y c ab alle ro s: " A nte s d e c o m en za r q uis ie ra s a b er q ué c la se d e d is c u rs o e sp erá is de m í. ¿U n dis cu rs o políti co ? ¿U n dis cu rs o p atr ió tico .. .? " Si e l p rim ero , s erá u n a fa ls a m en ti ra d is fr aza da d e v erd ad , y s i lo s e g und o, s erá e n to nce s la v e rd ad d esn ud a, p is o te ad a y h erid a... ¿ C uál d e lo s d os p re fe rís ? "
Página 278
A qu ella p re g u nta c au só e stu pefa cció n e n tr e lo s p re sen te s. G uard aro n u n s il e n cio p ro fu nd o. Er a la p rim era v ez e n la h is to ria q u e u n o ra d or p ed ía e l c o nsen tim ie n to d e s u a u dito rio . A l fi n, u n os jó ve n es q ue s e ti tu la b an p atr io ta s g rita ro n: —¡L a v e rd ad , q u ere m os la v erd ad ! Y lu eg o e l a u dito rio g ritó : —¡L a v e rd ad ! ¡L a v erd ad ! El o ra d or c all ó u n m om en to p ara d ecir lu eg o : —D am as y c ab all e ro s, la v erd ad e s d u ra a l o íd o d e lo s e scla vo s y a m arg a, m uy a m arg a, a s u s p ala d are s. —¡L a v e rd ad ! ¡L a v erd ad ! —r es o n ó n uevam en te . —En tonces, te nd ré is la verd ad ... D ura n te m i via je d e D am asco h as ta a q u í, la s u erte q uis o q u e v ia ja ra e n c o m pañ ía d e tr es p atr io ta s e n e l m is m o v ag ón d el tr en . El lo s e ra n : u n c u ra c ató li c o m aro nita , un sh eik m ah om eta no y un an cia n o o rto doxo ... El v ia je e s la rg o y m on óto no y s ie m pre lo s v ia je ro s s e u n en p ara a co rta r la d is ta ncia , e n ta bla n u na a m is ta d q ue c asi s ie m pre e s p asaje ra y te je n v a ria s c o nvers a cio nes. " El c u ra p rim era m en te s e d ir ig ió a m í y m e d ij o : —A l fi n y a e sta mos lib re s. " —¿ De q ué? —l e c o nte sté —. ¿ D e n uestr as p asio n es ? " El m e m ir ó a tó nito y m e d ijo : " —N o s eñ or, n o h ab lo d e e sto . D ig o q u e e sta m os li b re s d el y u g o d e lo s tu rc o s. Y a h ora lo s c ató lic o s li b an eses y e l Pa tria rc a e sta mos p id ie n do a n te la m is ió n a m eric an a p ara q ue F ra n cia v en ga a l p aís , p o rq ue n oso tr os lo s m aro nita s s e n ti m os q ue s o m os fr an ces es d e c o ra zó n. " —¿ Y p ara q ué q u ie re n lo s m aro nita s q u e v en gan lo s fr an cese s? —l e d ije . " —¿ Cóm o p ara q ué? Pa ra l ib ra rn os d e lo s e n em ig o s. " —¿ Y del d em onio ta mbié n ? " El s h eik s e r ió a c a rc aja d as y e l o rto doxo o cu lta ba la c ara c o n s u s m uecas . El c u ra s e d is g ustó y m e d ij o : " —Se gu ra m en te u ste d e s fa is alis ta . " —N o, p ad re , n o s o y fa is a li s ta . Yo s o y A donay y p or a ñ ad id ura á ra b e. " —L o m is m o e s á ra b e o fa is ali s ta . " —Ma s o m en o s c o m o e l m aro nita y e l fr an cés. " Es ta v e z e l o rto do xo y a n o p ud o a h ogar s u r is a y s o ltó la c arc aja d a. Y d e ta nto r e ír e l h om bre , a l m is m o ti em po llo ra b a y d eja b a c ae r s u s a li v a ."
Página 279
C uan d o ll e g ó a e sta p arte , tu vo q ue c a ll a r p o rq ue la ris a c o n ta gió a l a u d ito rio . L ueg o c o ntin uó d ic ie n do: " Po déis r e ír s eñ ore s , p ero r e co rd ad la s a b id uría d el a d ag io q ue d ic e 'L a p eo r d esg ra c ia e s la q u e c a u sa r is a.' " D es p u és , e l c o m pañ ero te rm in ó d e r e ír y m e d ijo : —¡Q ué le p are ce a u ste d, s eñ or, lo s in gle se s n os s alv a n y e l r e ve re n do q uie re a d ju d ic ar e l h on or a lo s fr an cese s, y lo q ue e s m ás, q u ie re n tr ae rlo s a l p aís c o m o g o bern an te s! So n lo s i n gle s es lo s q ue d eb en q ued ars e c o n n o so tr os, p orq ue e ll o s s o n lo s q ue p ued en d arn os l a p ro sp erid ad y la d ic h a! " El s h eik m ah om eta no le m ir ó c o n o jo s q u e d esp ed ía n r a yo s d e c ó le ra y le c o n te stó c o n u na fr ase c o rá n ic a : " —C uan d o D io s q uie re a n iq uila r a u n p ueb lo , d iv id e s u s o pin io n es . ¿ Q ué n o s fa lta ba a n oso tr os e n lo s ti em pos d e T urq uía ? ¿ A caso n o é ra m os fe li c e s? ¿ Po r q ué h o y te nem os q ue a tr ae r s o b re n oso tr os a n uestr os e n em ig os, l o s i n fiele s? " C uan d o v i q ue la c o nvers ació n ib a a c o n ducir n os a u n a p ugn a, le s lla m é la a te nció n y le s s u pliq u é q ue c a m bia ra n d e te ma. " Se ño re s, y o r e fi ero la s c o sas y n o c o m en to n ad a. Vo so tr os m e h ab éis p ed id o la v erd ad y y o o s la d ig o: n oso tr os s o m os d om in ad o s p or la s p asio nes y e l e sc la vo d e la s p asio nes e s e scla vo d e s u s s e m eja n te s. " O íd la d ecla ra c ió n d e In g la te rr a y F ra n cia , fe ch ad a e l 8 d e n ovie m bre d el a ñ o p asad o, d e 1 918: " 'L a c au sa p or l a c u al I n gla te rra y F ra n cia h ic ie ro n d el O rie n te u n c am po d e b ata lla , fu e e l g ra n d eseo d e lo s a lia d os d e lib ra rlo d e la ti ra n ía y la e s cla vitu d d e lo s tu rc o s, y p ara s a lv ar a s u s h ab ita nte s d e la a m bic ió n d e lo s a le m an es . T ie n en e l a n helo d e fo rm ar e n e ste p aís g obie rn o s lib re s e in dep en d ie n te s. Q ue c ad a g obie rn o s ea e le g id o p o r la v o lu nta d d e la n ació n, d e d ond e o bti en e s u p oder. In gla te rra y F ra n cia s e c o m pro m ete n a a yu dar a l p ueb lo p ara q ue c o nsti tu yan s u s g ob ie rn os, e n Si ria , Me so po ta mia y to do e l p aís li b erta do p o r lo s a lia d os. In g la te rr a y F ra n cia r e co no cen e sto s g o bie rn os d esd e e l m om en to d e s u fo rm ació n y n o in te rv en d rá n e n s u s a su nto s, n i le s d ic ta rá n l e y es, n i c ó d ig o s, p o rq ue la s d os n acio nes n o ti en en o tr o d es eo q ue e l d e a yu darle s y v ig il a r p or s u p ro sp erid ad h asta e le v arle s a l n iv el d e la s d em ás n ac io nes e n e co no m ía , e d ucació n y fu erza .' " Es te e s m ás o m en os e l te xto d e la d ecla ra c ió n. A ho ra o s d ir ijo e sta p re g unta : ¿ So n c ie rta s la s in te ncio n es d e la s d os n ac io nes? ¿ So n é s to s s u s d eseo s? Y s i lo s o n, ¿ q ué s ig n ifi ca la v en id a d e la Mi sió n A m eric an a q ue e stá h o y e n tr e n oso tr os? ¿ C uál e s s u . o bje to ?
Página 280
" Se ño re s: ta l v e z v o so tr os n o o s h ab éis d ad o c u en ta d el d es arro llo d e lo s s u ceso s... ¡I ng la te rr a y F ra n cia n o p ie n san c u m plir c o n la s p ro m esa s d ad as a lo s á ra b es!" En e sto , A do nay fu e in te rr u m pid o p or lo s g rito s d el a u dito rio q ue d ecía : —¡A bajo e l o ra d or! —¡A bajo e l Em ir F ais al! N o s e i n m utó A donay y g ritó m ás fu erte m en te : —¡N o m e c all o h as ta d ecir to da la v erd ad ! L a v erd ad , p o rq ue v o so tr os m e la h ab éis p ed id o , s eñ ore s ... Es toy s e g uro d e q ue é sta e s la ú lti m a v ez q ue o s d ir ijo la p ala b ra . Pe ro e s ta p ala b ra s e g ra b ará c o n le tr as d e fu eg o e n e l c o ra zó n d e lo s tr aid ore s d el p aís y d e s í m is m os. D es p u és d e d ecir la v e rd ad , m e c a ll a ré . Po rq ue e l s u elo c u yas e sp in as e str an gula n s u tr ig o, n o m ere ce s er s em bra d o... Pe ro a h ora c o nti nuaré . " En e l tr ata do d e Pa z d el 2 0 d e e n ero d e 1 9 19 d ec id ie ro n lo s r e p re s en ta nte s d e la s c u atr o p o te ncia s: In gla te rra , F ra n cia , lo s Es tados U nid o s e Ita lia , s ep ara r e l p aís á ra b e d e T urq u ía , y e n via ro n u na m is ió n p ara e s tu dia r e l p ro ble m a d e lo s p ueb lo s á ra b es y co nsu lta r s u s d ese o s s eg ú n e l artí cu lo 22 d el p ro to co lo d e la So cie d ad d e la s N acio n es .. . In gla te rr a y F ra n cia d em ostr aro n m uy p oco in te ré s e n c o la b ora r e n e sta m is ió n . Pe ro Mi ste r W ils o n , p re sid en te d e lo s Es tados U nid os, e l ú nic o d efe nso r d e la v erd ad era d em ocra cia , in sis ti ó y o rd en ó a la m is ió n a m eric a n a, q ue v ia ja ra a l in sta nte a n uestr o p aís s in s u je ta rs e a la s d o s m is io nes, fr an cesa e in g le sa. " C uan d o e sta s ú lti m as n acio nes s in ti ero n la p re sió n y la i n sis te ncia d el s eñ or W ils o n, fo rm aro n c ad a u n a, u n a m is ió n q ue c o la b ora ra c o n la a m eric an a; p ero F ra n cia p uso c o m o c o n dic ió n e l tr ata r p rim ero la s u erte d el p aís o cu pad o a n te s d e q ue ll e g ue la m is ió n. Mi ste r W il s o n s e n eg ó ro tu ndam en te a a cep ta r e sa c o n dic ió n. En tonces F ra n cia a n uló s u e xp ed ic ió n. L ueg o in te rv in o a n te In gla te rra q uie n le s ig uió e n s u p olíti ca, c an cela n do ta mbié n la s u ya. " H a ll e g ad o y a la e x p ed ic ió n a m eric an a. Pe ro h asta h oy n ad ie h a a v erig u ad o e l p or q ué In gla te rra y F ra n cia n o e n via ro n s u s m is io nes c o n la a m eric an a, n i a n ad ie s e le h a o cu rrid o e l m oti vo . " Pu es s eñ ore s , d eb éis s ab er q ue s i In g la te rr a y F ra n cia n o q uis ie ra n a p ro b ar e l p la n d e Mi ste r W ils o n e s p orq u e h ay u n m oti vo , u na r a zó n q ue e s la s ig uie n te . O íd la b ie n : " In gla te rra y F ra n cia ti en en u n tr ata do fi rm ad o e n 1 9 16. l la m ad o e l C onven io Sa yex-Pi có , c u yo o bje to e s d iv id ir e l p aís e n d os p arte s: ¡Pa le sti na p ara lo s in gle ses y ju d ío s, y Si ria p ara l o s fr an ces es!"
Página 281
N i u na llu via d e d escarg as e lé ctr ic a s h ubie ra c au sad o e l m is m o e fe cto . En e ste m om en to r e tu mbaro n e n e l g ra n s a ló n g rito s y s il b id os e n so rd eced ore s , c la m ore s c o n fu so s: —¡A bajo e l o ra d or! —¡A bajo F eis al! —¡A bajo F ra n cia ! En ta nto , p erd id os p or la b ull a , s e e sc u ch ab an o tr os g rito s: —¡Vi va A do nay! —¡Vi va e l Em ir ! A qu ella b ata ho la e ra a l p are c er in te rm in ab le . Q uis o A donay r e ti ra rs e p ero h ubo n u ev o s c la m ore s: —¡Q ue h ab le ! —Q ue s ig a... L a d iv u lg ació n d e e ste s ec re to p olí ti co tr asto rn ó a to do s, p ues m ie n tr as u nos q uería n o cu lta rlo o tr os d esea b an lo c o n tr ario . U no s c in co m in uto s d ura ro n lo s s il b id os y lo s g rito s. U n c u erp o d e p oli c ía q ue ir r u m pió e n e l s aló n , r e sta ble ció e l o rd en . L os c la m ore s v o lv ie ro n a i n sis ti r: —Q ue h ab le e l o ra d o r... Pe ro d esd e aq uel m om en to , A do nay sin tió co m o u n a tr an sfo rm ació n d e s u p ers o na, y d ij o , c am bia n do e l te ma: —Ve o e l fr aca so d e la m is ió n a m eric a n a, y p o r c o nsig uie n te e l fr aca so d e lo s c ato rc e p u nto s d e W il s o n. Ve o a lo s ju dío s a yu dad os p o r lo s in gle s es e n Pa le s ti n a. L a sa n g re s erá d erra m ad a a ll í. Ve o a lo s fr an ce ses v erte r s a n gre á ra b e e n Si ria y a ca b ar c o n e l ú lti m o in te nto d e la U nió n A ra b e. Ve o n uestr as d erro ta s. Ve o la o la d e la c o rr u p ció n in vad ir n uestr o p aís . Ve o a l o s tr aid ore s e sc la v o s d el y u g o e xtr an je ro y a l p aís e sc la v o d e l o s tr aid ore s. Ve o q ue e l m an dato e s s in ónim o d e c o lo niza ció n. Ve o la p ro sti tu ció n d e v u estr as m uje re s y d e v u es tr as h ij a s .. . " Y v e o to do e sto , p orq u e e l m aro n ita tr ab aja p ara q u e le d om in e F ra n cia , e l o rto doxo lla m a a In gla te rra , e l m ah om eta no s u sp ir a p o r T urq uía y n o s é q ué p id e e l d ru so , e l c h ii ta , e l n uza ir i, e tc éte ra . " B ie n h a d ic h o e l D iv in o J es ú s: 'T oda n ac ió n q ue s e d iv id e e n tr e s í, s e e x ti ngu e.' Y m uy b ie n d ic e e l p ro fe ta á ra b e: 'C uan d o D io s q uie re a n iq uila r a u n p ueb lo , d iv id e s u s o pin io n es .. .' " Se ño re s: y o n o c u lp o n i a F ra n cia n i a In gla te rra , p o rq ue c ad a u na d e e lla s s a b e lo q ue le c o nvie n e y o bra p ara s u p ro pio b ie n . N i ta mpoco o s c u lp o a v o so tr os, p o rq ue s o is to davía n iñ o s y c re éis e n la s p ro m es as. Pe ro s i m e la m en to y llo ro p or l a m uerte d e a q uello s s ere s q u e d err a m aro n s u e n erg ía ,
Página 282
s acrifi caro n s u fo rtu na y o fr ecie ro n y o fr ec en s u s an gre c o m o h olo ca u sto e n e l a lta r d e la lib erta d. Y v o so tr os h acé is d e a q uel a lta r un m ula d ar en don de quem áis vu estr as esc o ria s , o lv id an d o q u e e n a q u el lu gar fu ero n a h orc ad os lo s m ás n o ble s d el p aís y e s te c u ell o , e l m ío , s e s alv ó p or m ila g ro , p o rq ue n o m ere ce e l h ono r d e s er lla m ad o u n m árti r c o m o s e ll a m an lo s d em ás, y p orq ue ta mbié n fu e u na p ie d ra in serv ib le e n a q uel m on um en to . " Se ño re s: m e h ab éis e xig id o la v erd ad y la v erd ad e s tá d ic h a." Y d ic ie n do e sto s e r e ti ró . N o h ubo n in g uno q ue s e a tr ev ie ra a a cerc ars e a l e n via d o d el Em ir , p orq u e y a e s ta ba e sti gm ati za do . ¿ Q uié n s e a tr evería a d ecir ta le s v erd ad es c o n tr a la p olíti ca d e a q uell o s ti em pos? T al v e z a lg u nos e sp era b an a l o ra d or c o n e l in te nto d e d es p ed aza rle la c a b eza . A quel tr ata do e ra u n s ec re to p ara to do e l m undo . ¿ C óm o p u do lle g ar a A do nay? So la m en te d os d ia rio s d e B eir u t, h ab la ro n d e la c o nfe re n cia e n té rm in os m uy in ju ria n te s d ir ig id os a l o ra d or: q ue e s u n r e vo lu cio nario c u ya e n fe rm a im ag in ació n v is u aliza tr ata dos s ecre to s. L os d em ás p erió dic o s n i s iq u ie ra lo m en cio naro n p o r la m ord aza q u e e n s u s l a b io s p uso F ra n cia . A do nay, q ue d e a n te man o e s p era b a lo s u ced id o, s alió p or u na p u erta s ecre ta q u e c o ndu cía a la c all e . En co n tr ó e l c o ch e e sp erá n dole y e m barc án dose e n é l o rd en ó: —A B eit Ed din . —¿ En e sta m is m a n och e? —p re g untó s u c o m pañ ero . —C on ta l d e s alir d e B eir u t, p od em os d o rm ir e n c u alq u ie r l u gar. A tr es cu arto s de ho ra de la ciu dad , A don ay rió e str ep ito sam en te , d ic ie n do a s u c o m pañ ero d e v ia je : —O ye D avid , re c u erd o q u e u na v ez p re g u nté a u n a m ig o : " ¿ C óm o h as a m an ec id o h oy? " Y é l c o n te stó : " Mu y m al c o n D io s, c o n e l p ró ji m o y c o n e l d em on io ." Pu es y o p u ed o r e p eti r c o n é l: " Q ued é m al c o n e l Em ir . c o n e l p u eb lo y c o n lo s s eñ ore s d el p aís , lo s fr an ceses ." C ap ítu lo XV U LT IMO S CO NSEJ OS Y ULTIMO A LIEN TO A l s ig uie n te d ía ll e g ab a A donay p or la ta rd e, a B eit Ed din . Pr eg un tó p or A ris tó tele s y le c o n duje ro n a s u c a sa.
Página 283
El g ra n H ie ro fa nte s e h alla b a s en ta do a n te s u e scrito rio . Es crib ía . C uan d o e n tr ó A donay s e le van tó , r a d ia n te , d ic ié n d ole : —H erm an o d el a lm a, s é b ie n ven id o. —N o m e g usta . El tí tu lo d e h ijo e s m ás d u lc e. —B ie n ven id o, h ijo m ío . D éja m e v erte e sa fr en te , A donay. ¡Q ué m ag nifi cen cia ! ¡B en dig o a D io s e n ti , h ijo ! A hora y a p ued o v ia ja r tr an qu ilo . A ho ra v eo e s crito e l n om bre e n tu fr en te . Y añ ad ió : —Pr ep ára te , h ijo m ío , a o bra r y a s u fr ir . En to do h o m bre d eb e n ac er e l C ris to p ara c o n ve rti rle e n s a lv ad o r, y to do s alv ad or ti en e q ue s e r c ru cifi ca d o e n e s ta v id a.. . T ú n o e re s m ayo r q ue l o s d em ás. T o dos lo s h o m bre s d eb en r e co rr e r e s te c am in o y e l q ue ll e g a p rim ero ti en e q ue a yu dar a s alv ar a lo s q ue le s ig uen . A lg uie n te a yu dó y tú ti en es q ue a yu dar: e sta e s la L ey... Es ta a yu da n o p ued e s er s ec ta ria , n i n ac io nali s ta , s in o u niv ers al. " A ho ra e re s u n m ag o , y a q uie n m uch o s a b e s e le e xig e m uch o . D eb es c o nq uis ta r a to dos lo s s ere s c re ad os p or tu s d es eo s: é sto s s o n tu s á n g ele s q ue c o m o v es s o n d e c u atr o c ate goría s: lo s p rim ero s, s o n lo s d el e sp ír itu ; lo s s eg und os lo s d el a lm a; lo s te rc ero s lo s d e tu m en te , y lo s c u arto s, lo s d e tu s d es eo s. " Es tos á n gele s o bed ecen to dos a la lu z m ie n tr as q ue lo s d o s ú lti m os ta mbié n o b ed ec en a la s o m bra . " El m ag o d eb e b uscar la fu en te d e la lu z q ue e stá e n é l p ara d om in ar y c o n quis ta r a to dos p ara e l e jé rc ito d e la lu z. L os d em ás h om bre s n o p ued en v er m ás q ue lo s á n gele s d e la s o m bra , q ue s o n p ara e llo s m ás fu erte s a u n q ue l o s d e l a lu z. " H ace ti em po q ue e re s in tu iti vo . Sa bes , p ero n o c o m pre n des e l p or q ué d e la s c o sas . A hora , ¿ q ué n os im po rta a n oso tr os e l p or q u é s i d e a n te m an o s ab em os e l r e s u lta do? El p or q u é e s e l tr ab ajo d e l a m en te . El fi n e s l a h ere n cia d e lo s m ag os. " L a in tu ic ió n e s e l d es p erta r. El p or q ué e s e l s u eñ o d el a lm a. " El s u fr im ie n to e s e l m ed io d e e ste d es p erta r: e l h o m bre q u e n o s u fr e s ig ue s ie m pre d orm id o ... El c a lo r y e l h um o s o n a g en te s d e la lu z. El e sp ír itu e s la lu z b la n ca, s u h um o r e s id e d en tr o d el c ere b ro . En e l d es p erta r e l m ag o c o necta e l p o lo n eg ati vo c o n e l p ositi vo , y e n to nces p u ed e v er la lu z e n a q uel c en tr o d iv in o, d el s ab er, d e la v o lu n ta d y d el a m or. Es ta e s la tr in id ad d el C en tr o U no e n e l h om bre . " C alo r, d ese o y p en sam ie n to , p u ed en s er lle vad os a l c e n tr o d e la p u ra ll a m a. Es te e s e l b au tism o d e fu eg o d el Es pír itu Sa nto . D e e sta lla m a p ro vie n e l a il u m in ació n . " El m ag o d eb e te ner s ie m pre e n cen d id a y a lim en ta da a q uell a l la m a e n e l a lta r . A sí, s ie m pre te ndrá e l p o der. El d ía e n q u e e sta
Página 284
l la m a s e a p ag u e, s e c o nverti rá e n e l m ás d éb il d e lo s s ere s y s erá e c h ad o a l a o scu rid ad e te rn a, c o m o d ic e e l D iv in o Ma es tr o. " Q uie n a p ag a la l la m a a p ag a e l p o der. " A ho ra c o m pre n des, h ij o m ío , q ué e s la m ag ia ; ¡q ué s en cill a , q ué p o dero sa, p ero a l m is m o ti em po, q u é d ifí cil y c u an p odero sa e s! " Si n e s te fu eg o n o h ay v o lu n ta d. Pe ro la v o lu nta d q ue m an eja e l fu eg o, p u ed e d estr on ar h asta a lo s d io ses. C ad a v ez q ue e l h om bre d e v o lu nta d d ese a, p ued e, p or m ed io d e s u s á n gele s, d om in ar so bre la s p ote sta des d el u niv ers o , y so b re lo s a co nte cim ie n to s d el ti em po. " T odo m ag o s ab e e s to , p ero ta m bié n d eb e s a crifi cars e c o n a b n eg ació n y h um il d ad m en ta l. D eb e c are ce r d e e g oís m o. En tonces s í p ued e m an eja r a l m undo s eg ú n s u v o lu n ta d q ue e s l a v o lu n ta d d e D io s. " El c u erp o h um an o e s la lla ve d e la s s ie te p uerta s c ele sti ale s d el p o der. " El m ag o e stá li b re d el h um o d e la s p asio n es. Po r e so é l e s s ie m pre li b re . " El h om bre e scla vo d e s u s p asio nes e s in fa li b le m en te e scla vo d e lo s d em ás, p o rq ue e s n ecesa rio q ue e l h o m bre n o d es arro lla d o s ea r e g id o. " Po r m ed io d el fu eg o s in h um o, e l m ag o e n cu en tr a e l e lix ir d e l a v id a (a uto cu ra ció n y s alu d p erfe cta ) y la p ie d ra fi lo so fa l (e l p oder d e c u ra r a lo s d em ás q ue q uie re n la c u ra c ió n s in d es o b ed ece r a la le y). Y p o r ú lti m o, s e p ued e m an eja r c o n fa cili d ad la s m en te s d e lo s d em ás c o m o m an eja e l c ap itá n a s u b arc o p or m ed io d el ti m ón. " El m ag o e s ili m ita do: p o r s u F u eg o L u z e s s ie m pre lib re p ara s er y h acer, p ara p en sar y o bra r, p ero p ara e l b ie n d e l o s d em ás . " El h om bre s in lu z n o p ued e te ner im ag in ació n, n i fe , n i v o lu nta d; p or ta l m oti vo n o ti en e p o der n i s o bre s u s p ro pio s o bje to s. Si n im ag in ac ió n n o h ay m ate ria l, s in fe n o h ay o bre ro s y s in v o lu nta d e l h o m bre e s u n a n im al. " Es ta lu z r e s id e e n e l h om bre e ilu m in a p or to do e l c u erp o d án dole v id a. Po rq ue n ad ie s ab e e n d ón de e stá e l s o l q ue i r r a d ia la lu z. N ad ie s e a tr ev e a in dic a r e l lu g ar s ecre to d e e sta l u z. Po rq u e q uie n lo c o m unic a , in sta ntá neam en te m uere . Pe ro e l m aes tr o d eb e c o m unic arlo a s u s u ce so r a n te s d e m orir . " El s u ceso r d eb e r e cib ir la p ala b ra y c o n e llo , e l ú lti m o a li e n to d el Ma estr o. " H ij o m ío , tú r e c ib ir á s m i p o str er a lie n to c o n la p ala b ra ." Er a e l 1 0 d e m arzo p or la n och e.
Página 285
A ris tó tele s p re sid ía la s es ió n d el C ole g io d e lo s Ma gos. El tr ab ajo to cab a a s u fi n y a n te s d e b en d ec ir , ll a m ó: —A donay. Se a ce rc ó a l H ie ro fa nte . Se a rr o d ill ó . O ró ... A ris tó tele s to mó a sie n to « n s u tr ono, lu eg o in cli n án do se , a ce rc ó s u s la b io s a l o íd o d e A do nay. D ij o u na p ala b ra y l u eg o e n tr eg ó s u e s p ír itu . A do nay a co m odó e l c u erp o d el H ie ro fa nte e n s u a sie n to . T orn ó a s u s c o m pañ ero s y e le van do s u m an o tr azó u n s ig no . C ap ítu lo XVI L A R EC OMPEN SA D E LA VER ACID A D EN L A PO LIT IC A U na d e la s m ayo re s d esg ra cia s e s e l d ec ir la v erd ad y c o n sid era rs e cu lp ab le . Todavía el hom bre no está a co stu mbra d o a m ir a r d ete nid am en te a l s o l e n e l c e n it. Po rq u e e l s o l a l m ed io d ía e s la v erd ad m ie n tr as q ue e n e l o ca so , s u s r a yo s ti en en a lg o d e m en tira y d e e n gañ o, n o lle g an a n oso tr os d ir e c ta men te , y e l h o m bre p u ed e e n e ste e sta do c o nte mpla r a l s o l. L le g ó A donay a l Pa la c io . D esp ués d e s alu dar re sp etu osam en te a l Em ir s acó d e s u b ols il lo u n s o bre d e o ficio y s e lo e n tr eg ó a l p rín cip e. Er a la s o lic itu d d e s u d im is ió n. L a le yó e l Em ir d ete nid am en te y d ijo : —Es to d em uestr a q u e r e co n oces tu c u lp a. —Sí , A lte za . R eco no zc o m i c u lp ab ilid ad . —Es to n o b asta . T ú, ta mbié n , m ere c es u n c asti go e je m pla r p or tu m en ti ra . A do nay le m ir ó c o n d ig n id ad y r e sp eto . —N o, A lte za , y o n o e s p ero e l c as ti g o p o r la m en tira , p orq u e a é sta n o s e c a sti g a e n e l m undo d el e n gañ o. Pe ro s i, e sp ero e l c asti go p o r la v erd ad . L os o jo s d el Em ir c en te lle ab an . T em bla b a s u b arb a, y c o n v o z e n tr eco rta da d ij o : —¿ Cuán do e l m en tiro so y c a lu m nia d o r c o n fiesa s u d eli to , s eñ or A don ay ? T e h e d ad o la m an o y tú te a g arr a ste d el c o d o.. . Er es u n tr aid or. Y a u n que lo s o jo s d el s ec re ta rio e ra n fi ele s d ela to re s d e la s to rm en ta s q u e s u ce d ía n e n s u in te rio r, s e li m itó a d ecir s ó lo : —Es toy e sp era n do v u estr o c a sti g o.
Página 286
—Si s eñ or. T ú m ere c es s er a zo tado, s i n o p re se n ta s e n e ste m is m o m om en to p ru eb as ir re fu table s d e la e xis te ncia d e e ste s u p uesto tr ata do i n ven ta do p or ti . —L o c o m pro b aré , s e ñ o r, s i v o s m e c o m pro b áis q u e a h ora e s d e d ía y q ue e l s o l n o n os i lu m in a. —¿ Cóm o? ¿ Q ué d ic es? ¿ Q uie re s ta m bié n b u rla rte ? —¡Vá lg am e D io s! ¡Yo n o m e b u rlo d e n ad ie ! —¿ Entonce s q ué q u ie re s d ec ir ? —Q uie ro d ec ir q ue, o e sto y c ie g o o n o q uie ro v er. —Es to s ig nifi ca q u e to do e l m un do e stá c ie g o m en os tú . Q uis o A donay d ec ir : " Es ta e s la v erd ad ", p ero n o s e e n co ntr ó c o n fu erza s s u ficie n te s p ara lu ch ar. Y dijo : —Se ño r, y o n o s o y n i p erfe cto n i in fa lib le . A l c o ntr ario , te ngo m uch o s e rr o re s y d efe cto s... Po r e so p re sen to m i d im is ió n. —Es ta n o es la p ala b ra , señ o r A don ay. T e d es ti tu ir é p úblic am en te . —N o s e ñ o r, n o s o is v o s q uie n m e d esti tu ye. So n e llo s. Y a l p ro nun cia r la ú lti m a fr ase, h izo u n a d em án p re ñ ad o d e d olo r y d e arre p en ti m ie n to . Pe ro ya era ta rd e. Lan zó aq uella d es g ra cia d a fr ase , y aq uell a fr ase le en cad en ó . Q uis o r e tr acta rs e p ero e l Em ir n o le d io ti em po. Po rq ue e ra é sta o tr a v erd ad q ue ll e g ab a a lo m ás r e có nd ito d el c o ra zó n. T al v ez p en só , e n e so s m om en to s, e l Em ir e n e l c asti go. T al v ez le v is itó la id ea d e h acer v o m ita r s u r e vó lv er e n e l p ech o d e a q u el d esg ra cia d o. Q uis o ta l v e z p erd onarle ... ¿ Q uié n p u ed e s ab erlo ? Er an c in co s eg un dos q u e s e e s ti ra ro n e lá sti cam en te c o m o s i fu era n c in co h ora s , c in co a ñ os o c in co s ig lo s. En e so s c in co s eg un dos e l Em ir y e l s ec re ta rio v iv ie ro n e n a q u el m und o e xen to d e la m ed id a, d e la c an tid ad y d el ti em po. A do nay s e s e n tí a c o m o u n íd olo q ue s e p re cip ita ba d e s u a ra o p ed esta l. Se ntía q u e e l Em ir le c re ía u n d es g ra cia d o, u n tr aid o r. U na s o la p ala b ra p ro nu ncia d a e n u n m om en to in ad ecu ad o c am bia e l c u rs o d e la v id a d e u n h om bre , d e u na n ació n, y a v eces tr ueca el d esti no d el m undo . A quell a p ala b ra fu e p ro nun cia d a, y e l d esti no fu e c am bia d o . Si ntió A don ay e l im pu ls o d e a rro dilla rs e e n s ú p lic a d e p erd ó n. Pe ro e l Em ir p re sio n ó u n b otó n. El p o rte ro a p are ció a b rie n d o l a p u erta . El p rín cip e in dic an d o b ru sc am en te la p u erta c o n e l ín dic e d e l a m an o d ere ch a, p ro nu nció o tr a p ala b ra m ás h ir ie n te , m ás te rrib le q ue u na c o nd en a. G ritó c o lé ric o :
Página 287
—¡¡F uera !! Y salió A do nay arra s tr an do co n sig o la d es h o nra y la v erg üen za . Y a s í p erd ió e l Em ir F ais a l n o s ó lo e l m ás a d ic to d e s u s s ú b dito s, s in o e l m ás le al e n tr e e llo s. Y a sí ta mbié n A donay p erd ió e l m ejo r y e l m ás b o ndad o so d e l o s g obern an te s. Es ta fu e la r e c o m pen sa d e ta nto s a ñ o s d e lu ch a p o r u n id eal te rre n o . Es te fu e e l c asti go a u na le n gu a q ue s u po d ecir la v erd ad . Mu ch os s a lu daro n a s u p aso . Pe ro A do nay ib a m udo, a tó nito , s in c o m pre n der. Su ú n ic o d es eo e ra h u ir , o cu lta rs e e n u n lu gar a p arta do d ond e n o s e d ie ra c u en ta d e n ad a n i d e n ad ie . A l ll e g ar a s u c a sa, Ma ría s alió a re c ib ir le . A l v erlo e n ta l e sta do to rn óse lí v id a. —¿ Qué s u ced e, A donay? ¿ Q ué p asa ? El , s in c o nte sta r, fu e d ir e cta men te a la c am a. C ap ítu lo XVI I A SI ES LA VI DA L a h um an id ad ti en e e l o lfa to b asta nte d es arr o lla d o , p ara o le r e l in fo rtu nio y la d ic h a. Se p ued e d ecir , s in te mor a e rro r, q ue e n e ste c as o c ad a h om bre e s u n a d iv in o. A do nay p as ó d os d ía s e n c asa, s in v er a n ad ie . Pa re c ía , c o sa r a ra , q ue to do s s u s a m ig os y c o n ocid os e stu vie ro n p re sen te s c u an d o tu vo a q u ella v e rg on zo sa d esp ed id a, o q ue é l y s u m ora d a d esp ed ía n u n o lo r r e p ug nan te q ue im ped ía n a la g en te a cerc ars e a e ll o s. L os d ia rio s d am as cen os p u bli c a ro n, re serv ad am en te , la s ep ara c ió n d e A donay d e s u p uesto d e Se cre ta rio d el Em ir , y e l n om bra m ie n to d e s u s u ce so r lla m ad o Is a e l Is . Pe ro a u n que lo s d ia rio s n o m en cio n aro n p ara n ad a e l m otivo , lo s a n te ced en te s e ra n m uy c la ro s. El s u fr im ie n to d e A donay d uró s o la m en te u na ta rd e y ta l v ez u na n o ch e. Po rq ue a l d ía s ig uie n te s e d es p ertó h asta a le g re y c o n to no a n im ad o d ijo a Ma ría : —O ye , Ma ría : to do s m e a b an don an d esd e h oy. Ya n o m e q ued a s in o tú . O tra v ez e s to y a tu la d o , n o s é s i p ara s alv a rte o p ara q u e m e s a lv es. Yo y a to mé m i d ec is ió n. D eb o s alir d e e ste p aís y tú d eb es h uir c o nm ig o. —¡H uir c o ntig o! —d ijo Ma ría c re yen do a p en as lo q u e o ía .
Página 288
—Sí , c o n m ig o. ¿ T e a su sta l a id ea ? —N o m e a su sta . Me d eja p erp le ja . ¿ Po r q u é ti en es q u e h uir ? ¿ A d ón de? Me ditó A do nay u n m om en to , y c o nte stó : —O ye , Ma ría : c u an do ru ge la te m pesta d la s a ves d eb en o cu lta rs e e n s u s n id os y lo s a n im ale s e n s u s g uarid as.. . H asta a yer y o fu i u n ig nora n te : q uería a rro str ar e l h ura cá n p ara s a lv a r u n b arc o d ete rio ra d o y h asta a v eria d o. H asta a yer q u ería d ev o lv er la v id a a u n c ad áv er p utr efa cto . H asta a yer e sta ba o bra n do c o ntr a la le y y la n atu ra le za . C re ía q ue y o e ra e l a rb itr o d el d esti no, p ero m i d es o b ed ie n cia y m i te sta ru dez r e cib ie ro n a yer u n g ra n c as ti go. Yo a m ab a, Ma ría , a n iñ os ig nora n te s y lo s n iñ o s s o n s ie m pre e g oís ta s. H e a m ad o a a q uell o s q u e p id en q ue y o le s c o n str uya lo s p ala cio s s u ntu oso s c o n p ro m esas fa ls as y c o n s u eñ o s m en tiro so s; q u is e s acrifi carm e c o m o h olo ca u sto p ara s u s a lm as m uerta s d e h am bre , p ero n o q uis ie ra n c o m er.. . Q uis e d erra m ar m i s an gre p ara c a rg ar c o n s u s c u lp as, m as e llo s s e c re en m ás b la n co s q ue la n ie ve y m ás p uro s q u e L os r a yo s d el s o l. Q uis e a sc en der c o n e llo s a la c im a d e la g lo ria , p ara m ostr arle s e l p ro gre so e n lo s re in os d el m un do; p ero e llo s n o q u ie re n v iv ir s in o e n la s c a vern as y e n la s tu mbas . Q uis e s a carle s d e s u s s e p u lc ro s p ara q ue e l s o l le s b es e lo s o jo s, p ero e llo s p re fi rie ro n la o scu rid ad y h asta a lg uno s n eg aro n la e x is te ncia d el s o l. Q uis e li b erta rlo s d e s u s c ad en as q ue le s a ta n e n la s p ris io n es d e s u s e rro re s e i g no ra n cia , p ero e ll o s a caric ia n e l h ie rr o d e lo s e sla b ones c o m o r e liq uia s d e s u s a n te ceso re s y s u ig no ra n cia e s c o m o e l m ejo r p la to q u e c o n vie n e a s u s e s tó mag os. Q uis e c o ndu cir le s a l o cé an o d el s a b er y la fo rtu na, y e llo s m e d ije ro n : " El r u id o d e l a s o la s in fu nd e e l m ie d o e n n uestr os c o ra zo nes ..." Y a h ora , q uerid a Ma ría , o ig o e l r u g id o d e la te mpes ta d y e l r u id o d e lo s c añ on es y d eb em os v o la r. N uestr o v u elo n o e s d e m ie d o p o rq ue e l h om bre q u e a b ra za la e te rn id ad n o p ued e te ner m ie d o a la m uerte , y p orq ue n ad ie m uere la v ís p era , y p o rq ue la m uerte s e h alla e n to das p arte s... N ues tr o v u elo d eb e s er c o m o d e p ro te sta c o n tr a la ti ra n ía d e la s le yes ig n ora n te s d e lo s h om bre s .. . T al v ez m e d ig as q ue d eb o q ued arm e p ara c u ra r e sas e n fe rm ed ad es.. . Y te r e sp ond o: y a n o q ued an e n fe rm os e n e ste p aís . L o q ue h ay s o n c ad ávere s m alo lie n te s y p odrid os. H ay q ue d eja r a lo s m uerto s q ue e n ti erre n a lo s m uerto s. C alló . En tonces , v o ló a l a l ib erta d d esd e s u p ec h o, u n s u sp ir o p ro lo n gad o, a m arg o . Ma ría s e a ce rc ó a é l y le d ijo : —H erm an o, h ace m uch o ti em po q ue v iv o a tu la d o s in p oder e n tr ar e n tu c o ra zó n y c o nocer la c au sa d e tu tr is te za . H oy e s la p rim era v ez q ue a p en as h e p odid o c o m pre n der e l m oti vo . N o h as q uerid o d ep o sita r a n te s tu c o nfi an za e n m i, ta l v ez n o la m ere cía . A hora , ó yem e, a m or d e m i a lm a: p uesto q u e la s c o sas h an lle g ad o a e ste e xtr em o, d éja m e d arte u n c o nsejo . ¿ N o s ería m ejo r q ue te c ase s c o n u n a m uje r q u e s e p a c o m pre n d erte y
Página 289
c o m parti r c o ntig o lo s p esare s d e la v id a, p ara lu eg o r e ti ra rte d e e sta in te rm in ab le lu ch a? ¿ N o s e ría p re fe rib le r e ti ra rte a la v id a p riv a d a d el h ogar y d el c ariñ o? A do nay la m ir ó tr is te men te . —T uve m i p rim er a m or y fr aca só . T uve e l s eg un do y m e lo a rre b ató la m uerte . Y a h ora te ngo e l te rc e ro y tú n o q u ie re s a yu darm e a v iv ir -—d ijo A donay le n ta men te , c o m o s i c ad a p ala b ra fu era u n p ed azo d e s u c o ra zó n q ue c aía p or s u s la b io s. L a tr is te za e n lu tó a Ma ría , y m ie n tr as u n a lá g rim a d an za ba e n e l e s cen ario d e s u p árp ad o , r e sp on dió : —A do nay, n o s eas ta n c ru el c o nm ig o . ¿ Po r q u é n om bra s lo s m an ja re s a n te e l h am brie n to ? ¿ Po r q u é h ab la s d el a g u a a n te e l s ed ie n to ?... T en c o m pasió n d e m i y te n c u id ad o d e m i d eb il id ad . ¿ N o s ie n te s tú q ue y o te ngo u n s ó lo d eseo e n e l m und o? —¿ Cuál e s? —A cab ar m i v id a a tu s p ie s . —En tonces s é m i e sp osa. —N o, A do nay. N o s o y d ig n a d e s er n i tu s ir v ie n te , N o l e a le je s d e la r a zó n, s o y d esech ad a d e la s o cie d ad . Si m e c aso c o nti go, c o rta ré tu s a la s d e á g u ila . T ú q uie re s e le v arm e; p ero e l m undo n os s u ped ita a lo s d os. ¿ Po r q ué h as d e c ae r c o n m ig o? N o, q uerid o. y o te a m o y n o te s ac rifi caré n un ca . N o p ie rd as tu v u elo p o r m í, te s u pli c o ... p o r la s c en iza s s ag ra d as d e tu s p ad re s.. . ¡N o m e s ed uzc as m ás , p orq ue s o y u na m uje r d éb il ! H ag o e sfu erzo s p ara q ue la p asió n d e m i a m or n o m e in cite a d ev o ra rte . Y p or e so , n unca s eré tu e sp osa. Vi vir é p or ti , p ero n o c o nti go. Yo s é m uy b ie n q u e n o te r e p ug na e l v a cu n arte c o n m i d esh onra , p orq u e tu v erd ad ero c o ra zó n n o m ir a s in o e n la s a lm as. Pe ro y o te d ig o te rm in an te men te q u e n un ca c o nsen tiré q ue te a rro je s e n m is ti nie b la s. Se ré tu ya e n c u erp o y a lm a, s i a sí m e d es eas, p ero n unca s eré tu e sp osa. —¡Po bre m uje r! ¿ Pu ed es p en sar q ue y o e xij o d e ti e l m ás p eq ueñ o s ac rifi cio e n r e co m pen sa d e lo q ue h e h ech o p or ti ? ... T e a m o y a c o m o s i fu era s m i e sp o sa y d ese o fo rti ficar e ste a m or c o n to do s lo s la zo s h ab id o s y p or h ab er p ara s an ti ficarlo . Só lo lo s q ue a m an p ro fe san la r e li g ió n q u e s an tifi ca e l a m or... Ma ría , n o llo re s m ás . N o te p id o , n i te p ed ir é n ad a.. . Y te p ro m eto q ue s erá s s ag ra d a p ara m i.. . ¿ Es tás c o n te nta ? —N o. T e p id o m ás ... H e r e su elto e n tr ar a u n c o n ve n to p ara e l r e sto d e m i v id a. T e s u p lic o , e n n om bre d el d olo r d e n uestr os c o ra zo nes, m e c o n duzc as a é l. .. T ú m e h as s alv ad o d el a b is m o y la d esg ra c ia . Y s ó lo tú p u ed es c o lo carm e a n te m i m is m a.. . H e s ep ulta do e n tu p ech o m i a lm a y m i s ecre to ; m i c u erp o, lo s ep ulta ré e n u n c la u str o.
Página 290
EPI LO G O En u n a ta rd e d e v era n o d e 1 920, e sta ba y o re u nid o c o n a lg uno s a m ig os e n u n c a fé , c e rc a d el m ar, e n B eir u t, c u an do u no d e lo s p re se n te s n os d ijo : —¿ Saben u ste des la s ú lti m as n oti cia s? —¿ Qué n oved ad es h ay? —p re g u nta mos. —Pu es h erm an os, e l Em ir F ais a l s e p ro cla m ó R ey d e Si ria . —¡Q ué g ra n n oticia ! —d ijo u no d e n o so tr os—. Es m ás v ie ja q ue m i a b u ela . —Pe ro lo n uevo n o h a ll e g ad o a s u s o íd o s... D esd e h ac e a lg uno s d ía s e stá n b usca n d o a A donay. —¿ Quié n e s A don ay ? —p re g unté y o . —H om bre , e s e l e x s ecre ta rio d el Em ir , e n a q uel ti em po. A do nay e l a te o, s eg ún lo s c u ra s ; A don ay e l re vo lu cio n ario , s eg ún lo s fr an ce ses; A donay e l tr aid or, s eg ú n lo s li b an eses ; A do nay la v íc ti m a, s eg ún lo s á ra b es; A do nay e l m ag o, s e g ú n l o s o tr os.. . En fi n , A do nay, e l p oseed or d e m il in su lto s y a p o dos. " Es e l q uie n , h ace m ás d e u n a ñ o, d iv u lg ó e l s ec re to d e a q uel tr ata do a n glo fr an cés... " En a q u el ti em po n ad ie q uis o c re e r lo q u e d ijo A donay y a tr ib u ye n a F ais al la d esti tu ció n d e s u c arg o p or a q u el d is c u rs o q ue p ro n unció a q u í, e n B eir u t... ¿ R ecu erd an ?" —¡Sí , y a!, e stá bam os p re se n te s —d ije ro n a lg un os. —Pu es h oy, to do s lo s p erió dic o s m en cio nan a q uel tr ata do c o m o h ec h o v e rd ad ero . En tonces e l R ey F ais al, s e a co rd ó a h o ra , s eg ún p are ce, d el d is c u rs o d e s u s ec re ta rio a q u ie n n o q uis o c re er; h a m an dad o m uch os m en saje ro s e n s u b úsq u ed a... H an e scu driñ ad o to da la c iu dad p re g unta ndo p or é l, y n ad ie s ab e s u p ara d ero ... D ic e n , y n o s é s i e s c ie rto , q ue A do nay n i s iq uie ra h a c o b ra d o s u s ú lti m os s eis m ese s d e s u eld o c u an do d im iti ó s u c arg o. Y d ic en ta mbié n q ue v ie ro n llo ra r a l R ey F ais a l c u an d o l e r e c o rd aro n a s u s ecre ta rio . —D im e, A lb erto —d ij e —, ¿ A don ay , n o e ra u n jo ven a lto , d e c ab ell o s la rg os y on dula d os, y de una barb a p eq ueñ a a h o rq uil la d a? —Es e l m is m o... ¿ Sa bes d ó nde e s tá ? Me le van té . Me d es p ed í d e m is c o m pañ ero s y a b an d oné e l c afé . U n r e cu erd o g olp eó i n sis te nte men te a m i m em oria . Er a a fi n es d e fe bre ro . T om é e l tr an vía e n d ir e c ció n a l fa ro ...
Página 291
L a c a su ali d ad m e c o n dujo a s en ta rm e a l la d o d e u n jo ven b ie n p re se n ta do. Su c ab ello y s u b arb a d em ostr ab an c la ra m en te q ue e sta ba o h ab ía e sta do a l s erv ic io d el Em ir F ais al. C uan d o e l tr an vía s e d etu vo e n la e s ta ció n El A ssu r, v i a u na a m ig a m ía lla m ad a Ev a d e K ., c o rr e r h acia n u estr a v en ta nil la . A l p rin cip io c re í q u e v en ía a s a lu darm e. Pe ro p are ce q ue n i s iq uie ra m e h ab ía v is to , p orq ue to da s u a te nció n e sta ba e n cerra d a e n m i c o m pañ ero d e a sie n to . Ev a s e a cerc ó , y c o n to no d e s ú plic a, l e d ij o : —A do nis . Vi te mbla r a l jo ven , q uie n d es p u és d e v erla , tr is te men te le d ijo : —Se ño ra , ¿ po r q ué p ro fa na la tu mba d e l o s m uerto s? —A do nis —i nsis ti ó m i a m ig a— des eo h ab la rte u n m om en to . —A do nis e stá m uerto , s eñ o ra .. . Yo m e lla m o A do nay... Pe ro a n te s d e te rm in ar s u fr ase , a rra n có la m arc h a e l tr an vía . A qu el a c o n te cim ie n to m e c o nm ovió m uch o, m as n unca m e a tr ev í a r e c o rd arlo a m i a m ig a p ara n o l a s ti m ar s u a m or p ro p io . Pe ro a h ora e ra d ife re n te . Q uería s a b er a to da c o sta , d ónd e e sta ba a q uel A donay. L le g ué a la c asa d e Ev a. L a e n co ntr é ju g an do c o n s u h iji to d e u n a ñ o d e e d ad . A l v e rm e, c o rrió a s alu darm e, d ic ie n d o: —H ace u n ti em po q ue n o s e te v e, in gra to .. . ¿ Q ué te h em os h ec h o , p ara q ue te p ie rd as d e e sta m an era ? —O ye Ev a, v e n g o a p ed ir te u n g ra n fa vo r. —¿ Cuál? —p re g u ntó a d m ir a d a. —¿ En d ónd e e s tá A do nay? T em bló , m ir ó m e s o rp re n d id a y n o c o nte stó . —Yo te s u plic o , p or e s te n iñ o, q u e m e d ig as la v erd ad ... El R ey F ais a l le b usca p o r to dos lo s r in co n es. Pa re ce q u e s e h a e vap ora d o o q ue h a s id o tr ag ad o p o r la ti erra . Ev a s u sp ir ó . A bra za ndo a s u h ij o c o n e l b ra zo izq uie rd o, m e to mo la m an o y m e ll e vó a u n a a zo tea d ela n te d e la c a sa, d esd e d ond e e l m ar c a ía b ajo e l p le n o d om in io c íe la v is ta . El s o l e s ta ba a u n m etr o d e d is ta ncia d el h orizo nte . C on s u í n dic e , m e in d ic ó e l o caso y m e d ij o : —¿ Adonis ? ¿ A do nay? .. . A ban d onó e l p aís d e la in g ra ti tu d y s e d ir ig ió h acia d ond e s e p on e e l s o l. D ij o e sto , y s u e sp ír itu v o ló m ás a ll á d el h orizo nte . m ie n tr as q ue d o s lá g rim as d ora d as p o r lo s á u re o s ra yo s d el s o l a g o niza nte c o rr ía n s o bre s u s h erm oso s p ó m ulo s.
Página 292
T am bié n a fi nes d e a q u el v era n o lo s fr an ces es q ue q uería n d om in ar to do e l p aís , h osti liza ro n a l R ey F ais al. Es te, m al a co nseja d o p o r s u s g en era le s, p re se n tó la b ata lla d e Ma is a lú n, e n d on de fu e d err o ta do e l e je rc ito á ra b e p or fa lta d e r e cu rs o s. El r e y h uyó y la b ata lla c o stó a lo s s ir io s a lg un os c en te nare s d e m uerto s. Y la s u erte d e a q uel p aís d e m uerto s s e r e p ite . N i la s a n gre , n i l a s p ro fe cía s , n i e l e sfu erzo , n i la e xp erie n cia , h an s erv id o p ara q ue s u c ie lo d eje d e v er, a lg ú n d ía , c o lo re s q ue n ad a s ig n ifi can e n e l O rie n te , a m ás d e la e scla vitu d. Y a sí, m ie n tr as la s o pin io n es s e d iv id an , m ie n tr as n o h aya u na c ab eza q u e p ie n se y u n h om bre q ue a ctú e p or to do s, u na c a d en a m il e n aria , r e liq uia n efa sta d e la s g en era cio nes p asad as , a ta rá ta mbié n a la s g en era cio n es fu tura s, e n e l p aís y e n la r a za . L O S E D IT O RES <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 P AR TE P R IM ER A <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 C ap ít u lo I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 L IB A N O <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 C ap ít u lo I I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉs> 4 C O STU M BR ES L IB AN ES AS <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 4 C ap ít u lo I II <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉs> 6 C O SAS D E T O DO S L O S D IA S <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 6 C ap ít u lo I V <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉs> 1 1 E XTR EM OS C O NTR AR IO S <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 1 C ap ít u lo V <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉs> 1 6 C AS U ALID AD ES <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 6 C ap ít u lo V I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉs> 2 5 C AS O P R EM ED IT A D O <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 5 C ap ít u lo V II <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉs> 2 9 R ES U LT A D O D E U N E N CU EN TR O <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 9 C ap ít u lo V III <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNA> 3 9 C RO NIC AS <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉs> 3 9 C ap ít u lo <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 4 7 I X E L E SPIR IT U R EB ELD E <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 4 7 C ap ít u lo X <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉs> 5 3 T R AS U NA N O CHE D E C ALM A R UG E U N A M AÑ AN A T E M PE STU O SA <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 5 3 P AR TE S EG UNDA <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 5 9 C ap ít u lo I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉs> 5 9 P R O SC RIT O <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 5 9 C ap ít u lo I I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉs> 6 2 R EC U ER DO S <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 6 2 C ap ít u lo I II <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉs> 6 7 A D O LE S C EN CIA <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 6 7 C ap ít u lo I V <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉs> 7 2 E L A M OR <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉs> 7 2 C ap ít u lo V <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉs> 9 4 C O NSP IR AC IO N <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 9 4 C ap ít u lo V I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNA> 1 02 D ES PED ID A D O LO RO SA Y H UID A F A N TA S TIC A <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 02 C ap ít u lo V II <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 08 E N TR E L O S D RUSO S <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 08 C ap ít u lo V III <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 13 S U EÑ O R EALIZ A D O <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 13 C ap ít u lo I X <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNA> 1 17 M AE STR O Y D IS C IP U LO <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 17 C ap ít u lo X <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉs> 1 21
Página 293
P R IM ER A L E C CIO N D E S A BID URIA <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 21 C ap ít u lo X I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNA> 1 23 E L C ATE C IS M O D E L A R ELIG IO N D RUSA <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 23 C ap ít u lo X II <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 28 R EV ELA C IO N <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 28 C ap ít u lo X III <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 33 ¿ P R U EB AS? <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 33 C ap ít u lo X IV <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 50 C AR TA D E A R IS TO TE LE S A A D O NIS <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 50 C ap ít u lo X V <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 52 U NA V IS IO N T E R RIB LE <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 52 C ap ít u lo X VI A D O NIS <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 61 ¡ E N SÉ Ñ AM E A A M AR ! <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 61 C ap ít u lo X VII <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 74 A D O NIS , A BR E L A P U ER TA <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 74 C ap ít u lo X VII I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 83 A L B O RDE D EL P R EC IP IC IO <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉs> 1 83 C ap ít u lo X IX <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 89 D UDAS Y S U FR IM IE N TO S <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 89 C ap ít u lo X X <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 98 P R EPAR AC IO N <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 1 98 C ap ít u lo X XI <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 02 A PETE C ID O P E R O P R O HIB ID O <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNA> 2 02 C ap ít u lo X XII <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 07 E L D O LO R D E V IV IR <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 07 C ap ít u lo X XII I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 11 I N IC IA C IO N <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 11 C ap ít u lo X XIV <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 24 C ER EM ONIA S D E IN IC IA C IO N <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉs> 2 24 C ap ít u lo X XV <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 27 ¿ D E D O ND E V EN IM OS? ¿ D O NDE E STA M OS? ¿ A D O ND E V AM OS <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 27 E l sa be r <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉs> 2 28 E l p od er d e o ra r <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 34 E l h ace r y el ca lla r <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 40 C ap ít u lo X XVI <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 41 D ES FIL E D E A C O NTE C IM IE N TO S <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 41 P AR TE T E R C ER A <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 46 C ap ít u lo I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉs> 2 46 D AM AS C O <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 46 C ap ít u lo I I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉs> 2 48 T R ES P R IN CIP E S E N D AM ASC O <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 48 C ap ít u lo I II <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNA> 2 55 A D O NAY Y E L O BIS PO <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 55 C ap ít u lo I V <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNA> 2 58 C O SAS IN CR EIB LE S P ER O C IE R TA S <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 58 C ap ít u lo V <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉs> 2 65 E N TR E L O S D ER VIC HES <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 65 C ap ít u lo V I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNA> 2 75 L A V IR TU D E G OIS TA <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 75 C ap ít u lo V II <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 81 C O NSE JO S <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 81 C ap ít u lo V III <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 84 I N TE R R O G ATO RIO <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 84 C ap ít u lo I X <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNA> 2 87 U NA L LA M AD A U RG EN TE <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 87 C ap ít u lo X <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉs> 2 92 C O N E L M AS A LLA <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 92 C ap ít u lo X I <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNA> 2 95 E N L O S B U RDELE S <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 2 95 C ap ít u lo X III <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 3 08 M AR IA O M AG DALE N A <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 3 08
Página 294
C ap ít u lo X IV <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 3 15 U N D IS C U RSO P R O FE TIC O <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 3 15 C ap ít u lo X V <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 3 21 U LT IM OS C O NSE JO S Y U LT IM O A LIE N TO <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 3 21 C ap ít u lo X VI <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 3 24 L A R EC O M PE N SA D E L A V ER AC ID AD E N L A P O LIT IC A <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 3 24 C ap ít u lo X VII <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 3 26 A SI E S L A V ID A <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉs> 3 26 E PIL O GO <ÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsÉsNAÉs> 3 29